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EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Braziu

No país da impunidade. Tanto faz ser da ex-querda, como direita. Centro e coisa e tal. tanto faz no partido como em outras instituições...


Do Blog de Roberto Romano

O Globo


Vladimir Palmeira não aceita volta de Delúbio Soares ao PT e deixa o partido
Plantão Publicada em 28/06/2011 às 19h25m

O Globo (opais@oglobo.com.br)


RIO - Em carta entregue nesta segunda-feira ao presidente do Diretório Municipal do PT do Rio de Janeiro, Vladimir Palmeira comunicou o seu desligamento do partido. Ele cita a volta de Delúbio Soares - expulso em 2005 por envolvimento no escândalo do mensalão - como o motivo principal de sua saída. " (...) a volta ao partido de Delúbio Soares, justamente expulso no ano de 2005, me impede de continuar nele. Pela questão moral, pela questão política, pela questão orgânica. Pela questão moral porque é evidente que houve corrupção: Não se pode acreditar que um empresário qualquer começasse a distribuir dinheiro grátis para o partido (...)", diz trecho da carta.

ESPECIAL: Políticos notáveis deixaram o PT em meio aos escândalos e crises

Vladimir lutou contra o regime militar e foi preso em duas ocasiões. Em setembro de 1969, ele foi trocado pelo embaixador americano, Charles Elbrick, sequestrado pelo grupo guerrilheiro de esquerda MR-8, com mais quatorze presos políticos.

Vladimir Palmeira é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e foi eleito deputado federal constituinte. Em 1993, foi líder da bancada do PT na Câmara. Em 2006, o então petista saiu candidato ao governo do estado do Rio, mas perdeu a eleição para Sérgio Cabral (PMDB).

Leia a carta de desfiliação de Vladimir Palmeira:

"Ao Diretório Muncipal do PT-R.J.

Meu caro Alberis,

Venho, por meio desta, me desfilar do PT. Não o faço por divergências políticas fundamentais, embora minha carreira minoritária seja de todos conhecida. Sempre me coloquei mais à esquerda da linha oficial, mas nada que, nas circunstâncias brasileiras, me levasse a deixar o partido. No entanto, a volta ao partido de Delúbio Soares, justamente expulso no ano de 2005, me impede de continuar nele. Pela questão moral, pela questão política, pela questão orgânica. Pela questão moral porque é evidente que houve corrupção: Não se pode acreditar que um empresário qualquer começasse a distribuir dinheiro grátis para o partido. Exigiria retribuição, em que esfera fosse. O procurador federal alega que são recursos oriundos de empresas públicas, sendo matéria agora do STF. Mas alguma retribuição seria, ou a ordem do sistema capitalista estaria virada pelo avesso.

Pela questão política porque o PT assumiu um compromisso com a sociedade, quando apareceram as denúncias: o compromisso de punir. E sustentamos que punimos. Punição limitada, na opinião dos petistas do Rio de Janeiro, que por seu DR pediram mais dureza, ao mesmo tempo que apontavam o caminho da Constituinte exclusiva para a reforma política imprescindível. Punição limitada, repito, mas efetiva.

Pela questão orgânica, porque o ex-tesoureiro não só agiu ilegalmente com relação à sociedade, mas violou todas as normas de convivência partidária, ao agir à revelia da Executiva Nacional e do Diretório Nacional.

A volta de Delúbio faz com que todos se pareçam iguais e que, absolvendo-o, o DN esteja, de fato, se absolvendo. Ou, mais propriamente, se condenando, ao deixar transparecer que são todos iguais.

Não creio que o sejam.

Já tinha definido que sairia caso o ex-tesoureiro voltasse. Mas, em primeiro lugar, tive que advertir amigos e companheiros mais próximos, sob pena de lhes causar embaraços. Por outro lado, o governo Dilma entrou em crise, em função das acusações contra Palocci. Sanada a crise, comunicados os companheiros, posso, afinal, lhe entregar esta carta.

Mando um abraço para você e para todos os que, dentro do PT, lutam por uma sociedade mais justa.

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011.

Vladimir Palmeira"



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Postado por Roberto Romano às 17:24
Alguem de respeito. Fora do PT.


