TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mina, gata da casa


Amigos

Em algum lugar de 2008, na Má-ringa. Fabiano, eu....

Hoje eu acordei assim ...


De Kim Joon


Affe!

Eu quero aumento de salário! Não quero bolsa!

Temporada de caça...


Ai, Meu Deus!

Ontem na TV aparecia um Zé Serra preocupado, cansado, com seus olhos mais pretos do que o habitual. Uma enchente dessas em São Paulo, nas vésperas das eleições? No$$a!

Uau!

Não é a natureza que encharca paulistanos, paulistas, cariocas...e até maringaenses. As cidades brasileiras são construídas por contratos embusteiros das administrações municipais com empresários gulosos. Uma casa é um pedaço da nossa história plantada em terreno coletivo de muitas histórias. Ao fazer uma casa prevalece um monte de bobagem que impermeabiliza o solo. Os mais pobres vão para os fundos dos vales. Anfíbios humanos. Pobres, negros, brancos e com pés de rãs! Em São Paulo, nas décadas de 1950/1960 as margens do Tietê foram liquidadas pelos empresários construtores. Faz tempo. E, agora, agora e desde sempre, São Paulo está condenada a mudar sua genética. Homens rãs. Anfíbios. Produtos da política, de planos diretores (dos diretores). Taí: a ganância de uns, leva à batraquice de outros.

Haja Arruda!


Ai que tesão ganhar dinheiro nas costas do maridão!


Do Blog do Professor Roberto Romano

O Estado de São Paulo
Terça-Feira, 26 de Janeiro de 2010

Mulher de Cabral dá assessoria para incentivos fiscais
Escritório da primeira-dama também defende concessionária do metrô e fornecedor do Rio

Alfredo Junqueira

RIO
O escritório de advocacia do qual a primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo Cabral, mulher do governador Sérgio Cabral (PMDB), é sócia oferece serviços de assessoria na obtenção de incentivos fiscais e em licitações públicas. Entre os serviços oferecidos no site do escritório Coelho, Ancelmo e Dourados Advogados está o auxílio na "celebração de contratos com a administração pública".

Na avaliação do presidente da 2ª Câmara do Conselho Federal da OAB, Alberto Zacharias Toron, responsável por processos disciplinares da entidade, o escritório da primeira-dama deveria se abster de participar dos casos que envolvem o Estado do Rio. A simples oferta de obtenção de incentivos fiscais pode atentar contra o código de conduta da OAB.

"TRÁFICO DE INFLUÊNCIA"

"Se forem tributos estaduais, há um claro conflito de interesse. Isso pode também configurar concorrência desleal contra advogados que não têm o mesmo acesso ao governador. E ainda abre brecha para tráfico de influência", disse Toron.

O site oferece assessoria para outros serviços jurídicos ligados ao setor público e político, como "elaboração de projetos de lei, decretos e atos normativos", além de "atendimento especializado para processos no âmbito do Tribunal de Contas e das agências reguladoras". O escritório ainda dá assessoria para "empresas públicas e controladas pelo poder público, casas legislativas, parlamentares, órgãos públicos e autarquias".

Para o professor de Ética e Política da Unicamp, Roberto Romano, a situação representa claro conflito de interesses. "Do ponto de vista estritamente ético, é errado. Não há possibilidade de informações sigilosas do campo estatal deixar de ser transferido para o campo privado. Porque a relação conjugal é a mais íntima que pode existir", disse.

Conforme o Estado revelou, Adriana é advogada da empresa concessionária do Metrô fluminense em ação proposta pelo Ministério Público do Rio. O escritório dela também representa a Service Clean, do grupo Facility, uma das principais prestadoras de serviço do Estado, em 28 processos trabalhistas. A Service Clean recebeu R$ 57,8 milhões na gestão Cabral.

Sócio da primeira-dama, Sergio Coelho garantiu que a assessoria na obtenção de benefícios fiscais não se refere a tributos estaduais. "Você não vai encontrar nenhuma participação nossa nesse tipo de atuação", afirmou.

