TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uia!


Imagem: Millôr

Para 64% dos brasileiros, corrupção aumentou no país; apenas 4% dizem ter praticado suborno
Andréia Martins
Do UOL Notícias
AQUI
Apenas 4% dos brasileiros dizem ter praticado suborno. O Brasil é um dos 23 países onde menos de 6% da população diz já ter praticado pequenos subornos para instituições e serviços, de saúde e educação a autoridades fiscais e outras instituições. Isso é o que revela o relatório mundial sobre corrupção divulgado nesta quinta-feira (9) pela Transparência Internacional (TI). Ainda segundo o levantamento, 64% dos brasileiros acham que a corrupção aumentou nos últimos três anos.
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Comentário:

Apenas 4% diz ter praticado suborno. Pode até ser. Mas, roubo é algo que muitos de nós faz com a conivência das instituições. Lembro do caso da Escola Municipal de uma cidade do interior do estado de São Paulo que ganhou uma TV do Programa CQC em 2010. A TV foi dada com um chip. Rastrearam a TV uma semana depois e a TV não estava na escola e, sim na casa de uma dirigente dessa escola. Pensamento colonial brasileiro: crianças pobres não precisam de TV nova, e afanaram a TV da criançada! E de afano em afano, vamos nos abanando.... ou melhor afanando.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Todo dia aqui e lá ...


Paulo Abatti: O pior sujeito que existe, o mais perigoso, é o idiota com atitude .



O lamentável Brasil. Do Blog do Professor Roberto Romano.
Agência Estado
Brasília, 16 - Esta é a íntegra da carta de Erenice Guerra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual pede demissão em caráter irrevogável:

Senhor Presidente

Nos últimos dias fui surpreendida por uma série de matérias veiculadas por alguns órgãos de imprensa, contendo acusações que envolvem familiares meus e ex-servidor lotado nesta Pasta.

Tenho respondido uma a uma, buscando esclarecer o que se publica e, principalmente, a verdade dos fatos, defrontando-me com toda sorte de afirmações, ilações ou mentiras que visam desacreditar meu trabalho e atingir o governo ao qual sirvo.

Não posso, não devo e nem quero furtar-me à tarefa de esclarecer todas essas acusações e nem posso deixar qualquer dúvida pairando acerca da minha honradez e da seriedade com a qual me porto no serviço público. Nada fiz ou permitir que se fizesse, ao longo de 30 anos da minha trajetória pública, que não tenha sido no estrito cumprimento de meus deveres.

Prova irrefutável dessa minha postura é que já solicitei à Comissão de Ética a abertura de procedimento para esclarecimento dos fatos aleivosamente contra mim levantados, à Controladoria-Geral da Republica a auditagem dos atos relativos à Anac, dos Correios e da contratação de parecer jurídico na EPE, além de solicitar ao Ministério da Justiça a abertura dos procedimentos que se fizerem necessários no âmbito daquela Pasta para também esclarecer os citados fatos.

No entanto, mesmo com todas essas medidas por mim adotadas, inclusive com a abertura dos meus sigilos telefônico, bancário e fiscal, a sórdida campanha para desconstituição da minha imagem, do meu trabalho e da minha família continuou implacável. Não apresentam uma única prova sobre minha participação em qualquer dos pretensos atos levianamente questionados, mas mesmo assim estampam artificialmente um clima de escândalo. Não conhecem limites.

Senhor Presidente, por ter formação cristã não desejo nem para o pior dos meus inimigos que ele venha a passar por uma campanha de desqualificação como a que se desencadeou contra mim e minha família. As paixões eleitorais não podem justificar esse vale-tudo.

Preciso agora de paz e tempo para defender a mim e a minha família, fazendo com que a verdade prevaleça, o que se torna incompatível com a carga de trabalho que tenho a honra de desempenhar na Casa Civil.

