TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Uau!


O corpo dos polítcos brasileiruuus



IMAGENS: Guto cassiano
Noticía do dia com a parte BOA e a MÁ: presos com diploma universitário não terão mais regalias. Ficarão com o RESTO dos mortais. Agora a Má notícia: há exceções para ....(adivinhem) ......... já pensaram o que é? ....................................mais um pouco.....................................................................
..............................................................................
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................................. HÁ EXCEÇÕES PARA: juízes, promotores, deputados, governadores, senadores, presidentes e PASMEM.......................................................
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................................................................PARA vereadôs! ESTES PUXA-SACOS DO "PUDER". É MOLE?

E, em Brasília, funcionários do congresso

...COMEM 6 milhões! Ladrões!Ladrões!

Ladrões! Ou crise, que crise?

Imagem: da Helena Santini
SEIS milhões em férias remuneradas? E os senadores (olá, seu Heráclito Fortes!) dizem que não há o que fazer? Senhores! Vocês sabem qual é o valor do salário mínimo? Dos salários dos professores? Brasília é uma esbórnia! Ladrões perambulam pelas instituições do povo. Hoje, estou sem paciência.

Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões! Ladrões!

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Propaganda....


Hay que se aliar


Vem cá, jacaré!



Do Acir Vidal

Ivetão

Minha aluna:
- não existe mulher feia. Existe mulher pobre.

Os sem-teto de Sarandi



Picando os sem-teto.

Em Sarandi, Paraná...


Pessoas que moram em favelas tomaram um conjunto habitacional ainda sem terminar.
OUÇO as radiolas da Má-ringa. Suave na condenação dos pobres sem-tetos que estão inscritos há mais de 7 anos no "POGRAMA" de "habitassão" da prefeitura.
OUVI algumas "perlas" nas "rádias" locais:
- agora (com a invasão) as casas não serão mais terminadas.
- agora é que eles ficam sem casa mesmo.
- seria melhor esperar a construção do bairro
- e aqueles que são os donos, foram os sorteados para morarem nestas casas?
OUÇO e PENSO:
- Agora, quando, seo cara pálida? AGORA, HOJE? Amanhã? Daqui 10 anos?
- eles ficam sem casa com prefeito, sem prefeito MAS não ficam com a invasão! sacaram. a lógica?
- e casa para pobre dá voto?
- e os que foram sorteados estão onde? Foram sorteados para serem donos? São donos mesmo?
Aí, minha e sua e nossa lógica brasileira!
O pobre é sempre intruso! VIVA a INVASÃO de Sarandi!
XÔ, a mídia e suas reduções de pensamento.

terça-feira, 10 de março de 2009

O PMDB argh

Do Acir Vidal

do SPO!

Salve!


Da Helena Santini

Vaticano disse:



Imagem: da helena
Vaticano disse: máquina de lavar fez mais pela mulher do que pílula. 
A Helena Santini deu o toque em seu Blog. Ponha a roupa na máquina, detergente e relaxe.



e acredite, se puder!

Excomunhåo

Enviado pelo Antonio Morales
Grata
A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA                                             
 
Miguezim de Princesa 
 
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina 
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
 A vaga de sacristão.

Chefa


                        CHEFE, FEMININO: CHEFA
 
                                    José Augusto Carvalho, Professor de Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo
 
