TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Concurso!


rsrsrsrrsrrrrssrrssrsrsrsrsrrssrsrsr
Em outra instituição também um candidato viveu sua fase de busca do vice. A ex-querda o socorreu.
Patos são aptos para fazer pactos.

Ai, dói!



O Marido como Capital (Mirian Goldenberg) cap-tirado da Denise Arcoverde
Leia mais sobre Feminismo
Publicado na Thursday, 03 June 2010


No Brasil, as mulheres experimentam o envelhecimento como um período de perdas ainda maiores


NO BRASIL, o corpo é um capital. Certo padrão estético é visto como uma riqueza, desejada por pessoas de diferentes camadas sociais.
Muitos percebem a aparência como veículo de ascensão social e como capital no mercado de trabalho, de casamento e de sexo. Para aprofundar essa discussão, estou fazendo um estudo comparativo com mulheres brasileiras e alemãs na faixa de 50 a 60 anos.
Já nas primeiras entrevistas, constatei um abismo entre o poder objetivo que as brasileiras conquistaram e a miséria subjetiva que aparece em seus discursos.
Elas conquistaram realização profissional, independência econômica, maior escolaridade e liberdade sexual.
Mas se preocupam com excesso de peso, têm vergonha do corpo, medo da solidão.
As alemãs se revelam muito mais seguras tanto objetiva quanto subjetivamente.
Mais confortáveis com o envelhecimento, enfatizam a riqueza dessa fase em termos de realizações profissionais, intelectuais e afetivas.
A discrepância entre a realidade e a miséria discursiva das brasileiras mostra que aqui a velhice é um problema muito maior, o que explica o sacrifício que muitas fazem para parecer mais jovens.
A decadência do corpo, a falta de homem e a invisibilidade marcam o discurso das brasileiras. De diferentes maneiras, elas dizem: “Aqueles olhares e cantadas tão comuns sumiram. Ninguém mais me chama de gostosa. Sou uma mulher invisível”.
Curiosamente, as brasileiras que se mostram mais satisfeitas não são as mais magras ou bonitas. São aquelas que estão casadas há anos. Elas têm “capital marital”.
Em um mercado em que os homens disponíveis são escassos, principalmente na faixa etária pesquisada, as casadas se sentem poderosas por terem um “produto” raro e valorizado. Aqui, ter marido também é um capital.
No Brasil, onde corpo e marido são considerados capitais, o envelhecimento é experimentado como uma fase de perdas ainda maiores.
Já na cultura alemã, em que diferentes capitais têm mais valor, a velhice pode ser uma fase de realizações e de extrema liberdade.
Como ressaltou Simone de Beauvoir, “a última idade” pode ser uma liberação para as mulheres, que, “submetidas durante toda a vida ao marido e dedicadas aos filhos, podem, enfim preocupar-se consigo mesmas”.


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MIRIAN GOLDENBERG, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de “Coroas: Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade” (ed. Record) www.miriangoldenberg.com.br


Fonte: http://twitter.com/socioweb


Ilustração: Femme-Maison, Louise Borgeouis
O que vocês acham?

Vice...


Uau!


malas cheias de ...


Adorei, Miran!


Do Miran, cap-tirado do Solda

Quá!


Observatório Social do Brasil?

E não é que existe mesmo o Observatório Social do Brasil e com sede em Maringá? É , digamos um clone do famoso Observatório Social que serve para avalizar as ações da administração Barros, passando a impressão de que ela transparente e que aqui os recursos públicos são bem aplicados. A turma é mesma, Ariovaldo, Acim, etc. Agora a deputada Cida Borghetti quer levá-lo para fiscalizar a assembleia. Brincadeira tem hora! Será que eles pensam que somos otários ? É desmoralização definitiva do Observatório Social de Maringá. Se restavam dúvidas, de se tratavam de um esquema, se dissiparam. Os fantasmas continuam.

Akino Maringá, colaborador do Blog do RIGON

Piratas de Israel


ATAQUE NO MEDITERRÂNEO

Enviada pelo GROZNY

Grata!

Pirataria e seqüestro, os nomes corretos


por Celso Lungaretti em 3/6/2010


É repulsiva a forma como está sendo noticiado o episódio do ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária a Gaza. Quase ninguém diz que se tratou de um ato de pirataria. E foi. Não há outro nome para a agressão de um bando armado a embarcações civis em alto mar.


E o que aconteceu com os ativistas que não foram mortos nem feridos pelo bando armado? Terão sido detidos, como se lê e ouve na mídia? Não, porque o bando armado não tinha autoridade para deter ninguém, muito menos em águas internacionais.


O que houve não passou de um sequestro. Nem mais, nem menos. Então, nunca existiram 700 pessoas detidas, o que há são 700 pessoas sequestradas. Se quem as tivesse sequestrado fosse o governo de Chávez, Castro ou Ahmadinejad, a terminologia da mídia, com certeza, seria rigorosamente exata.


Em sacrifício


Também é um embuste dá-los, agora, como deportados, já que não entraram em Israel por vontade própria, mas sim arrastados por sequestradores. Estão sofrendo mais uma violação dos seus direitos, ao não serem simplesmente soltos para ir onde quisessem, mas sim despachados na marra para um país que não escolheram.

Em se tratando de Israel, os jornalistas pisam em ovos e são obrigados a utilizar os mais evasivos eufemismos.

Depois, existe quem esteja perdendo tempo e desperdiçando espaço com análises sobre a ridícula alegação israelense de que seus assassinos teriam exercido o direito de autodefesa. O que não é sério, não devemos levar a sério, caso contrário nos acumpliciaremos com a desinformação.

Se qualquer barco é atacado por piratas no meio do oceano, a tripulação, sim, reage em legítima defesa. Os piratas, não. Eles estão simplesmente tentando neutralizar as vítimas, para concretizarem seu intento ilegal. Se, para tanto, as matam, o que fizeram foi cometer homicídio, por motivos vis. Ou seja, um crime dos mais crapulosos.


Não são questões semânticas: a linguagem também pode servir para atenuar o impacto de episódios escabrosos, facilitando sua absorção e progressivo esquecimento. Os jornalistas que se mancomunam com esses contorcionismos retóricos, entretanto, não estão sendo imparciais, mas sim amorais. Ao contribuírem para a aceitação do inaceitável, fazem uma opção pela carreira, em detrimento da missão.

Lembremos Brecht: "Em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar".

Nove seres humanos valorosos deram a vida para que nada parecesse impossível de mudar. O mínimo que podemos fazer é honrar seu sacrifício.
3/06/2010-09h41
Israel teria atirado corpos no mar, diz cineasta brasileira Iara Lee
DA BBC BRASIL
A ativista e cineasta brasileira Iara Lee, sequestrada por tropas israelenses na ação militar contra embarcações que levavam ajuda humanitária à Gaza na segunda-feira passada, disse que viu "muito sangue" e que começou "a passar mal" quando subiu ao convés do barco em que viajava e que foi palco dos episódios de violência que resultaram na morte de nove ativistas.

Em entrevista à BBC Brasil, de Istambul, onde chegou nesta quinta-feira de madrugada junto com um grupo de cerca de 450 ativistas deportados de Israel, Iara contou que os atiradores de elite do Nazista Exército de Israel entraram no principal navio da frota, o Mavi Marmara, "atirando para matar".

