TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ser neoliberal ou ser sugador do Estado? Ah, é, não?! Qual a diferença?

Imagem: Adam Smith
Texto enviado por José Mario Angeli, Professor de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina


A crise financeira mundial é crise política (1)

A atual crise financeira mundial que tem feito os governos liberarem uma enxurrada de dinheiro, inclusive o governo brasileiro que já inverteu 73 bilhões de dólares até agora, para “blindar” o sistema financeiro, em nome da liquidez e da preservação do crédito, me faz perguntar de quem é esta conta e quem a está pagando ou irá pagá-la. As minhas questões partem de algumas observações a priori.
Nas décadas de 80 e 90 havia um processo de demonização do Estado. Este processo tinha ferrenhos defensores em todos os espaços. A Academia, os meios de comunicação, as organizações da sociedade civil que tratavam como heresia qualquer forma de controle do virtuosíssimo mercado. A liberalização, privatização e desregulamentação das finanças, do comércio e da força de trabalho tinham por objetivo superar os entraves à acumulação do capital que tinham levado ao esgotamento o modelo econômico do pós-guerra, assentado nos acordos de Breton Woods, estas eram as palavras de ordem dos liberais ou quando não dos sócio-liberais.
A partir dessa consideração colocamos novas questões: por que representantes da esquerda que chegaram ao governo em muitos países, até agora, não se insurgiram contra aquele caminho escolhido pela direita? Por que a defesa de incentivar a concorrência entre os conglomerados econômicos dentro e fora do país? Por que a defesa da idéia de que o setor privado administra melhores os recursos econômicos e que as tarifas devido à concorrência iriam abaixar ganhou as mentes de muitos representantes deste setor? Tudo isto, não aconteceu somente aqui no Brasil, e certamente, isto ocorreu em tatos outros lugares.
Uma segunda observação que me vem à mente é: por que a esquerda aceitou o jogo da direita, não se opondo à liberação de impostos para as empresas, as grandes fortunas e os cortes de gastos do Estado, na perspectiva de que os capitais liberados desses encargos seriam automaticamente investidos na produção? Se tomarmos o caso brasileiro, a produção nas duas últimas décadas esteve constantemente em baixa e, agora que davam sinais de crescimento parece que, novamente com essa crise anunciada ela irá estancar, certamente com prejuízo para os trabalhadores. E em alguns países já chegou às portas da recessão.
Por que a esquerda, que até ontem representava o trabalho, na ordem do capital, aceitou a premissa, de que para viabilizar o crescimento econômico e a geração de empregos seria necessário pressionar os salários para baixo numa clara inversão de rota do que parecia ter sido o seu passado? Por que não se confrontou com o Estado que restringe as despesas sociais com graves conseqüências na qualidade de vida dos trabalhadores, com a queda geral do poder de consumo para todas as classes dependentes?
Estamos diante de uma realidade onde não ocorrem grandes discussões filosóficas sobre a crise política em que elas nos colocaram. Essa estrada escolhida provocou não somente uma baixa produção, a ausência de inovações de produtos e, sobretudo uma imigração das empresas para países em que a mão de obra do trabalhador é mais barata que a nossa.
E, por fim, por que a esquerda e sua intelectualidade só se deu conta que o capital não estava na produção, mas na especulação de modo legal ou fraudulento, na financeirização, esbarrando assim num sistema inteiro? Por que a esquerda não sabe dizer outra coisa, quando fala da financeirização, fala que o buraco formado pelos bancos, pelas seguradoras e pelo chamado hedge fund, foi a pique pela demência dos seus dirigentes? Será que a esquerda esqueceu-se das contradições imanentes do sistema capitalista. Acontece que, enquanto as contradições imanentes ao sistema não foram superadas, os limites ao desenvolvimento econômico capitalista também não o serão. Eles reaparecem logo à frente, maiores, mais perigosos e mais difíceis de transpor. O que acontece agora vem de longe.
A partir dos anos 60,70 começou a ficar claro que o capitalismo enfrentava uma grave crise de superprodução, um dos meios de superar essa crise foi incentivar fortemente o consumo mediante uma expansão do capital fictício (ações, títulos da dívida, etc.) e do crédito.
A esquerda não era tão ingênua a ponto de não saber isto: a teoria do valor está no trabalho e não como ela queria que aparentemente o capital financeiro houvesse se tornado independente do processo de produção de novos valores.
A crise financeira, novamente, reaparece no cenário mundial, tentando sanar com o dinheiro público, aquele do contribuinte, sem pedir nenhuma propriedade efetiva em troca. Crise que imanente às contradições do sistema.
Todas aquelas questões enumeradas no primeiro artigo elaboradas supõem uma resposta. Não se pode re-imaginar uma intervenção pública porque continua a afirmar-se que o Estado administra mal. Já porque o privado administra bem. Na época dos “30 anos gloriosos” de ouro da economia mundial, da participação pública e estatal, nenhum destes imensos gastos se verificou. Entretanto, em nome do que o prejuízo não será do trabalhador; porque não repropõe uma política de intervenção pública? Será preciso pensar sobre a direção da economia e do método de gestão pública da política.
A sua ausência deu lugar a uma política clientelista; quem dirigiu e dirige a economia para essa esquerda aparentemente no governo é a direita. Está do jeito que ela gosta. A esquerda governa, mas não dirige. E não o faz porque implementa o clássico programa da direita. Alguns críticos dizem que se trata da síndrome do violinista: segura com a esquerda e toca com a direita. Resta saber, contudo, o que é esquerda hoje! É preciso salientar que intervenção pública não é socialismo, mas poderá dar forma a uma contradição participativa entre os cidadãos e instituições diversas da atual redução democrática.
A crise não é um erro no curso da história e de sua obra, enquanto ela é conjuntural, pode ser uma anomalia do sistema, mas antes é o fruto mais genuíno de um sistema hegemônico do capital e dos seus detentores. Assim, não existem regras para um sistema doentio. Cortá-lo na raiz, significa não alimentá-lo. Quando todos o aceitam como normal, pois ele arrecada úteis dividendos, sem que haja nenhuma produção, que tem uma utilidade social, algo de errado tem.
Será preciso combatê-lo pela raiz, até porque a expropriação do dinheiro público virou injeção de liquidez para os liberalistas, cobre-se o buraco dos bancos, assegurando o privado e descobre-se o publico, penalizando ainda mais os cidadãos. Dentro deste sistema de “acumulação flexível” a saída é uma só aprofundar as reformas que prejudicam ainda mais os trabalhadores. Ora o que é isto, não é política?

