TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
Mostrando postagens com marcador Renangate. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Renangate. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de outubro de 2007

Renan, ainda Renan


Por Josias de Souza


Vai abaixo a entrevista concedida por José Amilton Barbosa dos Santos ao repórter Alexandre Oltramari, de Veja (só assinantes). Entre 1999 e 2005, José Amilton trabalhou como contador das empresas de comunicação adquiridas em sociedade secreta por Renan Calheiros e pelo usineiro alagoano João Lyra. Foi demitido no último mês de maio, dois anos depois de a sociedade ter sido desfeita. Antes, testemunhou a participação de Renan no negócio.

-O que sabe sobre a venda do grupo ‘O Jornal’?
Entrei na empresa no dia 1º de julho de 1999 e saí em maio passado. Quando ocorreu a negociação, eu era supervisor contábil das empresas.
-Sabia para quem o grupo ‘O Jornal’ estava sendo vendido?

Sim. Para o senador Renan Calheiros e para o grupo João Lyra.
- Como ficou sabendo disso?

Depois da venda, em 1999, O Jornal passou a ter dois diretores administrativos e financeiros. Um deles, que representava o grupo João Lyra, era Sérgio Luís Ferreira. O outro, do lado do senador Renan Calheiros, era José Queiroz de Oliveira. Os dois me falaram que os donos do negócio eram o senador e o grupo João Lyra.
-O empresário Nazário Pimentel, antigo dono do grupo ‘O Jornal’ chegou a revelar ao sr. que o empreendimento estava sendo vendido a Renan Calheiros e a João Lyra?
Sim. Nazário Pimentel, José Queiroz, Sérgio Luís...Todo mundo sabia que o senador era dono de metade do jornal e da rádio.
-Existem recibos que mostram que um primo de Renan Calheiros, Tito Uchoa, fez pagamentos a Nazário Pimentel em razão da compra do grupo. O sr. conhece ele?Sim. Um dia ele ligou e me pediu que entregasse a ele toda a documentação contábil das empresas. Fui lá e a entreguei pessoalmente.
- Está disposto a contar ao senador Jefferson Peres, relator do processo contra Renan Calheiros no Conselho de Ética, tudo o que sabe?Com certeza.

Renan e companhia fedem

Josias de Souza
Tropa de Renan usa vídeo contra Jefferson Peres
O jogo sujo que permeia o julgamento de Renan Calheiros atingiu o seu ápice na semana que passou. Relator do processo mais espinhoso contra o presidente licenciado do Senado, Jefferson Peres (PDT-AM) é vítima de uma sórdida tentativa de constrangimento. Deve-se ao repórter Otavio Cabral, de Veja (só assinantes) a descoberta de que milicianos de Renan fizeram chegar aos senadores um dossiê com ataques acerbos à idoneidade de Peres, visto como espécie de reserva moral do Senado.

Desde que foi sitiado por um cipoal de suspeição, Renan vem insinuando, reservadamente, que dispõe de munição contra os seus algozes. Em várias oportunidades, referiu-se a Jefferson Peres como “flor do lodo”. O vídeo é a materialização do veneno que Renan vinha destilando entre quatro paredes.

Chegou aos gabinetes do Senado pelo Correio, num envelope pardo. Dentro, havia um DVD. Tem cinco minutos de duração. Insinua que Jefferson Peres teria tomado parte de uma fraude financeira contra uma siderúrgica, na década de 70. Uma acusação que vinha sendo espalhada pelos corredores do Senado desde que o senador amazonense começou a defender o afastamento de Renan da cadeira de presidente da Casa.

Atribui-se a Egberto Batista a responsabilidade pelo vídeo, produzido em 2004. Egberto é irmão do ex-senador Gilberto Miranda, que esteve em Brasília, em setembro, para fazer corpo-a-corpo a favor de Renan no processo em que era acusado de servir-se de verbas da Mendes Júnior para pagar a pensão da filha que tivera com a ex-amante Mônica Veloso.

Egberto é o mesmo personagem que, em 1989, a serviço do então candidato à presidência Fernando Collor de Mello, produziu a entrevista em que Mirian Cordeiro mentira, acusando Lula de ter tentado convencê-la a interromper a gravidez da filha Lurian.

Jefferson Peres diz ter sido investigado no caso mencionado no vídeo apenas porque era, na ocasião, um dos diretores da empresa que transacionou com a siderúrgica. Não foi nem mesmo indiciado no processo judicial aberto para apurar o episódio. Em meio ao pântano em que se transformou o Senado, o relator tratou de tomar as suas precauções.