Vladimir Palmeira decide deixar PT após volta de Delúbio
Um dos fundadores da sigla, ex-deputado disse que partido 'renegou' decisão tomada há seis anos, quando o ex-tesoureiro foi expulso
29 de junho de 2011 18h 08
Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo
RIO - O ex-deputado federal Vladimir Palmeira, um dos fundadores do PT, decidiu deixar a legenda em protesto contra a readmissão do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Palmeira, que atuou no movimento estudantil durante a ditadura militar, disse que se sentiu "logrado" pela executiva nacional petista, que havia expulsado Delúbio por seu envolvimento no escândalo do mensalão, mas aceitou seu retorno à sigla.

"O partido renegou o que havia decidido há seis anos. Nós fomos para a linha de frente para defender o partido, que havia decidido expulsá-lo. Agora, quando o partido volta atrás, você fica sem cara", disse Palmeira, que foi deputado federal constituinte e deputado federal, chegando a ser líder do PT na Câmara. Em 2006, candidatou-se ao governo do Rio de Janeiro e ficou em quarto lugar. No ano passado, disputou vaga de deputado federal, mas não se elegeu.

Palmeira se disse decepcionado com a mudança de postura do partido diante do escândalo, considerado um dos episódios mais graves de sua história. "Na prática, a expulsão do Delúbio virou uma suspensão. Fizeram jantares em homenagem a ele e, no fim das contas, ele sequer foi punido", avaliou.

Segundo Palmeira, que é economista e professor, o retorno do ex-tesoureiro "é uma demonstração de que o PT está evoluindo mal", o que teria tornado sua permanência na sigla insustentável. "Hoje, o partido não tem mais tendências políticas. Você tem uma divisão constante em grupos com interesses pontuais, que votam como bem entendem, como foi o caso do debate do Código Florestal", afirmou. "Acredito que esses problemas ainda vão se agravar e é por isso que eu estou saindo."

O ex-deputado disse que ainda não decidiu se vai se filiar a outra legenda, mas descartou retornar ao PT. Para ele, as divisões dentro da legenda prejudicam os projetos do governo da presidente Dilma Rousseff. "A falta de unidade do PT certamente prejudica o governo. Todo partido muda quando chega ao governo, mas nesse caso, a mudança foi institucional demais."

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sábado, 8 de maio de 2010

Ex-querdalha


Ex-querda reunida ...

Pestistas: a foda é geral!


Dois recados de pestitas em meu Blog sobre a nossa derrota, a da Chapa 2, ao Sinteemar, sindicato de professores e funcionários da Universidade Estadual de Maringá. Dizem que nos fudemos!


É verdade! TODOS, os que perderam a eleição e os que acham que ganharam.


A comemoração sindical começou cedo: MISSA em nóis! Sindicato-igreja.


Afe, Maria! Pestistas rezando no sindicato, com musiquinha e tudo o mais. Que brega! Brega até o fundo da alma.


A ex-querda reza. Rezando teremos mais salários, mais saúde, mais cultura. ..

Santa Dilma, Santa CUT ...


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Tenho uma pauta para discutir no sindicato:


1 - situação dos funcionários que sairam para doutorado com bolsa, salário e tempo e voltaram sem escrever e defender seu trabalho.


2 - situação do SAS...


blá blá blá ...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PMDB: da gula à gula

Acir Vidal. veja aqui
Prossegue a caça ao tesouro da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão dos trabalhadores de Furnas, onde há um ervanário de R$ 8 bilhões. Começou a eleição dos três representantes dos funcionários no conselho da instituição. É um um processo que mobiliza 14 mil pessoas e dura cerca de um mês, culminando com a posse dos escolhidos, em outubro, quando termina o mandato da atual diretoria do fundo. O novo conselho escolherá a próxima diretoria.
Numa das últimas reuniões da diretoria de Furnas, que não tem poder sobre o conselho, ouviu-se um curioso comentário: se os conselheiros não atenderem aos desejos de Brasília, a Fundação Real Grandeza sofrerá intervenção da Secretaria de Previdência Complementar.Caso clássico de ameaça de golpe antes de se saber o resultado de uma votação. Se o Real Grandeza deve sofrer intervenção, ela deveria ter sido feita ontem. Usar essa ameaça para influenciar os conselheiros é coisa de quem quer criar mais uma encrenca, como se não bastassem as existentes.A principal pressão sobre o Real Grandeza vem da Câmara, mais precisamente, da banda ágil do PMDB, que já perseguiu a diligência em três outras ocasiões. O período de esplendor desse poderio sobre Furnas deu-se entre 2007 e 2008 quando a estatal foi presidida pelo ex-prefeito do Rio Luis Paulo Conde, um arquiteto que se doutorou em artes elétricas sob a orientação do deputado Eduardo Cunha. O PMDB do Rio tenta dominar as arcas de Furnas com tanto afinco que há poucos meses um diretor da estatal recebeu um pedido para fazer do departamento de produção de Campos um pudim de amigos.
(*) Elio Gaspari, hoje na Folha de São Paulo. (Assinantes)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PT do Paraná quer Osmar Dias! Uau!


