TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Brasil cordial é a mãe!

Do Blog de Roberto Romano
Polícia afasta PMs que abordaram atriz Thalma de Freitas no Rio

Ela havia registrado queixa contra dois policiais por abuso de autoridade.

Comandante do 23º BPM (Leblon) determinou abertura das investigações.

Do G1 RJ

Os dois policiais militares envolvidos na abordagem à atriz e cantora Thalma de Freitas na noite da última sexta (14), próximo à comunidade da Chácara do Céu, no Morro do Vidigal, Zona Sul do Rio, foram afastados de suas atividades operacionais até o fim da apuração do caso.

Thalma estava voltando da casa do namorado quando foi abordada pelos policiais. Os PMs fizeram uma revista, mas não encontraram nada ilegal. Mesmo assim, a atriz foi levada no carro da polícia para a 14ª DP (Leblon), onde passou por uma revista íntima realizada por policiais femininas. Mais uma vez, nada foi constatado. Após analisar o caso, a delegada de plantão fez o registro de abuso de autoridade.

"Estava na paz, estava tranquila. Entreguei a minha bolsa. Levantaram meu nariz, sabe? Eu colaborei. Por que é eles me trouxeram? Por que é que eu sou suspeita? E por que é que a outra garota loura, que estava no ponto de ônibus, não veio junto comigo? Por que que é que eu sou a suspeita?", disse a atriz após deixar a delegacia.
O comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Álvaro Sérgio Alves de Moura, também determinou a abertura das investigações para apurar as circunstâncias que envolveram a abordagem à atriz.

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Comentário:
racismo, machismo, herança militar, impunidade.... Braziu!

sábado, 15 de outubro de 2011

Povo amado!

Migrei para Cacarecos 2. O endereço é o mesmo acrescido 2: http://blogdamartabellini2.blogspot.com/

Motivo: tento dar mais flexibilidade para os que entram neste site. Continuamos com CACARECO.

Foto: Elliot Erwitt

Gafe entre primos

http://www.sponholz.arq.br/


A televisão estatal "e-paraná" transmitia ao vivo a cerimônia em que a presidente anunciava recursos para a construção do metrô na capital paranaense.

Discursaram o governador Beto Richa e o prefeito Luciano Ducci. De repente, não mais que de repente, quando discursariam Dilma e o ministro das cidades, Mário Negromonte, eis que a tv educativa colocou no ar o desenho animado "Cocoricó".

Bem melhor para o telespectador.

Mensalões

Do Blog de  Roberto Romano

Blog do JJ
http://www.blogdojj.com.br/tag/corrupcao/

A mídia nunca desce às causas da corrupção.


Perguntei ao filósofo Roberto Romano, em 2006, se acreditava que o “mensalão” de fato existiu e a resposta veio do fundo do poço, por onde perambula o pensamento dos filósofos: “Seria uma aberração do sistema se não tivesse existido”.

A voz de Roberto Romano é talvez a mais lúcida do país na hora de prospectarmos as causas dos flagelos que se abatem sobre a nossa velha e carcomida República. Trata-se, contudo, de uma voz que tem pouquíssima presença na mídia, pois esta navega hoje na superfície de todos os grandes temas. Nunca desce às causas que fazem eclodir os problemas. Gosto muito desta metáfora e acho que merece ser repetida ao falarmos de corrupção: se o Brasil fosse um paciente e a mídia um médico, diria que este vive a combater a febre, sem nunca se importar com a infecção que a produz.



Roberto Romano falou em sistema. É fácil descobrir o que pretendeu dizer com isso: para ele, o Brasil tem o modelo federativo mais centralizador do mundo e a centralização impôs a existência de um sistema controlado com argúcia e rigor pelas oligarquias regionais. Mais de 70% de tudo o que os brasileiros pagam de taxas e impostos vão parar nos cofres da União. Para não morrerem à míngua, os municípios elegem deputados e senadores e os mandam à Brasília para trazer de volta o dinheiro que serve para a construção da ponte e da escola. De emenda em emenda orçamentária, parte considerável desse dinheiro é desviada por corruptos e corruptores.

O Congresso Nacional só faz trabalhar para levar o dinheiro de volta para os municípios. Os brasileiros elegem seu novo presidente por milhões de votos e ele, quando assume, vai trombar, inexoravelmente, com um Congresso que trabalha com uma lógica miúda porque é uma instituição essencialmente regional. Conclusão, que é também do filósofo Roberto Romano: sem mensalão, nenhum presidente vai conseguir governar.

Uma das causas da corrupção, talvez a mais importante, é essa: a centralização de recursos e de poderes proporcionada por um modelo federativo que se manteve soberano durante toda a República. Ninguém tem interesse em modernizá-lo, mesmo que a Constituição de 1988 tenha aberto um capítulo – ainda não regulamentado – que prevê ampla autonomia municipal.



Roberto Romano, da Unicamp, nos dá, portanto, a possibilidade de avaliar o tamanho do pecado do ex-ministro José Dirceu, apontado como idealizador e coordenador do Mensalão ou do Valerioduto, como quiserem. Deve ser julgado pela história muito mais pelo que “não fez” do que propriamente pelo “que fez”. Ao fazer o que fez quis, certamente, apenas ampliar o índice de governabilidade de Lula e de seu partido, o PT, instalado no poder central pela primeira vez.



O “sistema” ao qual se refere Roberto Romano continua a mostrar a sua face terrível nestes primeiros meses de governo Dilma. A presidente já deve ter descoberto que não vai conseguir governar se não atender o pleito dos partidos da “base aliada” na remessa de recursos para o reduto eleitoral de deputados e senadores e não fizer “olhos grossos” para os inevitáveis desvios. A sua propalada faxina não passa de cortina de fumaça. A seu modo, Dilma também terá de pagar o seu mensalão.



Mas, afinal, o que José Dirceu não fez? Não moveu uma só palha na direção de modernizar esse sistema, trabalhar na regulamentação dos artigos constitucionais que prevêem maior autonomia política e financeira aos municípios, trabalhar na transformação do Congresso numa autêntica Casa de Leis. José Dirceu tem aparato intelectual e poder de articulação política para dar início a essa batalha. Preferiu, contudo, o caminho mais fácil, que foi o de achar que, mais uma vez, os meios vão justificar os fins. Aderiu sem nenhuma resistência à visão regional que avassala o Congresso Nacional, instituição pensada para legislar em favor das grandes causas da nação, mas transformada em grande ferramenta de todos os “malfeitos”.

Toninho Trevisan, por outro lado, é consultor e auditor empresarial de muito respeito no país. Ele aponta uma segunda – e também importante – causa da corrupção: o baixo índice de auditagem do dinheiro público no Brasil. Mostra, por exemplo, que cada tostão que sai dos cofres do governo alemão é acompanhado por severa auditoria até o instante de sua aplicação adequada. A Alemanha faz isso em dimensão mundial. Em nenhum lugar há auditagem. Nem mesmo nos órgãos simbolicamente educacionais.  Talvez na FAPESP.