Requisitou certidões negativas à Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e à direção do Senado. Da Agência Brasileira de Inteligência, recebeu um ofício atestando que não há nos arquivos do órgão vestígios de apuração que possa tisnar-lhe a idoneidade moral. Do Senado, recebeu documento informando que jamais pediu passagens aéreas para terceiros e que não emprega parentes em seu gabinete.

De resto, Jefferson Peres apressou-se em avisar: "Essas baixarias não vão mudar uma linha do meu relatório. Não tenho nada para esconder e, por isso, ninguém vai conseguir me constranger." Coube ao senador relatar o caso em que Renan é acusado de comprar, com verbas de má origem e valendo-se de laranjas, duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. Dos cinco processos ainda pendentes de julgamento é o que reúne mais elementos para encalacrar Renan. Daí o desespero.

Afora os documentos, recibos e testemunhos já coletados, surge agora um novo personagem: José Hamilton Barbosa. Vem a ser um ex-contador do grupo de comunicação adquirido, em sociedade secreta, por Renan e pelo usineiro João Lyra. Ele confirma que, de fato, o presidente licenciado do Senado participava da administração do grupo que diz não ter comprado. Leia no texto a seguir

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Troca de parafusos

Foto refeita por Toinho da Passira
A saúde em primeiro lugar do Tutty Vasques
Seção: Ciência

Renan Calheiros deve aproveitar a licença médica de 10 dias no Senado para fazer o seu recall de parafusos.
Tá na moda entre políticos brasileiros.
Dizem que o Itamar ficou um espetáculo depois que fez o dele!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

PT livra Azeredo e Renan...ou tudo pela CPMF!

Foto: o ministro Walfrido acenando aos "coleguinhas".
Do Blog The Passira News (link ao lado)
Mesa arquiva processo contra Azeredo e adia 6ª representação contra Renan

GABRIELA GUERREIRO, Folha Online, em Brasília
Por unanimidade, a Mesa Diretora do Senado decidiu arquivar a representação do PSOL contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), na qual o partido pedia a investigação do tucano com o esquema do mensalão. A Mesa também decidiu sobrestar (adiar) a decisão de encaminhar a sexta representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Folha Imagem

Renan pede licença de dez dias ao Senado depois de se afastar da presidência da Casa
A decisão de sobrestar a representação contra Renan foi dividida: três senadores votaram pelo adiamento, dois pelo arquivamento e dois pelo encaminhamento ao Conselho de Ética.
Na sexta representação contra Renan, ele era acusado de apresentar uma emenda que permitiu o repasse de R$ 280 mil para uma empresa fantasma.
Integrantes da Mesa disseram para a Folha Online que a sistemática de liberação de emendas parlamentares não permite saber ao certo a utilização dos recursos pela empresa beneficiada --já que a emenda pode ser repassada por uma prefeitura ou governo para o destinatário final.
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), deu sinais ontem de que defendia o sobrestamento da decisão de enviar a sexta representação contra Renan até a conclusão das demais investigações.
Segundo Viana, o "sobrestamento" da decisão até que o conselho conclua os demais processos que tramitam contra o peemedebista no órgão não traz prejuízos às investigações."Eu penso que não [pegaria mal] se for essa decisão da Mesa [de sobrestar]. O caso pode ser encaminhado na hora oportuna ao conselho. Se evitaria mais um aglomerado de caso de denúncia, notificação ou defesa sem que, com isso, possa trazer qualquer benefício a uma conclusão mais breve do caso do senador Renan", defendeu ontem.
Na prática, a Mesa adiou a decisão de encaminhar o sexto processo contra Renan. A Mesa, nesse caso, fica com o processo em mãos esperando a conclusão dos demais antes de definir sobre seu envio ao conselho.
Licença
Renan pediu ontem dez dias de licença do mandato parlamentar. Isolado e enfraquecido por uma série de denúncias, Renan pediu no último dia 11 uma licença de 45 dias da presidência do Senado. Desde então, ele não apareceu mais no Senado para trabalhar.
Essa nova licença não será somada ao período de 45 dias. Representa apenas uma justificativa para a ausência de Renan por dez dias nas próximas sessões do Senado.
Oficialmente, interlocutores de Renan dizem que ele usará o período da licença para fazer exames médicos de rotina --que ele costuma fazer anualmente.
Nos bastidores, entretanto, aliados de Renan disseram que ele teme retomar agora suas atividades como parlamentar no Senado. A Folha Online apurou que Renan avalia que o clima não é dos melhores e o peemedebista teme ser prejudicado nos desdobramentos dos processos que tramitam contra ele.
Azeredo
Integrantes da Mesa ouvidos pela Folha Online avaliam que as denúncias contra Azeredo se referem a fatos supostamente cometidos antes dele assumir o mandato no Senado e por isso não configurariam quebra de decoro parlamentar.
Os senadores negaram que tenham feito uma espécie de "acordão" para beneficiar Azeredo e o presidente licenciado do Senado ao mesmo tempo. "Eu repudio qualquer tipo de acordo. Trata-se de uma questão ética, temos que verificar se houve quebra de decoro parlamentar ou não. Não há motivo para barganhas, trocas de interesse. Não se está em um balcão de negócios. Moeda de troca, nesse caso, não aceitamos", disse Álvaro Dias (PSDB-PR).
Integrantes da Mesa foram acusados de estar negociando um acordo para arquivar os dois processos simultaneamente --já que a oposição é contra a abertura de processo para investigar Azeredo, enquanto os aliados de Renan não desejam mais um processo contra o peemedebista.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br