Ela disse que o operador de internet do barco foi morto com um tiro na cabeça.

"Ele estava na sala de operações, perto da ponte, por onde entraram os atiradores de elite. O corpo dele foi encontrado com um tiro na cabeça", disse ela nesta quinta-feira, em Istambul, onde aguarda o embarque, na sexta-feira, para os Estados Unidos, onde vive.

Iara contou que estava embaixo do convés no momento do ataque, mas quando subiu para procurar seu cinegrafista, viu quatro corpos e vários feridos.


"Era muito sangue, eu comecei a passar mal, tive ânsia de vômito e até desisti de procurá-lo." Iara disse não ter testemunhado as mortes, mas que 'outras pessoas que estavam no barco contaram ter visto soldados atirando corpos no mar'.

'Nossa contabilidade é de que 19 pessoas morreram. Ainda há gente desaparecida, não sabemos o que aconteceu com eles. E ainda há feridos muito graves, praticamente morrendo, que não conseguimos retirar do hospital em Tel Aviv."


Violência desproporcional


Para a cineasta, a violência usada pelas tropas na ação foi desproporcional. "Nos barcos pequenos, eles usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e armas de choque. Mas no nosso barco, eles chegaram usando munição de verdade", conta.


"Foram atiradores de elite, todos vestidos de preto, armados". A cineasta contou que a pirataria israelense ocorreu por volta de 04h30 da madrugada, no escuro, e que foi muito rápida.


"Tinha dois barcos da Marinha. Quando a gente piscou apareceram dezenas de barcos de borracha, helicópteros, atiradores de elite descendo no barco. A marca registrada deles é o silêncio, fomos pegos de repente", ela lembra.

Iara acredita que os soldados ficaram assustados com o número de passageiros a bordo -- mais de 600 -- e que, por isso, ele podem ter optado por uma ação rápida com o objetivo de assumir imediatamente o controle do barco.

"Esperávamos que eles atirassem para o alto, em direção aos nossos pés, para nos assustar. Imaginávamos que eles fossem tentar jogar redes nos nossos motores, deixar a gente à deriva no meio do mar, mas nunca imaginamos isso."

Depois da abordagem, as embarcações da tropa foram levadas para o porto de Ashdod, em Israel, com todos os passageiros algemados. 'Quando mandaram a gente descer do barco, já tinham jogado todo o conteúdo de nossas malas no chão, estava tudo misturado. Eram roupas, laptops, pijama, escova de dentes, tudo junto.'


Os ativistas voltaram para a Turquia apenas com a roupa do corpo e seus passaportes. Segundo a cineasta, todas as câmeras, telefones celulares e blackberries foram roubados pelos nazistas. Ela diz que perdeu US$ 150 mil em câmeras e lentes.


Mas Iara disse que os ativistas conseguiram salvar registros do ataque que teriam sido escondidos em peças de roupas.
'A gente conseguiu salvar algumas fitas com imagens do ataque, que costuramos nas nossas roupas e não foram encontradas pelos piratas israelenses.'

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fui!

em 2000 (?)
Em 1949








escultura




Aranha de bronze, 9 metros de altura. Na foto: Londres, Rio tâmisa

Passeando no lindo Blog Caminhar, da Laura, via uma homenagem à artista plástica Loiuse Bourgeois. Fui pesquisar. AMEEEI!

A Louise destacou-se pelo nonsense, foi no mundo das artes à procura da "lógica das pulsões". É uma arte que - com certeza -não será tão facilmente mercantilizada pela propaganda. Pelo que sei os Pênis, corpos diferentes não aparecem em outdoors. O dia em que eu olhar para cima e ver um pênis numa propaganda, direi: Ok, vocês venceram.

Louise Bourgeois (Paris, 25 de Dezembro de 1911 - Nova Iorque, 31 de maio de 2010)

Hoje eu acordei assim ...


Eu tenho um vício. Confesso. Fico olhando as pessoas e tentando ler seus gestos, seu corpo, suas palavras. Eu me delicio vendo a dicotomia entre ser - representar da nossa espécie Homo sapiens demens.

Tive um aluno que queria ser o bom entre seus colegas. Era mesmo bom escrevente. Provas bem escritas. Postava-se diante dos colegas e de mim com seu corpo franzino, pequeno, olhos pequeninos como os de uma raposinha e um leve sorriso de escárnio. Um Monalisa. Nunca entendi o porquê de sua tanta insegurança. Mas eu sou professora, não psicanalista.

Mesmo assim, continuo analisando as filigranas dos gestos. Há alguns anos uma colega tornou-se coordenadora de um pós-graduação. No dia seguinte ela andava com um peito de pombo, falando alto e em bom som pelos corredores. Eu, hein?! Cheguei a ter pena. Cromossomos inseguros e arrogantes.

Um colega desligou o telefone na minha cara e me disse - cara a cara, depois que fui vê-lo ao vivo e a cores - que bateu o dedo no fone. Até me mostrou como seu dedinho bateu na teclinha de desligar seu foninho. Olhei bem para as mãos dele, seu dedinho trêmulo e vi um menininho pregando mentirinha para a mamãe. Ui, que pena dele. Claro, a pena como "cer umano"; como político de uma universidade me deu vontade de jogá-lo janela abaixo. Mas, a janela era pequena.


Um colega professor me deu um "pito", me chamou de deselegante quando mencionei a palavra puteiro como metáfora para designar a instituição de outra pessoa. Nofa! sai de fininho. Seus gestos iam partir para a ação! Nofa! que colega conservador! Cromossomos antigos!


Quanta bobagem para um feriado! Sorry!

Ui, que tesão, quantas máscaras na mão!




"Cronicamente Inviável", filme de Sérgio Bianchi, esquadrinha a ética duvidosa do Brasil de hoje
O pacto do cinismo
Maria Rita Kehl
especial para a Folha

