TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

domingo, 6 de junho de 2010

Fichas nada limpas ...


..

Cap-tirado do Blog do TOINHO DA PASSIRA
De Mohammadreza Akbari (2009)
Nono salão de Quadrinhos Internacional , Irã

Na Má-ringa

Cap-tirado do Blog do Rigon

À tarde, manifestação musical


Hoje às 15h, um grupo de jovens vai se reunir defronte o prédio da antiga estação rodoviária de Maringá para fazer uma homenagem à história da cidade. “O debate a favor da preservação do espaço da antiga Rodoviária e da manutenção dos valores públicos ao prédio que agora deve ser construído no lugar do histórico que foi, como alguns estão dizendo, “estuprado”, continua. Nós cidadãos, devemos nos manifestando de forma organizada, representando entidades, mas também de forma independente, lutando da maneira que é possível, observando em silêncio, gritando, cam mgrupntando, pendurando cartazes, fazendo abaixo assinados, chorando, escrevendo, dizendo, se posicionando e mostrando para todos a barbaridade que a administração municipal cometeu”, diz o convite.

PSDB: oposição à Bolívia!


Elio Gaspari (cap-tirado da Gazeta, via Josias de Souza da FSP, inclusive a charge do dalcio).
06/06/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)

politica@redegazeta.com.br

O tucanato está tonto e zangado


O tucanato está tonto, sem motivo. A prova da falta de rumo está na insistência de José Serra em fazer oposição vigorosa... ao governo da Bolívia. Campanhas presidenciais têm momentos mágicos, como o dia em que Fernando Henrique Cardoso viu eleitores empunhando cédulas do real durante um comício na Bahia. Serra precisa perseguir esses momentos. Ele entrou na disputa com um discurso aveludado, lembrando Tancredo Neves, e em poucas semanas crispou-se, tentando ficar parecido com Fernando Collor.

A perplexidade tucana não tem amparo na realidade. A percentagem de eleitores dispostos a tirar o PT do governo é igual à daqueles que gostariam de votar em Dilma Rousseff. Trata-se apenas de batalhar pelo votos com uma plataforma real, livre de marquetagens. Se perder, paciência.

Em 2008, nos Estados Unidos, o jogo bruto detonou a candidatura de Hillary Clinton, que parecia invencível. Em vez de falar macio, ela e o marido, Bill, decidiram pegar pesado. Ciscaram para fora. Num episódio típico, empurraram Ted Kennedy para o colo de Obama. É verdade que ele namorava a hipótese, mas a gota d’água deu-se quando Bill Clinton disse-lhe: “Esse sujeito nunca fez nada. (...) Ele nos servia café!”. Kennedy ouviu e fechou a conta.

Tanto Serra como Dilma parecem-se mais com madame Clinton do que com o companheiro Obama. O problema de Serra é que Dilma tem Lula ao seu lado. Com estrondos, não ganhará a eleição.
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COMENTÁRIO: O melhor comentário que já li até agora: Os tucanos fazem OPOSIÇÃO .... AO GOVERNO DA BOLÍVIA! RSRSRSRSRSRSSRSRSRRSSR
Por que será?
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Fontes secas
O presidente do Supremo, Cezar Peluso, estabeleceu um padrão capaz de tirar do noticiário as declarações habituais de “fontes do Supremo”. Se depender dele, as únicas fontes da Casa serão os bebedouros.

Cirurgia


O comissariado da Fazenda gostaria de expelir do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o CRSFN, a cadeira cativa da Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento.

Esse conselho tem oito membros, quatro do governo e quatro das representações empresariais, e compete-lhe julgar, em última instância, as penalidades impostas ao mercado pelo Banco Central e pela CVM.

Desde 2005, quando um procurador da Fazenda foi posto para fora por conta de suas relações com o mensaleiro Marcos Valério, o CRSFN vive longe dos holofotes. Seria bom que retornasse, para que se entenda o motivo da pretendida cirurgia.

Vulgaridade
Carla Bruni, mulher do presidente francês Nicolas Sarkozy, pisou no colchão durante uma conversa banal com Michelle Obama.

Forçando uma intimidade que a companheira não dá a ninguém, La Bruni contou-lhe que, numa ocasião, o casal deixou um chefe de Estado esperando, enquanto concluía uma sessão de saliência, como diria Ancelmo Gois.

Indo além, perguntou se isso já lhe acontecera com Obama. Michelle respondeu com uma negativa sorridente e nervosa.

