TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Poesia ...


Luís Filipe Parrado (I) AQUI
Publicado em Poesia por Osvaldo Manuel Silvestre


TUDO O QUE O MEU PAI ME DISSE QUANDO,
AOS 15 ANOS, DECLAREI EM FAMÍLIA QUE IRIA
COMEÇAR A ESCREVER POESIA



“Antes
de te sentares
à mesa
lava bem
essas mãos.”




[in Criatura, nº 3, Abril 2009]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Grata, Paulo!


Lindo, irmã.
Novo ano, nova Marta
Na alma a mesma
No olhar o céu
No sorriso um convite
No abraço um calor
Na distância a saudade
Bjs,
Paulo Bellini

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Poetando...

Imagem: Magritte
A VITÓRIA

por daniel TIEPO (de Marília, SP)

Chegada a hora final da batalha:

o sufoco me opera.Vencer seria a glória

contrária a alheia somatória.

Desidero.

Tropeço nos astros,

desastrado moleque.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Poesia da Adelina


Do Miran
Por Adelina khul
A primeira vez

Toquei espumas de hortelã,

Cachos de dores, nuvens de chá verde.

Abri jabuticabas, suguei bagos de fruta,

Delícias de framboesa.

Senti finos espinhos, cactos latejantes,

Linhas certas do cacau.

Mordi macios círculos,

Fina pele, erva-doce,

Barulho de grãos, música dos meus tambores.

Corri o barro,

Esculpi fios, margens, galhos,

Deslizei em arames,

Descrevi morangos,

Cumpri caminhos,

Abri silêncios e algodão tardio.

Mergulhei em vasos,

Apanhei flores silvestres,

Abracei torres de mel.

Senti tremores,

Vi planícies subirem,

Pradarias repletas de uvas.

Brinquei pelos corredores,

Toquei orquídeas, violetas,

Caminhei com melancias,

Abracei meu vale de dores.

Sumi no meio, no fim, início,

Deitei pra sempre,

Ouvi grilos, guardei risadas,

Choveu ameixas, correram rios.

******************
Adelina Khul foi minha aluna no Curso de Ciências Biológicas (epistemologia das ciências). Reencontrei-a mês passado e, para minha surpresa, descobri seu mundo aberto à poesia.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Poesia para nós...


Beleza

Menotti Del Picchia


A beleza das coisas te devasta

como o sol que fascina mas te cega.

Delas contundo a luminosa entrega

nunca se dá, melhor, nunca te basta.

E a imensa paz que para além te arrasta

quanto mais se te esquiva ou te renega...

Paz tão do alto e paz

dessa macegaque nos campos

esplende à luz mais casta.

A beleza te fere e todavia afaga,

uma emoção (sempre a primeira e nunca repetida)

que conduz o teu deslumbramento

para um diaà noite misturado, na clareira

em que te sentes noite em plena luz.


Enviada pelo Grosny Arruda. Obrigada!
Imagem: Alfred Kubin

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Poesia....


Recebi do Grozny Arruda!!!!

Chuva de caju

Joaquim Cardozo

Como te chamas, pequena chuva inconstante e breve?
Como te chamas, dize, chuva simples e leve?
Teresa? Maria?
Entra, invade a casa, molha o chão,
Molha a mesa e os livros.
Sei de onde vens, sei por onde andaste.
Vens dos subúrbios distantes, dos sítios aromáticos
Onde as mangueiras florescem, onde há cajus e mangabas,
Onde os coqueiros se aprumam nos baldes dos viveiros
e em noites de lua cheia passam rondando os maruins:
Lama viva, espírito do ar noturno do mangue.
Invade a casa, molha o chão,
Muito me agrada a tua companhia,
Porque eu te quero muito bem, doce chuva,
Quer te chames Teresa ou Maria.
-------------------------------------------------------------------------
Joaquim Cardozo. Poeta, dramaturgo, engenheiro calculista. Nasceu no Recife em 26 de agosto de 1897 Grande estudioso e conhecedor da matemática, em cujo domínio penetrou com grande sensibilidade poética, inovou os métodos tradicionais do cálculo estrutural. Viabilizou, assim, a execução de obras complexas da arquitetura moderna, como as de Oscar Niemeyer.

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