Se levássemos em conta apenas as denúncias de corrupção publicadas pela mídia nos últimos 10 anos, talvez tenhamos de lançar mão de megas computadores para calcular o montante do dinheiro que saiu dos cofres públicos e que não foi alvo de qualquer auditagem. Cadê uma lei que imponha rigorosa auditagem na aplicação de cada centavo que saia dos cofres públicos? Temos ainda uma terceira causa da corrupção. Tem sido apontada com veemência por ONGs que se dedicam à transparência da instância pública: é a verdadeira enxurrada de “cargos de confiança” e que tem permitido a contratação de milhares e milhares de pessoas sem concurso e sem critério pelos governos municipais, estaduais e federais. Esse é o espaço dos partidos que assumem o governo e não se enxerga nenhuma motivação profissional nas pessoas que assumem esses cargos, de salários ridículos, mas que valem muito a pena pela influência que as pessoas que os ocupam passam a exercer sobre a instância pública, inclusive e principalmente, sobre o destino dos recursos.

Houve uma certa frustração no último 7 de Setembro das pessoas que esperavam que os meios digitais seriam capazes de produzir uma grande mobilização nacional contra a corrupção. Entende-se o fracasso: o combate à corrupção não tem bandeiras muito claras e no imaginário das pessoas deve-se parecer como algo abstrato, genérico demais para produzir forte mobilização. E a meu ver a mídia é culpada por essa ausência de capacidade mobilizadora, justamente porque não tem avançado sobre as causas da corrupção.



Por Dirceu Martins Pio
Jornalista

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não tenham medo de realmente querer o que desejam»



Excertos do discurso que Slavoj Zizek fez em Nova Iorque, em visita a «Occupying Wall Street:»:


«Deixem-me contar uma piada maravilhosa dos velhos tempos comunistas. Um fulano da Alemanha Oriental foi mandado para trabalhar na Sibéria. Ele sabia que o seu correio seria lido pelos censores, por isso disse aos amigos: “Vamos estabelecer um código. Se receberem uma carta minha escrita em tinta azul, será verdade o que estiver escrito; se estiver escrita em tinta vermelha, será falso”. Passado um mês, os amigos recebem uma primeira carta toda escrita em tinta azul. Dizia: “Tudo é maravilhoso aqui, as lojas estão cheias de boa comida, os cinemas exibem bons filmes do ocidente, os apartamentos são grandes e luxuosos, a única coisa que não se consegue comprar é tinta vermelha.”

É assim que vivemos – temos todas as liberdades que queremos, mas falta-nos a tinta vermelha, a linguagem para articular a nossa ausência de liberdade. A forma como nos ensinam a falar sobre a guerra, a liberdade, o terrorismo e assim por diante, falsifica a liberdade. E é isso que estamos a fazer aqui: dando tinta vermelha a todos nós. (…)


Do que precisamos é de paciência. A única coisa que eu temo é que algum dia vamos todos voltar para casa, e vamos voltar a encontrar-nos uma vez por ano, para beber cerveja e recordar nostalgicamente como foi bom o tempo que passámos aqui. Prometam que não vai ser assim. Sabem que muitas vezes as pessoas desejam uma coisa, mas realmente não a querem. Não tenham medo de realmente querer o que desejam.»



(Na íntegra aqui.)


Ex-querda

Roberto Romano:

Aulinha para a vanguarda do atraso

Clovis Rossi na Folha.com



Sami Nair, filósofo argelino nacionalizado francês, hoje professor da Universidade Pablo de Olavide (Sevilha, Espanha), ficou chocado ao ser apresentado em Buenos Aires à arcaica esquerda latino-americana. É aquela que chamo de "esquerda por default", só aperta o "enter". Não raciocina, mas age por velhos instintos, sem parar para pensar.



É a turma que adota a indigente mentalidade de que o inimigo de meu inimigo é meu amigo, por mais ignóbil e boçal que seja. Como o inimigo para esse pessoal é sempre os Estados Unidos, tudo o que os Estados Unidos tocam é errado, sempre, e os que são contra os EUA são necessariamente do bem.



Se esse grupinho vivesse nos anos 40, acharia que um certo Adolf Hitler no fundo não era um mau sujeito, posto que entrou em guerra contra os Estados Unidos.



Sami relata, em "El País", que foi a Buenos Aires para um seminário organizado por algumas entidades que se acham a quintessência da vanguarda revolucionária.



No debate sobre a chamada Primavera Árabe, o filósofo e alguns de seus companheiros europeus ficaram "muito surpreendidos de ver nossos amigos latino-americanos (por sorte, não todos) defender posturas que estamos acostumados a ler mais pela pena dos aduladores das ditaduras no mundo árabe".



Conta ainda Nair que ele e alguns companheiros, "porque defendíamos as revoluções democráticas árabes éramos acusados de ingenuidade e (...) quase de complacência em relação ao imperialismo ocidental".



Detalhe: entre os acusados estavam Ignacio Ramonet e Bernard Cassen, dois dos ícones do "Monde Diplomatique", que pode ser tudo o que se quiser, menos pró-EUA ou pró-imperialismo.



O filósofo franco-argelino comentou também algo parecido ao que até cansei de escrever na "Folha": "O fato de que a Otan estivesse implicada nos bombardeios na Líbia desacreditava de antemão nossas tentativas de fazer compreender a legitimidade da revolta contra a tirania de Gaddafi".



Ou, posto de outra forma: há uma porção de gente que se acha de esquerda ou nacionalista que critica a ação da Otan na Líbia mas não consegue explicar como, sem ela, se impediria o massacre de Benghazi, iminente quando houve a intervenção, de resto aprovada pelo Conselho de Segurança, como requer a legalidade internacional.



Ou seja, para essa gente, ditadores como Gaddafi têm todo o direito de matar quantos líbios quiser porque impedi-lo foi uma iniciativa dos Estados Unidos e de outras potências consideradas imperialistas.



Que os Estados Unidos estão longe de serem santos, há abundantes evidências na história recente e não tão recente. Mas é de um primarismo assustador avaliar um evento, qualquer que seja, a partir da posição de Washington. No caso específico da chamada Primavera Árabe, a escolha é simples: ou se fica com a rua árabe e seu grito pela democracia ou, objetivamente, se está do lado dos tiranos e, por extensão, dos massacres que promovem. Independe, pois, do que façam ou deixam de fazer os EUA.



Sami Nair lembra que "a intervenção, que salvou de um massacre seguro a população civil de Benghazi, reforçou, na prática, a vontade de resistência dos líbios em todo o país. Alentou também o processo revolucionário no mundo árabe. A prova contrária é proporcionada pela trágica inibição da comunidade internacional na Síria, onde as populações civis que se manifestam pacificamente estão entregues aos crimes bárbaros da soldadesca de Assad".



O filósofo termina com uma exortação que, temo, será inútil: "Despertem, amigos latino-americanos, a vocês que dão lições de populismo revolucionário, a revolução árabe os deixou longe, muito atrás dela".



Pois é, repete-se a história: os que se crêem vanguarda, quando olham para trás, não tem ninguém a segui-los. Não esquecem, mas não aprendem, como os Bourbon.



