TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

quarta-feira, 4 de março de 2009

És tu, Renão?


Do Blog The Passira News
O senador Jarbas Vasconcelos na tribuna ontem. Renan, o calheiros, olhando-o na primeira fila.

*Leia na integra o Discurso de Jarbas

Agaciel na CARAS....

e, nós, na bundas.
Foto da Revista Caras. Agaciel Maia com seu irmão deputado João Maia e suas esposas.
Fonte: The Passira News

Os paranóicos...

D Blog muiito boom, De Rerum Natura
Crónica do médico José Luís Pio de Abreu no "Destak" de hoje (na imagem, Hitler no filme "Valquíria"):
São trabalhadores incansáveis e minuciosos. Têm grandes ideias mas fraca vida. Vivem de acusar os outros, projectando neles as suas tendências indesejáveis e não assumidas. Não só os acusam como tecem uma rede que os faça comprometer. Se eles respondem e se defendem, é sinal de que reconhecem as acusações. Se não respondem, é sinal de que fogem ao assunto e, por isso, estão comprometidos. Uma acusação inventada será assim sempre provada.
Freud estudou a paranóia através do livro de memórias do Dr. Schreber, magistrado alemão e "homem de inteligência superior, entendimento singularmente agudo e precisos dotes de observação", tal como ele se descrevia. "Falava directamente com Deus" e achava que, uma vez transformado em mulher, iria redimir a humanidade. Antes, porém, quando internado numa clínica psiquiátrica, teria padecido "transformações corporais", acusando então o seu médico, Dr. Flechsig, de lhe provocar tais padecimentos para o transformar em mulher e abusar dele.
Freud atribuiu a origem da paranóia à homossexualidade não assumida.Os paranóicos convincentes são perigosos. Apesar do delírio, o Dr. Schreber convenceu a Justiça alemã a retirar-lhe a incapacitação e autorizar a publicação do livro onde expunha as suas ideias messiânicas. Estas eram fundadas num sistema religioso pseudocientífico que já vislumbrava a superioridade da raça ariana. Convenceu alguma gente. Outro paranóico, acedendo aos instrumentos de poder, convenceu muito mais: Hitler.
J.L. Pio Abreu

Os muitos braços do Sarney...


Do Blog do Noblat -
4.3.2009
deu em o globo
Mesmo afastado, Agaciel indica braço direito
De Adriana Vasconcelos:
Sob pressão, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou ontem a demissão do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, que ocupava o cargo desde 1995 por indicação sua. Com a decisão, Sarney espera ter debelado de forma definitiva uma nova crise na instituição depois da denúncia de que Agaciel teria ocultado de seu patrimônio uma mansão avaliada em R$ 5 milhões. Sarney resolveu agir antes de ser cobrado publicamente por um grupo de cinco líderes partidários - de PT, PSDB, PSB, PDT e PSOL -, o que aconteceria ontem. Mesmo assim, elogiou a capacidade e a eficiência de Agaciel, nomeado pelo próprio Sarney para o cargo.
A demissão de Agaciel começou a ser negociada no início da noite de segunda-feira. Depois de assistir ao noticiário da televisão e perceber o aumento da pressão pelo afastamento do diretor-geral, Sarney telefonou para Agaciel e comunicou que sua situação se tornara insustentável, porque já começava a atingir a imagem do Senado.
As conversas se estenderam por mais algumas horas, quando o diretor chegou a propor um afastamento temporário do cargo. Mas, pouco depois da meia-noite, Sarney estava totalmente decidido. Ele foi taxativo ao argumentar que uma saída temporária não seria suficiente para contornar a crise. Resignado, Agaciel concordou, então, em apresentar seu pedido de demissão logo nas primeiras horas da manhã.
Sem conseguir disfarçar o nervosismo na entrevista em que comunicou a demissão de Agaciel, Sarney lamentou o desfecho do episódio e fez questão de elogiar o funcionário de carreira da Casa:
- Lamento que esse episódio tenha chegado a esse resultado. Uma vez que o doutor Agaciel é um dos funcionários mais antigos, melhores e mais eficientes, que prestaram relevantes serviços para esta Casa. Mas reconheço que a imagem desta Casa não pode ser prejudicada por nenhum de nós. Discutimos e achamos que o afastamento transitório manteria o problema latente. Essa é uma solução definitiva - afirmou Sarney.
Antes de deixar o cargo, Agaciel apresentou pelo menos dois nomes para que Sarney escolhesse como alternativa para substituí-lo: o de seu adjunto, Alexandre Gazineo, considerado seu braço direito, e o do diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi. O presidente do Senado ficou com a primeira opção, mas Gazineo assumirá o cargo interinamente. Leia mais em O Globo

Frentona com 29 congressistas! E os outros 400?

Do Blog do Josias de Souza
Charge do Angeli
Frente anticorrupção reúne 29 e esboça estratégia
Grupo investirá na transparência e terá sítio na internet



Em seu encontro inaugural, a frente parlamentar anticorrupção reuniu na noite passada 29 congressistas de sete diferentes partidos.