A realidade não interessa às pessoas", lamenta-se o protagonista de "Cronicamente Inviável", quase no fim desse filme em que o público é submetido a um verdadeiro tratamento de choque diante de uma cruel seleção do que há de pior na realidade brasileira. A fala do personagem representado por Humberto Magnani -um sociólogo empenhado em coletar e comentar criticamente fatos que denunciem que o Brasil é inviável- é contestada pelo público do filme, que vem recebendo muito bem a má notícia. Ao contrário do que aconteceu com outros filmes igualmente críticos e indignados do cineasta Sérgio Bianchi, este "Cronicamente Inviável" não passou despercebido e vem fazendo sucesso, principalmente junto a um público mais jovem, habitualmente avesso ao cinema brasileiro.
Como comentar esse fenômeno? Poderíamos pensar, com otimismo, que as pessoas andam mais conscientes dos problemas do país, mais interessadas na "realidade". Ou simplesmente dizer, no jargão de um analista de mercado, o que Bianchi certamente abominaria: que, hoje, "a realidade vende". Como a primeira abordagem não exclui a segunda, e vice-versa, a recepção positiva de "Cronicamente Inviável" nos propõe um dilema moral, claramente enunciado em outra fala do mesmo personagem: "Este excesso de compreensão pode acabar virando cumplicidade". Da cumplicidade ao cinismo a passagem é quase imediata. A "realidade" interessa ao cínico, para quem vale a lógica do "quanto pior, melhor". O cínico não é aquele que quer se iludir; é justamente alguém que percebe com clareza a dura realidade e, cúmplice do que nos parece condenável, aprende a jogar com ela em benefício próprio.
Um dos recursos utilizados repetidamente por Bianchi para produzir mal-estar no espectador é o confronto de personagens de classe média, que se julgam politicamente corretos, com os miseráveis com quem eles se dizem solidários; o resultado do encontro é sempre desastroso e evidencia a nulidade de nossas boas intenções diante da desigualdade monstruosa que já se produziu no país. O engenho desse recurso consiste em manter, diante de algum fato abominável, enunciados que seriam "razoáveis" em outro contexto.
Os personagens, evidentemente, não levam a sério o que dizem. Por duas vezes, por exemplo, meninos de rua são atropelados por madames apressadas, diante de um (mesmo) restaurante elegante. Os fregueses saem à porta e assistem à cena, inertes, repugnados. Saindo do carro, a motorista contempla horrorizada o corpo da criança agonizante e se dirige, evidentemente, a seus pares: eu não tive culpa, eu estava dentro da lei, tenho um compromisso logo mais etc. E conclui: "Eu não vou me atrasar por um excesso de escrúpulos legalistas". Manobra o carro junto ao corpo do menino e vai embora. Não há limites para a nossa tolerância moral; não há fato "real" o suficiente que uma inversão no sentido do discurso não seja capaz de ressignificar, para livrar a cara dos responsáveis. Se o senso (crítico?) comum estabelece que "ninguém" se importa com a lei, não existe diferença entre o escrupuloso e o otário, entre o realista e o canalha. O único crime imperdoável é admitir a culpa. Em vez de "somos culpados", "Cronicamente Inviável" parece estar demonstrando a seu público: "Tornamo-nos cínicos". Mas até que ponto o filme, com seu realismo atordoante, não é mais uma manifestação dessa "má consciência ilustrada" que constitui o cinismo, no dizer do filósofo Peter Sloterdijk? Não é porque ninguém se salva (moralmente) entre os personagens dessas crônicas de um país inviável que o filme corre o risco de convocar o espectador ao cinismo. É porque ele não possibilita nenhuma brecha para imaginar -ou mesmo desejar- que as coisas possam ser diferentes.

Má consciência ilustrada

O espectador sente-se inteligente e crítico ao acompanhar, e compreender, as construções inteligentes e críticas do argumento de Sérgio Bianchi. Mas, se fosse convidado a escolher seu lugar no enunciado de Stanislaw Ponte Preta, "ou restaura-se a moralidade ou locupletamo-nos todos", só poderia se colocar entre os que se locupletam. Repetidamente, no filme, personagens sofisticados e bem informados reúnem-se para comer bem e falar mal do país, num ambiente em que qualquer indignação, qualquer apelo à moralidade, soa absurdamente ingênuo.
A má consciência ilustrada nacional produziu, há décadas, um fenômeno estranho: nenhum brasileiro se identifica com as mazelas do Brasil. Não se trata de falta de "nacionalismo", que bem deveria ser dispensado, aqui ou em qualquer nação, mas de falta de implicação. "No Brasil, todo mundo é trambiqueiro!", exclama outro personagem do filme, justificando seus próprios trambiques como parte do azar de ter nascido aqui. Como na letra da canção de Chico Buarque, foi um Deus gozador que, tendo o mundo inteiro para nos destinar, quis nos jogar aqui, "na barriga da miséria"...
Quem pode, goza dos privilégios de ser brasileiro -o que inclui os benefícios privados que cada um pode tirar da tão falada "tolerância ética" nacional. O acréscimo ao gozo está em que ninguém se sinta particularmente responsável pelas consequências.
Neste sentido, é didática a comparação de "Cronicamente Inviável" com a peça "Bonitinha mas Ordinária", de Nelson Rodrigues, em cartaz no teatro Eugênio Kusnet. Para o que me interessa nesta discussão, a montagem de Marco Antônio Braz tem o mérito de enfatizar o dilema moral do personagem Edgar e deixar em segundo plano o "escândalo sexual", muito mais evidente, por exemplo, no filme de Braz Chediak, com Lucélia Santos, de 1980.
A montagem de Marco Antônio Braz, radicalmente rodriguiana, é perfeitamente atual. Na peça, os efeitos tanto cômicos quanto dramáticos se produzem a partir da crise em que a frase de Otto Lara Resende "o mineiro só é solidário no câncer" precipita o incauto Edgar. A partir do momento em que é tocado pela "frase do Otto", Edgar é lançado num permanente conflito moral; depois da "frase do Otto", tudo é permitido; nenhuma renúncia faz sentido, nenhum ideal se mantém, depois da "frase do Otto". A frase força Edgar a se transformar num canalha. Pior: numa demonstração genial de Nelson Rodrigues de que o efeito de um discurso crítico fechado sobre si mesmo pode ser a sacralização do que ele pretende demolir, o diabo da "frase do Otto" desautoriza qualquer aposta em outra direção que não seja a da canalhice. Edgar, que pretendia escandalizar a burguesia com a frase fatídica, assiste horrorizado à sua apropriação como signo de distinção de classe; no clube, os milionários cumprimentam-se alegremente, cúmplices em sua baixeza: "Como é que vai, mineiro?...".
A peça é de 1962
. Nela, a repugnância de Edgar funciona como ancoramento de um outro ponto de vista, fora do realismo cínico dos outros personagens. Hoje a "frase do Otto", perfeitamente assimilada, soa quase pueril. Nada desestabiliza o brasileiro do ano 2000 em sua triste resignação acanalhada, a não ser, talvez, a insistência de alguns poucos (otários? perdedores?) em se manter afastados da bandalheira geral.
"Cronicamente Inviável" termina com a fala de uma moradora de rua embalando o filho para dormir. Ela diz que o menino deve ser honesto e não precisa se envergonhar de sua pobreza. Diz que se orgulha do filho e do grande futuro que ele há de construir. É o trecho mais chocante do filme, porque o diretor faz dessa personagem, que nada tem a perder, a única que parece levar a sério o que diz.

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Maria Rita Kehl é psicanalista e ensaísta, autora de, entre outros, "Deslocamentos do Feminino" (Imago).
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COMENTÁRIO:
Que lindo texto. Lindo não pelo tema, mas pela coragem da autora, Maria Rita Khel. Foi publicado na Folha de São Paulo, em 2000. E é tão Braziuuuu ainda. Nossa história corre para trás. Gosto muito do último parágrafo: NADA DESESTABILIZA O BRASILEIRO DO ANO 2000 EM SUA TRISTE RESIGNAÇÃO ACANALHADA, A NÃO SER, TALVEZ, A INSISTÊNCIA DE ALGUNS POUCOS (OTÁRIOS?, PERDEDORES?) EM SE MANTER AFASTADOS DA BANDALHEIRA GERAL.
Hoje é feriado. Estou cá, em casa, lendo uma coletânea cujo título é: Para uma vida não fascista. Estou revendo as cenas de ontem, quarta-feira, na Universidade. Sai da reitoria, de uma reunião de Conselho, as 12 horas. Vi uma equipe conhecida circulando por lá. Ui, um PACTO sairá. Eleição para rei-tor. Eu, no alto de meu meio século de idade, vou fazer a campanha anarquista. "Véia" louca, dirão alguns. Sim. Sou uma otária. Uma otária que dá aulas, orienta, não falta às aulas. Uma otária que gosta de alunos. E gosta de gostar. Uma otária feliz. Uma coisa é certa, não sou resignada; talvez, seja o nada. Rá!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Belo!

