TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PMDB...


PMDB: da gula à gula

Acir Vidal. veja aqui
Prossegue a caça ao tesouro da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão dos trabalhadores de Furnas, onde há um ervanário de R$ 8 bilhões. Começou a eleição dos três representantes dos funcionários no conselho da instituição. É um um processo que mobiliza 14 mil pessoas e dura cerca de um mês, culminando com a posse dos escolhidos, em outubro, quando termina o mandato da atual diretoria do fundo. O novo conselho escolherá a próxima diretoria.
Numa das últimas reuniões da diretoria de Furnas, que não tem poder sobre o conselho, ouviu-se um curioso comentário: se os conselheiros não atenderem aos desejos de Brasília, a Fundação Real Grandeza sofrerá intervenção da Secretaria de Previdência Complementar.Caso clássico de ameaça de golpe antes de se saber o resultado de uma votação. Se o Real Grandeza deve sofrer intervenção, ela deveria ter sido feita ontem. Usar essa ameaça para influenciar os conselheiros é coisa de quem quer criar mais uma encrenca, como se não bastassem as existentes.A principal pressão sobre o Real Grandeza vem da Câmara, mais precisamente, da banda ágil do PMDB, que já perseguiu a diligência em três outras ocasiões. O período de esplendor desse poderio sobre Furnas deu-se entre 2007 e 2008 quando a estatal foi presidida pelo ex-prefeito do Rio Luis Paulo Conde, um arquiteto que se doutorou em artes elétricas sob a orientação do deputado Eduardo Cunha. O PMDB do Rio tenta dominar as arcas de Furnas com tanto afinco que há poucos meses um diretor da estatal recebeu um pedido para fazer do departamento de produção de Campos um pudim de amigos.
(*) Elio Gaspari, hoje na Folha de São Paulo. (Assinantes)

terça-feira, 17 de março de 2009

Nofa!



Do Ricardo Noblat
Todo cuidado com elle é pouco. Foto: O Globo
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=da-teledemocracia-para-ciberdemocr-cia

O comportamento do ministro José Múcio Monteiro, das Relações Institucionais, em dois recentes episódios políticos, deixou o PT furioso com ele.
Múcio ajudou discretamente a eleição de José Sarney (PMDB-AP) para presidente do Senado. E também a eleição de Fernando Collor (PTB-AL) para presidente da Comissão de Infra Estrutura do Senado.
O ministro responsável pela articulação política do governo agiria assim à revelia de Lula ou até mesmo contra a vontade dele? É óbvio que não.
Muito menos Múcio, ministro habilidoso e disciplinado, que por ter sido no passado adversário do PT e do próprio Lula está obrigado a provar todo dia que é lulista desde o berço. Petista, não, que ninguém acreditaria. Lulista dá para acreditar com uma certa dose de boa vontade.
Por três vezes, Sarney disse a Lula que não seria candidato a presidente do Senado e que apoiaria a candidatura de Tião Viana (PT-AC). Disse-o ao próprio Viana três vezes. Lula acreditou ou fingiu que acreditou – Viana, não.
Mas quando Sarney traiu a palavra a pretexto de servir aos superiores interesses do PMDB, Lula lembrou sua incoerência, fez cara feia e pronto. Largou Viana às feras. E mais tarde elogiou a eleição de Sarney. Para efeito externo, o que vale é que Sarney é da base do governo. Assim, Lula poderá dizer que venceu com ele como venceria com Viana.
Ora, Collor se elegeu presidente da Comissão de Infra Estrutura do Senado concorrendo contra a senadora Ideli Salvatti (SC), ex-líder do PT. Collor não é lulista desde o berço, mas é, sim, da base do governo.
Ser da base de um governo popular, e que descobriu a tempo as vantagens da política franciscana do “é dando que se recebe”, é um ótimo negócio para qualquer político sem apego a idéias próprias e sem preocupação com essas coisas menores, triviais, do tipo ética, valores, princípios, compostura, moralidade, pundonor.
Ou seja: é um ótimo negócio para uma classe política cada vez mais degradada como é a nossa.
Naturalmente, Lula quer tudo no mundo - menos ver sua base de apoio se estilhaçar. Precisa dela para eleger Dilma. Por isso que não mexeu um dedinho para dar força à Ideli. Pelo contrário: aconselhou-a a não disputar contra Collor.
Múcio é do PTB de Collor e do ex-deputado Roberto Jefferson, ainda bastante influente dentro do partido. E de alguma forma é também o fiador do apoio do PTB ao governo. Múcio faz o que Lula manda.
Somente o PT finge não ter sacado ainda que Lula deixou de ser petista há muito tempo. Desde que o apóie, Lula não discrimina partidos nem políticos – pelo contrário.
Esqueçam que no passado ele chamou Sarney de o maior ladrão da República, acusou o Congresso de ser um antro de picaretas e foi vítima de baixeza inominável por parte de Collor na eleição presidencial de 1989.
Lula não tem desafetos - tem ex-desafetos. Nenhum adversário dele está impedido de se tornar seu aliado na hora que quiser.
Bom caráter? Para com isso, meu irmão. Andou bebendo? Não se faz política apenas com os dotados de bom caráter. De resto, está difícil encontrar político com bom caráter.
O voto de opinião escasseia no país. Campanha custa uma nota preta. A política abandonou os ambientes outrora austeros para ser feita na televisão.
O início do segundo XXI, como escreveu Javier Del Rey Morató, professor de teoria geral da informação da Universidade Camputlense de Madri, marca o início do trânsito da teledemocracia para a ciberdemocr@cia.
Quer exemplo mais eloqüente disso do que a campanha de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos?
O que antecipa Morató pode ser bom ou mau – a depender dos atores. Devido à qualidade dos nossos, desconfio que será mau por um longo tempo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Eita, sÔ!