Vai abaixo um resumo do que foi discutido e decidido no encontro, ocorrido no apartamento do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP):

1. O nome provisório da frente é MPT (Movimento pela Transparência). Fará reuniões semanais, sempre às terças-feiras;

2. Para evitar que o grupo fosse ao noticiário com uma cara “moralista”, decidiu-se retirar da certidão de nascimento o vocábulo “corrupção”;

3. Optou-se por associar o movimento, sobretudo, à luta pela “transparência” na administração pública;

4. A cobrança não ficará restrita ao Legislativo. Decidiu-se estender a briga por mais transparência também ao Executivo (União, Estados e municípios) e ao Judiciário;

5. O grupo terá um núcleo de coordenação. Provisório, num primeiro momento. Definitivo, numa segunda fase. Não houve, por ora, definição de nomes;

6. A frente vai dispor também de um sítio na internet. Uma forma de difundir suas propostas e, simultaneamente, recolher sugestões da sociedade;

7. Pretende-se que o movimento ultrapasse os limites do prédio do Congresso. Vai-se programar um ciclo de viagens pelo país;

8. Planeja-se, por exemplo, realizar debates em universidades. De novo, tenta-se envolver a sociedade, instando-a a participar da pressão por mudanças;

9. Para dar contornos institucionais ao movimento, representantes da frente farão visitas aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF;

10. Já nesta quarta (4), o grupo inicia na Câmara, uma perssão para levar a voto a emenda que institui o voto aberto no Congresso.

Aprovada em primeiro turno, a emenda foi à gaveta. Primeiro, vai-se espremer os líderes partidários. Depois, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP);

11. Ainda na linha da transparência, pretende-se pressionar para que a exposição dos gastos com a verba indenizatória dos parlamentares seja irrestrita;

12. Além da Câmara, que promete levar os comprovantes de gstos à web em abril, vai-se pressionar também o Senado;

13. Ouviu-se na reunião um coro em favor da reforma política. Coisa ampla, não “fatiada”, como propôs o governo;

14. Nessa matéria, o ponto de consenso no grupo é a necessidade de instituir no país o financiamento público de campanha;

Estiveram na reunião representantes do PSDB (10), PMDB (6), PPS (4), DEM (3), PSB (3), PSC (2) e PV (1).

O quorum poderia ter sido mais elástico –33 em vez de 29—se tivessem dado as caras os três deputados e o senador do PSOL. Porém...

Porém a legenda presidida por Heloisa Helena, que acenara com a hipótese de comparecer, optou pela ausência na última hora.

A tropa do PSOL alegou que não poderia comparecer a um encontro apinhado de tucanos depois que o PSDB decidiu acionar judicialmente Luciana Genro (RS).

Uma retaliação às denúncias de caixa dois que o PSOL gaúcho fez contra a governadora tucana Yeda Crusius.

Denúncias que, nesta terça (3), motivaram a abertura de uma investigação da PF.

Presente à reunião, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que tentará atrair para o movimento algo como seis senadores.

Entre eles Tasso Jereissati (PSDB-CE), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Simon (PMDB-RS) e Demóstenes Tores (DEM-TO).

Eis a lista dos parlamentares que bateram o ponto na primeira reunião do MPT –Do PSDB: Bruno Araújo (PE), Gustavo Fruet (PR), João Almeida (BA), Otávio Leite (RJ), Roberto Rocha (MA), Mendes Thame (SP), Vanderlei Macris (SP), Paulo Renato (SP), Emanuel Fernandes (SP) e Carlos Sampaio (SP); Do PMDB: o senador Jarbas Vasconcelos (PE) e os deputados Raul Henry (PE), Ibsen Pinheiro (RS), Marcelo Almeida (PR), Rita Camata (ES), Marcelo Itagiba (RJ); Do PPS: os deputados Arnaldo Jardim (SP), Fernando Coruja (SC), Raul Jungmann (PE) e Dimas Ranalho (SP); Do PSB: o senador Renato Casagrande (ES) e os deputados Rodrigo Rollemberg (DF) e Júlio Delgado (MG); Do DEM: Ronaldo Caiado (GO), Roberto Magalhães (PE) e Índio da Costa (RJ); Do PSC: Régis de Oliveira (SP) e Ratinho Jr. (PR); Do PV: o deputado Fernando Gabeira (RJ).
Escrito por Josias de Souza às 05h43

Enquanto o senador Jarbas Vasconcelos falava....


terça-feira, 3 de março de 2009

Mansões...


Huuum

Do Blog do Acir Vidal

Jarbas já!