Comentário: Vamos pagar a CPMF, os dez dias do Renan e a impunidade irá ser o lema da bandeira brasileira.

Jader, as rãs, Renan e os cocos...




Deu na Folha de S.Paulo e no NOBLAT
Remake
Por Eliane Cantanhêde:

Jader Barbalho foi presidente do Senado e enrolou-se com rãs, verbas da Sudam, fortunas inexplicáveis. Foi obrigado a renunciar ao mandato para sobreviver. Sobreviveu. Preservou os direitos políticos, elegeu-se deputado e -pode anotar aí- vai voltar ao Senado com apoio do PT. Eis o quebra-cabeça de 2010 no Pará: Jader precisa do PT para se eleger senador; o PT precisa de Jader para reeleger a governadora Ana Júlia.

Jader é o que se chamava de "animal político". Esperto, com forte senso de autopreservação, uma fera quando necessário. Deixou o pau comendo na polícia e na Justiça e voltou ao Congresso. Longe dos holofotes e dos plenários, refugiou-se nos bastidores e aproximou-se do PT, onde vislumbrou sua porta de saída da crise e de reentrada no poder. Foi ativo articulador do casamento do seu partido, o PMDB, com o governo Lula.

As habilidades de Jader contaram muito, mas o ato decisivo da volta por cima foi um velho artifício da impunidade: a renúncia. Se o sujeito é cassado, fica anos fora de cena e murcha. Se renuncia, volta, lépido e fagueiro. Jader tentou resistir, mas acabou renunciando. Saiu da mídia e preservou os direitos políticos. Saiu pelos fundos para voltar pela frente nas eleições. Voltou.

Renan Calheiros também é do PMDB, chegou à presidência do Senado e virou o alvo número um das denúncias políticas, mas não aprendeu a lição de Jader. Assinante Folha leia mais aqui

domingo, 21 de outubro de 2007

No país dos "expertos"...

Olhem aí: Renan, Ricardo Barros, de Maringá...

Encontrei a foto no Blog do Toinho de Passira, The Passira News.


sábado, 20 de outubro de 2007

Novela mexicana: não acaba nunca!


Tião Viana articula rejeição de processos contra Renan e Azeredo
Absolvição do tucano seria agrado à oposição num momento decisivo para aprovação da CPMF no Senado
Paralelamente, senadores tentam convencer Renan a renunciar ao mandato; caso contrário, percepção é a de que ele deverá ser cassado
ELIANE CANTANHÊDE, Folha de SP