José Mario Angeli – FIL- UEL - 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Na Má-ringa



Gustavo Piovezan DENUNCIA
O importante é não deixar passar em branco!
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Comentário: Freud explica. Este tipo de moralismo oculta uma inconsciente danado! Oculta desejos .... nem te falo...

Fora, Bush...


É hoje!


Capitalismo

Do Blog do Acir
Comentário de Marc Faber, Analista de Investimentos e empresário, que encerra seu boletim mensal (junho de 2008) com o seguinte comentário sobre o projeto americano de ajuda economia, naquela ocasião ainda em estudos:


'O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de $600,00. Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China. Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes. Se comprarmos um computador, vai para a Índia. Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha. Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte.'

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Comentário: se gastar com mangueirinhas nas árvores na cidade da Má-ringa, o dinheiro vai para o Paraguai.

Do Acir


Em Londrina.....


No Brasir


Nofa!


Enviado pelo Zé de Arimathéia
Wonarllevyston Marllon Branddon,13 anos, entra na Justiça para mudar nome

por William Maia


A Justiça do Mato Grosso do Sul realizou uma audiência inusitada em junho de 2007. Um menino de 13 anos entrou com uma ação para alterar seu nome e o juiz teve que ouvir sua mãe, a fim de entender porque havia batizado o menino como Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell — havia mais quatro nomes, que foram ocultados pela Justiça para preservar o garoto. A mãe, Dalvina Xuxa, disse ao juiz Fernando Paes de Campos, da 5ª Vara de Fazenda e Registros Públicos de Campo Grande, que escolheu o nome para atender às várias sugestões que recebeu, mas admitiu ter exagerado. O juiz afirmou que Dalvina passou dos limites ao tentar “enfeitar” e “sofisticar” o nome do filho, mas ressaltou que o “capricho” só aconteceu por negligência do tabelião de registro, já que a legislação não permite situações como essa.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Poizé!