Por isso, agradecendo a confiança de Vossa Excelência ao designar-me para a honrosa função de Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, solicito, em caráter irrevogável, que aceite meu pedido de demissão.

Cabe-me daqui por diante, a missão de lutar para que a verdade dos fatos seja restabelecida.

Brasília, 16 de setembro de 2010.

Erenice Guerra

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Viu, senATORES?! (Vamos fechar o senado!)


No Paraguai, na sexta passada. Foto de Evelyn e Karla, meninas do Mestrado. Jóias raras. Fizeram esta foto para mim. Grata, garotas! Amo vcs!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sarney: de saltos altos

Frase cap-tirada do Blog do Noblat

Se houve crime para mim, houve para todo mundo.”

José Sarney (PMDB-AP), a propósito da nomeação para o Senado de parentes e protegidos

domingo, 19 de julho de 2009

Agora a neta é a bola da vez: novamente o Sarney!


deu na folha de s.paulo e no Blog do Noblat
Polícia Federal investiga neta de Sarney
A Polícia Federal investigou Ana Clara Sarney, filha do empresário Fernando Sarney, por suspeita de recebimento de dinheiro ilegal de Paulo Guimarães, conhecido no fim dos anos 1990 por ser dono do bingo virtual Poupa Ganha e por suspeita de lavagem de dinheiro.
Com autorização da Justiça, a PF grampeou diálogos e troca de mensagens entre Paulo, Fernando e Ana Clara no começo de 2008.
As conversas se dão de forma cifrada, denotando, "pela situação em si, que não se trata de algo lícito, até pela maneira como buscaram se evadir", diz a PF.
No inquérito da Operação Boi Barrica, Ana Clara é suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro por meio da São Luís Factoring, empresa pertencente à sua mãe, Teresa Murad Sarney.
Em viagem, ela ainda não foi ouvida pela PF em São Luís e, portanto, não está indiciada, o que já ocorreu com Fernando e Teresa nesta semana.
Procurado pela Folha, Fernando não quis se manifestar. Ele diz que o inquérito está em segredo de Justiça. A reportagem não conseguiu localizar Paulo Guimarães ontem.
O empresário tem ligação de longa data com Fernando. Em 2001, eram sócios de uma TV em Codó (MA), segundo divulgou a Folha à época.
Assim como o filho de José Sarney (PMDB-AP), Paulo é do ramo de comunicação. Possui no Piauí uma rede de TV, rádios e jornal.
Em 1999, o empresário chegou a ser alvo da CPI do Narcotráfico no Congresso. Havia suspeita de que o Poupa Ganha era usado em esquema de lavagem de dinheiro no país. Ele sempre negou.
O bingo chegou a faturar cerca de R$ 280 milhões até acabar no ano de 2000, após sofrer fiscalização da Receita Federal.
De acordo com as conversas gravadas pela PF, Paulo tratava com Fernando e Ana Clara de alguma pendência financeira entre eles.

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COMENTÁRIO: Sarney: o espelho da política no Braziuuu!

domingo, 15 de julho de 2007

HORroriz, REnan, Nenê Constantino....


