TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Jornais, ah... que preguiça...

Do messias Mendes, Jornalista da Má-ringa


Vivemos a era do jornalismo pasteurizado. Todos os jornais têm a mesma cara. Leu um parece que leu todos. Exceto quando algum matutino, geralmente dos chamados jornalões, resolve incursionar pela reportagem, papel que ficou restrito às revistas semanais, que não têm a mesma dinâmica.
Sou de um tempo em que a reportagem era o carro-chefe dos jornais diários. Não é mais, talvez pelo comodismo da visão empresarial dos donos ou pela formação de "jornalistas descartáveis"
proporcionada pelos cursos de comunicação.
Reportagem dá trabalho, gera dores de cabeça e exige investimentos - nos profissionais e na estrutura das redações. Acho que esta definição do Luiz Cláudio Cunha , autor do livro " Operação Condor – O Seqüestro dos Uruguaios: Uma reportagem dos tempos da ditadura" diz tudo:
"A reportagem é uma longa travessia que contraria as práticas e os limites de tempo sempre estritos da notícia. Se a notícia é o urgente relato de um fato, a reportagem é a descrição ampliada e circunstanciada desse acontecimento. É um jogo de paciência onde a investigação vence a ancestral impaciência da redação pelo resultado diário, pela apuração cotidiana de um tema sujeito ao maldito destino de virar embrulho de peixe como jornal velho do dia que passou".
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COMENTÁRIO: Sou tarada por leitura. Quando comecei a ler o jornal em poucos minutos cancelei as assinaturas. para quê pagar por mixarias?

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