Nãosei de quem é a imagem. Sorry
Do Blog do Noblat -
3.3.2009
19h44m
Jarbas resgata propostas de Lula contra a corrupção
Depois de chamar o seu partido de corrupto em entrevista recente à VEJA, e de bater forte no governo Lula, Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE) decidiu retomar o assunto em discurso que começou a fazer há pouco no Senado. Seguem os principais trechos:
* Neste exato momento em que falo para os senhores e senhoras, sei que estão vasculhando a minha vida, investigando as minhas prestações de contas à Justiça Eleitoral e à Receita Federal. Não tenho o que esconder, pois disputei em Pernambuco algumas das eleições mais acirradas da história do Estado.
Não temo esses investigadores, apesar de considerá-los credenciados para tal função, pois de crimes eles entendem.
Essas iniciativas, que têm por objetivo me intimidar, não me surpreendem nem me assustam. Tenho 40 anos de vida pública. (...) A esses arapongas, digo apenas que enfrentei coisas piores quando, na década de 1970, denunciei torturas e violências praticadas pela ditadura militar. Eles não me amedrontam.
* A verdade é sempre inconveniente para quem vive da mentira, da farsa e é beneficiário dessa realidade perversa. Eu constatei o óbvio. Apenas isso. Essa realidade exige ações corretivas - correção de rumos e de práticas. Nunca tive, não tenho e nem desejo ter vocação para ser paladino da ética. E mais: desconfio daqueles que querem sempre pairar acima dos demais. A verdade é que fui eleito Senador da República para exercer uma função política e não policial ou investigatória.
* O meu objetivo primordial [com a entrevista à VEJA] foi atingido ao fazer com que uma parte expressiva da sociedade brasileira prestasse mais atenção no que ocorre no nosso País. Um quadro aterrador que até agora vinha sendo encoberto pelos bons resultados da economia. O resultado prático foi mostrar ao cidadão comum que vale a pena se indignar, que nem tudo está perdido, que compactuar com a corrupção não é pré-requisito para a carreira política.
É extremamente necessário que algo seja feito, antes que essa degradação comprometa a nossa democracia, levando as novas gerações a um quadro de desalento para com o exercício da política.
* Os recentes acontecimentos na Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão dos funcionários de Furnas e da Eletronuclear, são uma prova clara e inequívoca do que explicitei na minha entrevista. Repito: não preciso citar nomes, pois eles vêm à tona, infelizmente, quase que diariamente.
A população que paga seus impostos não compreende o porquê da disputa ferrenha entre grupos partidários, sempre envolvendo empresas de orçamentos bilionários.
Quando ocorrem casos como o de Furnas, não dá para esquecer o que aconteceu e o que foi dito. É papel do chefe do Executivo, no caso, o Presidente da República, instalar uma auditoria independente que coloque tudo em pratos limpos. Essa deveria ser a atitude a ser tomada, e não a de deixar a poeira baixar, esperando que a história seja esquecida, abafada por um novo escândalo.
* O exercício da política não pode ser transformado em um balcão de negócios. O que se vê hoje no nosso País é um sentimento de descrença, com a impunidade corroendo as bases da democracia. O poder pelo poder leva ao quadro político degenerado que hoje vivemos no nosso País, no qual a esperteza é mais valorizada do que a inteligência e a correção ética.
A conclusão de tudo isso é óbvia. O caminho para resolver as pendências da nossa democracia está em pauta há anos. Refiro-me à Reforma Política - não a esse arremedo de reforma que chegou recentemente ao Congresso Nacional, a qual, segundo afirmam, será “fatiada”.
* O Parlamento não pode continuar sendo um mero atravessador de verbas públicas, com emendas liberadas às vésperas das votações que interessam ao Governo. As distorções começam na elaboração do Orçamento, permanecem na sua aprovação e atingem o auge na hora da liberação dos recursos e quando o dinheiro, que deveria ir para obras prioritárias nos municípios, escorre pelos esgotos da corrupção e dos desvios, muitas vezes com a participação dos ordenadores de despesas do Poder Executivo, indicados pelos partidos.
* Eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para informar que apresentarei um Projeto de Lei que proíbe que as diretorias financeiras de empresas estatais possam ser ocupadas por indicações partidárias. Minha proposta reservará esta posição com exclusividade para funcionários de carreira dessas empresas e autarquias. Além disso, o nome dos diretores deverão ser aprovados pelo Senado Federal, seguindo o exemplo do que já ocorre hoje com os dirigentes das agências reguladoras.
A classe política – se tivesse bom senso – deveria ficar a quilômetros de distância de qualquer diretoria financeira.
* A impunidade estimula a corrupção, é um cancro que precisa ser extirpado. Apesar das promessas reiteradas em cada discurso de posse, a cultura da impunidade não apenas permanece entre nós, mas se estabelece em bases sólidas num terreno cada vez mais fértil.
Em outros países – e temos diversos exemplos recentes – uma mera suspeita é suficiente para que haja uma renúncia, a fim de que alguém rejeite uma colocação pública. E essa iniciativa não representa uma confissão de culpa, como alguns poderiam dizer. Significa apenas a sensatez de separar o espaço público das pendências privadas.
No Brasil dos dias atuais, a certeza da impunidade dá uma força muito grande a quem não agiu com lisura e correção. As pessoas se agarram aos cargos como um marisco no casco de um navio – não caem nem nas maiores tempestades.
* Senhor Presidente: a corrupção é um fator de desagregação política e social. Ela conduz ao desgaste e enfraquece profundamente a legitimidade do poder constituído.
A partir dessa constatação, gostaria de apresentar mais duas propostas que julgo serem de grande importância, apesar de não serem originais, pois recorri a um documento amplamente difundido há alguns anos. Essas sugestões vou fazer à Frente Parlamentar Anticorrupção:
Primeira – A criação de uma agência anticorrupção, com participação do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e de representantes da sociedade civil, para detalhar um Plano Nacional Anticorrupção.
Segunda – A retomada do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que pretende acompanhar, junto aos Tribunais Regionais Eleitorais e ao Tribunal Superior Eleitoral, todos os processos relativos às denúncias de compra de votos e uso eleitoral da máquina administrativa.
Eu gostaria também de citar o trecho de um documento que tive oportunidade de ler recentemente.
“A corrupção no Brasil tem raízes históricas, fundamentos estruturais e impregna a cultura de setores importantes do espectro social, político e econômico. A prática de corruptos e corruptores na esfera do poder se dissemina pela sociedade, como exemplo negativo que vem de cima. O compromisso em erradicá-la não pode se limitar a uma prática de denúncias eventuais e, muito menos, servir a fins eleitorais ou políticos imediatos. Ela exige uma intervenção enérgica pelo fim da impunidade e requer ampla ação cultural educativa pela afirmação dos valores republicanos e democráticos em nossa vida política”.
Senhores Senadores, Senhoras Senadoras,
Essas duas propostas que acabei de apresentar e também o texto citado constam do documento “Combate À Corrupção – Compromisso Com A Ética”, parte do “Programa de Governo 2002 Lula Presidente”.
Tomei a liberdade de incorporá-los ao meu discurso por considerar que trazem abordagens atuais, corretas e, principalmente, por nunca terem sido postas em prática pelo atual Governo.
Leia a íntegra do discurso em "A impunidade é um cancro que precisa ser extirpado"

Agaciel agaciel...