Coelho também informou que todo escritório de direito de grande porte oferece os serviços que constam em seu site. "Não vamos deixar de ter esse tipo de atuação por conta da condição de primeira-dama da Adriana. Mas, em atenção a ela, assumimos o compromisso de não atuar em casos que envolvam o Estado.
**************************************
COMENTÁRIO: No Braziu os melhores empregos (sic) são dados às mulheres, amantes, filhos, sobrinhos e cia familiar dos políticos. Oh, raça preguiçosa.

Desordem sem progresso

Foto arte: por Guto cassiano
Enviado pela CREMILDA TEIXEIRA, de São Paulo, lutadora.


Quase metade dos professores temporários,que vão lecionar na escola pública de São Paulo, não conhecem a matéria que vão ensinar. São cento e oitenta e dois mil….
Fizeram uma prova e não conseguiram a média. O critério foi mudado. Contou pontos até os anos que estavam na sala de aula. Estavam na sala de aula e não sabiam a matéria que deveriam ensinar, foi contado como pontos. Nem assim conseguiram.
Professor que não sabe a matéria que ensina, é um estelionatário.
Agora ele pode enganar e ludibriar o povo de modo garantido pelo governador de São Paulo. A imprensa vai considera-lo um herói, um abnegado. Afinal vai trabalhar na periferia, e aluno pobre, segundo a imprensa é um ser perigoso. Um bandido em potencial.
Que a maioria dos professores de escola pública não está preparado para ensinar é público é notório. A novidade é isso ser divulgado. Nâo é novidade a gente saber que esses professores vão continuar vendendo aula…
A declaração mais escabrosa, é que esses professores sem capacidade vão ser encaminhados para a periferia. Venderão aulas na periferia, onde os alunos são mais pobres, justamente a periferia que precisa mais ainda de conhecimento….
Se aluno não é considerado um cidadão, se nem é considerado gente, imagina aluno de periferia. Onde as escolas estão superlotadas. Vão aprender a enganar a mentir ….para isso eles nem precisam ir na escola.
O cidadão quando mais pobre mais aceita a corrupção e a escola pública como um favor que o estado está lhe dando….são os futuros eleitores cegos. Aprenderão a assinar o nome, o suficiente para tirar o titulo de eleitor. Pronto. Está tudo certo….

*************************

COMENTÁRIO: Ouvi o Secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato, dizer que os reprovados irão dar aulas. Nada mal para um ex-Ministro da Educação, do FHC, que tentou a privataria na educação. Aos pobres, a periferia. Aos garotos pobres, os professores reprovados. Eita, Braziuuuu!

Repetindo...


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Beijaço!


Beijaço, do Blog da DENISE, Síndrome de Estocolmo

Revista Forum:

Manifestantes preocupados em defender as medidas contempladas no 3º Plano de Direitos Humanos (PNDH-3), apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do governo federal, vão promover um “beijaço” público (Kiss in) no próximo dia 7 de fevereiro, em São Paulo. O evento está marcado para a avenida Paulista, esquina com a rua Augusta, às 17 horas.

O objetivo é defender medidas contempladas no PNDH-3, dentre elas:

•a união civil entre pessoas do mesmo sexo,
•a criminalização da homofobia,
•a adoção homoparental
•a legalização do aborto e
Tais propostas foram duramente atacadas, sobretudo pela imprensa comercial e lideranças religiosas.

Fruto de uma mobilização feita via Twitter e redes sociais, os manifestantes pretendem, segundo o jornalista Augusto Patrini, expressar seu comprometimento e apoio à implementação destas políticas públicas. “Pensamos que o caráter laico da sociedade brasileira deve ser fortemente respeitado”, defende Patrini.

Distorção midiática

Um dos textos que falam a respeito da manifestação, disponível aqui, lembra que, ao contrário do que vem sendo divulgado na mídia tradicional, o plano foi amplamente discutido por meio de um processo que culminou na Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em 2008. No entanto, após sua divulgação em dezembro do ano passado, “passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que fazem dos seus interesses privados, interesses públicos. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos”, diz o texto.

Leia também: Elas são mais corajosas – Entre os segmentos mais excluídos da sociedade, travestis e transexuais se organizam para enfrentar as inúmeras violências que sofrem no dia-a-dia.