Do Blog de Roberto Romano
(Rerum Natura)
ÉTICA DO TRABALHO E DA JUSTIÇA

É arriscado, nos tempos que correm, atrever-se a evocar a Grécia como um paradigma positivo. Dobrado ao peso de uma situação económica incomportável, o orgulhoso povo grego parece soçobrar, nas margens resvaladiças do abismo da desgraça, perante o olhar distante de uma Europa acoitada ainda nas calhas estreitas de um comodismo suicida.



Se há coisa que ninguém deseja – e os portugueses habituaram-se a ouvir esse comentário redobradas vezes ao dia – é ser comparado à Grécia.



Triste ironia esta, a de um tempo vergado à omnipotência de uma especulação globalizada e sem rosto, que nos leva a negar as evidências da própria história. A mesma Grécia que representa o primeiro e brilhante fulgor da cultura ocidental é hoje repetidamente acossada para o posto envergonhado de bode expiatório da falência da ideia de Europa.



E no entanto, há quase três milénios que a Hélade vem alimentando o caudal vagaroso do desenvolvimento civilizacional, depois que Homero (mantenhamos o nome transmitido pela tradição) compôs esses dois primeiros monumentos literários - a Ilíada e a Odisseia -, que, tal como representam um espelho interactivo das contradições motivadas pela guerra, expõem igualmente uma galeria de heróis dedicados a grandes causas e ilustram as marcas do engenho que produz conhecimento e progresso, mesmo sendo inseparável de momentos de privação e sacrifício.



Falar da Grécia implica sempre, de uma forma ou de outra, falar de Homero, mas a nossa atenção iria centrar-se agora num outro autor, menos conhecido, embora deva situar-se também no séc. VIII a.C., ainda que anunciando já uma nova mentalidade, marcada pela crescente afirmação do indivíduo.



Trata-se de Hesíodo, pastor e poeta, de cuja produção nos chegaram duas obras maiores: a Teogonia e os Trabalhos e Dias. A primeira constitui uma das fontes mais importantes para o conhecimento das famílias divinas e do mito – essa metáfora eternamente plástica e expansível, que nos permite aprofundar a leitura do mundo e do lugar que a humanidade nele ocupa; a segunda, embora menos preparada, numa abordagem mais superficial, para servir as exigências da imaginação criativa, mostra ainda assim os primeiros indícios da afirmação progressiva da lei na vida em comunidade.



E é particularmente significativo que o faça através do elogio de dois princípios essenciais: o trabalho e a justiça. O trabalho é visto como um bem em si mesmo, que dignifica a humanidade e lhe acrescenta valor, e não como um simples instrumento necessário para afastar a rude pobreza. A justiça, por seu lado, é apresentada como uma dádiva do próprio Zeus, o chefe supremo dos Olímpicos, e como o maior dos bens: é ela que distingue os homens dos animais e impede que aqueles se vejam simplesmente como presas e predadores uns dos outros.



Neste nosso tempo, marcado por índices crescentes de desemprego, pelo desaparecimento de critérios de estabilidade profissional que julgávamos inatacáveis, pela dificuldade em inserir, ao fim de muitos anos de estudo, os jovens licenciados numa actividade que esteja ao nível do investimento feito, afiguram-se miragens cada vez mais distantes o princípio da justiça directamente retributiva e o direito ao trabalho. E o Estado, baluarte último da protecção social, parece não ter outra saída que não seja recuar em toda a linha de actuação.



Num cenário assim marcado pelo pessimismo, pode o passado servir de alento e inspiração? Hesíodo diz-nos claramente que sim, pois na mesma altura em que os males se espalharam pelo mundo, também se desvelou, para a humanidade, a consciência da sua capacidade para inovar. E se o Estado demora a encontrar uma saída global para a crise, cabe ao indivíduo encontrar, em cada dia, as próprias soluções e transformá-las em motor de progresso colectivo. Este impulso criador está identificado e aparece incessantemente referido por políticos e economistas pelo nome de empreendedorismo. Hesíodo e os Gregos davam-lhe um nome menos pomposo: elpis. Simplesmente ‘esperança’.


Delfim F. Leão




quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Do Blog Vias de facto, Portugal
Às Ruas, Cidadãos (2) - Querem lá ver, camaradas, que desta vez o Zizek não anda longe de acertar?

por Miguel Serras Pereira

Parafraseando o Ricardo Noronha, nem o fascínio lacaniano nem certas formualções ambíguas sobre a experiência do "socialismo real" de Zizek são inspirações que me assistam. No entanto, parece-me que, neste seu discurso aos ocupantes de Wall Street, não anda longe de acertar em cheio e que seria bom que as suas propostas fossem ouvidas, debatidas e adoptadas como linhas de orientação do movimento.

A única grande reserva que me ocorre pôr às suas teses de Nova York reporta-se à sua recomendação aos acampados, quando os aconselha a interrogarem-se sobre o tipo de líderes que se devem dar: como se a liderança ou direcção que convém à luta pela democracia não tivesse de ser a todo o momento, e desde o início, reivindicada para a cidadania activa dos participantes e para a sua igual participação responsável nas deliberações e decisões da acção, começando assim por democratizar o regime da luta pela transformação do regime.

Seja como for, quase tudo o mais que o seu discurso adianta confirma a exigência de uma cidadania governante, que não se fique nem pela indignação — a inversão carnavalesca — nem pela recusa indeterminada da ordem estabelecida. Basta lê-lo com atenção para ver que assim é. Aqui fica, pois, o texto para quem não o tenha lido no esquerda-net ou alhures.

Durante o crash financeiro de 2008, foi destruída mais propriedade privada, ganha com dificuldades, do que se todos nós aqui estivéssemos a destruí-la dia e noite durante semanas. Dizem que somos sonhadores, mas os verdadeiros sonhadores são aqueles que pensam que as coisas podem continuar indefinidamente da mesma forma.

Não somos sonhadores. Somos o despertar de um sonho que está a transformar-se num pesadelo. Não estamos a destruir coisa alguma. Estamos apenas a testemunhar como o sistema está a autodestruir-se.

Todos conhecemos a cena clássica do desenho animado: o coiote chega à beira do precipício, e continua a andar, ignorando o facto de que não há nada por baixo dele. Somente quando olha para baixo e toma consciência de que não há nada, cai. É isto o que estamos a fazer aqui.

Estamos a dizer aos gajos de Wall Street: “hey, olhem para baixo!”

Em Abril de 2011, o governo chinês proibiu, na TV, nos filmes e em romances, todas as histórias que falassem em realidade alternativa ou viagens no tempo. É um bom sinal para a China. Significa que as pessoas ainda sonham com alternativas, e por isso é preciso proibir este sonho. Aqui, não pensamos em proibições. Porque o sistema dominante tem oprimido até a nossa capacidade de sonhar. (Nao é a toa que o PC do Brasil proibe manifestaçoes culturais nas universidades, modas jovens....)

Vejam os filmes a que assistimos o tempo todo. É fácil imaginar o fim do mundo, um asteróide destruir toda a vida e assim por diante. Mas não se pode imaginar o fim do capitalismo. O que estamos, então, a fazer aqui?

