TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E no Rio de Janeiro, Brazil


Flaner...


Atestado de bons antecedentes criminais....


Daí, né ... minhas advogadas, meu amigo Tarso, e vários colegas disseram-me que não devo me defender de coisas que não fiz. Mas, vivenciando uma situação kafikna: EU ME DECLARO INOCENTE. Inocente, sim. Trabalhei 12 anos em um local de minha universidade (e não 15 anos) E NUNCA recebi nenhuma repreensão. O lugar social lá (Pós-Graduação em Ecologia) sempre foi sério, excelente, com colegas maravilhosos. Se você chegar as 7 da manhã, tem gente trabalhando. Se você passar lá as 10 horas da noite, tem gente trabalhando. Eu fui neste pós (e ainda sou) uma professora que cursou Ciências Biológicas e foi andar pelas searas das HUMANIDADES (sociologia e psicologia). Fiquei na terceira margem. Gostando das histórias de cientistas, mas amando as áreas humanas. Não tive "peito" para enfrentar laboratórios de biologia. Nem gosto. Rendi-me às humanidades. Sou tua, humanidade!
Eu não tenho (eu sei, eu sei, nunca terei a pena de um Julio Cortázar). ... mas este texto tem cheiro de surrealismo. Vocês não precisam entendê-lo, apenas sabê-lo. O fato é que eu sou muito orgulhosa. Muito dura quando deparo com mentira, daquelas mentiras cheias de lambanças . Alguém disse a alguém que disse a alguém que disse a alguém e esse alguém me entrevistou em outubro diante de uma Comissão de meu trabalho que eu aprontara algum "barraco" no Pós em Ecologia. Estou como no CSI. Procurando o caminho desses alguéns. Juro que encontro. Ou não me chamo Luzia.
POIS EU GRITO: É MENTIRA! É MENTIRA! É MENTIRA! É fraude! É MENTIRA! É MENTIRA! É MENTIRA! É MENTIRA! É MENTIRA!É MENTIRA! É MENTIRA!
P.S. Quando comecei a trabalhar como professora em uma escola estadual em 1978, em São Paulo, tive que ir a um lugar social que me deu medo. Era no antigo prédio do DOPS. Tinha que apresentar à escola em que dei aula um atestado de bons antecedentes criminais. Taí, a realidade....

Sublime texto!


Papéis Roubados Publicado no Blog A TERCEIRA NOITE, de Rui bebiano, Portugal AQUI


Clap, clap, clap! Aplausos por todo o lado e por tudo e por nada: das bancadas do Parlamento («muito bem!», clap, clap, clap!) aos «minutos de silêncio» e funerais (clap, clap, clap!), passando por um momento qualquer de um qualquer programa televisivo gravado «ao vivo» (mais clap, clap, clap!). O escritor, ensaísta, gramático e linguista espanhol Rafael Sánchez-Ferlosio escreve sobre o tema. Com uma grande dose de lucidez e um musculado sentido crítico.

Aplausos
Rafael Sánchez-Ferlosio

El País, 29/12/2010

Si hay alguna cosa de la que parezca apropiado decir que está fuera de lugar es de los aplausos en el Congreso. Ni siquiera se aplaude a lo que se dice, a su significado -que ya estaría mal-, sino a la pertenencia del que lo dice, siempre que sea de los propios. Hoy parece que los diputados no se dan cuenta, ni imaginan siquiera, el efecto de ridículo, de vergüenza ajena, que suscitan en el televidente especialmente cuando no son más que 30 o 50 centímetros los que separan las manos que aplauden del rostro del aplaudido. Ninguna sonrisa más falsa que la de este cuando ha de expresar gratitud en tan obligado trance. Ahora tengo en los ojos de la mente a don Mariano Rajoy y a doña María Dolores de Cospedal, pero eso no quiere decir que otros dos nombres de idéntico parentesco político, al otro extremo del hemiciclo, no podrían remplazarlos en una situación perfectamente análoga.

La idea de que esos aplausos tan fuera de lugar se suprimiesen -ya sea por votación de los propios diputados, ya por reforma normativa del Tribunal Constitucional, si es que ello es verosímil- sería, a mi entender, muy saludable, y además estético, pero virtualmente imposible de poner en práctica. No ya por resistencia de una minoría que hubiese votado en contra, pues no tengo noticia de que los discordes con la normativa establecida suelan dejar de cumplir, aun a su pesar, lo ratificado por la mayoría.

El fundamento de mi desazón es bien distinto y bastante más grave. Es la naturaleza de automatismo, de reflejo mecánico, que ha llegado a adquirir en nuestros días el aplauso. En las televisiones se está aplaudiendo constantemente a todo, en todo el día no se hace otra cosa que aplaudir, no se hace cosa de provecho en todo el día. En los entierros el aplauso se ha hecho tan convencional que se mira como una descortesía el no aplaudir. Todavía disuena en los oídos de los mayores, acostumbrados al silencio entre los muertos, pero tal vez no sea ya más que otra convención para los jóvenes, aunque para nosotros tiene la estridente inoportunidad de ser una forma de expresión que comparte con ceremonias y ocasiones alegres y festivas.

El automatismo del aplauso en el Congreso lo pone aún más fuera de lugar, lo hace aún más gratuito y más indigno. Lo malo está en que cuanto mayor sea el automatismo, la índole refleja de una cosa, tanto más fuerte se hará frente a cualquier voluntad de suprimirla. En fin, que lo que hace más impropio y despreciable el aplauso en el Congreso viene a ser precisamente lo mismo que lo hace más imposible de erradicar. ¡Todo un paradigma de la cultura actual!

Da casa

Todo blog que se preza mostra o bichano da casa. Esta é a Mina. Gata. Cat. Chat. Foto da Julia.

...


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Porre de tequila com Chavela....

Volver, volver com Chavela Vargas

e asi va la noche

Deusa...

Chavela em 2006, em Madrid, numa praça com jovens, una senõra de 90 anos. Cantam. Cantam. Luz de Luna con una botella de tequila. Sublime!

Siempre caio en mismos errores ...

Uma Chavella

Una oración

Toma esa botella comigo...

El ultimo trago

a brindar com estranhos

e a llorar pelas mismas dolores

Faz tempo, hein!

You are the sunshine of my life, Stevie Wonder

Para nossa festa baseada em vinhos .... Viva a gente!

Começa a distribuição de presentes.....


Al, Santiago do Blog Gazeta Maringaense seu DVD do Chico Cesar, De uns tempos para cá, cá está!


Alô, Balestra, do Blog A Balestra, idem idem...... !

...


Estou lendo GAZETA MARINGA. Link: http://www.gazetamaringa.com.br/ Vá lá!

Ui!


Se você tivesse levado um PITO de um superior hierárquico seu por perguntar por email algo... e você se sentisse injustiçada por ter levado um PITO com 55 anos de idade.
O que você faria?


( ) Telefonaria para nosso patrão mais recente, o novo governador.


( ) Passaria outro email.


( ) Entregaria nas mãos de Deus.


( ) Telefonaria para a Gazeta Maringá.


( ) Telefonaria para a Gazeta do Povo (para reforçar a demanda).


( ) Para a Folha de São Paulo.


( ) Abriria uma barraca de pastéis.


( ) Falaria com o CQC (ai, alguém já falou)


( ) nda
PS: Telefonei para o Diário e este não quis fazer a matéria anterior. Então, não existe essa opção.

E em Lisboa....

do BLOG PIMENTA NEGRA AQUI
O anjo da história, de Walter Benjamin, vai ser tema de um encontro a realizar amanhã no Goethe Institut de Lisboa

O Anjo da História
Walter Benjamin
Editora: Assírio & Alvim

"Onde aparece para nós uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma única catástrofe que continua a amontoar destroços sobre destroços e os arroja a seus pés. O anjo gostaria de se deter, despertar os mortos e reunir o que foi despedaçado, mas está soprando uma tempestade no paraíso que o impele irresistivelmente para o futuro a que volta suas costas, enquanto à sua frente o monte de ruínas cresce em direção ao céu. O que chamamos de "Progresso" é justamente esta tempestade"
Walter Benjamin


Há um quadro de Klee intitulado Angelus Novus. Representa um anjo que parece preparar-se para se afastar de qualquer coisa que olha fixamente. Tem os olhos esbugalhados, a boca escancarada e as asas abertas.O anjo da história deve ter este aspecto. Voltou o rosto para o passado. A cadeia de factos que aparece diante dos nossos olhos é para ele uma catástrofe sem fim, que incessantemente acumula ruínas sobre ruínas e lhas lança aos pés.

