domingo, 7 de fevereiro de 2010

Do que eles têm medo?

General Raymundo Nonato

Frase da semana:

Tropa não obedece indivíduos desse tipo (homossexual)

Vamos comemorar! Village people, Macho man!

Vamos comemorar. Vamos lutar pelos direitos individuais. Alôoooo! Pelo direito de decidir o aborto. A união homossexual.


Eu canto ... tanto a Fêmea quanto o macho...


O Próprio Ser Eu Canto
Walt Whitman


O próprio ser eu canto:
Canto a pessoa em si, em separado
_ embora use a palavra Democracia
e a expressão Massa.

Eu canto o Corpo
Da cabeça aos pés:
Nem só o cérebro
Nem só a fisionomia
Tem valor para a Musa
_ digo que a forma completa
é muito mais valiosa,
e tanto a Fêmea quanto o Macho
eu canto.

A vida plena de paixão,
Força e pulsam,
Preparada para as ações mais livres
Com suas leis divinas
_O Homem Moderno
eu canto.

Hoje acordei assim....


Poema De Modo Que Cervantes Era Manco, de Reinaldo Arenas



De modo que Cervantes era manco;
sordo, Beethoven; Villon, ladrón;
Góngora de tan loco andaba en zanco.
¿Y Proust? Desde luego, maricón.

Negrero, sí, fue Don Nicolás Tanco,
y Virginia se suprimió de un zambullón,
Lautrémont murió aterido en algún banco.
Ay de mí, también Shakespeare era maricón.

También Leonardo y Federico García,
Whitman, Miguel Ángel y Petronio,
Gide, Genet y Visconti,
las fatales.

Ésta es, señores, la breve biografía
(¡vaya, olvidé mencionar a san Antonio!)
de quienes son del arte sólidos puntuales.

(La Habana, 1971)

A intolerância diante dos desejos dos Outros....

As fotos foram cap-tiradas do Blog The Passira News, de Toinho da Passira.
No Irã homossexuais independente de serem militares são enforcados. O horror.
No Brasil, se pudessem enforcariam também.
O debate sobre o Programa Nacional dos Direitos Humanos botou o povo conservador com as manguinhas de fora. Alguns militares e alguns religiosos não se contentam com a democracia e os direitos individuais. Outro debate (diria embate) vem dos bispos contrários ao aborto.
Há muitos argumentos a favor do aborto. Mas, um SÓ, do meu ponto de vista é emblemático para as mulheres. O corpo que engravida, o corpo que sente, o corpo que tem útero, tem sentimento, tem angústia é da mulher. Como homens/bispos querem decidir pelas mulheres? Nesse singular momento, somos muitos diferentes. Por que querem falar por nós, pelo nosso corpo, desejo, dores e amores? É inadmissível vozes masculinas se apoderarem de corpos femininos. Espero pelo menos o silêncio dessas vozes já que o ruído é tão punitivo.
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Autoepitafio
de Reinaldo Arenas

Mal poeta enamorado de la luna,
no tuvo más fortuna que el espanto;
y fue suficiente pues como no era un santo
sabía que la vida es riesgo o abstinencia,
que toda gran ambición es gran demencia
y que el más sórdido horror tiene su encanto.
Vivió para vivir que es ver la muerte
como algo cotidiano a la que apostamos
un cuerpo espléndido o toda nuestra suerte.
Supo que lo mejor es aquello que dejamos
-precisamente porque nos marchamos-.
Todo lo cotidiano resulta aborrecible,
sólo hay un lugar para vivir, el imposible.
Conoció la prisión, el ostracismo,
el exilio, las múltiples ofensas
típicas de la vileza humana;
pero siempre lo escoltó cierto estoicismo
que le ayudó a caminar por cuerdas tensas
o a disfrutar del esplendor de la mañana.
Y cuando ya se bamboleaba surgía una ventana
por la cual se lanzaba al infinito.
No quiso ceremonia, discurso, duelo o grito,
ni un túmulo de arena donde reposase el esqueleto
(ni después de muerto quiso vivir quieto).
Ordenó que sus cenizas fueran lanzadas al mar
donde habrán de fluir constantemente.
No ha perdido la costumbre de soñar:
espera que en sus aguas se zambulla algún adolescente
.

Ai, que meda eles têm de gays!




Foi -se Alhures do Sul, como diz o Solda


Do Messias Mendes, na Má-ringa

Minha modesta homenagem ao Dr. Adriano
A morte do Dr. Adriano, ocorrida hoje, deixa um vazio cultural e político muito grande em Maringá.
Adriano Valente disputou a prefeitura de Maringá duas vezes, perdeu a primeira para Luiz de Carvalho e ganhou a segunda, de João Paulino. Se elegeu pelo MDB, depois passou para a Arena , mas nem por isso deixou de ser um grande prefeito. Era um homem de visâo. Foi na gestâo dele que Maringá ganhou a UEM, o Parque do Ingá e o Parque de Exposições. Foi ele que tirou os paralalepípedos do centro, substituindo-os por asfalto. As pedras, que alguns queriam que fossem jogadas fora Dr. Adriano usou para calçar as ruas do Parque do Ingá, onde foi pessoalmente medir a vasâo das nascentes , utilizando-se de latas de queirosene para calcular o tempo que levaria para encher o lago. Já contei aqui no blog a história da criação da Universidade Estadual de Maringá, que ele pressionou o governador Paulo Pimentel a criar. Pimentel resistiu o quanto pôde, até que numa manhã qualquer, de saída para o Palácio Iguaçu, se deparou com o prefeito de Maringá em seu portão. Alí mesmo, no capô do carro da Prefeitura, o governador assinou o decreto de criação da UEM.
Adriano José Valente era advogado dos bons, homem culto e de muitas leituras. Leu toda a obra do escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa , que admirava, principalmente pelo livro O Leopardo. Conversar com Dr. Adriano, mesmo nos últimos tempos, quando ele já não andava bem de saúde, era uma aula de Brasil,de mundo, um aprendizado. Tive o privilégio de privar da sua amizade, e mais ainda, de tê-lo como leitor dos artigos que escrivi ao longo de vários anos no O Diário.
Dr. Adriano merece todas as homenagens, como um homem público de moral ilibada que foi e sobretudo, como um dos melhores gestores que Maringá teve. Não era de esquerda, nâo era de direita, era simplesmente um homem público politicamente correto. Vai fazer muita falta.

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Comentário: Messias, como é bom saber que um político leu Lampedusa. No geral, os políticos não lêem nem a seção futebol dos jornais. Não lêem nada; são analfabetos funcionais.

