TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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domingo, 6 de setembro de 2009

Aécinho, o neto: - "também quero"!

Arte (maravilhosa) do Acir Vidal

Do Josias de Souza

Aécio questiona favoritismo de Serra e vai à disputa
Foto: ABr/Folha/Divulgação

O governador de Minas, Aécio Neves, informou à direção do PSDB que vai “esticar a corda” na disputa que trava com o colega José Serra, de São Paulo.

O tucanato parecia rumar para uma definição por acordo. Serra iria a 2010 como presidenciável do partido. Aécio se conformaria com o Senado.

O PSDB organiza eleições prévias. No momento, faz o recenseamento de seus filiados. Mas dava-se de barato que o acordo dispensaria a prévia. Deu chabu.

Aécio, que parecia ter refluído da idéia das prévias, voltou à carga. “Estou muito mais animado hoje do que há três meses”, disse ele a um amigo, na última sexta (4).

Vai abaixo um resumo das razões que Aécio expõe, em privado, para justificar o seu apetite pela candidatura presidencial:

1. “Boa largada”: Em sintonia com o óbvio, Aécio reconhece que Serra está mais bem-posto nas pesquisas. Tem cara de favorito. Porém...

Porém, a despeito do que chama de “uma boa largada” do rival, Aécio acha que reúne mais condições de prevalecer sobre o candidato de Lula.

Manuseando as pesquisas, Aécio argumenta que sua taxa de rejeição é menor do que a de Serra. Reuniria, segundo esse raciocínio, mais condições de crescer.

Realça o fato de que Serra exibe posição estacionária nas sondagens eleitorais, com leve oscilação para baixo.

Aécio afirma, de resto, que é menos conhecido dos brasileiros do que Serra. Diz que sua taxa de conhecimento é de 55%. A de Serra, 96%.

2. Efeito FHC: Na opinião de Aécio, só cochichada entre quatro paredes, a eventual candidatura presidencial de Serra facilitaria a vida do inimigo.

Menciona o fato de Lula ter decidido transformar 2010 numa espécie de plebiscito em que o eleitor seria convidado a comparar a sua gestão com a de FHC.

Servindo-se de pesquisas qualitativas, Aécio diz que Serra é associado a FHC por algo como 60% das pessoas consultadas.

Natural, já que Serra foi, sob FHC, ministro do Planejamento e da Saúde. Vem daí que Aécio acha que, fechando com sua candidatura, o PSDB esvazia a tática de Lula.

O governador mineiro diz considerar “injusta” a avaliação negativa que se faz da gestão de FHC. “Ele fez muita coisa boa para o país”, diz.

Mas Aécio crê que não convém brigar com os fatos. Os índices acerbos atribuídos a FHC são um dado da realidade. Melhor fugir à armadilha arquitetada por Lula.

Acha que, com ele, o PSDB inviabilizaria a “polarização” do tipo passado versus futuro. Até porque seu lema é o “pós-Lula”, não o “anti-Lula”.

3. O outro lado do muro: Em seus diálogos privados, Aécio conta que vem sendo procurado por mandachuvas de partidos acomodados sob o guardachuva de Lula.

É gente, incomodada com a opção por Dilma Rousseff, teria passado, nas palavas de Aécio, a “observar o que se passa do outro lado do muro”.

Assediado, Aécio também lança um olhar por sobre o muro. Acha que tem mais condições de atrair os descontestes do que Serra. Julga-se mais “agregador”.

De saída, são três as legendas governistas que Aécio imagina que o PSDB poderia atrair caso optasse pela candidatura dele.

Menciona o PP, presidido por Francisco Dornelles, seu tio. Cita o PTB, cujo presidente, Roberto Jefferson, manifesta, em reserva, simpatia por seu nome.

Aécio revela que, em conversas privadas, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), mandachuva do PDT, disse que o apoiaria se o PSDB fechasse com o nome dele. Diz que também o PSB balançaria por ele.