Ora, um dos pontos mais polémicos da nossa época envolve justamente a questão do progressismo vago, sem finalidades humanas. Todos aplaudem os avanços tecnológicos, poucos param para pensar no elevadíssimo preço humano pago para se chegar a tais conquistas...

Quando Walter Benjamin analisou o Angelus Novus, tela de Paul Klee, imediatamente os seus próprios companheiros, marxistas apontaram falhas para a sua análise considerada "não dialética": "Como? De costas para o futuro? Benjamin está politicamente errado!"

O progresso invade lares, desagrega famílias, transforma e transtorna a sociedade, traz desemprego, polui, tortura e mata os seres humanos. Apesar disso é sublimado constantemente pelos media e pela ideologia dominante.

Neste sentido, compreende-se o anjo, face torturada, observando a pilha de escombros a acumular-se à sua frente sem que nada possa fazer a respeito simplesmente por causa da "tempestade" chamada progresso.

Dá mesmo vontade de sabotar as engrenagens das máquinas frias, de paralisar o progresso para salvar o humano perdido na tempestade.

É então que ergue-se a acção política e a necessidade de incomodar os cultores do progressismo, tanto à esquerda quanto à direita quando bradamos indignados: "Mais humanidade e menos progresso!

Que a máquina sirva ao humano, e não que se sirva dele!


Realiza-se amanhã mais uma sessão «A cidade e a escrita» no Instituto alemão de Lisboa, cujo tema é precisamente Walter Benjamin e o seu Anjo da História, com a presença do tradutor dos textos daquele autor alemão e que foram publicados pela editora Assírio e Alvim

Encontros Literários
Dia 29.11.2010, às 18h30
Goethe-Institut, Campo dos Mártires da Pátria, 37, Lisboa
Entrada livre

Passaram 70 anos sobre a morte de um dos pensadores mais incontornáveis do século XX: Walter Benjamin. O pretexto para esta sessão da "Cidade e a Escrita", em que, a partir da tradução de João Barrento, O Anjo da História, em que o autor lança mão dos seus textos mais emblemáticos sobre a visão da história de Walter Benjamin.
Com a presença deste prestigiado investigador e tradutor, que traduziu o que de melhor a literatura alemã nos poderia legar, poderemos reunir e falar da importância de Walter Benjamin, da tradução da sua obra em Portugal, retomando questões que são ou mais pregnantes ainda hoje, como a falência do modelo capitalista, a crise da história e da narração, o fetiche do consumismo e a necessidade de repensar novos modelos sociais e políticos, com urgência.

Com a participação de Maria João Cantinho e João Barrento.

Entre santos e outros desejos ....

A música na Terra é, por excelência, a arte divina.

Egberto Gismonti

Fiquei uma parte de meu almoço com minha filha Juju procurando músicas para um vídeo. Reencontrei Egberto Gismonti. Terráqueo divino. Brasileiro. Ele fez a música do filme Chico Xavier. Assisti ao filme. Imagens e música dão o tom aéreo, leve, solto do filme. Quisera eu ser uma pessoa religiosa. Mas, não sou. Pensando nisso lembrei-me de minha mãe. Na minha infância, no quarto de minha mãe, havia uma "cômoda" e uma "penteadeira". Na Penteadeira estavam os batons, pó-de-arroz, perfume, pentes, grampos.... na cômoda um monte de santos. Nossa Senhora de Aparecida; bem no centro do móvel. Santo Antonio, Santo Inácio, Santa Luzia, Santa Margarida, flores de plástico e velas, muitas velas. Minha mãe queimou sua cômoda de tanto acender velas. Pedia aos santos para toda a família. Para meu pai. Namorador compulsivo. Para minhas irmãs Marilza, Teresa e Maria Helena que ficaram doentes, de doenças misteriosas na época. Ia à igreja com minha mãe. Mais santos. Ia nas festas juninas. Mais santos. Minha avó italiana fez uma promessa (nem sei para quê) e eu fui pagar em nome dela (fui um "anjo" em procissão). Minha avó, Benedita, a portuguesa, fez promessa para Santa Luzia, a santa dos olhos. Ficou cega ainda jovem. A minha avó.

Cresci rodeada de santos. Quando adolescente, cerquei-me de Fridas, de Rosas Luxemburgos, de Machado de Assis, de Eça de Queiroz, de livros, muito livros.... de personagens endemoniados.

Bachiana brasileira

Villa-Lobos, Olivia Byington

Essa música - na voz da Olivia Byington - fez-me pensar as cenas do Complexo do Alemão que vi pela TV, ontem. Finalmente, os três "puderes" mostraram controle político, social nos bairros pobres de uma cidade linda como o Rio de Janeiro. Já passava da hora. Tenho amigos que dirão: "mas, como elogiar as forças armadas?" O problema - AQUI E AGORA - são as forças armadas do tráfico. O problema é um grande território SEM LEI. Lembro-me do filme HOTEL RUANDA. E se fossemos nós, num país onde nem a ONU intercedeu e milhares de pessoas foram torturadas, trituradas, roubadas? Nada, nenhuma LEI, nem a da ONU! Isso é loucura. Sem lei o sentimento de matilha, de horda emerge em cada um de nós. Lembro-me doutro filme: O senhor da mosca.

Uma casa sem lei não é casa, é guerra. É horda, é matilha. Os dentes mais robustos ganham. No filme Hotel Ruanda, senti-me como os personagens (que vieram de pessoas reais): sem pai, nem mãe, sem amigos, colegas, sem direitos, sem direito à vida, pois sem LEI não se vive. Não estou falando, caros colegas de esquerda, de regime de exceção, de ditaduras, mas de regras de convívio. De não burlas, de não roubos, de não hipocrisia.

Fico mais feliz em ver o Complexo do Alemão sem o regime dos traficantes. Chorei litros (como diz a Mary, da Feminista) quando vi um pai (um senhor de 50 anos ou mais ou menos), sem dentes, levando o filho à polícia. É a dor exposta dos mais pobres, expostos ao domínio do medo, da ausência das regras, da exclusão. É uma saída.

Em Portugal, o abrasileiramento do professor ...


Do Blog de Roberto Romano: No De rerum natura...a pobre e triste verdade.
Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010


A profissão de professor desaparece...


Segue-se um extracto duma entrevista de Mário Crespo a José Gil, que passou na Sic Notícias, em 27 de Novembro passado. São palavras absolutamente sinceras e verdadeiras as do filósofo e professor, tão sinceras e verdadeiras que deviam fazer parar o país para pensar no rumo que tomará, ou que já está a tomar, pelo facto de os bons professores serem obrigados a desistir de ensinar: por abandono da profissão, por fadiga, por desnorte...

Mário Crespo: Uma estratégia seguida por este Ministério (…) é exigir ao professor uma ocupação total na sua tarefa, total, para lá das horas do humanamente aceitável (…) para lá das 35 horas obrigatórias, para dentro das pausas lectivas – expressão nova –, o trabalho do professor deve integrar e devorar o tempo de vida privada, de lazer (…), professor só pode ser professor (…) deixa de ser homem, deixa de ser mulher...

José Gil: Isso é quase um homicídio da profissão. A profissão de professor desaparece. Desaparece, porque é impossível fazer isso (…). Estou a lembrar-me de Paul Lenoir, um poeta, que dizia que para fazer boa poesia é preciso não fazer nada (…). É preciso que haja pausa, desafio, reflexão ruminação (….). Eu sou professor, sei que estou a defender a minha causa, mas há vocações extraordinárias, muito maiores que a minha, muito mais admiráveis que eu vejo em professores do secundário, por exemplo (...) pessoas que gostam de ensinar, que adoravam fazer o que estavam a fazer e essas pessoas vão-se embora, foram-se embora (…) sobretudo (…) porque ficam tão desgostosas por elas mesmas, por terem que fazer qualquer coisa que não gostam, que é lhe destrói uma missão...

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COMENTÁRIO: O que nos enraivece é que, nós, professores universitários de universidades públicas, estamos, também, a destruir nossa profissão. Não por excesso de trabalho, mas MUITOS por nenhum ZELO com a sala de aula. Alunos me contam que professores não aparecem para dar aulas por um mês e nada. Outros alunos mandam email a chefes de departamentos cobrando-os, avisando-os que seus professores não vão dar aulas. Esses chefes respondem que sabem disso, que vão "dar um jeito" nisso, mas não dizem em que século. Uma coisa é o Estado fazer terra arrasada sobre a profissão. Outra são os próprios profissionais, sua hipocrisia. O Estado agradece aos maus profissionais das escolas públicas. Ajudam e muito a desgraçar a profissão.

