TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tire o seu sorriso do meu caminho...



Eu e o espinho ...
Roque Sponholz

Mega pensão dos ex-governadores...


Marco Aurélio

Nobre$$$ colega$$$$$

Myrria

Braziu!

Tiago Recchia, Gazeta do Povo, PR

Salve, Clementina!



Ensaboa, mulata,
ensaboa
Tô ensaboando...

Genial!

DUKE, MG

30 anos de ditadura


Xalberto

As múmias atacam...

Aroeira

Sir Ney


Marco Jacobsen, Estado do Paraná

Pra quem está em Curitiba e quem pode ir ...

Do SOLDA AQUI

Teresa

Teresa, por Sara Saudkova

Sublime


Presente subtil De Maria João Freitas, Portugal BLOG A A NAMORADA DE WITTENGESTEIN AQUI
Imagem: René Magritte, Lo senso da la notte

O sacrifício é uma forma subtil de generosidade. Muitas vezes, oferecemos o que perdemos ou aquilo a que renunciámos. Talvez por não ter papel de embrulho ou laçarote, o sacrifício não pareça um presente.

Em Curitiba, Paraná, Braziu!

Do Blog do RIGON, na Má-ringa AQUI
O PSTU do Paraná anunciou que vai protocolizar uma ação popular contra o aumento dos vencimentos dos deputados estaduais do Paraná e fará um protesto contra o reajuste dos salários dos parlamentares amanhã, a partir das 13h, defronte a Assembleia Legislativa. A manifestação ter a presença do ex-candidato ao governo pelo PSTU, Avanilson Araújo; atos semelhantes serão realizados pelo partido na maioria das capitais brasileiras e em Brasília.


Não ao aumento dos deputados e aposentadorias vitalícias para ex-governadores! Queremos um aumento de 62% para o salário mínimo!”. O protesto também será virtual, um Twitaço às 13h, tag #naoaoaumentodosdeputados.


“No dia 15 de dezembro, os deputados e senadores aumentaram seus próprios salários em 62%. Eles também reajustaram 134% o salário da presidente Dilma Rousseff e em 149% o dos ministros. Todos agora vão receber R$ 26.723,13. Enquanto isso, o salário mínimo deve atingir apenas R$545. No Paraná o aumento refletirá na Assembleia Legislativa pois segundo a lei nº 15433/2007 os deputados estaduais são autorizados a receber 75% do salário dos federais, passando de R$ 12.384 para R$ 20,00 mil. O aumento também ocorrerá nas câmaras municipais em que vereadores recebem 75% do salário dos deputados estaduais. O efeito cascata gera um déficit de bilhões aos cofres públicos enquanto que, os mesmos que tiveram o aumento alegam ser impossível um aumento maior para o salário mínimo. O reajuste automático só não existe para a classe trabalhadora!”, diz texto distribuído pela internet. “Além deste aumento absurdo, ex-governadores recebem aposentadorias vitalícias nenhum pouco nenos gordas que seus salários, com poucos anos de “trabalho”, ou mesmos dias, o que se configura como inconstitucional. Na lista Orlando Pessuti, que governou o estado alguns meses após saída de Requião para se candidatar ao senado e Álvaro Dias , que diz ter doado a super aposentadoria para instituições beneficentes, o problema é que o recibo apresentado por ele, da suposta doação, é datado em 30 de novembro de 2011, ou seja, daqui a 10 meses! Por tudo isso e muito mais, temos motivos de sobra para protestarmos e dizermos que não concordamos com estes absurdos!”.

Ótimo!


Da MARY BLOG A FEMINISTA AQUI

Eu fico vendo filme o dia inteiro porque eu tô de férias. E teve o Globo de Ouro e eu fico baixando os vencedores e assistindo. E uns outros também. Que mandaram eu ver faz tempo e eu nunca vejo. Enfim. Queria muito ver esse, né? Porque é Julianne Moore fazendo uma LÉSBICA. E todas nós amamos tanto Julianne Moore e parece que é um presente que ela nos dá e tals. Eu perdi um pouco de vínculo com cinema, saca? Eu antes via tudo etc. Hoje eu não vejo quase nada. Só quando me recomendam muito ou quando entro nessas vibes. De internar assistindo. Filmes importantes eu perdi. Movimentos importantes também. Sei lá eu do cinema argentino, por exemplo. Acho que vi O Filho da Noiva só. Enfim. A gente perde o bonde. Mas tem um bonde que eu nunca perdi. O bonde da Julianne Moore. Tô sempre ali. Indo no cinema ver o que ela tá fazendo. Ela me leva ao cinema. Como Almodovar ou o Lars. Então tava louca pra ver. E eu fiquei tão ofendida com esse filme. Eu achei tão ruim. Não é só porque é uma história que parece ter sido contada mais de mil vezes e o punhado de clichê. Nem é isso. Eu curto clichê. O caso é que me irritou profundamente uma cena no início do filme. Em que ela vai chupar a Anette Benning. E elas curtem assistir filme pornô de meninos gays. E colocam o tal filme. E a Moore entra DEBAIXO (?) do edredon. E a Benning nem tira a roupa. E mais parece assistir o filme (com tédio) do que sacar que está sendo chupada. E me irritou no talo isso. Porque se eu gosto de clichê, eu não gosto muito de preconceito. O clichê tá posto. Sexo entre mulheres é sexo oral. Toda lésbica sabe que isso é mentira. Mas no cinema é assim que representam. Na cabeça das pessoas é assim. A gente vai pra cama. Uma chupa, a outra chupa. E está feito. Esse é o clichê. Veja bem. Daí entramos no terreno do preconceito. Que sexo entre lésbicas é malditamente sem graça e que a nossa relação é pouca cama e muito papo. Eu não sei o que acontece com as lésbicas de meia-idade. Mas estou prestes a descobrir. Fiz 38 anos esse mês. Mas ó. Eu faço e gosto de sexo selvagem. Eu gosto e taco mulheres na parede. Então vai se fuder esse filme. Em que a dialética toda está entre sexo selvagem X true love. Nós, lésbicas, temos todo o true love do mundo. Aos heteros cabe o sexo selvagem. Filme careta. Péssimo. Não recomendo pra ninguém. Mais. Quero que se foda e tals.

