TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hoje eu estou assim!


Foto: Andressa Modolo. Grata!

Hoje choramos e rimos juntos na Universidade Estadual de Maringá. Abraçamo-nos. Cantamos. Vitória! Indignação é vida! Juventude é contestação. Cantamos, cantamos e celebramos a amizade. Eu estava precisando de ombros amigos, gente gente perto de mim! E os tive! Tô feliz! Estou bem forte!

O que falar quer dizer?

Charge: Solda.

Hoje, no departamento em que trabalho precisei de um jornal usado. Havia uma pilha de jornais do Diário (não sei se a Universidade Estadual de Maringá assina para todos os departamentos da instituição ou se é cortesia da empresa) e peguei um do dia 31 de agosto, quarta-feira. Na página A7 li a seção de um jornalista, irmão de um dos Pró-reitores da UEM. Elogios a parte ao reitor (dá para entender o porquê), comento a conversa do jornalista.


Lá vai:

- o jornalista afirma que a morosidade no setor público para obter recursos vem da prudência e do controle que o público tem que ter desses dinheiro. CERTO? Sim e não. Na ocupação ( e não invasão como afirma o jornalista) da reitoria pelos estudantes, estes não estavam questionando essa prudência e controle dos recursos, mas o silêncio da administração e a lerdeza em questionar o governo do PSDB quanto ao corte dos 38% dos recursos necessários para terminar alguns blocos e fazer outros como ampliar restaurante, fazer restaurantes em outros Campi, fazer banheiros para a psicologia etc. Promessa de campanha do atual reitor. Há que se ter controle dos recursos financeiros que entram na UEM? CLARO, importantíssimo esse controle. Necesssário. Tanto que se não houver esse controle ou alguém fizer vistas grossas a qualquer problema, ou cegueira administrativa, o Ministério Público deve ser acionado.



- é preciso dinheiro novo, afirma o jornalista. Óbvio que sim. O reitor anterior, do mesmo grupo político do atual, sabia disso e deveria ter feito um planejamento antes de abrir todos os novos cursos da UEM. Não podemos criar cursos, ter mais filhos se a família não terá mais salário. Com o Requião tudo ia bem. Havia uma linha direta entre governo federal, estadual e as instituições estaduais. Mas, governos mudam. Planejamentos políticos devem ser feitos para isso.



- fazia dez anos que não víamos, na UEM, movimento estudantil (ou de outros setores). Graças a todos os deuses, a juventude não tem a velocidade dos adultos (andam com menos passos do que a tartaruga). Os jovens que esperam são os que mais envelhecem, ficam com cérebros obesos. Elogios à força dos jovens. Nós, adultos, ficamos para trás. Nós, os mais velhos queremos conta no banco, carros, casas, currículos cheios e cositas más antes da aposentadoria , de preferência cargos com função gratificada para depois cair na vala da Previdência brasileira com remédios para artrose, viagra, antidepressivos até cair na tumba para onde todos, felizmente, vamos. É a tal da igualdade social: na vala.



- o jornalista fala dos partidos de esquerda radicais (não vou por aspas porque as detesto) que estiveram no movimento dos alunos. Não fala dos dois mil estudantes, talvez mais de três mil que estavam na reitoria e não estão nesses partidos. Não fala dos dois partidos de ex-querda ou esquerda, o PT e o Partido Comunista do Brasil, o famoso PC do B do Aldo Rebelo, que compõem a assessoria do reitor. Diz o jornalista do Diário que esses partidos aproveitaram do movimento para as eleições municipais do ano que vem. Ora, ora, o PT e o PC do B ficaram com medo? Ciúmes? Eles também vão participar, mas na condição de quem está no poder e apareceram como dois partidos pelegos. E como tais podem perder voto. Mais: o PT e o PC do B, certamente estão na reitoria atual gestando um futuro reitor. Vi dois potenciais candidatos a reitor contra o movimento dos estudantes. Um pró-reitor e um assessor. Empate político, então. Não sejamos ingênuos. A ingenuidade é uma forma de insanidade. Todo mundo corre nesse curral das eleições. Eu mesma fui chamada de APARECIDA no movimento por uma colega aliada da administração, aliada do grupo que vai gestar o futuro reitor. Tem medo que eu me candidate a reitora? Infelizmente ninguém pensa na administração, na pedagogia e no real controle dos recursos. Pensa-se em quem vai manter a poder. Eu estou pensando em me aposentar e ir embora da cidade linda que é a Má-ringa, mas a mais conservadora que conheci. Talvez eu até fique, tenho uma proposta de apertamento sem muitos gastos no cemitério.