Empresário símbolo do dinamismo do capitalismo brasileiro (leia-se, capitalismo caboclo, roubo com trabalho alheio) acha que cômodo mesmo é fugir de toda a sofisticação da automação bancária – e guardar dinheiro em casa (vc acredita?)
Do BLOG do Noblat: Por André Petry na VEJA deste fim de semana:
O empresário Nenê Constantino é um fenômeno. Desde que seu nome foi envolvido no escândalo que resultou na renúncia do ex-senador Joaquim Roriz, Nenê Constantino ficou na muda como bom mineiro. Ele era dono do cheque de 2,2 milhões de reais que Roriz disse ter descontado no dia 13 de março, embolsado 300.000 reais e devolvido o troco, de 1,9 milhão de reais. Mas Nenê Constantino não dizia nada. Na semana passada, os repórteres Jailton de Carvalho e Gerson Camarotti, do jornal O Globo, conseguiram fazer Nenê falar. Ele confirmou a versão de Roriz e fez um acréscimo delicioso: disse que o troco de 1,9 milhão de reais ficou em sua casa, guardadinho, até 3 de julho. Nesse dia, Nenê depositou o dinheiro no banco, contadinho, até com as moedinhas dos centavos. O dinheiro, portanto, ficou 112 dias parado, em casa. Nesse tempo, numa aplicação convencional do mercado financeiro, renderia 72.000 reais.
Os procuradores – esses incrédulos! – desconfiam que Nenê Constantino só fez o depósito para dar alguma credibilidade à farsa contada por Roriz. Só pode ser uma injustiça! Nenê Constantino, esse empresário fenomenal, talvez esteja apenas dando ao país uma mostra de seu talento para acumular dinheiro. Foi deixando de ganhar 72.000 reais aqui, mais 72.000 reais ali que Nenê deve ter enriquecido. Foi com essa clarividência, com essa pertinácia para o lucro, com essa inovadora prática de guardar dinheiro debaixo do colchão (no país dos juros estratosféricos!) que Nenê fez sua fortuna. Os procuradores não estão reconhecendo o valor da lição excepcional que Nenê nos dá! E de graça!
Veja a história de esforços do Constantino
Nenê Constantino tem 76 anos e nasceu pobre na cidade mineira de Patrocínio. Nem concluiu o curso primário, mas, aos 18 anos, conseguiu comprar seu primeiro caminhão, que virou jardineira, que virou um ônibus, que virou três ônibus, que viraram quinze, que viraram 132, que viraram 1.478 – e assim construiu uma das maiores frotas de ônibus do mundo. É podre de rico. Aos 69 anos, fundou a Gol. Outro sucesso retumbante. O crescimento da empresa aérea foi tão vertiginoso que a Gol se transformou num símbolo do dinamismo do novo capitalismo brasileiro. É essa trajetória de sucesso que foi construída com a esperteza de perder 72.000 reais aqui, mais 72.000 reais ali, com a esperteza de guardar dinheiro em casa. Brasileiros e brasileiras, eis uma forma inovadora de começar a fazer fortuna! Captem a lição!
Da FOLHA DE SÃO PAULO
Roriz favoreceu empresas de transporte de Constantino
Por Rainier Bragonda, da sucursal de Brasília. Em seu governo no DF, três famílias receberam concessões de ônibus sem licitaçãoEmpresas de viação ligadas a Constantino, que diz ter emprestado dinheiro a peemedebista, controlam 36% da frota em circulação
Primeiro congressista a renunciar ao mandato na atual legislatura sob suspeita de ter recebido propina do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol, o ex-senador Joaquim Roriz (PMDB) concedeu vários benefícios às empresas que controlam o transporte público urbano no Distrito Federal, entre elas as viações da família de Constantino, donas de 36% da frota em circulação.Quando comandou o governo do DF -de 1988 a 1990, de 1991 a 1994 e de 1999 a 2006-, Roriz permitiu que três famílias mantivessem o domínio sobre cerca de 80% das concessões pois resistiu à realização de licitações expressivas, chegando a ignorar recomendações sucessivas do Ministério Público e até mesmo uma decisão judicial."O resultado não poderia ser outro: cartelização, ausência total de competitividade, extorsivas tarifas, serviços precários e deficientes. (...) O que vemos hoje no Distrito Federal é um cenário absurdo de verdadeira encampação do serviço de transporte coletivo pelas atuais empresas permissionárias, (...) observando-se que no caso concreto é a administração [pública] quem se dobra à vontade de seus contratados, agindo conforme a vontade destes", dizem duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Distrito Federal.Estudo do Ministério das Cidades mostra que Brasília saltou de capital com tarifa