            Há uma certa tendência talvez elitista a se evitar “chefa” como feminino regular de “chefe”. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa(Academia Brasileira de Letras, 1999) recomenda “chefe” para os dois gêneros. O Aurélio segue essa orientação. Os dicionários de Moraes Silva (Diccionario da língua portuguesa. Lisboa: Typographia Lacerdina, 1813, s.v.), Laudelino Freire (Grande e novíssimo dicionário da línguaportuguesa. 3.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1957, s.v.) e Caldas Aulete (Dicionário contemporâneo da língua portuguesa, 3.ed. Rio de Janeiro: Delta, 1980, s.v.) , registram “chefe” apenas como substantivo masculino, excluindo talvez a possibilidade de se considerar a forma como comum-de-dois. O Houaiss aceita o feminino “chefa” como informal. Parece-me natural, no entanto, que se aceite a forma “chefa”, não como feminino informal, mas como feminino próprio, independentemente do registro ou do grau de formalismo do discurso.
            Existem obras várias que registram a forma feminina “chefa”: Luiz Autuori, no seu livro Nos garimpos da Linguagem ( 7.ed. rev., aum. e atual. Rio de Janeiro: Record, 1976, p. 62), recomenda “chefa” como feminino de “chefe”. O mesmo faz Cândido Jucá (filho), no seu Dicionário Escolar das Dificuldades da Língua Portuguesa (4.ed. Rio de Janeiro: MEC/Fename, 1970, s.v.). No romance Dona Guidinha do Poço, de Manoel de Oliveira Paiva, há pelo menos uma ocorrência do feminino “chefa”: “Findo o tríduo eleitoral, Dona Guida, que estava passando a Festa na vila e, ao mesmo tempo, prestando seus serviços de chefa, acendendo os ânimos, mandando encher a barriga da soberania popular com matutagens e dinheiro, tão desapontada ficou com a derrota, que não quis demorar para o Ano Bom, retirando-se para a fazenda” (PAIVA, Manoel de Oliveira. Dona Guidinha do Poço. Rio de Janeiro: Ediouro, [s.d.], p. 86).
            Ora, se “chefe”, embora empréstimo do francês, está tão enraizado na língua que já encabeça todo um paradigma de derivações (chefia, chefatura, chefiar, chefete, chefão, chefiar), inexistentes na língua francesa, não há razão para que não se considere “chefe” como integrante legítimo do nosso léxico, isto é, como um nome de tema em –e que segue regularmente o paradigma flexional de nomes como “mestre”, “parente” ou “presidente”, que fazem “mestra”, “parenta” e “presidenta”, no feminino. Curiosamente, no verbete “comum-de-dois”, a primeira edição do Aurélio dá o exemplo, entre outros, de “presidente”, não admitindo, portanto, a forma “presidenta”. Mas “presidenta” estava registrado nessa edição em verbete próprio. A segunda  edição eliminou essa contradição, mas manteve “presidente” como substantivo masculino, excluindo a possibilidade de uma forma feminina própria, apesar de registrar “presidenta” em verbete próprio. A terceira edição, já preparada pelos herdeiros, manteve a incoerência: registra “presidente” com substantivo dos dois gêneros, mas mantém o verbete “presidenta” como feminino de “presidente” (designando tanto a esposa do presidente quanto a mulher que exerce a função de presidir).
            Afinal, se há uma gramática (embora uma gramática especial), a de Luiz Autuori; um dicionário, o de Cândido Jucá (filho); e um romance, o de Manoel de Oliveira Paiva, que atestam o feminino “chefa”, por que essa resistência em não admiti-lo?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Homens!

Por Sophie Grillet

8 de março


8 de março, OU "Sim, somos imperfeitas"


8 de março, ou, "ei, seo Collor!"


Collor (sim ele me$mo): A senadora Ideli cisca para dentro.
Acostumado no galinheiro, Collor sente-se a vontade no senATO.

8 de março ou ei, seo Bispo


O Bispo de Pernambuco excomungou todos os que atenderam e estiveram, de alguma forma, envolvidos com o aborto feito por uma menina de 9 anos de idade. Pergunta: excomungou o padrasto, o fdp que estuprou a criança? Como uma criança de 9 anos criaria dois filhos (sim, por azar, gêmeos)? Com o pai marido de sua mãe? Sou favorável ao aborto, em todos os casos, sobretudo nesses. Cabe chamar Machado de Assis. Essa criança não passará o legado da miséria humana aos filhos de um estupro. Estupro de parente.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Troque um parlamentar por 688 professores!


Do gostoso Blog da helena Santini

Prezado amigo:
Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00. Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro! Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.
Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:
"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES"
recebido por e-mail
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Na Má-ringa um professor da rede municipal recebe um salário de R$550,00.

Na Má-ringa não tem crise....


Do Blog do Rigon

Corte de cargos: e os da 1ª Secretaria?
O vereador Heine, em entrevista à CBN, deu a mão à palmatória e reconheceu que há cargos na mesa, como os de chefe de Gabinete, assessor de Gabinete e assistente de Gabinete, com salários de R$ 5.300,00; R$ 2.692,00 e R$ 1.795,00, respectivamente, existentes na Mesa Diretora para os cargos de 1º e 2º vice-presidente e 2º e 3º secretários, que devem ser cortados. Só não falou nos do 1º secretário, ele mesmo, que tem um a mais - são dois assessores de Gabinete. Todos estes cargos juntos custam, só em salários e encargos, R$ 879.722,16 anuais e são totalmente desnecessários, inclusive os do 1º secretário, que a única tarefa a mais que os demais e assinar documentos junto com o presidente. Como já existe uma estrutura do presidente, os demais que só atuam no plenário, o 1º secretário lendo as matérias para votação, o 2º secretário, dizendo ’não há orador inscrito sr. presidente’ e ‘aprovado ou rejeitado com tantos votos’, e o 3º só atua na ausência do segundo. Os 1º e 2 º vices só assumem, nas sessões, quando o presidente de ausenta, os cargos são um absurdo e não fazem sentido. Vamos cortar também os seus Heine.
Akino Maringá, colunista Continue lendo
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COMENTÁRIO: Vamos chamar os desempregados de fábricas, lojas para as assessorias na Câmara da Má-ringa.