- o jornalista fechou os olhos e os ouvidos para muitos problemas que temos na UEM. Certamente soube do segurança C. que deu choque em uma aluno, o Danilo. Esse segurança - não é de hoje - ostenta essa conduta ilegal e desleal com a administração. Mostrou uma face da Universidade em que vemos pouco controle. Sabe o jornalista dos roubos de centenas de computadores, DVDs sem arrombamento nas salas de professores e de aulas. Foram feitos boletim de ocorrência desses roubos? Não sei. Comenta-se muito desses roubos. Quem os fez? Ninguém sabe, ninguém viu e .... controle e prudência que é bom, não sei.



- e, para minha decepção, o jornalista fala em fofoca de cantina blá blá. Joga os estudantes na vala dos fofoqueiros irresponsáveis. Não vale fazer esse jogo. É feio. É fofoca também. Dê os nomes, dê os fatos. Clareza. Obscuridade não! Joga a coisas e deixa o vento levar, que feio!



Um esclarecimento eu gostaria de ter: a UEM ganha o jornal o Diário por cortesia a cada departamento ou compra o Diário? Nós, da comunidade devemos também democraticamente obter essa informação. E escolher que jornal queremos ler. Que opinião queremos ler. Opinião e não blá blá.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

25 de agosto de 2011 - 01 de setembro de 2011

EStudantes da Universidade Estadual de Maringá

a guarda pretoriana com direito a choque...










Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá

Estudantes da Universidade Estadual de Maringá....

Na minha lista de solicitações depois da ocupação acrescentaria:

- dar um espaço aos estudantes na Rádio Universitária;

- aos domingos, tirar aquele programa - chatérrimo - de bandas militares (é duro, mas duro mesmo de ouvir!).

- mais hegemonia musical.

- abrir um processo administrativo para os guardas que usam aparelho de dar choques em pessoas humanas e não humanas (cães, gatos...)
- economizar função gratificada e transferir para outras rubricas...

Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá




Raul Seixas, Ouro de tolo






... falta a Jaque Roriz...

Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá




Joan Baez

Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá










Os baderneiros de Woodstok! 1969!

Stand by me!




Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá. Pelo aconchego, amizade, dignidade (algo raro nos dias de hoje), ética, juventude, alma, cores, música e rebeldia....

Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá




Victor Jara


te recuerdo Amanda

Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá




Zeca Afonso

Filhos da madrugada!




Zeca Afonso


Filhos da madrugada. Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá!

Utopia é realidade!



Aos estudantes da Universidade Estadual de Maringá!

Primavera da Universidade Estadual de Maringá!

Foto: estudantes da Universidade Estadual de Maringá

Com a palavra de ordem: NÃO ao corte de verbas da Educação! Por melhores condições de almoço, jantar, por mais salas, banheiros ... o MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO MANUEL GUTIÉRREZ - da Universidade Estadual de Maringá, fechou a semana vitorioso. Mesmo com a brutalidade de um segurança, que diga-se de passagem - é uma pessoa prepotente no campus faz muito tempo, décadas, os estudantes seguraram a onda (ou ondas de assédio moral, estratégias como o desligamento da rádio universitária e depois ameaças) de modo calmo, sereno e ordeiro. A imprensa local chamou-os de baderneiros, cachaceiros MAS acrescento eu, vitoriosos! Hoje, depois da negociação com o reitor, os estudantes resolveram sair do território da administração. Foi uma festa. Um ritual no qual os estudantes, alguns funcionários e professores deram as mãos e cantaram. Ficamos mais de quatro horas nos abraçando. Abençoados aqueles que não perderam sua dignidade. Vitória. Vitória para os novos estudantes que virão. Vitória para a Universidade. Se não fossem os estudantes gritarem, a Universidade não teria conseguido resgatar os recursos cortados pelo governo paranaense. Sem a revolta dos estudantes, a administração estaria acomodada. É isto: a vida se faz fazendo. Vi alunos trazendo as mães para o movimento. Comerciantes locais, ao redor da Universidade, ajudaram os estudantes doando comida e água. Professores que deram aulas na sala do Conselho Universitário. Uma professora comprou comida para os alunos (e não fui eu). SOLIDARIEDADE. AMIZADE. DIGNIDADE. Primavera da Universidade. Política nova, alma nova, sangue novo em uma instituição que estava abandonando a política democrática. Nesses últimos dez anos não vi nada bonito como o movimento desses alunos. Cantei com eles hoje: “sou baderneiro, com muito gosto, com muito amor”. Baderna. Badernar. Badernei, ou seja, cantei, transgredimos na claridade, na honestidade, na cara limpa. Um viva os jovens estudantes da Universidade Estadual de Maringá! Nada foi quebrado, nem a ética, nem os móveis, nem as paredes. A quebra foi na política! Que venha uma nova política à Universidade! Democrática e transparente!