SILVIO NAVARROANDREZA MATAIS, de BRASÍLIA
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC) convocou reunião da Mesa Diretora para terça com a disposição de rejeitar as novas representações do PSOL, uma contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e a sexta contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Internamente, Viana alega que o conselho já rejeitou representação semelhante contra Azeredo, por envolvimento no chamado valerioduto tucano, esquema de caixa dois de campanhas em Minas.
Afirma, ainda, que Renan, se não renunciar ao mandato, deverá ser cassado num dos quatro processos que restam contra ele. Abrir outro seria "exagero".Ao tentar articular a rejeição às duas representações, o PT estaria agradando a oposição num momento crucial para negociar a votação da emenda que prorroga a CPMF até 2011.
A absolvição de Azeredo estaria, assim, numa "pacote" de negociação entre governo e PSDB, cujo principal item é a CPMF.No caso de Renan, a avaliação da base governista é que seria uma sinalização à oposição, PSDB à frente, de que o senador deverá ser mesmo cassado, caso não renuncie ao mandato.
Senadores influentes de vários partidos, de oposição e de governo, pressionam Renan a renunciar ao mandato de senador entre terça e quarta, data limite para que ele possa tomar a decisão e assim encerrar os processos mais complicados e manter os direitos políticos, podendo se candidatar nas próximas eleições. Ele, porém, estaria inflexível até agora.
Os processos que ele ainda responde são: 1) a acusação de beneficiar a cervejaria Schincariol; 2) denúncias de que usou "laranjas" para comprar rádios em Alagoas; 3) acusação de participar de esquema de desvio de recursos de ministérios chefiados pelo PMDB; 4) denúncia de ter mandando espionar senadores; e 5) acusação de apresentar emenda para beneficiar empresa de ex-assessor.
No caso da cervejaria, o processo está parado -governo e oposição admitem que não envolve Renan diretamente, mas seu irmão. Renan foi notificado do caso das rádios, mas há entendimento jurídico de que ele poderia renunciar até apresentar a defesa, em cinco dias úteis -terça. Se renunciasse, escaparia deste caso e dos demais por não ter sido notificado.Tião quer colocar em votação na semana que vem a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o voto secreto em casos de cassação de mandato e o projeto que obriga o afastamento de cargos na Casa de senadores que enfrentarem processos no conselho."Vamos votar essas medidas a favor da transparência do Senado", disse.
O PMDB resiste em votar projetos que prejudiquem Renan. "Não creio que vote. Não há consenso nos dois casos", disse o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO).

sábado, 13 de outubro de 2007

Quem ficará com as mordomias?


Renan vai perder casa, carro, avião e seguranças por Josias de Souza
Horas depois do pedido de licença de Renan Calheiros (PMDB-AL), a cúpula administrativa do Senado já buscava resposta para uma pergunta prosaica: quem deve se servir das regalias do cargo de presidente do Senado, o licenciado Renan ou o interino Tião Viana (PT-AC)? Concluiu-se que a superestrutura da Casa deve ser posta a serviço daquele que exerce efetivamente o cargo de presidente.

Ou seja, além de poder, Renan Calheiros vai perder as mordomias. Terá de desocupar a residência oficial de presidente, situada às margens do lago Paranoá. Vai para um apartamento funcional. Em vez do Chevrolet Omega que serve à presidência, passará a usar um Fiat Marea, mesmo modelo dos demais senadores. Perde também a equipe de seguranças que lhe guarnecia as costas.

Nas viagens, terá de servir-se de vôos de carreira. Já não pode requisitar jatinhos da FAB, como vinha fazendo com freqüência. Ou encara os salões de embarque dos aeroportos ou fica em Brasília. De resto, enquanto estiver licenciado, Renan não poderá despachar no gabinete da presidência do Senado, a poucos passos do plenário. Volta para o gabinete convencional.

Ouvido pelo blog, o presidente interino Tião Viana disse que não pretende se mudar para a residência oficial. Ficará no apartamento funcional que já ocupa, na superquadra 309, na Asa Norte de Brasília. Julga-se, de resto, bem servido pela estrutura da vice-presidência. Como interino, não vê razão para grandes alterações em sua rotina. Quanto a Renan, até a noite desta sexta-feira (12), não havia desocupado a casa oficial.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O homem-coco sai do senATO


ISSO NÃO É RENÚNCIA! Isso é RENÂNCIA!

Leitor do Blog do Noblat

Homem-coco se licencia ....ou tudo pela CPMF!


Renan Calheiros pede licença do cargo por 45 dias Por Josias de Souza
O coco foi, finalmente, arrancado. Em pronunciamento transmitido pela TV Senado, Renan Calheiros anunciou a decisão de licenciar-se da presidência do Senado por 45 dias. "O poder é transitório, enquanto a honra é poder permanente que não sacrifico em nome de nada", disse um Renan abatido, bem diferente daquele senador que, sitiado por suspeições, vinha se recusando, há arrastados cinco meses, a deixar o comando do Senado.

"Agindo assim, afasto de uma vez por todas o mais injusto pretexto para dar corpo às representações, enviadas sem qualquer indício ou prova ao Conselho de Ética. Com esse gesto, preservo a harmonia do Senado, deixo claro o meu respeito aos interesses pelo país", disse também Renan em seu pronunciamento.