O apanhador no campo de centeio ...


Esta semana que passou falamos de Salinger. O Apanhador no Campo de Centeio é um livro memorável. Li-o quando adolescente. 1969 ou 1970, não me recordo. Tomei emprestado de um ex-cunhadinho. Está comigo até hoje. O herói (e porque não, o vilão, também, nossas duas partes eternas), Holden, é uma espécie de espelho para todo adolescente sensível (para mim, todos os adolescentes são sensíveis, depois ficamos adulterados). Foi um espelho para mim. Foi a confirmação de que somos instáveis, culpados, irresponsáveis, deprimidos, perdidos. A confirmação de que os adultos são falsos, rudes, grosseiros ... Enfim, somos um Holden. Ou partes dele. A escola de Holden era diferente da nossa? Não! Professoras peito-de-pombas; imponentes em suas ignorâncias. Com varinhas de marmelo a bater nas bundinhas das meninas e nas cabeças dos meninos. Eita, sadismo dessas professorinhas tolas, incultas ensinando: "o bebê baba"; Sou X, tenho sons de zes, de chis ... blá blá blá... Lembro-me da primeira professora que tive: Dona Ione. Como berrava, a infame. Não falava, berrava. Socialista, batia em todos as crianças, não importava se fossem pobres ou ricas. Não havia discriminação social. Batia igualmente em todas. Socialismo braziu. Minha vingança: quando ela levantava os braços berrando, sei lá com quem, eu ficava olhando a parte de baixo dos braços dela com as "pelancas balançando". Oh, mulher feia! Minha segunda professora, dona Djanira, baixinha, gordinha, ficava olhando a janela para ver seu namorado passar. Lembro-me de alguma coisa que aprendi com ela? Não, a não ser a injustiça. Ela batia nas meninas. Levantava aquelas sainhas de pregas e punia a menina (quem não sabia porque estava sendo punida). Uma vez detive-me não na punição, mas na beleza da calcinha amarela com rendinhas da Rita de Cássia. A terceira professora, dona Maria Luisa, tinha uma mania. Se ouvisse algum mínimo barulho, como a do vôo de uma mosca, batia o pé no assoalho. Resultado: a gente se assustava, riscava o caderno e depois éramos punidos. Menos brava do que as jararacas anteriores. Quarta e última professsora do primeiro ciclo, grupo escolar. Moacyra. Essa era aterrorizante! cabelos ruivos, braços vermelhos, alta, era o cão. Não suportava crianças. Humilhava. Puxava o saco dos filhos dos ricos. Com ela aprendi muita coisa. Tipo dez mandamentos da lei dos homens.

- Não humilhar. É ruim humilhar os outros. É um sentimento terrível para quem o sente. E se você for humilhada, revide! Eu enfrentei a professora depois de quase um ano aguentando-a. Mas com 11 anos de idade, já viram, não? Perdi a luta. Mas, criei coragem.

- Não gritar. Se um poderoso professor ou similar gritar com você, enfrente-o: grite também!

- Não ria dos alunos. Não os desanime. Faça-os sentirem bem, bons e queridos. Se o professor rir de você, pergunte a ele qual é a graça. Já perguntei a alguns professores. Também não dei muita sorte.

- Não mostre suas preferências por alunos filhos de deputados, senadores, vereadores ou empresários. Somos todos iguais perante o conhecimento. Eu sempre gosto de alunos mais ousados. Mas democracia é bom e eu gosto. Minhas professoras tinham essa covardia moral. Gostavam dos mais ricos e os mais pobres, uó.

- Não puxar saco de professores. Professor que gosta disso é um babaca. Desprezível. Não tem auto-estima. Não perca tempo com eles.

- Não dê moral para professores arrogantes. A arrogância é um tipo de sentimento de gente sem estima própria. Eles que procurem um terapeuta. Agora, como professora encontro essa categoria de docentes/colegas. EU sou o poder. Ah, que chato. Esses caras que vão à missa de domingo, depois ao churrasco de almoço, dormem o sono dos injustos a tarde, jogam futebolzinho aos sábados e ficam com aquela barriguinha de "bolinha" são um padrão de vida que me enche os picuás.


Bem, esse é saldo de ler Salinger. Pelo menos para mim. Foi uma leitura inesquecível. Ajudou-me a entender, a lutar e a me enveredar nesse mundão. Não sou pessimista como ele. Sou uma deprimida otimista. Aprendi nesses anos de escola e de trabalho a cultivar o cinismo. Devo isso a muitos escritores desse planeta. Minha verdadeira escola foram os livros e algumas poucas amizades.