Enviado pelo Zé de Arimathéia, Londrina

No Paraná ...


Funcionários da Assembleia

Eis alguns nomes de comissionados da assembleia vinculados aos Deputados de Maringá: Adriano Machado Pszybylski- - G6- Dr. Batista- Aldi César Mertz- G7- Dr. Batista- Andre Francisco de Magalhaes Marassi- G7- Cida Borghetti- Antonio Bento Cuenca Moya- G7- Cida Borghetti- Aline Aparecida Hey G7- Enio Verri- Ananias da Costa Manuel- G7- Enio Verri- Beatriz Egea Rodrigues- G7- Nishimori- Bruno Fernando Cavassani- G7- Dr. Batista- Aparecido Lopes G3- Dr. Batista- Cláudia Regina da Silva- G5- Quinteiro- Continuaremos depois . A título de informação G6 - Salário de R$ 1.200,00; G7 R$ 600,00 e G3 R$ 3.000,00. G-5 R$ 1.800,00. Vamos fiscalizar se essas pessoas não são empresários, não tem outros empregos e trabalham efetivamente para a assembeia.

Akino Maringá, colaborador do Blog do Rigon na Má-ringa

Arrá!

Saiu, hoje, nosso livro sobre os ecólogos e suas histórias. Nasceu de uma disciplina que ministrei em 2003 para alunos da Pós-Graduação em Ecologia de Águas Continentais ligado ao Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá e ao Núcleo de Pesquisas Ictiológicas - NUPELIA que reune um grupo de inestimáveis professores e pesquisadores da Universidade.
O curso que ministrei - História da Ecologia - para um grupo de mestrando e doutorandos do PEA, resultou em trabalhos finais. Cada aluno escolheu um ecólogo para estudar e escrever sobre. Não há, no Brasil, nada traduzido acerca desses ecólogos. Há, é claro, referências aos ecológos.
Dos trabalhos chegamos ao livro. Que tal? Então, cada um dos autores que partilha esse livro, cuidou das traduções, das leituras e da escrita. Em agosto de 2004, uma primeira rodada de autores foi feita. Lemos, eu, Ana Petry e Fernando Pelicice, os três organizadores, os textos preparados. Foi a primeira rabiscada geral. Devolvemos tudo riscado. Mais uma fase de reescrita. Em 2005, o mesmo processo. Agora, selecionando o que ficava e o que caia. Em 2006/2007, com todos os textos prontos, enviamos a um professor de língua portuguesa para correção. Novamente, a tarefa de refazer. Em 2008, puxamos as nossas orelhas. Cada um reescrevia o texto outra vez. Enviamos à Editora da Universidade Estadual de Maringá.
De 2008 a 2009 o livro passou pelas mãos de rigorosos pareceristas. No segundo semestre de 2009, após a leitura dos pareceristas, nova correção. Em 2010, em abril, fiz mais três correções do livro. E não é que encontrei alguns erros de gramática, de uso indevido de advérbios .... Depois da terceira leitura, pacientemente, o Marcos da editora, fez as correções. Tudo certo? Tudo corrigido? A capa? E uma intensa troca de e-mails entre eu, a Ana e o Fernando. A Ana agora é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Fernando, professor da Federal de Rondônia. Hoje, dia 2 de junho, as 16 horas, entrei na EDUEM, nossa livraria, e fizemos uma mini festa. Eu, o povo da livraria. Abraços mil! Foram seis anos de trabalho. Muitos dizem que demoramos. Não! respondo. Fizemos um livro para uso na graduação e pós. Um bom manual. Sério. Vai para o currículo Lattes, mas não por acaso. Vai porque é sério. Não foi feito às pressas apenas para marcar pontos no currículo ou um livro a mais no mundo dos manuais. Os autores se esmeraram. São eles:
Edson Fontes (hoje professor da Universidade Federal Tecnológica de Londrina, PR), Erivelto Goulart (UEM) e Marta Bellini - capitulo 1: Lamarck e a origem da ideia de adaptação evolutiva dos organismos.
Christian Fausto Moraes dos Santos (UEM) - Capitulo 2: Quando as plantas comiam cães e os homens tinham rabos:a teoria da cadeia do ser no Brasil do século XIX.
Fernando Mayer Pelicice, capitulo 3 - Henry Allan Gleason: um ecólogo "fora da lei" ou uma equívoca legislação da natureza?
Rosa Maria Dias, capitulo 4: Lotka e Volterra: elementos para o debate da Ecologia Dinâmica.
Ana Cristina Petry, capitulo 5. Charles Sutherland Elton: arcabouço teórico da ecologia animal.
Almir Manoel Cunico, capitulo 6. George Evelyn Hutchinson, o precursor da Ecologia Moderna
Alexandre Leandro Pereira, capitulo 7. Raymond Lindeman e o pioneirismo na teoria de ecossistemas.
Milza Celi Fedatto Abelha, capitulo 8. Edward osborne Wilson: desafios da biodiversidade no século XXI
Lilian Akemi Kato e Marta Bellini, capitulo 9. Robert May e a dinâmica das populações: a equação logística e o caos.
e os argentinos que constituiram um belíssimo capitulo sobre a ecologia argentina: José Antonio Arenas-Ibarra, Martin César Maria Blettler e Luis Alberto Spinola: Limnologia fluvial na América do Sul: um comentário sobre alguns de seus pineiros e suas contribuições.
Ah, o preço: R$ 45,00. No Mês de junho, lançamento, com 50% de desconto.
Após, desconto para alunos da graduação e pós: 40%
Os autores conseguem 60% de desconto da Editora. Resultado: o livro custará: R$18,00. !!!

Aconchego

Elba Ramalho ...


Do Blog Rerum Natura, Portugal


Do poeta brasileiro Ferreira GuLlar, galardoado hoje com o Prémio Camões, escolhi três poemas (do livro "Toda a Poesia", 7ª edição, José Olympio Editor, 1999):

PRIMEIROS ANOS

Para uma vida de merda
nasci em 1930
na rua dos prazeres

Nas tábuas velhas do assoalho
por onde me arrastei
conheci baratas, formigas carregando espadas
caranguejeiras
que nada me ensinaram
exceto o terror

Em frente ao muro negro no quintal
as galinhas ciscavam, o girassol
Gritava asfixiado
longe longe do mar
(longe do amor)

E no entanto o mar jazia perto
detrás de mirantes e palmeiras
embrulhado em seu barulho azul

E as tardes sonoras
rolavam
sobre nossos telhados
sobre nossas vidas.
Do meu quarto
ouvia o século XX
farfalhando nas árvores lá fora.

Depois me suspenderam pela gola
me esfregaram na lama
me chutaram os colhões
e me soltaram zonzo
em plena capital do país
sem ter sequer uma arma na mão.
****
DOIS E DOIS: QUATRO

Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena

Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena

- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena.

Fonte: primeira página do The New York Times de 31/5/2010.

Do furo viestes, ao furo retornareis. Sem cetro nem coroa. O manto sim, vos é de direito. Do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba

Múuuu-gabe!


Mugabe e os alienígenas
qua, 02/06/10
por gustavo poli

Enviado pela Ana Cristina!

Grata, CRIS!


