TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

TAM..tos aviões estragados...


Ontem postei aqui, do BLog do Spyk, uma notícia sobre o número absurdo de aviões da TAM que puseram em risco de morte muitas pessoas entre 1996 a 2007. Vejam mais um:


Crise Aérea, Blog do NOBLAT
Outro avião da TAM com defeito
Um vôo da TAM que saiu de Miami na manhã deste domingo (5) com destino a Salvador teve que passar mais tempo do que o previsto em Fortaleza por causa de problemas técnicos. Ele deveria decolar por volta de 13h, mas às 16h45 o vôo foi cancelado. O avião foi rebocado da pista. (Do portal G1)

domingo, 29 de julho de 2007

Pt lê a VEJA...e gosta!


Do BLOG Leite de Pato

MÍDIA GOLPISTA É A TÁBUA DE SALVAÇÃO DOS PETISTAS DESCONTROLADOS!!!
A matéria da Veja diz que a caixa preta culpa o piloto pelo acidente. Nunca vi tantos petistas felizes com uma das maiores representações da mídia golpista e oligárquica. Gostaria de ver agora a cara de Emir Sader, por exemplo. Esse pessoal vai parar de ver monstrinho embaixo da cama?De qualquer forma, como já comentei com meu amigo Gravataí Merengue: uma coisa é a culpa e a outra é a responsabilidade. Bem, continuo firme na minha disposição: esperar a poeira baixar. Afinal, dizem que as investigações podem levar dez meses.Vai ter muito disse me disse, muito blá-blá-blá. Bravatas, isso e aquilo. No primeiro dia comentei com a patroa: a culpa é do piloto. Se não é, vai ficar sendo.Mas que é divertido ver a escumalha petista defender reportagem da Veja, ah!, isso é!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

A pista 35 de Congonhas







A PISTA 35 DE CONGONHAS do BLOG Pérolas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve, ontem, reunião com três pilotos para ouvir um relato técnico sobre a pista de Congonhas. Lula pediu ao ex-presidente do Sindicato dos Aeronautas, José Caetano Lavorato Alves, de quem é amigo, que convidasse pilotos experientes e sem ligação com o movimento sindical para encontro em seu gabinete. Estiveram no Palácio do Planalto, além de Lavorato, os comandantes Sérgio Quito, da Gol, especialista em segurança de vôo, José Stuppiello e Ricardo Rodrigues Amares, ambos da TAM e pilotos de Airbus. Estava presente, também, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Os pilotos deram ao presidente um elemento novo na apuração sobre as causas do acidente com o vôo 3054 da TAM. Quito falou sobre os sucessivos recapeamentos da pista 35 - pista principal, que, segundo Lavorato, sempre causou desconforto nos pilotos. Segundo ele, quando há o recapeamento de asfalto, é preciso um prazo de maturação até que se possa fazer as ranhuras ("grooving"). Durante esse período de maturação, a água, quando chove, se infiltra no asfalto, que começa a soltar uma oleosidade, tornando a pista extremamente escorregadia. Isso o exame da lâmina d´água não detecta.
Há um equipamento, usado nos aeroportos de vários países, inclusive o Ezeiza, em Buenos Aires, que faz o "break-action" (ação de freagem). É um veículo que mede, na pista, a capacidade de freagem naquele momento e repassa as informações para os pilotos. "Todos sabem disso, os pilotos, a Infraero", comentou Lavorato, ao que o presidente reagiu: "Ninguém nunca me falou disso antes aqui".
Foi essa oleosidade, não detectada na medição da lâmina d´água, que foi reportada pelos pilotos à partir do dia 16, antes do acidente com o vôo da TAM, exatamente quando começaram as chuvas. Até então, a pista havia sido reaberta há duas semanas e não havia relato de problemas.
Lula contou que perguntou ao brigadeiro Jose Carlos Pereira, presidente da Infraero, por que a Infraero havia optado pelo recapeamento com asfalto e não com concreto, que seria bem mais seguro. Ele respondeu que não fez, porque é mais caro e demoraria mais. Ao que Lula conta que indagou: "Não era preferível esperar um pouco mais?" A concretagem evitaria o aparecimento da oleosidade, conforme informação dos pilotos.
Os pilotos, segundo relato de Lavorato, descreveram para o presidente as peculiaridades da pista principal de Congonhas. Diferentemente da maioria das pistas, a pista 35 tem, no início da cabeceira, pequeno aclive seguido de suave declive. No topo dessa elevação está a área de toque, onde o piloto deve iniciar o pouso. Se a aeronave toca numa área posterior, o pouso tende a se alongar mais do que deveria. "Todo piloto sabe que é preciso ter mais atenção quando o pouso é na pista 35. Se tenho uma pista molhada e ela é a 35, há certo desconforto por parte dos pilotos", explica Lavorato.
Ele conta que essa pista sempre foi problemática. Em 1981 o Sindicato dos Aeronautas fez um movimento exigindo que se fizesse o "grooving". Aquelas foram as primeiras ranhuras da pista de Congonhas. Ao longo dos anos, o aeroporto intercalou períodos em que havia "grooving" com outros em que a pista era lisa. De lá para cá, porém, as aeronaves mudaram e os parâmetros de segurança também foram se alterando.”
Valor transcrito no Observatório da Imprensa