O apanhador no campo do centeio....por Mary

Da Mary


Ele ficou mais famoso mesmo porque criou o Holden. Mas a gente sabe e os especialistas falam que os irmãos Glass é que foram a grande criação. Eu me importo bastante com essa discussão toda, embora ela não afete os #marywfacts. Tipo. O apanhador no campo de centeio mudou minha vida. Eu já disse tantas vezes, mas hoje tenho que repetir. Eu aprendi a escrever quando li esse livro. Antes, eu não sabia. Tinha aprendido tudo errado na escola. Enfim. Eu gosto do livro por milhares de motivos. Tantas soluções me foram apresentadas ali. Tava falando no twitter sobre aquilo de arrumar um emprego na beira da estrada e se fingir de surdo mudo. Morar num hotel barato e me integrar de vez ao submundo. Coisas assim. Que resolvem tudo e todas as nossas questões. Também tem a forma como ele lida com a morte do irmão. Tem a luva. Tem o soco que ele dá na janela do carro. Os cacos que ficaram pra sempre dentro dele. A cicatriz que dói sempre quando chove ou faz frio. Não me lembro. Tem a menina que ele amou no verão e que sabia ficar de mãos dadas. Me incomoda tanto ficar de mãos dadas com alguém. Nunca conheci ninguém que soubesse segurar a minha mão. Tem a incrível Phoebe. O disco quebrado que ele carrega no bolso. Ela fazendo o chamado para a realidade. "Você vai ser expulso". "O papai vai te matar". Depois, quando a gente chega nos Glass, percebe. J. D. Salinger teve pena do Holden. O que é engraçado, porque ele não tem pena dos personagens dele. Mas do Holden ele teve. E o livro termina ali. Ele dando uma dica do que será. O final mais feliz possível, diante de tudo. Não tem jeito de fazer as coisas que o Holden se propõe. Ele não pode ser cafetão, frentista surdo mudo ou apanhador no campo de centeio. Ele tem que se tratar e ser de acordo com o lugar. E o lugar é o mundo todo e tal. Então tem esse otimismo. Se você não se encaixa, tem remedinho e internação. Tem jeito. Foi bom demais pra mim, quando eu li pela primeira vez. Eu tinha 14 anos e pensava que não tinha jeito. E todo aquele sofrimento do Holden e ele olha pra gente quase que perguntando. Olha, pra mim, é isso que você quer pra você? e a gente só pode responder que é isso, sim.
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Daí eu achei, num sebo, um exemplar de Pra cima com a viga, moçada. Esse livro tem um monte de nome diferente. O que eu comprei, tem esse. E junto veio Seymour, Uma Introdução. É tão engraçado Pra cima com a viga. O irmão tá indo pro casamento. Porque o Seymour vai se casar. E ele tá numa van, indo. Com as damas de honra da noiva. E aí ele fica ouvindo elas falando mal do irmão dele. Porque o Seymour, você sabe que não era nada fácil. E aí o livro simplesmente vai. É curtinho e delicioso. E daí termina e começa Seymour, Uma Introdução. Eu fiquei chocada. Porque é diferente de tudo o que eu tinha lido dele. É basicamente o irmão (ou irmã, não lembro) tentando explicar pra gente quem é Seymour. Ele era o mais diferente dentre os irmãos. E o mais brilhante e intenso. Então tem essa introdução. Para que a gente conheça o cara. E ao contrário dos outros Salinger não é fluido. É um livro meio pesadão. Mas curto. Eu fiquei muito tocada com esse livro. E fique pensando como seria Mary W., Uma Introdução. E fiquei com mania de fazer introdução das pessoas. Quando eu era adolescente chegava a escrever mesmo. "Tudo O Que Eu Sei Sobre Fulana". E ia escrevendo. Absolutamente qualquer coisa me interessava. Eu faço até hoje isso, mas não escrevo mais muito.

Então eu consegui 9 Estórias. Imediatamente após ler os de cima. E eu amei TANTO. Um dos contos entrou direto na lista coisas que eu guardaria literalmente dentro do meu coração. Nove Estórias é assim:



UM DIA IDEAL PARA OS PEIXE-BANANAS - é um conto sobre a lua-de-mel do Seymour. É legal porque a gente sabe como foi um perrengue o casamento. É um conto tão triste pra quem já conhece a família Glass. A gente chora de soluçar.

TIO WIGGILY EM CONNECTICUT - acho que é o que menos gostei, ou o que menos me marcou. É sobre ex-colegas de faculdade que se encontram pra tomar uísque e colocar o papo em dia, na casa de uma delas. A dona da casa tem uma filhinha esquisita. As duas são frustradas e o sonho americano se revelou um belo dum pesadelo pra elas etc.

POUCO ANTES DA GUERRA COM OS ESQUIMÓS - ai, é maravilhoso esse. Duas coleguinhas de escola. E uma é bastante esnobe e está devendo dinheiro pra garota mais simples. E ela vai até a casa da esnobe pra buscar o dinheiro. E a menina embaça pra pagar. E a outra fica esperando na sala. E chega o irmão da esnobe. E eles começam a conversar. E ele é um biruta e ela, a gente não sabe direito, fica comovida ou apaixonada. Eu nunca consegui me decidir. O final é uma daquelas sensações em que a gente tem tanta pena de alguém, mas tanta pena, que tem vontade de sair correndo.

O GARGALHADA - eu não gosto tanto também. Me lembro que uma vez vi o Jô Soares dizendo que é o favorito dele. É sobre um motorista de ônibus que leva garotos pra jogar beisebol e durante o percurso conta a história desse Gargalhada, que é um herói que ele inventou. O ponto de vista é de um moleque que vai no ônibus. Meses rola a história, como um seriado. No "episódio" final, o motorista do ônibus briga com a namorada. Eles rompem o namoro. E o Gargalhada tem um final trágico. Sem dó nem piedade.

LÁ EMBAIXO, NO BOTE - eu amo esse conto. Já usei até em sala de aula. Eu considero que dá pra discutir muito as relações de gênero e classe através desse conto. É uma história sobre a Boo Boo, irmã do Seymour. Ela tem duas empregadas e um fiho pequeno (Lionel). E tem um conflito aí e tal. É uma casa de campo, e o filho tá num bote, na beira do rio, emburrado. A Boo Boo tem que tirar ele do bote, porque tá frio.

- Olá - Boo Boo disse. - Amigo. Pirata. Bandido. Tou de volta.


Ainda sem levantar os olhos, Lionel de repente pareceu sentir-se obrigado a demonstrar sua habilidade náutica. Empurrou a inútil cana do leme para a direita, até onde ela poderia ir, e imediatamente puxou-a de volta para seu lado. Não tirou os olhos do fundo do bote.


- Sou eu - Boo Boo falou. Vice-Almirante Tannenbaum. Née Glass. Vim inspecionar os estermáforos.

Mereceu uma resposta.


- Você não é almirante nenhum. Você é uma mulher - disse Lionel. Normalmente suas frases sofriam pelo menos uma interrupção, devido ao controle deficiente da respiração; por isso, as palavras a que ele dava maior ênfase, em vez de subirem, frequentemente caíam de entonação. Boo Boo não apenas ouvia a sua voz, parecia olhá-la.


- Quem é que te disse isso? Quem é que te disse que eu não sou um almirante?


Lionel respondeu, mas de maneira inaudível.


- Quem? - perguntou Boo Boo.


- Papai.


Ainda de cócoras, Boo Boo passou a mão esquerda por entre o V das pernas, tocando o piso do cais para manter o equilíbrio.


- Seu pai é um bom sujeito, mas provavelmente é o maior marinheiro de água doce que eu conheço. Não há dúvida que, quando estou num porto, eu sou uma mulher - isso é verdade. Mas a minha vocação é, acima de tudo e sempre, o encapelado.


- Você não é almirante nenhum.


- O quê?


- Você não é almirante nunca. Você é mulher o tempo todo.

PARA ESMÉ, COM AMOR E SORDIDEZ - o melhor conto que eu já li em toda a minha vida. Eu chorei muito durante a leitura. Chorei muito depois da leitura. Pensei. Xeroquei. Distribuí pros meus amigos. Dou de presente sempre que eu acho que alguém está pronto. Não banalizo. Não quero que alguém leia por ler. Reverencio. Respeito. Uma daquelas coisas mesmo.