Do Fábio Campana, Curitiba

PT exige definição de Osmar Dias
Terça-feira, 25 de Agosto de 2009 – 7:19 hs
Elizabete Castro no Paraná Online
O deputado federal André Vargas (PT) cobrou ontem, 24, um passo à frente do senador Osmar Dias (PDT) em direção a um acordo com o PT. Em visita à Assembleia Legislativa, Vargas disse que a decisão do PSDB de assumir que tem dois pré-candidatos ao governo, o prefeito Beto Richa e o senador Álvaro Dias, pode aproximar Osmar de uma composição com o PT, mas que esse processo não é automático.
Para Vargas, Osmar tem que dar um sinal mais visível do seu interesse em ser candidato ao governo numa aliança com o PT. “Política é feita de sinais concretos. Não de sinais dúbios. O que pensa o senador Osmar Dias?”, questionou o petista.

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COMENTÁRIO: Política é feita de sinais concretos, não de sinais dúbios. Meu Deus, o que falar quer dizer? Para a política paranaense, tomar o TAMIFLU. Ouvi, hoje de manhã, pela CBN, que o deputado Valdir Rossoni quer um PSDDB de sangue novo. Isto é, de Beto Richa, nem tão novo assim. O meu medo do valdir Rossoni é tamanho do céu. Nunca me esquecerei da cadeira que ele tentou jogar nos professores das universidades estaduais que estavam em greve em 2002. Tenho a fita gravada aqui. Ouvimos os berros democráticos e vemos a fúria do sangue novo. EU, hein!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Indivíduo X coletivo