Comentário: O PAC deslumbrou o presidente. Tirando dinheiro dos trabalhadores (FGTS) pensou que, dando aos empresários do bem, iria mostrar a todos um país diferente, progressista. Lula não ouve trabalhadores, ele odeia gente estudada, como dizia meu pai. Gosta de falar para trabalhadores mais sofridos que aceitam seu discurso. AGORA, é obrigado a ouvir gente que sabe. sabem o quÊ? sabem das falcatruas das empresas dos barões. A Infraero sabia e a Anac também das falcatruas das empresas. Aliás, tá passando o tempo e ele não demite a diretoria toda da Anac e a famosa charuteira, dona Denise Debocha o povo e a nossa inteligência.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Protestos








Fotos: da FSP, capturadas de Blogs ...
Do BLOG de Roberto Romano
Às 20h30 de 17 de julho de 1996, um Jumbo da TWA explodiu sobre o Atlântico minutos depois de levantar vôo de Nova York. Todos os 212 passageiros e 18 tripulantes morreram. Nas caóticas horas que se seguiram, as famílias das vítimas que convergiram para o Aeroporto Kennedy reagiam com ira e desespero à falta de notícias sobre a tragédia. Levadas para um salão, viram a porta abrir-se para o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. O que se passou em seguida foi um dos momentos mais fortes dos seus oito anos na Casa Branca. Desacompanhado, ele foi de grupo em grupo, abraçando e confortando as pessoas em voz baixa. Ouviu protestos, cobranças, desabafos. Quando enfim se retirou, o ambiente era apenas de quieta resignação Editorial do Estado

Por causa de vaias e acidente da TAM, Lula troca Centro-Sul pelo Nordeste - Transmitidas as condolências pelo acidente, após 72 horas de relutância,o presidente Lula tornou a submergir. Hoje, volta à vida normal. Viaja para o Nordeste, seu reduto por excelência.
Comentário: felizmente TODOS, neste Brasil, estão comovidos e lutam... não acham mais graça nos corruptos e nos incompetentes.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

TAM?

TAM? GOL?


Do BLOG do TambosiSurrupiei do Blog do Spyk, onde está disponível também a ata da audiência pública realizada em abril sobre as obras na pista principal do aeroporto de Congonhas. Nessa reunião esteve presente a célebre diretora da Anac, Denise de Abreu, que não abriu a boca, talvez por ter esquecido os charutos...
Em compensação, o Cmte. Ronald Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, não teve papas na língua, revelando a "preocupação" das empresas de que as obras fossem concluídas "até o final de junho, visto que a alta temporada tem início na última semana desse mês"...
* * *
Senhores passageiros, boa viagem.
* * *
(C/colab. da Stella, do Postura Ativa, links)

TAM, GOL.... os barões do ar

A Gol é a terceira do mundo, por Ancelmo Gois
A Anac se transformou, como eu já disse, numa agência de passagens da TAM e da Gol. Cedeu ao lobby das duas aviadoras ao autorizar mais e mais vôos em Congonhas mesmo com o aeroporto saturado.
Com ajuda da mão amiga do governo, a Gol passou a ser, segundo estudo recente da consultoria Economática, a companhia aérea com o terceiro maior valor de mercado das Américas.
O valor da brasileira no pregão, antes do acidente com o avião da TAM, era de US$ 6 bilhões. Perdia apenas para as americanas Southwest (US$ 11,5 bilhões) e American Airlines (US$ 7,3 bilhões).
A Gol vale mais que a United Airlines.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Airbus?