de ônibus mais barata, em 1994, para a terceira mais cara, em 2003.Roriz renunciou ao mandato de senador no último dia 4 diante da repercussão da gravação telefônica em que ele discute a partilha de um cheque de R$ 2,23 milhões.Nenê Constantino assumiu a paternidade do cheque, mas, assim como Roriz, disse que o peemedebista ficou com apenas R$ 300 mil, a título de empréstimo. Até agora, o Ministério Público do Distrito Federal trabalha com a hipótese de que a motivação para o repasse do cheque pode ter sido a venda de um terreno em Brasília que teria se valorizado em R$ 72 milhões após aprovação de lei por aliados de Roriz. O terreno pertence hoje a empresa que tem Nenê como um dos investidores."Piratas"Segundo dados do Ministério Público, o controle das catracas em Brasília pertence a três famílias. Nenê Constantino, 76, delegou às filhas e genros o comando da viação Planeta e de pelo menos outras três, com controle de 36% da frota no Distrito Federal.Victor Foresti, genro de Constantino, é vice-presidente do Setransp, o sindicato das empresas de transporte público do DF. De acordo com o Ministério Público, só a Planeta tem uma dívida previdenciária de R$ 108 milhões.Já Wagner Canhedo -da companhia aérea Vasp- tem o filho Wagner Canhedo Azevedo Filho como presidente da Setransp e dono da Viplan e da Condor, com 30% da frota. As empresas da família do ex-senador Valmir Amaral, suplente do senador cassado Luiz Estevão, possuem 13% da frota. Dos 1.882 ônibus sob o controle das três famílias, apenas 251 (13 % do total) rodam em Brasília graças a licitação realizada. Os outros ganharam a permissão por ato administrativo de governos do DF. [...] Há uma conivência do Executivo, do Legislativo, e o Judiciário não está respondendo como deveria à situação", afirma a procuradora distrital dos Direitos do Cidadão, Ruth Kicis Torrents Pereira, que completa: "Não vejo diferença entre essas empresas do chamado sistema convencional e as piratas. Elas são tão piratas quanto as outras".
A gestão Roriz também transferiu, em 2001, para o Setransp a responsabilidade por gerenciar o sistema de vales-transportes. Entre outras coisas, as empresas até hoje não repassam ao poder público a taxa de 3,85% sobre a tarifa, o que sucateou o órgão responsável pela fiscalização e controle do transporte público.
Em 2005 e 2006, Roriz baixou ainda dois decretos, um isentando as empresas de transporte público do pagamento de ISS (Imposto sobre Serviços). De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, apenas São Paulo, além do Distrito Federal, concede tal isenção. O outro decreto isentou o pagamento do primeiro IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para os novos ônibus adquiridos.
JÁ RENAN E SEU IRMÃO por Leonardo Souza
Schincariol comprou empresa de Olavo Calheiros por 6,5 vezes o declarado ao TRE. Quando foi vendida, no ano passado, a companhia do peemedebista detinha só 0,1% do mercado da área que vai do Ceará até a Bahia O deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL) pode ter lucrado R$ 12,7 milhões líquidos ao vender a empresa Conny Ind. e Com. de Sucos e Refrigerantes à Schincariol, se considerado o valor de sua participação na companhia declarado por ele próprio à Justiça Eleitoral.Ao concorrer novamente em 2006 a uma vaga na Câmara, Olavo informou que sua fatia na Conny (85%) valia R$ 2,295 milhões. A Schincariol pagou pela empresa R$ 27 milhões. Descontadas as dívidas, Olavo e sua mulher, Weruska Calheiros (dona dos 15% restantes), receberam R$ 17,74 milhões, o que significou R$ 15,079 milhões para Olavo. Descontando R$ 2,295 milhões, são R$ 12,784 milhões de ganho.Das duas uma: ou Olavo teve um grande lucro ao negociar sua empresa, vendendo-a por 6,5 vezes seu preço real, ou ele subestimou o valor da companhia ao prestar as informações sobre seus bens. [...] Na Justiça Eleitoral, não há previsão de punição para o candidato que prestar dados incorretos, como bens subavaliados.Já em relação ao Fisco, o contribuinte é obrigado a recolher imposto sobre o ganho de capital. Se vende, por exemplo, um imóvel por um preço superior ao que foi pago na aquisição, o contribuinte tem de recolher o imposto sobre a diferença. A alíquota sobre o ganho de capital é de 15%. Dessa forma, se os dados que Olavo prestou à Justiça Eleitoral estão corretos, ele tem de ter recolhido cerca de R$ 1,9 milhão de imposto.