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P.S.


HOJE na UEM. Ficamos toda tarde e noite. Cheguei agora em casa. Um colega disse-me que fui criticada por uma colega professora (da administração): "a Marta queria aparecer". Eu não queria, não, EU APARECI. Por que? Não posso participar? O termidor do PC do B não quer? Não deixa? Os petistas e os seus colegas da direita se incomodam? Por quê? Porque atrapalha a gestação do futuro reitor? Notei gente preocupada. Certamente futuros candidatos que engendram sua política para reitor e não querem se queimar. O que me chamou a atenção foi saber que há mais de dez assessores na reitoria. Não sei se é verdade. Mas assessor para movimento estudantil ou coisa parecida, com função gratificada, para mim é demais. Depois de Termidor, os jetons. Esquerda, ex-querda que trabalha para a direita, mas só por dinheiro. A ideologia não muda. Minha avó portuguesa, a Benedita, tinha razão: dinheiro faz cócegas nas mãos de anjo!



Um VIVA aos estudantes!

Comunistas do PC do B: com Kassab e PT!



blogdomaurosilva (http://blogdomaurosilva.wordpress.com/) deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Tamos Mao!":

Vera,
Veja este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=dTNwgCqvIcQ





Vereador mano-netinho (PCdoB): samba-da-laje ao invés de moradia popular.

O nobre vereador mano-netinho-de-paula (PcdoB), amiguinho do Kassab, reclamou da imprensa, que só fala dos projetos dos vereadores para ridicularizá-los...

O vereador mano-netinho cita o seu projeto de lei "samba-da-laje", que já virou lei e faz parte do calendário oficial da Cidade de São Paulo.

O "samba-da-laje" acontece na Rua Jandi, no Jabaquara, na área da Operação Urbana Água Espraiada, ao lado da gigantesca favela Alba.

Em 4 de julho de 2011, o nobre vereador mano-netinho, amiguinho do Kassab, votou a favor da construção do Túnel da Vergonha, no Jabaquara, túnel que vai custar mais de R$ 3 bilhões e só vai ser usado por carro particular...
O vereador mano-netinho também fez questão de votar contra a proposta de priorizar a construção de casas populares antes de se desperdiçar R$ 3 bilhões no Túnel da Vergonha.

Eçes ....



Meio Ambiente - (ou desambiente no Braziu de Aldo Rebelo, o comunista do PC do B).



Novo Codigo Florestal Incompatível com princípio da proibição de retrocessos, diz ministro do STJ
Como podemos retroceder em uma lei como o Código Florestal, que existe desde 1965”, questionou Benjamim, ao participar de oficina do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) sobre a Rio+20, em São Paulo.

“Algum trabalhador aceitaria que reabríssemos o debate da pauta trabalhista da Constituição de 1934? Algum empresário aceitaria que mudássemos os marcos da economia criados nos últimos vinte anos?”, provocou ele, antes de esclarecer que o princípio da “proibição de retrocessos” ajuda a “olhar para frente, a fazer prevalecer sempre o ideal de progresso”.

E em Portugal...