Foto: Cena do seriado Six Feet Under

Livro gratuito (e-book)


Biodiesel o “Óleo Filosofal”: Desafios para a educação ambiental no caldeirão do “Desenvolvimento Sustentável

Resumo em Inglês: We had as main objective of our work to express one contribution for constitution of environmental conscience, through historical reflection looking for to analyze the National Program of Pr...

Palavras-chave em Inglês: Educação Ambiental, Ecologia Política, História Ambiental, Cultura e Poder.

Autor: Jozimar Paes de Almeida
Ano publicação/produção: 2010
Valor: 0 €
Tamanho: 0,475 Mbytes
Formato: pdf
Tipo: Livro/E-Book


Áreas temáticas: Ciências da Educação, Ciências e Tecnol. do Ambiente, Ciências Políticas
Documento descarregado: 60 vezes
Documento consultado: 73 vezes


O livro pode ser baixado gratuitamente de dois sites:

1) http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Nav=1&lang=pt

ou

2) http://www.bvce.org/

Esquadrão da morte

do BLOG RECOMEÇO
LEOPOLDINA, MG
Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar oferece recompensa de R$ 5 mil para quem entregar ACUSADOS "vivos ou mortos"


Leia a notícia AQUI no site Último Segundo

Leiam a opinião do leitor Júlio César Pinheiro de Itajubá-MG, no jornal Estado de Minas, 23/01:

Recompensa: Cartaz de entidade causa mal-estar

“Tem toda a razão do mundo o Ministério Público do Rio de Janeiro ao anunciar que vai apurar a responsabilidade pelo cartaz do Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar que oferece recompensa de R$ 5 mil para quem entregar ‘vivos ou mortos’ os assassinos do sargento Wilson Alexandre de Carvalho, de 41 anos, executado a tiros por traficantes no Estácio, na Zona Norte, domingo passado.
De acordo com Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção RJ, que condenou o cartaz, o autor pode ser responsabilizado intelectualmente pelo crime, caso alguém mate os assassinos e exija a recompensa.
Pensávamos que isso era coisa do passado, do Velho Oeste norte-americano. Contudo, é de nossos dias, prova cabal da ausência do Estado na área de segurança pública. A oferta deveria ser de recompensa por informações e não pelo criminoso vivo ou morto, ao estilo faroeste.”

BraziuUUU!


05/01/2010 Herança maldita do Blog Recomeço, Glória, Leopoldina, MG
Publicado no jornal Estado de Minas. Como só abre para assinante, segue a matéria:

De 1980 a 2000, 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país
Walter Sebastião
Um milhão de pessoas assassinadas no Brasil entre 1980 e 2000. Quinhentas mil nos anos 1990, a década mais violenta do país. Chocantes, os números são apresentados bem no início do primeiro episódio de Lutas.doc, série de cinco filmes que vai ao ar a partir de hoje na TV Brasil, transmitida em Minas Gerais pela Net.
Tentando entender como se forma e se desenvolve esse caudaloso rio de sangue, os diretores Luiz Bolognesi e Daniel Augusto propõem um grande debate. Fizeram cerca de duas dezenas de entrevistas, ouvindo de presidentes e ex-presidentes da República (Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique) a historiadores, filósofos, escritores, psicanalistas e moradores de rua, entre outros cidadãos.
Utilizando recursos de animação, trechos de filmes, informação e análise, a dupla oferece outro retrato do Brasil. Bem realizada e envolvente, a série faz pensar. O ponto de partida leva o título “Guerra sem fim”: com demolidora argumentação, desmonta-se a imagem do Brasil como sociedade pacífica e do brasileiro como gentil por natureza. O segundo episódio, “Recursos humanos”, volta-se para a escravidão e revela as cicatrizes sociais com suas tensões, ambiguidades e a dificuldade de passar das palavras a atos de transformação.
O terceiro, “Fábrica de verdades”, mostra como a mídia, especialmente a televisão, nega a violência e a brutalidade das relações sociais. O quarto, “Heroína sem estátua”, investiga a discriminação silenciosa das mulheres. O epílogo, “O que vem por aí”, é uma conversa sobre o futuro polarizada entre quem acha que o Brasil está em guerra civil e quem acredita que o crescimento econômico e político pode mudar a situação.
HERANÇA
“Lutas.doc
é uma reflexão sobre os brasileiros a partir de todo o sangue derramado no Brasil e da nossa violência, sempre escondidos sob o tapete”, afirma o diretor Daniel Augusto. “A violência contemporânea é herança histórica”, enfatiza. Consequência de raízes econômicas da sociedade e fruto da desigual distribuição de riquezas, ela vai se espraiando por todas as relações sociais. O diretor chama a atenção para o fato de que, agravando a situação e impedindo que ela seja enfrentada, a realidade é ocultada por mitos que amenizam e escondem a crueldade das relações humanas no Brasil.
“Um dos problemas da violência brasileira é o fato de ela ser muito implícita”, observa Daniel. Cordialidade, democracia racial e país abençoado são alguns desses mitos que impedem a sociedade de se mobilizar, acredita. “Com Lutas.doc, nosso objetivo é abrir discussão aprofundada, mas aberta a pessoas de todas as idades e de qualquer lugar do país”, explica.
O trabalho tem destinatário especial: “Gostaríamos que o pessoal que está no segundo grau e começando a universidade visse os filmes, pois eles experimentam momento crucial de inserção na sociedade. O jovem carrega forte poder de mudança”. Os realizadores torcem que os filmes cheguem às escolas como material didático.
A violência brasileira tem solução? “Tem, mas o tema é complexo e cobra atuação em várias frentes, não será resolvido em um ou dois governos. A solução passa por mais presença do Estado em alguns campos, como oferecer à população mais acesso à educação, à saúde e a melhores condições de vida, além de oportunidades reais de realização. É fundamental a melhor distribuição de renda ”, responde Daniel Augusto. A pacificação da sociedade brasileira, adverte o diretor, “depende de não ficar jogando a população brasileira na lata de lixo da história”.
Além da expectativa em relação à estreia da série na televisão (“ela se comunica com todo o Brasil”), Daniel vê com otimismo o avanço do diálogo entre emissoras e produtores independentes. “Esse caminho traz outros olhares, estéticas e propostas, o que permite oferecer maior variedade de conteúdos, sem doutrinação, para o espectador”, explica.
“A TV é o veículo de comunicação mais difundido no Brasil e um dos menos reflexivos. O cinema brasileiro pensa muito mais o Brasil do que a TV. Falta a ela oferecer debates mais interessantes”, conclui. A ideia do projeto partiu de Luiz Bolognesi, que convidou Daniel para a empreitada.
O paulista Bolognesi tem 43 anos, formou-se em jornalismo e cursou ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP). É o roteirista dos longas-metragens de ficção Bicho de sete cabeças e Chega de saudade, dirigidos por Laís Bodanszky, de O mundo em duas voltas, filme sobre a trajetória dos navegadores da família Schurmann. Também foi corroteirista de Doutores da Alegria. Daniel Augusto tem 37 anos, é formado em cinema e mestre em literatura pela USP. Dirigiu o documentário Fordlândia (lançado ano passado, na segunda edição do Festival É Tudo Verdade) e a série Mapas urbanos, sobre cidades do Brasil sob o crivo de poetas e compositores, premiado na República Tcheca em 2003. Foi codiretor de O diário de Naná Vasconcelos.
LUTAS.DOC
Série de cinco filmes documentais sobre a violência brasileira. Em cartaz na TV Brasil (canal 3 da NET) de hoje a 2 de fevereiro. Terças-feiras, às 23h, com reprises às quintas-feiras, à meia-noite.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ai que tesão usar o dinheiro do povão!

Do BLOG do Angelo Rigon da Má-ringa
A deputada estadual Cida Borghetti (PP) foi a campeã de gastos ressarcidos em pleno dezembro, mês de férias, da Assembleia Legislativa do Paraná. Ela foi ressarcida em R$ 49.443,30, informa matéria da Gazeta do Povo. A maior parte dos gastos foi com publicidade (divulgação da atividade parlamentar); em dezembro ela não gastou com pesquisa. A maior parte dos recursos (R$ 28.073,22) foi gasta com a Viva Propaganda e Publicidade. Seu marido, Ricardo, foi campeão de ressarcimento (verba indenizatória) na Câmara Federal, em 2008.