domingo, 24 de junho de 2007

Notícias atrasadas da província


Quarta-feira: mobilização na Universidade Estadual de Maringá. Um grupo de estudantes (oposição ao DCE, Diretório Central do Estudante) sai às ruas de Maringá. São, também, oposição às reformas em curso do pseudo governo do PT e aliados. Ao voltar à universidade dirigem-se ao DCE. Os atuais diretores do DCE (do PT) chamam a polícia. Democracia, hein! Que meda!


Quinta-feira: em frente à escola de minha filha recebo uma propaganda da Construtora Granado. É sobre a inauguração do chamado Primeiro Edifício Residencial no Novo Centro de Maringá. É um prédio típico da arquitetura européia. Ai que delícia deve ser a Europa. No verão e sol brasileiros, empresários da construção esperam as renas européias. Na propaganda está o empresário e o representante do prefeito, Guatassara Boeira. Não dá para não reparar: burguesia e administração local unidos venceremos. Haja enjôo!


Sexta-feira: coisa boa. O CINEUEM - Cinema da Universidade - apresentou o filme BOM NOITE, BOA SORTE, do diretor Cloosey. Debateram os jornalistas Messias Mendes e Fábio Massali. BOm final de noite com gente inteligente. Parabéns à Fátima Neves e Paulo Pupim.
De segunda a domingo em Maringá: não vejo mais nenhum mendigo andando pela cidade. Onde há um, parece-me que a polícia recolhe. Existe algum jornalista que queira fazer uma reportagem sobre esta limpeza social na cidade? Please!!!!
Na semana toda no Brasil, só senadores infantilizados escondendo seus roubos. AGORA mais um calhorda: Joaquim Roriz pego no grampo telefônico. Jnto com Nenê Constantino, pai do dono da GOL. Ufa! finalmente aparecem no noticiário nacional. É fácil ser empresário no Brasil. Trabalham sempre com fundos públicos arrogando-se de dar empregos privados. Uargh!

domingo, 17 de junho de 2007

Sugestão do Mario Araujo: outro ponto de vista sobre o Vavá


Uma tese ruim de Elio Gaspari de Reinaldo Azevedo de 17/6/07
Escreve Elio Gaspari em sua coluna de hoje: “Genival Inácio da Silva, o Vavá, está sendo covardemente linchado porque é irmão do presidente da República. Ele é acusado de tráfico de influência sem que até hoje tenha aparecido um só nome de servidor público junto ao qual tenha traficado qualquer pleito que envolvesse dinheiro do erário. Um fazendeiro paulista metido numa querela de terras queria reverter uma decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça. Vavá recomendou-lhe um advogado. Isso não é tráfico de coisa alguma. Um empreiteiro queria obras e encontrou-se com ele num restaurante. Ninguém responde se Vavá conseguiu favorecer esse ou qualquer outro empreiteiro.”

Gaspari está errado e exerce o mesmo raciocínio zoológico-pisciforme daquele que ele chama “Nosso Guia” (ou “noço guia”, segundo os leitores deste blog): Vavá seria apenas um lambari. De quebra, na coluna, volta a insistir que Freud Godoy, aquele que pediu demissão dois dias depois de estourar o escândalo do dossiê, era inocente como as flores. Seu argumento definitivo para sustentar sua tese sobre Freud (e, por tabela, sobre Vavá): ele nem sequer foi indiciado. O meu argumento definitivo: a se levar em conta a eficiência da PF naquela investigação, chegar-se-á à conclusão de que nunca houve dossiê...