Sombras, futuros e desafios por Rui Bebiano, Blog A terceira noite aqui
Publicado em Actualidade, Olhares, Pensamento a 31 de Agosto de 2011



Nunca devemos dizer nunca. Não podemos, por isso, proclamar que os portugueses jamais viveram tempos tão críticos e difíceis quanto aqueles que agora experimentam, e um breve exercício de rememoração histórica facilmente detetará outros momentos fortes de desespero e de aparente impotência. Todavia, aqueles pelos quais atualmente passamos comportam uma dose suplementar de dramatismo, uma vez que os espaços de comunicação que a todos integram colocam, agora sim pela primeira vez, o conjunto dos cidadãos, e não apenas alguns, num estado de reconhecimento de que se encontram a viver uma viragem – e uma viragem projetada num horizonte sombrio, não aquele claro e otimista que o 25 de Abril abriu – que marcará por muitos anos as suas vidas e as vidas das gerações lhes sucederem. O que Portugal. Ensaio contra a autoflagelação de Boaventura de Sousa Santos nos propõe é a busca de antídotos capazes de afastarem a recepção da catástrofe de forma passiva, ou, pior, vivida num estado de autoflagelação que, como o fado, preludia a desgraça e a depressão. Neste utilíssimo ensaio, o sociólogo parte de um amplo cenário de crise, integrando «uma crise financeira de curto prazo, uma crise económica de médio prazo e uma crise político-cultural de longo prazo», para pensar a forma de lhe minorar os efeitos e de a derrotar.

Como é próprio do seu já longo trabalho de reflexão política, Boaventura não prefigura aqui explicações fáceis ou soluções prodigiosas. Reconhece os escolhos, inquirindo a sua origem, morfologia, sequelas e processos de remoção, procurando ao mesmo tempo defrontar as explicações e as propostas dos políticos e comentadores nacionais que falam do seu próprio país, de nós, como fazendo parte de um lugar distante, «habitado por gente que conhecemos mal, por quem não temos especial estima e que certamente merece o fardo que lhe cabe carregar». O objetivo nuclear é superar esse estado de passividade e derrotismo, projectando num plano nacional, europeu e global os caminhos a partir dos quais será possível idear a esperança a que temos direito, dado que «esperar sem esperança seria o pior que nos poderia acontecer». Pode concordar-se ou não com alguns aspetos do diagnóstico, aceitar ou não todos os métodos de cura propostos, mas sai-se da leitura com uma segura certeza: na presente situação, com o abismo à vista, entre fatalismo e inconformismo não existe via intermédia. Um ensaio norteado por uma visão solidária do mundo e por aquilo a que o autor chama uma certa consciência de «otimismo trágico», a incluir de imediato na biblioteca fundamental sobre os futuros de Portugal.

Boaventura de Sousa Santos, Portugal. Ensaio contra a autoflagelação. Almedina. 162 págs. Publicado na LER de Julho-Agosto de 2011.

Jaque ela foi absolvida, nó$ podemo$ continuar roubando...

Foto: Valter Campanato ABR

Pois é, o Estadão dá a notícia que a ex-querda esconde.



O ato indecoroso da Câmara
01 de setembro de 2011 0h 00


- O Estado de S.Paulo
Primeiro, a boa notícia: a banda limpa da Câmara dos Deputados congrega 1/3 dos seus 513 membros. São os 166 deputados que, embora protegidos pelo escrutínio secreto, tiveram a decência de votar pela cassação da colega - no sentido puramente formal do termo - Jaqueline Roriz, do PMN do Distrito Federal(DF), filha do notório capo político local Joaquim Roriz. A notícia é boa porque até experientes observadores dos modos e costumes do Legislativo brasileiro calculavam que a bancada da decência seria muito mais rarefeita. Nada, nada, é um consolo.

Agora, a constatação devastadora: Lula talvez tenha sido até generoso quando disse, em 1993, que havia no Congresso "uns 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses". A julgar pelo desfecho da votação de anteontem, pode-se presumir que só na Câmara eles sejam ainda mais numerosos. São, antes de tudo, os 265 que absolveram a parlamentar filmada em 2006 recebendo dinheiro do pivô (e depois delator) do chamado mensalão do DEM, Durval Barbosa. A bolada se destinava ao caixa 2 da campanha de Jaqueline a um segundo mandato na Câmara Legislativa do DF. A cena foi divulgada em março último pelo portal do Estado.

Aos 265 que não perderam mais essa oportunidade de induzir a opinião pública a perder as migalhas de respeito que ainda pudesse ter por seus representantes, somem-se os 20 que se abstiveram e os 62 que nem sequer compareceram à sessão. Dá um total de 347 deputados. Mesmo que um punhado deles possa oferecer desculpas aceitáveis para a abstenção ou a omissão, o número é acachapante. Não custa lembrar que, em decisão aberta, o Conselho de Ética havia aprovado por 11 a 3 o pedido do PSOL de abertura de processo contra Jaqueline por quebra de decoro, para a sua subsequente expulsão da Casa.

