TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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sábado, 29 de setembro de 2007

A ONG da senATRIZ Ideli

Imagem e texto: do Blog do Josias de Souza

A senadora Ideli Salvatti (SC), líder do PT, torce o nariz para a idéia de instalar no Senado uma CPI destinada a varejar as ONGs que recebem dinheiro do governo. Na última quarta-feira (26), o partido de Heráclito Fortes (DEM-PI), autor do pedido de investigação, deu um ultimato ao consórcio de partidos governistas. Ou a CPI saía ou a oposição continuaria boicotando as votações no Senado.

Interessado em fazer a fila de projetos andar, Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, arrancou dos demais líderes governistas, a contragosto de Ideli, um compromisso de instalar na próxima semana a CPI de Heráclito. Acordou-se que será presidida por um oposicionista e relatada por um governista. Em sua última edição, que começou a circular neste sábado (29), a revista Veja (só assinantes) publica reportagem que ajuda a compreender a má vontade de Ideli com a nova comissão. Foi escrita pelos repórteres Ricardo Brito e Otavio Cabral.

O texto trata de uma investigação aberta pela Polícia Federal em Santa Catarina, o estado da líder do PT. Envolve a Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul. Recebeu do governo, por meio de convênios, R$ 5,2 milhões. Destinavam-se à promoção de cursos.

Diz a reportagem, a certa altura: “Parte do dinheiro, já se sabe, foi parar na campanha política de um deputado do PT. Para justificar os gastos, os dirigentes da federação falsificaram planilhas e criaram alunos-fantasma. O que mais chama atenção no caso, porém, é o eixo entre os principais envolvidos na fraude. Todos são correligionários, amigos ou assessores da senadora Ideli Salvatti”.

Criada em 2001 por petistas ligados à senadora Ideli, a Fetraf-Sul viu crescer a coleta de verbas federais sob Lula. Firmou 18 convênios com o governo. Um deles, de 2003, já esquadrinhado pela PF, resultou em liberação de R$ 1 milhão. Coordenava a entidade na ocasião Dirceu Dresch, petista do grupo político de Ideli.

O objeto do convênio era o treinamento de 2.000 trabalhadores rurais do município catarinense de Chapecó. “A maioria, descobriu-se agora, era fantasma”, anota a reportagem. “Para fazer de conta que o curso existiu, a Fetraf apresentou uma lista de estudantes, com nome, CPF e endereço dos alunos. A polícia foi checar e descobriu que muitos não existiam, outros nunca ouviram falar do curso, alguns nem sequer moravam na região e os poucos que disseram ter freqüentado aulas – pessoas ligadas à federação, é claro – assinavam a mesma lista de presença várias vezes.”

A PF estima que algo como 60% dos R$ 5,2 milhões obtidos pela Fetraf junto ao governo foram borrifados em campanhas políticas. Dirceu Dresch, por exemplo, elegeu-se deputado estadual pelo PT. Antes, ele atuara como coordenador das campanhas de Ideli. É co-responsável, junto com a líder do PT, pela nomeação do delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Santa Catarina, Jurandi Teodoro Gugel. Deixou o cargo em julho deste ano. Àquela altura, já havia aposto o seu jamegão em 12 convênios de repasses de verbas à Fetraf.

Parte do dinheiro transferido à federação tem origem em emendas injetadas no Orçamento da União por congressistas. Entre eles Ideli. Procurada, a líder do PT optou pelo silêncio. Valendo-se da assessoria, mandou dizer que não mantém relações formais nem com a Fetraf nem com Dresch. Informou, de resto, que as emendas de sua responsabilidade destinaram-se a beneficiar a agricultura familiar.

Se for de fato instalada, como prometido, a CPI das ONGs terá diante de si farta matéria-prima para uma boa investigação. Estima-se que, nos últimos oito anos, o governo tenha repassado a essas entidades R$ 33 bilhões. Há muita ONG que cumpre à risca o seu papel social. Mas há também grossa picaretagem no setor. A julgar pelos achados da PF, a Fetraf pende para o segundo grupo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Lulla e seu ódio à classe média

Do Blog Leite de Pato
LULA: TRABALHADORES URBANOS SÃO VAGABUNDOS!
Reinaldo Azevedo
Perguntam-me se Lula não chamou ontem de “vagabundos” os trabalhadores urbanos. É uma referência a um trecho de seu discurso às trabalhadoras rurais, as “Margaridas”. Leiam vocês mesmos (trecho em vermelho). Volto depois (a íntegra do discurso está aqui).Mais importante ainda é o seguinte: se alguém disser para vocês, em qualquer lugar do mundo, que nós vamos mexer no direito dos aposentados brasileiros ou da mulher trabalhadora rural, vocês podem saber, sem olhar na cara, que quem está falando é mentiroso. Porque eu tenho consciência de que, muitas vezes, uma mulher trabalhadora rural ou um trabalhador rural que precisa, para cumprir a lei, prestar informação com documentos, tenho clareza de que o trabalhador urbano tem que contar o tempo de serviço, mas eu penso sempre o seguinte: se a gente quiser ver a cara de quem trabalha no campo, de sol a sol, a gente não precisa de documento. Do vagabundo, a gente precisa do documento, impressão digital e outras coisas mais. Mas, do povo trabalhador, que trabalha de sol a sol, a gente olha a cor da pele, a gente olha a grossura da mão e a gente sabe que aquela pessoa é trabalhadora e, por isso, os trabalhadores não irão perder os seus direitos.
Voltei
É, chamou, sim. Se, sendo benevolente com ele, não dá para dizer que chamou todos os aposentados urbanos de vagabundos (ainda acho que a intenção foi essa), afirmou, com certeza absoluta, que todos os vagabundos pertencem ao grupo dos trabalhadores urbanos.Sobre grossura nas mãos, Lula sabe tudo. Quer dizer, nada! As dele são finas desde 1975, quando se tornou burocrata sindical. Há 32 anos, seu trabalho é fazer política. Desde aquele ano, jamais deixou de receber, religiosamente, um salário ou do sindicato ou do partido político que criou, o PT.
Mesmo assim, por conta dos 31 dias que ficou na prisão durante a ditadura, em 1981 — SEM JAMAIS TER DEIXADO DE RECEBER SALÁRIO —, Lula recebe hoje de pensão vitalícia quase R$ 5 mil. Registre-se que o valor está acima do teto que seu governo estabeleceu para os outros pensionistas do estado.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Osmar dias e noites

Do BLOG do RIGON, Maringá
Do blog de Lauro Jardim:Racha no PDT
Osmar Dias, um dos três mosqueteiros do PDT oposicionista do Senado,(senador do Paraná), rompeu com Jefferson Peres e Cristóvam Buarque. Avisou à dupla que não pretende entrar em obstrução semana que vem contra a presença de Renan na presidência da casa. João Durval, o quarto senador do partido, ainda não anunciou sua decisão.
Comentário: será que está nas mãos de Renan?

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