TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

sábado, 31 de julho de 2010

Taí, gente!


Good day!

Bom sábado!




We Shall Overcome
Hey we shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We shall overcome someday

Well we'll walk hand in hand, we'll walk hand in hand
We'll walk hand in hand someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We'll walk hand in hand someday


Well we shall live in peace, we shall live in peace
We shall live in peace someday
Darlin' here in my heart, yeah I do believe
We shall live in peace someday


Well we are not afraid, we are not afraid
We shall overcome someday
Yeah here in my heart, I do believe
We shall overcome someday


Hey we shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Darlin' here in my heart, I do believe
We shall overcome someday
We shall overcome someday
We Shall Overcome

(Tradução)
Hey nós vamos vencer, nós vamos vencer
Nõs vamos vencer um dia
Querida aqui em meu coração, sim eu realmente creio
Que nós vamos vencer um dia


Bem, andaremos de maos dadas, andaremos de maos dadas
Andaremos de mao dadas um dia
Querida aqui em meu coração, sim eu realmente creio
Que nós andaremos de maos dadas um dia


Bem, viveremos em paz, viveremos em paz
Viveremos em paz um dia
Querida aqui em meu coração, sim eu realmente creio
Que viveremos em paz um dia


Bem, não estamos com medo, nao estamos com medo
Nós vamos vencer um dia
Sim bem aqui em meu coração, eu tenho fé
Nõs vamos vencer um dia


Hey nós vamos vencer, nós vamos vencer
Nõs vamos vencer um dia
Querida aqui em meu coração, eu realmente creio
Que nós vamos vencer um dia
Que nós vamos vencer um dia

Nós, os tolos

Domingão,

com Televisão

Gugu

dada

que visão!


Do Blog do Acir Vidal

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) voltou a mostrar sua ira.
Na tarde desta quinta-feira, o candidato ao governo de Alagoas ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ e ameaçou o jornalista Hugo Marques devido a uma nota publicada na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.
“Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da p…”, esbravejou Collor, após explicar ao repórter o motivo de sua ligação.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, o jornalista ameaçado declarou que, ao constatar o teor da ligação, preferiu desligar o telefone imediatamente.
- Eu não queria ouvir insultos e nem responder. Fico preocupado dele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada – revelou.
O jornalista disse que não vai se manifestar contra o político e que também não pretende acionar entidades de classe, porém considerou “lamentável” a atitude do ex-presidente”, já que vivemos num regime democrático.
- Não tenho nada contra ele, mas é lamentável que um sujeito desses ligue para uma redação e ameace uma pessoa. Ele poderia ter mais cautela, poderia respeitar os direitos humanos – concluiu.
O jornalista revelou, ainda, que Collor estaria desgostoso com a revista por conta de outras matérias em que o político é citado, principalmente a respeito de uma entrevista com sua ex-mulher, Rosane Malta, em que é indicado como sonegador de impostos.

(*) O Globo.

E o partido verde, hein?!

do BLOG do ACIR VIDAL
HONORÁVEIS senhores ....No MA, TRE livra Sarney Filho da lei da ‘Ficha Limpa’

Tribunal decide que nova lei só vale para infrações futuras
Decisão contraria expressamente o entendimento do TSE

Por cinco votos contra um, o TRE do Maranhão, mandou ao arquivo um pedido de impugnação que o Ministério Público movera contra José Sarney Filho, o Zequinha.
Filiado ao PV, Zequinha (na foto ao lado beijando o pai, José Sarney), disputa a reeleição para o cargo de deputado federal.
Para a Procuradoria, a lei da Ficha Limpa tornou o filho do presidente do Senado inelegível. Por quê? Zequinha tem contra si uma condenação de 2006.
Nas eleições daquele ano, o deputado fora punido pela Justiça Eleitoral por ter feito propaganda política ilegal na web, num sítio oficial da prefeitura de Pinheiro (MA).
Alvejado agora pelo pedido de impugnação, Zequinha recorreu ao TRE. O argumento central da contestação é o seguinte:
A lei da Ficha Limpa não pode reatroagir no tempo, sob pena de violar o Código Civil e a Constituição.
Os advogados de Zequinha invocaram princípios como o da “irretroatividade da lei”, “coisa julgada” e “segurança jurídica”.
Instado a se manifestar, o Ministério Público reafirmou o pedido de impugnação. Argumentou que a lei da Ficha Limpa tem aplicação imediata.
Relator do processo no TRE maranhense, o juiz Magno Linhares reconheceu em seu voto que o TSE “decidiu, por maioria, pela aplicabilidade imediata da nova lei”.
Magno Linhares chegou mesmo a reproduzir um trecho das declarações feitas no TSE pelo ministro Arnaldo Versiani:
“A nova lei [...] se aplica aos processos em tramitação ou mesmo já encerrados antes da sua entrada em vigor [...]”.

É, precisamente, o caso do deputado Zequinha, cuja condenação ocorreu quatro anos atrás.
A despeito da posição do TSE, o relator do TRE maranhense posicionou-se em sentido oposto. Para ele, a lei não vale para condenações ocorridas no passado.
O voto de Magno Linhares, seguido por outros quatro juízes, prevaleceu em sessão realizada pelo TRE nesta segunda-feira (26).
No texto que levou à decisão, o relator se escora no artigo 5º da Constituição. Escreve que a lei não pode retroagir senão para beneficiar o réu.
O juiz maranhense reconhece em seu voto que a lei da Ficha Limpa “é um grande avanço e um moderno instrumento de valorização da ética na política brasileira”.
Porém, escreveu Magno Linhares, “não pode servir de ameaça permanente às garantias individuais e às demais regras basilares do Estado democrático de direito”.
O relator citou Mequavel: “É imprudente, e, portanto desaconselhável, passar abruptamente da clemência à crueldade”.
O Ministério Público recorrerá da decisão. O caso subirá ao TSE. Mas não vai morrer ali. As dúvidas que assediam a lei dos prontuários higienizados só serão elucidadas no STF.
Até lá, outros candidatos bichados passarão pela fresta aberta no Maranhão. Entre eles Jackson Lago (PDT), que tenta retornar ao governo do Estado depois de ter sido cassado pelo TSE no ano passado.


(*) Do blog do Josias de Souza.

A peste emocional, pour Reich


Les domaines de la peste émotionnelle Clique aqui

Le pestiféré ascétique justifie sa débilité sexuelle par des exigences morales et l'individu pestiféré se distingue du bien portant par le fait que ses maximes ne s'adressent pas à lui-même mais, en premier lieu, et surtout à son environnement. Si le bien portant aime discuter de ses motifs, le pestiféré se met en colère quand on les évoque. Et, pour Reich, nul individu ne peut être exempt des dispositions à la peste émotionnelle. Il décrit donc les domaines où elle sévit :

Le mysticisme « dans ce qu'il a de plus destructif »,

Les efforts passifs ou actifs vers l'autoritarisme,

Le moralisme,

les biopathies de l'autonomisme vital, (nous sommes en 1933),

la politique partisane,

la maladie de la famille,

les systèmes d'éducation sadiques,

la délation et la diffamation,

la bureaucratie autoritaire,

l'idéologie belliciste et impérialiste,

le gangstérisme et les activités antisociales criminelles,

la pornographie,

la haine raciale.

Deus te ilumine, ic, óc!