Etimologias...


Do Professor José Augusto Carvalho

Professor de Linguística na Universidade Federal do Espírito Santo, Dr em Linguística pela Unicamp

Também no Blog Contra o vento

Muitas são as invenções etimológicas em que o povo acredita e professores de português difundem sem reflexão prévia. Assim, arigó não vem do inglês “are you going?” (o que não faz sentido), mas do iorubá ariyò, que significa “objeto de prazer, de alegria”. E forró não tem nada a ver com o inglês for all, porque é abreviatura de forrobodó, que aquela expressão em inglês não explica. Da mesma forma, quengo não vem do inglês “cango" (o que também não faz sentido), mas do quimbundo kenga, que designa vasilha feita de coco ou o seu conteúdo. Metáfora semelhante ocorreu na evolução do significado do latim testa que, originalmente, designava o vaso de terracota, e passou a designar cabeça em francês (tête), e fronte em português (testa). O tio Sam, símbolo etnossêmico dos Estados Unidos, não se origina de nenhum Samuel, como quer a etimologia popular, mas da antiga abreviatura U.S.AM., de United States of América. Ignorando um dos pontos que separam as letras do acrônimo U.S.AM., o povo dizia, talvez por ignorância, talvez por gozação, Uncle Sam, como se esse U inicial fosse a abreviatura de Uncle.

Outro étimo popular é o de “larápio”, que se teria originado da rubrica L.A. R. Appius, de um pretor romano chamado Lucius Antonius Rufus Appius, que dava sentenças favoráveis a quem melhor lhe pagasse. Essa idéia, difundida por Artur Rezende e abonada por Antenor Nascentes (Dicionário etimológico), é refutada por José Pedro Machado (Dicionário etimológico), para quem não existem outros vestígios românicos desse antropônimo latino de aparência estranha. Na verdade, “larápio” teria vindo ou de “lar apium”, isto é, lar das abelhas ou estaria relacionado ao verbo rapio, rapis, rapui, raptum rapere, que significa tirar, subtrair, raptar. Para os autores do Dicionário Morfológico da Língua Portuguesa (Evaldo Heckler, Sebald Back e Egon Massing), “lar” designava “espírito perseguidor”. Trata-se de uma analogia com o trabalho das abelhas que perseguem as flores roubando o néctar. Às vezes, palavras de significados extremamente distantes, como morfina e metamorfose, por exemplo, têm origem comum. No caso, o deus grego do sono, Morfeu, ou porque ele tinha a capacidade de tomar a forma de seres humanos, ou porque só aparecia aos homens à noite (a palavra grega morfnos significa “obscuro, tenebroso”).