Arruda


Singelo gato


Do Miran

Um pouco atrasado...

Do Guto cassiano

Haja dinheiro!

do Guto Cassiano

Sós os políticos realizam seus sonhos....

Do Acir Vidal
... castelos, festas de peões (não é tuma?), fazendas, bois voadores...

Cuidado! Políticos trabalhando


Psssiu!


eita!


Arte do Acir Vidal

Braziu


...


Poizé!

Por Guto cassiano

Camisetas .... a escolher













À venda no Blog do Guto cassiano

Tuma o nosso dinheiro

O senATOR Tuma, hein! pega a verba indenizatória e vai na festa dos bois. Bois caros. E ainda vai com a família! Família que usa a verba indenizatória unida....

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Before night falls







A gente não conhece a cultura cubana. Seus escritores, músicos. Só Fidel. Então, eu vi o filme Before night falls, Antes do anoitecer, sobre a poesia e vida de Reinaldo Arenas (1943-1990), escritor, poeta cubano que foge para os EUA. Homossexual, poeta maldito e perseguido, foi viver em outras paradas não menos duras que Cuba. Ele disse: "Quando você apanha em um país comunista, você tem que aplaudir seu algoz. No capitalismo, você grita". Suicidou-se. O filme é super triste. Mas, é singelo. É áspero. Mas também é leve. É sobre a condição humana. Lá em Cuba, depois nos EUA. Eu me simpatizo com suicidas.
O filme é lindo. Javier Barden faz Reinaldo Arenas. Vou comprar o livro.
***********************
Um trecho do livro:

« Será que ninguém sente o crepitar desesperado da Ilha onde milhões de escravos (já nem cor têm) esgaravatam inutilmente a terra? Não há nada a dizer; resta-nos derrear o corpo e fuçar. Não há nada a dizer da liberdade; aqui ou nos calamos ou morremos com um tiro. Não há nada a dizer da humanidade; aqui, ou aplaudimos ou morremos com um tiro. Não há nada a dizer dos sagrados princípios da justiça: aqui, ou prostramos o nosso corpo de escravos ou morremos naturalmente com um tiro. Assim se resumem os nossos direitos.»

Mulher cama, mesa e sala ...


Fotos: a de cima de Raul Zito, G-1
a segunda Reuters.
O Toinho da Passira, do Blog passira news, lembra: nos desfiles fashion isso e aquilo (que assisto, sim, senhora) a mais clara mulher-objeto. Desejos. DESEJOS....
Lembro-me criança. Eu pendurava um monte de parafernália na cabeça, lenços, véus da minha mãe comungar (que eram pretos e lindos)... Não podia ver um fio que virava colar, pulseiras... Grampos de cabelo viravam brincos. Eram objetos permanentes de desejo.

Na Má-ringa, a amizade é tudo!


21.1.10
A equipe da Semuc do Blog do Rigon, na Má-ringa

Além da secretária Flor Duarte, que recebe R$ 7.430,00, temos dois CC4 - Antonia Isepato dos Santos e Rafaela Carla Zandonai Cansin - que são Assessoras IV (não se sabe quais funções exercem) recebendo cada uma R$ 1.310,95; três cargos de Gerência CC-2, R$ 2.999,91 cada um, exercidos por Antonio Liu de Oliveira - gerente de Cultura -, e Márcia Juliane Valdivieso Santa Maria - gerente de Promoção de Leitura, além Rachel de Oliveira Coelho - gerente de Patrimônio Histórico. Há outros dois cargos de CC3, Assessor III, que também não se sabe o que fazem, com remuneração de R$ 2.104,27 cada um: Gilberto Valentim, que se não me engano foi candidato a deputado federal, com o apelido de ‘Pé Vermelho’ e o mesmo número usado por Odílio Balbinotti quando do PSDB e segundo dizem, num armação que visava tirar votos de Balbinotti. O outro CC3 era Jader Tuler, que saiu da lista de comissionados. Há ainda um cargo de diretor administrativo, que não encontramos o seu titular e se está preenchido. Custo anual em salários e encargos, aproximados R$ 415.000,00 anuais. É muita coisa. Em Londrina, pelo que constatamos há apenas o secretário como comissionado; o restante da secretaria é de funciários efetivos.