Maria Rita Kehl diz em um texto seu que brasileiro tem medo de enfrentar conflitos. Assino embaixo. Nos dias (aliás, meses) em que enfrento conflito político e institucional o que mais encontro são mensagens assim: "Que Deus te ilumine"; "Um beijo em seu coração"; "Fique com Deus (e seu problema)"; "Deus achará um caminho para você". Blá blá blá. Todos tomaram hipocrisil. Desfazem-se de você como se fosse leprosa. Ui, Deus está aí, chame-o! Eu não posso fazer nada por vc, estou com pressa. Uma onda de infantilismo permeia a cabeça de adultos. Só Deus é pai! Animismo? Impotência? Prepotência? Medo? Covardia? Os adultos só falam e chamam o Pai. Para qualquer coisa. Para coisas que são dos homens. Têm medo de agir. Resolveram ser bonzinhos. Como não acredito em homens ou mulheres bonzinhos (destes o inferno está cheio) , nem em cafézinho ...

Cacareco

Cacareco, bem cacareco. Paulo Diniz, Pingos de amor...

Eita, tempo, tempo

rádio primavera

lá na cidadezinha

o som

o tom

foi bom

E agora, José?

E agora, José? por Drumond

Com a chave na mão e a porta fechou...

O mundo de ponta cabeça...

E segue a letra da música, muito irônica e certeira:
Grata, professor Romano



The World Turned Upside Down
The text of this ballad is drawn from the Thomason Tracts (669. f. 10 (47)), where it is dated 8 April 1646. In it, the author decries the passing of all the favorite English Christmas traditions which he feels were killed at the Battle of Naseby in 1645.

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The World Turned Upside Down
To the Tune of, When the King enioys his own again.
Listen to me and you shall hear, news hath not been this thousand year:
Since Herod, Caesar, and many more, you never heard the like before.
Holy-dayes are despis'd, new fashions are devis'd.
Old Christmas is kickt out of Town.
Yet let's be content, and the times lament, you see the world turn'd upside down.
The wise men did rejoyce to see our Savior Christs Nativity:
The Angels did good tidings bring, the Sheepheards did rejoyce and sing.
Let all honest men, take example by them.
Why should we from good Laws be bound?
Yet let's be content, &c.
Command is given, we must obey, and quite forget old Christmas day:
Kill a thousand men, or a Town regain, we will give thanks and praise amain.
The wine pot shall clinke, we will feast and drinke.
And then strange motions will abound.
Yet let's be content, &c.
Our Lords and Knights, and Gentry too, doe mean old fashions to forgoe:
They set a porter at the gate, that none must enter in thereat.
They count it a sin, when poor people come in.
Hospitality it selfe is drown'd.
Yet let's be content, &c.
The serving men doe sit and whine, and thinke it long ere dinner time:
The Butler's still out of the way, or else my Lady keeps the key,
The poor old cook, in the larder doth look,
Where is no goodnesse to be found,
Yet let's be content, &c.
To conclude, I'le tell you news that's right, Christmas was kil'd at Naseby fight:
Charity was slain at that same time, Jack Tell troth too, a friend of mine,
Likewise then did die, rost beef and shred pie,
Pig, Goose and Capon no quarter found.
Yet let's be content, and the times lament, you see the world turn'd upside down.

Caracolando


O Caracol e a Pitanga do Millôr (desenho também)

Há dois dias o caracol galgava lentamente o tronco da pitangueira, subindo e parando, parando e subindo. Quarenta e oito horas de esforço tranquilo, de caminhar quase filosófico. De repente, enquanto ele fazia mais um movimento para avançar, desceu pelo tronco, apressadamente, no seu passo fustigado e ágil, uma formiga-maluca, dessas que vão e vêm mais rápidas que coelho em desenho animado.

Parou um instantinho, olhou zombeteira o caracol e disse: "Volta, volta, velho! Que é que você vai fazer lá em cima? Não é tempo de pitanga". "Vou indo, vou indo"- respondeu calmamente o caracol. - "quando eu chegar lá em cima vai ser tempo de pitanga".

MORAL: NO BRASIL NÃO HÁ PRESSA!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Contrariando a maré....


O segredo do insucesso é querer agradar a todos. (Provérbio, cap-tirado de um texto lá no Blog do Solda. E como penso que é impossível agradar a todos, o que é igual a mentir a todos...) Taí!

...

Do SOLDA. Vá lá: por aqui vc chega.

verbas eternas ...

Imagem: enquanto isso....
Akino, o inquieto da Má-ringa

Vereador, deputado, lobista, ou eterno candidato?
As viagens de alguns vereadores de Maringá a Curitiba, sob o argumento de que vão à Sanepar, DER, Assembleia, Detran, secretarias e outros órgãos, nos deixam em dúvidas se eles sabem realmente quais as suas atribuições. Maringá tem 5 deputados, todos com escritórios aqui, com cerca de 20 assessores, que custam uma ‘fortuna’ ao contribuinte e que devem fazer este trabalho de contato com os órgãos da capital. Além do que, como se sabe, era da internet, do telefone, msn e todas as formas de comunicação, não há justicativa para constantes viagens, com carro e motoristas pagos pelo erário. Há quem suspeite que seja um esquema para embolsar diárias. E quase sempre são os mesmos. Não se tem notícias de viagens de Humberto, Marly, dr. Manoel, Mário Verri, Flávio Vicente, o presidente Hossokawa e outros. Há maioria dos vereadores, no quesito diárias, atua de forma correta, mas há excessos e os últimos casos envolvendo Bravin, Zebrão e Ton Schiavone devem servir de exemplo para acabar de vez com esta prática nociva. Uma das sugestões é que todas as diárias sejam concedidas por meio de Resolução apresentada e votada pelo plenário, onde o postulante da viagem apresentaria as justificativas, depois prestaria contas, além de por escrito, publicamente. Ressalto que a conduta do presidente Hossokawa é digna de elogios e não cabe a ele saber se há irregularidades ou não, quando dos requerimentos. Que fique claro que vereador é vereador e sua atuação não pode se confundir com a deputado, lobista ou de eterno candidato em campanha.

Akino Maringá, colaborador do Blog do Angelo Rigon

Recado:

Foto: o felino mais feio do mundo. Não me lembro de onde cap-tirei

Cara Marta Bellini: "nós éramos os leopardos, os leões, agora chegaram as hienas" (O Gatopardo)... Roberto Romano


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às hienas então, um poemeu:


Las hienas


son blancas

y pardas

riem de nós, as bastardas.

sorrateiras ...

deixam marcas

fedorentas

estão sempre com pressa

gritam quando contrariadas

falam pausadamente

enquanto mentem ...

Assassinato...


O povo "cordial" e sem preconceitos... Do Blog De Roberto Romano

Nota de Pesar

A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo lamenta profundamente o crime de homicídio ocorrido na cidade de Campinas, no último domingo, dia 25 de julho, tendo vitimado a militante travesti Camille Gerin.

Camille tinha destacada atuação no movimento LGBT do Estado de São Paulo, tendo sido integrante do Grupo E-Jovem e da organização não governamental Identidade – Grupo de Luta pela Diversidade Sexual.

Como instrumento de promoção de políticas para a população LGBT do Estado, repudiamos com veemência todos os crimes de natureza homofóbica. Neste sentido, empenhando os esforços para a total elucidação dos fatos, já acionamos os órgãos competentes para investigação e acompanhamento judicial, bem como para o devido amparo aos familiares da vítima.

O respeito aos direitos da diversidade sexual deve ser assegurado como pressuposto à afirmação da cidadania de todos, independentemente da orientação sexual e identidade de gênero de cada pessoa.

Apresentamos aos familiares, militantes, colegas e amigos enlutados nossos sentimentos de pesar e consternação.


São Paulo, 28 de julho de 2010.

Texto do Leonardo Ferrari. Blog aqui
“A direita tentou dar um golpe a cada 24 horas para não permitir que as forças democráticas pudessem continuar neste país. Foram oito anos de ataques, provocações e infâmias. Eu mandei dizer a essa elite: vocês mataram Getúlio (Vargas), obrigaram (João) Goulart a renunciar e o Jânio Quadros durou seis meses. Se quiserem me enfrentar, não vou estar no meu gabinete lendo o jornal de vocês. Estarei nas ruas conversando com o povo brasileiro!” presidente Lula em comício no ginásio Gigantinho de Porto Alegre. Fonte: Leila Suwwan in O Globo, 30 de julho de 2010.