Do Blog do professor Roberto Romano
“O poder e a ambição de se manter no poder mudaram o PT. O poder chega a mudar os princípios das pessoas”
crise política
Envergonhado, Flávio Arns anuncia saída do PT
Entrevista: Flávio Arns, senador (PT-PR)
Publicado em 20/08/2009 Karlos Kohlbach
A orientação repassada pelo PT aos senadores da bancada que integravam o Conselho de Ética para votar pelo arquivamento das 11 representações que pesavam contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AC), foi a gota d’água para o petista Flávio Arns, que anunciou a saída da legenda por estar envergonhado. “O poder e a ambição de se manter no poder mudaram o PT. Este não foi o partido que eu entrei há oito anos”, disse Arns. Para ele, o PT rasgou e jogou no lixo as bandeiras da ética e da transparência que ajudaram a eleger o presidente Lula.
Na próxima semana, o paranaense pretende pedir a desfiliação do partido na Justiça Eleitoral sob o argumento de que o PT foi infiel aos seus ideais. Se o pedido for aceito, ele poderá trocar de partido sem o risco de perder o mandato. Mas Arns garante que não vai rever a decisão, independentemente do entendimento da Justiça.
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Repercussão
Veja a opinião de petistas paranaenses:
“Foi uma atitude coerente com os discursos que o senador vinha tendo há pelo menos dois. É de se lamentar, mas ele tomou uma atitude e não ficou só no discurso. Só fiquei triste com as declarações de que ele se envergonha do partido. Ele podia ter dito que lamentava a posição do PT, que ela tem sido equivocada. O PT tem erros a serem discutidos, mas está ajudando a transformar o país.”
Gleisi Hoffmann, presidente do PT do Paraná.
“Claro que a saída envolve divergências políticas, mas vejo nela mais uma decisão pessoal do senador. Respeito muito o Flávio Arns, mas ele vinha tendo um mandato tímido justamente no momento das transformações com as quais nós dois sempre sonhamos.”
André Vargas, deputado federal.
“Lamento a saída do Flávio. Acho que, mesmo tendo essa posição (contra o senador José Sarney), ele deveria fazer esse debate dentro do PT. Permanecer no partido num momento em que uma nova direção será eleita e se aliar ao grupo que também se opõe a esse tipo de comportamento.”
Dr. Rosinha, deputado federal.
“Respeito a decisão do senador, mas entendo que foi tomada por motivações individuais. O Flávio teve um mandato que representou o partido dentro do Congresso.”
Tadeu Veneri, deputado estadual.
Saiba mais
Oposição culpa Lula e se cala sobre ausentes
Protesto chega perto de Sarney
Saiu o acordão
PT perde 2 senadores no mesmo dia
Arns afirmou que o partido já tinha se manifestado publicamente pelo afastamento de Sarney e a abertura de investigação para apurar as denúncias contra o presidente da Casa. No entanto, disse o senador, o acordo firmado entre PT e PMDB com vista na sucessão de Lula em 2010, se sobrepôs aos anseios da população. “A orientação da presidência do PT tirou a autoridade dos senadores”, resumiu o petista. Para ele, a decisão pelo arquivamento das denúncias contra Sarney veio do Palácio do Planalto com anuência de Lula. Ontem, logo após o anúncio da saída do PT, Arns falou com a reportagem da Gazeta do Povo por telefone.
O que motivou essa decisão de sair do PT?
Aconteceu um grande debate hoje (ontem) no Conselho de Ética do Senado sobre as acusações contra o presidente do Senado, José Sarney, no Conselho de Ética. E o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, orientou toda a bancada a votar pelo arquivamento de todas as denúncias contra o presidente Sarney. Os senadores petistas, que tinham até já elaborado um documento pedindo o afastamento de Sarney e a investigação das denúncias, seguiram esta orientação do PT. Essa decisão está em desacordo com a posição que o partido tomou publicamente, que era de pedir o afastamento de Sarney e investigar as denúncias que pesam contra ele. A bandeira da ética e da transparência do PT foi jogada no lixo hoje (ontem). O diálogo do partido com a sociedade foi relegado a segundo plano. As bandeiras fundamentais do PT foram ignoradas por completo. Me senti envergonhado de estar no PT. Como o povo ia perceber isso? Tudo que o povo acha importante o PT está fazendo o contrário. O meu posicionamento, que era o mesmo da bancada, era de investigar o Sarney. Não estamos acusando ele. E diante do arquivamento dessas denúncias no Conselho de Ética não tenho como explicar isso para os meus eleitores.
O que o partido orientou na votação do conselho?
A decisão foi comunicada pelo Berzoini, mas é claro que teve o aval e a orientação do Planalto.
O senhor quer dizer do presidente Lula?
Não quero personalizar. Mas é claro que ele deu o aval. O PT jamais tomaria essa decisão, pelo arquivamento, sem o aval e a orientação do Planalto. Do presidente Lula. O Aloizio (Merca­­dante, líder do governo no Senado) se contrapôs a orientação do Berzoini, mas a situação dele (Mercadante) ficou enfraquecida. Nós somos responsáveis pelos nossos atos, o partido não manda na gente. Temos de definir nossos atos e posicionamentos com a responsabilidade de representar nossos eleitores.
O senhor anunciou que vai entrar na Justiça...
Vou solicitar na Justiça Eleitoral para deixar o partido. Quero que haja jurisprudência (decisões judiciais) no caso do partido não cumprir seus ideais. A Justiça Eleitoral diz que os políticos têm de ser fiéis ao seus partidos, mas os partidos também devem ter fidelidade ao seu ideário e é isso que espero que a Justiça diga para a sociedade. Não foi nesse PT que eu entrei. Essas bandeiras que não defendo estão sendo defendidas pelo partido.
Se a justiça entender que o mandato é do partido, o senhor mantém a decisão de sair do PT e abre mão do Senado?
Vou manter minha decisão independentemente do entendimento da Justiça. Não tenho mais razão de permanecer no partido. Nos próximos dias vou entrar na Justiça para mostrar que o PT não está sendo fiel aos seus ideais. Se a Justiça entender o contrário, perco meu mandato.
Já comunicou essa decisão ao partido?
Já comuniquei minha decisão para os senadores do PT. Na semana que vem entro na Justiça e comunico o partido.
Alguma chance de rever essa decisão?
Sem chance. Não existe volta.
Não foi uma decisão no calor da discussão?
Não é no calor da discussão. É uma coisa emblemática. É um divisor de águas. É um momento histórico que o PT tinha para defender a ética na política. Eu peço desculpas para as pessoas pelo posicionamento do partido, que não é o meu. Eu não entrei nesse PT. O senador é eleito para aguentar pressões e não pode sucumbir às pressões. Eu fiquei surpreendido com o posicionamento da presidência do PT. Estou envergonhado. É melhor sair do que compactuar com isso.
Com o quê?
Com esse grande acordão entre o PT e o PMDB. Não há dúvida alguma que ele existe. E só aconteceu em função da eleição do ano que vem para a Presidência. Para o PMDB apoiar a candidata do PT, custe o que custar, porque o mais importante é a eleição. Não é a ética nem o dialogo com o povo, é a eleição. Isso é muito ruim para a bancada do PT. É uma falta de autoridade dos senadores e a insatisfação não é só minha porque outros companheiros estão se sentindo deprimidos. O fato é que o processo eleitoral se sobrepôs a reorganização institucional do Senado.
O senhor já recebeu convite de algum partido?
Isso não passa pela minha cabeça. O mais importante é fazer o que eu acho que é correto. Recen­­temente não tive conversa com nenhum partido.
Vai disputar a reeleição?
Não tenho feito essa discussão. Política não é obsessão pra mim, é um instrumento para construir uma sociedade mais desenvolvida, mais justa, ambientalmente correta. E é um instrumento fortíssimo. Meu futuro está indefinido, mas isso para mim é secundário.
Se algum partido lhe convidar para disputar o governo do Paraná, o senhor aceita?
Isso não faz parte dos meus planos. Disputei a última eleição para governador do Paraná atendendo a um chamado. Era para ajudar o PT e o Lula, que estava so­­­­frendo desgaste político com as CPIs no Congresso. Aceitei disputar a eleição para fazer palanque para o presidente Lula.
O senhor disse que não entrou nesse PT. O que mudou desde 2001 para cá?
O poder e a ambição de se manter no poder mudaram o PT. O poder chega a mudar os princípios das pessoas.
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COMENTÁRIO: As opiniões dos petistas paranaenses indicam um dilema que surgiu na modernidade: o individuo ou o coletivo. Não há como fugir desse dilema. O coletivo, no caso, é a supremacia do partido. O senador Flavio Arns é "acusado" (me parece que esta é a palavra mais certa hoje) de ter tomado decisões pessoais. Quem está certo? Creio que apontar esta dicotomia, leva a um erro de argumentação. O partido tomou a decisão de salvar o Sarney em nome da governabilidade. Mas, os princípios do partido, outro coletivo, só que no papel, também existe (embora no papel é a história de uma trajetória). Enfim, individuo ou coletivo? Precisamos pensar nisso. Temos exemplos históricos: Stalin, Mao Tsé Tung...