Do Blog do Josias
Foto de Lula Marques
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/


Apenas 48 horas de sua casa ter sido pendurada nas manchetes, o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, viu-se compelido a renunciar ao cargo.
Pediu exoneração em carta dirigida a José Sarney (PMDB-AP) nesta terça (3). Na véspera, o alto comando do Senado tentara escamotear o inescapável.

Sarney dissera que Agaciel seria mantido. O próprio diretor-geral declarara que não pretendia deixar o cargo.

Súbito, deu-se a meia-volta. Agaciel sai porque há ao seu redor um cordão de suspeição que vai muito além da casa de R$ 5 milhões.

A conta deve ganhar o noticiário nos próximos dias. E Sarney decidiu tomar distância. Talvez seja tarde demais

Em terra de cego...

Imagem: de Guto Cassiano, link ao lado
... fica difícil ver também. No final da Vila Esperança, na Má-ringa, temos um Fundo de Vale. Há muitas casas lá. Deve ser "loteamento" político. Desses que vereador doa. Caridade com o terreno público. Não sei não. Desde o segundo semestre do ano passado vejo um arremedo de igreja crescer no Fundo de Vale, quase em frente à AFUEM, Associação dos funcionários da Universidade Estadual de Maringa. Buscando Deus e o demônio, um grupo de religiosos vai, bem de fininho, levantando paredes que antes eram de lona. Cadê os fiscais da prefeitura? Ali no Fundo de Vale pode isso? Ou será que alguém "doou" o local em troca de votos? Prefeitura: helloooo! Não faça vistas grossas! Ou cegas.

Nofa!


segunda-feira, 2 de março de 2009

Na Má-linga! non?!


Do Blog do Rigon

Mais de Hossokawa no 'Hoje'
P. Por que a Câmara entrou com embargos de declaração no caso do transporte coletivo?

Resp. Quando recorremos, não estamos agindo em defesa da empresa. Na gestão (...) houve questionamento da constitucionalidade e legalidade (...) De fato a lei foi julgada inconstitucional nas três instâncias. Há 15 dias a Câmara entrou com um embargo de declaração para ganhar um prazo maior para que o município organize a abertura de uma licitação. Neste ato, a Câmara não está defendendo a empresa, mas um ato da própria Câmara na época. É praxe quando muda a direção da Casa não abandonar uma ação. Existe, por exemplo (...) contra o nepotismo. Não defendo esta prática, nunca tive parentes trabalhando comigo, mas não posso deixar de defender a Câmara.
Nossa opinião: Que pensar desta ‘pérola’: "A Câmara entrou (...), para ganhar um prazo maior para o município organize a abertura de uma licitação?". Não é a confirmação de tudo que temos escrito, que o recurso é meramente protelatório? Isto não pode caracterizar litigância de má fé? Como diriam Neto e Datena, ‘seis tão de brincadeira’. Conta outra, esta não colou.


Akino Maringá, colunista

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COMENTÁRIO: Meu célebo embotou. Marioooo, conta oulta!

FEBEAMA: Festival de Besteira que Assola Maringá

Uau!

Da Helena Santini
CRIATIVIDADE BRASILEIRA GERANDO NOVOS TIPOS DE NEGÓCIO
Não falta mais nada.
Já vi picanha na tábua, peixe na telha, lingüiça no pão, queijo coalho no espeto, etc...Mas em plena véspera do carnaval de 2009, no CENTRO DA CIDADE do RIO DE JANEIRO, em frente ao Banco do Brasil na Rua Senador Dantas, um cara monta uma barraca sobre um ralo (bueiro) e ganha uns trocados por sua criatividade...(por e-mail da Lu Colossi)

Nofa! dador de aulas?!

Imagem: Giacometti, O homem que marcha
Temporário não é professor: ele virou "dador de aula", analisa socióloga
Da RedaçãoEm São Paulo
Com as atuais condições de trabalho, o professor temporário é um "dador de aulas" e não um "professor" na opinião da socióloga Marilse Araújo. Integrante da ONG Ação Educativa, a ex-professora da rede estadual paulista, Marilse comenta a prova para os temporários do Estado de SP: "Quando o Estado propõe uma avaliação está instituicionalizando essa figura [do temporário em vez de ter professores concursados]".


Crise, que crise?

Imagem: da Helena Santini, artista das boas!
Ouvi, logo de manhã desta segundona brava, a Lucia Hippólito falou dos políticos e a análise que estes NÃO FAZEM DA CRISE. Nem sempre concordo com ela, mas hoje a mulher foi na veia. Comentou que nem os dePUTAdos, nem os senATORES trabalham para evitar a crise. Estão lá, em Brasólia, como ratos comendo o dim-dim da viúva. Até quando? Bem, ratos comem tudo, róem tudo. Depois procriam. Dão para nós, filhos, netos, amantes que continuam a procriar.

domingo, 1 de março de 2009

O tempo passa, o tempo voa...

Minha sobrinha Débora "digitalizou". 1985. Eu e meu irmão Beto.

Uau!


Aos puxa-sacos de plantão (com cargos por terem sido "cabos" eletorais

Tradução:
- Eu amo muito o que você faz!
ou mais livremente:
- Eu adoro tudo o que você faz!