É verdade que “a elite” existe, é verdade que “a elite” é dona de jornais, é verdade que “a elite” luta pelo poder o tempo todo. Porém, não é verdade que “a elite” matou Getúlio Vargas, não é verdade que “a elite” obrigou João Goulart a renunciar, não é verdade que “a elite” fez Jânio Quadros durar seis meses. Pior que “a elite”, mais forte que “a elite” é o que o genial Sigmund Freud descobriu em sua clínica depois de 50 anos de trabalho diário escutando gente doída, gente quebrada, gente dividida, gente sofrida demais, e que denominou de “pulsão de morte”. O que é a pulsão de morte? É uma força avassaladora do sujeito contra si mesmo, uma força de ataque 24 horas por dia, trabalhadora sem descanso, nem dó nem piedade, uma força sabotadora, força sacaneadora, força que vai contra o ideal aristotélico de que o ser humano busca o bem, busca a felicidade. Errado. O ser humano busca se ferrar o tempo todo, se machucar, se perder, se danar – sem querer...querendo. Getúlio Vargas fez isso ao se tornar um ditador fascista, João Goular fez isso ao construir sem saber e sem querer – essa força é inconsciente – a sua própria queda e Jânio Quadros fez isso ao renunciar. Este, pelo menos, distinguiu vagamente o problema. Chamou de “forças terríveis” a autora de sua trapalhada. A pulsão de morte é esse terrível na cara, no dia-a-dia, à vista o tempo todo – porém, disso, o sujeito nada quer saber – prefere acreditar na genética, se entupir com comprimidos e se benzer com rezas. Senhor presidente: não se combate essa força indo falar com o povo brasileiro – que sofre do mesmo mal. Essa força, senhor presidente, só com análise. À disposição, senhor presidente.

Que saudade dos loucos genuínos...

De quem é a foto? Murple? Penso que sim.

Quando chegamos perto do aniversário muita coisa vem à tona. Saem dos subterrâneos da nossa alma. Cheios de lama. Nosso nascimento, a casa da infância. Os adultos com quem vivemos. Minha infância foi até interessante. Eu prestava atenção nos desviantes e desviados. Na minha pequena cidade tinha a Rita Louca. Morava em um cômodo sem reboco. Perto da minha casa. Ia até a minha mãe pedir leite para seu café matinal. Trazia uma latinha de tomate Cica das pequenas. Ela tinha sua mobília. Cacarecos da rua. Latinhas, batom usado (só os bem vermelhos), "rouge" doado por alguma dama sensível. A Rita usava cabelos longos, brancos marrados por um lenço que lhe dava um ar de dama, uma mulher superior que se deu ao luxo de enlouquecer. Luxo, não sei; diziam que ela fora abandonada pelo noivo no altar. Não sei. Não sei se um noivo provocaria a Rita assim. A Rita era bela. Genuína. Pintava de vermelho. Gostava de conversar. Era diferente. Era desviante. Sexualizada.

Outro louco interessante foi o Mario. Chamavam-no de Mario do bandeiro. Jovem, belo na medida da época e de sua classe social. Pobre, paupérrimo. Andarilho. Genuíno. Não sei muito dele. Mas o acompanhava com o olhar descendo a rua onde morava.

Havia, também, o João Justino. Andarilho. Era cuidado pelas freiras do Hospital Dona Balbina de Porto Ferreira.


Neste século XIX não vejo mais loucos ou piantais. Só vejo senhores de cabelos brancos passando mentirinhas idiotazinhas, mesquinhas .... Ou como diz minha filha de 20 anos: "Mãe, que feio, são esses homens!". Pois é.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Que falta me faz a esculhambação!

Do Blog do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba, com novo endereço: http://leoferrari08.blogspot.com

Hugo Carvana em depoimento ao Museu de Imagem e do Som, citado por Joaquim Ferreira dos Santos in O Globo, 24 de julho de 2010.

Epifânico! "Não me acordem, hoje não quero mulher"! Magnífico! Me lembrou Santo Agostinho e sua máxima maravilhosa nas Confissões em que ele pede castidade, mas não já. É para esperar um pouco...quem sabe daqui uns setenta anos!! Hugo Carvana avacalha Agostinho. Hoje não! Sensacional!
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COMENTÁRIO:
PUTZ, Carvana é o máximo! Faz falta mais Carvanas. Hoje (hoje...) não vejo mais essa gente. Os homens e as mulheres falam coisas que não me interessam: - Você já publicou hoje? - Eu escrevi um projeto. Eu fiz plásticas"... Tô sentindo falta da esculhambação. Do nonsense.
Nos anos 1970, eu já em Ribeirão Preto, recém saida da Porto Ferreira, conheci um pessoal legal. Uma vez duas colegas sentaram-se em um bar em plena avenida central de Ribeirão Preto para discutir com o mesmo rapaz sobre o namoro com as duas. Como numa assembléia de estudantes decidiram quem ia ficar com quem ou ele ficaria com as duas e quais eram as condições para viver assim. Nossa, eu tenho saudade dessa loucura.

Ui, de onde sai tanto lucro? Ou o dinheiro é falso ou ...


Do Blog de Roberto Romano
Lucro do Bradesco no 1º semestre é o 2º maior da história, diz consultoria