Deixem-me contar uma piada maravilhosa dos velhos tempos comunistas. Um fulano da Alemanha Oriental foi mandado para trabalhar na Sibéria. Ele sabia que o seu correio seria lido pelos censores, por isso disse aos amigos: “Vamos estabelecer um código. Se receberem uma carta minha escrita em tinta azul, será verdade o que estiver escrito; se estiver escrita em tinta vermelha, será falso”. Passado um mês, os amigos recebem uma primeira carta toda escrita em tinta azul. Dizia: “Tudo é maravilhoso aqui, as lojas estão cheias de boa comida, os cinemas exibem bons filmes do ocidente, os apartamentos são grandes e luxuosos, a única coisa que não se consegue comprar é tinta vermelha.”

É assim que vivemos – temos todas as liberdades que queremos, mas falta-nos a tinta vermelha, a linguagem para articular a nossa ausência de liberdade. A forma como nos ensinam a falar sobre a guerra, a liberdade, o terrorismo e assim por diante, falsifica a liberdade. E é isso que estamos a fazer aqui: a dar tinta vermelha a todos nós.

Existe um perigo. Não nos apaixonemos por nós mesmos. É bom estar aqui, mas lembrem-se, os carnavais são baratos. O que importa é o dia seguinte, quando voltamos à vida normal. Haverá então novas oportunidades? Não quero que se lembrem destes dias assim: “Meu deus, como éramos jovens e foi lindo”. (Eu cá com meus botões nao penso que esses velhos de hoje acharam lindo seu passado. Tenho colegas que se renderam ao pequeno poder, aos cargos, sentem inveja dos jovens... sao ressentidos...)

Lembrem-se que a nossa mensagem principal é: temos de pensar em alternativas. A regra quebrou-se. Não vivemos no melhor mundo possível, mas há um longo caminho pela frente – estamos confrontados com questões realmente difíceis. Sabemos o que não queremos. Mas o que queremos? Que organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes queremos?

Lembrem-se, o problema não é a corrupção ou a ganância, o problema é o sistema. Tenham cuidado, não só com os inimigos, mas também com os falsos amigos que já estão a trabalhar para diluir este processo, do mesmo modo que quando se toma café sem cafeína, cerveja sem álcool, gelado sem gordura.

Vão tentar transformar isto num protesto moral sem coração, um processo descafeinado. Mas o motivo de estarmos aqui é que já estamos fartos de um mundo onde se reciclam latas de coca-cola ou se toma um cappuccino italiano no Starbucks, para depois dar 1% às crianças que passam fome e fazer-nos sentir bem com isso. Depois de fazer outsourcing ao trabalho e à tortura, depois de as agências matrimoniais fazerem outsourcing da nossa vida amorosa, permitimos que até o nosso envolvimento político seja alvo de outsourcing. Queremo-lo de volta.

Não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que entrou em colapso em 1990. Lembrem-se que hoje os comunistas são os capitalistas mais eficientes e implacáveis. (Hoje os comunistas viraram assessores da direita). Na China de hoje, temos um capitalismo que é ainda mais dinâmico do que o vosso capitalismo americano. Mas ele não precisa de democracia. O que significa que, quando criticarem o capitalismo, não se deixem chantagear pelos que vos acusam de ser contra a democracia. O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou.

A mudança é possível. O que é que consideramos possível hoje? Basta seguir os média. Por um lado, na tecnologia e na sexualidade tudo parece ser possível. É possível viajar para a lua, tornar-se imortal através da biogenética. Pode-se ter sexo com animais ou qualquer outra coisa. Mas olhem para os terrenos da sociedade e da economia. Nestes, quase tudo é considerado impossível. Querem aumentar um pouco os impostos aos ricos? Eles dizem que é impossível. Perdemos competitividade. Querem mais dinheiro para a saúde? Eles dizem que é impossível, isso significaria um Estado totalitário. Algo tem de estar errado num mundo onde vos prometem ser imortais, mas em que não se pode gastar um pouco mais com cuidados de saúde.

Talvez devêssemos definir as nossas prioridades nesta questão. Não queremos um padrão de vida mais alto – queremos um melhor padrão de vida. O único sentido em que somos comunistas é que nos preocupamos com os bens comuns. Os bens comuns da natureza, os bens comuns do que é privatizado pela propriedade intelectual, os bens comuns da biogenética. Por isto e só por isto devemos lutar.

O comunismo falhou totalmente, mas o problema dos bens comuns permanece. Eles dizem-nos que não somos americanos, mas temos de lembrar uma coisa aos fundamentalistas conservadores, que afirmam que eles é que são realmente americanos. O que é o cristianismo? É o Espírito Santo. O que é o Espírito Santo? É uma comunidade igualitária de crentes que estão ligados pelo amor um pelo outro, e que só têm a sua própria liberdade e responsabilidade para este amor. Neste sentido, o Espírito Santo está aqui, agora, e lá em Wall Street estão os pagãos que adoram ídolos blasfemos.

Por isso, do que precisamos é de paciência. A única coisa que eu temo é que algum dia vamos todos voltar para casa, e vamos voltar a encontrar-nos uma vez por ano, para beber cerveja e recordar nostalgicamente como foi bom o tempo que passámos aqui. Prometam que não vai ser assim. Sabem que muitas vezes as pessoas desejam uma coisa, mas realmente não a querem. Não tenham medo de realmente querer o que desejam. Muito obrigado.

DO BLOG DE ROBERTO ROMANO

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Estado de São Paulo.

Marcha contra a corrupção reúne cerca de 20 mil pessoas em Brasília

Esta é a 2ª edição do protesto realizado na Esplanada dos Ministérios e em outras 18 cidades

Célia Froufe, BRASÍLIA

Uma mancha escura formada por cerca de 20 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, percorreu um quilômetro de distância na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, seguindo do Museu da República até chegar à Praça dos Três Poderes, na manhã desta quarta-feira, 12.

Ed Ferreira/AE

Manifestantes protestam no DF com vassouras, nariz de palhaço e roupas de presidiários

Os três pontos principais da 2ª edição da Marcha contra a Corrupção, realizada também em outras 18 cidades, são a regulamentação da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do projeto de lei que estabelece o voto aberto dos parlamentares no Congresso, e a preservação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de órgão de controle externo do Judiciário.


PM elevou para 20 mil pessoas a estimativa do número de participantes da segunda edição da Marcha contra a Corrupção, em Brasília, na manhã de hoje. O primeiro levantamento dava conta de 13 mil manifestantes que percorreram a Esplanada dos Ministérios, do Museu da República até a Praça dos Três Poderes e depois seguiram mais alguns metros até o Ministério do Exército, onde ocorreu a dispersão.

Mesmo assim, o volume de participantes foi inferior à contagem feita pela PM na primeira edição do evento, em 7 de Setembro. Na ocasião, foram contabilizadas as participações de 25 mil pessoas. De acordo com o tenente Marcos Braga, o outro evento acabou ganhando adesão de última hora da população de Brasília, que saiu de suas casas para assistir ao desfile militar.