Akino Maringá, colaborador

**********************

COMENTÁRIO: e pensar que paguei meu IPTU direitinho. e pensar que os salários dos professores municipais é o uó da argolinha.

Na vizinha Sarandi ...


21.1.10
Panfleto teria causado prisões em Sarandi
Do Blog do Angelo Rigon, da Má-ringa

Cinco integrantes do Comitê de Lutas Sociais de Sarandi foram presos agora à noite, por estarem entregando panfletos convidando a população para acompanhar o depoimento do prefeito Milton Martini (PP) na Comissão Processante. Como entregar panfleto (ainda) não é crime, é possível que seja algo relacionado ao seu teor, como observou Rafael Gotardo, de onde pinçei a foto. Advogados estariam neste momento na delegacia de polícia para tentar obter a liberação dos detidos.


*************************************

COMENTÁRIO: Que meda, hein? Que MEDA eçes políticos têm do povo. E que autoritarismo, hein?

Enquanto os políticos brazilerus brigam, lá no céu...

cap-tirado do Blog do Roberto Romano

Eita, sÔ!


Primos!

Roque: também não sei, não. Os primos são tão primos! Ninguém passa pelo detector.

Primos: parem de brincar de creche de terceira idade!

Para mim, o impaciente e narcísico presidente caiu na armadilha do tucano Sérgio Guerra. Aliás, para a idade do tucano deveria parar de brincar de creche de terceira idade. O tucano fica ridículo com esse tipo de opozissão. Primos, que se entendam!

SeDEX, EPT EX, vida boa!


Confira no Blog do Professor Roberto Romano


Texto para debate
3º Encontro dos Petistas no Exterior
(EPTEX)
Lisboa, 22 a 24 de janeiro de 2010

Braziu!

Cap-tirado do Blog do Professor Roberto Romano
O Estado de São Paulo
Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010 Versão Impressa
Comparação incomparável
Dora Kramer

O presidente Luiz Inácio da Silva faz o estilo caudilho, quer mandar em tudo e em todos. Ao PT impôs uma candidata que o partido carrega contrariado, mas conformado, refém de duas crises: de identidade e de baixa estima.

Abriu mão de decidir sobre o próprio destino porque não sabe mais quem é nem o que quer a não ser se manter no poder tendo como referência única a popularidade de Lula. A conquista desse capital por meio de um trabalho de construção do mito fez com que o partido transferisse ao chefe todo poder de escolher seus caminhos.

Como se ele fosse o único dono de discernimento, habilidade política e capacidade estratégica entre milhares de petistas.

Em grau menor, os outros aliados ao presidente agem da mesma forma. Não só deixam que Lula interfira em suas decisões, como pedem sua interferência para resolver pendências.

Já houve ocasião em que a assessoria de comunicação do Palácio do Planalto quis dar a impressão de que Lula poderia até influir nas decisões dos oposicionistas. Foi quando divulgou que o presidente daria "um jeito" de convencer o governador de Minas, Aécio Neves, a insistir na candidatura presidencial para "forçar" o governador de São Paulo, José Serra, a optar pela reeleição.

Lula muda o calendário eleitoral, transgride a legislação sem pejo nem contestação, faz candidatos desistirem de concorrer a governos de Estados, determina quem vai disputar o Senado, transforma um político de dimensão nacional como Ciro Gomes em estafeta de suas conveniências, quer mandar na escolha do candidato a vice do PMDB e, no ápice da convicção de ser absoluto, vive a convicção de que pode comandar a vontade do eleitor que o seguiria independentemente da qualidade da candidatura por ele sustentada.

Em resumo, transita como um coronel em seu hábitat, o curral eleitoral.