Ganhos do banco no período, de R$ 4,50 bilhões, só perdem para o verificado pelo Itaú Unibanco, com lucro de R$ 4,58 bilhões no 1º semestre de 2009
Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado
SÃO PAULO - O lucro do Bradesco no primeiro semestre, que somou R$ 4,508 bilhões, foi o segundo maior já registrado no período por bancos brasileiros de capital aberto, segundo a consultoria Economatica. O primeiro lugar é do Itaú Unibanco, com lucro de R$ 4,586 bilhões no primeiro semestre de 2009.
A rentabilidade sobre o patrimônio foi de 22,8% no semestre. Se considerado o lucro líquido ajustado (pela inflação), de R$ 4,602 bilhões, o banco teria o maior lucro da história para o primeiro semestre. O Bradesco ocupa a segunda e a terceira posições, com os resultados do primeiro semestre de 2010 e 2008, respectivamente. O lucro no primeiro semestre de 2008 foi de R$ 4,105 bilhões. O Itaú Unibanco, o Bradesco e o Banco do Brasil ocupam as sete demais posições do ranking, com resultados obtidos entre 2006 e 2009.
Nesta quarta-feira, 28, o Bradesco anunciou lucro líquido no segundo trimestre, de R$ 2,405 bilhões, 4,7% acima do resultado de R$ 2,297 bilhões no mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, a alta foi de 14,4%.
O setor de seguros e previdência continuou com peso relevante dentro dos resultados do banco, respondendo por 31% do lucro líquido do segundo trimestre, ou seja, R$ 1,404 bilhão. O restante (R$ 3,198 bilhões) veio das atividades financeiras.
Os ativos totais do banco chegaram em junho a R$ 558,1 bilhões, alta de 15,7%. Já o patrimônio líquido em junho somou R$ 44,295 bilhões, 18,8% superior ao saldo do mesmo período de 2009. O índice de Basileia alcançou 15,9%, acima dos 11% exigidos pelo Banco Central. O Basileia mede quanto o banco pode emprestar no crédito sem comprometer seu capital.
Crédito tem expansão
As operações de crédito somaram R$ 244,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 4,1% ante o primeiro trimestre de 2010. O avanço foi reflexo da evolução de 6,7% da carteira de micro, pequenas e médias empresas, de 4,2% da pessoa física e de 1,7% das grandes empresas. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 89,648 bilhões, enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram o montante de R$ 155,141 bilhões.
Em comparação com o segundo trimestre de 2009, as operações de crédito tiveram alta de 15%. De acordo com relatório divulgado pelo banco, o avanço no ano foi de 21,4% nas micro, pequenas e médias empresas, 20,7% na pessoa física e 5% nas grandes empresas.
No segmento de pessoa física, os produtos que apresentaram maior evolução nos últimos doze meses foram o crédito pessoal consignado, o cartão de crédito (impactado pela aquisição do Banco Ibi em outubro de 2009), os repasses do BNDES/Finame e financiamento de veículos. No segmento de pessoa jurídica, os principais destaques foram os repasses do BNDES/Finame, o financiamento imobiliário, capital de giro e operações no exterior.
Inadimplência cai pelo 3º trimestre consecutivo
Mesmo com o forte aumento das operações de crédito, o Bradesco apresentou queda na inadimplência pelo terceiro trimestre consecutivo. O índice total do banco, para atrasos superiores a 90 dias, fechou o segundo trimestre em 4%, ante 4,4% no período anterior e 4,6% em junho do ano passado. O banco atribui a melhora do indicador ao crescimento da economia, que trouxe expansão do emprego e da renda. Como reflexo, houve melhora também da qualidade dos ativos da instituição.
A inadimplência caiu tanto para pessoa física como para pessoa jurídica e o banco ainda prevê espaço para novas quedas, porém em menor nível que o registrado até agora, segundo os comentários que acompanham o balanço do Bradesco. O pico do indicador foi em setembro, quando chegou a 5,1%.
Na pessoa física, a inadimplência terminou o segundo trimestre em 6,3%, ante 6,7% no período anterior e 7,5% no mesmo período de 2009. Na pessoa jurídica (pequenas e médias empresas) o índice ficou em 3,8%, menor que os 4,4% no primeiro trimestre e 4,5% há 12 meses.
Com a melhora do índice de inadimplência, a despesa de provisão para devedores duvidosos (PDD) continuou apresentando queda no segundo trimestre, quando somou R$ 2,161 bilhões, ante R$ 3,118 bilhões no mesmo período de 2009, uma queda de 30,7%. O comparativo entre o primeiro semestre de 2010 e o mesmo período do ano anterior, a despesa de PDD registrou queda de 26%, enquanto as operações de crédito cresceram 15,0% no mesmo período.

Machismo: ui que legal, eu sou imoral!

Imagem: pintura de Frida Khalo, Casa
Do Blog de Roberto Romano

Mulher é morta por companheiro em abrigo para vítimas das enchentes em AL

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA de São paulo, 27 de julho de 2010

Uma mulher de 34 anos foi morta na manhã de domingo (25) em um abrigo para pessoas que ficaram sem casa após as enchentes em Alagoas. Segundo a polícia, ela foi esfaqueada por seu companheiro, com quem vivia há um ano.

Após enchentes, vítimas de tragédia em Alagoas vivem em situação precária

Uma filha da vítima, de dez anos, presenciou o crime. Outras duas testemunhas, que também estavam abrigadas, ainda serão ouvidas pela polícia. No abrigo, uma escola pública de Rio Largo (29 km de Maceió), estavam outras sete famílias.

De acordo com as investigações, o companheiro da vítima, embriagado, começou uma discussão, dizendo que ela o estava traindo. Durante a briga, atingiu o peito da mulher com uma faca de cozinha.

Conforme depoimento da filha à polícia, a lâmina ficou cravada no corpo da vítima, que mesmo ferida conseguiu arrancá-la. O companheiro fugiu após o ataque. Um carro de polícia que passava pelo local levou-a ao hospital, mas ela morreu antes de ser atendida.

Segundo a polícia, a mulher dizia à família que era constantemente agredida pelo companheiro e que ele a ameaçava de morte. O suspeito está foragido
.

Leoninos

Agosto, mês do cachorro louco. Mês dos leoninos. Minhas irmãs (três, Marilza, Teresa e Maria Helena) diziam que eu era do mês do cachorro louco. Provocação. Eu sabia que era de leão. rau! Rau! rau! Filha mais velha, primogênita (predileta do avô Joaquim). Nasci com pai e mãe (não se assustem, há muitas crianças que nascem sós). Ambos com 24 anos. No século passado era assim. Fui adotada pelo meu avô Joaquim. Grande avô. Quando eu nasci ele disse para minha avó Benedita: "A Rosinha teve uma filha linda. A mais bonita que eu já vi". Minha mãe era a dileta de meu avô. Ela me contou. Eu me lembro do avô Joaquim pela serenidade. Cada vez que me visitava em Porto Ferreira (morava em Descalvado, terra em que morou também Ligia Fagundes Telles, segundo o Drumond), ele levava uma caneca de presente; levava jaboticabas em uma cesta feita a mão. Na pequena cozinha de minha mãe ele fazia bolinha de pão para eu comer. Tirava o miolo e fazia bolinhas. Paciência de Jó. Morreu aos 62 anos com câncer de estômago. Eu tinha 6 anos. E nunca mais tive um companheiro daqueles. Voltei para a casa de minha mãe. Cheia de irmãos (o povo irmão, me desculpem!). Sem Joaquim. Sem caneca, sem jaboticaba. Mas, leonino não desiste. Fui à luta. Encontrei muitos joaquins e joaquinas na vida. Viver é bom.
Hoje o querido Santiago me ligou. Convite: aniversário dia 14 de agosto! Uau! Santiago! bem-vindo ao Clube do cachorro louco! Fundado em 1955.
Há mais um amigo (ainda virtual) que nasceu em agosto: o SOLDA. 22 de agosto, quase virgem.
Viva agosto
A-gosto
Com gosto
Vivemos
A encher o saco dos outros.
E leonino que é bom mesmo, penteia a juba, faz franja nos pelos. Dorme o sono dos justos. Não ataca senão quando necessário. Gosta de paz. Leoninos fêmeas detestam machistas. Por isso, brigam muito com chimpanzés, conhecidos por seus ataques às fêmeas. Gostam mais dos bonobos. Os BOM-nobos são primatas civilizados. heheheeh. Taí, quem trabalha em zoológico dos espíritos (frase do hegel que aprendi com Roberto Romano) acredita em signos. E não me venham com discursos científicos. Estou falando de mitos. MITOS! OK, galera!?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Livros de cabeceira...

Foto: Clarice Lispector. Não tenho os créditos

Ins-pirada pela texto sobre livros no Blog de Roberto Romano, faço uma lista preliminar de queridos livros de cabeceira:

1 - FELICIDADE CLANDESTINA - Clarice Lispector. Identifiquei-me com a protagonista da história. Vivia nos vizinhos pedindo livros emprestados. Diferente da personagem de Lispector eles me emprestavam. Li também boa parte da biblioteca da escola. Lá em Porto Ferreira, no século passado. Até hoje sinto esta tal de felicidade clandestina. É uma felicidade de ver a lua cheia, a minha sobrinha-neta, os rabiscos que faço e até de ser eu do jeito que sou.

2 - Laços de família - Clarice Lispector. Aqui me reporto à Mário de Andrade. Quem mais viu a família tal como ela é?

3 - Perú de Natal - Mário de Andrade. Amo este conto. Paixão! O pai morreu, o perú foi feito. As sensações, os fantasmas rondam a mesa de Natal. O pai. O pai.

4 - A psicopatologia da vida cotidiana - Freud. Não há espelho tão bacana para a gente se olhar. Se ver. Se tocar.

5 - A coragem de ser - Paul Tillich. Ganhei do meu terapeuta em1980. É isso, ser.
6 - A procura de si mesmo - Rollo May. Ganhei este livro em 1977 do Tarso. Até hoje leio-o.