Como eu gosto de polêmica, lá vai. Fala Renato
Acaso
Uma filha de casal de classe média alta combina com o namoradinho o assassinato dos próprios pais.
Os tais pais são trucidados a pauladas.
Depois de algum tempo fica-se sabendo que o pai era algo assim como o fiel depositário do caixa 2 de um partido político avícola.
E depositava a tal grana 2 em conta da filha.
Claro que ninguém tinha interesse em esticar o assunto.
Portanto, ponto final.
Acaso?
Coincidência?
Um rapaz e sua esposa espancam a filha dele e ele a joga da janela do apartamento.
O pai dele, pressuroso advogado tributarista, esboça um plano para o casal:
alguém entrou no apartamento e jogou a menina pela janela.
No meu tempo de criança, esse tipo de criminoso era chamado de mentor.
Um rapaz não se sente impedido de jogar a própria filha pela janela.
Afinal, é filho de alguém que não se sente impedido de usar a própria criatividade para ocultar um crime.
Acaso?
Coincidência?
Uma menina de 15 anos é assassinada pelo ex-namorado depois de longo seqüestro.
Pouco depois fica-se sabendo que o pai da menina era procurado pela polícia há uns 17 anos. Fizera parte de uma milícia que assassinou muita gente em um estado do nordeste brasileiro.
Assim como costuma acontecer de meninas filhas de alcoólatras-que-espancam-a-mulher procurarem alcoólatras-que-espancam-a-mulher para casar, a menina resolveu namorar um garoto que se revelou assassino frio, tal qual o pai.
Acaso?
Coincidência?
Sei lá.
Apenas tenho a convicção – que não tenho como provar verdadeira – de que filhos de pais razoavelmente normais – seje lá o que seje isso – não saem por aí dando pauladas em pais adormecidos.
Nem pais normais, ainda que bastante (d)espertos, usam sua experiência de vida para encobrir os crimes dos filhos.
Do mesmo modo, filhos de pais razoavelmente normais não saem por aí a namorar seqüestradores assassinos.
Podem me xingar. É o que penso.

poizé!



Ao pó voltarás
Pois é. Dizem que um dos presidenciáveis para 2.010, no Brasil, cheira adoidado.Isso é o tipo da coisa que circula à boca pequena, jamais na grande imprensa. Também, há que se notar, não é possível denunciar sem provas. E as provas, nesses casos, são de difícil concretização.Da mesma forma, já faz tempo que sei - de fonte pra lá de fidedigna - que um antigo governador da província de São Paulo era traficante de drogas. Digo era porque ele já morreu. E olha que o falecido é tido, até hoje, como paradigma de político.E daí?A vida segue. Afinal, do pó viemos.

O Natal está chegando....

Imagem: Salvador dali
Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


(*) Manoel Bandeira – Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 1947.
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enviado pelo Edson Carmona. Grazie!

domingo, 2 de novembro de 2008

Mania-festação pró-belinatti

Em Londrina....
Nofa! Que mania-festação! É mania, agora, pobre fazer festa para políticos com processos. Só Freud explica. O belinatti é muito feio, mas deve ser bem "bonzinho". Dá tapinhas nas costas. Daquele que só dói quando você paga as contas dele no erário público.

EUA ataca Paquistão ontem. Você soube disso?



Paquistão: um comandante da Al-Qaeda é morto em suposto ataque americano
Há 1 hora [ou seja, 1 de Novembro de 2008]

Jovens paquistaneses observam um carro destruído em Mir Ali, cidade na conflituosa região de Waziristão do Norte, na fronteira com o Afeganistão

ISLAMABAD (AFP) — O egípcio Abu Jihad al-Masri, descrito como chefe da propaganda da rede Al-Qaeda pelos Estados Unidos, foi morto num ataque aparentemente americano no noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, anunciaram neste sábado autoridades paquistanesas.
Al-Masri foi morto sexta-feira quando dois mísseis caíram sobre Waziristão do Norte, um dos distritos tribais onde ataques americanos atingem regularmente talibãs e combatentes da Al-Qaeda, de acordo com estas autoridades.
Os EUA ofereceram recompensa de um milhão de dólares pela morte ou a captura deste homem.
"O ataque foi dirigido contra um veículo que transportava Abu Jihad e dois outros homens. O alvo foi atingido com sucesso e todos os três foram mortos", declarou à AFP um alto responsável da segurança, sob anonimato.


Disponível em:
http://afp.google.com/article/ALeqM5ibBJ37f8ZvR85jTckb2GlRYDNoqQ

Promoção!

