TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
Mostrando postagens com marcador Haiti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Haiti. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Baby Doc: vim para ajudar (sic)



Depois de 25 anos Baby Doc - vulgo Jean-Cluede Duvalier - volta ao Haití. "Vim para ajudar", disse o ditador. O senhor Baby Doc farejou sangue, farejou desorganização política, econômica...farejou a cena ... Saiu do Haití em 1986. Corrupto, cercado por uma das polícias mais cruéis de nossa história, os Tontons Macaoute Baby Doc volta como "anjo". Desviou 100 milhões de dólares que eram de obras sociais. Mas, certamente, não voltou para devolvê-los. Filho do Papa Doc, Baby era presidente vitalício. No Brasil, AINDA BEM, SÓ A APOSENTADORIA É VITALÍCIA.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Haití


Num mundo terrível no Blog de Joana Lopes, Entre as brumas da memória, Portugal AQUI

No Haiti, exactamente há um ano, um sismo matou cerca de 230.000 pessoas e deixou 1 milhão e 300 mil desalojadas. Dessas, 800.000 ainda sobrevivem em mais de 1.000 acampamentos e 3.759 morreram vítimas da cólera. Ainda se vão encontrando corpos nos escombros e, em muitos pontos do país, vive-se como se não se tivesse passado entretanto um ano.


Sessenta países comprometeram-se a contribuir com uma ajuda de 5.300 milhões de dólares, e já entregaram metade dessa verba, mas tudo chega às vítimas a conta gotas. Porque muitas das instituições públicas foram desmanteladas pelo sismo, é certo, mas, também e sobretudo, como resultado de uma burocracia de uma lentidão inimaginável e de um exercício do poder política que deixa muito a desejar. Muitas ONG’s desesperam perante os factos, mas sem grande sucesso até ao momento.


Não devia ser possível que realidades destas existissem, em pleno início do século XXI, e que o mundo assistisse, com esta aparente impotência - não numa longínqua e desconhecida ilha asiática, mas em pleno Atlântico, paredes meias com vários paraísos turísticos. Mas existem, é a triste realidade.


(El País)


Ler também: Haití, el laboratorio fallido de la reconstrucción

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cestas-básicas...


O transatlântico Independence of the Seas, com 4.370 pessoas à bordo, da Royal Caribbean International, ancorado na praia de Labadee, no Haiti, na sexta-feira, 15 de janeiro, logo após o terremoto que devastou o país. Fotografia de Daniel Morel/AP in The Guardian, 18/1/2010.

Por Leonardo Ferrari, de Curitiba

É a fotografia do ano. Enquanto milhares de pessoas se estapeiam pelas ruas à procura de parentes desaparecidos, debaixo de escombros, mortos pelo terremoto, à procura de água e de comida para passar o dia, a alguns quilômetros dali, na praia particular de Labadee, exclusiva para turistas, cercada de seguranças, eis a chegada do transatlântico Independence of the Seas. Mesmo sabendo do terremoto, a Royal Caribbean International, empresa da Flórida, decidiu manter a rota para o Haiti. Impressiona isso. Na ótima reportagem de Robert Booth para o The Guardian, se sabe que na próxima semana vai chegar mais um navio desta companhia, o Navigator of the Seas, com mais 3.100 passageiros. A decisão dividiu os passageiros em dois grupos. O grupo contra o passeio alegou ser impossível manter a rotina de férias sabendo que logo ali na esquina milhares de vítimas do terremoto vagam pelas ruas como mortos-vivos à espera de alguma ajuda. O outro grupo, liderado pela companhia de navegação, alegou que não seguir a rota iria significar mais desgraça para os haitianos que trabalham com o turismo nesta praia – segundo a Royal Caribbean, há 230 empregados fixos na praia e mais de 400 que se beneficiam da parada dos navios por ali. Curioso é a presença de um terceiro grupo preocupadíssimo com a possibilidade dos miseráveis invadirem o transatlântico, daí o pavor de sair à praia. Pois é. Sem querer, a Royal Caribbean produziu a metáfora do novo século. O que fazer com o resto faminto, com o resto sedento, com o resto que se amontoa em barracos, que coxeia pelas ruas e avenidas, que teima em sobreviver? O que fazer com o resto que não anda de transatlântico, não anda de carro blindado, não anda de condomínio fechado, não anda de praia particular, não anda de clube privê, não anda de baiúcas travestidas de universidades? O que fazer com o resto que insiste, com o resto que se multiplica, com o resto que não se cala? A resposta da Royal Caribbean merece destaque. Preocupada com a insatisfação de parte dos clientes, ela mandou enviar para a praia 40 cestas-básicas de arroz, feijão, leite em pó e água. Quarenta!! Como? Deverão pagar royalties para o PT por essa idéia? Pois é, pois é...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Haiti...


De Dante Mendonça no Blog do Solda


Esse não foi o maior terremoto que abalou o Haiti. Muito antes de levar a nossa Zilda Arns, os cismas de nacionalidade daquela ilha caraíba fizeram tantas vítimas que a ONU deve levar um milênio para consertar todos os estragos que começaram com Cristóvão Colombo, em 1492, seguidos da famigerada família Duvalier, de Papa Doc e Baby Doc.