7 - A idade da razão - Sartre. Tinha 17 anos quando li esta obra prima. Tornei-me uma existencialista em Porto Ferreira, SP.

8 - O capital - Karl Marx . Tinha lido muita coisa sobre Marx na minha adolescência. Sobre. Em 1978 fiz um ano de Ciências Sociais e li, em sociologia, A mercadoria, primeiro capitulo do livro 1 do Capital. É uma obra prima. Quando reli o livro 1 no mestrado, estava em São Carlos. Compreendi o que éramos: mercadoria. Fiquei tão aliviada. O mal estar na civilização tinha também uma outra dimensão: somos todos (in)desejáveis.


Um livro que virou bíblia durante alguns anos foi Análise do caráter de Reich. Li antes e, sobretudo, depois que vim trabalhar em uma cidade tão longe e em uma instituição universitária. Há um capítulo GENIAL: sobre a fofoca.


Adoro ler biografias: tenho Lou Salomé, Darwin, Eisntein, minha predileta Frida Khalo, Freud, Jung, Marx, Victor Serge (magnífico) blá blá blá......



Lê, pensa e atua ...


Revista Veja, Meus Livros. de Roberto Romano
/ Blogs e Colunistas


Organize sua biblioteca virtual e converse com amigos sobre seus livros preferidos
O eterno retorno dos clássicos
Chegam nesta segunda-feira às lojas os primeiros títulos da parceria entre a Companhia das Letras e a Penguin, editora britânica especializada em conteúdos clássicos. São quatro as obras que inauguram a parceria: o romance Pelos Olhos de Maisie, de Henry James, o manual de política O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, e dois livros organizados pelo historiador Evaldo Cabral de Mello, Joaquim Nabuco Essencial, com textos das três obras mais relevantes do pernambucano, e O Brasil Holandês, uma reunião de documentos históricos comentados por Mello. Os títulos já são candidatos às mochilas dos estudantes escolares e universitários. E para não estudantes, vale a leitura? Com base em Maquiavel, dois professores – Roberto Romano, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Estevão de Rezende Martins, da Universidade de Brasília (UnB) – respondem à questão.

Ainda vale a pena ler O Príncipe, cinco séculos depois?

Estevão de Rezende Martins: Maquiavel sistematiza, no confinamento a que fora condenado em Santo André de Percussina, a tipologia política dos sistemas de governo de seu tempo. O início do século XVI viu ocorrerem transformações de monta, que assinalam a consolidação do estado moderno na Europa ocidental, e Maquiavel é um observador privilegiado, após 14 anos a serviço da república de Florença.

Roberto Romano: Segundo a lição de Spinoza, o autor da mais profunda Ética da idade clássica da razão de estado (o século 17), O Príncipe ensina aos povos as artimanhas dos políticos. Quem paga impostos, é enviado à guerra e sofre na pele os desmandos dos que dirigem os estados, percebe na hora a utilidade daquele monumento teórico e prático.


Por que, de modo geral, devemos ler os clássicos?

Estevão de Rezende Martins: Um clássico é um texto (ou outra obra pictórica, escultural, arquitetônica), cujo tema, motivo, origem, utilização, praticidade se reproduz no interesse de diversas épocas sucessivas. Lê-los é entender nossas próprias raízes histórico-culturais.


Roberto Romano: Maquiavel, em carta célebre, diz a um amigo que durante o dia frequentava as tavernas, as padarias, os açougues e as feiras. Ali, gastava o tempo que lhe sobrou, no exílio. Mas à noite, afirma, “coloco minhas roupas mais dignas e entro no escritório para conversar com os ilustres homens da antiguidade”.

De que maneira devemos ler O Príncipe?

Estevão de Rezende Martins: É preciso ter presente que o período em que Maquiavel escreve é conturbado (e as condições sob as quais se encontrava, difíceis: nunca conseguirá voltar à atividade política) e que a existência do estado pontifício, exemplo maior de mescla entre o político e o moral, era um problema maior.

Roberto Romano: O Príncipe, como as demais pedras mestras do pensamento deve ser lido com cautela máxima. Antes de tudo é preciso que o leitor se informe sobre o mundo renascentista (da economia à religião, desta à diplomacia) para que o discurso maquiavélico adquira sentido histórico e teórico.

Quais os pontos a desconsiderar em O Príncipe?

Estevão de Rezende Martins: A leitura posterior de que Maquiavel sugere um comportamento inescrupuloso ao governantes, no sentido distorcido da expressão “maquiavélico”. O que o autor propõe é o pragmatismo: os interesses do estado à frente dos interesses morais da sociedade.

Roberto Romano: Nenhum. Todas as sentenças, capítulos, conclusões, alusões e demonstrações devem ser levadas a sério e pesadas com rigor técnico e, mesmo, matemático. Não por acaso Maquiavel foi chamado, por muitos comentadores, como o Galilei Galileu da vida política moderna.

Quanto custa uma "boa" guerra?

Retirado do Blog de Roberto Romano
Monde 26/07/2010 à 19h29
Les secrets de fabrication des «carnets de guerre» de WikiLeaks
Par LIBÉRATION.FR
Foto: Julian Assange, le fondateur de WikiLeaks, le 26 juillet 2010 (REUTERS/Andrew Winning)

La guerre ordinaire en Afghanistan. Embuscades, bombes artisanales, échanges de tirs entre soldats «amis», corruption... (emboscadas, bombas artesanais, troca de tiros entre soldados amigos, corrupção) la publication par le site WikiLeaks et trois titres mondialement connus (New York Times, Guardian et Spiegel) des «carnets de guerre» du conflit afghan passionne. Retour sur les secrets de fabrication de ce scoop à grande échelle.

L'ampleur de la fuite
Pour de nombreux observateurs, il s'agit de la plus grande fuite de l'histoire militaire, plus importante encore que l'affaire des «papiers du Pentagone» en 1971. Les autorités américaines savaient d'ailleurs qu'elles avaient été victimes d'une fuite majeure.

Au total, 92.201 fichiers, datant de janvier 2004 à décembre 2009, ont été mis en ligne sur WikiLeaks. Ils proviennent notamment de l'ambassade américaine à Kaboul. Ces rapports de routine sont «utilisés par des officiers du Pentagone et par les troupes sur le terrain». Pour le Guardian, ils soulignent le «fossé entre un compte-rendu soigneusement policé pour les opinions publiques et la réalité bien plus compliquée du terrain»

Le mode opératoire
WikiLeaks aurait-il atteint l'âge de raison? C'est ce que semble penser Blake Hounshell, dans un billet traduit par le blog Déclassifiés. Le site, fondé en 2006, se veut «la première agence de renseignement du peuple». Il avait déjà défrayé la chronique en mettant en ligne début avril la vidéo d'une bavure de l'armée américaine en Irak.

Critiqué pour sa propension à publier des informations «brutes» et manquant de mise en perspective, WikiLeaks a cette fois travaillé de concert avec trois grand journaux, de trois pays différents, engagés dans la guerre en Afghanistan. Le site prend contact, il y a quelques semaines, avec les rédactions concernées et leur fournit l'intégralité des données à sa disposition.

Les journalistes du New York Times ont ainsi pu enquêter un mois sur le dossier, vérifier les informations, démêler l'essentiel de l'anecdotique. L'accord avec WikiLeaks prévoit aussi une publication simultanée. Elle a lieu ce lundi. Chacune des rédactions a pu effectuer un travail de mise en valeur des données, souvent arides.

Cette stratégie permet à WikiLeaks de jouer sur deux tableaux: elle donne d'abord un retentissement bien plus important à son travail, mais lui permet également de se «protéger» des remontrances de l'administration américaine. Au final, note le Washington Post, on perçoit une «puissance et une sophistication grandissante du site». Celui-ci, rappelons-le, était au bord du dépôt de bilan il y a quelques mois.