Do Blog do Claudio Humberto
23/07/2007 0:00

Airbus tinha passageiros a maisO Airbus A320 da TAM, que transportava as 187 pessoas mortas na tragédia do dia 17, foi projetado para levar um máximo de 174 passageiros, segundo o registro da aeronave, prefixo PR-MBK, na Agência Nacional de Aviação Civil. Comprado pela empresa aérea salvadorenha Taca em 1998, o Airbus passou em 2003 para a Pacific Airlines, do Vietnã, totalizando 20 mil horas de vôo. Foi arrendado pela TAM em 31 de janeiro deste ano.

Risadas indecorosas...


Vai um Cohiba aí, chefona? Do blog do Tambosi
Na Veja:
Congonhas, pouco depois das 3 e meia da madrugada de quarta-feira. Da cabeceira da pista, debaixo de uma garoa forte, um grupo de funcionários da Infraero observava o trabalho dos bombeiros. Naquele instante, as chamas estavam praticamente extintas e começava a etapa mais dramática de toda tragédia – o resgate dos corpos das vítimas. O grupo estava a aproximadamente 100 metros do local onde o Airbus explodiu depois de se chocar com o prédio da TAM. Um dos funcionários da Infraero, João Brás Pereira, supervisor do aeroporto, tinha uma visão privilegiada da tragédia. Do lugar em que estava, do alto, era possível enxergar com clareza um cenário capaz de despertar sentimentos variados, como tristeza, dor, revolta ou consternação. Mas ele e os outros funcionários da Infraero estavam rindo. Apontavam para o lugar da tragédia, faziam algum comentário e riam. Riram durante quase cinco minutos, até perceber que estavam sendo fotografados. A Infraero é a estatal responsável pela administração dos aeroportos do país. Está na linha de frente na escala de responsabilidade pelo caos aéreo que assombra o Brasil há mais de dez meses. Não se sabe exatamente do que os funcionários da estatal achavam graça. Certamente não era – é melhor acreditar – dos corpos carbonizados ou da destruição provocada pelo acidente.
* * *
Haja saquinho para suportar o que ainda resta do governo Lula.
(Obrigado, Cris).

domingo, 22 de julho de 2007

Lobby TAM, GOL ... do lucro à hipocrisia e ao deboche


Pista foi liberada após lobby de empresas
Férias de julho foram usadas como argumento para reabertura da pista principal antes de término da obra; Infraero nega a pressãoEstatal minimizou a necessidade do "grooving", e diz que só 5 dos aeroportos administrados por ela dispõem deste sistema por IURI DANTAS, ANDREZA MATAIS DA SUCURSAL DE BRASÍLIA e colaboração de LILIAN CHRISTOFOLETTI da FSP (19/7/07)


Pressões das companhias aéreas foram determinantes para a liberação da pista principal do aeroporto de Congonhas antes da conclusão da realização do "grooving" -a reconstrução da via consumiu 46 dias e R$ 19,9 milhões e ainda não ficou pronta. O acidente com o avião da TAM, contudo, mudou o planejamento: as obras marcadas para agosto tiveram o início antecipado para esta madrugada. Num primeiro momento, a Infraero anunciou que o fim da primeira parte da reforma seria em 2 de julho. Mas, antecipou em três dias a liberação da pista -o presidente Lula passou pelo aeroporto em 2 de julho. A segunda parte da reforma, que era prevista para terminar em setembro, foi antecipada. A estatal e a Anac não admitem a pressão de companhias aéreas para agilizar a abertura da pista principal. Dirigentes da Infraero e da Anac já mencionaram a existência de um lobby de autoridades que não aceitariam se deslocar até Guarulhos para voar. Para resolver o problema, a Anac vem estudando a construção de um terceiro aeroporto em São Paulo e o uso de Congonhas para três pontes aéreas: Belo Horizonte, Rio e Brasília. Nos bastidores, representantes de companhias pressionaram para que a inauguração não fosse adiada por conta de problemas com a pintura de sinalização, como pedia a diretoria de engenharia da estatal. A pressão das empresas foi dirigida à Anac e à Infraero e com um argumento poderoso: o período de férias de julho. "Grooving"A Infraero minimiza a necessidade do "grooving". Ontem, informou que apenas 5 dos 67 aeroportos administrados pela estatal - cujo os nomes não foram divulgados - dispõem do sistema. Segundo a Infraero, outro fator a contribuir para a reinauguração da pista em 29 de junho foi um TAC (Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público Federal em 13 de abril deste ano. O documento foi assinado pela diretoria da Anac e pelo presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, em 13 de abril. A assinatura do TAC suspendeu uma ação civil pública promovida contra a Infraero e a estatal poderia ser acionada judicialmente em caso de descumprimento dos compromissos. Tecnicamente, a Infraero justifica também que o "grooving" não poderia ser feito imediatamente após a primeira fase de recuperação da pista principal, mas somente após um período de 30 a 45 dias para a "curação" do asfalto -secagem e acomodação do asfalto na pista. Se realizado neste período, o "grooving" poderia causar um afundamento da pista. Fontes da Infraero informaram que a liberação da pista foi feita em acordo com a Anac e a Aeronáutica, que negam. Em 2003, a Infraero investiu R$ 188 milhões na reforma do prédio de Congonhas. Naquela época, o órgão informou que a via não era prioridade. Em maio, após os sucessivos problemas envolvendo pouso e a iniciativa do Ministério Público Federal de pedir a interdição judicial da via, a Infraero contratou a OAS e a Galvão Engenharia em regime de urgência, sem licitação. Foram feitos os reparos considerados mais importantes. Procuradas, as construtoras não quiseram se pronunciar sobre o acidente.