Enviado pelo Zé de Arimathéia.

Caro....

Foto: Zé, Sandra e essa que vos escreve
Caro professor Paulo ....


Não, não censurei seu post, não! Apenas e somente abri meu Blog hoje, domingo. De sexta-feira, as 2 de madrugada a domingo, o Blog ficou sem post. Acontece comigo, pois na sexta trabalho da manhã à noite. Sábadão, muitas vezes, não dá também. No domingo, menos cansada, retorno.


*****

O senhor não concorda com minha crítica às luzinhas nas árvores. Pergunta qual a alternativa....

Em primeiro lugar, ninguém é obrigado a concordar comigo. Não tenho essa pretensão.

Brega. Acho muito brega. Brega e sem criatividade. Penso que a elite dessa cidade poderia ser mais gentil com o povo mais pobre. Poderiam contratar pessoas que trabalham com design (aliás, temos cursos universitários formando-os). Poderiam fazer artefatos criativos para por nas ruas e casas. Poderiam fazer um Natal diferente com teatro nas ruas, músicos nas praças, orquestras na catedral. Música, arte, beleza criada por artesãos, profissionais expondo suas magias...

MAS, não. Pão-duros. Mãos de vaca. Usam as árvores que já estão morrendo de velhas, utilizam mangueirinhas compradas no paraguai sem nota fiscal.

Matam as árvores, matam o espírito natalino com excesso de luzes sob raízes podres.

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Mais: parece que o senhor exagerou na mão comigo. O Blog tem uma marca: quem não gosta não lê.

Abraços

Marta

Tempo presente


Site História para debate


Viva a vale!



A traidora do Brasil desiste da própria ação
A VALE NO BANCO DOS RÉUS
por Helio Fernandes, 31.10.08

A Vale é a autora, protegida e favorecida por um dos maiores escândalos acontecidos no Brasil, pelo menos nos últimos 10 anos. Pode ser dito que "foi a jóia da coroa" nas PRIVATIZAÇÕES-DOAÇÕES feitas pelo então presidente FHC. Não há precedente ou comparação em relação a essa DOAÇÃO de um dos maiores patrimônios do Brasil.
A Vale estava calculada em 3 TRILHÕES, foi DOADA por 3 BILHÕES, os "COMPRADORES" não despenderam um dólar furado que fosse. A SUJÍSSIMA Merryl Linch foi a intermediária, ganhando fortunas.
O dinheiro para que a NOVA DIREÇÃO DA VALE pudesse operar saiu do BNDES, a juros tão baixos, mas tão baixos, que naturalmente classifiquei a operação de BAIXEZA sem igual.
Escrevi mais de 50 artigos, antes, durante e depois da operação de DOAÇÃO, mas nem a Vale nem o governo se arriscaram a qualquer contestação, sabem que não deixo nada sem resposta.
O advogado Eloá dos Santos Cruz[*], movido por revolta cívica, moveu campanha de esclarecimento para que a opinião pública tomasse conhecimento de como estava sendo roubada pela DOAÇÃO da Vale.
O doutor Eloá dos Santos Cruz denunciou a Vale pelos seguintes crimes.
1 - Anulação do leilão acionário pelo qual a VALE era DOADA a empresas privadas.
2 - Cumprimento pela Vale, imediatamente, de destinar parte dos seus lucros a um FUNDO DE MELHORAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO Vale do Rio Doce. A nova direção da Vale que não tomara a menor providência para rebater e responder às TERRÍVEIS e IRRESPONDÍVEIS acusações deste repórter, imediatamente tomou duas providências contra o doutor Eloá dos Santos.
1 - Moveu ação contra ele, alegando que ele era movido por questões pessoais.
2 - Ação na OAB, pedindo a cassação do registro de advogado do doutor Eloá dos Santos.
Com a fábula de recursos, e apesar de estar respondendo na Justiça a centenas de processos, todos COMEÇANDO pela ANULAÇÃO DA DOAÇÃO, a Vale contratou o Escritório Siqueira Castro Associados. Caríssimo.
A defesa do doutor Eloá imediatamente tomou providências para mostrar que a Vale não tinha qualquer motivação para processar o doutor Eloá, e além do mais pedir a cassação do registro de advogado do autor da ação contra a Vale. (Que como eu disse já responde a centenas de processos e não pediu o JULGAMENTO DE nenhum advogado).
O nome deste repórter foi o primeiro a ser apresentado como testemunha de defesa do doutor Eloá, o que ASSUSTOU a Vale. Pois sou considerado o maior conhecedor da traiçoeira operação de LESA-PÁTRIA com a Vale.
Marcado o meu depoimento para o dia 29 de outubro, houve agitação no tribunal, pois meus depoimentos, sempre de improviso, costumam esgotar os assuntos. Surpreendentemente, na véspera, atendendo a pedido da própria Vale, a juíza da 31ª Vara Cível do Rio de Janeiro julgou "improcedente a ação impetrada pela própria Vale". Aparentemente o doutor Eloá foi vitorioso, mas na verdade a Vale ficou livre do meu depoimento, que sabia ARRASADOR. E indefensável.
Por que a Vale desistiu, ela que vinha arrogante e cheia de empáfia? Mas na verdade, a Vale desistiu dessa parte por minha causa, mas não desistiu do pedido de cassação do registro do advogado Eloá dos Santos.
PS - Esse julgamento está marcado para o dia 6 na própria OAB. Grandes figuras irão depor a favor do doutor Eloá. É possível que até o dia 6 a Vale desista também dessa forma de perseguição. Haja o que houver, a OAB tem que se convencer que esse não é um simples pedido de cassação de registro.
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[*] Eloá Cruz foi advogado de carreira do BNDES, era chefe do Contencioso daquela instituição quando de sua saída do Banco.