Quid des informations sensibles?
WikiLeaks assure avoir pris toutes les précautions pour ne pas mettre en danger de vies humaines. Les noms de personnes dont l'identité devait être protégée ont été effacés et près de 15.000 documents n'ont pas été mis en ligne.

De même, seule une partie des 92.000 fichiers a été reprise par les trois journaux. Quand des éléments mettaient en danger la «sécurité nationale», ils n'ont été publiés que partiellement. Si les données sont classées au rang de «secret», elles ont un «niveau de sécurité relativement faible», relève le Guardian.

Quelles réactions?
WikiLeaks est un «ennemi» bien connu de l'administration américaine. Dès 2008, la CIA écrivait: «WikiLeaks représente une potentielle menace pour l'armée américaine [...], ses informations pourraient être de grande valeur pour les insurgés étrangers et groupes terroristes planifiant des attaques contre le pays et ses ressortissants». Quant au soldat responsable de la fuite sur la bavure de 2007 en Irak, il a déjà été inculpé.

Sans confirmer ni démentir la véracité des documents, les Etats-Unis n'ont pas manqué de «condamner fermement la publication d'informations confidentielles par des personnes et des organisations qui pourraient mettre en péril la vie d'Américains et de nos alliés, et menacer notre sécurité nationale». L'ambassadeur du Pakistan aux Etats-Unis a lui jugé «irresponsable» la publication des documents confidentiels, les qualifiant même de «rumeurs».

De son côté, Julian Assange, fondateur de WikiLeaks et militant contre la guerre en Afghanistan, a affirmé que «le bon journalisme est controversé par nature». L'homme, qui vit quasi-caché et à qui ses avocats recommandent de ne pas se rendre aux Etats-Unis, invoque l'intérêt du public pour justifier la publication des fichiers: «Ils montrent non seulement les événements graves mais aussi le côté sordide de la guerre, de la mort d'un enfant aux opérations majeures qui tuent des centaines de personnes.»

«Il revient à un tribunal de dire clairement si on est en présence ou non d'un crime. Cela dit, à première vue, il semble qu'il y ait des preuves de crimes de guerre dans ces documents», a-t-il déclaré.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Embalado com flores



Arte: do ACIR VIDAL

Putz, e não é que é verdade!


Ontem vi essa cena, ou melhor, cenário. Putz, que merde. Só falcatruas. Ei, não há nada melhor, não?
- a canalhice dos PM do Rio de Janeiro me espanta. Cobrar propina para não denunciar uma morte no trânsito. Onde estamos?
Mas, no dia a dia também há outras....

Moebius!


De Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba
Fonte: Mario Serenellini in La Repubblica, 25/7/2010.

Sensacional! No La Repubblica de ontem, uma homenagem fabulosa ao artista-desenhista francês Moebius. Haverá uma exposição em Paris de 12 de outubro a 13 de março de 2011 na Fundação Cartier, “Moebius transe-forme”. Mario Serenellini foi a Paris escutar Moebius: “Aos seis, sete anos, me sentia já puxado por dois pólos de atração: a história da arte, com toda sua sacralidade soberana, a solenidade de uma catedral, e os quadrinhos, na época Mickey Mouse e Tintin. Eram duas vozes lutando dentro de mim: uma me empurrava para a rua dos meios de comunicação, a outra para o mundo mais vasto e aleatório da arte. No final da infância, me encontrei no meio do caminho dessa escolha, entre quadrinhos e a pintura. Mas, a arte já me parecia nessa época muito longínqua, eu já me sentia excluído dessa catedral. Os quadrinhos, ao contrário, tinham um ar mais acolhedor, convidativo, como uma corrente de ar fresco.” E aí, em meio a Piranesi, William Blake, Gustave Doré, as vozes materna e paterna, Moebius se vê diante do mistério: “Quanto mais um fenômeno é vago, inefável, tanto mais precisa deve ser sua descrição. É o trabalho da poesia, que revela o desconhecido através do conhecido. Uma maçã, na poesia, não é mais somente uma maçã. É o objetivo da arte transformar o mundo em algo enigmático, limpá-lo da obviedade. É por isso que amo a arte contemporânea. Marcel Duchamp, com as novas epifanias dos objets trouvés [“ready mades”, objetos da vida cotidiana deslocados para outras significações], fez uma inversão do sentido que libertou para sempre a visão e a refinou”. É o que reconhecia Folon sobre o trabalho de Moebius: “Moebius transforma uma pedra em montanha, vê o oceano em uma gota d’água”.” Conheci Moebius pela primeira vez através do Éder em Carazinho. Em sua Mounlinsart, Éder tinha um livro encadernado da revista Metal Hurlant, a edição de Portugal. É incrível isso. No meio de uma brutal ditadura militar – há sobre isso o relato excepcional de Elio Gaspari no maravilhoso e triste capítulo “A Roda de Aquarius” no seu imprescindível “A Ditadura Envergonhada” (ed. Cia. das Letras, 2002, da página 211 à 235 – é para se ler à cabeceira dos berçários foi isso que o Supremo Tribunal Federal do Brasil ajudou a sepultar em infeliz e recente decisão sobre os desaparecidos), onde o silêncio e a disciplina eram as regras – “onde está meu tio?”, silêncio, “por que minha tia foi para a Itália?”, silêncio, lá vinha o Éder com Moebius!! Lá estava o que muito mais tarde virou “Blade Runner” e “Alien”, lá estava “Blueberry”, sensacional anti-herói inspirado nos gigantes Sergio Leone e Sam Peckinpah – há no Brasil uma pequena parte, os três primeiros livros da série, publicados pela editora Panini. Moebius para mim sempre significou esse irmão querido, novos horizontes, saídas, caminhos, mundos, respostas, a palavra no lugar do silêncio. Aliás, ri muito quando, sem querer e sem imaginar essa possibilidade, me deparo com Moebius em Lacan muitos anos depois. Era outro Moebius, agora o matemático, mas era o mesmo Moebius. Obrigado Éder. Sem você, o silêncio teria vencido.

No nos moveram

No nos moveran

Metáfora para dizer que não me mudarão! Joan Baez. Conheci Joan Baez cedo. 13 anos, é cedo. Aos 17 anos, na faculdade encontrei os cantores de Joan Bez. Vinculei-me a eles. Comprei o disco da Joan Baez. Essa música foi uma marca e um marco. Marca porque, com ela, por meio dela, grudei em ideias diferentes. Contra a ditadura, suas mentiras e sua corrupção. Marco porque ela me comove, me incentiva a pensar meu passado quando no presente deparo-me com situações muiiito constrangedoras. FICO puteada quando alguém pensa que pode comprar meus princípios. Quando alguém me incomoda com a ação dos tempos, um tempo em que todos são iguais a todos. Um tempo de ex-querda. Ex-princípios, excravos.

Ilusão a Toa, de Johny Alf que está fazendo 80 anos. De puro talento.

domingo, 25 de julho de 2010

na quarta

Também via Zé Mário!!!!

Na terça

Zé Mário:
essa é divina!

Amanhã:

Enviada pelo querido amigo José Mário!
Grata!

Ui!

Fico imaginando os candidatos a deputados, reitores, vereadores a cantar RODA VIVA?

Eita, mundão que gira, gira e arrota, arrota!

Taí, gente!



Os brincos chegaram. Grata Denise e Telma!
Ganhei também uma camiseta (diretamente do México) com uma pintura da Frida Khalo.

Domingão

Do filme Brutti, sporchi e cattivi, Feios, sujos e malvados.

O patriarca de uma famiglia come macarronada envenenada.

Qualquer semelhança com a realidade não é mera ...

com Nino Manfredi, de Etore Scola

Nofa!