A rigor, os que preservaram o mandato da deputada agiram como quem faz um seguro para proteger a própria carreira. Afinal, mais dia, menos dia, podem surgir contra qualquer deles provas irrefutáveis de bandalheiras que tenham praticado antes de se aboletar no Legislativo federal, pondo em xeque o bem-bom de que desfrutam. A cassação de Jaqueline abriria um intolerável precedente. Criaria uma legítima jurisprudência política, segundo a qual o procedimento indecoroso é incompatível com o processo eleitoral e a atividade parlamentar, seja quando e em que circunstâncias haja ocorrido. Não se trata de refazer a história, como alegam desavergonhadamente os defensores da impunidade.

A razão é simples: os 100.051 eleitores do DF que em outubro passado marcaram na urna eletrônica o nome de Jaqueline não sabiam que ela recebera dinheiro sujo ao menos uma vez, no vasto esquema rorista de corrupção mantido pelo então governador José Roberto Arruda, do DEM. (A propósito, também ele foi flagrado embolsando R$ 50 mil do mesmo operador Durval Barbosa que financiou Jaqueline.) Ainda que 100.050 daqueles eleitores não dessem a mínima para o delito posteriormente evidenciado, bastaria um único caso de lesa-eleitor para tornar ilegítimo o mandato da deputada.

Contesta-se a Lei da Ficha Limpa porque ela impede o registro da candidatura de políticos que tenham sido inculpados por fatos anteriores ao advento da medida saneadora. O argumento é que as leis só podem retroagir em benefício dos réus. Na realidade, porém, o passado de um candidato não pode conter transgressões ao princípio constitucional da moralidade na vida pública. Assim também na questão do decoro parlamentar. Trata-se de uma exigência que precede o momento em que o político põe os pés pela primeira vez numa Casa legislativa.

Já para os deputados que seguraram a cadeira de Jaqueline Roriz, para garantir as deles em circunstâncias similares, é como se a integridade não fosse parte inamovível do caráter de cada qual. Teria uma espécie de prazo de validade às avessas e poderia, ou não, se manifestar conforme a circunscrição territorial em que se movem. Isso, em meio à aberração do voto secreto no Parlamento. Nesse sistema de valores virado de ponta-cabeça, nada mais natural do que a queixa de Jaqueline, antes da votação, de que a imprensa, ao expô-la, havia destruído a sua "honra".

Jacque, a princesa dos deputados...



Publicado Por: Bruna Gavioli do Blog de Roberto Romano

Absolvição de Roriz sujou a imagem da Câmara
Nesta terça-feira, a Câmara arquivou a cassação do mandato de Jaqueline Roriz

Jornal da Manhã
Anchieta Filho
Podcast

A Câmara dos Deputados absolveu, nesta terça-feira, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato. O placar final da votação, que foi secreta, foi de 265 contrários à cassação contra 166 favoráveis. Ainda houve 20 abstenções.


Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o professor de Ética da Unicamp, Roberto Romano, afirmou que a absolvição da deputada federal, Jaqueline Roriz, suja o nome de todo mundo na Câmara dos Deputados. “Ontem, eles remexeram o bolo de lama, jogaram para cima e caiu na testa de todos. Foi a casa que se sujou. A partir desse momento, nós podemos dizer que a Câmara dos Deputados é representante legal do povo brasileiro e não, legítima”. Ouça a entrevista completa.

Tags: cassação, Jaqueline Roriz, Câmara dos Deputados, Roberto Romano

Para ouvir, clique aqui :
http://p.audio.uol.com.br/jovempan2/www/mp3/2011/08/31/ROMANO31082011.mp3




Sublime texto



Imagem: Alex Gosblau

São Paulo, quinta-feira, 01 de setembro de 2011

CONTARDO CALLIGARIS do Blog de Roberto Romano

Saques, arrastões e "ressentimentos"