PS: Eu não sei quem Darren Aronofsky. Não sei se é homem e mulher. E nem pretendo googlar. Mas ele/ela fez uma cena clichê sensacional no Cisne Negro. Mia Kunis chupando Natalie Portman. E eu acho que a senhora Lisa Cholodenko deveria assitir. E aprender alguma coisa.

Estamos seguindo a cartilha rre de um ano repleto de posts ruins \o/

Igrejas



Olha vai passando a procissão ...

Li, ontem, uma análise que a Igreja católica do Brasil (e, creio, fora do país) faz de sua perda de fiéis. Eu não expert em religião, mas gosto do assunto, até porque vivemos o cotidiano como e com pessoas de várias religiões. O que percebo (veja bem, disse percebo) é uma igreja católica encerrada em si mesma. Como se a própria igreja estivesse fazendo sua autoanálise que também, é sua autofagia. Explico-me: a igreja católica volta-se para seus rituais internos, empresta as táticas de show business com músicas parecidas com gospels, brega sertaneja.. são vozes e almas que gritam para si mesmas. Dá certo um tempo. Depois cansa. À teoria falta a prática. A ação. Que ações? Ações que dizem respeito à vida cidadã que também é religiosa. Aos fiéis faltam empregos. Falta educação, bibliotecas, encontros culturais. É claro que aos fiéis de classe média as necessidades são outras. Cartões de crédito falidos, filhos drogadictos, solidão afetiva .. (que encontra em muitas lições da Igreja um moralismo às avessas).
As outras religiões cristãs apresentam o mesmo "ensimesmamento"; reúnem-se para si e dentro de si, mas nas mais pobres, os irmãos (como se chamam entre si) ajudam os outros irmãos até mesmo na construção de suas casas. Conheço um rapaz que após ficar no "bico do urubú" como dizia meu pai, mudou-se de religião, recebeu ajuda para construir sua casa e durante um ano, todo domingo, os irmãos tornavam-se pedreiros. A casa emergiu; três cômodos, trabalho de mutirão.
Não penso que as denúncias de pedofilia prejudicaram tanto a Igreja católica. Não rezo pela cartilha daqueles que acreditam que o celibato leva à pedofilia. É claro que a imagem da Igreja católica ficou arranhada. Mais pelo silêncio do Papa do que por outra coisa. Para mim a Igreja católica ficou e está fechada em quatro de ouros, como dizia meu pai. Significa que para não perder mais não consegue abrir mão do que pensa ter.
Ah, uma menção muito especial ao Bispo Dom Emanuel Limoeiro. Puxou as orelhas dos senATORES. Daí muitos cristãos e não cristãos aplaudiram. Isso é que é BISPO! Garanto que ele, com essa ação, chamou mais gente para sua Igreja. O povo não gosta de bispos fracos.

RETRATOS ÁRABES....




RETRATOS ÁRABES Texto de Daniel Oliveira, Portugal, no Blog ARRASTÃO AQUI

Quando se anda pelas ruas do Cairo, de Damasco, de Amã ou de Sanaa não se sente logo a repressão. As pessoas correm na rua como em qualquer cidade árabe: barulhentas e num frenesim de séculos. Os suqes transbordam, o trânsito é caótico, os muezzins chamam para a oração. Em Damasco há adolescentes de calças justas e tops que exibem o que qualquer jovem ocidental deixaria ver, em Sanaa as mulheres são apenas vultos negros sem rosto.



O regime sírio socorre-se da retórica socialista, o iemenita do das democracias ocidentais. Sanaa é miserável e parou no tempo, para deleite dos nossos olhos, que se prendem nos edifícios de vários andares feitos de adobe há dois mil anos. O Cairo explode de energia, de juventude, de multinacionais e da miséria das grandes cidades.



No Cairo, a fotografia de Mubarak olha-nos em cada canto, sendo certo que, se nada acontecesse, no lugar dela seria posta a do seu filho Gamal. Em Amã, é a fotografia do rei Abdullah que ocupa o espaço público. Já substituiu a do seu pai. Abdullah militar, Abdullah filantropo, Abdullah atleta, Abdullah pai de família, Abdullah estadista. Em Sanaa, em Mukalla ou em Aden o bigode de Saleh foi transformado em símbolo nacional. Em Damasco ou em Alepo, Bashar al-Assad, o presidente, divide a iconografia da ditadura com o pai que governava antes dele e o irmão falecido num acidente de viação e que, por ter ganho um segundo lugar num concurso de hipismo, foi transformado num novo Saladino.