Imagem: arte do Solda, eu não tenho nada a ver com isso! rsrsrssr
Serra pede voto para Ricardo Barros do Blog do Fábio campana, Curitiba
Sábado, 24 de Julho de 2010
“Se eu fosse paranaense, votaria em Ricardo Barros para o Senado”, disse José Serra, hoje, em Maringá.

Na boa Má-ringa: adote um cão ou um gato na SPAM



Veja no site da SPAM como adotar, como denunciar maus tratos com animais e torne-se um associado! As fotos são da Amarula. Uma de quando foi resgatada pela Spam, tratada e como ficou.
Esta semana trouxe mais um cão para casa. É o Rudolf. Mais um. Tô parecida com a minha mãe Rosa: as vezes, prefiro os cães aos homens. Frase dela!

Serra, o irritadinho


CORDA EM CASA DE ENFORCADO
Do
Acir Vidal
Em entrevista à TV Brasil, tucano afirma que Dilma ‘perderia disparado em termos de más companhias’

BRASÍLIA – O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, atacou sua principal adversária, a petista Dilma Rousseff, e seus aliados, ao ser confrontado sobre o constrangimento de o PSDB no Distrito Federal apoiar o candidato ao governo local, Joaquim Roriz (PSC), que pode perder o registro eleitoral por causa da Lei da Ficha Limpa. Irritado, Serra disse que Dilma venceria “disparado” uma disputa sobre quem tem mais aliados-problema. Serra criticou mais uma vez o loteamento dos cargos públicos e acusou o PT de “ter uma gula infinita” por cargos.
As declarações foram dadas em entrevista ao programa 3 a 1 da emissora pública EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que foi ao ar nesta quinta-feira à noite pela TV Brasil. Na quarta-feira, foi exibida a entrevista com Dilma. Nesta sexta-feira será a vez de Marina Silva (PV), a única dos três que aceitou fazer ao vivo.

(*) O Globo.

SOS educação

cap-tirado do Acir Vidal





No Brasil, educação dos pais tem forte influência

No Brasil, por exemplo, a escolaridade dos pais influencia em 55% o nível educacional que os filhos atingirão.
O estudo também mostra que ser mulher indígena ou negra na região é, em geral, sinônimo de maior privação. As mulheres recebem menor salário que os homens pelo mesmo tipo de trabalho, têm maior presença na economia informal e trabalham mais horas que os homens. Em média, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia é duas vezes maior entre a população indígena e negra, em comparação com a população branca.
Ainda segundo o relatório, a desigualdade na região é historicamente “alta, persistente e se reproduz num contexto de baixa mobilidade social”. No entanto, para a entidade, é possível romper esse círculo vicioso – não com meras intervenções para reduzir a pobreza, mas com a implementação de políticas públicas de redução da desigualdade. Um exemplo são mecanismos de transferência de renda.
De 2001 a 2007, gasto social cresceu 30% na região
“A desigualdade deve ser combatida per se, como objetivo de política explícito”, diz o documento. Mas essa diretriz parece não ter funcionado na região. “Os altos níveis de desigualdade têm sido relativamente imunes às diferentes estratégias de desenvolvimento implementadas na região”, conclui o estudo.
Entre as conquistas da América Latina e Caribe, o estudo mostra que as mudanças na política social da região na década de 1990 se refletiram na distribuição de renda. O gasto público social apresentou tendência crescente e gira em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) dos 18 países da região, apesar das limitações fiscais enfrentadas pela maioria dessas economias.
Além disso, registrou-se na região um aumento do gasto social por habitante, em média, de quase 50% entre 1990 e 2001. Entre 2001 e 2007, o aumento foi de 30%. A maior parte do dinheiro concentrou-se nas áreas de seguridade e de assistência social – esta última, representada principalmente pelo aumento no número de aposentados.


(*) Carolina Brígido, O Globo.

A PROPÓSITO

A difícil nota 6 da educação brasileira
Analistas apontam atraso histórico do país e obstáculos como salário dos professores para se chegar à meta de 2021 no Ideb

Quando a corrupção banaliza a morte ...

do Blog de Roberto Romano
O Globo.
Suborno
Comandante da PM se diz envergonhado com policiais que teriam pedido dinheiro para liberar atropelador de Rafael Mascarenhas
Publicada em 23/07/2010 às 23h51m

Gustavo Goulart

RIO - "Estou estarrecido e envergonhado", disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, logo após ler o depoimento de Roberto Bussanra , pai do atropelador de Rafael Mascarenhas. na noite desta sexta-feira. O militar confirmou que vai pedir ainda esta noite à Justiça Militar a prisão preventiva dos dois policiais que abordaram e liberaram em troca de dinheiro Rafael Bussanra, que atropelou Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, no Túnel Acústico, na Zona Sul.

Mário Sérgio revelou que o depoimento é bastante detalhado e que é de estarrecer qualquer um que o leia. Ele afirmou que embora esteja envergonhado com a atitude de seus comandados não está estático: "Estou agindo para que esta atitude deplorável não fique impune. Eles serão presos", garantiu o comandante da PM.

A denúncia de que policiais militares achacaram o atropelador do jovem Rafael Mascarenhas, para liberar seu carro, provocou indignação entre representantes de diversos setores da sociedade. Para Milton Corrêa da Costa, tenente-coronel da reserva da PM, esse crime envergonha a corporação.

- A gravidade do crime praticado pelos dois policiais militares envergonha e demonstra a existência de $ícios de uma banda podre, que precisa ser expurgada da instituição. Mais dois traidores da sociedade imaginaram acobertar um homicídio no trânsito, em troco da vantagem pecuniária. Inaceitável, triste e chocante para toda a sociedade, que precisa confiar na sua polícia. Como bem disse o comandante-geral da Polícia Militar (coronel Mário Sérgio Duarte): "É necessário cortar na própria carne" - comentou.

" É um padrão de barbárie, de selvageria, um atentado ao estado de direito e à segurança do cidadão "

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Já para Roberto Romano, professor de ética pública e filosofia política da Unicamp, o caso demonstra um "padrão de barbárie, de selvageria".

- Se confirmada a acusação, teremos dois pontos gravíssimos que marcam a vida brasileira. O trânsito no Brasil tem a ética mais violenta do planeta, é indisciplinado. E, se a polícia se torna conivente em troca de dinheiro, aí temos a constatação de que estamos perdendo todos os valores morais. É um fato muito ruim em termos de vida pública. É um padrão de barbárie, de selvageria, um atentado ao estado de direito e à segurança do cidadão - afirmou Romano.

Para o acadêmico, os impostos públicos estão sendo mal empregados.

- Você paga impostos para que quem desrespeita as leis seja punido e que isso represente uma ordem social. Então, com a confirmação dessa denúncia, ficará constatado que estamos muito mal.

O professor de sociologia da UFRJ Michel Misse disse que o problema é antigo na polícia.

- Não há novidade nenhuma nisso. Acusação de corrupção na polícia é coisa antiga. Parecia que o problema estava sendo contido, mas, pelo visto, continua - disse.

Para sociólogo, sai um (PM expulso), entra outro
Michel Misse lembrou que a quantidade de policiais militares que são expulsos da corporação por desvios de conduta, como achaque, é enorme, e que a carteira do policial está sendo usada para fins mercadológicos.

- Existem filmes desde a década de 1950 que tratam disso. Primeiro foi o envolvimento de policiais com o jogo do bicho. Depois, com o tráfico de drogas. Isso não tem a ver com ética. Tem a ver com crime. A acusação é apenas o iníico de um processo. A quantidade de PMs expulsos é enorme. O problema é que sai um e entra outro. A carteira do policial passa a ser usada como mercadoria política. Ela impõe uma transação com base na troca, na extorsão.