Comentário: esta notícia é do dia 19/7. Hoje, na FSP, saiu a entrevista com a Diretora da Anac, a charuteira Denise Abreu. leiam abaixo e vejam quantos problemas. No fim, vencem os corruptos.

Denise Abreu: deboche e hipocrisia


Diretora da Anac (Denise Abreu, que segundo a Folha de São Paulo, tem ligações com Zé Dirceu) não vê elo entre acidente e caos aéreo por Mônica Bergamo, FSP, 22/7/07

ACIDENTE que deixou pelo menos 197 mortos não teve ligação com o número de vôos em Congonhas. "O acidente é o acidente. O sistema aéreo é o sistema aéreo", afirma Denise Abreu, diretora da Anac, agência reguladora do setor aéreo, para quem não houve demora na tomada de medidas em relação ao caos aéreo. "Enquanto a questão dos controladores não fosse resolvida, jamais conseguiríamos detectar os outros gargalos."
FOLHA - Depois do acidente e de duas centenas de mortes, o presidente Lula anunciou a diminuição de vôos em Congonhas. Não caberia à Anac ter feito uma avaliação e tomado a medida antes da tragédia?
DENISE ABREU - Deixa eu te falar uma coisa: o acidente não foi no ar. Ninguém bateu no ar, tá? Então o acidente não tem nada a ver com o número de vôos em Congonhas. Vocês estão confundindo. O acidente é o acidente. O sistema aéreo é o sistema aéreo. Se "linkar" uma coisa à outra, fica um pouco difícil de discutir, né? Não tem nada a ver, na-da a ver, "linkar" tráfego aéreo com o acidente.
FOLHA - Foi o próprio presidente Lula quem, ao falar sobre o acidente, afirmou que o maior problema do setor aéreo hoje é a excessiva concentração de vôos em Congonhas.
ABREU - Mas nós já estamos reduzindo os vôos desde a crise do apagão. Eram 48 movimentos por hora que caíram para 44 e depois para 33 com a reforma da pista principal do aeroporto. Já estávamos realizando estudos para redução de vôos e reavaliação de malha aérea. E não por falta de segurança, mas porque entendíamos que estávamos com problemas de infra-estrutura. Agora se resolveu tomar essas medidas mais rapidamente. Antes mesmo da resolução desses problemas de infra-estrutura, nós tomamos medidas para agilizar o check-in em Congonhas, a fila de raio-X, problemas com ônibus.
FOLHA - Mas já eram mais de dez meses de apagão aéreo e só agora a Anac começava a tomar medidas. Por que a demora?
ABREU - Enquanto a questão dos controladores aéreos não fosse resolvida, nós jamais conseguiríamos detectar os outros gargalos do sistema. Quando a Aeronáutica tomou providências, não tínhamos mais o problema do controle gerando os atrasos. Mas eles permaneceram. Passamos então a adotar outras medidas.
FOLHA - Vocês tomaram providências em relação aos aeroportos. Mas não em relação à malha aérea das empresas. Por exemplo, um único avião faz vários trechos e escalas, e o atraso num deles gera problemas em cascata. A própria Infraero denunciou isso e as empresas disseram simplesmente que não mudariam nada. A Anac já não deveria ter interferido fortemente na questão?
ABREU - A concepção da malha não foi elaborada pela Anac, mas sim pelo antigo DAC. É uma herança. A Anac não concedeu novos vôos para Congonhas. Quando resolvermos o problema da infra-estrutura, aí sim vamos poder dizer: "Ah, continuam os atrasos. Portanto o problema é das empresas". Aí você multa, aplica penalidades.
FOLHA - Em pleno apagão , a Anac arrecadou só R$ 3.000 de multas. É um número que realmente impressiona. As empresas têm comportamento tão exemplar assim?
ABREU - A multa é o ato final de um processo que decorre da instauração de auto de infração. Pela lei, temos de abrir prazo de defesa para a empresa, em primeira e segunda instâncias. Poderíamos aplicar multas para dar impacto de mídia. Mas aí o Judiciário vai anulá-las. É super complexo isso, entendeu?