As seis frases abaixo foram proferidas pelo mesmo autor:

1 – “Nossos votos devem vir acompanhados de nossas armas. Pois todo voto que conquistado será produto das armas. A arma que produz o voto deve permanecer como seu guarda-costas. Os votos do povo e as armas do povo são gêmeos inseparáveis.”

2 – “O único homem branco que você pode confiar é um homem branco morto.”
3 – “Homossexuais são uma abominação, um apodrecimento da cultura e são repugnantes para minha consciência. São imorais e repulsivos, piores que porcos e cachorros. Animais na selva são melhores que essas pessoas porque eles ao menos sabem diferenciar homem e mulher. Não acredito que eles tenham direito nenhum.”
4 – “Eu sou diplomado em violência.”
5 - “Se perdermos a eleição, não aceitaremos o resultado. Lutamos e morremos por esse país e ninguém pode esperar que entreguemos o país num prato para um partido novo apoiado pelo homem branco.”
6 – “Me chamam de Hitler negro. Esse Hitler tem só um objetivo – justiça para seu povo, soberania, reconhecimendo da independência e do direito sobre seus recursos. Se isso é Hitler… quero ser Hitler dez vezes.”

As citações acima são de Robert Gabriel Mugabe, o homem que há 30 anos manda no Zimbábue. Neste 2 de junho de 2010, ele estará no Estádio Nacional de Harare, sentado ao lado do embaixador brasileiro Raul de Taunay, presenciando e faturando um amistoso que parecia improvável. A Seleção Brasileira estará jogando contra sua seleção. Não será um jogo qualquer. Será a primeira vez que uma seleção não-africana vai jogar contra o Zimbábue no país.
O povo do Zimbábue, claro, está adorando. Torcedores invadiram e lotaram o hotel da Seleção. Para o zimbabuano normal, é quase uma visita alienígena. A histeria provocada pelos “Samba boys” vai parar o país. Há quem diga que o governo decretou ponto facultativo – o que seria quase uma ironia num país com 80% de desempregados. A alegria do povo é o argumento da CBF para rebater as críticas ao amistoso. Não é uma alegria qualquer – é impressionante. É um misto de beatlemania com Independence Day. A sensação é genuína e linda – mas o subterrâneo é menos simpático.
Robert Mugabe não é um pária mundial à toa. Seu regime não é uma ditadura qualquer. Mugabe não é um tirano de botequim. Aos 86 anos, ele é considerado o pior chefe de estado do mundo. No ano passado, o primeiro-ministro britânico se retirou de uma conferência quando soube que ele ia.
Esta semana, ele foi banido da 25a conferência franco-africana pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Por conta da tirania, desde 2002 o país está sob sanções econômicas dos EUA, Canadá, Austrália, Suíça e da Comunidade Europeia. Mugabe e 98 membros do ZANU-PF (seu partido) tiveram seu patrimonio congelado no exterior. Mugabe e os 98 asseclas não podem pisar em território europeu ou americano.
Na África do Sul existem três milhões de refugiados zimbabuanos – gente que fugiu da perseguição de Mugabe (isso num país de 12 milhões de pessoas). Na terça-feira, a Suprema Corte sul-africana deu ganho de causa a um banco sul-africano, o Standard Bank, que em 2008 fechou uma conta do empresário zimbabuano John Bredenkamp, por causa de suas ligações com Mugabe. A corte disse que o banco agiu certo.
Em 2008, Mugabe foi “reeleito” presidente – numa das eleições mais fraudadas da história. Mas teve que aceitar seu opositor Morgan Tsivangarai, do MDC (Movimento pela Mudança Democrática), como primeiro-ministro. O mesmo Tsivangarai que ele chamava de “sapo ambicioso”. Claro que o recuo foi apenas mais uma jogada de Mugabe para permanecer no poder. Mas, mal ou bem, Tsivangirai vem tentando melhorar as coisas.
O Zimbábue tentou atrair inúmeros países para jogar ou treinar lá. Tinha conseguido sediar a pré-temporada da Coréia do Norte, uma aliada histórica de Mugabe. Foi o país que forneceu treinamento para sua temida polícia secreta nos anos 80. Mas por conta dessa herança trágica – membros do movimento para mudança democrática (MDC) ameaçaram protestar. Os norte-coreanos – que não são exatamente afeitos a protestos – desistiram.
No Brasil, tivemos ditatura também – uma ditadura que teve tortura e desaparecidos. E que adorou usar o futebol a seu favor. Noventa milhões em ação, Brasil potência, pra frente Brasil. Mas os porões da ditadura brasileira parecem um desenho disney perto do que aconteceu e acontece no Zimbábue. É um regime que usa fome e estupros como recursos de pressão – isso sem falar em torturas, espancamentos e assassinatos. É nesse cenário que a camisa amarela vai atuar hoje.
Para quem tem dúvidas de que o jogo desta quarta tem componente político, basta ver quem recebeu a Seleção no Aeroporto. Dois ministros do ZANU-PF – O ministro do Turismo e da Hospitalidade, Walter Mzembi, e da Capacitação, Saviour Kasukewerre. E dois ministros do MDC – David Coultart, do Desenvolvimento Jovem e Assentamentos; e da Informação, Comunicação e Tecnologia, Nelson Chamisa.
A presença dos quatro ministros tem motivo – a intensa disputa pelo poder continua. O ZANU-PF e o MDC dividem hoje o governo de conveniência que Mugabe teve que aceitar há dois anos. O MDC quer eleições no ano que vem. Mugabe e o ZANU-PF dizem que só aceitam com o fim das sanções internacionais. E o ditador continua passando por cima do primeiro-ministro. Na semana passada, ele apontou sem consultar ninguém o presidente da Suprema Corte. E escolheu um antigo aliado, que comandou a comissão eleitoral da fraude na eleição de 2008.
Para se ter uma noção de quão surreal é a situação, Chamisa, que esteve no Aeroporto para buscar o Brasil, foi atacado em 2007 por membros da polícia secreta no mesmíssimo local – como você pode ver aqui - numa demonstração de como Mugabe trata seus oponentes. Por outro lado, vale registrar a frase de Mzembi no desembarque da seleção:
- Isso vai muito além do esporte. Isso serve para mostrar que nosso país de forma positiva.
Na quinta-feira, um jornalista zimbabuano baseado na Inglaterra publicou no ZimDaily, um site expatriado, uma sátira – uma carta fictícia – que Roberto Mugabe teria escrito para Dunga. Na carta, Mugabe agradece a visita, oferece um terreno no Zimbábue para o treinador e diz “você sabe que ao disputar essa partida você estará mostrando aos nossos detratores que somos uma nação em crescimento de novo. Sua presença aqui será um chute no traseiro dos americanos e seus aliados”.
Há chutes e chutes. Há traseiros e traseiros. Num cenário em que o Brasil bate de frente com os EUA diplomaticamente por causa do Irã, o jogo no Zimbábue é uma nota de rodapé. E Dunga, claro, tem pouco ou nada a ver com essa história. Ele, como sempre, está pensando apenas em futebol e na Copa do Mundo. Mas a História, com H maiúsculo, não é escrita apenas esportivamente. Esse 2 de junho entrará para a história do Zimbábue como uma página alegre e inesquecível. Mas o livro que trouxer essas páginas… trará também a foto de Robert Mugabe, sorridente, como um benfeitor.
A frase de Mugabe sobre Hitler aconteceu em 2008 depois que o bispo anglicano de Pretória (África do Sul) o comparou ao ditador alemão. Justa ou exagerada, imagine o leitor o que alguém precisa fazer para passar perto de semelhante comparação.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Israel: terrorismo de Estado?