A história chegou ao ouvido do jornalista Jonathan Alter, que contou o caso em seu livro “The Promise” (“A Promessa”), sobre o primeiro ano de Obama na Casa Branca.

Madame Natasha
Madame Natasha é uma veterana de todas as guerras em defesa do idioma e, vestindo um uniforme do Bope, concedeu mais uma de suas bolsas de estudo ao embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher.

Narrando a interceptação da flotilha multinacional que pretendia chegar a Gaza, ele escreveu o seguinte:

“Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da Marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza.”

Ele quis dizer o seguinte:

“Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da Marinha israelense abordaram e capturaram uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza.”
Quem embarcou nos navios foram os militantes da organização Gaza Livre. Os comandos invadiram-nos.

Eremildo, o idiota
Eremildo é um idiota e jura que já viu o filme de um navio tentando chegar a Israel. Em 1947, a organização Aliya Belt, apoiada por combatentes da Haganah, embarcou no porto de Marselha 4.500 judeus que pretendiam entrar ilegalmente na Palestina. O barco chamou-se Exodus.

A Marinha inglesa interceptou o navio, matou três e feriu 30 imigrantes. A viagem terminou no porto de Hamburgo, de onde os judeus foram levados para dois campos de refugiados. Mais tarde, quase todos chegaram a Israel.

A comovente história do Exodus virou romance e, no cinema, Paul Newman viveu o papel de Yossi Harel, o comandante do barco. Ele morreu em 2008, em Jerusalém.

Os Demo-nios ...

Enviado pelo Grozny
Janio de Freitas, 6.6.10 Folha de São Paulo

Um momento veloz

Durante três dias, as atenções de todos os continentes concentraram-se em um pequeno navio no mar Mediterrâneo rumo a uma estreita faixa de terra seca e humilhada. Às vezes, parece que o mundo tem consciência da sua unidade, do destino comum apesar da fúria humana. É uma reação passageira. Nada que preocupe de fato. Tanto que Barack Obama tratou de distrair parte das atenções ansiosas, que o comprometem e ao seu país, com outra visita ao desastre petrolífero onde nada tem a fazer e a dizer. Mas a isso chamamos governar.

ATRAÇÕES

À falta de explicações objetivas pelos setores oficiais que existem para proporcioná-las, sobra a suposição de atrações magnéticas entre as candidaturas de José Serra e histórias de golpes abaixo da cintura eleitoral.
Em 2002, quando Roseana Sarney parecia um empecilho à candidatura de Serra à Presidência, houve a jamais explicada operação em que a Polícia Federal adivinhou a existência de dinheiro misterioso no escritório maranhense do marido da governadora, fez a invasão e o que chamou de flagrante. Não muito depois, a PM descobriu em São Luís um bunker de espionagem e ações obscuras. Era da Polícia Federal.
Na candidatura posterior ao governo de São Paulo, Serra e nós outros pudemos acompanhar parte da jamais explicada operação de descoberta, filmagem e captura de uma maleta com dólares e de seus portadores, em um hotel paulistano. Foi o caso dos "aloprados", no qual a Polícia Federal de São Paulo e, em Mato Grosso, ainda a PF e a Procuradoria Regional da República tiveram participação bastante original, com descobertas extraordinárias, embora jamais comprovadas. Feito o escarcéu, com os efeitos conhecidos, a história pôde evaporar. Tal como a anterior.
Aí está a história de um dossiê, por cuja responsabilidade José Serra acusa Dilma Rousseff. Os ingredientes compõem uma salada mal feita, em que se misturam escritório de comunicação, uma casa de supostas operações em Brasília, pessoas da equipe de Dilma, dólares e contrabando de dinheiro. Tudo, diz o primeiro capítulo da história, para comprometer a filha e o genro de Serra e sua empresa no exterior. E daí tornar vítima o próprio Serra.
Por ora, os pretensos dossiês já comprovados por circulação real são contra Dilma Rousseff, com pelo menos um ponto de procedência identificado: gabinetes do DEM no Congresso. O bastante para comprovar a regra - sem necessidade da exceção confirmadora.

MEMÓRIAS

Um dia, Lula proclamou: "Quem vai decidir sou eu". Era a libertação ou extradição do Cesare Battisti envolvido em quatro homicídios na Itália, lembra-se?

Um dia, Lula proclamou: "Quem vai decidir sou eu". Era a compra de 36 aviões Rafale que Lula prometeu a Nicolas Sarkozy, lembra-se?