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COMENTÁRIO:


Quem não tem medo de PMs? O estarrecedor é que a morte de um jovem apenas aumenta o preço do corruptor. Bater e quebrar a perna no trânsito: 3 mil reais. Matar: dez mil reais!

Tô nem aí!

Imagem: de Guto Cassiano
Enquanto isto, Viana viaja

Parece que as denuncias de corrupção na Secretaria de Desenvolvimento Econômico não abalaram o Secretário Valter Viana. Segundo empenhos de diárias ele e mais dois funcionários viajaram a Campo Grande, de 23 a 25/07, para conhecerem uma feira do Sebrae, visando preparar outra que acontecerá em outubro em Maringá. Não se sabe o custo total da viagem, mas é bem provável que seja dessas viagens tão utéis quanto aquela de Ton Schiavone para visitar a Assembléia. E nós, os contribuintes, bancamos. É brincadeira ! Há quem diga que foi um prêmio de Silvio II, por conta do estresse a que ficou submetido do ex Vereadores, por culpa de Almenara.

Akino Maringá, colaborador do Blog do Rigon, na Má-ringa

Glup!


Enviado pelo Grozny Arruda

Grata!
Folha de SP, 25.7.10
Clovis Rossi

Vergonha pouca é bobagem

A América Latina é a região mais desigual do mundo. O Brasil é o 9º colocado nesse desgraçado torneio da desigualdade, revela o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado para a desigualdade, novo indicador do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
Já seria motivo suficiente para sentir vergonha, mas o relatório oculta o pior: o tal índice de Gini, usado para medir a desigualdade, abarca apenas as diferenças entre salários, que, de fato, vêm caindo no Brasil nos últimos anos.
Não é preciso ter PhD em Harvard para saber que a desigualdade mais obscena não é entre assalariados, mas entre renda do capital e renda do trabalho.
Claudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp, chegou a apontar um eventual aumento nessa desigualdade, a partir da informação de que, "nas pesquisas que apontam queda da desigualdade, só entram os ganhos salariais e com a rede de proteção social, como o Bolsa Família e a aposentadoria".
"Tais números equivalem apenas a 40% do PIB, já que os pesquisadores não têm acesso à renda com ganho de capital das classes A e B".
Dois dados dão razão a Dedecca: estudo de três agências da ONU mostraram que "juros, aluguéis e lucros foram os itens da renda brasileira que mais cresceram desde a última década, superando o rendimento dos trabalhadores".
Dado número dois: a transferência de renda para 12,6 milhões de famílias pobres custa anualmente R$ 13,1 bilhões. Já a transferência de renda para os mais ricos, na forma de juros pelos títulos públicos, foi, no ano passado, de R$ 380 bilhões. Ou seja, vai 30 vezes mais dinheiro público para um punhado de famílias (quantas? 2 milhões, 3 milhões talvez) do que para 12,6 milhões de pobres.
Mesmo assim, faz-se ensurdecedor silêncio a respeito.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Imagem: Tchecov
Os afetos -- e não as ideias -- nos humanizam
por Luiz Felipe Pondé, para a Folha

Há 150 anos o escritor russo Anton Tchekhov (1860-1904) [foto] nascia. Médico, Tchekhov tinha um sentido aguçado para a miséria concreta da vida humana.

Partilho com ele de um grande ceticismo com relação à crença cega no progresso, tão comum entre os tolinhos de hoje em dia.

Qual a visão de mundo de Tchekhov? Qual é a marca profética (comumente referida na crítica especializada) dos autores russos do século 19 com relação à modernização? No caso de Tchekhov, contra o delírio de autossuficiência moderna, essa marca está na sua visão de que a humanidade vive contra um cenário infinito que ultrapassa cada um de nós e a cada "era histórica", retirando-nos a possibilidade de avaliar o verdadeiro sentido de nossos atos.

Apenas aqueles que viverão 500 anos depois de nós poderão, talvez, ver algum obscuro sentido em nossas vidas.

Ao contrário dos "ocidentalizantes" (termo comum na Rússia do século 19 para descrever os que abraçavam o avanço moderno sem dúvidas), que se viam como donos do próprio destino, Tchekhov logo percebeu que a modernização seria apenas mais uma experiência, como tudo que é humano, de fracasso com relação à posse do destino.

Contra o ridículo orgulho moderno, ele vê que a modernidade seria uma série de encontros e desencontros com as eternas sombras do humano. Quais seriam as sombras "modernas"? Os ganhos sociais (a superação do "chicote", como dizia Tchekhov, um descendente de servos) e técnicos (os ganhos da medicina no combate, por exemplo, à cólera, que tanto ocupou sua vida de médico de província) que cobrariam um alto preço (perda dos laços comunitários, mergulho na desumanização instrumental em busca de uma vida melhor, "bregarização da vida"), representado de forma cirúrgica em sua obra.

Esta paciência para com o obscuro sentido de nossas vidas é atípica em uma época como a nossa, marcada pela impaciência com o vazio da vida. Fingimos que sabemos o sentido de nossas vidas, vendo-o como sendo o "avanço" ou o "progresso" técnico, ético e social. Para cada avanço, um afeto se esvazia sob o dilaceramento das relações (burocratizadas) que se dissolvem no ar. Os afetos e não as ideias nos humanizam, e afetos não são passíveis de uma geometria do útil.

É exatamente da inutilidade dos afetos que fala Tchekhov em peças como "Tio Vânia" ou "Três Irmãs", nas quais as pessoas são tragadas pelos avassaladores detalhes da vida numa marcha cega em direção ao desperdício da sensibilidade humana. Na peça "A Gaivota", uma infeliz gaivota abatida torna-se metáfora de todo o drama: assim como é abatida uma gaivota (pelo diletante desejo humano da caça), somos todos abatidos ao longo da vida, por diletantismo do destino.

Entretanto, que os tolinhos de plantão não pensem que um grande anatomista da alma humana como Tchekhov pensaria bobagens como "se não matarmos gaivotas o mundo será melhor".

É no confronto com as contradições internas da sua obra que podemos perceber que Tchekhov não era um "tolinho progressista" que acreditava numa humanidade higienizada de suas misérias morais.

No conto "O Homem Extraordinário", um homem insuportavelmente honesto, reto e justo (o "insuportável" fica por conta da fala de sua esposa na agonia do parto) destrói a possibilidade da vida cotidiana, em nome de uma vida absolutamente ética: sem luxos, sem desperdício, sem abusos.

Este homem extraordinário dificilmente abateria gaivotas por diletantismo, mas, no lugar do diletantismo da caça, ele asfixiaria a respiração humana sob a caricatura morta de uma vida corretíssima.

No "Jardim das Cerejeiras", uma família da pequena aristocracia rural russa empobrecida, dona de uma propriedade com um jardim de cerejeiras, perde a posse das terras para um descendente de servos, agora livre, burguês e crente no futuro. No lugar deste velho e inútil jardim será construído um loteamento de férias para a "classe média" vir com seu direito brega à felicidade e seu amor ao "futuro".

Pois é ele, o habitante brega desses loteamentos, o herdeiro da Terra e dele será o reino dos céus.

cacareco, careco, reco

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Raindrops Keep faling on my head

Indio quer apito

do Acir Vidal
Após a repercussão das declarações de Indio da Costa (DEM-RJ), parte da campanha de José Serra (PSDB) já discute a abordagem de novos temas: a relação dos petistas com Hugo Chávez, a comparação de presos políticos cubanos a presos comuns, feita por Lula, e a defesa do terrorista Cesare Battisti. O mensalão ficou de fora, porém. Tucanos avaliam que isso reavivaria o panetonegate do DEM.*

(*) Coluna Painel, Folha de São Paulo.

Braziu!

Braziu!

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