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Na nossa época, futilidades são, no mínimo, tão relevantes e necessárias quanto era o pão em 1789
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A turba que afugentou Luís 16 e Maria Antonieta de Versailles, em 1789, pedia pão porque estava com fome.
A turba de Londres em 2011 pedia bugiganga eletrônica e roupa de marca -artigos que, aos olhos de muitos, parecem não ser de primeira necessidade. Ou seja, aparentemente, a violência da turba de 1789 talvez fosse justificada, mas a de 2011 não é.
No domingo passado, na Folha, Eliane Trindade escreveu sobre meninas de rua que praticam arrastões em São Paulo. Elas procuram produtos para alisar o cabelo, celulares cor-de-rosa e lentes de contato verdes para mudar a cor dos olhos.
Alguém estranha que elas não prefiram uma comida boa ou uma roupa quente? Como disse uma menina, o que elas querem é ser bonitas (claro, nos moldes da cultura de massa). Será que, como a turba de Londres, elas seriam culpadas por não desejarem bens "de primeira necessidade"?
Não penso assim -e não é por indulgência com assaltos e arrastões. É porque, na nossa época, as "futilidades" são, no mínimo, tão relevantes e tão necessárias quanto era o pão em 1789. Explico.
Em 1789, as diferenças eram de casta. Salvo filósofos perdidos na turba, as pessoas reunidas no protesto queriam manifestar sua indignação e satisfazer sua fome, mas não pensavam em mudar a ordem social e subir na vida. Na época, aliás, ninguém subia para lugar nenhum, as pessoas ocupavam o lugar que lhes cabia por nascimento.
À força de indignação e raiva, as coisas foram longe, até que ruiu o próprio regime de castas. Desde então, o que confere status não é mais o berço (nobre ou não) no qual a cegonha nos depositou, mas fatores que não dependem só do acaso: trabalho, riqueza, estilo, virtudes morais, cultura etc.
"Quem somos" depende de como conduzimos nossa vida e (indissociavelmente) de como ela é avaliada pelos outros. Para obter o reconhecimento de nossos semelhantes (sem o qual não somos nada), os objetos que nos circundam ajudam mais do que a barriga cheia; eles têm uma função parecida com a dos paramentos das antigas castas: declaram e mostram nosso status - se somos antenados, pop, fashion, sem noção, ricos, pobres ou emergentes, cultos ou iletrados.
Podemos achar cafonas os objetos roubados pelas meninas e pelos saqueadores (o consumo de massa desvaloriza seu consumidor), mas o que importa é que eles roubaram objetos que lhes eram necessários para existir, para ser "alguém" no mundo. Isso não justifica nem saques nem arrastões; mas vale notar que, na nossa época, as futilidades são, no mínimo, tão relevantes e necessárias quanto era o pão para o pessoal de 1789.
Outro aspecto. Houve quem detestou os saqueadores londrinos por eles não estarem interessados em alterar a ordem social: roubaram para ter as mesmas coisas que a gente e, portanto, chegar exatamente ao lugar que nós ocupamos agora. Para usar uma expressão clássica em filosofia, os saqueadores seriam um caso de "ressentiment".
Nietzsche tomou o termo (e parte de seu sentido) de Kierkegaard. Modernizando, a ideia é a seguinte: "Não tive sorte ou, então, sou burro e preguiçoso, acho chato estudar e gosto de dormir. Sou invisível socialmente e invejo o bem-sucedido, que se pavoneia com seus objetos. Não quero me sentir culpado de minha condição; prefiro, portanto, acusar dela o bem-sucedido. Com isso, viverei minha mediocridade como se fosse o resultado da violência dos privilegiados, que gozam de tudo e não deixam nada para mim".
Enfim, para se consolar, o ressentido inventa uma moral (social ou religiosa) pela qual, no futuro, seu perseguidor será destronado pela revolta ou queimará nas chamas do Inferno.
Nos bares da "facu" de filosofia, nos anos 1970, colegas de direita acusavam a revolução proletária de ser apenas um projeto ressentido. Respondíamos que a revolução não era ressentida, porque ela não queria vingança, não queria substituir a burguesia, apropriando-se de seus brinquedos: seu intuito era inaugurar um mundo diferente, onde todos gozaríamos de novos prazeres.
Desse ponto de vista, os saqueadores de Londres, eles sim, seriam simplesmente uns ressentidos, não é?
Pode ser, mas, antes de responder, recomendo paciência: o que hoje parece apenas "ressentimento" pode ser a faísca de mudanças que nem suspeitamos. Afinal, o pessoal de 1789 só pedia pão, e olhe o que aconteceu...

ccalligari@uol.com.br

Braziuuu




Braziuuu




Braziuuu

Estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo: protestam....