Com bicicletas, vassouras, nariz de palhaço e roupas de presidiários, ou empunhando faixas, os manifestantes fizeram uma pequena pausa no percurso, em frente ao Congresso Nacional, onde foi cantado o Hino Nacional.

O número de participantes está menor do que o estimado pela PM na primeira edição do evento, em 7 de setembro, quando a PM contou 25 mil pessoas. O tenente Marcos Braga, da PM do DF, explicou que naquela ocasião o evento ganhou apoio de última hora da população de Brasília, que saiu de suas casas para assistir ao desfile de 7 de setembro.

Desta vez, os manifestantes também carregam uma faixa com uma pizza de 15 metros de diâmetro. Aos grados, gritam: "Não sou otário, do meu bolso é que sai o seu salário", "Ô Dilma, presta atenção, o brasileiro não quer mais corrupção", "Voto secreto não, eu quero é ver a cara do ladrão".



Sublime!

Marco Jacobsen

1970, Maria Odete (tempo em que a vaca comia o capim e não o capim comia a vaca)

Refém da solidão...

aprendiz de morrer mas para aprender a morrer
foi necessário viver e
eu vivi
mas nunca descobri...

Baden Pawel e Paulo Cesar Pinheiro

Santa...

Charge antiga do Solda.

Hoje acordei assim...

Mordaça

O importante é que nossa emoção sobreviva.
Do SOLDA, charge antiga aqui

Pesadelo ...


Que medo vocês têm de nós!
Você me agarra alguém vem me solta..

e se a força é tua um dia ela é nossa!

Sublime!

SOLDA!

O importante é que a nossa emoção sobreviva ...

Música, emoção, tempo...
Soube por colega da matemática que outro colega nosso - petista - quis passar em seu departamento uma moção de repúdio contra a ocupação da reitoria da Universidade onde trabalhamos. Só ouvindo Eduardo Gudin. O puxa-saquismo é tanto que deve doer a mão.

E em Portugal, dia 15 de outubro!



Da Joana Lopes, Blog Entre as brumas da memória aqui

Na ponte do lápis
Já nem sei quanto desenhos da Gui Castro Felga publiquei neste blogue. Conheço-a pessoalmente e gosto muito dela. Foi por isso com duplicado prazer que li o que ontem (finalmente…) «saiu» para a comunicação social.

M. E. R. D. A.

Creio que essa imagem - sublime - cap-tirei do Blog do querido SOLDA.

Uia!

...

Mais marchas contra a corrupção!

26 cidades na Marcha contra a Corrupção HOJE!


26 cidades na Marcha contra a Corrupção AMANHÃ: Segunda manifestação apartidária em defesa da moralidade pública tem eventos confirmados em 26 municípios de 19 estados. Vejam nesses links abaixo aonde as marchas vão ocorrer e quais são os objetivos da marcha: (http://bit.ly/niHr82). Confirme sua presença nas páginas abaixo e LUTEM TAMBÉM PELA NOSSA CAUSA! (http://on.fb.me/pSn5Nk) (http://on.fb.me/n40QXd).

Imagem: Portinari
O importante é que a emoção sobreviva!

Marcha contra a corrupção!

Enviado pela Jurema
Grata!
VAMOS EXIGIR O QUE NOS É DEVIDO:

R E S P E I T O

Nossa passividade é grande aliada da patifaria.

Alagoas – Maceió – Antigo 7 Coqueiros até o Antigo Alagoinhas (MCCE)- 13h

Amazonas - Manaus – Centro, em frente ao colégio Dom Pedro – 14h

Bahia – Salvador – Cristo da Barra – 14h

Ceará – Fortaleza – Praça da Imprensa rumo ao Cocó – 14h

Distro Federal – Brasília – Museu Nacional – 10h

Espírito Santo – Vila Velha – Praia da Costa – 12h

Goiás – Goiânia – Praça Cívica – Inicio na Praça Universitária, e término na Praça Cívica – 10h

Maranhão – São Luis – Praça do Pescador – Av. Litorânea – 14h

Minas Gerais – Belo. Horizonte – Praça da Liberdade até a Praça 7 – 14h

Minas Gerais – Uberlândia – Praça Tubal Vilela – 14h

Minas Gerais – Alfenas – Concha Acústica – (07/10 – 18h)

Pará - Belém do Pará – Praça do CAN – 14h

Pará– Santarém – em frente a Prefeitura até o Fórum – 17h

Pernambuco – Recife – Praia B Viagem – Pracinha de B Viagem – 14h

Paraíba – João Pessoa – Busto de Tamandaré – 14h

Piauí – Teresina – Praça da Liberdade – 14h

Paraná – Curitiba – Santos Andrade – em frente a escadaria da UFPR – 14h

Paraná – Campo Mourão – Praça Central as 14 hrs (junto a marcha dos palhaços)

Rio Grande do Sul – Porto Alegre - Parque da Redenção – à tarde toda

Rio de Janeiro – Copacabana em frente posto 4 – 13h

Santa Catarina – Brusque – Praça Barão de Schneeburg – 9h

Santa Catarina – Florianópolis – Trapiche Beira Mar – 10h

Santa Catarina – Jaraguá do Sul – Praça Ângelo Piazera – 14h

São Paulo – São Paulo – Av. Paulista – MASP – 14h

São Paulo – Santos – Parque da Independência – 14h

São Paulo – S José dos Campos – Vicentina Aranha – 15h

Foto da Marcha em Brasília de Wilson

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Via facebook, da Graça Lima que está em Paris
Via facebook

Homenageando a democracia....

cap-tirado do Blog do Solda
Do Blog ANTOLOGIA DO ESQUECIMENTO AQUI

CANSAÇO

Caminho dia e noite
Como um parque desolado
Caminho dia e noite entre esfinges desmoronadas de meus olhos
Perscruto o céu e sua erva cantante
Olho o campo ferido por gritos desmesurados
E o sol no meio do vento

Afago meu chapéu cheio duma luz incandescente
Passo a mão sobre o dorso do vento
Os ventos que passam como as semanas
Os ventos e as luzes com gestos de fruta e sede de sangue

As luzes que passam como os meses
Quando a noite se apoia sobre as casas
E o perfume dos cravos gira sobre seu eixo
Sento-me como o canto dos pássaros
É o cansaço longínquo e a neblina

Caio como o vento sobre a luz
Caio sobre minha alma
Eis o pássaro dos milagres
Eis as tatuagens de meu castelo
Eis as minhas plumas sobre o mar que se afasta
Caio de minha alma
E desfaço-me em pedaços de alma sobre o inverno

Caio do vento sobre a luz
Caio da pomba sobre o vento


Vicente Huidobro, in Natureza Viva, trad. Luís Pignateli, Hiena Editora, Janeiro de 1986, p. 33.

Cães gregos...SUBLIME!

Minha mãe - quando queria insultar os humanos malcriados - dizia que preferia os cães aos homens. Pois na Grécia, os cães preferem os grevistas e os manifestantes das ruas contra a repressão, o FMI. Até os cães sabem de que lado ficar.
( a partir do Blog de Joana Lopes).