Ou os brasileiros têm memória curta, como dizem, e Lula não precisa esperar tanto pelo esquecimento das controvérsias, para fazer o que está previsto; ou, se a memória não é tão curta, não adianta esperar tanto para fazer o que quer ou o que deve.

Bazófias fernandianas ...

Arte: do Acir Vidal, que entende de pavão e pavaneios!

Do Josias de Sousa, Folha de São Paulo
FHC: Lula atravessa um ‘surto de ego deslumbrado’
Carol Guedes/Folha
Em artigo veiculado neste domingo (6), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso discorre sobre a política externa de Lula. Dá especial realce ao caso do Irã.



Anota duros ataques a Lula. Classifica de “bazófias presidenciais” a retórica do sucessor, baseada na tese de que “hoje não nos agachamos mais perante o mundo”.

Sustenta que as relações do Brasil com outros países sempre se orientaram por “valores” e pelo “interesse nacional”.

Acusa Lula de recorrer à “demagogia”. Algo que, a seu juízo, “não passa de surto de ego deslumbrado, que desrespeita os fatos e mesmo a dignidade do país”.

Para FHC, tomado pelo histórico de sua Diplomacia, é “natural” que o Brasil “insista em sentar à mesa dos tomadores de decisões globais”.

Pergunta: “Por que a celeuma causada pela tentativa de acordo entre Irã e a comunidade internacional empreendida pelo governo brasileiro?”

Atribui as reações ao acordo nuclear intermediado com o Irã por Brasil e Turquia a dois fatores.

1. “A falta de clareza entre a ação empreendida e os valores fundamentais que orientam nossa política externa”
2. “A forma um tanto retórica e pretensiosa que ela vem assumindo”.

Ao esmiuçar o primeiro tópico, FHC compara o Irã ao Brasil. Escreve que, no caso brasileiro, o país já dispõe de tecnologia para produzir a bomba atômica.

Nem por isso, argumenta FHC, o mundo desconfia que o Brasil vá utilizar os conhecimentos de que dispõe para fins militares.

Leia-se o miolo do artigo de FHC: “Conseguimos, por exemplo, dominar a técnica de foguetes propulsores de satélites (e quem lança satélite pode lançar mísseis)...”

“...Ninguém desconfia, entretanto, de que a utilizaremos para a guerra, até porque obedecemos às regras do acordo internacional que regula a matéria...”.
“Do mesmo modo, dominamos o ciclo completo de enriquecimento do urânio. Mas não cabem dúvidas de que não estamos fazendo a bomba atômica...”

“...Não só porque nossa Constituição proíbe, mas porque inexistem ameaças externas e porque submetemos o enriquecimento do urânio [...] ao duplo controle de um tratado de fiscalização recíproca com a Argentina e da Agência Internacional de Energia Atômica”.

Diferentemente do que ocorre com o Brasil, prossegue FHC, “falta no caso do Irã: a confiabilidade internacional nos propósitos pacíficos do domínio da tecnologia”.
Vem daí, segundo o ex-presidente, a resistência dos EUA ao acordo de Teerã. Ele reproduz um dos argumentos centrais da Casa Branca:

“[...] A quantidade de urânio já disponível [no Irã], mesmo descontada a quantidade a ser remetida para enriquecimento no exterior, permitiria a fabricação da bomba”.

“O xis da questão”, FHC acrescenta, “seria a obtenção pelo Brasil e Turquia de garantias mais efetivas de que tal não acontecerá”.

Acha que, para ser “eficaz”, evitando a imposição de sanções ao Irã, a ação de Lula teria de “desfazer a sensação da maioria da comunidade internacional de que o governo iraniano está ganhando tempo para seguir em seus propósitos nucleares”.

Anota que, nesse ponto, “a retórica dos atores brasileiros parece ter falhado”. E fustiga Lula com ironias que associam o encontro de Teerã à Copa do Mundo:

“O levantar de mãos de Ahmadinejad e Lula, à moda futebolística, e as declarações presunçosas do presidente brasileiro passando a impressão de que havíamos dado um drible nas “grandes potências”, digno de Copa do Mundo...”

“...Reforçaram a sensação de que estaríamos (no que não creio) nos bandeando para o ‘outro lado’. E em política internacional, mais do que em geral, cosi é (se vi pare)”.