Ele acrescentou: "Vou me defender à luz do dia, com dignidade, sem subterfúgios. Não lancei mão das prerrogativas de presidente do Senado. A minha trincheira de luta sempre foi a trincheira da inocência."

Com essa decisão, Renan volta à planície do Senado. Quer retornar ao cargo. Algo que dificilmente vai ocorrer. Assume temporariamente o comando do Senado o vice-presidente Tião Viana (PT-AC). Caberá a ele conduzir a Casa num instante em que se discute a emenda que prorroga a CPMF. A expectativa do Planalto é que a saída de Renan, ainda que temporária, desobstrua os canais de negociação com as legendas de oposição, especialmente o PSDB.
Escrito por Josias de Souza às 19h21

...



Do Blog do Josias

Quem vai por as mãos no homem-coco?


Tá no Blog do Solda


O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) recorreu a metáforas para mostrar que apesar das pressões não está disposto a se licenciar do cargo para pôr fim à crise que ameaça a aprovação da CPMF. A colegas de função, comparou-se a um coco para ilustrar sua disposição em ficar.

"Rapaz, para tirar o coco, não basta balançar o pé que ele não cai. Quem quiser, vai ter que subir no pé e retirar o coco com as próprias mãos", disse o presidente do Congresso a senadores aliados que estiveram com ele noite passada, horas depois de enfrentar a mais ampla reação em plenário desde o início da crise.Natuza Neri/Brasília.UOL

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Agora, Mercadante?!

Charge de Paixão
Mercadante promete obter dez votos contra Renan por Josias de Souza
Renan manobra para procrastinar os processos até 2008
Oposição articula apoio do PT e quer ‘julgamento rápido’

Leonardo Wen/FolhaEm reunião reservada com o dissidente Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e com José Agripino Maia (RN), líder do DEM, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) assumiu um compromisso com a oposição: disse que conseguirá amealhar na bancada de 12 senadores do PT dez votos a favor da cassação do mandato de Renan Calheiros –o dele e o de outros nove petistas. Não mencionou os nomes.

O encontro ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (8). Mercadante disse, segundo apurou o blog, que os votos do PT não seriam suficientes para passar na lâmina o mandato de Renan. Listou os quintas-colunas que identifica nas fileiras do PSDB e do DEM. E insinuou que as legendas oposicionistas precisariam deter os seus traidores. Agripino disse no encontro que o movimento do PT ajudaria a minar as adesões de tucanos e ‘demos’ à causa de Renan.

Na semana passada, Renan despachara um emissário para conversar com Mercadante. Não chegou a pedir o apoio do senador petista. Mas rogou a Mercadante, por meio do preposto, que pelo menos adotasse uma posição de neutralidade. Na reunião desta segunda, ficou claro que Mercadante, que se absteve no primeiro julgamento de Renan, não atendeu aos apelos do presidente do Senado. Há, porém, dúvidas quanto à capacidade de Mercadante de entregar o que prometeu. Reservadamente, Tião Viana (PT-AC), outro petista que Renan enxerga como adversário, disse a um interlocutor que não há na bancada uma dezena de votos favoráveis à cassação.

Alheio à movimentação dos adversários, Renan trama com seus aliados um plano para retardar ao máximo um novo julgamento no plenário do Senado. Há três representações pendentes de apreciação no Conselho de Ética. Nesta terça-feira (9), PSDB e DEM devem protocolar a quarta, relacionada ao plano de espionagem de opositores atribuído ao presidente do Senado.

A pedido do comandante, a soldadesca de Renan busca no regimento do Senado todas as brechas que podem ser utilizadas na tática de empurrar os processos com a barriga. Menciona-se o Natal como data mágica. Renan acha que, se não for julgado antes do recesso parlamentar do final do ano, sua ressurreição estará garantida. Em 2008, afirma, a crise terá arrefecido e a oposição não conseguirá cassá-lo.

Farejando a movimentação do adversário, as lideranças que se opõem à permanência de Renan se movem em sentido contrário. Vão intensificar a cobrança para que o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), um praça de Renan, indique o relator do processo em que o senador é acusado de comprar empresas de comunicação por meio de laranjas. É neste caso que a oposição deposita a maioria de suas fichas.

Escolhido o relator, PSDB, DEM, dissidentes do PMDB e, agora, também uma parte do petismo vão exigir de Quintanilha o compromisso de que todas as representações sejam levadas a voto no conselho em 30 dias. Deseja-se que cheguem ao plenário em meados de novembro. Até lá, pretende-se costurar um entendimento que assegure um resultado diferente da fatídica absolvição de 12 de setembro –40 votos pela manutenção do mandato de Renan, 35 a favor da cassação e seis abstenções. Daí a aproximação entre oposicionistas e petistas.

