TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Uau!


Os irmãos cara de pau


Do Blog de Ricardo Noblat -
deu na folha de s.paulo
Edmar & Edmea
Da coluna Painel:
Desde que ergueu seu Castelo Monalisa, tema mais comentado da nova legislatura do Congresso, o deputado Edmar Moreira (DEM-MG), corregedor da Câmara, é isento de pagar IPTU sobre os 192 hectares que abrigam as torres e a megaestrutura do palacete no município de São João Nepomuceno (MG).
O motivo é que o empreendimento foi construído em uma área rural, livre do tributo urbano. Pela alíquota, a cidade embolsaria R$ 150 mil por ano se Edmar pagasse o IPTU referente aos R$ 25 milhões que valeria o castelo. Vereadores já tentaram, sempre sem sucesso, alterar o zoneamento na Câmara. Quem administra a cidade de 25 mil habitantes, desde 2005, é Edmea Moreira (PSDB), irmã do deputado.

Poizé!


Do Josias de Souza

Em decisão ‘histórica’, o STF estimula a impunidade
O ministro Joaquim Barbosa: “Se formos aguardar o julgamento de recursos especiais e recursos extraordinários, o processo jamais chegará ao fim”.

O ministro Gilmar Mendes: “O Brasil tem um índice bastante alto de presos. São 440 mil presos (dados de 2008), dos quais 189 mil são presos provisórios...”

“...Muitos deles há mais de dois, mais de três anos. E se nós formos olhar por Estado, nós vamos encontrar, em alguns Estados, 80% dos presos nesse estágio provisório”.

Num instante em que Congresso perde-se nos baixios da política e o Executivo encontra-se hipnotizado pela crise, o grande debate tornou-se monopólio do STF.

Ali, travam-se os debates em que se impõem os temas que interessam aos dois brasis –o país da superfície, bem-posto; e o país profundo, desassistido.

Na última quinta-feira (5), foi ao plenário do Supremo o pedido de habeas corpus de Omar Coelho Vítor, mineiro da cidade de Passos.

Condenado a 7 anos e seis meses de cadeia por tentativa de homicídio, Omar pedia ao STF que lhe permitisse recorrer da sentença em liberdade.

O ministro Ricardo Lewandovski: "A Constituição garante a presunção de inocência até o trânsito em julgado. Antes disso, a prisão deve ser fato excepcional".

O ministro Cezar Peluso: "Um homem não pode ser chamado de culpado até a condenação em definitivo. Isso seria uma ofensa às garantias constitucionais”.

O Supremo estava diante de um caso emblemático. Deferindo o pedido de Omar, informaria ao país o seguinte:

Exceto em casos excepcionais –tentativa de fuga e ameaça a testemunhas, por exemplo— nenhum réu pode ser recolhido ao cárcere antes do trânsito final do processo, quando não há mais possibilidade de recurso.

A ministra Ellen Gracie: “Aceitando-se a tese de que só o trânsito em julgado levaria o réu à prisão poderíamos chegar a um estágio em que ninguém será preso no Brasil”.

O ministro Joaquim Barbosa: “O leque de opções de defesa que o ordenamento jurídico brasileiro oferece ao réu é imenso, inigualável. Não existe nenhum país no mundo que ofereça tamanha proteção...”

“...Sou relator de um rumoroso processo de São Paulo. Só de um dos réus foram julgados 62 recursos no STF”.

O processo de Omar chegara ao STF há quatro anos, em março de 2004. Antes, passara pelo Tribunal de Justiça de Minas e pelo STJ.

O ministério Público mineiro pedira a prisão porque Omar, um produtor de leite, vendia o rebanho holandês e o maquinário de sua propriedade.

Para os promotores, um indício de que o condenado preparava a fuga. A prisão fora decretada pelo TJ de Minas. Recorre daqui, posterga dali o caso subira ao Supremo.

O ministro Gilmar Mendes: “Nos mutirões do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] encontraram-se presos no Piauí que estavam há mais de três anos presos provisoriamente sem denúncia apresentada...”

“...É um mundo de horrores a Justiça criminal brasileira [...]. Em geral se encontram pessoas presas no Brasil porque furtaram uma escova de dentes, um chinelo”.

O ministro Joaquim Barbosa: “Se resolvermos [...] que o réu só deve cumprir a pena depois de esgotados todos os recursos [...], temos que assumir politicamente o ônus por essa decisão [...]. Queremos um sistema penal eficiente ou um sistema de faz-de-conta?”

Reza o artigo 637 do Código de Processo Penal que recursos extraordinários, como o que Omar dirigira ao STF, não têm o condão de suspender a execução da pena.