....


Sussurros

por Rui Bebiano, do Blog A terceira noite AQUI
Publicado às 3:01 de Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010


Kim Jong-Il «é um gajo com aspecto flácido» e «com traumas físicos e psíquicos». Silvio Berlusconi «é irresponsável, vaidoso e ineficaz como um líder europeu moderno», mostrando «um gosto pronunciado pelas festas». Dmitri Medvedev «serve de Robin ao Batman Putin», sendo este «o macho dominante». Nicolas Sarkozy «tem a pele fina» e «um estilo pessoal muito susceptível e autoritário». Muamar Kadafi «usa botox e é um verdadeiro hipocondríaco», trazendo sempre consigo «uma enfermeira ucraniana de peito bastante avantajado». Angela Merkel é uma pessoa que «evita correr riscos», a quem «falta muitas vezes a imaginação». E Robert Mugabe «um homem maluco». Mais: Condoleeza Rice e Hilary Clinton reforçaram as iniciativas de espionagem, os sunitas sauditas não gostam dos xiitas iranianos, o primeiro-ministro turco tem uma agenda islamista escondida e a China andou a sabotar o Google e várias redes de computadores. A sério? Não me digam!

Pouco mais parece ser do que conversa para consumidores de headlines e de notícias sensacionalistas, ou então de tema a explorar por bloggers com falta de assunto, a informação que a WikiLeaks acaba de libertar baseada em informações trocadas entre 2006 e 2009 pelos serviços diplomáticos e militares americanos espalhados pelo planeta. Os jornais rejubilam com as «grandes notícias», anunciando que «EUA espiam líderes estrangeiros» ou que os seus serviços secretos os «ridicularizam» comentando de forma demasiada directa, por vezes chistosa ou brutal, o perfil pessoal e político deste ou daquele. Perante tanta banalidade, vista e revista por quem conheça uma ponta da história da espionagem e da actividade diplomática que decorre longe dos microfones e das objectivas, podem fazer-se umas quantas perguntas tolas. Por exemplo: seria então suposto os EUA não possuírem um serviço de informações activo e diligente associado à actividade diplomática? não deveria este fazer relatórios sobre as personalidades e os comportamentos das pessoas que tomam as decisões centrais em cada país? encontra-se por ali informação que espante alguém atento à política internacional e às suas figuras mais destacadas? Tente-se perceber os motivos de uma admiração tão deslocada seguindo, por exemplo, os dossiês editados no El País, no Le Monde e no New York Times. Por mim, que já andei por lá a esquadrinhar, ainda não deparei com uma só informação completamente nova, um dado realmente perturbante ou sequer uma fofoquice verdadeiramente decente. A quem servirá então todo este festival de fogo-de-artifício com alguns pormenores cómicos?
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Isso me lembra a pergunta que me fez um avaliador de uma certa instituição respeitável. Discutindo um pósX ele me pergunta do pós W. Schopenhauer explica. Desvio retórico.

Eu, hein!


Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Anônimo disse:":

Quem quiser conferir se houve cópia mesmo:
tese: http://cutter.unicamp.br/document/?code=000477761

Dissertação com mais de 200 parágrafos copiados:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=46259

Para se localizar nos textos:
Tese
Cap. II
página 46- parágrafo 1
página 46- parágrafos 2 e 3
página 47 inteira
página 48 inteira
página 49 inteira
página 50 - parágrafos 2 e 4
página 50 - parágrafo 3
página 51 inteira
página 52 inteira
página 53 inteira
página 54- parágrafos 2, 3 e 4
página 55 inteira
página 56 inteira
página 57 - parágrafo 1
página 57 - parágrafo 3
página 58 - parágrafo 1
página 59 - parágrafo 1
página 62 - parágrafo 1
página 62 - parágrafos 3 e 4
página 63- parágrafos 1 e 2
página 63 - parágrafo 3
página 64 inteira
página 65 inteira
página 66 - parágrafos 1 e 2
página 68 - parágrafos 3 e 4
página 69 - parágrafos 1 e 2
página 70 inteira
página 71- parágrafos 1 e 2
página 71 - parágrafo 4
página 72 inteira
página 73 inteira
página 74 inteira
página 75 inteira
página 77- parágrafo 2
página 78 - parágrafos 1 e 2
página 79 - 3º parágrafo
página 80 inteira
página 81 inteira
página 82 inteira
página 83 inteira
página 84 inteira
página 85 - parágrafos 1 e 2
página 86- parágrafo 2
página 86 – parágrafos 3 e 4
página 92 - parágrafo 4
página 93 inteira
página 96 inteira
página 97- parágrafo 2
página 97- parágrafo 3
página 98- parágrafo 1
página 98- parágrafo 2
página 98- parágrafo 3
página 108- dois últimos parágrafos
página 109 - parágrafo 2
página 114 - parágrafo 1

Dissertação-
página 30
página 31
página 32
página 32 e 33
página 33, 34 e 35
página 35 inclusive a nota de n. 4
página 36 e nota de n. 5
página 37 e nota de n. 6
página 37 e 38
página 56 e 57
página 57 e 58 até as notas de rodapé
página 58, 59, 60. 61
página 61
página 44 até a nota 33
página 45
página 46
página 46
página 47
página 49
página 47
página 48 e 49
página 49, 50, 51 e 52
página 54
página 155
página 155 e 156
página 157, 158 e 159
página 159
página 160
página 160, 162, 163
página 163, 164
página 164, 165
página 165, 166
página 167
página 168, 169
página 169
página 169, 170 inclusive com nota de rodapé
página 170, 171
página 172
página 173, 174
página 175, 176
página 176
página 177
página 178
página 182
página 183 e 184
página 186, 187 e 188
página 190
página 193
página 193 e 194
página 194
página 195
página 194
página 39
página 43

domingo, 28 de novembro de 2010

...

Bicho de Pé e Chico Cesar, PEDRA DE RESPONSA ... para noossaa feesta baseada em vinho....

ORANGOTANGA.....

Chico Cesar ORANGOTANGA!!!!!!

Nu....


Foto de Robert Mapplethorpe (Nova Iorque, 4 de novembro de 1946 — Boston, 9 de março de 1989) foi um fotógrafo norte-americano.
Dê uma olhada no filme FOTOS PROIBIDAS.

Fonte: Wipedia
Conhecido como o documentarista da cena sadomasoquista gay, Mapplethorpe percorreu um longo caminho entre sua infância no Queens, em Nova Iorque, até o submundo GLS mais radical. Se sua vida teve vários desvios, sua arte teve vários caminhos. Mas foi na fotografia que este homem dúbio e incansável se afirmou. Frequentador de bares leather, era capaz de circular também na alta roda social.

Expoente da pop art, retratou em suas fotos seus contemporâneos, como Andy Warhol, David Hockney e Patti Smith, com quem teve uma relação conturbada, pois ambos eram bissexuais.

Seu maior caso de amor foi com Sam Wagstaff, que apoiou sua carreira, inclusive financeiramente, o que não quer dizer que Mapplethorpe se satisfizesse com ele. Em suas saídas, sempre voltava para casa com alguém e, caso este também não o satisfizesse, ele voltava aos bares e começava tudo de novo. Era louco em suas aventuras sexuais e tinha manias: usar caveira como símbolo, dormir em uma gaiola gigante, com lençóis pretos na cama. Tudo isso adquiriu um aspecto trágico ao descobrir que tinha AIDS. E todas as suas vivências se refletiram de forma inequívoca em sua arte, em uma tal extensão que muitos de seus trabalhos são até hoje impedidos de ser exibidos .

dogs ...


Do Elliott Erwitt
dogs
eternos
ternos
amigos

RIO...


Do Lee Swain, cap-tirado do Solda AQUI

RIO...


Vá lá!


Em São Paulo
cap-tirado do Solda AQUI

...


....

cap-tirado do Entre as brumas da memória, da Joana Lopes, Portugal, AQUI

«Não é o tabaco que a gente consome.
A gente fuma é a tristeza».
Mia Couto, Venenos de Deus...