No meio da reunião que manteve com Jarbas e Mercadante, Agripino recebeu um telefonema de Renan. Ele jurou que não mandara investigar os negócios da empresa do filho de Agripino, Felipe Maia, com a Petrobras. Embora tenha sido enfático, Renan, a julgar pelos comentários feitos na reunião, não convenceu.

Saindo do encontro com Mercadante, Agripino e Jarbas se avistaram com Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB. Decidiu-se encomendar às assessorias jurídicas do PSDB e do DEM a nova representação contra Renan, a ser protocolada nesta terça. Tasso estava especialmente belicoso. Disse que Renan reduzira o Senado a um centro de “patifaria” e “canalhice”, expressões que repetiria aos jornalistas mais tarde.

Jarbas chegou a brincar: “Nesse tom, daqui a pouco você será levado ao Conselho de Ética. A irritação de Tasso não foi provocada apenas pela revelação de que Renan tentara espionar Marconi Perillo (PSDB-GO) e Demóstenes Torres (DEM-GO). O presidente do PSDB recebera a informação de que Renan encomendara ao diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, um levantamento do uso da verba de representação dos senadores (R$ 15 mil por mês). Soube que ele próprio era um dos alvos da pesquisa de Agaciel.

Em viagem à Espanha, Agaciel foi avisado de que estava na bica de virar alvo. Apressou-se em redigir uma nota de desmentido, que foi lida no plenário pelo vice-presidente do Senado, Tião Viana. A oposição não deu crédito às negaças de Agaciel. Busca funcionários do Senado que se disponham a depor contra o diretor-geral e Renan.
Escrito por Josias de Souza às 03h15

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A novela renana continua...PMDB vai pro brejo!



Por Josias de Souza

Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) não são os únicos adversários políticos que Renan Calheiros (PMDB-AL) está espionando. O presidente do Senado coleciona informações contra outros senadores. Um de seus principais alvos é José Agripino Maia (RN), líder do DEM. Renan vasculha os negócios do filho de Agripino, o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN).

Felipe adquiriu há cerca de seis anos uma empresa que presta serviços, mediante concessão, à BR Distribuidora, um dos braços da Petrobras. A empresa se chama Comav. Transporta o combustível que abastece as aeronaves que decolam dos aeroportos de Natal e Mossoró, ambos no Rio Grande do Norte.

Entre quatro paredes, Renan diz ter "uma bomba" contra Agripino. Afirma que, se necessário, não hesitará em detoná-la. A estratégia do presidente do Senado é a de demonstrar, segundo diz reservadamente, que seus pares "não têm autoridade moral" para questioná-lo.

O blog ouviu Agripino Maia. O líder do DEM reagiu com indignação. “Ele [Renan] que faça a investigação que bem entender. No caso de Felipe, vai dar com os burros n’água. Ele está procurando qualquer coisa para atingir aqueles que julga serem os seus algozes. A qualquer preço. Acho bom que essas coisas apareçam. Que venha logo às claras. Que o Renan diga o que tem, desembucha. Onde está o pecado da Comav? Diga logo. Não fique com insinuações vagabundas”.

O filho de Agripino Maia é sócio majoritário da Comav. Detém 80% do capital social da empresa. Seu sócio, Sinval Moreira Dias, controla os outros 20%. Quando os dois compraram a empresa, ela já prestava serviços à Petrobras.

Sob a nova administração, o primeiro contrato com a BR Distribuidora foi assinado em fevereiro de 2001, ainda durante o governo tucano de FHC. Na gestão Lula, o contrato foi renovado duas vezes –em 2004 e, há poucos dias, em 2007.

“Se Renan está insinuando que meu filho foi beneficiado no governo Fernando Henrique, eu digo que isso é uma balela. Se a empresa dele não prestasse um bom serviço, por que o contrato foi renovado no governo Lula?”, questiona Agripino Maia. “Será que o atual governo tem alguma razão para beneficiar a empresa de meu filho? É óbvio que não”.

A descoberta de que Renan perscruta os negócios de Felipe Maia surge nas pegadas da revelação de que o senador despachou para Goiânia, há duas semanas, um assessor de seu gabinete, Francisco Escórcio, com a missão de espionar Demóstenes Torres e Marcoini Perillo (aqui e aqui). DEM e PSDB acenam com a hipótese de protocolar na Mesa do Senado mais uma representação contra Renan, a quarta.