Estes são os retratos das patéticas ditaduras árabes. Ninguém, nas ruas destas cidades, lhes dá qualquer valor. Nas ruas os símbolos são outros: no Iémen, quando lá estive, em 2005, eram as caras de Yassin, líder religioso do Hamas abatido pelos israelitas, e de Bin Laden, cuja família partiu dali para fazer fortuna na Arábia Saudita. Na Síria eram, em 2006, quando lá estive, durante os bombardeamentos israelitas ao Líbano, as bandeiras amarelas do Hezbollah que faziam furor. No Egito é a Irmandade Muçulmana e são as organizações religiosas que garantem algum apoio social que conquistam cada vez mais simpatia popular.



Não é difícil de perceber. Não se trata de fanatismo religioso. Para além da língua e do Islão, a única coisa que une estes países são as suas ditaduras. Uma anti-americana, mas com simpatia dos franceses, as outras sustentadas pela Casa Branca e pelas chancelarias europeias. Repressivas, todas elas. Incompetentes, cleptómanas e incapazes de dar qualquer dignidade aos seus Estados e aos seus povos. Espantados que os islamistas sejam vistos por muitos como libertadores? A mim espanta-me que ainda não seja a maioria. Eles são, aos olhos de tantos, os que não se venderam. E que se preocupam com o povo. O suficiente para lhe dar pão e conforto espiritual. Desprezados nos bairros finos, respeitados nos bairros pobres. Eles são o que de mais parecido existe com um Estado Social.



Salva-nos o facto de, apesar de tudo, os movimentos laicos que tomaram o poder durante as independências terem apostado num sistema educativo público e terem feito nascer um simulacro de classe média. E das redes sociais, que servem para arregimentar militantes para os grupos islamistas, também servirem para conectar os jovens árabes com o resto do Mundo.



Não é assim no Iémen, onde a miséria ainda vive noutro século, mas é-o na Síria, na Jordânia, em Marrocos e no Egito - e também na Tunísia, que não conheço. Podemos ter esperança: há uma oposição democrática que acredita numa terceira via - nem as ditaduras laicas suportadas pelo Ocidente e pelos seus negócios, nem o islamismo tresloucado.



Uma coisa é certa: a suposta superioridade moral da Europa e dos EUA não vale um pevide por aquelas paragens. Nós sempre fomos os amigos dos seus ditadores. Julgávamos que assim os protegíamos do perigo islamista, quando, na realidade, lhe dávamos força moral e política. Agora não contamos nada. Resta-nos a vergonha da cumplicidade. E resta-nos fazer figas. Para que não sejam os fanáticos a tomar o lugar dos ladrões. Para que não haja um banho de sangue no Egito. Para que os tunisinos consigam encontrar um sucessor para o ditador que tinha assento na Internacional Socialista. Para que os islamistas, a mais organizada das oposições, não cheguem ao poder no Iémen. Para que uma revolta na Síria não tenha efeitos no Líbano e, a partir daí, em todo o Médio Oriente. Para que os confrontos entre jordanos e refugiados palestinianos não tome o lugar dos protestos.



Talvez tudo isto ainda esteja a acontecer a tempo. O fundamentalismo religioso como poder de Estado só é um perigo real em Iémen. E aí, se chegassem ao poder, seria mau para os EUA, que ali têm um ditador de confiança, mas a sociedade iemenita, ultraconservadora, dificilmente notaria a diferença. No Egito, um novo governo só assusta realmente Israel, que contou sempre com a cúmplicidade de Mubarak no cerco a Gaza. Não é a Irmandade que dirige os tumultos de jovens desempregados e até apela a um governo de transição pacífico. Na realidade, ela pode vir a ser integrada num processo democrático. O que ali acontecerá depende sobretudo de Baradei, para quem os EUA já parecem olhar como o aliado possível.



Com a crise económica internacional e o aumento do desemprego em países sem almofadas sociais, o dominó começou finalmente a cair. Pode ser excelente. Pode ser uma tragédia. Seja como for, a realpolitik das nossas alianças sem princípios, que nos leva sempre para becos sem saída, já não se livra da sua culpa.



Publicado no Expresso Online



Fotografias tiradas por mim, em Damasco, 2006. Na primeira, retrato de Hafez al-Assad, ex-presidente a quem sucedeu o seu filho Bashar. Na segunda, populares com uma bandeira do Hezbollah, enquanto o Líbano era bombardeado por Israel.




por Daniel Oliveira

Nação fictícia 2

O Braziu atual dos políticos é parecido com aquele descrito por Warren Dean, em A Ferro e a Fogo, da Cia das Letras. Já no primeiro século de colonização os portugueses que cá vieram levaram todo pau-brasil das costas do Brasil. Cem anos e mais de cem mil toneladas de madeira chamada pau-brasil foram cortadas e traficadas para a Europa. Na Colônia e Império as desgraças continuaram. As da natureza e as econômicas. Detalhe: não havia escolas, nem jornais e nem podiam conversar nas ruas mais de três pessoas. Era conspiração. Na República a modernidade. Mas, o pau-brasil agora chama-se emprego, cabides, tetas e tretas. Há famílias que fazem do congresso e senado capitanias hereditárias. Pai, filho, sobrinho, neto, tataraneto. As figuras púbicas do Braziu trabalham no privado. O que assistimos no começo do governo Dilma faz-nos vomitar. Para disputar a presidência do senado, candidatos prometem fazer um "puxadinho" na arquitetura de Oscar Niemayer. Aquela coisa sem noção estética, pobre e burra. A disputa dos aliados do PMDB faz pensar em uma creche de terceira idade. Como comem esses rapazes e velhos. E os brasileiros, outras figuras públicas, antes éticas? Borram-se de medo de perder a "vaguinha"?