Ellen Gracie e o ministro Menezes Direito recordaram aos colegas que tampouco a Convenção Americana de Direitos Humanos assegura direito irrestrito de recorrer em liberdade.

Menezes Direito lembrou que em países como EUA, Canadá e França o início do cumprimento da sentença se dá depois do julgamento dos processos na segunda instância do Judiciário.

Encerrado o debate e a coleta dos votos, Gilmar Mendes, que preside o STF, proclamou o resultado: venceu a tese de Omar.

Sete votos (Eros Grau, Celso de Mello, Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio) contra quatro (Menezes Direito, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie).

Para Gilmar Mendes, o STF tomou “uma decisão histórica”. Para Joaquim Barbosa, fez-se “letra morta” de decisões de instâncias judiciais inferiores.

No dizer de Barbosa, a decisão do Supremo serve especialmente aos condenados com dinheiro para pagar bons advogados.

O debate foi profícuo e relevante. Em suas observações, expostas aqui em ordem aleatória, os ministros expuseram um flagelo que começa no ordenamento jurídico e termina na lentidão do Judiciário.

A decisão, de fato, foi “histórica”. Levará água ao moinho da impunidade dos de sempre. Ladrões de “escovas de dentes e de chinelos” ficaram na mesma.

Ed-mar a pior....


A cadeira do castelinho do deputado Ed-mar a pior...Moreira

Ed-mar a pior....

Alice no país do deputado Ed-mar Moreira....

Ed-mar a pior....




A última do deputado Ed-mar a pior Moreira, dos Demos (ou DEM) mostra uma face política do Braziuuu: "eçes" políticos gostam de brincar de casinha. E não é que o Ed-mar a pior fez um castelinho de 7 mil metros quadrados com o NO$$O dinheiro? O velho deputado não só é gagá como brinca de casinha, ôps, castelinho.

Que velhinho descarado!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Lula, Dilma, Sarney


Da Folha de São Paulo
Eliane Cantanhêde, 03.02.09


Problema deles
BRASÍLIA - Lula jamais deu bola para o Congresso, mesmo quando deputado constituinte. Agora, vencesse o PMDB na Câmara e no Senado, ou o PT no Senado e o PMDB na Câmara, tanto fez como tanto faz. Ele, Lula, ganharia de qualquer modo. Serra e PSDB perderiam de qualquer modo no Senado.Vencendo ou não, tanto Tião Viana como José Sarney continuariam no mesmo lugar: com Lula hoje e com Dilma amanhã.Lula tinha discurso de vitória para todos os resultados. Deu Tião Viana? Excelente, é do seu partido. Deu José Sarney? Maravilhoso, mais um passo para Dilma Rousseff herdar o PMDB. Deu Michel Temer? Fantástico, o PMDB tucano continua sob as asas do Planalto.Já os tucanos, especialmente Serra, não tinham para onde correr (ou voar) no Senado. Ficar com Tião seria apoiar o adversário de 2010. Ir para Sarney seria pôr lenha na fogueira do PMDB lulista. Sarney é o anti-Serra do partido. Os dois são tão inconciliáveis quanto algo possa ser inconciliável na política.As eleições das Mesas da Câmara e do Senado escancararam a importância do PMDB e... o quanto Lula está desgarrado do PT e o quanto o PT depende de Lula. Lula não precisava apoiar Tião, mas Tião precisava de Lula. Por falta de quadros e de liderança, o partido atrapalha pouco e não pode ajudar muito no Congresso, especialmente no Senado. E só tem uma alternativa: Lula ou Lula e Dilma ou Dilma.A situação do PMDB é diferente: o partido precisa de Lula hoje, para manter posições, verbas, favores.Mas tem alternativa para amanhã: em 2010, pode perfeitamente se manter alinhado com Lula e Dilma, como pode perfeitamente voltar aos braços tucanos com Serra.Para o PT e o PMDB era muito importante manter o Congresso, imensa fonte de poder -e de chantagem. Para Lula, o que desse era lucro. Ele tem estrela. Que não é aquela estrela vermelha e contagiante dos tempos de oposição.

De lentilhas e bajuladores


Do Blog Rerum Natura por Carlos Fiolhais comentando as histórias do livro Histórias Falsas de Gonçalo Tavares

“Descia Mercatore umas pequenas escadas quando deparou com o filósofo, pobremente vestido, sentado no chão, contra a parede, a comer lentilhas.

Arrogante, mais do que era seu costume, cheio de vaidade pela riqueza que ostentava, e pelo estômago farto, disse, para Diógenes:

- Se tivesses aprendido a bajular o rei, não precisavas de comer lentilhas.