Caipirinha oficial

Enviada pelo Zé de Arimathéia

Governo 'ensina' a fazer caipirinha no Diário Oficial
Da Agência Estado
Às vésperas do fim de semana, o Ministério da Agricultura resolveu ensinar aos apreciadores de bebidas alcoólicas a preparar uma autêntica caipirinha, bebida feita à base de cachaça, limão e açúcar, e que é capaz de alegrar até os mais preocupados com os rumos da economia brasileira em tempos de crise mundial. Para o Ministério, não basta misturar os três ingredientes aleatoriamente. É preciso ter critérios, como deixa claro o artigo 4º da Instrução Normativa (IN) 55, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Reinhold Stephanes.
Para o ministério, só será definida como caipirinha "a bebida preparada por meio de processo tecnológico adequado que assegure a sua apresentação e conservação até o momento do consumo". Também foram detalhadas as características de cada um dos ingredientes. "O açúcar aqui permitido é a sacarose - açúcar cristal ou refinado -, que poderá ser substituída total ou parcialmente por açúcar invertido e glicose, em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro e não inferior a dez gramas por litro, não podendo ser substituída por edulcorantes sintéticos ou naturais", ensina o governo.
O limão utilizado poderá ser adicionado na forma desidratada e deverá estar presente na proporção mínima de um por cento de suco de limão, lembra a IN. Mas não vale qualquer limão: "com no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas". Para aqueles que não têm o hábito de consumir caipirinha, o governo abre a brecha para um refresco. "Ingrediente opcional - água". Ainda segundo o ministério, a bebida alcoólica e não alcoólica utilizada na elaboração da batida deverá atender ao seu respectivo padrão de identidade e qualidade definido na legislação vigente.
Para quem não gosta de caipirinha, o ministério oferece dicas sobre outros tipos de bebidas alcoólicas, inclusive para aqueles que não sentiram os efeitos da crise financeira. "Poderá ser denominado de licor de ouro o licor que contiver lâminas de ouro puro". A IN também traz informações sobre a produção de bebida alcoólica mista aromatizada gaseificada, que também é conhecida como "cocktail".
Erro
Apesar do sucesso garantido da IN em plena sexta-feira, a área técnica do ministério informou que o texto foi publicado erroneamente no Diário Oficial, explicando que o governo está revisando os padrões de bebidas e que a IN faz parte desse processo. "Não é um texto definitivo. A idéia era colocá-lo em consulta pública, mas houve erro e a instrução normativa foi publicada hoje (ontem)", contou, de forma acanhada, um técnico da pasta.
O governo pretende ouvir a opinião de especialistas e da sociedade sobre o tema por um período de 30 dias, possivelmente a partir da semana que vem. É o momento que as pessoas poderão dizer se concordam ou não com o que foi definido pelo governo.