El Berlusconi

Quando o Estado e a P* são tão íntimos ...

Sísifo?

Sentimento que as vezes nos ataca. Trabalhamos como Sísifo?

O que falar quer dizer ...



Coisas que me intrigam por JOANA LOPES, Portugal, Blog ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA AQUI


Mais ou menos a brincar, a minha neta de três anos não queria hoje calçar os sapatos porque me dizia que eles tinham aranhas. Respondi-lhe que já tinham ido todas para dentro da cabeça dela e que eu até estava a vê-las debaixo dos cabelos.


Pois em verdade vos digo: pouco depois, imaginei os mesmos aracnídeos na cabeça do porta-voz do PS, ao ler as afirmações que terá feito à saída da reunião da Comissão Nacional. Só isso pode explicar o que é relatado em vários jornais.


«Reunido em comissão nacional, o PS viu na vitória de Cavaco "a leitura de que há um forte sentimento de estabilidade política na sociedade portuguesa", que é também um desejo de "estabilidade política ao nível do Governo".
José Sócrates já o tinha dito na noite eleitoral, mas hoje o porta-voz Fernando Medina foi mais longe e afirmou que a vitória do actual Presidente da República em detrimento do candidato apoiado pelo PS Manuel Alegre significa que foram "frustradas as perspectivas dos que viam nestas eleições uma mudança de ciclo político na governação".» (sublinhado meu)


Aliás, Silva Pereira já fizera declarações em tudo semelhantes. Ou seja: temos primeiro Sócrates, depois o seu braço direito, e hoje Fernando Medina, a insistirem na mesma tecla.


Assim sendo, impõem-se perguntar: se tivesse sido Manuel Alegre o vencedor, e não Cavaco Silva, o PS concluiria agora


- Que «há um forte sentimento de estabilidade instabilidade política na sociedade portuguesa» e um desejo de «estabilidade instabilidade política ao nível do Governo»?


- Que saíram «frustradas fortalecidas as perspectivas dos que viam nestas eleições uma mudança de ciclo político na governação»?

Só para tentar perceber...

Carta Aberta ao Presidente Barack Obama



An Open Letter to President Barack Obama
do Blog de Joana Lopes, ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA AQUI

Dear President Obama:


As political scientists, historians, and researchers in related fields who have studied the Middle East and U.S. foreign policy, we the undersigned believe you have a chance to move beyond rhetoric to support the democratic movement sweeping over Egypt. As citizens, we expect our president to uphold those values.


For thirty years, our government has spent billions of dollars to help build and sustain the system the Egyptian people are now trying to dismantle. Tens if not hundreds of thousands of demonstrators in Egypt and around the world have spoken. We believe their message is bold and clear: Mubarak should resign from office and allow Egyptians to establish a new government free of his and his family’s influence. It is also clear to us that if you seek, as you said Friday “political, social, and economic reforms that meet the aspirations of the Egyptian people,” your administration should publicly acknowledge those reforms will not be advanced by Mubarak or any of his adjutants.


There is another lesson from this crisis, a lesson not for the Egyptian government but for our own. In order for the United States to stand with the Egyptian people it must approach Egypt through a framework of shared values and hopes, not the prism of geostrategy. On Friday you rightly said that “suppressing ideas never succeeds in making them go away.” For that reason we urge your administration to seize this chance, turn away from the policies that brought us here, and embark on a new course toward peace, democracy and prosperity for the people of the Middle East. And we call on you to undertake a comprehensive review of US foreign policy on the major grievances voiced by the democratic opposition in Egypt and all other societies of the region.


Sincerely,



(Ler mais...)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Hoje acordei Itamar....


Parece que bebe, cara!
Diz tanta coisa
que nem sei
dá o que pensar
Tô por aqui, óh
Que qué isso
Logo
Pra cima de moi?
Nikolka I
Nikolka II


Nikolka III
Sara Saudkova

Filme triste...


Viúva$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$


Sir Ney e sua cadeira, ôps trono!


Oração ...



Foto de 1989, João Urban cap-TIRADO do SOLDA AQUI

Charge antiga?!


do Solda aqui

Tatoo


Joao Bosco....

Antigos...

do SOLDA, ele diz que a charge é antiga. Ora... então, ainda não somos modernos... rsrsrssrsrsr

gente...

Indicado pelo Roberto Romano (1934?)
August Sander aqui

Jovens ...


Domingo, 30.01.11
Bons auspícios
Palmira F. Silva
do Blog JUGULAR, PORTUGAL
AQUI

Há uns meses, a propósito de uma «guerra» da Igreja Copta em relação ao casamento de divorciados, foi claro que existia no Egipto uma faixa da população que, como explicou Hossam Baghat, director da Egyptian Initiative for Personal Rights, «fala contra interpretações religiosas que são discriminatórias». Essa faixa da população, em particular os jovens, foi a organizadora dos protestos contra o regime que varrem o Egipto e sobressaltam os líderes mundiais, que começaram, e se propagaram de forma viral, nas redes sociais e blogs (e o Egipto tem uma comunidade blogger muito forte - e muito perseguida, aliás o blogger egipcio mais conhecido, Kareem Amer foi libertado há pouco mais de 2 meses depois de passar 4 anos na prisão por criticar o Islão e o presidente do Egipto, Hosni Mubarak.