Braziuuu

Eu quero é botar meu bloco na rua....

Eide Sandra Azevedo Abreu, profe da Universidade Estadual de Maringá

Há alguns anos, incentivada pelo Sérgio Alpendre, escrevi sobre o disco "Tem que acontecer", do genial Sérgio Sampaio. Deu saudade desse texto. E aqui vai publicado.

Tem que acontecer

 
Sérgio Sampaio deixou nosso mundo muito cedo. Mas nos legou obras que são um alento para que possamos nele prosseguir. É o caso de Tem que acontecer. Nossa humanidade se enriquece, ao partilhar o universo do canto...r, pelos minutos em que se desenrolam as faixas desse álbum. São canções de uma vida atormentada. Mas intensa. E também alegre. De uma alegria densa, que resulta como que da vivência do esvaziamento, da dor, e da sua transformação em contentamento e exultação.

O esvaziamento é registrado já na primeira canção, Até outro dia, em que é pedido o silêncio, produzido pelo fim do diálogo e pela separação. E retomado em A luz e a semente, com a autodefinição do poeta como “barco vazio”, “copo sem vinho”, “gato vadio”, bêbado que tropeça “pelas calçadas”, “se recordando de não ter bebido nada”. Mas do vazio resulta uma criação ou expressão mais altas: na primeira canção, o silêncio é condição para o cantar. E, na segunda, o poeta também se define como “a luz e a semente”.

Dessa transfiguração, faz parte também uma dor visceral, que se encontra na própria voz do cantor, mas que aparece com toda força em canções como a doce Quatro paredes, de Eduardo Marques: “Eu sou quem curte o silêncio, o momento, o segredo/Quem geme de frio, quem fica com medo/Quem anda abatido sem ter um lugar pra morar”. Mas aqui, onde esse registro do abandono é mais forte, vem acompanhado do seu oposto: o acolhimento mais esperado: "E aí de novo o soluço te corta a palavra/Te deita de bruços na cama/Então me chama, meu amor/E assim eu guardo seus dias de chuva/Dentro de mim.”

"Dias de chuva" bem guardados talvez sejam a fonte da florescência exuberante de Cada lugar na sua coisa, em que há uma verdadeira celebração do encontro do artista criador com o público: "Um livro de poesia na gaveta, não adianta nada/ Lugar de poesia é na calçada/Lugar de quadro é na exposição/Lugar de música é no rádio”.

Essa dupla experiência, de esvaziamento e plenitude, de dor e acolhimento, que se desdobra em uma exaltada alegria, talvez seja o ancoradouro de uma certa aceitação do internamento, expressa na faixa Que loucura, em que Sérgio grita que está “maluco da idéia”, como quem lamentasse o desencontro com os outros, mas também não deixasse de se reafirmar e cantar o desvio das referências habituais. Como não se enternecer com a voz de quem diz guiar na contramão, sair do palco para a platéia, e da sala para o porão? Partilhamos a aceitação que o cantor revela por sua própria “loucura”.

Terna acolhida de tudo o que é humano, mesmo que rejeitado pelas conveniências sociais (ainda que as mais sensatas), é o que as canções desse disco realizam. A que dá título ao álbum expressa aceitação de certos acontecimentos que revelam faces não valorizadas do humano. Aceitação até dos limites desse acolhimento. O poeta canta que queria fazer tudo para não ver a sua amada sofrendo. Mas que não pode “fazer nada”, por ser “apenas um compositor popular”. É comovente isto. Mas ele se engana. O compositor popular pode mais. Depois do disco, prosseguimos “chumbados”, “baleados”, “arriados”, mas não mais tão "abandonados". Temos a vigorosa companhia de Sérgio Sampaio.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Equador, exemplo!

CARTA MAIOR aqui 

Países devem US$ 41 tri; Equador inspira grupos por auditoria na UE

No Brasil, europeus revelam que, em países com crise de dívida, já se articulam comitês em defesa de auditagem e moratória. 'Equador é exemplo', diz Eric Toussaint, do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo. Segundo ele, dívida global chega a US$ 158 tri, 25% de governos. Deputada grega diz que mídia esconde experiência equatoriana.

André Barrocal

 
BRASÍLIA – Países europeus que enfrentam crises da dívida pública, como Grécia, Portugal, Itália, Irlanda e Espanha, já assistem à criação de comitês em defesa de auditagem e moratória dos débitos. Os articuladores buscam inspiração na América do Sul, particularmente no Equador, cujo governo fez uma auditoria e, depois disso, conseguiu elevar os gastos sociais.

“Estamos olhando desde a Europa para o Equador como um exemplo a ser seguido”, disse o presidente do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, Eric Toussaint, que participou quarta (5) e quinta-feira (6), em Brasília, de dois seminários sobre a crise internacional – um promovido na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), outro na Câmara dos Deputados.

Presente aos mesmos seminários, a deputada socialista grega Sofia Sakorafa, articuladora de um comitê em seu país, também disse que o Equador é fonte de inspiração. Para ela, infelizmente, a imprensa local não informa à população sobre a experiência equatoriana, o que dificultaria a construção de uma alternativa política ao socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ex-ministro no Equador na época da auditoria, Pedro Páez Pérez participou dos seminários e estimulou a reprodução do caminho trilhado naquele país. “Temos uma situação generalizada de insolvência, não se pode apostar em mecanismos de mercado”, disse. Para ele, há um “capitalismo de crises”, operado por banqueiros com “corrupção e incompetência”, que explora as nações.

Apesar de a crise financeira, em sua forma mais aguda, estar localizada nos países ricos, Toussaint não perdeu a chance de defender o cancelamento da dívida externa dos países pobres. Para o belga, ela é pouco representativa, diante das cifras globais. Somaria US$ 1,4 trilhão, menos de 1% de todo o endividamento planetário, que chegaria a US$ 158 trilhões.

Desse total, US$ 41 trilhões (25%) seriam de governos e US$ 117 trilhões, de empresas “Está claro que o problema são as dívidas privadas e as públicas dos países ricos”, disse.

De acordo com o ex-ministro do Equador, o PIB mundial é de US$ 63 trilhões, ou seja, cerca de metade das dívidas. Para ele, isso mostra como há uma grande desproporção entre a economia real e o sistema financeiro.

 


Via Facebook
Joao

Célebo

... é bom para a preguiça administrativa
... é bom para não escrever bobagem em relatórios finais de qualquer tipo
... é bom ...

Sublime!

Wall Street

e pensar que aqui os comunistas do PC do B e do PT preferem o lado de lá...

Ocupação da Wall Street

Foto El país.

Ocupemos juntos!

Do Blog de Joana Lopes, Portugal aqui

Paul Klee
Postado por Roberto Romano
aqui

O autor do artigo abaixo é dos poucos juízes que unem saber e prudência. Tenho por ele muito respeito e amizade. Vale a pena ler!

NUREMBERG (1947): OS JUÍZES NO BANCO DOS RÉUS.