LINDOS LÁBIOS E VERDES MEUS OLHOS - eu não me lembro direito desse.

A FASE AZUL DE DAUMIER-SMITH - ai. uma das coisas mais legais que você pode ler. É a história de um cara de dá aula de arte por correspondência. É tão fantástico que não tem como descrever. Ele tem 4 alunos e um deles é uma freira super talentosa e ele meio que gama. Ai, é incrível. O protagonista tem um lance também. Que eu tinha. E resolvi na terapia. Ele, obviamente, não sabe interagir. Ok. Quase ninguém sabe, acho. Mas ele se esforça pra ser agradável. E aí acaba sendo freak demais. Tipo. Não tem cadeira pra ele. E aí o chefe diz "estamos providenciando a cadeira" e tal. E ele se apressa em dizer. Que não precisa. E mais que isso. Que ele não gosta de cadeira e que tem um problema na coluna e que é melhor sentar no chão etc. Ele faz isso o tempo inteiro. E acaba sendo um idiota. E ele sabe que foi idiota logo depois de fazer. Ai, é muito bom esse.

TEDDY - eu adorei quando li pela primeira vez. Depois me disseram que marca a guinada místico-religiosa do Salinger. Eu tenho medo desses manuscritos que estão na casa dele. Imagino que devem ser místicos. É a história dum moleque superdotado. É excelente. Pena isso aí do místico.

Franny e Zooey eu só fui ler depois de adulta. São os caçulas da família Glass, acho. A Franny tá passando por uma crise existencial e ela tenta explicar pro namorado o que tá rolando e ele não dá bola nenhuma. Fica num restaurante o livro. Ela tentando falar A, ele respondendo B, ela indo e voltando do banheiro. O Zooey também tá ligado na crise dela. Mas ele tá em casa, outro ambiente, conversando sobre ela. É bom porque a gente descobre bem quem são os Glass nesse livro. Os entendidos dizem que é *a* obra prima. Eu achei legal sim. Eu me interesso por todos da família.

Eu ganhei meu primeiro Apanhador de um tio. Em inglês, ganhei de um amigo. Comprei outros dois exemplares porque eu emprestei e não me devolveram. Pra cima com a viga, tenho só um. Nove estórias, comprei dois (porque emprestei etc). Franny e Zooey eu tenho em inglês (o primeiro que encontrei pra comprar) e tenho um em português (daquele box bonitinho que lançaram a pouco tempo). O meu mundo preferido é o dele, o que ele criou. Tem gente que adora vampiros e queria ir pro mundo dos vampiros. Tem gente que adora Senhor dos Anéis e blá. Eu queria ir pro mundo do Salinger, com essas pessoas, com as crises delas etc.

No bolso, nas meias e cueca....


Oh, Myrria... o pior é ficar na cueca do Arruda. Faz parte da corrupção e dos lacaios cheirar o chefe.

Uau, que bom comer dinheiro dos piaus! (Na Má-ringa)


Por que já pagamos o IPTU? do Blog do Angelo Rigon, na Má-ringa. Blog do Rigon, novo endereço


Segundo Bovo, em artigo publicado em O Diário, os que pagaram à vista, e foi a maioria, e os que estão em dia, confiam no trabalho do governo municipal. Dentre esses, garanto que paguei, primeiro porque procuro cumprir meus compromissos; depois o desconto era mais atrativo do que os rendimentos de aplicações financeiras, sem falar que não há como fugir do imposto, mas nem de longe confio que ele ser bem aplicado. Pelo contrário, entendo que há desperdícios no pagamento de comissionados de pelos menos uns R$ 5 milhões só neste ano. Outros milhões, talvez de 4 a 5, serão desperdiçados com pagamento à Constroeste/Pedreira Ingá, para receber o lixo, que poderia ser destinado para aterro próprio e por conta do município, se houvesse vontade política, só para citar dois exemplos. Em resumo, pagamos o imposto porque somos obrigados, e há muito desperdício.

Akino Maringá, colaborador

A esperança...ah, a esperança...

Do Leonardo Ferrari, Curitiba
Tomografia do cérebro de uma pessoa saudável, acima, quando ela responde “sim” ou “não” e, abaixo, de um paciente em estado vegetativo.

Fonte: Benedict Carey in The New York Times, 4/2/2010.

A medicina me devolveu a esperança no PSDB. Na quarta-feira foi divulgada por Benedict Carey no The New York Times a sensacional pesquisa feita na Bélgica em que médicos descobriram que um paciente, em estado vegetativo, diante da pergunta “você tem irmãos?”, demonstrou traços de atividade cerebral evidenciado em tomografias do cérebro para as respostas “sim” e “não”, contrariando tudo o que se sabia até então sobre esses pacientes e abrindo um novo horizonte de tratamento. Magnífico! Quem sabe isso possa ajudar o candidato-não candidato à presidência ou não, José Serra, atual governador de São Paulo pelo PSDB. Na semana em que o PT divulgou sua “nova” carta de intenções para o “novo” governo que vem aí, “à esquerda” do atual, um arrazoado retrógrado, arcaico, dinossáurico em sua defesa das estatais e do Estado “grande”, do Estado-babá, do Estado-cabide, nada se ouviu da boca do candidato-to be or not to be, José Serra. Minto. Na mesma quarta-feira o governador deu entrevistas para falar sobre o aumento da violência em São Paulo. E o que disse o governador-talvez candidato? Disse que a culpa do aumento da violência em São Paulo é a “histerese”cuidado, não é a “histeria”, coitada, mas sim um conceito da “física”, tão esdrúxulo, tão sem pé nem cabeça, que me recuso a repetir aqui a “explicação” técnica do governador. Dá dó.
Eu pensava que nada podia ser pior do que os discursos do Lula falando bem de si próprio – ou seja, todos. Me enganei. Ouvir Serra falando da histerese dá convulsão, dá parada cardíaca, dá falência múltipla de órgãos. Nem com tradução simultânea para o português uma coisa dessas pode seguir adiante. Mesma coisa em relação ao golpe militar perfeito de Honduras. O que se ouviu do candidato-ainda não, José Serra? Confesso que nada ouvi. E o silêncio é também resposta. Até a ótima The Economist perguntou em sua edição de quinta-feira quando é que o governador vai acordar. Não se sabe. Porém, hoje de manhã, encontro no jornal um excelente artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamado “Quem tem medo do passado?”. Deu gosto de ler e deu saudade. E só aí percebi então que minha esperança no PSDB se chama Fernando Henrique Cardoso. Conseguirá este homem, à la Avatar, entrar neste corpo moribundo e fazê-lo caminhar? É a minha esperança.