Vou ler, vou ler...

do Rui Bebiano, Portugal, escreve no BLOG A terceira noite. AQUI
SUSSURROS
Ainda vou só a meio das 690 páginas de texto – com mais 50 de notas – mas já estou em condições de dizer que Sussurros. A Vida Privada na Rússia de Estaline, do historiador britânico Orlando Figes, é um dos meus grandes livros de 2010. Acabado de publicar pela Alhêteia e resultado de um projecto de investigação em larga escala maioritariamente apoiado no testemunho oral de sobreviventes e dos seus descendentes, não se trata de «mais um» livro sobre Estaline e o regime soviético. Analisa principalmente, com grande detalhe, «a maneira como o estalinismo se instalou na mente e nas emoções das pessoas, afectando-lhes os valores e as relações». Fala mais de integração, de aceitação, do que de luta, perseguição e resistência. E é também um excelente manual para se perceber a forma como o ascetismo «romântico» e o colectivismo bolcheviques, construídos durante os anos da luta contra o czarismo e da guerra civil que se seguiu a 1917, se transformaram em rígida norma de vida aplicada ao conjunto da sociedade. Funcionando também como um paradigma que ecoou, ao longo do século XX e à escala planetária, na gestão de outras experiências e na organização interna de praticamente todos os partidos e movimentos de matriz marxista-leninista. Não se trata de um estudo de natureza analítica, mas sim de um repositório de experiências pessoais que se lê com a mesma voracidade, a mesma tensão e o mesmo prazer com os quais habitualmente acompanhamos um grande épico.

Moer a cana dói

Chico Cesar

Moer a cana ... dói


De longe escuto o gemido da usina
Adeus menina do meu padecer
Moer a cana dói- tirar a gema
Sobra o bagaço nesse meu viver

Desde anteontem o relógio silencia
Pinga na pia o choro de quem é só
Moer a cana dói- tirar a gema
Era madeira, cupim roeu deixou pó

Adeus meu povo Pernambuco e Paraíba
Vim nessa vida pra dizer adeus
Moer a cana dói- tirar a gema
Sol dá e a luz clareia os olhos meus

Em fogo morto vai o afago da saudade
Nem a metade do que queimou queima mais
Moer a cana dói- tirar a gema
Range a ferrugem e o mel do chorume cai

Tim tim!

Daí, né... voltei de Curitiba,PR no sabádo. Infelizmente, a filha de 12 anos de um colega de meu marido foi-se para alhures em uma merda de acidente na sexta a noite. Nenhum pai merece enterrar o filho. Daí vim ouvindo MPB4. Tava chateada. Logo me afinei num CD do Tim Maia. Que já morreu, mas ainda vive por aí cantando e madando o povo "soltar as frangas" , gritar "rau, rau"e ajudando a gente a rasgar a hipocrisia..... 300 kilômetros de Tim Maia. Resolvi fazer uma festa (em um bar bacana baseada em vinho e tim) aqui na Má-ringa. Vim pensando, pensando, cantando, cantando e algo alquímico me transforma ... em quê? Detalhe da vida do tim maia. Reza a lenda que ele combinou gravar com a Gal na TV Globo. A Gal não chegava, não chegava. Telefonaram para a Gal. Ela não ia dar para gravar naquele dia porque o vestido branco dela não ficara pronto. Aí, o Tim disse que não tinha importância. Marcaram outro dia. A Gal chegou. Ficaram esperando o Tim. Que não chegava. Telefonaram para ele. E... ele disse que não poderia ir. Seu terno não estava passado. Moral da história: em terno amassado não podemos sobrepor vestido branco. Sou mais o Tim.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Oinc


Daí, né....


Daí, né (com diz uma das minhas preferidas virtuais, a Mary) eu vim para Curitiba. Pedi solicitação legal, que na minha universidade chama-se abono. Direito trabalhista. A estrada estava muito atrapalhada. Acordei e já emprenhei-me na confa. Como disse Spinoza, na hora do almoço tive um encontro bom, boníssimo. Coisa de destino. E conheci um político muito dez! Agora a noite, de volta ao hotel aqui no centrão da Cruel-ritiba (como diz o Solda) posso dizer que depois de meses no inferno, estou me sentindo no purgatório. Conheci duas pessoas maravilhosas. Fiquei muito feliz com a recepção das duas PESSOAS. Volto para a MAR-ingá feliz. Caminhei quilômetros a pé (redundância). Quando caminhar é pensar e agir.

Anônimo disse:


Não é papel do orientador ver se houve plágio ...


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Comentário:


Sim e Não.


Sim, quando ele - no decorrer dos 4 anos em que fica com seu orientando - tem tempo de conversar com o orientando, tem tempo de orientar, sabe que seu orientandor será, um dia, professor também e, SOBRETUDO, SE A TESE TEM INTERESSE NACIONAL. Ou seja, em educação trabalha-se muito com as questões nacionais, regionais ou locais. Há que seguir este orientando para não dizer merda, escrever idem. E, é claro, para saber se o seu aluno será honesto, será também um bom professor. Será decente.

Não, quando orientador - já no doutorado - tem confiança em seu aluno. Geralmente, todos os doutorandos são maiores que 18 anos, e, é óbvio, que orientador não é babá, pai, mãe ...

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Conheço orientador que escreve os trabalhos de seu orientando. Conheço orientadores de doutorado que não sabem escrever (não juntam b+a, para dar bá), conheço doutorandos que são as babás de seus orientadores, que são sub-alternos, que são puxa-sacos. Aí, como você diz, anônimo, é uma questão de personalidade mesmo. De decência. E isto não está na moda.


Anônimo disse:


... Infelizmente isso acontece... A moça copiou três dissertações e defendeu seu doutorado. .....

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Isso tem acontecido mais do que imaginamos na chamada Academia. Não só cópias. Não só cópias.


Na Revista Cult de outubro deste ano, a professora de filosofia Olgária Mattos, da USP, SP, responde a uma pergunta sobre o aumento das produções na área de filosofia. Resposta: Aumentou sensivelmente por causa do Lattes.


O orientador e banca dessa moça que copiou 220 parágrafos sem por nem tirar, como dizia meu pai, de uma mesma dissertação, com certeza não teve uma banca cuidadosa, que leu com atenção, com segurança... o TEMPO (a falta de tempo, ou o tempo do Lattes) faz coisas que nem Deus imagina. Mas, taí! É só denunciar a hipocrisia.

O pequeno grande ...

Depende de onde você pousa, é maior do que um avião.
Fotografia de Elliot Erwitt, 1975

....


As vezes é mais simples do que você imagina

Foto de Elliott Erwitt, Irlanda, 1968
Sempre e sempre vale lutar. As vezes, você sente que o mundo parou de girar. E de repente, em Curitiba, ele girou tão rapidamente. É a vida.

Em Portugal


Ontem soube a pouco do Blog A Terceira Noite, Portugal, AQUI
Publicado às 17:29 de Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010


Uma vez mais os números resvalam. Centrais sindicais e governo avançam com dados completamente divergentes sobre a adesão à Greve Geral, deixando no ar a impressão de esta ter valido mais por aquilo que representou para cada um dos lados do que por aquilo que inequivocamente deveria ter mostrado à opinião pública nacional e internacional.

Uma greve desta natureza só teria um real impacto e forçaria o governo a repensar políticas e decisões se fosse acompanhada de campanhas de mobilização intensas, massivas e bem sonoras. Mais voltadas para os espaços públicos (ruas, bairros, mercados, estádios, centros comerciais) do que para as conferências de imprensa e os placards dos sindicatos. Mais dirigidas ao cidadão comum do que aos núcleos activos na administração pública e nas empresas, que apesar de um trabalho apreciável muitas vezes se remetem a uma actuação corporativa. Só teria verdadeiro efeito se tivesse sido acompanhada de demonstrações públicas unitárias e ousadas (desfiles, buzinões, meetings, campanhas de desobediência), mais apontadas às lógicas do sistema do que aos seus efeitos perversos, momentaneamente insuperáveis. Só teria vencido se tivesse sido capaz de uma dinâmica transnacional, partilhada com organizações sindicais e políticas de outros países, já que aquilo que está a acontecer tem também uma dimensão que ultrapassa todas as fronteiras. O combate contra a selvajaria dos mercados financeiros, contra o alargamento das desigualdades e pela recuperação do Estado social não é apenas nosso; procurando parecê-lo acaba por dar o flanco.