Os dois partidos aguardam pela manifestação do presidente do Senado. Renan manteve-se calado durante todo o final de semana. Seu plano de espionagem veio a público a contragosto. A intenção do senador era a de acumular dados, para usá-los mais adiante,

sábado, 6 de outubro de 2007

SenATOR desviante de 12 milhões...


Deu na Folha de S. Paulo do NOBLAT
Um suspeito para suceder outro

Um dos principais aliados de Renan Calheiros (PMDB-AL), Wellington Salgado (PMDB-MG) tem dito que pode deixar a política no final do ano por pressão de sua família. Nesse caso, assumiria Carlos Eduardo Fioravante, indicado pelo próprio Salgado e que foi investigado pela CPI dos Correios.

Salgado foi o principal financiador da campanha do ministro Hélio Costa (Comunicações) para o Senado, em 2002, e é seu primeiro suplente. Fioravante, ex-diretor comercial dos Correios, foi investigado pela CPI que apontou um esquema de desvio de recursos na estatal. A comissão recomendou seu indiciamento por improbidade administrativa.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, solicitou ao Supremo Tribunal Federal que Salgado fosse ouvido pela Polícia Federal. Ele é suspeito de ter desviado quase R$ 12 milhões de dinheiro público quando dirigiu a Asoec (Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura). Assinante da Folha leia mais aqui

Renan espia! Só faltava essa!

Josias de Souza
Renan é acusado de espionar senadores adversários
Imaginou-se que Renan Calheiros extrapolara todos os limites ao operar o afastamento dos peemedebistas Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon da comissão de Justiça do Senado. Mas a escalada de insensatez que tomou conta do Senado não combina com a noção de limite. O presidente da Casa é acusado agora de espionar adversários do PSDB.
Vai abaixo reportagem de Leonardo Souza (assinantes da Folha):


“Um assessor especial do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) tentou montar um plano para espionar os senadores goianos Demóstenes Torres (DEM), e Marconi Perillo (PSDB), segundo disse à Folha o congressista do Democratas. "Eu tive notícias sobre isso, um amigo me contou." O amigo é Pedrinho Abrão, empresário e ex-deputado por Goiás.
Na segunda-feira, o assessor especial de Renan Francisco Escórcio, ex-senador pelo PMDB, encontrou-se com Abrão em Goiânia, no escritório do advogado Eli Dourado. Segundo a Folha apurou, Escórcio queria ajuda de Abrão para grampear os telefones dos dois congressistas e fotografá-los embarcando em jatinhos de empresários da região. Abrão é dono de um hangar e uma empresa de aviação em Goiânia.
A investida de Escórcio, no entanto, fracassou. Amigo de Demóstenes, Abrão telefonou para o senador e contou a conversa com o assessor. "Eu vou chamar o meu partido para ver o que aconteceu e quais providências vamos tomar", disse Demóstenes. Segundo a Folha apurou, o democrata teve a informação de que Renan estava por trás do plano de espionagem e teria tentado, também sem sucesso, contratar a Kroll para investigá-lo.
A Folha não conseguiu contatar ontem à noite a assessoria do presidente do Senado.Versões: À Folha Escórcio confirmou que foi a Goiânia e que de fato esteve com Abrão. Mas conta uma versão bem diferente. Ele disse que o escritório de Eli Dourado havia sido contratado por um grupo do PMDB desde outubro do ano passado.
Os advogados estariam os ajudando em processos contra o governador Jackson Lago (Maranhão), inimigo do senador José Sarney (PMDB-AP), a quem Escórcio é muito ligado.
Ele disse que foi a Goiânia buscar um material sobre supostas irregularidades cometidas pelo grupo de Lago para repassar a um canal de TV, que teria interesse em fazer uma reportagem sobre o caso. Escórcio contou que é amigo de Abrão e que, como estava em Goiânia, telefonou para ele e pediu que o encontrasse no escritório de advocacia.
"Fiz perguntas sobre o Marconi e o Demóstenes, mas sobre a conjuntura política. Não tinha nada a ver com levantar informações contra os dois. Isso não tem o menor cabimento. Ele [Abrão] deve ter confundido as coisas", disse Escórcio.
Escórcio não esconde que faz levantamentos contra inimigos políticos de peemedebistas a quem é ligado, como no caso de Jackson Lago, mas afirma que isso não ocorreu contra os senadores goianos. Ele acusa Demóstenes de querer se proteger antecipadamente de eventuais acusações.
"Quem não deve, não teme. Se eu não devo nada, que vasculhem minha vida. Por que o medo [de Demóstenes]? Eu não fiz nada, mas agora eu me pergunto: por que estão se blindando preventivamente?", questionou Escórcio.
Demóstenes Torres tem sido um dos principais opositores a Renan, desde que começaram as acusações de irregularidades contra o presidente do Senado. Tendo se livrado de uma representação no Conselho de Ética, Renan ainda enfrenta outras três por suspeita de quebra de decoro parlamentar.O senador Demóstenes defendeu publicamente, várias vezes, que Renan Calheiros se afastasse da Presidência do Senado. A Folha não conseguiu localizar nem Marconi Perillo nem Pedrinho Abrão.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Renan e PT: brincando de gato e rato....