Nivaldo Mulatinho Filho
O filme de STANLEY KRAMER (1913/2001), “Judgment at Nuremberg”, lançado em 1961, teve, na Espanha, o título ambíguo de “Vencedores ou Vencidos ?”. Nome adequado, face ao equilíbrio que o cineasta norte-americano, embora de família judia, procurou trazer para a sua narrativa, baseada em dados reais, os do Terceiro Processo de Nuremberg, realizado entre 04 de fevereiro e 04 de outubro de 1947, o julgamento dos Juízes, Promotores e outros Juristas que ocuparam altos cargos no Ministério de Justiça do Reich e foram bem destacados, por razões ideológicas ou puramente oportunistas, na criação e aplicação das normas mais brutais do regime. Na Alemanha nazista, a analogia contra reo ou in malam partem teve acolhida no sistema jurídico com a lei de 28 de junho de 1935, onde se falava do “sadio sentimento do povo”. E ainda que “se nenhuma lei penal determinada pode aplicar-se diretamente ao delito, este será apenado conforme a lei cujo pensamento fundamental seja mais exatamente aplicável” (sic). É a lei do Fuhrer. Pode-se, querendo, justificar tudo. As delações. Os expurgos As prisões obrigatórias. As esterilizações. Os campos de concentração e extermínio. Os corpos mutilados ou transformados em sabão. O assassinato de crianças.

Em 1947, menos de três anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, poucos políticos e autoridades influentes queriam falar de julgamentos como os da Alemanha. Os governos aliados pretendiam, naquele momento, esquecer o passado, o vivo passado que Nuremberg ruidosamente expunha, além da vitória de 1945, cujo emblema final foi a bomba atômica lançada contra as populações indefesas de Hiroshima e Nagasaki. Os chamados senhores da Segunda Guerra já não existiam. Suicidou-se Goering, um dos réus do Primeiro Julgamento ou Processo Principal de Nuremberg, terminado em 1º de outubro de 1946. Mas os países vencedores e ultra poderosos, os Estados Unidos e a União Soviética, agora se enfrentavam abertamente, no início da chamada Guerra Fria, um caminho para o conflito nuclear, sinônimo de destruição global. Os russos querem controlar Berlim. Os americanos procuram impedir. E o bloqueio da cidade começa. O mundo estava novamente dividido.

Esse é o cenário político. É o que vai ver um veterano homem de província, perfeito profano em assuntos de etiqueta social, o Juiz norte-americano Haywood (Spencer Tracy), quando chega a Nuremberg para presidir o julgamento de quatro juízes nazistas. Ele admite que foi escolhido, mesmo sem qualquer prestígio junto aos poderes governamentais, porque não era fácil achar outro que aceitasse a tarefa, pesada e inglória. Os Estados Unidos não queriam ficar impopulares na Alemanha, na Berlim de antes do Muro. As pressões, a princípio veladas e, depois, bem claras – como se detalha em todo o filme – é para que as penas a serem aplicadas, caso necessárias as condenações, tivessem suavidade, ou fossem “politicamente corretas”, se quisermos usar uma tola expressão do nosso século XXI.

A personalidade do Juiz Haywood faz o centro da narrativa de Kramer, em três horas de projeção, com a fotografia em preto e branco do mestre Ernest Laszlo. O Juiz Presidente impressiona pelo seu senso de Justiça, que não se separa da sua tentativa, sóbria e firme, de compreender os vencidos e aquele tempo de dor e humilhação. Durante os meses de julgamento, ele fica hospedado na mansão onde residiu um General, condenado à morte por enforcamento, em um dos processos anteriores de Nuremberg. Haywood, pouco amigo das reverências, fica incomodado. Tudo lhe parece excessivo. Até os cuidados que o cadete da West Point, seu segurança, oferece. E, apesar de conquistado pelo charme da viúva do militar alemão (Marlene Dietrich), que defende a memória do General executado e de outros líderes, avessos à sanha de Hitler, não deixa de expressar a sua perplexidade. Das minhas conversas, ele diz, a conclusão é que ninguém na Alemanha sabia das atrocidades do nazismo.

Uma pessoa sabia. O Juiz e Ministro da Justiça Ernst Janning (Burt Lancaster). Ele confessa, no próprio Tribunal, que transformou a sua vida em excremento, porque conhecia bem os outros três Juízes, agora no banco dos réus, porém os acompanhou sempre. Participou de processos que não eram julgamentos, e sim ritos de execução. Considerava-se o mais culpado de todos. Ele é uma “figura trágica”, como reconhece a Sentença condenatória do julgamento. Era um homem que amava o trabalho intelectual, mas entregou sua inteligência ao Reich, que, imaginava ele, seria uma mera fase de transição na história conturbada do seu país (O dramaturgo Abby Mann pode ter retratado, em seu roteiro – transformado em peça teatral, encenada no ano de 2001, na Broadway – para compor o personagem Janning, o Jurista Frank Schlegelberger, alto funcionário do Ministério da Justiça e da República de Weimar, cuja Constituição teve a colaboração dele. Ver nota final).

No Julgamento do filme, os quatro Juízes são condenados à prisão perpétua. Na voz pausada e intensa de Spencer Tracy, ouvimos o Juiz Presidente Haywood falar sobre a responsabilidade dos condenados, sublinhando o que a decisão majoritária do Tribunal de Nuremberg (houve um voto dissidente) representava para a dignidade e o valor da vida de cada ser humano.

Ernst Janning considerou justa a sua condenação. Recebe, então, a pedido, a visita, em sua cela, do Juiz Presidente. E insiste em dizer que nunca pensou que o regime nazista chegasse aos extremos, à barbárie a que chegou. Haywood responde, sereno, porém contundente: tudo começou no exato momento em que Janning condenou um homem que sabia ser inocente.

Antes, o patrono dos réus, Herr Rolfe (Maximiliam Schell), despede-se, cordialmente, do Juiz Presidente, afirmando que nenhum dos réus condenados deve cumprir as penas severas que lhe foram aplicadas. Seriam postos em liberdade no prazo de cinco anos. Tudo conforme a lógica. No Tribunal, em uma das melhores cenas do filme, Rolfe, citando o Vaticano, Stalin, os Pactos que consolidaram as reivindicações territoriais do Reich, os Industriais norte-americanos (que enriqueceram com o comércio de armamento) e o próprio Winston Churchill (que, em carta aberta, elogiou Hitler, no ano de 1938 !), diz que, se Ernst Janning é culpado, o mundo inteiro também o é. Nada mais, nada menos.

Os prognósticos do brilhante advogado foram corretos, como mostram os letreiros finais do filme. Dos 99 condenados à prisão em Nuremberg, somente Rudolf Hess cumpriu a pena. O Juiz Haywood admitiu a possibilidade ou a lógica dos argumentos de Rolfe, diante do contexto histórico e político de 1947. Afirma, entretanto, que a lógica se ajustava ao momento, mas nunca ao sentido da Justiça. Ser lógico não é ser justo.[1]

 
[1] Aos possíveis leitores, interessados no Processo de que trata o filme de Stanley Kramer, especialmente nas personagens reais que serviram de modelo para o roteiro de Abby Mann, o livro é “Vencedores o vencidos ?”, coleção Cine Derecho, Editora Tirant Lo Blanch, Valencia, 2003. O diretor da coleção é Javier de Lucas, catedrático de Filosofia do Direito. Os autores são Francisco Muñoz Conde e Marta Muñoz Aunión. Cito também o magnífico ensaio de Ricardo de Brito, Mestre e Doutor em Direito da UFPE, membro do Ministério Público Militar, na parte em que trata da tese do Mestre Ruy Antunes “Da Analogia no Direito Penal”, publicada em 1953. O trabalho do Dr. Ricardo encontra-se na Revista Acadêmica LXXX-2008, da Faculdade de Direito do Recife, com o título “O Pensamento do Professor Ruy Antunes em Direito Penal”.



domingo, 9 de outubro de 2011

Dialética das eleições....