Hajam orelhas para tantos arrudas!


Hajam orelhas! Um para Arruda, outra para S*, outra para Z* outra para ... orelhudos somos nós, brazilerus!

Ribamar, ribamar ... tu és um homi de morar

Não dá para entender o Ribamar. Foi para a Convenção do seu PMDB e falou, falou. Disse que o governo Lula fez aquilo que seu governo realizou. Os projetos do Lula começaram com o Ribamar. Ri. Ri-bamar. Mas, não ri muito. Fiquei pensando em casos patológicos. O que diria Freud do senhor? Se Freud o recusasse como paciente, o que diriam Adler, Jung, Winnicott? Melanie Klein? Ou talvez, o Ri-bamar seja caso para o exorcista. Chamem o homem!


Arruda: você já encheu nofo saco!

Charge do Zope (cap-tirada do Blog de Roberto Romano)
No caso do Arruda é também um fenômeno de covardia moral. O que sabemos dos homens da justiça, lá mesmo em Brasólia, vizinhos do Arruda? Nada. A não ser alguns manifestantes, criativos, mas poucos... a não ser algumas pessoas do Ministério Público, a massa rica, pobre e remediada se cala. Fenômeno psíquico. E kiko (tradução: e eu com isso)?
Por falar em corrupção... a "in-justiçia" hatiana (e internacional) deu ganho de causa à família do gordo Baby Doc para reaver a fortuna da "famiglia" feita com roubo do erário público. Taí. Cadê os homis de bem deçe país? Todos na missa de domingo.

Poizé! A Toyota pegou fogo!

Do Leonardo Ferrari, Psicanalista, Curitiba
Ele amava a Qualidade Total, o Produto Perfeito, a Excelência, o Just in Time, o Andon Cord. Ele adorava a Exame, sabia de cor a Você S.A., idolatrava a Veja. Ele não perdia uma aula de marketing, assistia todas as palestras de entrepreneurship, foi vencedor do desafio Sebrae. Ele acreditava no chefe, vestia a camisa, se superava. Ele montou um balanced scorecard para sua vida, realinhou seu planejamento estratégico, revisou o mapa das competências. Ele investiu, a bolsa quebrou, ele recuperou, foi demitido, ele reconstruiu, comprou seu Toyota. Era o sonho da sua vida. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Problemas no freio, alegou um. Problema no acelerador, disse outro. Ligeira falta de resposta, declarou a montadora.

Um passo à frente, dois para trás! Eita, sÔ!


Na Má-ringa, o sindicato petista ...


Do Paulo Vidigal


Aconteceu na manhã deste sábado uma assembléia dos servidores municipais para a avaliação de uma proposta enviada pela administração. Em pauta as pendências jurídicas da greve de 2006. Hoje cerca de cinco ações correm na justiça. Uma delas se refere a não inclusão de servidores grevistas na avaliação funcional. Licença prêmio, concedida a cada cinco anos de trabalho, também não foi concedida a quem participou da greve. Mesmo tendo muitos servidores reposto os dias parados, até hoje não receberam seus direitos. A ação da prefeitura que questiona a se houve abusividade e a demissão de 28 servidores também estão na justiça.
A “proposta”, enviada pela administração diz o seguinte: (...) o município de Maringá... firma a proposta de atender o pedido de inclusão de todos os servidores... para a avaliação de progressão funcional... referente ao período aquisitivo da greve. (...) “por conta dessa proposta, uma vez aceita pela categoria será para por fim aos litígios de todas as pendências referente a greve de 2006”.
Ou seja concede aos servidores o que é um direito deles. Ser avaliado para a progressão. E em troca os servidores teriam de abrir mão dessa pendências.

Frases destacáveis
“Não temos garantia que poderíamos ganhar”. (Solange Marega, presidente do Sismmar se referindo as pendências judiciais e a proposta da administração).

“Como toda negociação vamos ter que abrir mão de alguns direitos que foram retirados. (Cibele Campos, vice presidente do Sismmar demonstrando sua concepção sobre o que é negociação sindical).

O que foi aprovado
Servidores rejeitaram a proposta do prefeito por unanimidade. Deliberaram que essas ações permaneçam na justiça porém, que a categoria está aberta a um processo de negociação com a administração.

Votação polêmica:
Foi aprovado também que a categoria abre mão do desconto sobre os dias parados. Essa votação foi polêmica. Não foi possível identificar o resultado por contraste, pois muitos servidores foram contra essa proposta. Utilizaram então o critério de crachás que foram distribuídos antes do início da assembléia. Porém no momento da votação foi solicitado que quem votasse em tal proposta entregasse os crachás. Foi uma votação confusa. Muitos não tinham sequer pego o crachá na entrada e outros simplesmente entregaram o crachá sem saber que ele representava um voto numa questão tão polêmica.

Saldo positivo
Pode-se dizer que pontos positivos podem ser tirados dessa assembléia. Primeiro é de que servidores estão atentos. Rejeitaram uma proposta que mais uma vez desrespeitava seus direitos. Segundo, mais uma vez a direção do Sismmar (ligada a CUT) mostra que está fazendo uma gestão que tem sido muito amiga da administração municipal.

WWW.BLOGDEPAULOVIDIGAL.BLOGSPOT.COM

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aquela criança de sempre

Reinaldo Arenas –
Aquela criança de sempre
Sou esse menino desagradável,
sem dúvida inoportuno,
de cara redonda e suja,
que fica nos faróis,
onde as grandes damas tão bem iluminadas,
ou onde as meninas que parecem levitar,
projetam o insulto de suas caras redondas e sujas.

Sou uma criança solitária,
que o insulta como uma criança solitária,
e o avisa:
se por hipocrisia você tocar na minha cabeça,
aproveitarei a chance para roubar-lhe a carteira.

Sou aquela criança de sempre,
que provoca terror,
por iminente lepra,
iminentes pulgas, ofensas,
demônios e crime iminente.

Sou aquela criança repugnante,
que improvisa uma cama de papelão
E espera, na certeza,
que você me acompanhará.

Coisas do amor!


Miran: amei este cartum!
Veja lá no MIRAN

UUUiiiii!


Nofffaaaa!


“Nosso trabalho exige a sedimentação de uma profunda consciência moral de nossas responsabilidades, a obstinada decisão de não cometer erros, de jamais aceitar qualquer arranhão nos procedimentos éticos que devem nortear nossa conduta. Transparência, moralidade, eficiência, trabalho” (JOSÉ SARNEY...)