sábado, 18 de julho de 2009

Poizé, coronela!


Cap-tirado do Blog de Roberto Romano

Do Blog do Noblat

Comentário:
A impostura maior encontra-se no âmago do PT. Aliás, este partido é uma só impostura, com segmentos mais feios ou menos feios, monstruosos delubianos ou arrogantes bigodudos que há muito não abrem uma página de livro, etc. Existem impostores que se apresentam como sonsos, mas na verdade são ardilosos apoiadores....dos mais fortes. Tais sonsos de fachada chegam ao Senado, e sempre com cara de São Francisco, apoiam as piores...imposturas. Existem outros e outros impostores, a começar do maior dentre eles. Todos diziam, na sua impostura de vinte anos, defender a ética e a transparência na administração pública. Todos apoiaram o apedrejamento de gente honesta, como Mario Covas, todos mentiram e mentem. A sua Carta aos Brasileiros é o lado negro, a antítese da corajosa Carta aos Brasileiros de um digno jurista que acaba de falecer, Goffredo Júnior. Eles se dizem metamorfoses ambulantes, quando na verdade são ambulantes, sim, deambulam pelos brasís vendendo abobrinhas e boçalidades que soam, para os impostores que os obedecem, verdades transcendentes. E chega. No caso, querem saber? Desejo que todos, os que tem o coração partido e os que não tem coração (a maioria) sigam direto aos infernos. RR