Outra etimologia popular, sem respaldo científico, pretende que etiqueta venha de ética, significando “pequena ética”. Ora, ética (em francês, “éthique”) se origina do grego êthikos, êthikê, de êthos, costumes, por intermédio do latim ethicus. E etiqueta vem do francês étiquette, documentado a partir de 1387, que designava inicialmente uma marca fixada a uma estaca e, posteriormente, no século XIX, a partir de 1802, algo escrito na pasta de um processo jurídico. Só mais recentemente étiquette passou a designar a tira escrita que se apõe aos objetos para reconhecimento. A relação de etiqueta com (pequena) ética deu-se por desconhecimento da etimologia e da história. A palavra francesa étiquette, com o sentido de “cerimonial”, vem da corte de Filipe, o Bom. Traduzamos o que diz a respeito o Dictionnaire étymologique de la langue française de Bloch e Wartburg (Paris: Presses Universitaires de France, 1975, s.v.): “Filipe, o Bom, para substituir o título de rei, que ambicionara em vão, deu à sua corte uma solenidade que não se conhecia em nenhum outro lugar; anotava-se num formulário tudo o que devia acontecer num dia; a coisa e a palavra passaram em seguida, graças ao casamento de Maria de Burgonha com Maximiliano da Áustria, de Flandres a Viena, mais tarde de Viena a Madri; a primeira atestação da palavra, de 1607, se refere à corte de Viena; a segunda, por volta de 1700, à de Madri; só atinge uma aplicação geral por volta de meados do século XVIII. A palavra deriva do antigo verbo estiquier, estiquer (“prender”).” O inglês ticket tem origem comum. Um gramático aventou a hipótese de que “esfrangalhar” se originaria da palavra “frango”, porque o frango é estraçalhado ou reduzido a frangalhos à mesa das refeições. Nada mais falso. Frango é regressivo (forma derivada de outra por supressão de sufixo real ou aparente) de frangão, de origem obscura. No latim bárbaro, franganum documenta-se no séc. XIII, segundo José Pedro Machado (Dicionário etimológico da língua portuguesa, 2.ed. Lisboa: Confluência, 1967, s.v.), e, em português, no séc. XIV. O nome frango documenta-se no séc. XV. O Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa, de A. G. Cunha (1982), informa que “a forma frango proveio de frangão possivelmente por ter sido esta última considerada como aumentativo”. Já frangalho e esfrangalhar se relacionam com o verbo latino frango, is, fregi, fractum, frangere, que significa “quebrar, partir, despedaçar”, raiz de vários alomorfes (isto é, de variantes de uma única forma), a qual aparece em palavras como: fragoso, franzir, fração, frágil, fragmento, fratura, franzino, infrator, refratário, infringir, náufrago (de nau-fragus, isto é, “que quebra o navio”), etc. Essa raiz de frangere tem sua origem no gótico brikan, segundo o Dictionnaire étymologique de la langue latine, de Ernout & Meillet (Paris: Klincksieck, 1967, s.v.), que se relaciona com o português brecha e com o inglês break (segundo o Dicionário morfológico da língua portuguesa, de Evaldo Heckler et alii (São Leopoldo: Unisinos, 1984, s.v. fraçã (sic) família 2281-200, vol. II). Em outras palavras, frango não tem absolutamente nada a ver com frangalho ou esfrangalhar.
Carnaval, para Dauzat, Dubois e Mitterand, autores do Nouveau Dictionnaire étymologique et historique (Paris: Larousse, 1964), se origina do italiano “carnevale”, alteração de “carneleva” (“afasta a carne”), forma ainda existente no dialeto de Gênova. O étimo “carne vale” (adeus, carne) é invenção popular. Apesar dos autores do Dicionário Morfológico, que se basearam certamente em Varrão, a palavra “pontífice” não se relaciona com pons (ponte) nem com o verbo latino facere (fazer), como se o termo significasse “fazedor ou construtor de pontes”. Segundo o Dictionnaire étymologique de la langue latine, de Ernout & Meillet, s.v. pontifex, “a explicação de Varrão é talvez apenas uma etimologia popular, e a palavra em latim nunca designou senão um membro do principal colégio dos sacerdotes romanos que tinha a vigilância do culto oficial e público, cujo chefe era o pontifex maximus e cujas funções em nada se relacionam com pons.” Religião não se relaciona com religar, como quer a etimologia popular defendida pelos autores do Dicionário Morfológico da Língua Portuguesa. Ernout & Meillet ensinam que o “religio” latino tem o prefixo re-, que aparece em “relíquia”; o segundo elemento ou raiz é obscuro, mas os latinos, ainda segundo Ernout e Meiller, o ligam ao verbo legere (ler), etimologia defendida por Cícero. Em outras palavras, religião se relaciona com relegere (reler) e não com religare (ligar). Apesar da grafia oficial infeliz, a interjeição “puxa” não se relaciona com o verbo “puxar”. Deveria ser “pucha”. Essa grafia com –ch- estaria coerente com a do nome “diacho”, corruptela de “diabo”. Há dezenas de maneiras de se evitarem os tabus lingüísticos: por eufemismo ou disfemismo (“mal de Hansen”, por “lepra”; “coisa ruim” por“demônio”); pelo uso de onomatopéias (como “pum”, para designar a flatulência), pela reduplicação de sílabas à semelhança de termos infantis (como “pipi”), etc. E há tabus que são evitados corrompendo-se a palavra ou expressão proibida ou socialmente estigmatizada, como “diacho” para designar “diabo”. Da mesma forma, a palavra de quatro letrinhas, para designar a mulher (pretensamente) de vida fácil, é evitada trocando-se uma das letras por ch: pucha. Não há razão, portanto, para que “puxa” se escreva com x! (Ver a propósito o livro de Mansur Guérios, Tabus Lingüísticos (São Paulo: Nacional/Ed. da Univ. Fed. do Paraná, 1979.)

Elle voltou, o collor voltou novamente...




Do Blog do Acir Vidal, Contra o vento

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) venceu nesta quarta-feira a queda-de-braço com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) pela presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Collor foi eleito com 13 votos contra dez recebidos por Ideli, numa disputa que dividiu aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o grupo de Ideli. (UOL)
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