TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

CPMF, o provisório....




A criatividade dos oportunistas é indecorosa. E vergonhosa. Na bolsa do vale-tudo administrada pelo Planalto, a manutenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) embute variadas negociatas. Entre os arranjos para socorrer parlamentares que só entoam em mi menor, entra a sonata da fidelidade partidária. Como a Câmara enrola daqui, tergiversa dali, a reforma política finge que vai mudar para manter tudo como sempre foi. Assim, o Tribunal Superior Eleitoral, entregue ao maestro-ministro Marco Aurélio Mello, resolveu tomar a si a tarefa de colocar em ordem a orquestra. E estabeleceu a pena para os infiéis: quem trocar de partido depois de eleito perde o mandato, porque este é da legenda, não do músico do momento. Ninguém ligou para onde ia a batuta. Ao que se tem notícia, 38 deputados bambolearam para cá e para cá por siglas governistas, ao sabor das notas emitidas por seus tocadores regionais de bumbo.Pois bem, para salvar esses parlamentares, em troca da CPMF, o ministro Walfrido Mares Guia embala com os líderes partidários um presentão de pai para os traidores políticos. A fidelidade partidária será aprovada, mas incluirá uma anistiazinha aos que sacolejaram de sigla em sigla. Estes vão continuar com gabinetes e verba mensal superior aos R$ 100 mil. Punição para infiéis, só na próxima legislatura. JB


Comentário: aqui em Maringá o deputado federal R. Barros saltitou para a aprovação do CPMF. E, nós, oh...

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