Desabafo de um coração petista
De Malu Gaspar no blog Esquerda, direita e centro, do portal da revista EXAME:
A revelação de que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não é doutora, como afirmava a página do ministério na internet e também o sistema de currículo Lattes, reanimou antigas mágoas no coração do petismo.
Em resposta ao email de um amigo, que se dizia frustrado com as revelações, o ex-diretor de gás e energia da Petrobras, Ildo Sauer, que também é petista e hoje dá aulas na Universidade de São Paulo, enviou a um grupo seleto um email contando o seguinte episódio:
"Em fins de 2002, todos os membros do grupo de energia (dirigido pelo Lula) do Instituto Cidadania, foram solicitados a entregar o currículo. No dela (Dilma) constava o título de Doutor. Como ela tinha manifestado interesse em estudar os assuntos de regulação, perguntei:
- Você tem o Doutorado?
- Sim.
-Então vou te convidar para participar da banca de doutorado da Sonia Seger Pereira Mercedes, que analisa comparativamente, desde o Império até 2002, a estrutura e regulação das industrias de energia elétrica e saneamento, discutindo os impactos dos ajustes liberais dos anos 90. Você vai ter a chance de se atualizar e contribuir...
Resposta:
- Não tenho tempo para essas coisas...
Me senti constrangido. Afinal "estas coisas" para as quais ela não tinha sequer tempo, eram o foco principal da vida profissional e vocação de muitos de nós, e, com certo sentimento de orgulho...
Hoje compreendo.
O desprezo e o desdém eram ferramenta para encobrir a impostura.
Há outras.
Abraço, Ildo".
Liguei para Ildo Sauer para checar a veracidade do email. Ele confirmou, mas disse que estava apenas querendo consolar um amigo, e que a mensagem não deveria ter vazado. Mas também reafirmou a antiga rivalidade com a ministra.
Para quem não se lembra, Ildo Sauer saiu da Petrobras por causa de suas constantes divergências com Dilma Roussef , que queria substituí-lo por Graça Foster, na época a presidente da BR Distribuidora.
Na gestão de Sauer, a Petrobras viveu a crise do gás com Bolívia de Evo Morales, a discussão sobre uma nova regulamentação para a comercialização do gás no Brasil e iniciou as tratativas para a criação de terminais de gás liquefeito.
De temperamento tão difícil quanto a ministra, ele foi também um dos grandes defensores do gasoduto ligando o Brasil a Venezuela, que acabou aposentado quando Graça Foster finalmente assumiu.
"Nunca tive simpatia pela maneira como ela trata as pessoas. Ela não conversa, só dá ordens. Mas, com quem está acima dela, é um doce", diz Ildo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Putz!

Charge Millôr
Frase cap-tirada do Noblat

Tem muita gente desanimada por causa desse apoio que [Lula] dá ao Sarney. Essa gente nos massacra nos estados. Essa lógica do Lula não é a minha e nem pode ser a do PT.”

Domingos Dutra, deputado federal pelo PT do Maranhão

quinta-feira, 9 de julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

Somos todos corruptos!


Cap-tirado do Blog do Noblat
Imagem: Millôr.
Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de Estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas.”


Senador Tião Viana (PT-AC)

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COMENTÁRIO: os partidos sempre estiveram deteriorados. O grande papel do PT como partido e como governo foi se encontrar com os iguais e MOSTRAR, ESCANCARAR o que são os homens políticos deste país.

Nesse sentido dou parabéns ao PT. Ao governar como governavam os outros partidos tudo ficou igual. A direita e centro ex-querda cairam na cilada do presidente. Ao apontar no governo PT o que já faziam, não contavam com a astúcia do Lula. Este conquistou as massas jogadas pelo desgoverno de 8 anos do FHC. Afinal, que pessoa pobre gosta deste senhor narcisista e ególatra? O narcisismo de Lula é diferente. Menospreza os intelectuais, professores e se encontra na seara que é a dele: o povo. Ele se ama e é correspondido.

Algo teve que mudar para que tudo ficasse na mesma. Agora, tudo ficou claro: Brasília é o retrato real dos DONOS DO PODER. Da política da colônia, do patriarcalismo, dos espertos filhos dos políticos de plantão há décadas. O PT sairá do governo como um a mais no poder. Um partido de trabalhadores que, um dia, ficou igual aos donos do país.

Chegamos, enfim, ao que sempre nos foi ocultado: um país de empresários e de elite predadora, com políticos que se vendem, vendem seus filhos, filhas, genros, noras desde que o ervanário público pague. Qual partido ficou livre dessa pecha? Qual político não mandou sua filha para paris? Qual esposa não foi passar o aniversário em Paris? Qual amante não se deliciou com o dinheiro do povo? Há alguém? Digam-me.
Esta sina atinge a todos. Sai do planalto e chega no dia a dia. A veia da corrupção pega o povo. Em grau maior ou menor todos roubam. Us roubam com rubricas legalizadas, outros no troco do bazar ou do bar. No táxi, na escola, em casa, na estradas, na universidade todos são brazilerus. Tá em nosso DNA, a corrupção.

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