A inguinorançia atravanca u pogreçio

De carlos Fiolhais, Blog Rerum Natura
Minha crónica do "Sol" de hoje, saído um dia antes do que é habitual por causa do feriado de 1 de Novembro:
Uma amiga minha chama-lhe a Sara Paula. Mas o nome dela é Sarah Palin e, se os republicanos perderem a eleição presidencial americana, não faltará quem lhe atribua uma boa parte das culpas. De facto, a senhora que foi por eles escolhida para candidata a vice-presidente não parece estar preparada para nenhum cargo político nacional. Isso manifesta-se, em particular, no campo da ciência, onde tem mostrado a maior das ignorâncias.Já não bastavam as suas concepções criacionistas: ela defendeu que o criacionismo, a ideia abstrusa de que o mundo foi criado praticamente como o vemos hoje, com os fósseis já fossilizados e tudo, devia ter um lugar nas aulas de ciências ao lado da teoria da evolução (o pai de Palin, professor de ciências reformado, devia ser o primeiro a sentir-se incomodado). Agora aproveitou os microfones da campanha para atacar, ridicularizando-a, a investigação científica feita com base nas moscas da fruta, uma investigação que está na base de muitos dos nossos conhecimentos de biologia e de medicina. Já não bastava que Palin fosse defensora da arca de Noé, também é defensora das moscas. Parece, porém, que gosta de caçar focas. Ninguém diria que esta ex-dama de honor do concurso de Miss Alaska, que na escola passou completamente despercebida, tivesse agora a amplificação que está a ter ao nível mundial.
Os cientistas nos Estados Unidos e não só esperam ansiosamente pelo próximo dia 4 de Novembro. Aguardam, acima de tudo, que George W. Bush saia de cena. Ele impediu a investigação com células estaminais, pouco ou nada fez pelo combate ao aquecimento global, não fomentou formas de energia alternativas ao petróleo e demais combustíveis fósseis e não desenvolveu suficientemente a exploração espacial. Mesmo no caso improvável da vitória de McCain-Palin, os cientistas ficariam contentes por verem Bush aposentar-se. A esmagadora maioria deles está, contudo, por Obama e Biden. Há até um abaixo-assinado de 63 Prémios Nobel de ciências a favor de Obama, não parecendo haver um só a favor de McCain.
Posted by Carlos Fiolhais

Bravo, Roque!


Tortura


Enviado por Sidnei Munhoz


CIA Officers Could Face Trial in Britain Over Torture Allegations
Friday 31 October 2008

by: Robert Verkaik, The Independent UK

Senior CIA officers could be put on trial in Britain after it emerged last night that the Attorney General is to investigate allegations that a British resident held in Guantanamo Bay was brutally tortured, after being arrested and questioned by American forces following the terrorist attacks on New York and Washington in 2001.
The Home Secretary Jacqui Smith has asked Baroness Scotland to consider bringing criminal proceedings against Americans allegedly responsible for the rendition and abuse of Binyam Mohamed, when he was held in prisons in Morocco and Afghanistan. The development follows criticism of US prosecutors by British judges who have seen secret evidence of torture committed against Mr Mohamed, including allegations his torturers used a razor blade to repeatedly cut his penis. The Attorney's investigation is expected to include allegations that MI5 colluded in Mr Mohamed's rendition. Mr Mohamed, 30, an Ethiopian national and British resident, was arrested in Pakistan in 2002, when he was questioned by an MI5 officer. On Tuesday, Government lawyers wrote to the judges hearing Mr Mohamed's case against the UK government in the High Court. In the letter they said "the question of possible criminal wrongdoing to which these proceedings has given rise has been referred by the Home Secretary to the Attorney general for consideration as an independent minister of justice". Baroness Scotland has been sent secret witness statements given to the court and public interest immunity certificates for the proceedings.

Mr Mohamed, 30, accuses MI5 agents of lying about what they knew of CIA plans to transfer him to a prison in north Africa, where he claims he was subjected to horrendous torture. Mr Mohamed, who won asylum in the UK in 1994, has been charged with terrorism-related offences. He awaits a decision on whether he is to face trial at the US naval base. He is officially the last Briton at Guantanamo. Last night his lawyer, Clive Stafford Smith, said: "This is a welcome recognition that the CIA cannot just go rendering British residents to secret torture chambers without consequences, and British agents cannot take part in US crimes without facing the music. Reprieve will be making submissions to the Attorney General to ensure those involved, from the US, Pakistan, Morocco, Britain, are held responsible." Richard Stein, of Leigh Day, representing Mr Mohamed in the High Court proceedings, said: "Ultimately the British Government had little choice once they conceded that a case had been made that Binyam Mohamed was tortured. The Convention Against Torture imposes an obligation on signatory states to investigate torture." In August two judges ruled allegations of torture were at least arguable and that MI5 had information relating to Mr Mohamed that was "not only necessary but essential for his defence".

