TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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domingo, 28 de junho de 2009







Da Helena Santini, Pobres meninos ricos

Nem é necessário comentar que só dá Michael Jackson nas TVs, nas rádios, na internet e nas rodinhas da esquina.
Essa morte, que a princípio até poderia parecer natural, começou a ser questionada desde que alguns paparazzi tiveram acesso a uma porção de informações de dentro do hospital através de funcionários e também do pessoal que o atendeu em casa.
Michael, segundo o site do TMZ, tinha um médico co-habitando a tal mansão alugada onde vivia e que esse profissional é um cardiologista de Houston, Texas. Seu nome é Dr. Conrad Robert. O fato é que ele estava presente na hora em que os paramédicos chegaram tentando a RCP em vão. Pergunta onde está o tal médico agora! Tomou o chá do sumiço. Nesse mesmo site, há a informação de que Michael tomou uma injeção de Demerol pouco antes de falecer (remédio para dor).
Vejam a semelhança com o Elvis nessa questão: os dois viviam à base de medicamentos porque não levavam uma vida normal e eram muito mal assessorados, cercados de puxa-sacos e chupins.
Eu estive em Graceland, Memphis, a casa onde Elvis morou muitos anos, onde faleceu e onde está enterrado no quintal com uma bonita homenagem na lápide. Elvis Presley era lindo quando moço mas a auto-indulgência com a comida e medicamentos mal administrados o levou a um estado de total dependência médica, onde se dava uma droga para combater os efeitos da anterior.
Nessa visita obrigatória para quem vai ao Tennessee, os turistas podem conhecer a parte térrea da casa e o subsolo onde Elvis tinha uma sala de snooker para reunir os amigos e onde ensaiavam. A parte superior onde ficam os quartos é proibida por determinação de Priscilla Presley, ex-esposa e dona da marca Elvis.
Mas o que mais me emocionou em Graceland é a sala com o piano de cauda onde Elvis tocava. Na madrugada do dia 16 de agosto de 1977, como de costume, Elvis tocou algumas músicas e horas depois estava morto aos 42 anos, provavelmente vítima de overdose de anfetaminas e de analgésicos fortíssimos. Hoje teria 74 anos bem-vividos se não fosse a exploração do enorme talento pelos mais próximos. Mesmo sem condições de cantar, shows eram marcados pelo empresário. Um absurdo!
Gosto de traçar paralelos entre as pessoas, por isso o fiz na postagem anterior em que associo Farrah Fawcett à Michael e hoje, à Elvis. A história de vida dessas pessoas sempre tem algo a nos ensinar, já que elas, por força da exposição e do próprio talento, são forçadas a viver no limite e, dessa forma, satisfazer a muitos interesses.
Tanto Michael como Elvis ambos ídolos invejadíssimos e mal amparados, portanto me ocorre agora uma frase de Honoré de Balzac que diz:
"É muito natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fomos!



Não tenhos os créditos das fotos.

Morreram ontem Michael Jackson (50 anos) e de Farrah Fawcett (62). Ambos jovens.
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texto da Mary
Durante toda a minha infância eu não tinha nenhuma dúvida de que ela era a mulher mais bonita do mundo. Embora tenha se tornado cafona, eu considero o cabelo repicado dela algo. Extraordinário. Nunca eu deixei de parar em frente à TV se ela lá estivesse. Nunca eu deixei de clicar num link com notícia sobre ela. Ela nunca deixou se ser *a* pantera pra mim. Fiquei sabendo do modo como sempre fico. Minha mãe me avisa e eu vou pra TV. Michael Jackson eu fiquei sabendo pelo Twitter. Eu não li muito sobre as duas mortes porque quase não fiquei on line hoje. Mas são dois ícones mesmo, da tal cultura pop americana. É sempre difícil falar do Michael Jackson. Porque tornou-se mais importante a relação que as pessoas tem com ele. O tanto de significado que colocaram. Enfim. Dizem que a música ficou esquecida em meio aos escândalos. Eu digo que não é isso. Eu acho que ele ficou esquecido no meio do tanto de opiniões que temos a respeito dele. Símbolo máximo de tudo isso, que sabemos estar errado. Do tal culto à celebridade. Vi as piadas no twitter. A gente percebe que há uma espécie de inveja, de despeito. Ninguém se conforma com o tanto. De disco, de exposição, de sucesso. Não é proporcional, nem justo. A lógica é mesmo ser desproporcional. E ele é o símbolo máximo de tudo. Ele nos mostra o tamanho do preço. E fica até um pouco moralista o nosso olhar. Porque a gente vê esses pilares. Da futilidade, do excesso. E vê Michael Jackson se equilibrando neles. E vê Michael Jackson adoecendo. E pensa "hum, deve ter alguma coisa aí". A gente faz a relação. Eu faço pelo menos. Tento evitar. Mas quando vejo tô ali na santíssima trindade, relacionando as coisas. Reduzindo as coisas. Britney, Amy e Michael. E outros, você vai dizer. E outros, eu vou concordar. Mas não deixa de ser moralismo da nossa parte, pensar assim.
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De novo o mesmo "apelo". Que eu vejo como uma cruzada mesmo. Nem é caso de unfollow. Um único motivo me faz dar unfollow no twitter. E você sabe qual é. Mas, né? Tanto pode ser dito sobre Michael Jackson. Eu sou obcecada pelas coisas e pelo que elas representam. Então falo disso. Eu tenho uma pá de amigos obcecados por música. Eu não sou, você sabe. Mas muitos são. Então falem sobre isso. Pra que fazer piada? Ele morreu. Não foi fácil pra ele estar na Terra. Mas ele esteve. E tocou a vida de todas as pessoas contemporâneas a ele. É piada isso?

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