Os sobressaltos dos líderes dos países do Médio Oriente são facilmente entendíveis pelo medo do contágio mas quem, como eu, tenha ouvido os comentários dos líderes ocidentais, em particular de Obama, uma total desilusão, poderá ter ficado perplexo com o apoio a Mubarak implicita ou explicitamente declarado. As (não) reacções ocidentais devem-se ao facto de, como em todos os regimes ditatoriais, não existir oposição digna desse nome no Egipto a não ser a Irmandade Muçulmana, que não teve nada a ver com os protestos e só começou, timidamente, a apoiá-los, no 3º dia, e muitos recearem que o vácuo de poder que sempre se segue à queda de uma ditadura fosse ocupado por este grupo sinistro.



Hoje, no 6º dia de protestos, a colagem da Irmandade a este levantamento popular foi firmemente posta no lugar pela população.
Aos seus cantos de Allah Akbar com que tentavam liderar os protestos a multidão respondeu mais alto: muçulmanos, cristãos, somos todos egipcios.

Geni, a nação!





Geni, para mim, é a nação BRASIL.
....
Joga pedra na Geni
ela é boa de cuspir/
ela dá para qualquer
maldita Geni

Re-construção...





Ouvindo Construção, Chico Buarque, sinto-me uma dina-saura. Mas faz parte de nossa experiência.

Morreu na contra mão atrapalhando o tráfego.... o público...

Que parvos somos!

http://www.youtube.com/watch?v=f8lo82tXbWU&feature=player_embedded



de JOANA LOPES Blog ENTRE AS BRUMAS DA MEMORIA AQUI
Um caso muito sério – os Deolinda

Tardava a (re)aparecer a música de protesto, com qualidade e cantada em português. Aí está ela, na belíssima voz de Ana Bacalhau, agora com dois grandes concertos, no Porto e em Lisboa.


Um excelente texto de Maria de Lurdes Vale no DN de hoje:


Do Coliseu ao Cairo


«Na sexta-feira à noite, os Deolinda tocaram no Coliseu de Lisboa. No final, no último encore, sentiu-se um arrepio na sala. Foi comum. Sentiu-se que foi comum. E de tal forma assim foi que todos os que ali estávamos começamos a levantar-nos aos poucos e a aplaudir, sem parar, o que nos transmitia a voz - que grande voz! - de Ana Bacalhau, vocalista deste grupo que tão bem canta a vida portuguesa. Alguns de nós sabíamos que, lá fora, neste mundo a que todos pertencemos, havia quem, da Tunísia ao Egipto, estivesse, nas ruas, a lutar pela liberdade com o fim de alcançar uma vida mais digna. Outros saberiam mais. Que esse grito de revolta, que está a fazer história em frente aos nossos olhos, foi primeiro ensaiado através das redes sociais, da Internet, e do espaço virtual que todos partilhamos. Que, no mês de Dezembro, em Sidi Bouzid, 260 quilómetros a Sul de Tunes, Mohamed Bouazizi, um jovem licenciado de 26 anos, imolou-se pelo fogo para protestar contra um velho regime de cleptocratas que não lhe deixou outra alternativa que o seu próprio sacrifício. E que esse sacrifício não foi em vão. O regime caiu.


Naquela sala do Coliseu de Lisboa, muitos mais saberiam muito mais coisas. Que o que se passa nalguns países do Magrebe está a ter um efeito-dominó e a contagiar o resto do mundo árabe. Que são os milhares de jovens universitários, a quem nada mais resta nos países onde nasceram que fugir em busca de um qualquer trabalho clandestino na Europa ou nos EUA, onde é difícil entrar, que lideram esta revolta. Que na capital do Egipto há confrontos, mortos e feridos, tanques, jactos de água, mas que nem por isso a rua deixa de ser o palco dos protestos. Que a chama foi acesa por um discurso histórico de Obama, em Junho de 2009, quando disse no Cairo que "todos nós partilhamos este mundo por apenas um breve momento no tempo" e que "a questão é saber se queremos passar esse tempo concentrando-nos naquilo que nos diferencia, ou se estamos dispostos a um esforço, contínuo, para encontrar um terreno comum e concentrar-nos no futuro que queremos para os nossos filhos, e respeitar a dignidade de todos os seres humanos".


Naquela sala do Coliseu de Lisboa, a vocalista dos Deolinda, do alto dos seus 33 anos, anunciou que a última canção era nova e que era "dura" de ouvir. Chama-se "Que parva que eu sou" e diz assim: "Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta condição. Que parva que eu sou! Porque isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu poder estagiar. Que parva que eu sou! E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."


Que parvos que somos nós se não soubermos juntar-nos à revolta!»

Revolto-me!

Por Joana Lopes, Blog ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA AQUI

Berlim 1989, Mediterrâneo 2011?


Numa tentativa legítima de enquadrar para melhor compreender o que se passa agora no Mediterrâneo, recorre-se naturalmente a comparações com factos do passado histórico recente, nomeadamente à eventual semelhança com a queda do muro de Berlim e consequente fim do bloco comunista.


A fuga de Ben Ali terá sido a abertura da Bornholmer Strasse, primeiro para os tunisinos, logo a seguir para os muito milhões que, em territórios mais ou menos vizinhos, a festejaram e passaram a lutar por uma vitória, agora aparentemente possível, contra a opressão dos seus ditadores. O medo passou a estafeta à luta pela liberdade.