História da Má-ringa

Imagem: do Miran
Do Messias Mendes

Histórias que a Historia não conta II
O prefeito Sílvio Magalhães Barros estava brigado com o reitor da UEM Rodolfo Purpur por causa de problemas com desapropriações de terrenos do campus. Solenidade de inauguração da Escola Rural Delfim Moreira , o prefeito toma o microfone para o discurso de praxe e começa as saudações:"Sr. presidente da Câmara,Antônio Mário Manicardi, magnifico reitor, que na verdade não tem magneficência nenhuma...".O reitor virou as costas e bateu em retirada, deixando o constrangimento na poeira levantada pelo Opala preto da reitoria.A escola que o pai inaugurou em 1976, o filho fechou em 2008.

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COMENTÁRIO: é tradição, a falta de educação?

Uma doença a violência...

Imagem: Duas Fridas

Mulheres continuam sendo vítimas da violência doméstica
Levantamento inédito do Ministério da Saúde sobre atendimentos nas emergências dos hospitais de 35 cidades nos 27 estados comprova que a violência em casa foi a causa número um de atendimentos de emergência entre mulheres. Em segundo lugar vêm tentativas de suicídio e maus-tratos, que o Ministério da Saúde define como violência repetida. Leia mais em Violência doméstica é maior causa de atendimentos femininos em emergências

Jornais e jornalistas...

Sorry. Não tenho a referência desta fotografia.