“Cosi é (se vi pare)” é o título de uma peça do dramaturgo italiano Luigi Pirandello. Coisa de 1917. Em português, significa “Assim é, se lhe parece”.
Trata-se de uma comédia, na qual Pirandello contrapõe realidade e aparência. O mesmo objetivo do artigo em que o ex-presidente intelectual fustiga o sucessor autodidata.

A exemplo do que fizera em artigos anteriores, FHC sustenta que, também na política externa, sua administração deixou um legado benfazejo. “Políticas que tiveram desdobramentos positivos no atual governo”.

A certa altura, FHC escreve: “No dia em que se publicarem as cartas que dirigi aos chefes de Estado do G-7, ver-se-á que predicávamos desde então maior regulação financeira no plano global e maior controle do FMI e do Banco Mundial pelos países emergentes”.

- Serviço: O artigo de FHC já está disponível no sítio do Zero Hora, que antecipa na web sua edição domingueira. Veja aqui.

- Siga o blog no twitter.

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COMENTÁRIO:


A inveja e o narcisismo são primos. Primos também são os tucanos e o PT.

Ah, o FHC quando fala diminui votos do Serra.

sábado, 5 de junho de 2010

Braziu, ziu ziu


Porcus brasilis ...


Elle continua ...


Moi aussi!


Tome cuidado com quem não sente culpa ...

Luiz Filipe Pondé

Inflação de ego

Culpa

Destino

Envelhecimento

Ausência de culpa

A felicidade é a coisa mais próxima da morte cerebral ...

Contardo Calligaris entrevista

Rum!

Arte: Millôr
Coisas da pátria de chuteiras por Messias Mendes, na Má-ringa

Informa Cláudio Humberto que Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, poderá ser a vice de José Serra. Ela é tucana, vereadora no Rio, e como boa flamenguista, é uma das poucas pessoas no planeta Brasil disposta a ir pro sacrifício.

Será que é pra reforçar o marketing da campanha que ela conseguiu a proeza de trazer o Zico para o cargo de diretor de futebol do time de maior torcida do país?
Já imaginei até como seria o jingle: "Brasil está vazio na tarde de domingo,né/Olha o sambão aqui, é o país do futebol".Quem sabe não resolvam agregar ao time de apresentadores do programa de televisão do PSDB o lendário Fio Maravilha?
Em tempo: como o presidente Lula é corintiano roxo, que tal a Dilma pensar no Marcelinho Carioca?

Agonia ...


Foto de Charles Riedel, da Associated Press
Lousiana, Golfo do México, Praia do East Grande Terre
Cap-tirada do Toinho de Passira
Poemeu
Lenta agonia
que ironia
pelicanos morrem para carros
andarem

Huummm ...


ELEIÇÕES 2010 por TOINHO DA PASSIRA
As entranhas da central de dossiês de Dilma

Campanha de Dilma trouxe araponga da Satiagraha para montar dossiês. Conhecido por suas apurações sigilosas, sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo aceitou missão proposta por petistas e indicou delegado para ajudá-lo; trabalho custaria R$ 200 mil mensais


Fotomontagem Toinho de Passira


Fonte: O Estado de São Paulo

A matéria de Rodrigo Rangel no Estado de São Paulo, diz que “a articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República contou com a participação de arapongas ligados aos serviços secretos oficiais”. “Um deles é o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, recém-saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica. “

Conhecido personagem de apurações sigilosas em Brasília, o sargento esteve, por exemplo, ao lado do delegado Protógenes Queiroz nas investigações que deram origem à Operação Satiagraha, que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.

A participação de Idalberto de Araújo remonta às origens do plano de inteligência petista. Em abril, após ter sido procurado por emissários da campanha, o sargento disse que aceitaria o serviço, mas necessitaria de apoio. Deixou claro que, para executar a missão proposta pela campanha, seria preciso chamar mais gente.

O sargento, então, indicou um amigo de longa data, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, dono de uma pequena empresa de segurança instalada num conhecido centro comercial de Brasília. As conversas avançaram.

Outros agentes, dentre eles um araponga aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e um militar que já serviu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chegaram a ser contatados para integrar a equipe. O passo seguinte foi chegar a um valor para o serviço.

É onde começa o contato direto entre o agente e um dos principais profissionais da área de comunicação da campanha de Dilma, o jornalista e consultor Luiz Lanzetta. Dono da Lanza Comunicação, empresa contratada pelo PT para fazer a assessoria de imprensa da campanha, Lanzetta marcou um encontro com o sargento e o ex-delegado.