E riu-se depois, troçando da pobreza evidenciada por Diógenes.

O filósofo, no entanto, olhou-o ainda com maior arrogância e altivez. Já tivera à sua frente Alexandre, o Grande, quem era este, agora? Um simples homem rico?

Diógenes respondeu. À letra:

- E tu - disse o filósofo - se tivesses aprendido a comer lentilhas, não precisavas de bajular o rei.”

Pracas...


Libere os blogs, vereador!


Na Má-ringa. Oh, vereador, não seja autoritário! O verdadeiro democrata sabe ouvir críticas e dar a volta por cima. Por chaves nos blogs somente demonstra que não consegue rir de si próprio. Afinal, a democracia requer graça. Veja aí a notícia da Má-ringa.

Do Blog do Rigon

Vereadora pedirá desbloqueio aos blogs
Os computadores da Câmara Municipal de Maringá, na gestão Mário Hossokawa (PMDB), estão proibidos de acessar blogs como os de Messias Mendes, Lukas, Lauro Barbosa e este modesto blog aqui, cujas críticas ao vereador, por sinal, teriam causado o bloqueio. Lá, depois do fim da lan house pública, permite-se apenas acessar os blogs de colunistas de O Diário, como o de Eliel Diniz. Oficialmente, Hossokawa diz que os assessores escreviam bobagens nos comentários dos blogs - mas, ao invés de resolver o problema com os assessores, preferiu, como na piada do marido traído, tirar o sofá da sala. O pessoal, porém, continua liberado para escrever comentários nos blogs autorizados, como o de Eliel Diniz.Tem vereador que, em defesa da liberdade de expressão, vai pedir a liberação do acesso. A vereadora Marly Martin Silva (DEM) já declarou que na sessão da próxima quinta-feira vai cobrar de Hossokawa o desbloqueio.

Enquanto isso, em Brazólia...




O que falar quer dizer


Cap-tirado do Fabio Campana. veja aqui

Atualizado às 19h55. Deu no Giba Um:
Esta semana, o governador Roberto Requião, do Paraná, chegou à Assembléia de lá para a abertura do ano legislativo, cruzou com o fotografo (premiado) Orlando Kissner e disse que ele se parecia com o retrato-falado do assassino e estuprador que matou diversas pessoas no balneário de Caiobá. Reação de Kissner; olhando firme para Requião: “Vai t…” Surpreso, o governador disse que o fotografo era “grosso” e insistiu na “brincadeira”. Nova reação do fotografo: “Sua mãe é que é parecida”. Requião engoliu o desaforo e foi adiante, sob um silêncio constrangedor de centenas de pessoas.
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COMENTÁRIO:
Cada dia uma. Ontem fiquei contente ao saber que o governador do Paraná irá vetar a aposentadoria sem vergonha dos deputados estaduais do Paraná. Já hoje...

C$irco $enado



Você paga pela creche da terceira idade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Só rindo


"Questionar o governo, questionar os costumes e questionar o próprio Congresso. Estamos aqui com essa missão.”


José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado (cap-tirado do Noblat)

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E você ainda acredita?

Joaquins Silvérios ...


Por Josias de Souza
O voto, por secreto, não é admitido por todos os senadores

Candidato derrotado do PT à presidência do Senado, Tião Viana (AC) obteve 32 votos. Nove a menos do que precisava para mudar a crônica da eleição.

A planilha de votos do alto comando da vitoriosa campanha de José Sarney (PMDB-AP) indica que Tião foi apunhalado por Silvérios de aparência insuspeita.

Numa sessão à qual compareceram todos os 81 senadores, quem obtivesse 41 votos estaria eleito. Sarney amealhou 49.

O blog teve acesso ao mapa de votação elaborado pelo comando da campanha de Sarney. O voto foi secreto. Nem todos os senadores revelam a opção que fizeram.

Portanto, o repórter não pode atestar a fidelidade da lista. Afirma apenas que ela retrata a aferição feita pela equipe de Sarney.

A relação contém nomes surpreendentes. Um exemplo: Delcídio Amaral (PT-MS). Outro: Inácio Arruda (PCdoB-CE).

A suposta traição de um petista era coisa inimaginável nos arredores da campanha de Tião.

Agora, o petismo mostra-se surpreso com o interesse do PMDB em acomodar Delcídio na segunda vice-presidência do Senado.

Quanto ao comunista Inácio, sabia-se que flertava com Sarney. Mas Renato Rabelo, presidente do PCdoB, dissera a líderes do PT que ele votaria em Tião.