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COMENTÁRIO: CAP-TIREI essa nota do Blog do Professor Roberto Romano. Meu Deus, o senATOR está abusando! O que dizer? O senATOR surtou? O Brasil mudou? O Brasiuuu piorou? Ou tudo virou circo sem pão? SenATOR volte para casa!
do Leonardo Ferrari
“Medo sustenta farmacêuticas, diz médico

Pneumologista alemão é autor da moção no Conselho da Europa que questiona se a OMS exagerou alarme da gripe A

Para o especialista em saúde pública e ex-deputado Wolfgang Wodarg, há um paralelo entre a indústria farmacêutica e a bélica”



Fonte: Luciana Coelho in Folha de São Paulo, 27/1/2010


Quando o coronel de opereta Hugo Chávez falou, todo mundo riu. Quando o governador do Paraná repetiu na Escola de Governo das terças-feiras, todo mundo xingou. E não é que agora é um médico alemão, pneumologista, que abre a boca para denunciar? Esse médico, certamente mal-formado em uma reles universidade da Europa, daquelas que insistem em preparar os alunos para pensar, para questionar o mercado, duvidar dele, e não a baixar a cabeça e dizer “sim, senhor”, daquelas que ainda lidam com gente, e não com a “boiada” que vai alegre para o matadouro do mercado, daquelas universidades, em suma, que ainda podem ser chamadas de universidades. O médico Wolfgang Wodarg, ex-deputado de centro-esquerda, carrega consigo a praga do pesquisador, o vírus do pensamento científico que põe em xeque a realidade para a partir disso transformá-la. Não é um acomodado, não é um boboca, não é um integrado. Que má formação esse homem teve! Eis aqui o momento precioso desta excelente entrevista feita por Luciana Coelho na Folha de São Paulo de quarta-feira:

“Luciana Coelho - A Novartis acaba de anunciar lucro recorde.
WODARG - Vi os resultados das empresas de pesquisa farmacêutica na Alemanha. Elas tiveram um lucro médio menor apenas do que o da indústria militar. Há semelhanças entre as duas, não? Ambas vivem do risco e da ameaça às pessoas. Uma precisa do terrorismo, outra, da pandemia.”

Sensacional comparação! A indústria farmacêutica e a indústria militar! “Uma precisa do terrorismo, a outra, da pandemia”. Olha, é a entrevista do ano. Parabéns a Luciana Coelho. O médico Wolfang Wodarg é o meu candidato ao Prêmio Nobel. De medicina? Não. Da verdade!

Nofa!


do Guto cassiano

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mina, gata da casa


Amigos

Em algum lugar de 2008, na Má-ringa. Fabiano, eu....

Hoje eu acordei assim ...


De Kim Joon


Affe!

Eu quero aumento de salário! Não quero bolsa!

Temporada de caça...


Ai, Meu Deus!

Ontem na TV aparecia um Zé Serra preocupado, cansado, com seus olhos mais pretos do que o habitual. Uma enchente dessas em São Paulo, nas vésperas das eleições? No$$a!

Uau!

Não é a natureza que encharca paulistanos, paulistas, cariocas...e até maringaenses. As cidades brasileiras são construídas por contratos embusteiros das administrações municipais com empresários gulosos. Uma casa é um pedaço da nossa história plantada em terreno coletivo de muitas histórias. Ao fazer uma casa prevalece um monte de bobagem que impermeabiliza o solo. Os mais pobres vão para os fundos dos vales. Anfíbios humanos. Pobres, negros, brancos e com pés de rãs! Em São Paulo, nas décadas de 1950/1960 as margens do Tietê foram liquidadas pelos empresários construtores. Faz tempo. E, agora, agora e desde sempre, São Paulo está condenada a mudar sua genética. Homens rãs. Anfíbios. Produtos da política, de planos diretores (dos diretores). Taí: a ganância de uns, leva à batraquice de outros.

Haja Arruda!


Ai que tesão ganhar dinheiro nas costas do maridão!


Do Blog do Professor Roberto Romano

O Estado de São Paulo
Terça-Feira, 26 de Janeiro de 2010

Mulher de Cabral dá assessoria para incentivos fiscais
Escritório da primeira-dama também defende concessionária do metrô e fornecedor do Rio

Alfredo Junqueira

RIO
O escritório de advocacia do qual a primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo Cabral, mulher do governador Sérgio Cabral (PMDB), é sócia oferece serviços de assessoria na obtenção de incentivos fiscais e em licitações públicas. Entre os serviços oferecidos no site do escritório Coelho, Ancelmo e Dourados Advogados está o auxílio na "celebração de contratos com a administração pública".

Na avaliação do presidente da 2ª Câmara do Conselho Federal da OAB, Alberto Zacharias Toron, responsável por processos disciplinares da entidade, o escritório da primeira-dama deveria se abster de participar dos casos que envolvem o Estado do Rio. A simples oferta de obtenção de incentivos fiscais pode atentar contra o código de conduta da OAB.

"TRÁFICO DE INFLUÊNCIA"

"Se forem tributos estaduais, há um claro conflito de interesse. Isso pode também configurar concorrência desleal contra advogados que não têm o mesmo acesso ao governador. E ainda abre brecha para tráfico de influência", disse Toron.

O site oferece assessoria para outros serviços jurídicos ligados ao setor público e político, como "elaboração de projetos de lei, decretos e atos normativos", além de "atendimento especializado para processos no âmbito do Tribunal de Contas e das agências reguladoras". O escritório ainda dá assessoria para "empresas públicas e controladas pelo poder público, casas legislativas, parlamentares, órgãos públicos e autarquias".

Para o professor de Ética e Política da Unicamp, Roberto Romano, a situação representa claro conflito de interesses. "Do ponto de vista estritamente ético, é errado. Não há possibilidade de informações sigilosas do campo estatal deixar de ser transferido para o campo privado. Porque a relação conjugal é a mais íntima que pode existir", disse.

Conforme o Estado revelou, Adriana é advogada da empresa concessionária do Metrô fluminense em ação proposta pelo Ministério Público do Rio. O escritório dela também representa a Service Clean, do grupo Facility, uma das principais prestadoras de serviço do Estado, em 28 processos trabalhistas. A Service Clean recebeu R$ 57,8 milhões na gestão Cabral.