Do Blog do fabio campana
“Jarbas Vasconcellos é um vagabundo”, diz Romanelli
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009 – 17:40 hs

O líder de Requião na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli (foto), disse há pouco, na área de imprensa da Assembléia Legislativa, para todos os jornalistas e presentes que quisessem ouvir, que o senador “Jarbas Vasconcellos é um vagabundo”. Irritado, esta foi a maneira de Romanelli demonstrar seu ódio pelas recentes declarações de Vasconcellos, que disse à revista Veja que o PMDB é um partido corrupto.
A entrevista teve grande repercussão, mas dirigentes do PMDB em todo o país preferiram ou ignorar as declarações de Vasconcellos, ou considerá-las um desabafo.
Foto:
Denis Ferreira Netto

Estão surdos, mudos e cegos....



Do Josias de Souza
16/02/2009" ) ;
Chamado de corrupto, PMDB finge que não é com ele
FolhaUma das características mais curiosas da corrupção se observa nos partidos políticos. O corrupto está sempre nas outras legendas.

No último final de semana, numa entrevista ao estilo arrasa-quarteirão, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) subverteu a praxe.

Olhou de relance para o quintal dos vizinhos: “A corrupção está impregnada em todos os partidos”.

Mas lançou um olhar especialmente severo para o gramado ao se redor: “Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção”.

Citou Renan Calheiros: “Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido”.

Mencionou José Sarney: “A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador [...]. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão”.

Pois bem, chamado para a briga por um dos seus, o PMDB decidiu fingir que não é com ele. Em nota, a Executiva da legenda disse que “não dará maior atenção” ao tema.

Em entrevista, Michel Temer (SP), presidente do partido, disse que são demasiado “genéricas” as acusações do colega Jarbas.

Como dirigente da legenda, Temer não cogita pedir a expulsão de Jarbas. Havendo uma representação formal de outro filiado, dará curso a ela.

De resto, não se ouviu durante o dia uma mísera palavra de Renan. Nada de Sarney. Silêncio de velório.

Aqui e ali, ecoaram manifestações de desconforto e de solidariedade. Ponto. Só não ficou nisso porque Jarbas decidiu manter os lábios grudados no trombone.

“Eu não retiro nada do que eu disse, quem quiser me processar, procure o conselho de ética do partido", repisou o senador, um sobrevivente do velho MDB.

Os repórteres cobraram nomes. E Jarbas: "Como posso citar nomes? É um número muito volumoso, eu não vim ficar como auditor do PMDB no Congresso...”

“...Eu não disse que todo o PMDB era corrupto, mas grande parte. São nos escalões superiores que a corrupção vive".

A reação do PMDB aos ataques de Jarbas é tão amena que extinguiu-se em relação ao partido até o benefício da dúvida.

O absurdo e a perversão adquiriram no PMDB uma doce, persuasiva e admirável naturalidade.
Escrito por Josias de Souza

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lula, Dilma, Sarney


Da Folha de São Paulo
Eliane Cantanhêde, 03.02.09


Problema deles
BRASÍLIA - Lula jamais deu bola para o Congresso, mesmo quando deputado constituinte. Agora, vencesse o PMDB na Câmara e no Senado, ou o PT no Senado e o PMDB na Câmara, tanto fez como tanto faz. Ele, Lula, ganharia de qualquer modo. Serra e PSDB perderiam de qualquer modo no Senado.Vencendo ou não, tanto Tião Viana como José Sarney continuariam no mesmo lugar: com Lula hoje e com Dilma amanhã.Lula tinha discurso de vitória para todos os resultados. Deu Tião Viana? Excelente, é do seu partido. Deu José Sarney? Maravilhoso, mais um passo para Dilma Rousseff herdar o PMDB. Deu Michel Temer? Fantástico, o PMDB tucano continua sob as asas do Planalto.Já os tucanos, especialmente Serra, não tinham para onde correr (ou voar) no Senado. Ficar com Tião seria apoiar o adversário de 2010. Ir para Sarney seria pôr lenha na fogueira do PMDB lulista. Sarney é o anti-Serra do partido. Os dois são tão inconciliáveis quanto algo possa ser inconciliável na política.As eleições das Mesas da Câmara e do Senado escancararam a importância do PMDB e... o quanto Lula está desgarrado do PT e o quanto o PT depende de Lula. Lula não precisava apoiar Tião, mas Tião precisava de Lula. Por falta de quadros e de liderança, o partido atrapalha pouco e não pode ajudar muito no Congresso, especialmente no Senado. E só tem uma alternativa: Lula ou Lula e Dilma ou Dilma.A situação do PMDB é diferente: o partido precisa de Lula hoje, para manter posições, verbas, favores.Mas tem alternativa para amanhã: em 2010, pode perfeitamente se manter alinhado com Lula e Dilma, como pode perfeitamente voltar aos braços tucanos com Serra.Para o PT e o PMDB era muito importante manter o Congresso, imensa fonte de poder -e de chantagem. Para Lula, o que desse era lucro. Ele tem estrela. Que não é aquela estrela vermelha e contagiante dos tempos de oposição.

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