No entanto, para que tudo isto seja possível são precisos movimentos sociais dinâmicos e organizações de trabalhadores mais abertas e desburocratizadas, atentas à mudança do mundo e à passagem das gerações. Não organizações dirigistas e entrincheiradas, de natureza algo proteccionista, com estratégias «de classe» bem definidas ou que actuam como prolongamento de agendas políticas partidárias. Para lá chegarmos existe, claro, um longo caminho a percorrer, não sendo líquido que ele não venha a conter recuos. Entretanto vai-se fazendo o que é possível fazer. A Greve Geral devia ter sido convocada e foi importante, mas que não se venha agora com a lengalenga da «grande vitória» se o outro lado não recuou nem vai recuar um milímetro. Porque não se sentiu realmente abalado.

E mesmo pesada la nave va....


Em Curitiba. Disseram-me: Marta, ponha-se em movimento. E me pus!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Perlas na camera di Malringa.


Pérolas ditas na última sessão da Câmara de Maringá


Zebrão: “Eu não posso me covardiá (acho que queria dizer acovardar). “Eu livantei” (queria dizer levantei). “Nois vereador tá aqui pra ajuda as coisas errada”. Dr. Saboia, falando para Zebrão sobre o assessor fantasma: “Vossa Excelência é vítima”.
John, falando ao Zebrão: “Eu sei das dificuldades do Aurélio Almeida. O senhor provoca e não faz conta. Sei quanto custa para manter um time. (…) Surge uma pergunta: eu não tenho tido notícias que senhor tenha dificuldade de dinheiro. Salários em dia. E sei quanto custa manter um tipo. Então é bom não cutucar a onça com vara curta”.
Minha opinião: Fica claro que o time é do Zebrão. Da fala de John ficamos com muitas interrogações, que já levantamos antes. De onde vem o dinheiro para manter o time? Pelo que sugere John, de fonte que pode ser contestada. Acho que o Gaeco deveria investigar.

Akino Maringá, colaborador do Blog do RIGON, na Má-ringa VEja aqui


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COMENTÁRIO:


e depois querem cassar (e caçar) o pobre do Tiririca.

E no Rio de janeiro, Brazil...


Para os chaleiras do sujeito, que mesmo na comunidade judaica julgam-se "realistas", segue a bomba abaixo, no Blog de Fernando Rodrigues, de Roberto Romano. AQUI
VERGONHA.
Lula: Ahmadinejad foi mal interpretado sobre Holocausto

Na entrevista concedida a blogueiros no Palácio do Planalto na manhã de hoje (24.nov.2010), o presidente Lula falou sobre suas relações com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele também afirmou que o Conselho de Segurança da ONU se sentiu derrotado quando o Brasil conseguiu fechar negociação sobre armas nucleares com os iranianos.


Lula contou que se interessou por questionar Ahmadinejad sobre sua interpretação do holocausto. “Eu disse: presidente, é verdade que vossa excelência não acredita no holocausto? Porque eu chamo ele de excelência”, disse Lula.


O que o iraniano quis dizer, segundo Lula, é que “morreram 70 milhões de pessoas na 2ª Guerra e parece que só morreram judeus”. Aí Lula disse ao iraniano, segundo seu relato, que essa explicação deveria ser dada mais publicamente. Para o presidente brasileiro, o colega do Irã teria sido mal interpretado a respeito de seu conceito histórico a respeito do Holocausto.


Em seguida, o presidente contou que, antes dele, líderes de outros países, como Barack Obama (EUA), Nicolas Sarcozy (França) e Angela Merkel (Alemanha) nunca haviam conversado com Ahmadinejad.


Quando partiu em viagem para negociar um acordo nuclear com o Irã, Lula revelou que se sentiu apanhando. Num dos momentos em que os blogueiros presentes mais deram risadas, o presidente relatou que, para negociar com Ahamadinejad, disse: “Eu to aqui apanhando. Você não conhece a imprensa brasileira, mas tô apanhando [risos dos blogueiros presentes]”.

Lula também manifestou que se sentiu marginalizado por outros líderes do G8 e do G20. Mas, sua “frustração como ser humano” ocorreu após conseguir o acordo. “Conseguimos o que o conselho de segurança da ONU queria. E quando nós conseguimos, eles se sentiram derrotados, porque nao foram eles que conseguiram”.

Governador Beto Richa: o senhor pode falar comigo?


Quando outros calam, salvando sua boquinha nos governos (Sarney, Collor, FHC, Lula) este vosso servidor escreve e fala. Triste Brasil.


[pos-graduando] CNPq, bolsas, estudantes
Francis de Morais Franco Nunes
Wed, 08 Mar 2006 06:48:41 -0800

O artigo do Prof Roberto Romano, antes publicado no Correio Popular de Campinas, saiu no JC email também...JC e-mail 2968, de 06 de Março de 2006.

Publicada em 28/2/2006

CNPq, bolsas, estudantes


Esta coluna analisa problemas éticos, políticos e acadêmicos. Apesar das poucas forças de seu titular, ela se manifesta quando surgem matérias relevantes, positivas ou negativas, naqueles setores. Na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Recife na aurora do governo petista, em conferência que produziu polêmica, adverti as autoridades sobre o perigo do Brain drain (fuga de cérebros) no Brasil, algo que desgraça nações africanas, asiáticas e sul americanas. Pouco depois, concedi entrevista à Rádio da ONU (http://www.un.org/av/radio/portuguese/2003/july/030721.html) sobre o mesmo problema. As reações na comunidade universitária foram as previsíveis. Alguns me chamaram de alarmista, outros de inveterado inimigo dos governos (de todos os governos), outros sorriram com a minha suposta ingenuidade. Alguns, como sempre, me procuraram solitando dados e fornecendo correções, aprofundamentos técnicos, cálculos etc.

Não me dirigi nas duas ocasiões apenas contra o governo Lula. Tenho sido persistente nas críticas à administração federal em muitos campos. No caso das ciências e tecnologias, escolhi dar tempo aos gerenciadores que trabalham nos organismos de apoio à pesquisa em plano federal. Convidado, participei do primeiro grupo de trabalho - liderado por Pinguelli Rosa - que esboçou a política de C/T do governo Lula. Ainda agora sou convidado para reuniões com o ministro da C/T, com o fito de realinhar o programa ao possível segundo mandato. Se aceitei - apesar de não ser filiado ao PT - participar do primeiro grupo, não faço o mesmo com o atual, por motivos evidentes. Mas conheço pessoas capacitadas que se reúnem tendo em vista idear plataformas viáveis naquela área sensível da vida estatal. Desejo-lhes bom êxito.

Mas não me demito da tarefa urgente: salientar o quanto o governo, para obedecer as regras do superavit primário (e coloque-se toda a polissemia do termo neste "primário" ) não cumpriu a promessa de incentivar os laboratórios, a inovação técnológica e demais itens da pauta acadêmica e industrial, estratégicos para o nosso presente e futuro. No mesmo início do governo Lula, o presidente assegurou que, ao fim de quatro anos, 4% do PIB se destinaria para a C/T. Com o PIB anunciado na última sexta-feira, ficamos sabendo que o Brasil econômico cresceu apenas 2,3% em 2005, menos da metade do registrado em 2004 (4,9%). Como resultado da política governamental o PIB não apresenta melhoras, o que já traria problemas para os prometidos 4% em C/T. Mas o problema é maior: pouco foi realizado para que o índice sonhado fosse atingido.

Talvez os colegas que preparam o novo programa de C/T do PT possam reafirmar as esperanças da comunidade científica nacional, definindo padrões de intervenção contrários à pura ortodoxia financeira que reina em Brasilia. Enquanto a realidade for a atual, as feridas que produzem o Brain drain se escancaram. Peço aos administradores da vida acadêmica atenção máxima à mensagem que trancrevo abaixo, quase na íntegra. Após a leitura, por gentileza, pensem em saídas para a situação exposta por jovem e bravo estudante.

"Prezado dr Romano: escrevo em nome de milhares de pós-graduandos em todo Brasil. Estamos precisando ganhar espaço na imprensa, no meio político, dentro do CNPq e CAPES. Está difícil. Há dias escrevemos pra SBPC, ABC, CRUB, Câmara e Senado e nenhuma resposta. O fato: a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) acaba de reajustar em 20% suas bolsas em diversas modalidades, superando, em muito, os valores pagos pelo CNPq (MCT) e CAPES (MEC). É um ganho substancial no progresso da Educação, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, e exemplo a ser seguido. A diferença de valores das bolsas causa notório constrangimento. Um aluno de mestrado da FAPESP pode ganhar até R$ 1.267,00, o que equivale à bolsa de doutorado CAPES/CNPq.