O quadro com os supostos votos de Sarney anota também os nomes de dois senadores do PSDB: Papaleo Paes (AP) e Marconi Perillo (GO).

A traição de Papaleo, por anunciada, era previsível. A de Perillo, nem tanto. Apostava-se muito mais noutra infidelidade tucana, a de Álvaro Dias (PR), que não se materializou.

Sarney teria amealhado também os sete votos do PTB. Tião esperava colecionar pelo menos três: João Claudino (RR), Mozarildo Cavalcanti (RR) e Sérgio Zambiazi (RR).

No PR, Sarney teria feito, segundo a planilha de sua equipe, outro arrastão: levou todos os quatro votos da bancada.

Exceto por Magno Malta (ES), fechado com Sarney desde sempre, Tião esperava que os outros senadores do PR fossem atraídos pelo ministro Alfredo Nascimento (Transportes).

Filiado ao PR, Nascimento chegou a reunir a bancada no domingo (1), véspera da eleição.

Antes, Renan Calheiros acenara com a hipótese de entregar à legenda do ministro a quarta secretaria do Senado. Parece ter soado mais sedutor.

No PMDB, a equipe de Sarney contabilizou duas escassas baixas. Dos 20 senadores, apenas Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) teriam votado em Tião.

No DEM, Tião esperava beliscar ao menos dois votos: Jayme Campos (MT) e Adelmir Santana (DF). Apertada pelo líder José Agripino Maia (RN), a dupla refluiu.

Vão abaixo os nomes dos supostos eleitores de Sarney:

PMDB (18 votos): Almeida Lima (PB), Garibaldi Alves (RN), Geraldo Mesquita (AC), Gerson Camata (ES), Gilvam Borges (AP), José Maranhão (PB), José Sarney (AP), Leomar Quintanilha (TO), Lobão Filho (MA), Mão Santa (PI), Neuto de Conto (SC), Paulo Duque (RJ), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Rosena Sarney (MA), Valdir Raupp (RO), Valter Pereira (MS) e Wellington Salgado (MG).

DEM (14 votos): Adelmir Santana (DF), ACM Jr. (BA), Demóstenes Torres (GO), Efraim Morais (PB), Eliseu Resende (MG), Gilberto Goellner (MT), Heráclito Fortes (PI), Jayme Campos (MT), José Agripino Maia (RN), Kátia Abreu (TO), Marco Maicel (PE), Maria do Carmo (SE), Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN).

PC do B (um voto): Inácio Arruda (CE).

PP (um voto): Francisco Dornelles (RJ);

PR (quatro votos): César Borges (BA), Expedito Jr. (RO), João Ribeiro (TO), Magno Malta (ES).

PSB: (um voto): Antonio Carlos Valadares (SE).

PSDB (dois votos): Papaleo Paes (AP) e Marconi Perillo (GO).

PT (um voto): Delcídio Amaral (MS).

PTB: (sete votos): Epitácio Cafeteira (MA), Fernando Collor (AL), Gim Argello (DF), João Claudino (RR), Mozarildo Cavalcanti (RR), Romeu Tuma (SP) e Sérgio Zambiazi (RS).

Sir Ney


Cap-tirado do Acir Vidal

- Nossa função não é aceitar ou rejeitar nossa realidade político-social, nem conceituar sobre estragos provocados por Sir Ney. Nossa tarefa é apenas a de esforçado copy-desk de um texto de má ortografia, péssima sintaxe, lamentável concatenação de ideias. Se conseguíssemos mudar o layout do bigode, já teríamos prestado alto serviço à estética da pátria. *


(*) Millôr Fernandes, um fã incondicional do ‘coronel’ maranhense.

Renovando...

Sir Ney está no "puder" desde 1959. Sempre renovando...hi ihihih

Braziuuu


Os três mosqueteiros


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dinosar-nei


A vulsa....


ahahahahaahahaah

Versões...




Traição, Tião!

E a tucanalha se dividiu.

Sir Ney


Oinc, oinc, oinc...


Enviado pelo Acir Vidal....