No que respeita à traficância com a coisa pública, há tantas provas contra Vavá como há contra os demais implicados na Operação Xeque-Mate: elas ainda estão sendo colhidas. Que ele mantinha conversas estranhas com gente que fraudava a lei, isso Gaspari não pode negar, não é mesmo? O fato de ser irmão do presidente da República faz de Vavá, nessas circunstâncias, alguém que tem de ser investigado? Sim. Especialmente investigado. Outro irmão, Frei Chico (que não é frei e se chama José Ferreira da Silva), usa um codinome para falar com o lambari. Pede que ele vá a Brasília encontrar-se com Lula. Há uma “bronca” contra ele.

Isso tudo deve ser ignorado? Se alguém é linchado, alguém está linchando. Quem? A imprensa? Não. Ao contrário: a dita “simplicidade” de Vavá fez dele uma espécie de Fredo Corleone, o irmão bobo de Michael. Não há linchamento. Diria até que as relações familiares entre Lula e o inequívoco Dario Morelli são quase ignoradas na suposição, como sempre, de que o presidente nunca sabe o que se passa à sua volta.

Em defesa de seu ponto de vista, Gaspari chega a evocar o fato de que, “desde que Tomé de Souza chegou a Salvador, nenhuma família de governante teve tão poucas relações com o Estado como a dos Silva.” E emenda: “Mais: nenhuma veio de origem tão modesta e continuou a viver em padrões tão modestos. (Noves fora o Lulinha da Gamecorp.)”. Gaspari estaria certo no fato, não necessariamente na moral da história (isso, em si, não quer dizer nada), se a família de Lula fosse mesmo os “da Silva”. Mas sua família são a CUT e o PT. E, desde que a primeira caravela acercou-se das praias nativas, jamais grupo tão numeroso, da mesma família, foi com tanta sede ao pote e tomou conta do estado com tanta determinação.

No que é mais um juízo do que um fato, escreve Gaspari: “O outro, Dario Morelli, compadre de Lula, julgava-se protegido pelas suas amizades e disse que a polícia pensaria ‘duas vezes em fazer qualquer coisa’. Foi preso.” A observação ignora o fato central em todo esse imbróglio. Vavá foi pego, em primeiro lugar, porque deu motivos. Mas também porque é irmão de Lula, sim. A Polícia Federal está balcanizada e age fora do controle republicano (para dizer palavra da predileção de Tarso Genro) do Ministério da Justiça. Isso não depõe a favor dela, mas também não depõe a favor do governo. Ora, é preciso que se procure fazer um pouco a genealogia da PF que aí está. Foi o governo Lula quem decidiu usá-la como um instrumento para fazer política. Tanto ativismo parecia bom quando a corporação era usada para fazer proselitismo. Agora, como se vê, há reclamações.

Quem fez essa miséria com a Polícia Federal? Quem agiu de forma deliberada para instrumentalizá-la, tentando fazer com que fosse uma polícia do governo e não do estado? Isto mesmo: foi o irmão de Vavá e de Frei Chico (também José Ferreira da Silva e “Roberto’). Foi Lula. Melhor ter uma PF subordinada ao PT ou dividida? Se as opções que restaram são essas, viva a divisão! Melhor seria ter um governo que não fosse tão esculhambado. Vavá não está sendo linchado pela imprensa. Está, isto sim, sendo usado como um recado e uma advertência. Mas que se note: ele só é crível neste papel porque deixou um rastro.