A reunião ocorreu no restaurante Fritz, na Asa Sul de Brasília. A dupla disse a Lanzetta que, pelo serviço, cobraria R$ 200 mil por mês. O delegado justificou o preço com o argumento de que seria preciso montar uma equipe de 12 pessoas para a missão.

Lanzetta se encarregou de detalhar o serviço de que precisava. A primeira tarefa seria interna, no bunker que ele próprio montara no Lago Sul. Desconfiado de que seu trabalho estaria sendo sabotado por gente do próprio PT, o consultor queria que os arapongas descobrissem a origem do fogo amigo.

O pacote incluiria ainda investigações que pudessem dar à campanha de Dilma munição para ser usada, em caso de necessidade, contra adversários. O alvo preferencial era o candidato tucano José Serra.

A proposta para contratação dos serviços do araponga e do delegado foi levada, então, para o núcleo central do comitê de Dilma. O assunto chegou a ser discutido com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha. Num primeiro momento, Pimentel avaliou que o preço estava alto demais. Disse que topava pagar, no máximo, R$ 60 mil.

O grupo já estava discutindo estratégias de trabalho - um dos planos era infiltrar um agente no núcleo de inteligência da campanha de José Serra - quando começaram a vazar para a imprensa informações acerca de supostos dossiês produzidos pelo bureau montado por Lanzetta na fortaleza petista do Lago Sul.

Era o que faltava para os ânimos se acirrarem ainda mais no comitê. O imbróglio realçou, no interior da campanha de Dilma, o conflito entre dois grupos: o do mineiro Fernando Pimentel, responsável por levar Lanzetta para o staff de Dilma, e o do ex-ministro Antonio Palocci.

Conspiração. Nos bastidores, Pimentel, alçado ao comando da campanha por conta de sua velha amizade com Dilma, acusa Palocci e o deputado paulista Rui Falcão, coordenador de comunicação do comitê, de tramarem para derrubá-lo. Aliados de Pimentel afirmam que foi Falcão quem deixou vazar informações sobre o dossiê, para enfraquecer o ex-prefeito na cúpula da campanha.

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*”Campanha de Dilma trouxe araponga da Satiagraha para montar dossiês” é o título original da matéria publicada no O Estado de São Paulo
**Suprimimos parte da matéria, que pode ser lida na íntegra seguindo o link da Fonte, criamos novo título e acrescentamos subtítulo e ilustração

...

Também do SOLDA

Nofa!

ARTE: do Solda

sexta-feira, 4 de junho de 2010

UI!

Viagem à Kakogawa: Prefeito terá pelo menos dois representantes

Pelo Decreto 543/2010, de 24/05/10, publicado na edição de 28/05/10 do OOM, o Prefeito Silvio Barros II autoriza a viagem da Secretária de Cultura ,Flor Duarte, para representá-lo, juntamente com outros membros da municipalidade , no período 08 a 24 de junho,nas comemorações do 60º aniversário de Kakogawa. Antes foi publicado o Decreto 523/2010, indicando Shudo Yassunaga , Diretor do Parque do Japão, para representar o Prefeito. Detalhe, ambos receberão diárias de $ 452,00, algo em torno de R$ 800,00. Não sabemos se o Prefeito terá outros representantes e qual o tamanho da caravana, mas é certo que o casal Macieira viajará.
Dúvidas: Missão oficial ou turismo? Por que aquela idéia do Bravin, de sorteio dos Vereadores que deviam viajar, não prevaleceu na escolha do representante da Câmara? Qual o critério para escolha de Heine? Quem escolheu, o legislativo ou o Executivo?

Akino Maringá, colaborador do Blog do Angelo Rigon

Ui, que porcaria, ele ainda ficou com a aposentadoria!


Do Acir Vidal

Ex-presidente do tribunal pega pena máxima: aposentadoria



Após mais de 37 anos atuando como membro da magistratura capixaba, o desembargador afastado e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) Frederico Guilherme Pimentel foi condenado ontem, por unanimidade, à aposentadoria compulsória. A decisão, histórica, encerra uma série de dez processos administrativos-disciplinares (PAD) julgados pelo TJES em decorrência da Operação Naufrágio – deflagrada em dezembro de 2008 e que investiga um esquema de venda e manipulação de sentenças no Judiciário capixaba. Apesar de condenado, Pimentel continuará recebendo o salário de aproximadamente R$ 24,1 mil, conforme prevê a Lei Orgânica da Magistratura.