Do Blog do Roberto Romano


São Paulo, domingo, 01 de março de 2009 FSP
Notícia urgente
Diretor da "Nouvel Observateur", umas das mais prestigiosas revistas da Europa, Jean Daniel fala da amizade com Albert Camus e diz que a crise levou o jornalismo a perder seus paradigmas
A capacidade que o jornalista tem de fazer o mal é devastadora
JUAN CRUZ
A sala de trabalho de Jean Daniel é repleta de fotos, e entre todas se destacam as que guarda de seu mestre, Albert Camus, que não apenas é seu conterrâneo como também uma fonte constante de inspiração.Daniel dedicou um livro a ele, que está saindo agora em espanhol: "Camus na Contracorrente", uma homenagem ao jornalista e intelectual que foi Nobel de Literatura e, ao mesmo tempo, um livro de estilo para o exercício do jornalismo.
No livro há uma imagem -da qual não há fotos- em que se vê Camus entrando numa boate com seus colegas do jornal "Combat", que fazia a resistência à ocupação nazista de Paris. Eles tinham feito uma boa edição nesse dia, e Camus estava exultante. Ao entrar no bar, exclamou: "Vale a pena lutar por uma profissão como esta!".
Jean Daniel tem uma trajetória longa como jornalista, talvez o mais influente da França em alguns momentos, sobretudo como diretor e cabeça pensante da "Le Nouvel Observateur", uma revista elitista que ele decidiu converter em periódico de grande tiragem sem reduzir sua ambição cultural. Aos 88 anos, conserva todas as suas faculdades alertas, escreve seus artigos, viaja, apresenta livros e vive em contato permanente com a revista. E com a realidade.
Atrás de sua cadeira está a primeira página do "New York Times" do último 5 de novembro; o diário o cita em sua primeira página como respeitado esquerdista europeu que escreveu sobre "o épico glorioso de Barack Obama", e Daniel está feliz com esse recorte, que sublinhou. E sobre aquela frase de Camus? Vale a pena lutar por este ofício?
PERGUNTA - Como deve ser a relação do jornalista com o poder?
JEAN DANIEL - Os jornalistas estão entre o poder e a história. E hão de saber como funciona o poder, com a condição de que o fascínio não caia na indulgência e na corrupção. Respeitadas essas condições, é muito interessante ver como funciona um homem que detém todos os poderes. Nesse momento é preciso desconfiar de tudo, até do mínimo detalhe. É difícil julgar com rigor e objetividade pessoas que estão à sua frente. Já me ofereceram de tudo: uma casa no México, por exemplo. Na Tunísia, também quiseram ser muito amáveis comigo. Mas a relação do poder com a imprensa é um problema nos dois sentidos. Já conheci épocas em que havia corrupção entre os jornalistas, mas conheci períodos em que os jornalistas eram acossados. Um homem com poder é um homem que esconde alguma coisa, e é preciso descobrir o que é. É um equívoco pensar que sempre há um crime. Existem os dois excessos, e hoje existe o excesso de transparência: não se sabe que crime existe, mas é preciso descobri-lo. É verdade que um ditador esconde tudo, e nosso papel é descobrir o que ele esconde. Mas já se passou dos limites: quando levada ao extremo -ou por virtude ou por vício-, a transparência chega à violação da vida privada. E há uma intromissão nova, a da fotografia na vida íntima. Quando se ultrapassam os limites, chega-se a aberrações. Veja o que aconteceu agora com Milan Kundera, o grande romancista tcheco, acusado de ter denunciado um companheiro. Ele tinha 21 anos na época; agora tem 79. Não havia provas. Os jornalistas foram a Praga e não encontraram provas. Mas saiu uma manchete junto a uma grande foto de Kundera: Kundera "teria sido"... E, com esse verbo no futuro do pretérito, mais a enorme foto e a manchete, Kundera passa a "ser". O texto em si era honesto, mas o leitor se atém apenas à imagem e à força da condicional. Jornalismo é escrita, é texto. Mas naquela informação havia apenas a força da imagem, a força do título e a força do tempo verbal. Talvez o jornalista fosse honesto, mas veja só o resultado...
PERGUNTA - É o princípio da calúnia...
DANIEL - Sem dúvida, só que hoje a calúnia se apoia nas novas tecnologias.
PERGUNTA - Na difusão de rumores...
DANIEL - Não é exatamente isso. Alguns anos atrás, sim, se produzia a divulgação de rumores, um termo que começou com Beaumarchais [1732-99, autor da peça "O Barbeiro de Sevilha"]. Mas hoje a novidade está na apresentação das notícias. Você liga a televisão e vê um rosto. O que essa pessoa fez? E depois de ver o rosto, alguém diz: "Fulano foi acusado de...". Sem provas. Não é apenas a difusão do rumor, é a força que se confere à apresentação do rumor.
PERGUNTA - A internet é um instrumento que difunde rapidamente tudo o que toca.
DANIEL - Sim, possibilita a multiplicação do rumor.
PERGUNTA - Qual é sua posição sobre o futuro da imprensa a partir do surgimento desse instrumento poderoso?
DANIEL - Se eu soubesse! Saber isso seria muito importante para muitas pessoas, inclusive os editores de revistas e jornais. É verdade que existe uma crise da imprensa; é possível que os jornais de hoje se tornem complementos da internet. A realidade será a internet. Essa é uma possibilidade. Já com o livro não vai acontecer o mesmo. Já ficou comprovado que as pessoas querem segurar um objeto como esse nas mãos. Existe algo de mágico no livro -a forma, as páginas.
PERGUNTA - Em que a internet contribui para o jornalismo?
DANIEL - Para os jornalistas, a internet traz o gosto pela velocidade. A possibilidade de qualquer pessoa responder a qualquer pessoa. Ou o fato de que todo mundo possa ser jornalista e, nesse caso, que os próprios jornalistas deixem de acreditar neles mesmos, porque são questionados a todo momento. Está se produzindo um descrédito na função do jornalista.
PERGUNTA - Que se preparou para ser jornalista.
DANIEL - Todo esse itinerário de preparação, que terminava num estatuto de prestígio e autoridade do jornalista, está sendo destruído pela aparição repentina de alguém que encontra uma foto e a coloca na internet. E essa foto pode destruir alguém. Há vantagens, não para o jornalista, mas há vantagens. É o sonho da opinião pública, pois se abre uma possibilidade infinita de se expressar. Mas o que eu dizia com relação ao perigo que existe nessa situação é algo que me preocupa.
PERGUNTA - Camus dizia que o jornalismo é a informação crítica. Talvez a velocidade possa mudar essa definição de jornalismo.
DANIEL - Não é forçosamente mau reagir diante das opiniões. Além disso, essa velocidade proporciona uma visão imediata do sentir popular. Nem tudo é negativo. Pode-se saber instantaneamente se o que escrevemos desperta interesse. Mas a verdade é que todo mundo está com medo.
PERGUNTA - Em seu livro sobre Camus, leem-se quatro diretrizes que resumem as obrigações de um jornalista: "Reconhecer o totalitarismo e denunciá-lo. Não mentir e saber admitir o que se ignora. Negar-se a dominar. Negar-se sempre, sob qualquer pretexto, a praticar qualquer tipo de despotismo, incluindo o provisório". Quais são, para o sr., as obrigações de um jornalista hoje?
DANIEL - A lista de Camus ainda é válida. O que é preciso acrescentar a ela? Provavelmente a capacidade de conhecer as novas armadilhas da tecnologia. Quando Camus enumerou essas obrigações, ainda não existia a televisão. E o reinado da imagem mudou tudo, incluindo a forma de escrever. Imagine um romancista que escrevesse um romance e em cada parágrafo alguém lhe dissesse que seu nível de audiência estava caindo ou subindo. Escrever em razão da reação imediata do leitor! A grande inovação que intensificou os temores enunciados por Camus é a simultaneidade, a onipresença, o fato de que, quando alguém fala, faltam segundos para que a Terra toda saiba o que diz. Isso é algo extraordinário.
PERGUNTA - O sr. diz que a ameaça à vida privada é o pior defeito do jornalismo atual.
DANIEL - Há muita gente que pensa que a transparência é algo muito importante e que, se a vida pública se misturou à vida privada, o leitor tem o direito de conhecê-la. Há pessoas de alto nível que pensam que, se [o premiê italiano, Silvio] Berlusconi mistura sua vida pública com seus interesses privados, temos o direito de conhecer detalhes desses fatos. Há pessoas que não são desonestas, mas que pensam dessa forma. E isso nos pode levar muito longe.
PERGUNTA - Por isso o sr. diz que um jornalista tem um poder injusto.
DANIEL - Naturalmente, muito frequentemente é assim. A capacidade de fazer o mal que tem o jornalista é devastadora. Em um dia ou em uma hora se pode desmontar uma reputação. É um poder terrível.
PERGUNTA - E como se pode limitar esse poder sem chegar à censura?
DANIEL - É uma apreciação difícil, que depende, em primeiro lugar, do diretor de Redação, do redator-chefe, do chefe de departamento, da forma como se concebe o periódico. Isso acontece dentro de quatro paredes; não existe uma lei para isso.
PERGUNTA - Como Camus, o sr. adverte contra os furos de reportagem: é melhor averiguar do que publicar uma notícia que não é certa. Não é preciso ser o primeiro.
DANIEL - É melhor ser o segundo, mas verídico, do que o primeiro, mas equivocado. Todo mundo quer ser o primeiro. Na época de Camus, havia um grande assunto, a violência, e ele queria aprofundar-se mais nisso; a questão dos furos ficava em segundo lugar. Conversamos muitas vezes sobre isso: quando acabará o mal, como se reage a uma agressão. Chega-se a imitar o inimigo? Que futuro terá nossa causa se empregarmos as mesmas armas que nossos inimigos? E o jornalista? É honesto quando utiliza meios que considera inaceitáveis quando usados por outros? Hoje temos perguntas semelhantes. O que fazemos com o Irã? Temos que fazer como o Irã para combater o Irã? A pergunta é se estamos condenados ou não, hoje, a imitar os meios empregados pelos inimigos. Camus me interessou e continua a me interessar porque sua grande preocupação tem a ver com o modo como o jornalismo precisa enfrentar o grande tema de nossos tempos: a violência. Cada texto fundamental sobre o jornalismo deveria vir acompanhado de uma filosofia da violência.
PERGUNTA - O sr. diz que o jornalismo consiste em viver a história enquanto ela se faz. Como vê a história se fazendo hoje?
DANIEL - Perdemos os instrumentos da previsão; essa é a maior novidade. Não existe ciência econômica, não há conhecimento analítico financeiro - todos erraram. Há dez anos todos vêm errando. Perdemos os instrumentos de previsão e nos faltam paradigmas. Lévi-Strauss me disse isso e eu o escrevi: a ciência é importante, todo mundo se alegra com isso, mas nada é verdadeiro porque o mundo se tornou imprevisível. É o que ele dizia.
PERGUNTA - Inclusive com relação a Obama?
DANIEL - Sobretudo com relação a Obama. Quem havia previsto Obama?
A íntegra desta entrevista saiu no "El País". Tradução de Clara Allain.