Mas - há sempre um mas – importa sublinhar que são grandes as diferenças entre o Leste europeu 1989 e o Norte africano 2011.


Para começar, os países comunistas formavam um «bloco» que se esboroou quando o controle centralizado em Moscovo cedeu, na pessoa de Mikhaïl Gorbatchev. Nada de semelhante se passa agora na faixa mediterrânica.


Depois, em 1989, a Europa e os Estados Unidos aplaudiram a implosão do império do seu grande inimigo e concorrente do século XX. Neste momento hesitam muito, talvez mais do que desejável, entre o regozijo pela explosão de liberdade a que assistem e o receio de extremismos religiosos que transformariam estes países, até agora dominados por ditadores aliados, quando não «amigos», em potenciais futuros opositores. Mas não escaparão, terão de tomar partido. Além disso, é bom não esquecer que um outro player, ausente no fim da década de 80, entra agora em jogo: hoje, a palavra «Egipto» passou a ser censurada em Pequim…


Uma coisa parece certa: as imagens que nos entram pela casa dentro mostram que nada ficará como antes, mesmo se os próximos tempos são absolutamente imprevisíveis. Neste ponto, o acordo parece universal.


(A partir daqui)

Nação fictícia...


Da vida da viúva e os bezerros de ouro

Leio, agora de manhã, as notícias gerais desse Braziu varonil. Do blog do
Josias de Souza, em Brasília cap-tiro, a boa vida dos políticos que comem a viúva. Lambuzam-se. Jogam os restos na Geni. As de Brasília são notícias de sempre, as perversidades dos políticos que comem e bebem às custas do povo que ganhará, a partir de fevereiro desse ano, um salário mínimo ou ínfimo de R540,00. Vamos lá:

a notícia do Gim Argello, sim, aquele mesmo líder do PTB,senATOR do DF, dá uma sensação que lidamos com crianças gordas, gulosas e birrentas. Perversas. Lançando as mãos (e os pés e mais ainda o estômago) deu churrascadas a aliados, amigos e servidores públicos (sim, servil-dores públicos)

"Deu-se em outubro de 2009, na ‘Espeto de Ouro’, uma elegante casa de carnes de Brasília. Terminado o repasto, a conta de picanhas e bebidas somou R$ 7.360. No mês seguinte, dezembro de 2009, Gim empurrou o espeto para dentro da bolsa da Viúva, veneranda e desprotegida senhora.
[...] O custeio de churrascadas não encontra amparo legal. Procurado pela revista Época, na semana passada, Gim saiu-se com a esfarrapada desculpa: Não sabia. Mandou dizer: “Desconhecia o pagamento dos gastos deste evento e já devolveu o dinheiro aos cofres do Senado”. O senador levou a mão ao bolso com um ano e três meses de atraso. Mexeu-se depois que o repasto coletivo virou notícia. Não fosse por isso, Gim teria exercido o mais saboroso dos privilégios: o direito de torrar o dinheiro alheio".




Já o Ministro Alfredo Nascimento, do Transportes, perguntado sobre as denúncias de corrupção no escritório local do Dnit, disse: “Não sou fiscal. Eu sou ministro de Estado. [...] As falhas e malfeitos existem em todos os lugares”, disse ele.

Ora, ele é Ministro. Ganha para isso. Ganha muito bem. E, principalmente, é dirigente de um país. Como que um dirigente pode dizer que falhas existem desde sempre. O que ele faz? nada? Nada.


E cá estou com o livro do Raymundo Faoro, Os donos do poder. Formação do patronato político brasileiro. Leitura imprescíndivel. Como o Estado foi aparelhado por uma "elite" como uma "... circulação de seiva interna, fechada, percorre o organismo, ilhado da sociedade, superior e alheio a ela, indiferente à sua miséria. O que está fora do estamento será a cera mole para o domínio, enquanto esta, calada e medrosa, vê no Estado uma potência inabordável, longuínqua, rígida. [...] Uma túnica artificial envolve o corpo, popr ninguém adorada, mas por todos aceita" (FAORO, 1984, vol1. pp. 390/391).


É assim que o senATOR Gim Argello, o Ministro, já na chamada República, na pós ditadura, agem. Caçados os cargos, por voto dos miseráveis e aliados, vivem da benevolência da viúva. Sentam-se nos melhores restaurantes da capital do Braziu, comem, riem. Como riem de nós. Aproveitam-se do medo, do puxa-saquismo dos aliados e dos servis-dores públicos, que sob o bafo protetor dos "bem-FEITORES, banqueteiam-se da carne brasileira. Carne do povo, é claro.

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P.S. Esse comportamento que, por ora, eu pensava ser extinto fora de Brasília, em outras instituições, como as universidades, por exemplo, não está. Cada instância não é responsável por nada que a antecede. Braziu!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Lá em Porto Ferreira, minha jaboticaba...

Iasmin, minha sobrinha neta. Na jaboticabeira de Porto Ferreira, SP.

Salve, Roque!

Enviado pelo Roque Sponholz
Grata!

Corda Tensa


Corda Tensa
Poema de Rachel Moraes
Jornal Rebate aqui
Tela de Ricardo Mantovani


Reconheço que não é tempo de ser feliz.
Mariposas sobrevoam a minha noite
E lobos sacodem os ventos
Para beber da água que espelha o desespero.


A corda tensa do arco vibra
Ao som da voz que grita uma melodia.
Suas palavras silenciam a orbe dos planetas,
Que giram em meu universo.