O Ministério Público Federal (MPF) aponta Pimentel como uma das figuras centrais de um esquema que envolveria venda de sentenças, fraudes em concursos públicos, exploração de prestígio e loteamento de cartórios, dentre outros crimes. Na denúncia, figuram também quatro filhos, uma nora e um genro do ex-presidente. Todos os familiares já foram punidos administrativamente.

(*) A Gazeta.



A PROPÓSITO

- “Nestepaíz”, generalizando-se a corrupção, restabelece-se a justiça. *


(*) Acir Vidal, editor do site, relendo Millôr Fernandes.

One love: repetindo

Sou por aqueles que nunca foram dominados, pelos homens e mulheres cujo temperamento nunca foi dominado. Por aqueles cujas leis, teorias, convenções, jamais conseguem dominar.

Walt Whitman

Ui, que tesão teremos feriadão!


Disse Zé de Arimathéia, de Londris ... na

Grata. Zé!


Eles não dão a última palavra sobre o que é justo ou não no Brasil?
Então vamos todos obedecê-los.

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Supremo terá horário especial em dias de jogos do Brasil na Copa
Última Instância
Nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, o expediente da Secretaria do STF (Supremo Tribunal Federal) e o atendimento ao público na Corte funcionarão das 8 às 14 horas, quando a partida ocorrer às 15h30 e, das 14h30 às 20 horas, quando a partida ocorrer às 11 horas.

A determinação é do diretor-geral do STF, Alcides Diniz, na Portaria 184, divulgada nesta quarta-feira (2/6).
Também em função dos jogos, as sessões ordinárias da 1ª e da 2ª Turmas, previstas para o dia 15 de junho, terça-feira, foram canceladas. Em compensação, a 1ª Turma convocou sessão extraordinária para quarta-feira (16/2), às 9 horas. Já a 2ª Turma realizará sessão extraordinária na segunda-feira (14), às 14 horas

Parece que bebe ...

ITAMAR ASSUMPÇÃO

Parece que você bebe

Sei lá ...

Logo pra cima de mois...

Canta,m Chico Cesar

De uns tempos para cá.... CHICO CESAR

1 - Tenho cada vez menos amigos, mais colegas...

2 - Quero aposentar meu carro. Tô fora! E o interessante é que se você chega na Universidade a pé... seus colegas pensam que você não está trabalhando porque perde tempo andando a pé, diz minha amiga Ana.

3 - Não tenho saco para a "seriedade" dos pactos políticos. Um colega me diz que os pactos são necessários. Eita, marxismo petista, sÔ! Pacto com gente que não dá aula. Não tem apreço por alunos. pÔ, que avanço... para o abismo!

Ressentimentos ....


Arte: da Maria Helena Santini
texto: Por Augusto Nunes



Maria Rita Kehl radiografa o ressentimento - sobrinho do orgulho, primo da cobiça e irmão da inveja

Ressentimento
Maria Rita Kehl
Casa do Psicólogo, 248 páginas
R$ 28


É preciso muita audácia - saudável audácia - para aventurar-se pelas trilhas na selva e pelos atalhos à beira de penhascos percorridos por Maria Rita Kehl até alcançar o ponto final desta jornada de 248 páginas. Ao decidir escrever sobre o ressentimento, essa brilhante psicanalista logo descobriu que não disporia de mapas suficientes para orientar o percurso. São raras e ralas as incursões sobre o tema registradas por escrito. Maria Rita entrou sem medos na mata virgem, tangenciou despenhadeiros e, no percurso, foi coletando descobertas que faltavam a estantes do mundo inteiro. Ressentimento, editado pela Casa do Psicólogo, é obra para ser lida em muitos idiomas.

''A memória do ressentido é uma digestão que não termina'', constatara o filosófo alemão Friedrich Wilhelm Nietzche (1844-1900), único pensador ocidental a examinar mais demoradamente esses abismos humanos. Ele catalogou as características do ressentido:

1. O ressentimento nunca é difuso: dirige-se contra alguém, alguma coisa, alguma entidade. (O Outro, na certidão de batismo forjada por Maria Rita).

2. Há um contencioso entre o ressentido e o objeto do ressentimento. O ressentido tem contas a ajustar.

3. Para o ressentido, o desejo de vingança é suficiente. O ressentimento é uma revolta e, simultaneamente, o triunfo dessa revolta.