Rola no facebook ENTREVISTA DE 2010 COM REITOR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
NADA COMO A MEMÓRIA ... DAQUI
Novo reitor defende saraus no câmpus
A Júlio Santiago Prates Filho, doutor e mestre em Matemática, foi eleito o novo reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Candidato da situação à reitoria da universidade, a chapa de Santiago ganhou as eleições com 62,35% dos votos.

A vice-reitora será Neusa Alto é, doutora e mestre em Educação. Os dois tomarão posse no dia 10 de outubro para um mandato de quatro anos. Na quinta-feira (19), durante a primeira entrevista coletiva como reitor e vice, Santiago e Neusa falaram da necessidade de repor o quadro de funcionários da UEM, hoje defasado em 513 profissionais ¿ 305 técnicos e 208 professores.

"Acredito que ainda neste ano conseguiremos resolver a questão dos docentes", disse Neusa. "Estamos buscando promover ações com o governo do Estado para aprovar essas contratações", comentou Santiago.

Santiago e Neusa obtiveram 5.250 votos. A chapa da oposição, dos candidatos Mauro Luciano Baesso e Julio Damasceno, teve 3.277 votos. O índice de participação dos professores na eleição foi alto: 85,29% dos autorizados a eleger o novo reitor compareceram às urnas.
Os técnicos-administrativos também compareceram em peso: 80,39% votaram. Dentre os alunos,dos 21.014 que podiam votar, 5.302 foram às urnas.O reitor eleito respondeu nove questões feitas pela comunidade ¿ três alunos, três professores e três técnicos ¿ da UEM a pedido de O Diário. Confira as respostas.

"Cabe à próxima administração ampliar recursos para a materialização proposta (a Casa do Estudante) e avançar na sua elaboração, em conjunto com os estudantes"

"Nosso propósito é ampliar a infraestrutura dos câmpus regionais para atender às demandas dos cursos existentes, incluindo a implantação de restaurantes universitários"



Qual providência o senhor vai tomar sobre os sarais organizados por universitários? Há drogas, sexo e álcool nessas festas. (José Isnar Guimarães, agente de segurança do câmpus)

JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - Um dos nossos compromissos é proporcionar maior acesso dos estudantes aos programas de cultura e extensão, e uma das propostas para operacionalizar isso é readequar o projeto da Concha Acústica e construir a Praça da Cultura como um espaço para a realização de atividades culturais. Dentro dessa perspectiva, o sarau deve se constituir num espaço de atividades culturais que contribuam com a formação social e cultural dos alunos.


O que o senhor pretende fazer para melhorar os cursos da área de humanas? (Renan Martimiano, estudante de Psicologia)

JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - Uma das dinâmicas da universidade é sempre estar atenta à melhoria dos segmentos ensino-pesquisa-extensão. Ações como a informatização dos laboratórios, colocação de kits multimídia nas salas de aulas e uma política voltada para adequação dos recursos físicos e humanos estarão sempre na busca de consolidar a qualidade dos cursos.

 
Como está a situação da Casa do Estudante? Será construída? (Thiago Kwiatkowskyj, estudante de História)

JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - Um passo fundamental já foi dado, com a elaboração dos projetos e destinação de recursos iniciais para viabilizar a construção da Casa do Estudante. Cabe à próxima administração ampliar recursos para materialização da proposta e avançar na sua elaboração, em conjunto com os estudantes.


Os outros câmpus da UEM também terão Restaurantes Universitários? E qual será o preço? Breno Daroz, estudante de História)

JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - Nosso propósito é ampliar a infraestrutura dos câmpus regionais para atender às demandas dos cursos existentes, incluindo a implantação de restaurantes universitários nos câmpus regionais, com subsídios idênticos aos praticados no câmpus sede.


Como melhorar a comida servida no Restaurante Universitário, que é péssima? É possível ter outro restaurante maior dentro do câmpus? Nelson Pires Cardoso, auxiliar operacional do câmpus)



JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - A refeição servida no Restaurante Universitário segue um padrão nutricional elaborado por nossa nutricionista. No entanto, a carência de pessoal para atender um volume cada dia maior de usuários tem sido um ponto de estrangulamento. No Plano Diretor da UEM não está prevista a construção de outro restaurante maior que o existente.


O senhor vai colocar em pauta no Conselho Universitário, no início da sua gestão, a questão da paridade dos votos na UEM? (Edmilson Andrade, agente de segurança do câmpus)



JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - Somos a favor da paridade e a atuação da gestão estará pautada no estabelecimento de permanente e democrático com a comunidade universitária. Encaminharemos, mais uma vez, a questão para o COU.

Quais medidas o senhor vai tomar para melhorar a segurança no câmpus? (Eliana Valéria Patussi, professora do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina)

JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - Nossa missão é procurar compreender os motivos e, na medida de nossas possibilidades, enfrentar a violência, utilizando as técnicas que consideramos mais eficientes, dentre elas, a vigilância preventiva. Para isto, nos propomos a ampliar o número de vigilantes e dar a eles condições de atuação, oferecendo-lhes treinamentos especializados e adquirindo equipamentos que possam garantir a sua eficaz atuação. Embora nosso contingente de servidores dedicados à segurança no câmpus não corresponda ao número ideal, todos estão perfeitamente capacitados para enfrentar os mais variados tipos de conflitos que possam ocorrer.


Como o senhor vai resolver a questão da contratação de técnicos-administrativos, principalmente na Diretoria de Assuntos Acadêmicos, que está inchada? (Luiza Tesumeto, professora do Departamento de Ciências Básicas da Saúde)



JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - A implantação e consolidação de cursos foram elaboradas dentro de um planejamento prevendo um número de professores e funcionários adequado ao bom funcionamento da instituição. Nossas ações sempre serão para agilizar essas contratações e dotar as unidades e subunidades com uma estrutura de pessoal adequada. (E o CAD querendo amassar os professores que não aula em pós-graudação)


O senhor pretende revisar a elaboração do orçamento da UEM e do rateio dos recursos entre as unidades? (Antônio Agenor Denardi, professor do Departamento de Economia da UEM).



JÚLIO SANTIAGO PRATES FILHO - A descentralização orçamentária é uma atividade que visa ao atendimento das necessidades de cada unidade, em sua plenitude. A discussão orçamentária deverá ser retomada junto aos conselhos superiores, visando uma descentralização .



Braziu!

Braziu!

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