TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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domingo, 14 de agosto de 2011

Veja vocês, em 2003 ...



A exumação do discurso neoliberal na mídia (I)


A endogamia entre a mídia brasileira e as forças políticas do conservadorismo, uma parceria que impôs ao país uma agenda "de reformas" para liberar os mercados e submeter a sociedade, não é um fato isolado e ocorreu em praticamente toda a América Latina. Em 2003, por exemplo, a revista Veja publicou uma edição especial saudando os "campeões do neoliberalismo", Margareth Thatcher e Friedrich von Hayek.

Por Saul Leblon*

Em setembro de 2003, em edição especial de 35 anos, a revista Veja
, por todos os motivos reconhecida como uma das trincheiras mais aguerridas da pregação neoliberal na mídia brasileira - sem menosprezar os predicados de inúmeros cronistas perfilados no mesmo bastião - dedicou-se a um balanço daquilo que anunciou como sendo: " ... 35 anos da história do Brasil e do mundo contado a Veja por quem a fez".

E quem a fez? De acordo com a revista da Abril, pelo menos no quesito ícones da economia, foram Margareth Thatcher, a Dama de Ferro, autora da pérola “Isso a que chamam sociedade não existe. O que existe são os indivíduos"; e o não menos preclaro militante do individualismo econômico e político Friedrich von Hayek, para quem o vale-tudo dos mercados era requisito para a liberdade humana.

Nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2008, em que a Europa, liderada pela Inglaterra da ex-primeira Dama de Ferro, inaugura a maior intervenção estatal da história no sistema financeiro do continente e os mercados - ah , ingratidão...- reagem favoravelmente, é forçoso transcrever algumas passagens expressivas da homenagem feita por Veja a seus oráculos.

A endogamia entre a mídia brasileira e as forças políticas do conservadorismo, uma parceria que impôs ao país uma agenda "de reformas" para liberar os mercados e submeter a sociedade, não é um fato isolado. Na América Latina tudo começou em março de 1975 quando o economista Milton Friedman aceitou um convite para se reunir com o ditador Augusto Pinochet. Dezoito meses antes desse encontro o Exército comando por Pinochet derrubara o governo democraticamente eleito do socialista Salvador Allende não hesitando para isso em bombardear o Palácio de La Moneda, no centro de Santiago, com aviões-caça da Força Aérea chilena. Santiago patinava em sangue e violência enquanto Friedman, um porta-voz da escola de Chicago, exortava Pinochet a destinar a truculência da ditadura para implantar no país a agenda da desregulação para os mercados e do tacape para a democracia.

No Especial de 2003 a revista Veja dedica a essas balizas com as quais intoxicou a subjetividade da classe média brasileira nas últimas décadas o título de: "Os Campeões do liberalismo". A seguir, trechos da sua apresentação para a entrevista com Margareth Thatcher e Friedrich von Hayek . Veja fala por si:

Os campeões do liberalismo (revista Veja, setembro de 2003)
"Margaret Thatcher é o melhor homem da Inglaterra." A frase é do ex-presidente americano Ronald Reagan, com quem "Maggie" formou uma dupla afinada. Quando ela assumiu o cargo, em 1979, a Inglaterra era a menos viável das nações industrializadas. Em onze anos e meio no poder, Thatcher privatizou furiosamente, peitou sindicalistas, encolheu o governo e recuperou a prosperidade dos ingleses. A receita de Maggie atraiu ira e admiração em doses descomunais. "Se quiser que um político diga algo, chame um homem. Se quiser que faça, chame uma mulher", afirmava. Quando VEJA falou com ela em 1994, em Londres, o liberalismo à moda de Thatcher começava a ser copiado em diversas partes do mundo.
(...)

VEJA – Quem se opõe à privatização das estatais no Brasil costuma dizer que privatizar é pegar algo que é propriedade de todos e dar de presente a alguns.