4. Café com leite: Aécio se diz consciente de que o futuro dele e o de Serra estão irremediavelmente entrelaçados. De novo, rende homenagens ao óbvio.

Acredita que a chance de êxito do PSDB na disputa presidencial depende da unidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com Minas, o segundo colégio.

Noutras palavras: Sem Minas, Serra não chega a lugar nenhum. Sem São Paulo, Aécio tampouco teria chances de chegar ao Planalto.

Por isso, o governador mineiro esforça-se para jogar limpo com o colega paulista. Mantém com Serra uma linha direta. Admira-se da boa relação que construíram.

5. Obsessão X bom senso: Aécio diz que não é movido a obsessão, mas a bom senso. Declara que não hesitará em apoiar Serra se ficar claro que é a melhor opção.

Apenas acredita que não deve se render antes de “esticar um pouco a corda”, expondo à exaustão as suas razões.

Aécio calenta a onírica expectativa de que Serra se convença de que talvez sirva melhor ao partido e a si próprio concorrendo à reeleição para o governo de São Paulo.

Nesse caso, haveria um acordo. Do contrário, restariam as prévias. Uma fronteira à qual Aécio diz que só irá se concluir que tem chances de vencer internamente. Hoje, acha que tem.

6. Licença: Aécio disse a assessores que vai encomendar, nos próximos dias, uma pesquisa. Deseja tirar uma licença do cargo de governador. Coisa de 15 dias.

Antes, quer saber se os mineiros não vao torcer o nariz para a ausência temporária do governador. Daí a pesquisa.

Se o resultado for favorável, Aécio planeja usar o tempo livre para correr o Nordeste, uma região onde só 10% dos eleitores dizem conhecê-lo. Quer ver e, sobretudo, ser visto. Deseja mostrar que continua no páreo.

Faria o ciclo de viagens em novembro. Espera que, em dezembro, o grão-tucanato se reúna para decidir entre ele e Serra. À falta de acordo, a prévia seria feita em janeiro.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ai meu Deus, ai vem o Lulécio!