Professores de Minas Gerais: portestam em greve desde 6 de junho de 2011



Estudantes da Universidade Federal de Niterói: protestam e ocupam a reitoria

Protesto dia 27 de agosto em São Paulo: estudantes...

Em Maringá, os estudantes que ocuparam a reitoria - segundo telefonema que recebi agora - serão retirados da reitoria pela Polícia as 13 horas.


Espero que o segurança C. que tem o aparelho de dar choques (e que segundo alguns alunos anda espreitando os estudantes e ameaçando-os) seja chamado a responder pelos seus atos e pelo porte de arma de dar choques. Espero que o assessor para política estudantil seja exonerado. Espero mudanças na assessoria do reitor.

MANIFESTAÇÃO



Manifestação de estudantes ontem em Brasília. do blog de Roberto Romano.

Comunista do PC do B entrega 6,2 milhões a convênio fantasma!

... 6,2 milhões dariam para construir mil escolas, restaurantes universitários, ampliar blocos de salas de aula de universidades públicas. E isso vindo de comunistas brasileiros. Donde estamos? MiInha avó Benedita dizia: dinheiro faz cócegas nas mãos de anjo. Imagine de ministros.

Orlando, oralando, enrolando.... no$$o dim dim...



CGU quer que ministro Orlando Silva esclareça convênio fantasma
Parlamentares vão pedir convocação de ministro para falar no Congresso

Do R7, em Brasília...
...
Foto: Elza Fiúza/ABr
MInistro Jorge Hage quer averiguar se houve desvio de recursos
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...A Controladoria-Geral da União solicitou nesta quarta-feira (31) esclarecimentos do ministro Orlando Silva, do Esporte, sobre a liberação de R$ 6,2 milhões para um convênio fantasma. O dinheiro serviria para cadastramento de torcidas organizadas para a Copa do Mundo de 2014.

Orlando Silva repassou R$ 6,2 milhões a projeto da Copa do Mundo de 2014 que não existe

De acordo com nota da assessoria da CGU, ministro Jorge Hage requisitou esclarecimentos e cópia do convênio para analisar se houve algum tipo de desvio na destinação da verba.

Sindicato nega acusações

Sem licitação, Orlando Silva contratou o Sindafebol (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para a Copa.

Segundo o ministro, houve dispensa da licitação pelo fato de que o Sindafebol teria conhecimento e experiência para realizar o trabalho. Ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo, porém, Mustafá admitiu que o sindicato não tem condições de cumprir o contrato.

Procurado pelo R7, o Ministério do Esporte afirmou que divulgaria uma nota.

No Congresso, a oposição já começou a se mexer para ouvir as explicações de Orlando Silva. O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, afirmou ao R7 que vai apresentar uma representação na Procuradoria-Geral da República contra o ministro e pedir ao Ministério Público abertura de inquérito.

- Vamos convocar o Orlando Silva para falar nas comissões de Fiscalização e Controle e na de Desporto e Turismo. Isso já era esperado. Os problemas com ele se sucedem.

O clima não é favorável nem mesmo entre os governistas. O senador Humberto Costa (PT-SP), líder do governo na Casa, afirmou que espera uma explicação do ministro sobre as denúncias. O discurso foi acompanhado pelo líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG).

- Eu sempre fui a favor de que todas as denúncias têm de ser apuradas. Eu defendi a apuração das coisas no Ministério dos Transportes, trouxe as pessoas para fazerem esclarecimentos na Câmara, e até assinei a CPI da Corrupção. Um homem público tem de dar explicações, senão não é um homem público.

Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o ministro Orlando Silva está perdido em meio a tantas denúncias.

- O ministro é enrolado há muito tempo. Ele tem um monte de coisa esquisita desde a época em que trabalhava com o Agnelo no ministério. Ninguém entendeu porque a Dilma não o incluiu no pacote da faxina, porque são várias denúncias contra ele, o tempo todo. A agilidade que ele não tem para concluir as obras das Olimpíadas e da Copa, retardando para poder fazes aditivos, ele demonstrou agora nesse sumidouro do dinheiro público, que é gasto com fantasma.

Entre os colegas de partido, no entanto, a história parece não preocupar. Procurados pelo R7, os deputados Aldo Rebelo (PCdoB- SP) e Manuela D'ávila (PCdoB-RS) afirmaram não terem tido conhecimento das denúncias. Rebelo ainda contou que participou de uma reunião com a bancada do partido e o assunto não foi comentado.