Grata, Acir!
A CRASE E OS POLÍTICOS MALUCOS
José Augusto Carvalho
A crase é antes de tudo a fusão de duas vogais iguais. Vale dizer: quando ocorre a sequência de duas vogais iguais, pertencentes a palavras diferentes ou no interior da mesma palavra, pode ocorrer a crase. Por exemplo: o pretérito imperfeito do verbo partir é “partia”. Ocorreu aí a fusão do i, vogal temática, com a desinência modo temporal –ia: parti + ia = partia. Quando alguém diz uma palavra terminada em vogal átona seguida de outra palavra começada com a mesma vogal átona, ocorre crase. Há crase do a em “camisa azul”; do e, em “leite estragado”; do o, em “Belo Horizonte”...
Do ponto de vista histórico, há palavras que sofreram crase na evolução do latim vulgar para o português. Assim, houve crase na passagem de coor (de colore-) para cor (cf. colorir, em que os dois “os” aparecem separados); ou de pee (de pede-) para pé (cf. pedestre).
Normalmente, contudo, quando se fala em crase, a referência é à fusão de dois “as”, em que o primeiro “a” é sempre a preposição; o segundo pode ser o artigo definido feminino “a”, o demonstrativo “a” (equivalente a “aquela”) ou a vogal viúva dos pronomes demonstrativos aquele/aquela/aquilo. A crase do “a” não é apenas um problema gráfico, representado pela presença do acento grave sobre uma vogal central baixa. Mais que isso, a crase é um problema de fonética sintática e de regência verbal e nominal. E nem sempre o acento grave sobre o “a” indica a existência de crase. Quando dizemos “vendo livros à professora”, temos a fusão de dois “as”: o “a” da preposição com o “a” do artigo feminino, porque, no masculino, diríamos “vendo livros ao professor” (preposição mais artigo masculino). Mas, quando digo “vendas à vista”, a preposição simples é que é acentuada, sem que haja aí duas vogais iguais fundidas numa só. O acento é apenas uma convenção, segundo a qual se deve acentuar o “a” das locuções femininas. O masculino equivalente não tem artigo: “vendas a prazo”, o que significa que só existe um “a”, preposição, e não dois, na expressão “vendas à vista”. Quando escrevemos “sair à noite”, acentuamos apenas a preposição (não há crase aí, mas apenas um “a” acentuado), pois podemos dizer “sair de noite”, em que também usamos apenas a preposição.
Tudo isso vem a propósito de uma notícia divulgada pelos jornais no dia 04-01-09: o deputado João Hermann Neto (PDT-SP) é autor de um projeto de lei que pretende eliminar o uso da crase na língua portuguesa. O deputado justifica-se, dizendo que a crase só serve para humilhar os falantes e complicar a língua portuguesa. Se entendesse do assunto-objeto de seu projeto de lei, o deputado saberia que não se pode eliminar por vontade própria nenhum fenômeno sintático de nenhuma língua. O que esse político ignorante talvez esteja pretendendo fazer é eliminar o acento grave indicativo de crase, não a crase. A justificativa dele também merece reparos. Se a crase humilha alguém, há de ser o mau falante da língua ou o político que se acha dono da língua ou desconhece que a sintaxe está acima da vontade pessoal dos falantes.
E já que estamos falando de ignorância de políticos, um adendo: os jornais do dia 04-01-09 noticiam que o vereador Aloísio Módulo de Almeida (PMN), de Marechal Floriano, por ter problemas de rins, resolveu criar um projeto de lei que proíbe os munícipes de consumir carambola, fruta que pode prejudicar pacientes com insuficiência renal. A idéia “humanitária” desse edil é a de que ele não deseja que outras pessoas tenham o problema de rins que ele enfrenta. Pela miopia intelectual desse vereador, se ele fosse diabético proibiria o consumo de açúcar e de doces do seu município? Se tivesse cirrose hepática, proibiria o uso de bebidas alcoólicas? Se tivesse enfisema pulmonar, proibiria o fumo? Insensatez maior foi a do prefeito, que sancionou essa lei absurda!
Como diria Francelino Pereira, que país é este?

Mais uma...

Da Feminista
Não sei mais o que falar da Veja. Nem dá pra falar mais de linha editorial. O tamanho do equívoco coloca a revista no fosso da ignorância. Parece que os jornalistas não tem a mínima informação sobre o mundo atual. Não tem conhecimento a respeito das discussões. Não conseguem abordar um assunto sequer. Uma reportagem a respeito da falta de preparo dos jogadores de futebol para lidar com a fama e o dinheiro. Ok. Mas o que isso tem a ver com uma acusação de estupro? Estupro é crime. Não é capricho de menino mimado. Onde essa gente se formou? Como arrumaram emprego numa revista desse tamanho? Não é uma questão de ideologia isso. Por que eles nunca crescem? Olha a abordagem! Socorro

Se você pensa...

... que ele foi símbora...
Do Blog do Acir, Contra o Vento
- Sir Ney, ao deixar o governo, não deixou pedra sobre pedra, ou só deixou podre sobre podre? *
(*) Millôr Fernandes.

Pracas...


Braziu!

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