O Plano Nacional de Pós Graduação (IV PNPG 2005 - 2010) retomado no governo Lula é um norteador fundamental na política de desenvolvimento da pesquisa científica no País, recomendava a reposição gradual da defasagem do valor das bolsas, 50% de acréscimo entre 2005 e 2010. Deveríamos estar atingindo em 2006 a meta de 20% se considerarmos um reajuste anual de 10% para seguir as sugestões do Plano. A conseqüência direta desta defasagem nas bolsas e das insuficiências no sistema de formação de recursos humanos pode ser percebida nas salas de aula e laboratórios. Perde o cientista, que não pode dar continuidade aos seus estudos de forma integral. E perde - principalmente - o Brasil, que deixa de desenvolver seu sistema nacional de Ciência e Tecnologia. Podemos contar com o apoio de VSa nessa luta? (…) Com protestos de respeito e admiração, subescrevo-me e aguardo contato. Cordialmente, Francis de Morais Franco Nunes, doutorando em Genética - USP Ribeirão Preto" .

Sem mais comentários, por enquanto. Saudações.

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COMENTÁRIO:

Caro Professor Romano,

Deus sabe e o senhor também o que estou passando na Universidade Estadual de Maringá; Deus sabe e o senhor também, como vejo o silêncio da CAPES. O senhor é testemunha desses meus tempos aqui. Advertiu-me até. Enviei cartas à Comissão da Capes que aqui esteve e nenhuma nota. Enviei 3 email ao Presidente da Capes, enviei um processo ao Diretor de Programa da Capes, via sedex. Espero Godot. Fui ao Ministério Público Estadual. Sic. Agora estou indo a Curitiba pedir audiência com o futuro governador do Paraná. Os colegas petistas, comunistas e ex-querdas fazem silêncio. Até parece que no mundo nosso, a homogeneidade é a regra. Minha caminhada para discutir bolsas de estudos (não a falta mas um certo excesso) virou um conto de Kafka. Nas horas vagas divirto-me lendo o Manual de patifarias do Shopenhaeur. Viajo amanhã.

Hoje em Curitiba....

Do BLOG do SOLDa AQUI
Olá, convido-os a assistirem a peça Marat/Sade, que estréia nessa quarta feira, dia 24/11 no teatro Pé no Palco ( Rua Conselheiro Dantas, 20 – Rebouças – perto do Teatro Paiol). Marat/Sade, é uma das obras mais importantes do teatro moderno. Foi escrita em 1964 por Peter Weiss, para ser encenada pelos loucos do Hospício de Sharenton, sob a direção do polêmico Marquês de Sade duranto o período em que esteve internado naquele manicômio.

O drama trata dos conflitos econômicos, políticos e religiosos que motivaram a Revolução Francesa, culminando com o assassinato em 1973, do grande revolucionário, Jean Paul Marat. Em Curitiba a peça ganha um cunho atemporal e ousado: Com livre adaptação do texto, os atores do grupo teatral Fola Branca, assumem a personalidade dos loucos de Charenton, misturando as falas da peça às suas próprias loucuras e confundindo os motivos da Revolução Francesa com as mentiras, falsidades políticas, morais e religiosas dos dias atuais.

Ingressos à venda no Pé no Palco. Valor $10,00 inteira e R$ 5,00 estudantes. Abraços e bom divertimento (ah… prá quem não sacou ainda: sou uma das atrizes doidas).

Datas/Horários: 24/11 – quarta-feira – 21 horas. 26/11 – sexta-feira – 21 horas. 27/11 – sábado - 21 e 23 horas (2 apresentações). 28/11 – domingo – 19 e 21 horas (2 apresentações).01/12 – quarta-feira – 20 horas. 08/12 – quarta-feira – 20 horas

Elenco: Indhyana Damas – A esposa do diretor do Hospício. Ithamar Kirchner – O Anunciador maluco. Jivan Berlanda – Coulmier, o diretor do hospício. José Augusto Cunha – Jaques Roux, o padre radicalmente louco. Marilda Confortin – Simonne Evrard, a fiel companheira de Marat. Ricardo Alberti – Jean Paul Marat, o revolucionário assassinado. Rodrigo Figueiredo – O polêmico Marquês de Sade. Thalles Werner – Duperret, o deputado tarado. Vivi Túlio – Charlote Corday, a assassina

Músicos, cantores e outros internos do Hospício: Aaron Ramathan, Andressa Bacarji, Evandro Silva, Flora Vieira Chagas, Keli Passolini, Mima Neumann, Patricia Markowski e Talyssa Mendes. Enfermeiros carrascos: Dona Teresa (Mary Teresa Gabardo) e Bruno Ramos

Marilda Confortin. http://www.iscapoetica.blogspot.com
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Pô, eu queria assistir, mas chego aí só amanhã!!!!!!
Abraços, Solda.
Uia, gostei:
A Amaxônia é nossa!
Deus te ajude!
A justiça no Brazil funciona!
A corrupção está diminuindo!
Xuxa, a rainha dos baixinhos! (quais baixinhos?)
A Revista Veja (OLhe bem!) é imparcial.
A democracia existe!
A justiça NÃO é cega!!!!!! (só usa óculos escuros)
Não existe assédio sexual! (só atos de taradagem!)

Taí! Leis? Que leis?

Taradão, por SOLDA AQUI (arte do Solda, é claro!)
Acusado de abusos, médico Roger Abdelmassih é condenado a 278 anos de prisão. Como já frisou Millôr Fernandes, as Leis foram criadas para burlar a Justiça. Responde ao inquérito em liberdade e vai recorrer. Foto sem crédito.
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SOLDA:

Me responda rápido: ele vai ficar 278 anos em liberdade? Ou a gente tem chance?

E no Rio de Janeiro, Brazil




Na Má-ringa: PARABÉNS AOS TRÊS VEREADORES!


Três Vereadores que economizam

No momento em que se apuram denuncias de existência de funcionários fantasmas na Câmara de Maringá, três vereadores se destacam pela economia que fazem na utilização da Verba de Gabinete. São eles; Humberto Henrique, Marly Martin e Dr. Manoel, que juntos economizam cerca R$ 234.000,00, por ano entre salários e encargos não pagos na contratação de novos assessores ou aumento de salários dos que dispunham quando da votação do aumento da verba. Nem por isso são menos eficientes que os demais, muito pelo contrário. Se todos os outros 12 fizessem o mesmo a economia chegaria a R$ 936.000,00, dinheiro que podemos afirmar está sendo desviado, em matéria de produção de benefícios para o contribuinte e poderia ser muito bem aplicado em saúde, segurança, prevenção contra o uso de drogas.

Akino Maringá, colaborador do Blog do Angelo Rigon AQUI

Flores na Má-ringa

Do Blog do Angelo RIGON, na Má-ringa aqui
A Casa de Emaús, junto com o Posto de Saúde Quebec e o Centro de Testagem e Aconselhamento, promoverá atividades referentes ao Dia Mundial de Combate a Aids. No próximo dia 29 será realizado teste rápido naquele posto de saúde e no dia 1, às 13h30, haverá palestra com o farmacêutico Dennis Armando Bertolini, abordando os temas como histórico do diagnóstico HIV/Aids, monitoramento dos pacientes no país e fortalecimento e eficácia do tratamento. No mesmo dia, às 14h30, palestra, também na Casa de Emaús, com o enfermeiro do PSF do PS Quebec Ubyara Belamura Alencar, falando sobre prevenção. E ainda, de 3 a 12 de dezembro, na travessa Jorge Amado, feira de flores e mudas promovida pela entidade.

...


Do Blog ÁGUA LISA, de João Tunes, Portugal AQUI

Como na farmácia, aparece de tudo:

Criado ontem, segunda-feira, o grupo aberto "Eu digo 'Não' à greve geral de 24 de Novembro" tem por objectivo, diz o criador Nuno Pires, "juntar as pessoas que se opõem à realização da greve" e "despertar a reflexão sobre o tema". Porquê? A greve, diz o consultor de 28 anos, "deve ser o último recurso dos trabalhadores para a obtenção de melhores condições junto dos seus empregadores" e a maneira como esta foi organizada, pode ler-se no grupo, foi incorrecta. "Os sindicatos escusaram-se à negociação, rejeitaram o diálogo. Optaram, de imediato, por avançar para a greve", continua.