Transatlantico Mavi Marmara, saindo da Turquia
Mavi Marmara sendo atacado por comandos de Israel

Istambul. Manifestação ontem



Manifestação



Iara Lee

PALESTINA
Israel ataca navio e mata ativistas

Um navio turco cheio de ativista, 700, inclusive uma brasileira, sob o pretexto de ajuda humanitária, tentavam chegar com suprimentos em Gaza, quando foram abordados por comandos israelitas. Resultaram mortos nove ativistas pró-palestinos. Como o navio estava sem armas e em missão pacífica, o mundo inteiro, está acusando Israel de terrorismo de estado. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu para condenar Israel. A suspeita de ter sido um golpe político de Ahmadinejad e o Hamas, para enfraquecer politicamente Israel e os EUA
Foto:El Pais

Por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Aljazeera, El Pais, O Globo, The New York Times, G1, RTP

Não vamos defender Israel, não gostamos da morte de inocentes, mesmo quando são idiotas, mas vamos expressar nossa opinião numa visão geral do conflito. Vamos aos fatos:

Claro que essa história não poderia acabar bem. Um navio turco cheio de ativista, sobre o pretexto de ajuda humanitária a Gaza, navegando numa área controlada pela marinha israelense, sem prévio acordo com Israel, deseja chegar a faixa de Gaza pelo mar e acaba sofrendo uma invasão dos fuzileiros navais israelenses e nove ativistas pró-palestinos morreram, deflagrando uma crise diplomática internacional.

Países europeus, assim como a ONU, a Turquia e o Brasil, expressaram indignação com o final violento à tentativa dos ativistas internacionais de furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza.

Foto: El Pais

O translatantico “Mavi Marmara” saindo da Turquia com os 700 ativistas em direção a faixa de Gaza

A Marinha israelense deteve seis navios transportando 700 pessoas e 10 mil toneladas de suprimentos para o enclave palestino governado por islâmicos.

A Turquia acusou Israel de "terrorismo" em águas internacionais e o Conselho de Segurança da ONU preparava uma reunião de emergência. Em Washington, no entanto, os EUA disseram apenas lamentar a perda de vidas e que analisavam a "tragédia".



O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que estava no Canadá e manifestou apoio total à operação da Marinha, voltou mais cedo de uma visita à América do Norte que deveria terminar na terça-feira com uma reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Barack Obama.

Netanyahu defendeu a ação de seu país: "Eles (forças de Israel) foram cercados, foram atacados, houve inclusive um relato de fogo de artilharia. E nossos soldados se defenderam".

O encontro dele com Obama parecia ter como objetivo melhorar os laços entre EUA e Israel, prejudicados pelas diferenças sobre as negociações recentemente reabertas com os palestinos. Mas Obama também precisa pesar o apoio a Israel, popular entre os eleitores norte-americanos, com a compreensão da Turquia e de outros aliados muçulmanos dos EUA.

Enquanto as embarcações estrangeiras capturadas eram conduzidas ao porto de Ashdod, em Israel, as notícias sobre a operação -- ocorrida a cerca de 120 quilômetros em pleno Mediterrâneo, antes do alvorecer -- eram incompletas. Os fuzileiros navais invadiram o navio a partir de escaleres e de helicópteros.
Foto: El Pais

Ativista, do navio, ferido sendo socorrido em Israel

Autoridades da Defesa de Israel disseram que 10 ativistas morreram no Mavi Marmara, o cruzeiro turco que levava 581 pessoas a bordo, depois de os soldados terem sido atacados, incluindo com armas que os ativistas tomaram dos que invadiram o navio. Sete soldados e 20 manifestantes ficaram feridos, afirmaram os militares.

Israel impôs um bloqueio de comunicação aos que estavam a bordo do comboio e outros relatos não estavam disponíveis. Autoridades consulares estavam em Ashdod procurando ter acesso aos estrangeiros detidos.

Não estava claro quem eram as vítimas. Um oficial naval israelense afirmou que a maior parte dos mortos é formada por turcos. No comboio também estariam norte-americanos, israelenses, palestinos, muitos europeus e a brasileira Iara Lee.

Foto: EL Pais
Em vários países do mundo houve protestos contra Israel

A violência gerou protestos de rua e a ira do governo na Turquia, que por muito tempo foi o único aliado muçulmano de Israel na região.

O primeiro-ministro Tayyip Erdogan -- cujos pontos de vista islâmicos e estendidas de mão ao Irã e a outros inimigos de Israel são responsabilizados por muitos em Israel pela deterioração nas relações -- disse, antes de abreviar uma viagem ao Chile: "Essa ação, totalmente contrária aos princípios da lei internacional, é um desumano terrorismo de Estado."

O governo brasileiro expressou "choque e consternação" com o ataque e chamará o embaixador israelense no Brasil para manifestar "indignação" com o incidente.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse: "O que Israel cometeu a bordo da Flotilha da Liberdade foi um massacre". Parece improvável que ele prossiga com as conversações de paz mediadas pelos EUA por enquanto.

O vice-ministro das Relações Exteriores israelense, Danny Ayalon, culpou os ativistas pela violência e os chamou de aliados dos inimigos islâmicos de Israel Hamas e Al Qaeda. Caso tivessem passado, afirmou ele, teriam aberto uma rota de tráfico de armas para Gaza.

Ele rejeitou as acusações de que Israel tenha ferido a lei internacional ao entrar em navios estrangeiros que estavam longe de suas águas territoriais.

Um vídeo do comboio mostrou um comando descendo em uma corda e lutando com um homem que segurava um bastão, que depois parecia tentar esfaquear o fuzileiro naval. Imagens militares feitas à noite pareciam mostrar dezenas de pessoas aglomerando-se em torno de grupos menores de fuzileiros navais, mas não parecia mostrar a morte dos ativistas.

Um soldado disse a jornalistas que foi atacado com barras de metal e facas quando desceu de um helicóptero para o navio por volta das 4h (22h de domingo, no horário de Brasília). Alguns ativistas, falando em árabe, tentaram tomar fuzileiros navais como reféns, segundo ele.

Acreditamos que o Hamas, o Irã com o apoio da Turquia, usaram esses ativistas como bucha de canhão, com vários objetivos:

fragilizar a política de controle de Israel na faixa de Gaza e contra o Hamas; tirar momentaneamente Ahmadinejad do foco da pressão internacional; dificultar a atuação dos USA no conselho de segurança da ONU, na tentativa de conseguir restrições contra o Irã; por fim, criar uma situação internacional desfavorável contra Israel, para evitar que os judeus ataquem alvos dentro do Irã, para destruir as usinas nucleares, onde se prepara a bomba atômica iraniana.

Sabe-se que o Irã financia os terroristas do Hamas para atacar Israel e os judeus, escaldados com ataques suicidas, carros bombas e ataques de foguetes iranianos vindos da faixa de Gaza, castiga coletivamente todos os residentes na região.



Iara Lee, a cineasta brasileira que causou tanto tanto furor no Itamarati, está bem, informou as autoridades de Israel, tem ascendência coreana, é fundadora da “Caipirinha Foundation”, que apoia projetos a favor da paz e da justiça pelo mundo.

