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Censura tunisiana
do Blog de JOANA LOPES, PORTUGAL, ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA AQUI
Num artigo publicado em The Atlantic, o responsável pela segurança do Facebook veio agora explicar como os seus técnicos procuraram impedir a censura à internet, exercida pelo governo de Ben Ali. Esta concretizava-se através no roubo de passwords e foi detectada na sequência de queixas de utilizadores cujas páginas desapareciam, pura e simplesmente.
A situação piorou a partir de Dezembro e os responsáveis pela rede social desviaram então todos os dados para um servidor https (encriptado), conseguindo barrar grande parte das tentativas de espionagem, e exerceram um controle mais apertado da identificação dos utilizadores. Mesmo assim, era por vezes impossível aceder ao servidor https, por interferência governamental.
Tudo isso acabou agora, mas o Facebook apressou-se entretanto a esclarecer que a sua acção se desenvolvia num plano técnico, para garantir a segurança, e não na arena política.
Quando estive o ano passado na Birmânia, o meu correio electrónico também passava por um servidor htpps – do governo militar, obviamente.
No século XXI, o lápis azul é outro. Mudam-se os tempos, mas não as vontades e continuamente vemos novidades, diferentes muitas vezes da esperança...
A situação piorou a partir de Dezembro e os responsáveis pela rede social desviaram então todos os dados para um servidor https (encriptado), conseguindo barrar grande parte das tentativas de espionagem, e exerceram um controle mais apertado da identificação dos utilizadores. Mesmo assim, era por vezes impossível aceder ao servidor https, por interferência governamental.
Tudo isso acabou agora, mas o Facebook apressou-se entretanto a esclarecer que a sua acção se desenvolvia num plano técnico, para garantir a segurança, e não na arena política.
Quando estive o ano passado na Birmânia, o meu correio electrónico também passava por um servidor htpps – do governo militar, obviamente.
No século XXI, o lápis azul é outro. Mudam-se os tempos, mas não as vontades e continuamente vemos novidades, diferentes muitas vezes da esperança...
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