"Hoje em dia a greve parece ser o primeiro recurso dos trabalhadores, mesmo antes da via negocial", entende Nuno Pires. "Caso estas centrais estivessem, de facto, interessadas em defender os direitos dos trabalhadores, teriam aproveitado esta oportunidade para, através da negociação, diminuir alguns dos aspectos que irão afectar os trabalhadores que representam", explica.

Por isso mesmo, e "no momento que o país atravessa", "caracterizado por uma elevada pressão por parte dos mercados financeiros", a "imagem que é enviada ao exterior é altamente prejudicial", entende o consultor. Fazer uma greve agora, diz Nuno Pires, é "brincar com o fogo", pois a iniciativa vai apenas tornar-se "mais um factor de instabilidade", "que vai colocar Portugal ainda em pior posição face aos mercados internacionais". Uma paralisação nacional é, então, considerada "um atentado a Portugal e ao direito à greve".

Este foi o primeiro grupo criado por Nuno Pires. Escolheu o Facebook Groups pois entende que esta é, hoje em dia, "a via mais rápida de divulgar uma opinião, junto do maior número de pessoas possível". O grupo ainda não tem, no entanto, muita representatividade no Facebook, contando, para já, com 29 membros.

Greve geral em Portugal ..


Maremoto por Rui Bebiano, do Blog A TERCEIRA NOITE AQUI

A Greve Geral não é uma greve qualquer. Não representa a mera reivindicação pontual, o protesto isolado, apenas a jornada de luta de um grupo social por melhores salários e condições de trabalho, por direitos mais justos e uma vida melhor. Tem antes uma dimensão superior, uma vez que comporta uma carga assumidamente política. Porque contesta sem rodeios um governo, um regime, um sistema. Nesta Quarta-Feira e em Portugal, como noutros momentos e em outros lugares, será este, uma vez mais, o sentido da Greve Geral que as duas centrais sindicais convocaram e prepararam.

É verdade que os muitos trabalhadores que a ela aderirem apontam a objectivos concretos. Vão erguer-se contra as medidas de austeridade, contra a redução do poder de compra e dos salários, contra a ofensiva apontada aos direitos dos trabalhadores, contra o bloqueio das negociações colectivas, o congelamento das pensões e a eliminação dos abonos de família, contra o empobrecimento da população e aumento das desigualdades. Irão bater-se pelo investimento no sector produtivo, pela criação de emprego e pelo combate à precariedade, pelo aumento dos salários e uma distribuição mais equitativa da riqueza, pela melhoria da protecção social, por serviços públicos de qualidade e uma garantia do cumprimento das funções sociais do Estado. Mas a afirmação de objectivos tão claros e tão justos deve obrigatoriamente passar pelo crivo da realidade: no contexto actual, todos sabemos que a sua materialização no curto prazo não só é improvável como é impossível. Tal não significa, porém, que a greve apenas sirva para «marcar uma posição dos sindicatos», como já li por aí. Pelo contrário, ela pode servir para afirmar dois objectivos que ultrapassam o imediato.

Servirá, por um lado, para mostrar que o mundo do trabalho não se transformou numa força passiva, que aceita sem grandes lamentos ser transformada em bombo da festa ou em batuque de funeral. Que a gestão das sociedades tem obrigatoriamente uma componente social e humana não convertível à lógica fatalista da religião dos mercados financeiros. Servirá, por outro, para proclamar que não existe uma única via para a definição política da governabilidade. Em Portugal, como em muitas outras partes, este é um problema delicado, uma vez que o impasse e o recuo das esquerdas, divididas entre a administração de um imaginário «capitalismo de rosto humano» ou a mera gestão do protesto social, as conduziu a uma real impotência para apresentarem soluções alternativas. Porém, actos como este podem ajudar a alargar o processo de consciencialização e de amadurecimento político e orgânico que um dia – esperemos, sem ser de forma passiva, que ele não tarde muito – conduzirá a formas mais justas e solidárias de governar o social. Sem qualquer sentido messiânico e meta-histórico, como aconteceu num passado recente, mas como uma força tendencialmente optimista e afirmativa. É à espera deste salto em frente que adiro a esta greve.
As reivindicações não vingarão de um dia para o outro, mas do remoinho poderá nascer o maremoto.

É pobre mas é limpinho...


A REDE GLOBO NA SÉRIE: aluno de escola pública é pobre mas é limpinho…

Por CREMILDA TEIXEIRA


A Rede Globo de televisão também demoniza aluno de escola pública. Não com a frieza e ferocidade da Rede Record, que teima em endeusar professoras em prejuízo dos alunos e dos pais.
A Globo é mais cuidadosa. Vem, então, com a série para mostrar ao público o que todo mundo sabe, menos ela: aluno de escola pública é um ser humano; os adolescentes são tornados cidadão pelo ECA, e estão em fase peculiar de desenvolvimento; eles sonham, tentam acertar, tem qualidades, tem dificuldades. Enfim, são normais.
Valendo até uma série para mostrar isso. Se não fosse trágico, seria engraçado.
Uma classe da oitava séria de uma escola do Rio de Janeiro… Como o lobo perde o pelo, mas não perde o vicio, mostram a fala da professora de português – toda vaidosa – declarando que os professores têm que ouvir os alunos e que as mães não o fazem…
Se aquela era a melhor professora que a Globo encontrou para encarnar a “professora-santa” da série, então faltou muito…
A professora já começa afirmando que na classe tem muita “matraca”, referindo-se a alunas que estavam sentadas juntas e já avisa, que não vai deixar…
Aluno adolescente nem tem direito de escolher o lugar onde sentar na sala de aula. É a professora que escolhe.
Não entendo essa perseguição contra grupos amigos que se sentam juntos… escola não tem necessariamente que ser um lugar onde os amigos não podem ficar juntos…
É a velha técnica nazista que a escola pública adota: dividir para enfraquecer.
O aluno simpático, faz um elogio ao perfume dela; e tem a resposta grosseira: “para de me cheirar… parece um cachorro…”
Noutra cena, a diretora é filmada de longe e tenta desqualificar a tentativa de carinho do aluno, afirmando que ele não é uma pessoa carinhosa e beijoqueira… mas que tenta tirar proveito, enganando com beijos….
Então, aos poucos e nas entrelinhas, a gente vê uma pálida nesga de como aluno é tratado na sala de aula.
A Rede Globo está tentando convencer a burguesia de que aluno de escola pública é normal???
Que é aluno de escola pública é pobre mas é limpinho???
Como riria o macaco Simão: rá-rá-rá…

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Lindos!

O fotógrafo Robert Marple e Patty Smith. Na época em que o gado comia capim e não o capim comia o gado. Mercado era a vendinha do lado de casa..

A impunidade é um DELITO!


Opinión: Carlos Slepoy*La Impunidad consentida AQUI




Reflexionaba Séneca: Hay cosas que no hacemos porque parecen imposibles, pero son imposibles porque no nos atrevemos a hacerlas.

Hasta hace pocas décadas parecía irreal que se establecieran normas para sancionar a los responsables de los más graves crímenes contra la humanidad. Lo normal, y naturalizado, durante toda la historia, fue su absoluta impunidad. Debió ocurrir el Holocausto para que, por vez primera, se estableciera un tribunal para juzgarlos.

El Tribunal Militar de Nüremberg, que fue severamente criticado por diversas razones: haberse constituido por las potencias vencedoras, establecerse con posterioridad a los hechos, crear un Estatuto especial para juzgar a los responsables, etc., dio sin embargo respuesta, aunque parcial y limitada, a la aspiración de justicia, abrió un fructífero camino e inició una nueva etapa en el Derecho Penal Internacional.

A partir del mismo, y debido en fundamental medida al tesón y exigencia de las víctimas, se multiplicaron tratados, resoluciones y recomendaciones, internacionales y regionales, destinados a la prevención y el castigo de estos crímenes y se constituyeron en esos ámbitos consejos y comisiones para la vigilancia y denuncia de las violaciones a los derechos humanos fundamentales.

Se crearon tribunales ad hoc que han dictado numerosas e importantes sentencias. Se establecieron también tribunales permanentes en distintos continentes y, más recientemente, la Corte Penal Internacional.