Como cineasta fez alguns documentários e curtas, morou no Líbano e no Irã, onde ao que parece não participou de nenhum protesto, contra os enforcamentos de ativista da oposição. No último contato, Iara disse a uma sua amiga a professora da USP Arlene Clemesha, que os tripulantes do navio dos pacifistas, já estavam tentando planejar "alguma estratégia" para o caso de serem atacados.

"Ela falou que há idosos e crianças nas embarcações. E que uma ideia seria tentar empurrar os soldados israelenses para o mar".

Como se vê isso tinha tudo para não acabar bem, e não acabou.
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*Usamos como base o texto da Reuters, suprimido em parte e acrescido de comentários colhidos nas outras fontes
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COMENTÁRIO:
SÃO MUITAS AS NOTÍCIAS. MAS UM ARGUMENTO NÃO PODE SE PERDER DE VISTA. Atacar ativistas ligados à ajuda com alimentos e não armas ... é o fim!

...


Encontrei um cartaz em inglês ... (no Bordado Inglês)

Minha filha Julia traduziu para mim. Divido -a com vcs.


' ...chega um momento na vida em que vc tem que deixar sair todo o drama inútil e as pessoas que criam isso, e, cercar-se de pessoas que te fazem rir tanto, que esquece as coisas ruins e só se lembra das boas. Afinal, a vida é curta demais para ser qualquer coisa a não ser felicidade... '

C´est la merde!



QUEM VÊ MARCA, NÃO VÊ QUALIDADE...

... e muito menos seriedade.

Nem todos admiram os produtos em função da marca, o que torna o caso ainda mais horroroso.

Depois de gostar de determinado relógio, descobri ser uma daquelas maravilhas que só Christian Dior poderia fazer. Paguei e levei, não pela marca, pois já comprei relógios ali na esquina que me encantaram da mesma forma.

Após dois meses de pouco uso, retiro do pulso tal obra tão fantástica e descubro que estava sem aquela tampa traseira que apenas um relojoeiro consegue retirar com a ajuda do instrumento próprio para isso.

Ou seja, o relógio tinha um defeito: a tampa traseira não era devidamente fixa. E, sabe-se lá onde ou quando caiu, nunca mais se viu.

A respeitável peça, defeituosamente incompleta, atravessou o Atlântico para ser analisada na França, afinal ainda estava na garantia, o que não seria exigido se custasse o preço normal de qualquer relógio.

Passaram-se três meses de espera - afinal Christian Dior merece respeito - e fui informada de que a garantia não se responsabilizaria pelo desaparecimento da tampinha traseira, pois, se desapareceu, a culpa era minha (uma desmazelada, deviam ter pensado) e não do digníssimo fabricante. Como se atreveria - vejam só ! - uma brasileira culpar tão renomada Dior por qualquer defeito de fabricação. Portanto, a tampinha custaria a ninharia de R$ 554,00. Pelo preço, suponho que estaria incluída a viagem de ida e volta à Europa .

Mas, temos que admitir, esse tipo de defeito é tão incomum que apenas um relógio de importante marca teria. Quem se acha acima dos outros, os supera até mesmo nos defeitos.
*
Como a tampa traseira de tão viajado relógio jamais desapareceria se não houvesse defeito de fabricação, eles saberão que nem todo brasileiro é imbecil.


E aí está o valor dos relógios ali da esquina
que sempre me encantaram.

POR Jurema Cappelletti


Aconselho a Amsterdan Sauer deixar de representar
empresas que não sabem respeitar seu próprio nome.




A pé, coração alegre, sigo em direção da estrada aberta,
Sadio, livre, o mundo a minha frente,
O longo caminho marrom a minha frente conduz-me para onde acho que convém.
Daqui para frente, já não peço boa sorte, pois eu mesmo sou a boa sorte,
Daqui para a frente, não mais me queixarei, não mais adiarei, nada mais necessitarei,
Porei fim às lamentações interiores, bibliotecas, críticas lamurientas,
Forte e contente, sigo em direção da estrada aberta.
A terra é suficiente para mim,
Não desejo que as constelações estejam próximas,
Sei que elas estão muito bem onde se situam,
Sei que elas bastam aos que lhes pertencem.

(Até aqui transporto os meus antigos e deliciosos fardos, transporto-os - homens e mulheres - , transporto-os para onde quer que eu vá.
Juro ser para mim impossível libertar-me deles,
Estou deles saturado, e em troca, eu os saturo.)

Tu, estrada por onde entro e olho em redor, creio que não sejas tu quando aqui está,
Creio que existem muitas coisas invisíveis.
, os enfermos, os analfabetos não são repudiados;
O parto, a procura apressada do médico, o indigente andarilho, o bêbado cambaleante, o bando de operários com suas gargalhadas,
O jovem em fuga, a carruagem dos abastados, o almofadinha, o par em fuga para o casamento,
O mercador madrugando, o carro fúnebre, o movimento de mudanças na cidade,
Eles passam, também eu, todas as coisas passam, ninguém pode ser interditado,
Ninguém que não seja aceito, ninguém que não seja querido por mim.

Tu, ar que me ajudas com alento para que eu fale!
Vós, objetos que convocais da difusão meus intentos, dando-lhes forma!
Tu, ó luz que me envolves, e a todas as coisas em tuas ondas delicadas e equânimes!
Vós, veredas esbatidas, nas irregulares depressões à margem dos caminhos!
Creio que preservais, latentes, existências invisíveis, e sois tão queridos para mim.
Vós, avenidas embandeiradas das cidades! vós, guarnições laterais! vós, navios distantes!
Vós, casas enfileiradas! vós, fachadas cheias de janelas! vós, tetos!
Vós, terraços e entradas! Vós cumeeiras e grades de ferro!
Vós, janelas cujos vidros transparentes permitiram ver tantas coisas!
Vós, portas e degraus ascendentes! vós, pisoteados cruzamentos!
De tudo quanto tenha tocado em vós, creio que conservastes algo em vós, e agora quereis comunicar-me o mesmo secretamente,
Dos vivos e mortos povoastes vossas impassíveis superfícies, e os espíritos deles se agradariam de ser evidentes e amáveis a mim.

A terra expandindo-se à direita e à esquerda,
O quadro vivo, cada aspecto com sua melhor luz,
A música vibrando onde á solicitada, e cessando onde não é desejada,
E a alegre voz da estrada aberta, o alegre e suave sentimento da estrada.
Ó via principal por sobre a qual caminho, tu me dizes: Não me abandones!
Tu me dizes: Não te aventures, pois se me deixares, estarás perdido!
Tu me dizes: Já estou preparada, bem pisada e jamais recusada, adere a mim!
Ó estrada aberta, respondo-lhe que não temo deixar-te, embora amando-te,
Tu me exprimes melhor do que posso eu exprimir-me,
Serás para mim mais do que meu poema.

Penso que os feitos heróicos foram todos concebidos sob o céu aberto, e também todos os poemas livres.
Penso que poderia fazer uma parada aqui e operar milagres,
Penso que gostarei de tudo quanto encontrar pela estrada,
Penso que todos quantos eu vir, devem ser felizes.