Sócio da primeira-dama, Sergio Coelho garantiu que a assessoria na obtenção de benefícios fiscais não se refere a tributos estaduais. "Você não vai encontrar nenhuma participação nossa nesse tipo de atuação", afirmou.

Coelho também informou que todo escritório de direito de grande porte oferece os serviços que constam em seu site. "Não vamos deixar de ter esse tipo de atuação por conta da condição de primeira-dama da Adriana. Mas, em atenção a ela, assumimos o compromisso de não atuar em casos que envolvam o Estado.
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COMENTÁRIO: No Braziu os melhores empregos (sic) são dados às mulheres, amantes, filhos, sobrinhos e cia familiar dos políticos. Oh, raça preguiçosa.

Desordem sem progresso

Foto arte: por Guto cassiano
Enviado pela CREMILDA TEIXEIRA, de São Paulo, lutadora.


Quase metade dos professores temporários,que vão lecionar na escola pública de São Paulo, não conhecem a matéria que vão ensinar. São cento e oitenta e dois mil….
Fizeram uma prova e não conseguiram a média. O critério foi mudado. Contou pontos até os anos que estavam na sala de aula. Estavam na sala de aula e não sabiam a matéria que deveriam ensinar, foi contado como pontos. Nem assim conseguiram.
Professor que não sabe a matéria que ensina, é um estelionatário.
Agora ele pode enganar e ludibriar o povo de modo garantido pelo governador de São Paulo. A imprensa vai considera-lo um herói, um abnegado. Afinal vai trabalhar na periferia, e aluno pobre, segundo a imprensa é um ser perigoso. Um bandido em potencial.
Que a maioria dos professores de escola pública não está preparado para ensinar é público é notório. A novidade é isso ser divulgado. Nâo é novidade a gente saber que esses professores vão continuar vendendo aula…
A declaração mais escabrosa, é que esses professores sem capacidade vão ser encaminhados para a periferia. Venderão aulas na periferia, onde os alunos são mais pobres, justamente a periferia que precisa mais ainda de conhecimento….
Se aluno não é considerado um cidadão, se nem é considerado gente, imagina aluno de periferia. Onde as escolas estão superlotadas. Vão aprender a enganar a mentir ….para isso eles nem precisam ir na escola.
O cidadão quando mais pobre mais aceita a corrupção e a escola pública como um favor que o estado está lhe dando….são os futuros eleitores cegos. Aprenderão a assinar o nome, o suficiente para tirar o titulo de eleitor. Pronto. Está tudo certo….

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COMENTÁRIO: Ouvi o Secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato, dizer que os reprovados irão dar aulas. Nada mal para um ex-Ministro da Educação, do FHC, que tentou a privataria na educação. Aos pobres, a periferia. Aos garotos pobres, os professores reprovados. Eita, Braziuuuu!

Repetindo...


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Beijaço!


Beijaço, do Blog da DENISE, Síndrome de Estocolmo

Revista Forum:

Manifestantes preocupados em defender as medidas contempladas no 3º Plano de Direitos Humanos (PNDH-3), apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do governo federal, vão promover um “beijaço” público (Kiss in) no próximo dia 7 de fevereiro, em São Paulo. O evento está marcado para a avenida Paulista, esquina com a rua Augusta, às 17 horas.

O objetivo é defender medidas contempladas no PNDH-3, dentre elas:

•a união civil entre pessoas do mesmo sexo,
•a criminalização da homofobia,
•a adoção homoparental
•a legalização do aborto e
Tais propostas foram duramente atacadas, sobretudo pela imprensa comercial e lideranças religiosas.

Fruto de uma mobilização feita via Twitter e redes sociais, os manifestantes pretendem, segundo o jornalista Augusto Patrini, expressar seu comprometimento e apoio à implementação destas políticas públicas. “Pensamos que o caráter laico da sociedade brasileira deve ser fortemente respeitado”, defende Patrini.

Distorção midiática

Um dos textos que falam a respeito da manifestação, disponível aqui, lembra que, ao contrário do que vem sendo divulgado na mídia tradicional, o plano foi amplamente discutido por meio de um processo que culminou na Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em 2008. No entanto, após sua divulgação em dezembro do ano passado, “passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que fazem dos seus interesses privados, interesses públicos. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos”, diz o texto.

Leia também: Elas são mais corajosas – Entre os segmentos mais excluídos da sociedade, travestis e transexuais se organizam para enfrentar as inúmeras violências que sofrem no dia-a-dia.


Foto: Cena do seriado Six Feet Under

Livro gratuito (e-book)


Biodiesel o “Óleo Filosofal”: Desafios para a educação ambiental no caldeirão do “Desenvolvimento Sustentável

Resumo em Inglês: We had as main objective of our work to express one contribution for constitution of environmental conscience, through historical reflection looking for to analyze the National Program of Pr...

Palavras-chave em Inglês: Educação Ambiental, Ecologia Política, História Ambiental, Cultura e Poder.

Autor: Jozimar Paes de Almeida
Ano publicação/produção: 2010
Valor: 0 €
Tamanho: 0,475 Mbytes
Formato: pdf
Tipo: Livro/E-Book


Áreas temáticas: Ciências da Educação, Ciências e Tecnol. do Ambiente, Ciências Políticas
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O livro pode ser baixado gratuitamente de dois sites:

1) http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Nav=1&lang=pt

ou

2) http://www.bvce.org/

Esquadrão da morte

do BLOG RECOMEÇO
LEOPOLDINA, MG
Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar oferece recompensa de R$ 5 mil para quem entregar ACUSADOS "vivos ou mortos"


Leia a notícia AQUI no site Último Segundo

Leiam a opinião do leitor Júlio César Pinheiro de Itajubá-MG, no jornal Estado de Minas, 23/01:

Recompensa: Cartaz de entidade causa mal-estar

“Tem toda a razão do mundo o Ministério Público do Rio de Janeiro ao anunciar que vai apurar a responsabilidade pelo cartaz do Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar que oferece recompensa de R$ 5 mil para quem entregar ‘vivos ou mortos’ os assassinos do sargento Wilson Alexandre de Carvalho, de 41 anos, executado a tiros por traficantes no Estácio, na Zona Norte, domingo passado.
De acordo com Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção RJ, que condenou o cartaz, o autor pode ser responsabilizado intelectualmente pelo crime, caso alguém mate os assassinos e exija a recompensa.
Pensávamos que isso era coisa do passado, do Velho Oeste norte-americano. Contudo, é de nossos dias, prova cabal da ausência do Estado na área de segurança pública. A oferta deveria ser de recompensa por informações e não pelo criminoso vivo ou morto, ao estilo faroeste.”