Dirigindo.... o quê?

Imagem: deve ser do Solda
Má-ringá
do Rigon
Leitor conta uma conversa na sala de espera de um certo posto de saúde em Maringá:- O que o dono de uma auto escola esta fazendo dentro de um posto de saúde?- Procurando atendimento médico? - Não! Ele não está doente. Agora o Camilo é diretor do posto de saúde.- Como pode ser isso? Ele não sabe dividir uma Cibalena ao meio! Não sabe a diferença de vacina e soro!- Ele foi cabo eleitoral do prefeito Silvio Barros. Ex-candidato a vereador que teve votação pífia, mas ajudou o Silvio II ganhar as eleições. É isso que vale. Se ele entende ou não de saúde pública é outros quinhentos!

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COMENTÁRIO: Não sabe o que é doença, remédio saúde, mas sabe o que é puxar o saco! sabe o que dim dim. Plim, plim, Má- ringa!

Na Má-ringa

Do Blog do Rigon
A família do adolescente de 16 anos que foi torturado por companheiros de cela na cargeram da 9ª SDP, em Maringá, se quiser, pode processar o Estado e receber uma indenização líquida e certa. Os agressores estão ali há mais de 40 dias, infringindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, que é claro: deveriam estar "em entidade exclusiva para adolescentes, em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de idade, compleição física e gravidade da infração". A internação, decretada ou mantida pela autoridade judiciária, não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional, diz o texto. "Sendo impossível a pronta transferência, o adolescente aguardará sua remoção em repartição policial, desde que em seção isolada dos adultos e com instalações apropriadas, não podendo ultrapassar o prazo máximo de cinco dias, sob pena de responsabilidade", diz o artigo 185.Ou seja, todos os agressores do adolescente (que chegaram a tatuar o número 666 em suas costas com um estoque e o queimaram com cigarro) estavam ali ao arrepio da lei.(Foto Salsicha)

Ajustes fiscais e desajustes das leis...

Imagem: do Blog do Acir Vidal, Contra o Vento
Tudo no Brasil vira chacota. E não é que soldados do exército brazilerú estavam vendendo as armas doadas por cidadãos idôneos na campanha contra para o desarmamento? Para quem vendiam? Traficantes!

Rio de Janeiro: 444 anos!


E se...


Poizé!

Imagem: David Ho
ELIO GASPARI, da FSPaulo, 1/3/09 Enviado pelo Guz. Grata!

A França premiou a pilhagem da China

O leilão de Yves Saint Laurent remunerou o colonialismo e os saqueadores do Palácio de Verão de Pequim