The judges have read statements and interviews with Mr Mohamed between 28 and 31 July, 2004 when he says he was forced to confess to terrorism. The judges said: "This was after a period of over two-and-a-half years of incommunicado detention during which Binyam Mohamed alleges he was tortured." He was first held in Pakistan in 2002, where a British agent interrogated him; he was then sent to Morocco by the CIA and allegedly tortured for 18 months. He was rendered to the secret "Dark Prison" in Afghanistan, where his torture is alleged to have continued. Since September 2004, he has been in Guantanamo Bay

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Traduzindo: a Grã-Bretanha punirá oficiais da CIA envolvidos em tortura. No Brasil, quando se fala em punição aos militares envolvidos em tortura nos tempos de chumbo, todos gritam contra.

Eleições nos EUA


Por Franck Mcain
October 31, 2008

Election in the United States
Five days to go. What result is the election on Tuesday likely to have? All public opinion polls show Obama with a decisive lead over McCain. So the Democrats are likely to benefit from the wide-spread disgust in which Americans now hold the Bush-Cheney regime. The Congress did not do its constitutional duty to impeach those obviously guilty of failing to “preserve, protect and defend the Constitution of the United States” (Art. II) Now the American people will correct their tragic error in voting for Bush-Cheney in 2004.

The problem is that the Constitution of 1789 and its subsequent amendments do not clearly tie election of president and vice president to the outcome of popular voting.
The so-called Founding Fathers did not believe in the wisdom of the populace. They wanted a check on unqualified or dangerous individuals being selected. Alexander Hamilton stated hopefully in his essay Federalist Paper #68 that it was probable that the presidency would always be “filled by characters pre-eminent for ability and virtue.” But he distrusted the common horde to make a proper selection. His colleague James Madison (principal author of the constitution and 4th President) worried that “a unified majority faction” could take over the government and oppress the minority. Likely he was thinking of religious majorities. And he was not confident that representative bodies would restrain themselves in defense of the common good. The electoral college had two objectives: to prevent the people from making foolish selections; and to constrain majority control of the federal government by keeping the states involved in the election process. This confuses people who believe that the United States is a democracy based on majority rule. But the presidental selection is by indirect election.

In the electoral college a state has the same number of electors as it has senators and representatives. Each state has 2 senators and a representative for every 693,000 residents according to the last reapportionment. So because there are 100 senators and 435 members in the House of Representatives, plus 3 electors for the District of Columbia, the college has 538 members. The election on November 4 is to select the electors. Because the states determine how their electors are selected and how they are to act, the popular vote, as it is known, does not necessarily match the electoral college vote. Presidential campaigns in the United States concentrate on winning the popular vote in a combination of states that choose a majority of the electors, rather than campaigning to win the most votes nationally. Hence, there are the so-called “battleground” states, such as California with 55 electors, New York with 31, Texas with 34, Florida with 27, Illinois and Pennsylvania with 21 each, Ohio with 20, and Michigan with 17. In many ways there is not a national election but 51 separate ones ( in the 50 states plus the District of Columbia) to select the country’s president and vice president.