Desta hora em diante, ordeno a mim mesmo que me liberte de limites e linhas imaginárias,
E, como meu próprio senhor total e absoluto, caminharei para onde eu quiser,
Ouvindo os outros, considerando bem o que eles dizem,
Parando, investigando, recebendo, contemplando,
Gentilmente, porém com irrecusável vontade,
Despindo-me dos embaraços que me poderiam entravar.
Sorvo grandes tragos de espaço,

O leste e o oeste são meus, e o norte e o sul também me pertencem.

Sou mais extenso, melhor mesmo do que pensava,
Não sabia que em mim havia tanta bondade.

Tudo parece belo para mim,
Posso repetir a homens e a mulheres, pois tanto bem tendes feito a mim que eu gostaria de fazer o mesmo a vós,
Recolherei para mim mesmo e para vós, quando caminhar,
Disseminarei a mim mesmo entre homens e mulheres quando caminhar,
Espalharei uma nova alegria e rudeza entre eles,
E se alguém me negar, não me preocupará isso,
Pois quem quer que me aceite será abençoado e me abençoará.(...)

Vamos! Quem quer que sejais, vinde peregrinar comigo!
Peregrinando comigo, encontrareis o que jamais se cansa,
A terra jamais se cansa, a terra é rude, quieta, incompreensível a princípio, a Natureza é rude e incompreensível a princípio,
Não vos desencorajeis, persisti, pois existem coisas divinas muito ocultas,
Asseguro-vos que existem coisas divinas mais belas do que as palavras podem descrever.
Vamos! não devemos parar por aqui,
Por mais doces que sejam estas coisas armazenadas, por mais conveniente que esta morada pareça, não podemos deter-nos aqui;
Por mais seguro que seja este porto e por mais calmas que sejam estas águas, aqui não devemos ancorar;
Por mais acolhedora que seja a hospitalidade em nosso redor, é permitido a nós recebê-la por um lapso de tempo.

Vamos! os estimulantes serão maiores,
Navegaremos pelos ínvios mares selvagens,
Iremos para onde os ventos sopram, e as ondas se arremessam, e o veleiro yankee se acelera sob velas soltas.
Vamos! com poder e liberdade, a terra e os elementos,
Saúde, altivez, jovialidade, auto-estima, curiosidade;
Vamos! para além de todas as formas!
Para além de vossas fórmulas, ó sacerdotes materialistas com olhos de morcego.
O cadáver putrefato bloqueia a passagem - não muito longe aguarda o sepultamento.

Vamos! antes, porém, tomai o aviso!
Aquele que comigo segue necessita do melhor sangue, músculos, resistência,
Ninguém se atreva a acompanhar-me, mulher ou homem, se não trouxer consigo coragem e saúde,
Não chegueis aqui, se já tiverdes gasto o melhor de vós mesmos,
Somente podem vir aqueles que venham com o corpo saudável, e resoluto,
Nem os enfermos, nem os alcoólatras, nem os deteriorados terão acesso aqui.

Eu mesmo e os meus não convenceremos com argumentos, símiles, rimas,
Nós nos convenceremos apenas com a nossa presença.

Ouvi! serei honesto convosco,
Pois eu não ofereço os velhos e refinados prêmios, mas ofereço novas e árduas recompensas,
Estes são os dias que vos sobrevirão:
Não acumulareis aquilo que se chama riqueza,
Dissipareis com generosa mão tudo quanto conseguirdes ou ganhardes

Apenas chegados à cidade para a qual tenhais sido destinados, dificilmente instalar-vos-ei satisfatoriamente, antes que sejais convocados por irresistível partida,
Tratareis com risos irônicos e zombarias aqueles que permanecem por detrás de vós:
Sejam quais forem os acenos de amor que receberdes, somente respondereis com apaixonados beijos de despedida,
Não permitireis o controle por parte daqueles que estendem suas astutas mãos para vós.

Do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba


“Uma gigantesca cratera causada por deslizamentos no rastro da passagem da tempestade Agatha pela América Central é vista no cruzamento de duas ruas na cidade da Guatemala. Um prédio de três andares foi engolido pela cratera, a segunda a aparecer na mesma área desde 2007. Na época, três pessoas morreram. As autoridades guatemaltecas anunciaram uma investigação para determinar as causas do novo incidente. Mais de 90 pessoas morreram no país na passagem de Agatha.” Fonte: O Globo, 1/6/2010. Fotografia AFP.
***************************************
Como? Gigantesca cratera? A gata? No cruzamento? Mortes? Causas? Um prédio engolido? Rastro? Passagem? Fácil: ali onde os objetos parecem estar, a falta está. Da gata? Do furo...dela. Vida

Procura-se um vice ...


...


...


Do Solda lembrando Wilson Bueno

Do Blog de Roberto Romano
terça-feira, 1 de junho de 2010
Não quero ver, nem ouvir, os colegas petistas da universidade. "Foi preciso, porque senão a imprensa golpista...".

Governo corta R$ 1,28 bi da Educação
Mais afetado pela redução do Orçamento, ministério já perdeu R$ 2,34 bilhões em relação ao que foi aprovado pelo Congresso
01 de junho de 2010 0h 00
Renata Veríssimo e Edna Simão, BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O governo definiu ontem os ministérios e os órgãos da União que terão uma nova redução de orçamento este ano, como parte do corte de gastos anunciado recentemente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O Ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar em 2010. Com esse corte adicional, o orçamento da Educação perdeu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso.

No total, o Executivo está reduzindo despesas no valor de R$ 7,5 bilhões. Para alcançar o valor do corte de R$ 10 bilhões, anunciado no dia 13 de maio, o governo diminuiu também a estimativa de gastos obrigatórios (principalmente com pessoal e subsídios), em cerca de R$ 2,4 bilhões. O Legislativo e o Judiciário terão uma redução nas despesas de R$ 125 milhões.

O corte foi anunciado como medida para evitar uma escalada mais forte da taxa básica de juros (Selic) decidida pelo Banco Central. O ministro Mantega chegou até a dizer que a medida ajudaria a esfriar o crescimento acelerado da economia, funcionando como uma redução "na veia" da demanda pública.

Na prática, porém, a equipe econômica anunciou um total de R$ 31,8 bilhões cortados do Orçamento para reforçar a política de responsabilidade fiscal e mostrar ao mercado que o governo vai cumprir a meta do superávit primário, que é de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Neste ano, foi a primeira vez que o governo teve de fazer um corte adicional além do contingenciamento que é realizado todo início de ano, após a aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso.

Além da Educação, os maiores cortes ocorreram no Ministério do Planejamento (R$ 1,24 bilhão), nos Transportes (R$ 906,4 milhões) e na Fazenda (R$ 757,7 milhões). O Ministério da Saúde perderá R$ 344 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Social - responsável por programas sociais como o Bolsa-Família - terá de reduzir as despesas em R$ 205,3 milhões.

Beneficiados. Por outro lado, dez ministérios tiveram parte do orçamento recomposto em relação à previsão de março. Os ministérios beneficiados foram Agricultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Justiça; Previdência Social; Trabalho; Desenvolvimento Agrário; Esporte; Defesa; Integração Nacional e Turismo.

Segundo o decreto publicado ontem no Diário Oficial da União, os únicos órgãos que não tiveram alteração na previsão de orçamento em relação à última estimativa divulgada em março foram o Ministério das Relações Exteriores e a Vice-Presidência da República.

O governo também fixou R$ 1,5 bilhão como reserva. Esses recursos poderão ser distribuídos, à medida que seja necessário, aos ministérios.

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