4. O ressentido invariavelmente acredita que sua infelicidade resulta do erro de outra pessoa, ou de um grupo. (Do Outro, dirá Maria Rita).

5. ''É tua culpa se ninguém me ama'', raciocina o ressentido. ''É tua culpa se estraguei minha vida, e também é tua culpa se estragaste a tua''.

6. O ressentido atribui todos os erros ao outro e permanece a acusações irrevogáveis. Não consegue aguardar em silêncio o momento do acerto. Explode freqüentemente em amargas recriminações.

7. O ressentido não sabe amar e não quer amar, mas quer ser amado. Mais que amado, quer ser alimentado, acariciado, acalentado, saciado. Não amar o ressentido é prova de maldade.

8. Para poder sentir-se um homem bom, o ressentido precisa acreditar que os outros são maus.


Oito clarões. A transformar as luzes oferecidas por Nietzche em balizas do caminho, Maria Rita delas se serviu para localizar o marco zero das trilhas a devassar. Durante meses, pesquisou em profundidade o que, como explica na introdução, ''não é um conceito da psicanálise''. Seria ''uma constelação afetiva''. Apoiada nos próprios conhecimentos, mergulhou em obras de autores que compõem uma galeria de notável abrangência.

A rigor, nenhum tratou objetivamente do tema em questão. Coube a Maria Rita estabelecer conexões e vínculos (eventualmente retocando ou ampliando afirmações do filósofo alemão), para montar a radiografia do ressentimento. Com a clareza de linguagem aperfeiçoada em textos com os quais vem enriquecendo há anos as melhores publicações do país, tornou-a perfeitamente inteligível.

A contemplação do resultado reafirma a certeza de que o ressentimento merece ser oficializado como o oitavo pecado capital, vinculado aos sete restantes por afinidades evidentes ou estreitos laços de parentesco. Freqüentador dos subúrbios da ira, sobrinho do orgulho e primo da cobiça, o ressentimento é irmão da inveja, com quem costuma ser confundido. ''Não deixa de ser uma forma de inveja destrutiva, mas tem singularidades suficientes para diferencia-lo de qualquer outro pecado capital'', diz a psicóloga paulista Patrícia Abbud.

O ressentido é antes de tudo um fraco, constata Maria Rita. Não conseguiu responder em tempo a uma agressão, real ou imaginária, e rumina a vingança que não será perpetrada. Ficará estacionada na amargura que envenena a alma. O ressentimento, adverte a autora, virtualmente impossibilita a felicidade real, aquela que não está na publicidade nem na auto-ajuda, aquela que não tem receita.

O livro também induz a uma suspeita incômoda: no Brasil, suposto habitat do homem cordial, a tribo de ressentidos exibe formidáveis proporções. Eles estão aí ao lado, pouco adiante, na mesa à frente. Ou, como convém, logo atrás.

Lar, nem tão doce lar!

Foto: Isadora Duncan

O que os homens querem da mulher?


Eu quis lhe dar um grande amor/ mas você não compreendeu/ a vida de um lar Zeca Pagodinho
20 de março de 2010


MARIA RITA KEHL - O Estadao de S.Paulo


O Dia Internacional da Mulher passou longe da minha coluna quinzenal. Assim, vou levar a sério o galanteio dos que dizem "todo dia é dia de vocês" e continuar uma velha conversa que sempre retorna, por volta do 8 de março: afinal, o que querem as mulheres? Sucessivas gerações de homens retomaram a pergunta, desde que Freud confessou sua perplexidade à amiga Marie Bonaparte no começo do século passado.

Se a descoberta freudiana ainda valer e o inconsciente continuar recalcado, o desejo, no sentido radical da palavra, é enigmático para homens e mulheres. Não há distinção de gênero frente à opacidade das representações estranhamente familiares que nos habitam e motivam lapsos, deslizes, sintomas, fantasias. Já no plano das vontades mais pedestres, do destino que damos a essa insatisfação permanente a que se chama vida - talvez aí se possa especular se os homens seriam menos enigmáticos que as mulheres.

Por uma questão de método, vale considerar o ponto de vista dos que, como Freud, se confessam incapazes de satisfazer esses seres ambíguos que somos nós, do sexo feminino. Os homens, talvez para se esquivar da intromissão feminina, declaram ser pessoas fáceis de contentar. Além de sexo, dedicação e carinho (mas sem exagero!) das amadas, querem respeito profissional e, claro, ganhar bem.