THATCHER
– Ninguém está dando nada a ninguém. A verdade é o contrário: em geral as estatais têm de ser subsidiadas com o dinheiro dos contribuintes. O governo não sabe administrar empresas, quase sempre o faz de modo inepto. Logo, logo a empresa está perdendo dinheiro, e o contribuinte tem ao mesmo tempo de comprar o que ela produz e pagar o prejuízo.

Crônica de uma vitória anunciada (Mais um texto da Veja)
"O economista Friedrich von Hayek foi entrevistado por VEJA em 1979, o ano em que Margaret Thatcher assumia o governo da Inglaterra. Mais que uma coincidência, o momento marca uma transição da teoria para a prática. Em 1944, Hayek lançou seu livro mais conhecido, "O Caminho da Servidão", prevendo que a Inglaterra perderia sua posição de destaque no mundo caso insistisse em políticas intervencionistas. Foram necessários 35 anos para que os ingleses percebessem que o velho pensador estava certo.

Isso ocorreu quando Thatcher se incumbiu de soltar as amarras da economia britânica, colocando seu país novamente em velocidade de cruzeiro. O austríaco naturalizado inglês assistiu à vitória de seu pensamento. Acompanhou em vida o governo de Margaret Thatcher, que se tornou um exemplo para boa parte do mundo. Morreu em 1992, tendo assistido à queda do Muro de Berlim e ao esfarelamento da União Soviética. Hoje, governos de direita e de esquerda, de José María Aznar a Luiz Inácio Lula da Silva, baseiam suas políticas na idéia da qual Hayek foi o profeta e Thatcher, a executora: o liberalismo econômico".


sábado, 22 de maio de 2010

Salto obscuro!


A Revista VEJA (veja, que pena) publicou a matéria de Marcelo Bortoloto (sabe-se Deus quem é) contra Piaget. O autor faz apologia do ensino (sic) tradicional e diz um monte de merda sobre a epistemologia genética e junta Vygotsky a isso. Salto no escuro, a matéria, reflete mais o salto do autor do texto. O cara salta do obscuro mundo da preguiça às páginas da VEJA. O mais chato não é desqualificar Piaget, na minha opinião. O mais duro é ler o PRODUTO DA PREGUIÇA BRASILEIRA. O macuinismo. da Ingonoranssa. Bortoloto nunca leu Piaget. Nem sabe filosofia básica. E numa pincelada de matuto brazileru se apodera da coisa e vira REI. REI do besteirol acadêmico.

Os grupos de Estudos de Epistemologia Genética de várias Universidades barsileiras lançam um manifesto. O professor Lino de Macedo, da USP, Psicologia Escolar, escreveu uma carta à Veja mostrando a incoerência do autor e da Revista.


Eu já penso que o tempo das revistas como a VEJA passou. Agora a revista busca saídas para a venda. Saídas obscuras. Burras. Preguiçosas. A preguiça é a mãe da burrice. Volte para casa, senhor autor!

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Prezados Pesquisadores e Grupos de Pesquisa de todo o Brasil,

Faz já alguns dias a Revista Veja publicou duas matérias completamente distorcidas sobre a situação do construtivismo no Brasil. A primeira delas foi de autoria do senhor Cláudio Moura Castro e a segunda, já mais recentemente, no dia 12 de maio, de autoria do senhor Marcelo Bortoloti. As matérias, de caráter tendencioso e superficial, revoltaram estudiosos da teoria piagetiana e tem causado ampla repercussão no meio acadêmico. A pedido do professor Adrian Oscar Dongo Montoya, coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Epistemologia Genética e Educação (GEPEGE), encaminho uma das matérias publicadas na Revista Veja (http://veja.abril.com.br/120510/salto-no-escuro-p-118.shtml) e, também, em anexo, a manifestação do professor Lino de Macedo, endereçada à Revista.

Em vista disso, solicitamos apoio imediato ao manifesto.Devemos impedir que afirmações sem fundamento deturpem, aos olhos da sociedade, a teoria que nos dedicamos com tanto afinco e que tem trazido contribuições científicas e filosóficas inestimáveis para a Educação.


Atenciosamente,
Rafael dos Reis Ferreira


P.S. Em breve divulgaremos o resultado do levantamento que fizemos relacionado a grupos de pesquisa sobre a teoria de Piaget no Brasil.

