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sábado, 18 de julho de 2009

Eçes filhos de politicus!



18/07/2009 - 03h07
ONG de filho de Sarney recebeu financiamento da Eletrobrás
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da Folha Online
O Instituto Mirante, criado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu R$ 250 mil da Eletrobrás entre 2006 e 2007, informa reportagem de Hudson Corrêa e Leonardo Souza, publicada neste sábado pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com a Polícia Federal, Fernando beneficiava empresas privadas em contratos com o governo no setor elétrico, politicamente comandado por seu pai. Ele nega a acusação.
Conforme matéria publicada ontem pela Folha, a secretária do Conselho de Administração do Instituto Mirante Luzia Campos de Sousa, única funcionária da São Luís Factoring, é apontada pela Polícia Federal como agente financeira de Fernando. Na última quinta-feira, ela foi indiciada por gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
O tesoureiro do Instituto Mirante, João Odilon Soares Filho, também foi indiciado. Soares Filho é sócio minoritário da São Luís Factoring, cuja proprietária é a mulher de Fernando Sarney, Teresa Murad, igualmente indiciada por gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
O Instituto Mirante foi criado em 2004 como entidade sem fins lucrativos. Funciona no mesmo endereço do Sistema Mirante em São Luís (MA), grupo de comunicação que controla uma afiliada da TV Globo, rádios e um jornal. O principal dirigente do conglomerado é Fernando Sarney.
De acordo com o Ministério da Cultura, o instituto recebeu pela Lei Rouanet R$ 150 mil da Eletrobrás em janeiro de 2007. A soma foi destinada à realização de festas. Em abril de 2006, a estatal já havia patrocinado com R$ 100 mil uma festa do Carnaval maranhense. O contrato desta festa com a Eletrobrás foi assinado por Fernando Sarney.
Há uma ligação entre o Instituto Mirante e o suposto desvio de dinheiro da Petrobras pela Fundação José Sarney. Entre 2005 e 2008, a empresa repassou R$ 1,34 milhão para a recuperação de um acervo de livros e de um museu pela fundação.
Outro lado
Fernando Sarney afirmou não ter nada a declarar sobre o Instituto Mirante.
A reportagem da Folha não conseguiu localizar ontem Luzia Campos de Sousa e João Odilon Soares Filho.
Em relação à Eletrobrás, sua assessoria de imprensa não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem.
Leia a notícia completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sarney, o Fernando!


Enviado por Ricardo Noblat -
deu em o globo
Fernando Sarney é acusado de superfaturar obra de rodovia
De Jailton de Carvalho:
Depois de quase três anos de investigação, a Polícia Federal decidiu indiciar o empresário Fernando Macieira Sarney, um dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por corrupção e formação de quadrilha, entre outros crimes. Fernando Sarney e os demais integrantes do núcleo do grupo investigado pela Operação Boi Barrica deverão ser indiciados ainda esta semana. Ele é apontado como chefe de um grupo acusado de usar de forte influência política para direcionar licitações e desviar dinheiro público.
A PF e o Ministério Público Federal encontraram indicações de caixa dois nas eleições de 2006 e superfaturamento da ferrovia Norte-Sul. Na lista dos investigados que deverão ser indiciados estão ainda Ana Clara Murad Sarney, neta de Sarney, e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, segundo informou ao GLOBO uma autoridade que acompanha o caso.
Ontem, o delegado Márcio Anselmo, presidente do inquérito, foi a São Luís para intimar, interrogar e indiciar os acusados. Para a PF, são fartos os indícios de crimes cometidos pelo grupo. Com os indiciamentos, o delegado pretende concluir quase três anos de investigação.
O indiciamento dos principais integrantes do grupo de Fernando Sarney é considerado um desfecho natural para a Operação Boi Barrica. Em setembro passado, a PF pediu a prisão do empresário e de mais 13 acusados. O pedido foi endossado pelo MPF, mas rejeitado pelo juiz do caso, Neian Milhomem da Cruz. O juiz entendeu que a PF poderia aprofundar as investigações sem a detenção do filho de Sarney. A ordem de prisão teria sido inviabilizada também pelo vazamento da informação.
Na fase preliminar das investigações, a polícia e o MP tratam da proximidade de Fernando Sarney com Astrogildo Quental, diretor-financeiro da Eletrobrás, e Ulisses Assad, diretor de engenharia da Valec, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pela Norte-Sul. Leia mais em O Globo

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