Feito o longo enunciado da premissa, vamos ao ponto: só esse modo de agir de Lula já seria suficiente para marcar a especificidade do processo eleitoral brasileiro e a impossibilidade de compará-lo a qualquer outro na tentativa de estabelecer paralelos com resultados de eleições já concluídas.

Especificamente a do Chile, onde Sebastián Piñera derrotou o ex-presidente Eduardo Frei, candidato da presidente Michele Bachelet, dona de 81% de aprovação popular.

Como raciocínio hipotético à falta de uma discussão mais consistente, até vale o cotejo. Mas a conclusão de que é "prova" de que voto não se transfere e, portanto, Dilma teria necessariamente o destino de Frei é falha. E rasa.

Não leva em conta as diferenças abissais entre os dois países, seja no histórico, na formação educacional de suas populações, na definição ideológica dos partidos, na identificação entre eles na formação das coalizões, na natureza da popularidade de um e de outro presidente (aqui fruto de um bem montado esquema de culto à personalidade) e, principalmente, no papel dos chefes de ambas as nações no processo eleitoral.

Ao contrário de Lula, Bachelet não carregou um "poste". Uma por questão de estilo e circunstância, outra porque Eduardo Frei tem história no Chile.

Lá, a transferência de votos não foi questão decisiva como será aqui nem a presidente da República galvanizou as atenções tomando ela o lugar do candidato. Tampouco são semelhantes as razões do eleitorado para decidir.

Essas observações não pretendem montar uma equação a respeito de vantagens ou desvantagem comparativas, mas apenas pontuar uma obviedade: impossível comparar situações diferentes e pretender chegar a uma conclusão razoavelmente condizente com a realidade.

O que vai definir o desempenho de Dilma é o grau de empatia que ela conseguir, ou não, estabelecer com o eleitor.



Cartada

Tanto o PT quanto o PSDB de Minas acham que o ministro Hélio Costa blefa quando diz que será candidato ao governo do Estado do PMDB, mesmo sem o apoio dos petistas.

Nenhum dos dois lados acredita que Hélio Costa ignore a hipótese de sua candidatura minguar se estiver imprensado entre duas fortes estruturas nacionais. O PT tem Lula e Dilma e o PSDB a campanha presidencial de José Serra.

A esperança de Costa é que Lula faça o PT desistir de candidatura própria ou dê ao ministro a vaga de vice na chapa de Dilma. A torcida dos tucanos é que isso não aconteça e Hélio Costa concorra ao Senado em aliança com o PSDB.



Palanque múltiplo

A divisão do palanque estadual do Rio entre os candidatos presidenciais Marina Silva e José Serra pode acabar confundindo o eleitor.

Fernando Gabeira diz que fará campanha "unicamente" para Marina. Mas, como titular da coalizão com PSDB, PPS, PV e DEM que lhe dará de seis a oito minutos na televisão, terá de aceitar que todos os demais partidos façam campanha "unicamente" para Serra.

Choro ...

Foto: R. Avedons, E. Pound, 1958
Lya Luft


Enviado pelo Luciano Carvalhais. Grata!


Trabalhar e sofrer
"Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade"