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São Paulo, 10 de maio de 2010.
Ao Senhor Diretor de Redação
VEJA
Caixa Postal 11079
CEP 05422-970
Fax: (11) 3037-5638
São Paulo, SP
Prezado Senhor
Como antigo assinante desta revista e estudioso do Construtivismo, segundo
Piaget, venho lamentar a publicação, em 12 de maio, da matéria “Salto no escuro”, escrita
pelo Senhor Marcelo Bortoloti. Três semanas atrás, esta mesma revista, já publicara
matéria contra o Construtivismo, escrita pelo Senhor Cláudio Moura Castro.
O texto do Senhor Marcelo Bortoloti é superficial, tendencioso e mal orientado. É
isto que a Veja entende por jornalismo científico? Como posso continuar assinando esta
revista e sustentar minha confiança em suas matérias, sobretudo naquelas em que me
sinto ignorante, se - a respeito do que venho estudando desde 1968 -, o que observo é
algo totalmente sem respeito?
Indico abaixo os pontos de minha divergência como Senhor Botoloti:
1. Não há dogmas no construtivismo;
2. O construtivismo se caracteriza pela visão de enfrentamento (via realização ou
compreensão) de problemas que requerem conclusão; se errada, o desafio é aprender
com os erros:
3. Culpar os professores que se dizem construtivistas e não compreendem o que significa,
para dai concluir que o construtivismo é responsável pelo fracasso da educação
brasileira é simplificador e torpe, próprio de quem escreve sobre aquilo que não
entende e, pior que isto, escreve com a motivação de confundir e “desconstruir”;
4. O quadro “A desconstrução do construtivismo”, em que este autor compara “pedagogia
tradicional” X “construtivismo”, é de uma banalidade e falta de informação que causa dó
e desrespeito em alguém minimamente informado sobre o assunto.
5. Meu pressuposto, pautado no excelente trabalho da Editora Abril, com a Revista Nova
Escola e outros projetos educacionais, era que ela valorizava e somava forças com
esta imensa tarefa de defender uma escola para todos, apesar das dificuldades deste
projeto. Com a publicação deste artigo e do anterior percebo que a Veja é contra esta
idéia, sendo favorável ao “melhor da escola tradicional”, com sua visão determinista,
favorável à seleção dos mais aptos, o que exclui a maioria de nossa população de
crianças e jovens. Que pena!
6. Culpar, enfim, professores e gestores por suas dificuldades em aplicar idéias
construtivistas, no Brasil, é injusto, superficial e tendencioso, pois não considera a
complexidade de se transpor princípios teóricos e epistemológicos à prática
pedagógica; ignora, também, o muito que se tem feito e conseguido, apesar de tudo.
Pior de tudo: minimiza, vulgariza e desengana todos aqueles que, apesar da
complexidade desta imensa tarefa, não desistem e aceitam o desafio de uma escola
para todas as crianças e jovens.
Concluo informando que vou cancelar minha assinatura desta revista, porque perdi
o respeito e a confiança que tinha por ela.
Atenciosamente
Lino de Macedo
Professor Titular do Instituto de Psicologia, USP.
Rua Acanguerucu, 204.
05.579-021 São Paulo, SP.
RG 3.183.093-6 / CPF 028.239.268-87 / Te. (11) 3727-2052


domingo, 23 de novembro de 2008

Os medíocres da mídia



Vi ontem a esta revista Veja na banca do Supermercado. A revista está bem colocada: no supermercado. A Mary, do Blog A feminista diz tudo. Digo também: O que temos a ver com isso? O mundo nosso, dos artistas, dos políticos, das gangues está cheio de cocamaníacos. A Veja dá uma de revista Claudia. Dá um furo, como diz a Mary, fingindo que se preocupa com o ator. É uma cretinice a todo vapor.

É por essa e outras notícias que não compro mais jornais e revistas. Afinal, fica caro pagar a mediocridade dos outros. Então, me abstenho.

Braziu!

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