The voters choose the electors, whose names may or may not appear on a ballot under the name of the candidates for president depending on each state’s procedure. Oddly, there is no legal requirement for electors to vote according to the results of the popular vote. In some states political parties demand pledges from electors to vote according to the election results and some states levy fines on “faithless electors,” but in American history more than 99% of electors have voted for the winners in their states. In 2000 one elector from the District of Columbia abstained rather than vote for Gore who carried the district. Because the electors are selected in the process on November 4, we think of that as election day, but the electoral college will formally select the president and vice president on December 15. To win the candidate must get a majority or 270 votes. If no one has a majority, the House of Representatives chooses the president and the Senate chooses the vice president. It would seem that winning the popular vote should secure the electoral vote as well, but this did not happen in 1876, 1888 and 2000
The situation is made more complicated by the fact that Maine and Nebraska do not give the winner all of their elector votes but rather a percentage based on the votes cast for each candidate. The other 48 states have a winner take all tradition. It is worrisome that the Republican Party has tried to convince California voters to change their state’s rule to give each candidate a portion of its electoral votes according to the percentage of the popular vote. The republicans seem more interested in getting power by any means rather than protecting American democracy. Perhaps they became overly fascinated by the intrigues of Russian communism in the long decades of the Cold War?
My own view is that the Electoral College is not democratic, is inherently cumbursome, and is unhealthy for the American political system. Al Gore won the popular vote in 2000, but Republican shenanigans, to use a good Irish word, created a situation that led to a challenge to the decision of the Florida Supreme Court in Gore’s favor that was decided by a 5 to 4 partisan decision in the U.S. Supreme Court that installed George W. Bush in the White House. The Republican attitude was best expressed by Justice Anthony Scalia when he said that there was no right to vote in the constitution. This time, hopefully, the voice of the people will be too loud to be ignored.

Frank D. McCann
University of New Hampshire

Crise na cara do povo!


Eleições nos EUA




O Brasil, as eleições presidenciais e a crise nos EUA.

O texto está na Revista Acim. A revista de negócios do Paraná. Autoria de Sidnei J. Munhoz e Guilherme Tadeu de Paula (bolsista Pibic e estudante o curso de Ciências Sociais) , foi publicado na sessão Penso Assim, p. 46 (última página) do n. 481, outubro de 2008.

Independente do resultado das eleições para a Casa Branca, não haverá alterações profundas na política externa dos EUA voltada à America Latina. Diferente do Brasil, onde as ações governamentais são de curta duração, por lá, desde a década de 1890, as políticas de Estado são longevas e sem rupturas marcantes. Assim, Carter, Reagan, Clinton, ou Bush, com posicionamentos ora mais, ora menos “progressistas” mantiveram as linhas gerais da política externa dos EUA. O mesmo deverá ocorrer com McCain ou Obama.
Isso não implica homogeneidade programática entre republicanos e democratas. Destaca-se que, desde o início do século XX, a política doméstica republicana baseia-se na redução de impostos, cortes nos gastos sociais e menor intervenção do Estado na economia. Já os democratas, evitam cortes tributários, sustentam políticas sociais mais amplas e maior participação do Estado na economia. No governo, ambos são protecionistas, uma vez que os EUA praticam a diplomacia de negócios – o que confronta abstrações (neo)liberais simplistas. Porém, os democratas acentuam o protecionismo, pois sua base trabalhista exige a garantia de postos de trabalho e salários. Contudo, situações específicas podem levar a alterações. Exemplo disso é o governo George W. Bush, que face à baixa popularidade e sob pressão, adotou conduta mais agressiva e protecionista. No atual contexto dos EUA, mais importante do que as eleições, são os resultados da pujante intervenção do Estado na economia, com o objetivo de estancar a crise desencadeada pela ausência de mecanismos regulatórios de mercado e pela excessiva financeirização da economia, e evitar que ela se torne sistêmica.
Para se compreender a dinâmica política estadunidense, é vital interpretar de forma crítica o atual processo histórico. Para tanto, há que se romper com a sedução dos discursos midiáticos, que, por vezes, reféns de agências internacionais, são porta-vozes de interesses de grupos. Assim, tornam-se inimigos da objetividade e funcionários da desinformação. É necessário compreender que os EUA são, de um lado, o maior parceiro do Brasil e, de outro, um rival. Os interesses ora se aproximam, ora se distanciam ou se tornam conflituosos. Estrategicamente, as relações com os EUA devem ser aprofundadas com independência e autonomia, reconhecendo-se interesses comuns e divergências. Para tanto, são necessárias políticas de Estado baseadas na diversificação e na ampliação das relações com comunidade das nações. Assim, é basilar fortalecer o Mercosul e as parcerias com o Pacto Andino, expandir as relações com a Comunidade Européia, consolidar a cooperação com o Japão e com os BRICs e retomar o espaço perdido na África. Isso não é “receita”, mas condição para o Brasil tornar-se global player, ampliar a margem de manobra nas relações com os EUA e ter voz no conturbado cenário político internacional, em que se delineia a expansão de conflitos políticos, comerciais e bélicos.

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