TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
Mostrando postagens com marcador Fictions of Embassy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fictions of Embassy. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dicas de leitura


Dicas de leitura. De Roberto Romano
Acabei de receber de uma pessoa amiga, o livro The Family, escrito por Jeff Sharlet (Nova Iorque, Harper Perennial, 2008). Apesar das muitas dificuldades da vista, que aumentaram muito nos últimos tempos à espera de duas cirurgias, estou na página 60. É fascinante constatar a mescla de misticismo, nacionalismo, segredo e dureza dos juízos emitidos pelos fundamentalistas nele retratados. O autor viveu algum tempo com a "família" recolhendo seus propósitos. É de estarrecer a calma violência daqueles santos de ordem estranha. Vale a pena ler e refletir sobre o tema, sobretudo se lembrarmos que associações daquele tipo existem no mundo inteiro, não raro com o mesmo pressuposto de que o mundo está perdido e apenas alguns, os da seita, estão salvo. E isto ocorre no cristianismo, no islamismo, etc. O mundo caminha para o triunfo das seitas, contra as Igrejas e os Estados? A hipótese é relevante e tem como base estudos similares ao de Jeff Sharlet.
Outro livro fantástico, que também recebi de pessoa amiga, é o publicado por Thimothy Hampton, Fictions of Embassy (Cornell, University Press, 2009). Hampton é um dos mais finos especialistas no estudo da relação entre Estado, História e Literatura do Renascimento. Seus textos sobre Rabelais constituem fontes de saberes inigualáveis e profundas. Neste livro ele segue o paralelo entre os estilos literários gerados pela nova forma estatal, a moderna, com os relatos dos embaixadores. Se apenas este ponto fosse discutido, o livro já seria fantástico. Mas o autor segue adiante e compara as narrativas dos embaixadores aos seus países e a literatura moderna baseada naqueles relatos. Nomes como Sthendal são apresentados numa luz antes nunca utilizada para revelar os segredos de estilo e os elos da escrita e do mundo estatal. Excelente livro, que pretendo resenhar para uma revista acadêmica brasileira. Como se pode ver, nem tudo está perdido no mundo da cultura. Pelo contrário, escritores soberbos surgem, ajudando a modificar o juízo negativo que temos de nosso tempo.

Braziu!

Braziu!

Marcadores

Eu

Eu

1859-2009

1859-2009
150 anos de A ORIGEM DAS ESPÉCIES

Assim caminha Darwin

Assim caminha Darwin

Esperando

Esperando

Google Analytics