Sindafebol

No processo do convênio assinado com o ministério, o sindicato informou que subcontrataria, por R$ 3,3 milhões, a empresa Mowa Sports para desenvolver o software do cadastramento, locação de equipamentos eletrônicos, entre outras coisas. Ainda de acordo com o jornal, a empresa afirmou que não assinou contrato com o sindicato.

A rapidez com que os R$ 6,2 milhões foram repassados pelo ministério também impressiona. A aprovação foi feita em tempo recorde, entre novembro e dezembro do ano passado. O documento tem a assinatura de Alcino Reis, assessor especial de futebol do ministério e homem de confiança do ministro Orlando Silva.

O convênio, que faz parte do projeto Torcida Legal, foi assinado por Reis e pelo secretário executivo do ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza.

As empresas que aparecem como responsáveis pelos serviços do projeto nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas, dirigentes de clubes, que leva o nome oficial de Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol). Os atestados de capacidade técnica entregues ao governo, por exemplo, foram feitos pelo próprio sindicato.

Segundo Tempo

No começo do ano, Orlando Silva foi atingido por outra denúncia. De acordo com matéria do Estado de S. Paulo, o Ministério do Esporte publicou, em janeiro, um convênio de R$ 16 milhões do Programa Segundo Tempo com uma entidade dirigida por membros do PCdoB em Santa Catarina, partido ao qual Silva é filiado. A entidade não havia cumprido o prazo de convênio anterior com a própria pasta para cuidar do mesmo projeto.

Presidido por Rui de Oliveira, filiado ao PCdoB, o Instituto Contato teve seu contrato rescindido em dezembro, segundo decisão do ministério publicada no Diário Oficial da União, "tendo em vista o não cumprimento do objeto pactuado, quanto à realização das atividades constantes no Plano de Trabalho, e o não cumprimento das metas físicas e financeiras previstas no Plano de Aplicação".

Braziuuu!



Do Blog do Sakamoto aqui



Escravos são encontrados em fazenda de dono de TV na Bahia
31/08/2011 -



Essa não deve sair na TV: o governo federal flagrou 22 trabalhadores em condições análogas à de escravo na fazenda Rural Verde, em Sítio do Mato, município baiano próximo a Bom Jesus da Lapa. A área, segundo a equipe responsável pela operação, pertence a Sílvio Roberto Coelho, proprietário da TV Aratu, afiliada ao SBT, e irmão de Nilo Coelho, ex-governador da Bahia.

De acordo com auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprefo Inês Almeida, coordenadora da ação, 17 pessoas atuavam na derrubada de árvores e produção de mourões e outros cinco erguiam cercas para a fazenda de gado. A maior parte se encontrava na área desde maio, sem salário regular. Recebiam produtos alimentícios que eram descontados da remuneração. “A situação era de servidão por dívida”, explicou Inês.

Os auditores fiscais constataram que o local do banho era um tanque de água suja, que os trabalhadores dividiam com o gado – que lá ia beber. Toras de madeira eram usadas para montar as camas nos barracos de lona que serviam de alojamento.

A fazenda recusou-se a pagar os trabalhadores e a reconhecer o vínculo empregatício, afirmando que não eram seus empregados e sim do empreiteiro contratado para o serviço. O “gato” (contratador de mão-de-obra a serviço do fazendeiro) teria fugido. Eles receberão três parcelas do seguro-desemprego – benefício a que os libertados também têm direito. A dívida com os trabalhadores foi de cerca de R$ 80 mil.

O proprietário, por telefone, informou não haver problemas na propriedade, que afirma possuir há 35 anos. Disse ainda que não “teve nada” de trabalho escravo e que os 32 empregados da fazenda são registrados. O presidente da afiliada ao SBT informou que “às vezes tem um cerqueiro que faz serviço por empreitada”. De acordo com a fiscalização, o gerente informou que a Rural Verde conta com aproximadamente 400 quilômetros de cerca construída.

Quando questionado mais uma vez sobre a fiscalização, mandou a reportagem “para o inferno” e desligou o telefone.

(Colaborou Bianca Pyl, da Repórter Brasil)

Sobra covardia e falta coragem...

Foto: Frida Khalo
Enviado pela Isabela.


"Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór,
está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem
até pra ser feliz."



Sara Westphal

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