Foto: Roosevelt Cruz, Abr
PT abandona Renan por Josias de Souza

De nada adiantaram os arreganhos e as manobras de Renan Calheiros e do seu PMDB. Durou menos de 24 horas a brincadeira de empacotar dois processos em um, submetido à relatoria do pizzaiolo Almeida Lima. Lugar-tenente de Renan no comando do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha viu-se compelido nesta terça-feira (2) a desfazer tudo o que fizera na véspera. Não haverá mais nem unificação de processos nem relator único.

Quintanilha recobrou o bom senso ao notar que a milícia de Renan estava isolada no conselho. Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, e Demóstenes Torres (DEM-GO), solicitaram que a junção dos processos fosse decidida no voto. No curso dos debates, entrecortados por rififis vexatórios, ficou claro que, havendo votação, Renan e suas tramóias se arriscariam a contar com o escasso apoio de três bravos soldados peemedebistas: Almeida Lima (SE), Wellington Salgado (MG) e Gilvan Borges (AP).

O isolamento da tropa de Renan foi esboçado logo no início da sessão. Uma intervenção de Aloizio Mercadante (PT-SP) deixou evidente que o presidente do Senado não disporia do suporte petista. Mercadante insurgiu-se contra a unificação processual. Defendeu que cada um dos três processos que ainda pendem sobre a cabeça de Renan tivesse relatores distintos.

De resto, Mercadante repisou a tese de que os três relatores deveriam realizar um trabalho concomitante, de modo a apresentar ao Conselho de Ética, em 30 dias, relatórios que permitam aos senadores ter uma visão global de todas as acusações que pairam sobre Renan. Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM) endossaram o encaminhamento de Mercadante.

Sentindo o cheiro de queimado, Quintanilha optou pelo vexame menor. Para não amargar uma derrota no voto, mudou de posição por espontânea pressão. Manteve a escolha de Almeida Lima, mas disse que ele relatará só um dos processos. Informou que indicará outro relator até amanhã. Ratificou o nome de João Pedro (PT-AM), que já relata um dos processos, o da cervejaria Schincariol. E aquiesceu quanto ao prazo de 30 dias sugerido por Mercadante.
Tudo considerado, tem-se o seguinte cenário: no Conselho de Ética, Renan Calheiros continua frito. A despeito das pressões que exerce sobre o governo, não conseguiu desmontar as barricadas do PT e de outros partidos do consórcio governista. Resta-lhe continuar apostando no plenário do Senado. Ali, embora o voto continue sendo secreto, a escuridão foi atenuada. Na semana passada, aprovou-se projeto que tornou abertas as sessões de julgamento de senadores. Não é tudo. Mas é muita coisa.
Escrito por Josias de Souza

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Realidade, ficção?

Do Blog Prosa e Política, por Adriana
Mônica Veloso, a mãe da filha de Renan, disse (na Folha de SP) não ter nada a ver com a prostituta Bebel, que terminou a novela "Paraíso Tropical" na última sexta-feira como amante de um senador dando depoimento em uma CPI no Congresso e anunciando seu ensaio de nudez,"Não acho que o autor tenha pensado em mim. Não tenho nada a ver com a personagem. Trabalhei dez anos na TV Globo. Tenho uma história totalmente diferente [de Bebel]", disse Mônica Veloso.
E você, o que acha? O autor se inspirou na Mônica ou não?

Braziu!

Braziu!

Marcadores

Eu

Eu

1859-2009

1859-2009
150 anos de A ORIGEM DAS ESPÉCIES

Assim caminha Darwin

Assim caminha Darwin

Esperando

Esperando

Google Analytics