Como saiu, a tese de Gaspari parece piscar um olho para aquela velha conspiração da direita — lembram-se? — que teria tentado derrubar Lula quando o caso do dossiê veio à luz. Gaspari disse muito bem: Lula tem 15 irmãos, mas só Vavá se enrolou. E isso é fato, não conspiração.

Do Blog do Josias




Vai abaixo, em benefício da pluralidade e da reflexão, o artigo do repórter Elio Gaspari, publicado na Folha (assinantes):


"Genival Inácio da Silva, o Vavá, está sendo covardemente linchado porque é irmão do presidente da República. Ele é acusado de tráfico de influência sem que até hoje tenha aparecido um só nome de servidor público junto ao qual tenha traficado qualquer pleito que envolvesse dinheiro do erário. Um fazendeiro paulista metido numa querela de terras queria reverter uma decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça. Vavá recomendou-lhe um advogado. Isso não é tráfico de coisa alguma. Um empreiteiro queria obras e encontrou-se com ele num restaurante. Ninguém responde se Vavá conseguiu favorecer esse ou qualquer outro empreiteiro.

A divulgação cavilosa e homeopática de trechos de gravações telefônicas envolvendo parentes de Nosso Guia tornou-se um processo intimidatório e difamador capaz de fazer corar generais do Serviço Nacional de Informações, o SNI da ditadura. No caso de Vavá, as suspeitas jogadas até agora no ventilador não guardam nexo com os fatos. Não há proporção entre as acusações que lhe fazem e o grau de exposição a que foi deliberadamente submetido.

A Polícia Federal vasculhou sua casa (um imóvel de classe média em São Bernardo do Campo). A diligência foi apresentada como parte de uma Operação Xeque-Mate, destinada a desbaratar uma quadrilha envolvida em contrabando, tráfico de drogas e máquinas caça-níqueis. Não era pouca coisa. Pelo que se sabe até agora, coletaram cinco papéis. Entre eles, duas cartas que não foram entregues. Vavá tentou alavancar dois casos com empresas privadas (Vale e CSN). Nenhum dos pleitos chegou à direção das companhias.

Os grampos policiais estabeleceram um vínculo entre Vavá e dois mercadores de casas de jogo e atravessadores de negócios. Um deles, Nilton Servo, ameaçou "trucidar" a família de um desafeto. O outro, Dario Morelli, compadre de Lula, julgava-se protegido pelas suas amizades e disse que a polícia pensaria "duas vezes em fazer qualquer coisa". Foi preso. Os dois planejavam maracutaias e contavam com a ajuda do irmão do presidente, a quem dizem ter dado algo como R$ 15 mil nos últimos meses. Nas palavras de Servo, "o Vavá é para ser usado".
Numa conversa, Vavá fez-lhe um pedido: "Ô, arruma dois pau pra eu?"
Lula tem 15 irmãos e algo como cem parentes. Desde que Tomé de Souza chegou a Salvador, nenhuma família de governante teve tão poucas relações com o Estado como a dos Silva. Mais: nenhuma veio de origem tão modesta e continuou a viver em padrões tão modestos. (Noves fora o Lulinha da Gamecorp.)

Vavá meteu-se por sua conta e risco com os negócios de Servo e do compadre Morelli. Desqualificá-lo por lambari, deseducado ou pé-de-chinelo é parte do linchamento. Ele é um cidadão, ponto. Seus atos vêm sendo investigados e serão levados à apreciação da Justiça. Podia ser membro da Academia Brasileira de Letras, dava na mesma. Antes da conclusão do inquérito policial, Vavá foi irremediavelmente satanizado a partir de indícios, suspeitas e manipulações. Seu linchamento não busca o cidadão metido com vigaristas. Busca a jugular do irmão.

Durante a última campanha eleitoral, quando o comissariado petista chafurdou na compra de um dossiê contra os tucanos, demonizou-se a figura de Freud Godoy, um assessor de Lula, conviva de sua panelinha. Durante três dias ele pareceu encarnar toda a corrupção nacional. Freud foi arrolado em dois processos, um criminal e outro eleitoral. Dizer que foi inocentado é pouco. Ele nem sequer foi indiciado.