BraziuUUU!


05/01/2010 Herança maldita do Blog Recomeço, Glória, Leopoldina, MG
Publicado no jornal Estado de Minas. Como só abre para assinante, segue a matéria:

De 1980 a 2000, 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país
Walter Sebastião
Um milhão de pessoas assassinadas no Brasil entre 1980 e 2000. Quinhentas mil nos anos 1990, a década mais violenta do país. Chocantes, os números são apresentados bem no início do primeiro episódio de Lutas.doc, série de cinco filmes que vai ao ar a partir de hoje na TV Brasil, transmitida em Minas Gerais pela Net.
Tentando entender como se forma e se desenvolve esse caudaloso rio de sangue, os diretores Luiz Bolognesi e Daniel Augusto propõem um grande debate. Fizeram cerca de duas dezenas de entrevistas, ouvindo de presidentes e ex-presidentes da República (Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique) a historiadores, filósofos, escritores, psicanalistas e moradores de rua, entre outros cidadãos.
Utilizando recursos de animação, trechos de filmes, informação e análise, a dupla oferece outro retrato do Brasil. Bem realizada e envolvente, a série faz pensar. O ponto de partida leva o título “Guerra sem fim”: com demolidora argumentação, desmonta-se a imagem do Brasil como sociedade pacífica e do brasileiro como gentil por natureza. O segundo episódio, “Recursos humanos”, volta-se para a escravidão e revela as cicatrizes sociais com suas tensões, ambiguidades e a dificuldade de passar das palavras a atos de transformação.
O terceiro, “Fábrica de verdades”, mostra como a mídia, especialmente a televisão, nega a violência e a brutalidade das relações sociais. O quarto, “Heroína sem estátua”, investiga a discriminação silenciosa das mulheres. O epílogo, “O que vem por aí”, é uma conversa sobre o futuro polarizada entre quem acha que o Brasil está em guerra civil e quem acredita que o crescimento econômico e político pode mudar a situação.
HERANÇA
“Lutas.doc
é uma reflexão sobre os brasileiros a partir de todo o sangue derramado no Brasil e da nossa violência, sempre escondidos sob o tapete”, afirma o diretor Daniel Augusto. “A violência contemporânea é herança histórica”, enfatiza. Consequência de raízes econômicas da sociedade e fruto da desigual distribuição de riquezas, ela vai se espraiando por todas as relações sociais. O diretor chama a atenção para o fato de que, agravando a situação e impedindo que ela seja enfrentada, a realidade é ocultada por mitos que amenizam e escondem a crueldade das relações humanas no Brasil.
“Um dos problemas da violência brasileira é o fato de ela ser muito implícita”, observa Daniel. Cordialidade, democracia racial e país abençoado são alguns desses mitos que impedem a sociedade de se mobilizar, acredita. “Com Lutas.doc, nosso objetivo é abrir discussão aprofundada, mas aberta a pessoas de todas as idades e de qualquer lugar do país”, explica.
O trabalho tem destinatário especial: “Gostaríamos que o pessoal que está no segundo grau e começando a universidade visse os filmes, pois eles experimentam momento crucial de inserção na sociedade. O jovem carrega forte poder de mudança”. Os realizadores torcem que os filmes cheguem às escolas como material didático.
A violência brasileira tem solução? “Tem, mas o tema é complexo e cobra atuação em várias frentes, não será resolvido em um ou dois governos. A solução passa por mais presença do Estado em alguns campos, como oferecer à população mais acesso à educação, à saúde e a melhores condições de vida, além de oportunidades reais de realização. É fundamental a melhor distribuição de renda ”, responde Daniel Augusto. A pacificação da sociedade brasileira, adverte o diretor, “depende de não ficar jogando a população brasileira na lata de lixo da história”.
Além da expectativa em relação à estreia da série na televisão (“ela se comunica com todo o Brasil”), Daniel vê com otimismo o avanço do diálogo entre emissoras e produtores independentes. “Esse caminho traz outros olhares, estéticas e propostas, o que permite oferecer maior variedade de conteúdos, sem doutrinação, para o espectador”, explica.
“A TV é o veículo de comunicação mais difundido no Brasil e um dos menos reflexivos. O cinema brasileiro pensa muito mais o Brasil do que a TV. Falta a ela oferecer debates mais interessantes”, conclui. A ideia do projeto partiu de Luiz Bolognesi, que convidou Daniel para a empreitada.
O paulista Bolognesi tem 43 anos, formou-se em jornalismo e cursou ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP). É o roteirista dos longas-metragens de ficção Bicho de sete cabeças e Chega de saudade, dirigidos por Laís Bodanszky, de O mundo em duas voltas, filme sobre a trajetória dos navegadores da família Schurmann. Também foi corroteirista de Doutores da Alegria. Daniel Augusto tem 37 anos, é formado em cinema e mestre em literatura pela USP. Dirigiu o documentário Fordlândia (lançado ano passado, na segunda edição do Festival É Tudo Verdade) e a série Mapas urbanos, sobre cidades do Brasil sob o crivo de poetas e compositores, premiado na República Tcheca em 2003. Foi codiretor de O diário de Naná Vasconcelos.
LUTAS.DOC
Série de cinco filmes documentais sobre a violência brasileira. Em cartaz na TV Brasil (canal 3 da NET) de hoje a 2 de fevereiro. Terças-feiras, às 23h, com reprises às quintas-feiras, à meia-noite.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ai que tesão usar o dinheiro do povão!

Do BLOG do Angelo Rigon da Má-ringa
A deputada estadual Cida Borghetti (PP) foi a campeã de gastos ressarcidos em pleno dezembro, mês de férias, da Assembleia Legislativa do Paraná. Ela foi ressarcida em R$ 49.443,30, informa matéria da Gazeta do Povo. A maior parte dos gastos foi com publicidade (divulgação da atividade parlamentar); em dezembro ela não gastou com pesquisa. A maior parte dos recursos (R$ 28.073,22) foi gasta com a Viva Propaganda e Publicidade. Seu marido, Ricardo, foi campeão de ressarcimento (verba indenizatória) na Câmara Federal, em 2008.

Arruda


Singelo gato


Do Miran

Um pouco atrasado...

Do Guto cassiano

Haja dinheiro!

do Guto Cassiano

Sós os políticos realizam seus sonhos....

Do Acir Vidal
... castelos, festas de peões (não é tuma?), fazendas, bois voadores...

Braziu!

Braziu!

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