FOLHA - Outro fato que chamou a atenção foi o apagão da TAM no Réveillon de 2006. Os problemas não eram da infra-estrutura, já que outras empresas transportaram os passageiros a contento. A Anac fez auditoria e inocentou a TAM, que comemorou e divulgou o resultado.
ABREU - O que a TAM divulgou não sei. Mas existem vários autos de infração em andamento.
FOLHA - Deputados da CPI do Apagão fizeram mapeamento que diz que diretores da Anac são subordinados aos interesses das empresas. Nele, você seria ligada à TAM.
ABREU - TAM?
FOLHA - É. O presidente [Milton] Zuanazzi e o [diretor] Leur Lomanto seriam ligados à Gol. ABREU - Ainda bem que eu não li isso. E aí?
FOLHA
- Bem, e aí eu gostaria de saber se você quer comentar. ABREU - Eu desconhecia isso. Estou trabalhando intensamente, vocês nem podem avaliar. Enquanto eu não ler como essa coisa foi redigida, eu não tenho nenhuma resposta. Mas eu me comprometo a ler e aí te dar uma resposta.
FOLHA - Dos cinco diretores da Anac, só um é do setor aéreo. A agência não deveria ser técnica?
ABREU - A agência é reguladora. E o que é regular? É escrever uma norma, não é? E quem escreve norma? São os advogados, que sabem se aquela informação técnica está traduzida de forma correta, de acordo com todo o regramento nacional e internacional, com a Constituição. Então uma das pessoas da Anac tem que ser da área jurídica. É o meu caso.
FOLHA - Vocês receberam medalhas da Aeronáutica três dias depois do acidente. Não foi inoportuno num momento tão dramático?
ABREU - Isso você tem que perguntar para o comandante [Juniti] Saito, da Aeronáutica. Estava marcado há quatro meses, é um evento que ocorre no aniversário de Santos Dumont. A Aeronáutica substituiu a comemoração por entrega de medalha seguida de um ato de luto.
FOLHA - Voltando ao acidente: foi correto liberar a pista de Congonhas antes de serem feitas ranhuras para melhorar o escoamento da água?
ABREU - A pista é da Infraero, a obra é da Infraero. Quem libera a pista é a Infraero. Eu só posso te falar que a pista estava com 0,6 mm de água no momento do acidente. As regras internacionais definem que, com até 3 mm de água, a pista não precisa ser interditada porque é considerada segura. O atrito da pista também foi medido naquela semana. Deu aproximadamente 0.68, e as regras internacionais dizem que o índice deve estar com 0.5. Ou seja, a pista estava sendo operada com margem de segurança até maior. O Cenipa [órgão que investiga acidentes aéreos no Brasil] vai estar apresentando isso. Não é competência da Anac investigar.
FOLHA - A Anac é responsável pela segurança dos aviões. A agência sabia que a TAM estava operando o Airbus-320 sem um dos reversos? A própria agência baixou orientação para que as aeronaves não pousassem em pista molhada sem reverso.
ABREU - No momento em que editamos essa regra, a pista de Congonhas ainda não tinha sido reformada, e o índice de atrito estava baixo. Nós então agregamos essa regra para aumentar o grau de segurança. Agora a situação é outra. Depois da reforma aumentou o atrito. A Airbus edita o manual operacional da aeronave. Se ele diz que o avião pode voar com um reversor só, pode. E não tem órgão fiscalizador que possa alterar as configurações prestadas pelo fabricante da aeronave. Nós fiscalizamos se a manutenção está sendo feita a contento. Fizemos a inspeção na aeronave [acidentada] e estava tudo ok.
Comentário: Já deu para ver como as famílias ficarão desprotegidas da infâmia ocasionada pela TAM, Infraero, Anac....governo.

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