O pessoal do século 21 sabe que Jimmy Carter é um ex-presidente dos Estados Unidos (1977-1981), Prêmio Nobel da Paz de 2002. Passará para a história como um exemplo de retidão. Isso agora. Quando estava na Casa Branca, Carter foi atazanado pela exposição de seu irmão Billy, caipira alcoólatra que se tornou lobista (registrado) do governo líbio. Criou-se o neologismo Billygate. Morreu em 1988, aos 51 anos, falido. Virou poeira da História. Ninguém quer a jugular de Vavá, como não se queria a de Billy Carter. O negócio é outro."

sábado, 16 de junho de 2007

Touros, ratos...zoológico político





Esperteza, quando é muita, come o dono (Élio Gaspari). A frase tirei do Blog do Mario Araújo, do Blog Panorama. Vale para muitos (ou quase todos) políticos.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Boi voador não pode...

Na falta de boi, vão os porcos....


É uma música de Chico Buarque, do disco Calabar. O refrão: "é fora da lei, é fora, da lei, boi voador não pode". Pois é, mas neste governo boi voador pode! São os bois de Renan Calheiros. Quase anistiado ontem a tarde, a noite apareceu uma fazenda de bois voadores. O Renan vendeu bois para quem não os comprou. NESSEPAÍS, acontece cada coisa. Creio que o Renan nem dormiu... o BRasiu inteiro assistiu aos bois voadores das fazendas dos políticos


A música de Chico
Quem foi, quem foi que falou do boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for
Quem foi, quem foi que falou do boi voador
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for
O boi ainda dá bode
Qual é a do boi que revoa
Boi realmente não pode voar à toa
É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar
É fora, é fora, é fora
É fora da lei, é fora do ar
É fora, é fora, é fora
Segura esse boi
Proibido voar

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Singelas dúvidas


Algumas singelas dúvidas, por Clóvis Rossi, Folha de São Paulo, 14 de junho de 2007


Diz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, ao pedir a quebra de sigilos telefônicos no escândalo da vez, a Polícia Federal "se prepara para encontrar um cardume de pintados". Mais: "O Vavá, nessa história, me parece mais um lambari que foi pego". Vavá é Genival Inácio da Silva, o irmão mais velho do presidente. Quatro dúvidas, a saber: 1 - Quem contou a Lula que as escutas vão pegar apenas "pintados" ou "lambaris"? A Polícia Federal antecipa ao presidente detalhes de suas investigações? Tudo bem que o ministro da Justiça, Tarso Genro, diga que "o presidente da República tem que ser informado pelos ministros de tudo que é importante". É verdade, mas não seria ainda mais certo que o país fosse igualmente informado de tudo o que é importante e nele ocorre? Não seria mais republicano? 2 - Quando o presidente diz que vão pegar "pintados", transmite a sensação de que "lambaris" não precisam ser apanhados. Ou, quando apanhados, merecem mil anos de perdão e tolerância. Tolerância aliás claramente revelada naquela frase famosa segundo a qual todo mundo faz caixa dois, minimizando o crime de que eram réus confessos alguns petistas bastante "pintados". 3 - Se, como diz Tarso Genro, os ministros têm que informar ao presidente de tudo o que é importante, por que ninguém contou a ele de escândalos como o do mensalão, para ficar num só exemplo? 4 - Se a Polícia Federal é tão brilhante no seu desempenho durante o governo Lula, por que o presidente diz, agora, que se devem à "briga política" os vazamentos para os jornais de informações sobre a Operação Xeque-Mate? Não caberia ao ministro responsável pela PF, de novo Tarso Genro, impedir a "briga política" e informar ao presidente e ao país quem briga com quem e por quê?

sábado, 9 de junho de 2007

Braziu!

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