Ontem, eu, Regina, Zé Henrique, Raul e Celso conversamos sobre o TEMPO. Fazia tempo que não sentávamos após as aulas para conversar. Falta de tempo. O nosso tempo é o tempo da Thompson. Tempo da hiperprodução. Tempo de muita bobagem escrita e da falta de tempo para ler o que nossos colegas escrevem. Eu faço questão de ler o que escrevem meus colegas. Meu novo projeto de pesquisa talvez possa ser sobre a produção em ensino no Brasil. Terei tempo?
A loucura do tempo atual é sua sobreposição. Passado, presente e futuro um dia, muito próximo, poderão ser o mesmo tempo. Em um dia (presente), fazemos um artigo para a publicação futura. Ao mesmo tempo fazemos o relatório passado. Você está indo de carro para seu trabalho (para poupar tempo) e esse tempo é tomado pelo trânsito. Se você fosse de ônibus poderia ir lendo seu texto calmamente, sem se irritar com o tempo perdido no carro. Na Universidade você dá aulas. Tem tempo para prepará-las e "arrumar" seu espírito para dar boas aulas? Tem lido atualmente coisas que não sejam da internet? Meias leituras, leituras fast food? Tem conversado com seus alunos para saber quem são eles? O que querem? Meus colegas professores dizem que os alunos são ruins, não Lêem mais, blá blá. E, nós, professores, lemos? Não gosto de ouvir reclamação dos professores. Acho chatíssimo. Beira o ressentimento. Enfim, o papo foi bom ... com tempo. Sexta depois das aulas.
Começamos - nesse "meio" tempo - um dicionário das palavras que sumiram de nosso vocabulário. É... a gente não fala mais e algumas palavras vão sumindo. Vão algumas:
- mentecapto
- escalofobético
- venerando
- fruição
- escalabro
- vetusto
- prístino
- trapejar
- garridamente
- esmaecer
- serrania
- assoberbar
- sobriedade
Uma palavra interessante é VIRTUDE. Há o significado de virtude como qualidade moral. Alguns escrevem em virtude de.
Ah, mentecapto é também interessante. Men +te +captu (lat) razão = que perdeu a razão
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