A dor de se viver é imensa,
Daí nasce a angustia de ser,
Que só se transmuta se és comigo.


Se estás aqui, em meu caminho surge rota.
Meu coração esmagado rejuvenesce
Palpitando um redemoinho e
Adenso-me para escapar do sofrimento.


Viro pássaro e renovo minhas asas
Na ferocidade dos dias.
Quando chegam os tambores
Ressoando a guerra,
Eu sou a primeira a guardar as palavras
De dor e mostrar as benditas.

No coments



Quatro parentes de Duque de Caxias receberam benefício
Folha de São Paulo/UOL AQUI
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Tiradentes não foi o único herói nacional a deixar, além da honra, uma série de aposentadorias especiais para seus descendentes.

Um neto, uma neta e duas bisnetas de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, também foram agraciados com pensões vitalícias pelo governo federal.

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Procuradoria do PR pede cancelamento da aposentadoria de Dias

O benefício foi concedido por Getúlio Vargas em 1941, quando o país vivia sob a ditadura do Estado Novo.

O ato alega que os descendentes do patrono do Exército não teriam "recursos próprios para viver" e estariam "impossibilitados de exercer qualquer atividade".

A justificativa foi usada para assegurar a cada um 500 mil réis mensais.

Nesta semana, a Folha revelou que duas tetranetas de Tiradentes querem pedir pensão vitalícia de dois salários mínimos. O benefício já foi concedido a sete trinetos e uma tetraneta do alferes.

O parentesco com artistas e políticos renomados foi usado outras vezes para a distribuição de pensões especiais do governo.

Em 1945, Vargas deu o benefício à viúva e a uma filha de Clóvis Bevilácqua. Quando elas morreram, o presidente Eurico Dutra assinou outra lei para reverter o "direito" a três filhas do jurista.

Em 1992, Fernando Collor sancionou lei que deu pensão a Dolores Drummond, viúva do poeta Carlos Drummond de Andrade. Ela morreu dois anos depois.

A lista de pensões especiais bancadas pela União pode aumentar em breve.

No ano passado, o ex-presidente Lula enviou projeto ao Congresso que cria aposentadoria de até R$ 3.600 a ex-jogadores "sem recursos ou com recursos limitados" que venceram Copas do Mundo. Eles ainda receberiam prêmio de R$ 100 mil.

Hoje eu acordei assim...

Fortes afetos...

1968
Eva Tudor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz,, Odete Lara e Norma Benguell
Cap-tirado do Blog do favre
De Blek le rat, francês que inspirou Banksy. Cap-tirado do Blog Falcão de Jade

Gente decente no Braziu!



Bispo do Ceará, Dom Emanuel Limoeiro, que se recusou a receber comenda no senado uma vez que este dá presente, mas rouba nosso futuro.... E os depuatdos e senadores? nem vermelhos de vergonha ficaram...
Eita, Gatunos .....

Putrefactos...


SOLDa AQUI

...


Enviado pelo Grozny Arruda


Grata!


EGITO: O POVO TOMA O DESTINO NAS SUAS MÃOS

O ditador decrépito decretou toque de recolher, mas ninguém o respeita. O povo sai às ruas em massa e manifesta-se. As sedes do partido do governo foram incendiadas no Cairo, em Alexandria e Suez. Junto ao palácio presidencial há uma dúzia de carros da polícia incendiados. Comissariados de polícia, idem. As tropas do governo saem às ruas com tanques, mas não atacam o povo. Em certos casos há até confraternização e os tanques são aplaudidos. As embaixadas dos EUA e Grã-Bretanha estão cercadas pelo exército, para evitar serem agredidas pela multidão em fúria. Na estação da CIA no Cairo, o ambiente é frenético. Tentam controlar os danos e impor a saída que consideram aceitável. Têm Al Baradei na manga. Querem mudar alguma coisa para que continue tudo na mesma. Mas as mensagens do Twitter dizem: Não queremos só derrubar Mubarak, queremos mudar o regime. É o que eles temem.

Para acompanhar os acontecimentos on line, veja
http://english.aljazeera.net/watch_now/


Front to Defende Egypt Protestors



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O SERVIÇAL SOBRESSALENTE

O belo exemplo tunisino frutifica no Egito. O regime podre de Mubarak está chegando ao fim. Por isso mesmo as agências do império (CIA e outras) mobilizam-se para que a situação não saia do controle. No Egito eles já têm um sobressalente para substituir o carcomido Mubarak: El Baradei. Ele já deu provas de bons serviços ao imperialismo durante a sua gestão da Agência Internacional de Energia Atómica: prestou-se a todas as provocações contra o Irã e a Coreia. As agências do império já começaram a orquestrar uma campanha nos medias ocidentais, apresentando El Baradei como "o reformista". Mas a única reforma que este pretende é a do sr. Mubarak. Na sua chegada ao Cairo declarou que Mubarak "serviu o país (sic) durante 30 anos e é chegada a altura de se reformar" .
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Um programa entusiasmante
Tunísia constitui a Frente do 14 de Janeiro
Em 20 de Janeiro de 2011 várias organizações nacionalistas e de esquerda na Tunísia constituiram-se em Frente. Ela agrupará neste momento o Movimento dos Unionisdtas Nasseristas, a Liga da Esquerda Operária, o Movimento Baath, os Esquerdistas Independentes, o Movimento dos Nacionalistas Democratas, o Partido Comunista dos Operários da Tunísia e o Partido do Trabalho Patriótico e Democrático. Esta frente tem o nome de "Frente do 14 de Janeiro" em referência à data da fuga de Ben Ali, o presidente derrubado.