“O trabalho enobrece” é uma dessas frases feitas que a gente repete sem refletir no que significam, feito reza automatizada. Outra é "A quem Deus ama, ele faz sofrer", que fala de uma divindade cruel, fria, que não mereceria uma vela acesa sequer. Sinto muito: nem sempre trabalhar nos torna mais nobres, nem sempre a dor nos deixa mais justos, mais generosos. O tempo para contemplação da arte e da natureza, ou curtição dos afetos, por exemplo, deve enobrecer bem mais. Ser feliz, viver com alguma harmonia, há de nos tornar melhores do que a desgraça. A ilusão de que o trabalho e o sofrimento nos aperfeiçoam é uma ideia que deve ser reavaliada e certamente desmascarada.
O trabalho tem de ser o primeiro dos nossos valores, nos ensinaram, colocando à nossa frente cartazes pintados que impedem que a gente enxergue além disso. Eu prefiro a velha dama esquecida num canto feito uma mala furada, que se chama ética. Palavra refinada para dizer o que está ao alcance de qualquer um de nós: decência. Prefiro, ao mito do trabalho como única salvação, e da dor como cursinho de aperfeiçoamento pessoal, a realidade possível dos amores e dos valores que nos tornariam mais humanos. Para que se trabalhe com mais força e ímpeto e se viva com mais esperança.
O trabalho que dá valor ao ser humano e algum sentido à vida pode, por outro lado, deformar e destruir. O desprezo pela alegria e pelo lazer espalha-se entre muitos de nossos conceitos, e nos sentimos culpados se não estamos em atividade, na cultura do corre-corre e da competência pela competência, do poder pelo poder, por mais tolo que ele seja.
Assim como o sofrimento pode nos tornar amargos e até emocionalmente estéreis, o trabalho pode aviltar, humilhar, explorar e solapar qualquer dignidade, roubar nosso tempo, saúde e possibilidade de crescimento. Na verdade, o que enobrece é a responsabilidade que os deveres, incluindo os de trabalho, trazem consigo. O que nos pode tornar mais bondosos e tolerantes, eventualmente, nasce do sofrimento suportado com dignidade, quem sabe com estoicismo. Mas um ser humano decente é resultado de muito mais que isso: de genética, da família, da sociedade em que está inserido, da sorte ou do azar, e de escolhas pessoais (essas a gente costuma esquecer: queixar-se é tão mais fácil).
Quanto tempo o meu trabalho – se é que temos escolha, pois a maioria de nós dá graças a Deus se consegue trabalhar por um salário vil – me permite para lazer, ou o que eu de verdade quero, se é que paro para refletir sobre isso? Quanto tempo eu me dou para viver? Quanto sobra para meu crescimento pessoal, para tentar observar o mundo e descobrir meu lugar nele, por menor que seja, ou para entender minha cultura e minha gente, para amar minha família?
E, se o luxo desse tempo existe, eu o emprego para ser, para viver, ou para correr atrás de mais um trabalho a fim de pagar dívidas nem sempre necessárias? Ou apenas não me sinto bem ficando sem atividade, tenho de me agitar sem vontade, rir sem alegria, gritar sem entusiasmo, correr na esteira além do indispensável para me manter sadio, vagar pelos shoppings quando nada tenho a fazer ali e já comprei todo o possível – muito mais do que preciso, no maior número de prestações que me ofereceram? E, quando tenho momentos de alegria, curto isso ou me preocupo: algo deve estar errado?
Servos de uma culpa generalizada, fabricamos caprichosamente cada elo do círculo infernal da nossa infelicidade e alienação. Essas frases feitas, das quais aqui citei só duas, podem parecer banais. Até rimos delas, quando alguém nos leva a refletir a respeito. Mas na verdade são instrumento de dominação de mentes: sofra e não se queixe, não se poupe, não se dê folga, mate-se trabalhando, seja humilde, seja pobre, sofrer é nosso destino, darás à luz com dor – e todo o resto da tola e desumana lavagem cerebral de muitos séculos, que a gente em geral nem questiona mais.
******************************************
Comentário:
Vejo a Universidade onde trabalho assim. Todos trabalham movidos por fluoxetina. Inclusive, eu. Publicamos artigos. Uau! Somos bons. Viajamos para trilhões de eventos. Damos boas aulas aos nossos alunos? Aliás, uma pergunta precede: estamos dando aulas aos nossos alunos? Ou faltamos? Temos paciência nas aulas? Nas orientações? Estamos lendo, estudando? Ou repetindo? repetindo, repetindo... ensinando os alunos a sórdida maneira de burlar do brasileiro?
Estamos tendo paciência com colegas mais esmerados? Colegas que pensam em outro ritmo? Que escrevem 20 folhas sobre um trabalho para dialogar com o aluno enquanto escrevo uma só?
Gosto muito da frase do Vianinha (Oduvaldo Viana Filho): O trabalho enobrece ... o nobre.
Claro, colegas: detesto professor vagal. Estou falando do trabalho compulsivo, narcísico, repetitivo.

Braziu!

Braziu!

Arquivo do blog

Marcadores