O Haiti é quase aqui
, porque sua história de terremotos políticos não fica longe de nosotros vizinhos sulamericanos. A partir de agora, podemos chamar aquela antiga ilha Hespaniola de “Ilha do fim do mundo”. Também no sentido de misérias, mas principalmente porque o que aconteceu naquele que poderia ser um pedaço de paraíso do Caribe é a mais perfeita visão do que seria o fim do mundo. Somando-se os fenômenos da natureza aos fenômenos de dominação política, exploração e corrupção com que foi assolado desde Cristóvão Colombo, o mundo tem uma dívida impagável com o Haiti. O preço da reconstrução não paga uma fração do que tem a receber perante a história.
Por ironia do destino, o Haiti foi o primeiro país latinoamericano a declarar-se independente. Este foi um outro terremoto (nos conta o Google), quando o ex-escravo Toussaint Louverture tornou-se governador-geral, sendo deposto e morto pelos franceses. Em seguida, o líder Jacques Dessalines reorganizou a revolta e derrotou os franceses em 1803. No ano seguinte, foi declarada a independência e, para não renegar a natureza sísmica, Dessalines proclamou-se imperador.

Para aterrorizar os dominadores brancos, então o líder escravo Mackandal utilizava o vodu como principal arma de guerrilha. A magia negra nunca funcionou, pelo visto, porque nos rastros de Cristóvão Colombo, no fim do século XVI, quase toda a população nativa havia desaparecido, escravizada ou morta pelos conquistadores espanhóis.

Nos dizem que esse de agora foi o maior maior dos sismas nos últimos 200 anos. E por certo vai marcar tanto a história quanto o terremoto causado pela família Duvalier, Papa e Baby Doc de sinistra memória.

O terremoto Duvalier começou com abalos esparsos, da segunda metade do século XIX ao começo do século XX, quando vinte governantes sucederam-se no poder. Desses, 16 foram depostos ou assassinados. O terror aumentou na escala Richter quando as tropas dos Estados Unidos ocuparam o Haiti entre 1915 e 1934, como sempre sob o pretexto de proteger os coitados. Em 1946, foi eleito um presidente negro, Dusmarsais Estimé e, após a derrubada de mais dois títeres, o médico François Duvalier foi eleito presidente em 1957. Foi o dia do pai dos terremotos.

Papa Doc, o Pai Doutor, instaurou a carnificina com o terror policial dos “tontons macoutes”, a sua guarda pessoal que andava com um fardamento impecável, cáqui, calças vincadas, camisas engomadas e o principal, óculos rayban. Como se fosse pouco, o badanha explorou até o vodu para se sustentar como presidente vitalício a partir de 1964. Não é preciso dizer que o “doutor morte” substituiu a igreja católica pelo culto ao vodu e exterminou a oposição até o talo.

Em 1971, um novo terremoto foi sentido inclusive nos Estados Unidos, quando Papa Doc morreu. Dessa feita os tremores foram da felicidade que durou pouco, até assumir o filhote de satanás Jean-Claude Duvalier.

Baby Doc tinha magnitude 5 na Escala Richter, enquanto carniceiro-mór chegava a bem mais que 7, caso acordasse com os cornos virados para o inferno. Com baixos teores de enxofre, em 1986 Baby Doc decretou estado de sítio, o povo se revoltou e a besta acabou fugindo com a família para a França.

O Haiti é quase aqui, ou como aqui: Baby Doc foi viver uma vida de nababo nos arredores de Paris, com uma fortuna de 120 milhões de dólares em bancos europeus. Grande parte da rapina sua mulher Michele torrou em joias. Bloqueados em 2002 pela Justiça da Suíça, os fundos da família foram restituídos ao governo do Haiti só em 2009.

Dante Mendonça (15/01/2010) O Estado do Paraná.

Haiti...

Do Leonardo Ferrari, Curitiba
“Que pena! Se o Haiti fosse um banco…”

Fonte: Steve Bell in The Guardian, 15/1/2010.

O pior não foi ser a “pérola” das Antilhas no século XVIII, às custas da escravidão horrorosa de mais de 800.000 negros cativos trazidos da África pelos franceses e do desflorestamento massivo do país em nome do lucro; o pior não foi a “descoberta” de Colombo em 1492, trazendo espanhóis ávidos de ganho para “la isla española”; o pior não foi a Revolução Francesa não ter chegado ali; o pior não foi a independência em primeiro de janeiro de 1804 – não foi um ano novo; o pior não foi pagar as enormes “reparações” durante quase um século exigidas pela iluminada França até 1947; o pior não foi o golpe de 1957 dado pelo fascínora François “Papa Doc” Duvalier, com seus inomináveis “Tonton Macoutes”, perversos canalhas travestidos de zumbis; o pior não foi o filhinho do papai, Jean-Claude Duvalier, “Baby Doc” ter matado, estuprado e torturado mais de 60.000 haitianos; o pior não foi pai e filho terem conta na Suíça com mais de 900 milhões de dólares desviados de contratos com multinacionais boazinhas; o pior de tudo foi não terem construído um banco em vez de um país. Se o Haiti fosse um banco, hoje ele estaria salvo. Pena.

Fonte: os dados sobre o Haiti foram retirados da reportagem de Jon Henley, “Haiti: a long descent to hell”, publicada in The Guardian, 15/1/2010.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Haiti ....

Papac Doc e seu bezerro Baby doc.

O mundo tinha se esquecido do Haiti. De Papac Doc e de seu filho Baby Doc. Protegidos pelos tonton macutes (bichos-papões) esses dois ditadores desgovernaram o Haiti. Base do desgoverno: CORRUPÇÃO. O Haiti esteve e está condenado pela CORRUPÇÃO. Para se tornar um Estado levará mais de cem anos. Não há Estado. Por isso, não há como atender as pessoas. Nem sem terremoto. Nem com terremoto.


1 - Não há hospitais.


2 - Não há escolas.


3 - Não há água potável.


4 - Não há comida.

Não há...

Não há....

Braziu!

Braziu!

Marcadores

Eu

Eu

1859-2009

1859-2009
150 anos de A ORIGEM DAS ESPÉCIES

Assim caminha Darwin

Assim caminha Darwin

Esperando

Esperando

Google Analytics