por Ricardo Noblat - 24.3.2008
Aécio está bem na foto
Aécio Neves, governador de Minas Gerais, está rindo à toa. Logo mais à tarde, em Brasília, reúne-se o Diretório Nacional do PT para discutir a política de alianças do partido com vistas às eleições deste ano. Até o fim da semana, Geraldo Alckmin espera que pelo menos parte do PSDB se manifeste a favor de sua candidatura a prefeito de São Paulo.
Do que ri Aécio?
Ele só tem a ganhar com o que decidir o PT. Como só tem a ganhar com o futuro desfecho da crise que abala o PSDB de São Paulo.
Contra a vontade da direção nacional do PT, Aécio tenta juntar o PSDB e o PT mineiro em torno de um candidato comum à prefeitura de Belo Horizonte.
Contra a vontade do governador José Serra, Aécio dá corda em Alckmin para que ele seja candidato. Serra detesta Alckmin e prefere a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), seu discípulo. Alckmin detesta Serra. Aécio e Serra disputam a indicação do PSDB para candidato à vaga de Lula.
Se a direção nacional do PT liberar sua sucursal mineira para apoiar o candidato escolhido pela dupla Aécio e Fernando Pimentel, o atual prefeito de Belo Horizonte (PT), Aécio sairá para o abraço. Porque partiu dele a idéia do candidato único.
Aécio terá então estabelecido um novo paradigma político – o de que o PSDB e o PT não estão condenados a se opor para sempre. Desfilará como a nova encarnação do avô Tancredo Neves. Ou como o “pós-Lula” na definição dele mesmo.
Se a direção do PT, no entanto, proibir a aliança, ficará claro quem foi o intransigente. Aécio lucrará da mesma forma.
Aécio e Lula são bons parceiros. Lula se empenha em atrair Aécio para o PMDB e acena com o apoio à sua candidatura a presidente. Aécio finge que pode ir para o PMDB interessado, na verdade, em se fortalecer mais dentro do PSDB.
O PMDB merece tudo, menos confiança. Dividi-se na hora de eleições para se unir mais tarde em torno do vencedor. Cobra caro por isso.
Fernando Henrique Cardoso governou com o PMDB. Da primeira vez, Lula governou apenas com um pedaço dele. Foi às compras no mercado dos pequenos partidos. E aí? Quase afundou com o escândalo do mensalão.
A próxima eleição presidencial será a sexta consecutiva a se realizar sob o signo de Lula, que perdeu as três primeiras e ganhou as duas últimas.
Salvo se o inesperado fizer uma surpresa, Lula comandará sua própria sucessão. Poderá não eleger seu substituto. Mas tê-lo como duro adversário será um pesadelo para qualquer aspirante ao seu lugar.
O sonho de Lula – como, de resto, de todo presidente prestes a deixar o poder – é fazer o sucessor, aliado incondicional ou não. Para ele, se der Dilma Rousseff, maravilha! Ciro Gomes? Bom de mais. Aécio? Estará em casa. Serra? Não. De jeito nenhum.
Mesmo que tentasse, Serra jamais se livraria do rótulo de candidato anti-Lula. Primeiro porque enfrentou Lula em 2002. Segundo porque quis enfrentá-lo quatro anos depois. E terceiro porque faz questão de se demarcar dele.
O confronto com Alckmin serve para reforçar outro rótulo que desafetos de Serra tentam colar nele – o do político pouco ou nada aglutinador, capaz de se valer de todos os meios para alcançar seus próprios objetivos.
Aécio marcará pontos dentro e fora do PSDB se Serra barrar a candidatura de Alckmin. E marcará mais pontos ainda se Alckmin atropelar Serra e se eleger prefeito.
Antonio Carlos Magalhães costumava dizer que presidência da República é destino. José Sarney, vice de Tancredo, é um exemplo. Itamar Franco, vice de Fernando Collor, também.
Fernando Henrique mal tinha votos para se eleger deputado federal em 1994. Pois o Plano Real empurrou-o duas vezes rampa acima do Palácio do Planalto.
Serra tem pela frente sua última chance para chegar lá. A idade não lhe oferecerá outra. Aécio tem idade para esperar, sim, mas está convencido de que essa é sua grande chance.
Por ora, e no âmbito do PSDB, Aécio está em alta e Serra, no mínimo empacado.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Em campanha...


deu em o globo/ NOBLAT
Aécio efetiva 98 mil servidores não-concursados
De Gustavo Miranda:

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), concluiu a efetivação de cerca de 98 mil servidores da educação e de 499 funcionários da Assembléia Legislativa que entraram para os quadros do estado, desde 1990, sem concurso público. A lei complementar aprovada pela Assembléia Legislativa foi integralmente sancionada por Aécio e está em vigor desde terça-feira, quando foi publicada no Diário Oficial.

A proposta permite um acerto de contas com o Ministério da Previdência estimado em R$ 10 bilhões, o que valerá ao estado certificado necessário à obtenção de novos financiamentos internacionais. Dos servidores não-concursados, 25% já teriam condições de se aposentar, mas não poderiam porque não pertencerem nem à Previdência do estado nem ao INSS, da União. Leia mais em O Globo

domingo, 21 de outubro de 2007

No país de Aécio (cinho)..



MINAS:VALÉRIO DOMINOU AS LICITAÇÕES DO 1º GOVERNO AÉCIO Folha de São Paulo
Entre 2004 e 2005, os pagamentos do governo mineiro às empresas de Marcos Valério SMPB Comunicação e DNA Propaganda somaram R$ 30,3 e R$ 8 milhões, respectivamente. Das 14 maiores campanhas publicitárias do governo em 2004, que totalizaram de R$ 21,8 milhões, SMPB e DNA ficaram com R$ 10,6 milhões (49%).

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