Ela assume como objetivo organizar a resistência ao actual governo de transição no qual continuam a participar os caciques do RCD (Rassemblement constitutionnel démocratique), o partido de Ben Ali, e construir uma alternativa popular saída dos comités de vigilância criados nos vários distritos da Tunísia para se defenderem do terror espalhado pelos aparelhos do RCD e da polícia presidencial. O apelo dirige-se a todas as forças do progresso político, sindicais e associativas a fim de cumprir os objetivos desejados pela revolução popular tunisina. Eis a tradução do texto fundador:

Afirmando nosso empenhamento na revolução do nosso povo que combateu pelo direito à liberdade e à dignidade nacional e fez grandes sacrifícios que incluem dezenas de mártires e milhares de feridos e detidos, e a fim de alcançar a vitória contra os inimigos internos e externos e de se opor às tentativas abortadas para esmagar estes sacrifícios, constituiu-se "a Frente do 14 de Janeiro" como um quadro político que se dedicará a fazer avançar a revolução do nosso povo rumo à realização dos seus objectivos e a opor-se às forças da contra-revolução. Este quadro compreende os partidos, as forças e organizações nacionais progressistas e democráticas.

As tarefas urgentes desta Frente são:

1- Fazer cair o governo atual de Ghannouchi ou todo governo que incluísse símbolos do antigo regime, que aplicou uma política anti-nacional e anti-popular e serviu os interesses do presidente derrubado.

2- A dissolução do RCD e o confisco da sua sede, dos seus bens, haveres e fundos financeiros uma vez que eles pertencem ao povo.

3- A formação de um governo interino que desfrute da confiança do povo e das forças progressistas militantes políticas, associativas, sindicais e da juventude.

4- A dissolução da Câmara dos Representantes e do Senado, de todo os órgãos fictícios atuais e do Conselho Superior da Magistratura e o desmantelamento da estrutura política do antigo regime e a preparação das eleições para uma assembleia constituinte num prazo máximo de um ano a fim de formular uma nova constituição democrática e fundar um novo sistema jurídico para enquadrar a vida pública que garanta os direitos políticos, económicos e culturais do povo.

5- Dissolução da polícia politica e adopção de uma nova política de segurança fundada no respeito dos direitos do homem e na superioridade da lei.

6- O julgamento de todos aqueles que são culpáveis de roubo dos dinheiros do povo, daqueles que cometeram crimes contra o mesmo como a repressão, o aprisionamento, a tortura e a humilhação – da tomada de decisão à execução – e finalmente de todos aqueles que são voltados para a corrupção e o desvio de bens públicos.

7- A expropriação da antiga família reinante e dos seus próximos e associados e de todos os funcionários que utilizaram a sua posição para enriquecerem-se a expensas do povo.

8- A criação de empregos para os desempregos e medidas urgentes para conceder uma indemnização de desemprego, uma maior cobertura social e a melhoria do poder de compra para os assalariados.

9- A construção de uma economia nacional ao serviço do povo em que os setores vitais e estratégicos estejam sob a supervisão do Estado e a re-nacionalização das instituições que foram privatizadas e a formulação de uma política economica e social que rompa com a abordagem liberal capitalista.

10- A garantia das liberdades públicas e individuais, em particular da liberdade de manifestar e de se organizar, a liberdade de expressão, da imprensa, da informação e do pensamento; a libertação dos detidos e a promulgação de uma lei de amnistia.

11- A Frente saúda o apoio das massas populares e das forças progressistas no mundo árabe e no mundo inteiro à revolução na Tunísia, e convida-as a prosseguirem o seu apoio por todos os meios possíveis.

12- A resistência à normalização com a entidade sionista e sua penalização e o apoio aos movimentos de libertação nacional no mundo árabe e no mundo inteiro.

13- A Frente conclama todas as massas populares e as forças nacionalistas e progressistas a prosseguirem a mobilização e a luta sob todas as formas de protesto legítimo, em particular na rua até a obtenção dos objectivos propostos.

14- A Frente saúda todos os comités, as associações a formas de auto-organização popular e convida-os a ampliar o seu círculo de intervenção a tudo o que se refira à condução dos assuntos públicos e aos diversos aspectos da vida quotidiana.

Glória aos mártires da Intifada e Vitória às massas revolucionárias do nosso povo.

Tunísia, 20 de Janeiro de 2011.
• Liga da esquerda trabalhista
• Movimento dos Unionistas Nasseristas
• Movimento dos Nacionalistas Democratas (Al-Watad)
• Corrente Baasista
• Esquerda Independente
• PCOT (Partido Comunista dos Operários da Tunísia)
• PTPD (Partido do Trabalho Patriótico e Democrático)
O original encontra-se em http://www.ptb.be/nieuws/artikel/tunisie-front-du-14-janvier.html

Este documento encontra-se em http://resistir.info/

Sacri-FICO


Samuca

Cu$pir na cara do contribuinte ...


Duke. MG

s a l a r i o i n f i m o

Tiago Reccchia

$éculo XXI ....

Banksy
Era dos tapetes
Você viu?
Não?
você ouviu?
Não
Você sabe?
Também não!
Cadê você?
de
bai
xo
do
tape
te
.
.
.
.

Lindo!


Sara Saudkova, Goodbye, 1999

Braziu!

Braziu!

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