O "LEILÃO DO SÉCULO" , no qual foi vendida em Paris a coleção de arte do costureiro francês Yves Saint Laurent, foi um sucesso de renda paraa casa Christie's (US$ 484 milhões), mas será lembrado também como um desastre cultural. Amparado pela Justiça, o viúvo de Saint Laurent passou adiante, por US$ 31 milhões, duas esculturas setecentistas roubadas no saque do Palácio de Verão de Pequim por tropas anglo-francesas, em 1860. Elas formavam um conjunto de 12 peças, das quais a China já recuperou três, ao preço de US$ 4 milhões. As figuras do coelho e do rato vendidas em Paris tornaram-se símbolos de uma mentalidade colonial do século 19 reciclada pela arrogância pecuniária do século 21. O incêndio do Palácio de Verão marca o pior momento da humilhação da China pelas potências europeias que invadiram o país, entre outrascoisas, para preservar suas redes de tráfico de ópio. À época, a pilhagem foi denunciada pelo romancista francês Victor Hugo.
Guardadas algumas diferenças, o saque do palácio assemelhou-se à vandalização do Museu Nacional de Bagdá em 2003. O mundo das antiguidades está mais civilizado. O museu Metropolitan de Nova York já devolveu peças gregas escavadas no século 20 e contrabandeadas por mercadores. Boa parte das coleções roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra foi resgatada.
Com as esculturas do Palácio de Verão, a França e a Christie's governo chinês numa boa briga. Desta vez Pequim não quis participar do leilão e avisou que procurará atrapalhar os negócios do leiloeiro. A consistência das reclamações dos países pilhados sempre pode ser discutida. Por exemplo: os cavalos de bronze da Basílica de São Marcos devem ser devolvidos à Turquia? Neste caso, os turcos deveriam devolvê-los à Itália, onde enfeitavam o arco de Trajano. Finalmente, acabariam na Grécia, onde foram esculpidos. O busto da rainha egípciaNefertiti que está em Berlim foi achado numa escavação legal e partilhada. (No século 19, o pachá Mehmet Ali queria usar os blocos das pirâmides em projetos de construção civil.)
Os frisos de mármore do Partenon de Atenas foram embarcadas para Londres com uma licençamarota do Império Otomano. No caso das esculturas do Palácio de Verão nada de parecido aconteceu. As peças tinham seu valor reconhecido pela China e foram roubadas pela força das armas. Antes de chegar a Saint Laurent, elas passaram por pelo menos três donos. Por coincidência, o saque do palácio foi comandado pelo filho do lorde inglês que pilhou os frisos de Atenas.
JÂNIO E COLLOR
Uma migalha da história, recolhida por um diplomata:Em 1990, logo depois de sua eleição, Fernando Collor encontrou-se como ex-presidente Jânio Quadros na casa de um embaixador brasileiro na Europa. Ao vê-lo, o grande histrião da política nacional disparou:"Cumprimento-o, mas devo dizer-lhe que o senhor é muito moço". Collor: "Presidente, quando o senhor foi eleito tinha 43 anos. Era apenas trêsanos mais velho que eu". Jânio: "E deu no que deu".
MADAME NATASHA
Madame Natasha tem horror a candidatos porque, ao dizerem qualquer coisa, acabam ofendendo o idioma do qual é escrava. A senhora apreciao desembaraço coloquial da candidata Dilma Rousseff, mas assombrou-se quando a ouviu dizer que foi a Pernambuco para conhecer "a do presidente Lula". Natasha acredita que ela não quis ou, noutra hipótese, queria saber de onde saiu Seu Guia. Ela acredita que Dilma precisa se livrar do dialeto do pedantismo burocrático e lhe oferece uma bolsa de estudo capaz de livrá-la deexpressões como "preço teórico", "sobreoferta" e "marco regulatório". Com um pouco de treino, ela nunca mais dirá que "temos toda a equaçãoformada para melhorar o nosso posicionamento".
DEMOFOBIA
Depois que Paula Oliveira admitiu para a polícia suíça que não por xenófobos aconteceu algo estranho com a sua qualificação.Quando sua história teve crédito era "brasileira". Quando o relato trincou ela passou a ser chamada, com alguma frequência, de"pernambucana". Há suíços que gostam de contar histórias de preconceito de brasileiros contra brasileiros.
A VOZ DO DONO
Com a fuga de Cuba do boxeador Guillermo Rigondeaux, escreveu-se o penúltimo capítulo da uma história iniciada em 2007, quando ele e seu colega Erislandy Lara foram deportados pela polícia do comissário Tarso Genro. O último será escrito quando se souber com quem Fidel Castro falou no dia em que ele soube do desaparecimento da dupla. Que falou com alguém, falou, pois isso foi contado pelo seu chanceler, Felipe Pérez Roque. Nas suas palavras, o Comandante pediu ao seu interlocutor ajudapara "propiciar e organizar" o repatriamento dos fujões. Pode demorar,mas um dia a identidade do amigo de Fidel será conhecida.
AEROYEDA
O companheiro Obama avisou que não precisa trocar de helicóptero. A engenhoca mais nova a serviço da Casa Branca tem 20 anos. A mais velha, 31. A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, insiste em trocar o seu King Air porque ele tem 12 anos. Por falar em avião,Luma de Oliveira está na pista há 44 anos.
EMAIL DO EVANDRO
De Evandro.Lins.e.Silva@ edu para Lins.e.Silva@org:
Estimados,
Daqui de onde estou, ouvi a conversa da Hillary Clinton com o Celso Amorim. Bateu-me uma preocupação. Advogando interesses familiares coma ajuda da mordaça, não estamos fazendo com os outros coisas que oscoronéis da ditadura fizeram comigo, com o Aldo e com o Raul, todosLins e Silva? Mais não conto porque a mordaça daqui deriva da fé, nãodo litígio.
"É UMA BANDIDAGEM COMPLETA"
A patuleia será eterna devedora ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pelo seu grito de guerra: "É uma bandidagem completa".
Ele disse isso ao repórter Gerson Camarotti no meio da tarde de quarta-feira, referindo-se ao que assegura ser a má administração do fundo Real Grandeza, que cuida dos R$ 3 bilhões das aposentadorias dos funcionários de Furnas. Lobão estava com o corpo pintado, pronto para a batalha que no dia seguinte defenestraria o presidente da fundação e seu diretor de investimentos (repetindo, investimentos). Horas depois ,calçou as sandálias da humildade e disse que ouviria os argumentos dos seus adversários. Caíra-lhe na cabeça um raio do Planalto, pois Nosso Guia mandara congelar o golpe. Lobão está certo: "É uma bandidagem completa". Qual, não se pode dizer, mas só há duas possibilidades. A bandidagem é dos administradores do Real Grandeza, ou dele. Como ministro, poderá respaldar suas palavras e se o fizer chamando o Ministério Público,melhor. É isso ou ir embora.O mais provável é que não faça uma coisa nem outra. Afinal, "é uma bandidagem completa".

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