O que mais? 90% de minha amostragem particular responde: ler o jornal inteiro no domingo, jogar conversa fora com os amigos de bar de vez em quando e ver futebol na TV sem ser ???interrompidos. Essa opção, há quem troque por uma soneca no sofá.

Parece que com esse pacote de pequenas alegrias, tudo estaria bem. Mas, atenção: as mulheres, convidadas gentilmente a não aporrinhá-los durante suas atividades favoritas, devem estar a postos quando eles solicitarem. O casamento para o homem, disse uma vez Mario Prata, significa botar uma mulher dentro de casa. E depois, sair pra rua. Só que ela precisa estar lá quando o cara voltar, de preferência sem questionar por que ele saiu em vez de se contentar com tudo o que ela tem a oferecer. Melhor fazer essa pergunta ao ex-marido da Amélia, aquela dedicada que ele abandonou em troca da outra, cheia de exigências.

Mas perguntemos também, como meu colega de coluna, Marcelo Paiva, por que tantas mulheres hoje (nem todas! só as de 40 pra cima) não querem mais se casar? Essa pergunta é simétrica àquela formulada pelo historiador da revolução francesa, Jules Michelet, aos homens que no fim do século 19 preferiam as aventuras do celibato à responsabilidade do casamento. Michelet lamentava o destino das moças pobres e remediadas que, fora da instituição do matrimônio, ficavam desprotegidas, vulneráveis, sem perspectiva de futuro.

A recusa mudou de lugar? Por que as mulheres de hoje, cumprida a etapa inicial da criação dos filhos, preferem não entrar num segundo ou terceiro casamento? Hipótese: porque não precisam mais dele. Não do homem, nem do amor: do casamento. Nem todas as que desistem de casar de novo são, como pensa Marcelo, desiludidas com o amor. As mulheres que já se casaram algumas vezes podem ter desistido do casamento porque esse existe, até hoje, para tornar confortável a vida - dos homens. Separados, eles procuram imediatamente uma esposa que substitua a primeira, enquanto elas parecem não ter pressa nenhuma de voltar ao estado civil anterior. Isso não quer dizer que tenham desistido de amar. Pode ser que estejam à procura de outras coisas, além das que o casamento proporciona. Aliás: é nessa hora, quando uma mulher não se contenta mais com o que seu homem lhe oferece, que ele a acusa de não saber o que quer.

Muitas coisas os homens podem nos dar. Amor, prazer, carinho, apoio. Aquele olhar de desejo que embeleza a mulher. E filhos, quase todas queremos os filhos. O que mais? Profissão e independência econômica ficam fora do pacote do amor. Poder, também: mas o verbo é mais instigante que o substantivo. As mulheres querem poder muitas coisas. Depois que os filhos crescem e antes que lhes tragam netos pra cuidar, o que querem as mulheres? É simples: tudo o que não puderam viver até então. Está certo: tudo, tudo não pode ser. Vá lá, quase tudo. Com vocês ou sem vocês, meus caros; quase tudo. Caberia até perguntar: por que os homens (não todos! só os de 40 pra cima) querem tão pouco?

Basta olhar à sua volta. Uma fila de cinema: 60% de mulheres, 40% de homens (os jovens talvez sejam exceção). Um concerto? 70% pra nós. Exposição de arte, idem. Metrô pra qualquer lugar, fora de horários de pico: mulheres, mulheres. Carnaval, festa-baile: olha lá elas dançando, com ou sem parceria masculina. Viagens, ecoturismo, passeatas - a lista é longa.

Por isso mesmo a mulher pode hoje dar a seu parceiro o que nenhuma geração anterior ao século 20 podia dar. Aquilo que o poeta francês Benjamin Pérec chamou de amor sublime: o amor da carne, mais o da sublimação. As três últimas gerações de mulheres, não limitadas ao espaço doméstico, são capazes de conversar sobre quase tudo com seus companheiros. Compartilhar ideias, projetos, ambições, bobagens, piadas, boemia, lutas. A vida pode ser bem boa desse jeito, e o amor, uma conversa sem-fim.

O filósofo romeno Cioran afirmou que as mulheres são as novas-ricas do mundo da cultura. Talvez por isso falemos demais. Em compensação, os maridos não são mais os nossos únicos interlocutores.

...


Cabeça de brasileiro


Boommm!


Braziu!

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