A pesar de los avances, la impunidad sigue esencialmente vigente
Siguiendo a Gastón Bachelard o Jacques Derrida podríamos decir que fue vencido un obstáculo epistemológico, que es el que dificulta o impide al pensamiento imaginar una realidad distinta a la que se tiene.

No es mi propósito analizar ahora las profundas limitaciones y condicionamientos que, a pesar de su importancia, tienen los instrumentos antes referidos. Sólo constatar que, a pesar de los enormes avances producidos en poco más de medio siglo, la impunidad sigue esencialmente vigente.

Una de las razones fundamentales que lo posibilitan desde el ámbito jurídico es la falta de castigo a quienes la promueven y consienten.

Ha sido y seguirá siendo objeto de discusión la naturaleza y el fin de la sanción penal. Sobre lo que no existe debate alguno es acerca de su necesidad por, al menos, dos poderosas razones:

En primer lugar, su efecto disuasorio: los denominados delitos comunes se siguen produciendo a pesar de que todas las legislaciones del mundo prevén una pena para quienes los cometen. Se multiplicarían si ésta no fuera aplicada efectivamente. Quienes perpetran este tipo de delitos saben que a la transgresión de las leyes que los sancionan seguirá ineluctablemente el castigo. Se lesiona un bien de quien comete un delito: su libertad, su patrimonio, su facultad de ejercer cargos públicos o administrar sus bienes, etc., como respuesta a la vulneración de otros bienes jurídicos que éste lesionó previamente.

Sólo excepcionalmente, por ineficacia de la administración de justicia u otras circunstancias ajenas al propósito de las instituciones de los Estados de dejarlas sin castigo, la sanción no se produce. Algo enteramente distinto, e inverso, ocurre en relación con los grandes crímenes contra la humanidad. Sus autores saben que lo más probable es que no sean castigados. No porque consigan sustraerse a la acción de la justicia sino porque en la mayoría de los casos, a través de distintos y deliberados mecanismos, quedan protegidos por la impunidad.

Esta es la realidad que tenemos: la sanción de los delitos comunes es tarea que, como fundamental, asume todo Estado. La no penalización de los crímenes más atroces, en cambio, es la regla.

Cuanto más grave es el crimen, más impunes resultan sus autores
Si con su punición efectiva se evita la proliferación de los delitos ordinarios, con la ausencia de sanción de los crímenes contra la humanidad se favorece su desarrollo. Ocurrirían en mucha menor medida si, como ocurre con aquellos, fueran castigados. El corolario es que, a cuanto mayor impunidad de los responsables de crímenes que lesionan a la humanidad, más crímenes.



En segundo lugar, la defensa y promoción de un valor social: cuando una ley penal establece una sanción para reprimir una conducta ilícita, ampara un bien que se entiende estimable. El que atenta contra el mismo lo hace contra un derecho respecto del cual existe el consenso social de que debe ser protegido. Si la ley no reprochara su conducta a quien lesiona ese bien, dicha conducta no sería antijurídica pero, además, el bien lesionado no sería, o dejaría de ser, valioso socialmente . La intención de la pena es, en este sentido, defender y promover el valor social de determinados bienes o derechos: a la vida, la libertad, la integridad corporal, la propiedad, etc. Si se reprime su vulneración es porque se los entiende dignos de ser defendidos. Si no fueran objeto de protección significaría que son desdeñables. De igual modo ocurre cuando la ley penal existe pero no se aplica.

Esto último es lo que sucede generalizadamente respecto de los grandes crímenes contra la humanidad. Existen leyes en cada país, y también internacionales, para castigar a sus responsables pero, o no se aplican, o sólo limitadamente, o en casos excepcionales. Se establece así un profundo disvalor social: el mensaje es que los derechos de las víctimas de estos crímenes y los de las sociedades que los padecen no merecen ser tutelados.

Es la impunidad la que favorece y perpetúa el crimen
Estas elementales constataciones producen indignación y desasosiego.

Cuanto más grave es el crimen, más impunes resultan sus autores; cuanto más importante es el valor social que hay que realzar, más se lo desprecia.

A pesar de la evidencia de que es la impunidad la que favorece y perpetúa el crimen, es tan reiterada y universal su práctica que parece estar en el orden natural de las cosas. Hasta quienes la establecen parecen no tener conciencia de que están delinquiendo. Es preciso hacérselo saber.

Las normas jurídicas vigentes tienen respuesta para sancionar a quienes al promover la impunidad prevarican y encubren los crímenes contra la humanidad. Sólo hace falta que se apliquen y para ello el primer paso es tomar conciencia de que se puede y se debe. Como siempre ha ocurrido, junto a iniciativas judiciales en distintos lugares, un amplio movimiento social es quien podrá garantizarlo.

En este sentido, de igual modo que sólo con el denodado esfuerzo de miles de personas y cientos de organizaciones de derechos humanos en todo el mundo fue posible el nacimiento de tratados y resoluciones que condenan los crímenes contra la humanidad, es fundamental lograr ahora el de instrumentos internacionales que de modo explícito declaren que la impunidad es un delito y que los responsables de promoverla o consentirla deben ser juzgados. Se daría así un gigantesco paso para combatir las masivas violaciones de los derechos humanos.

*Carlos Slepoy es abogado especializado en derechos humanos y ha trabajado en la querella interpuesta desde Argentina para que se investiguen los crímenes del franquismo.

Dinheiro faz cócegas nas mãos de anjo...


Duas perguntas apenas do Blog do Professor ROBERTO ROMANO AQUI

E sobre o jeitinho dos professores que fundam escolas privadas ao redor da USP e de outras, ficam duas perguntas:

1) o que faz, de fato, a Adusp, que não entra em contacto com o Ministério Público? (professor, não sei mais se o Ministério Público acompanha essa rede)

2) Onde estão, hoje, os que no PT e adjacências, defendiam com unhas e dentes a escola pública e de qualidade?
(estão no "puder")
Mistérios de estar no poder....Este amansa qualquer ferrenho defensor da ética.

Triste Brasil
O cidadão paga, os impostos são alocados na formação de professores e estes, bem, livres e soltos, ganham dinheiro. Triste Brasil.
São Paulo, terça-feira, 23 de novembro de 2010


Professores da USP criam graduação paga
Fundação dirigida por docentes ligados a curso público de administração vai cobrar R$ 2.200 mensais em nova turma

Sindicalista vê conflito ético; representante de entidade afirma que iniciativa fortalece universidade pública

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Criada por professores da USP (Universidade de São Paulo) para dar apoio à instituição, a FIA (Fundação Instituto de Administração) oferecerá a partir de 2011 um curso particular de graduação em administração, com mensalidade de R$ 2.200.
A novidade é criticada. Há o temor de que haja prejuízo ao curso público da USP, pois a maioria dos dirigentes e parte dos professores da FIA são da FEA (Faculdade de Economia e Administração), da universidade.
"Já há pouco comprometimento de alguns docentes com a nossa graduação. Há muitas faltas. Pode piorar, porque alguns deles também estão hoje na FIA", afirma Maíra Madrid, diretora do centro acadêmico da FEA.
O presidente do sindicato dos docentes da universidade, João Zanetic, sustenta que há um conflito de interesses na criação da faculdade privada.
"Por que os dirigentes da FIA que criaram curso que poderá ser até melhor do que o da FEA não fizeram o mesmo pela USP? A FIA fez nome em cima da USP. Agora ela cria um curso concorrente.
Há um problema ético", afirma Zanetic.

EXPERIÊNCIA
O diretor acadêmico da FIA, James Wright -que também é docente da USP- discorda das críticas. Para ele, a relação entre as instituições é benéfica à USP.
Segundo Wright, a maioria dos docentes mais bem avaliados da FEA nos processos internos da USP atuam também na FIA. "Professores adquirem experiência em empresas e depois repassam aos alunos." Ele diz que o próprio curso da FIA ajudará o da FEA. "O processo de gestão poderá ser usado na USP."

POLÊMICA
A fundação foi criada em 1980 para agilizar pesquisas e prestação de serviços feitas por docentes da FEA. Possuía até USP em seu nome. Depois, ganhou espaço com cursos de pós-graduação e extensão, todos pagos.
Parte dos recursos eram -e ainda são- revertidos para a faculdade da USP. Para o sindicato dos docentes, a fundação usava a marca e a estrutura da USP para atrair recursos. Depois dessa polêmica, em meados da década, a FIA decidiu retirar a USP do seu nome.

Colaborou JOSÉ ERNESTO CREDENDIO

Braziu!

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