TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pegue o seu BIGODE!

Se TODOS são corruptos... pegue o seu também!
Do Acir Vidal

Sarney: de saltos altos

Frase cap-tirada do Blog do Noblat

Se houve crime para mim, houve para todo mundo.”

José Sarney (PMDB-AP), a propósito da nomeação para o Senado de parentes e protegidos

Gay não poooode!



Do Blog da Daliana Leia a texto todo lá.
Escola não permitiu consulta da palavra GAY
Eu quis rever uma entrevista com o jornalista Gay Talese no Nós da Comunicação e olhem só... me apareceu esta imagem!

Here comes the sun...sun, sun, sun ...

George Harrison, Here comes the sun.... Ai, que violão e guitarra!

O sol ... todo dia nasce (tradução super livre)!

Nina Simone, em 1988. Barcelona. Cantando Here comes the sun

Here comes the sun...... and I say

It´s all right

Sublime...

Do Blog do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba

“Alma gêmea da semana – “Um rosto que reluz [sparkleface] – ‘Eu faço bolos muito bons. Eu também gosto de passear. Se você tiver sorte, eu posso trazer bolos para comermos enquanto passeamos, apesar disso poder ser um pouco esquisito. Talvez pudéssemos sentar um pouco também. De preferência em uma melancólica cidade à beira-mar, fora de estação...” in The Guardian, 25/7/2009.
Uma das coisas mais lindas do mundo vem da Inglaterra
. Se chama “soulmate”, a seção de namoros do jornal The Guardian, que sai aos sábados no caderno “Guide”, junto com a programação de cinema, lançamentos de dvd, cds, internet, games, teatro, dança, clubes, museus. São pequenos anúncios de homens procurando mulheres, mulheres procurando homens, homens procurando homens e mulheres procurando mulheres. Muitos dos textos são belíssimos, poéticos, alguns melancólicos, outros de uma esperança tocante, alguns inventados, pura ficção, outros de uma realidade desconcertante.
Em todos encontra-se o fino humor britânico, uma graça muito rara, muito própria e muito bonita. Uma vez por semana o jornal escolhe o “soulmate” da semana – o que acaba sendo um incentivo para as pessoas bem escreverem para o jornal. Outros exemplos...veja lá Clique aqui

Erros mais que interessantes!


ERROS INTERESSANTES

José Augusto Carvalho, Professor de Linguística da Universidade Federal do Espirito Santo, Brasil

No meu ofício, deparam-se-me às vezes alguns erros interessantes que merecem destaque pelo curioso da construção.Algumas construções parecem erradas e não o são, como “A Justiça e Deus vai julgar-me” (poderia ser “vão julgar-me”, mas o singular é possível por causa da hendíade, isto é, da falsa coordenação, em que a conjunção está no lugar da preposição: a Justiça de Deus ou a Justiça Divina vai julgar-me), ou como esta frase que copiei de uma redação de vestibular: “As coisas que os casais faziam era juntos”, em que “era” é verbo vicário ou verbo pronominal, que está no lugar do verbo anterior. Parafraseado, o período fica assim: “As coisas que os casais faziam faziam juntos”.
Em um jornal local, do dia 10-10-07, anotei a seguinte frase: “A equipe agradece e parabeniza todos os participantes do concurso, desejando um feliz Dia das Crianças aos pequenos leitores deste jornal.” O verbo “agradecer” é transitivo indireto: agradecer a alguém; o verbo “parabenizar” é transitivo direto: parabenizar alguém. Não se deve atribuir o mesmo complemento a verbos de regência diferente. O objeto indireto de um verbo não pode ser ao mesmo tempo objeto direto de outro verbo. A frase corrigida fica assim: “A equipe agradece a todos os participantes do concurso e parabeniza-os, desejando um feliz Dia das Crianças aos pequenos leitores deste jornal.”
Um erro curioso ocorreu numa notícia de jornal do dia 01-07-08: “Mais de 450 motoristas levaram multas, mas menos de dez delas foram por dirigir embriagado.” O texto diz que menos de dez multas “foram por dirigir embriagado”, isto é, a idéia (descontada a falta de concordância nominal) é de que as multas é que dirigiam embriagadas. Uma correção possível seria a seguinte: “Mais de 450 motoristas levaram multas, mas menos de dez deles foi por dirigir embriagados.” O verbo “ser” fica no singular porque é vicário, isto é, é um verbo substituto do verbo anterior: “levaram multas, mas menos de dez deles levaram multas por dirigir embriagados”. Uma segunda sugestão de correção seria: “Mais de 450 motoristas levaram multas, mas menos de dez delas foram por embriaguez ao volante.” Aqui o verbo vai para o plural porque não é vicário. O sujeito de “foram” é “menos de dez delas”, isto é, “menos de dez multas”. “Foram” está no lugar de “ocorreram”: menos de dez delas ocorreram por embriaguez...
Outro erro interessante (de um entrevistado, no calor da entrevista): “Não vamos correr o risco de chover e perder o serviço do dia.” Os verbos “chover” e “perder” estão coordenados entre si, no mesmo complemento nominal de “risco”, o que presume o mesmo sujeito, como se o autor da frase pudesse chover. A coordenação deve ser substituída pela subordinação, para que apenas “perder o serviço do dia” (e não “chover”) seja complemento nominal de “o risco”, com sujeito igual ao da oração principal: nós. Corrigida, a frase fica assim: “Não vamos correr o risco de, se chover, perder o serviço do dia.”
Erro interessante cometeu um “gramático” que atua na mídia. Ao ensinar o emprego do pronome relativo “cujo” que dá idéia de posse, que exerce função adjetiva de adjunto adnominal e que significa “de + antecedente” (antecedente é o nome ou pronome que antecede o pronome relativo e que o pronome relativo substitui), o “professor” deu exemplos corretos, tais como “Eis o livro cujas folhas se soltaram” (“Eis o livro - as folhas do livro se soltaram). Mas finalizou no emprego de “cujo” com um erro semelhante a este: “A ponte para cuja inauguração o prefeito foi convidado custou caro.” É claro que a ponte não pertence à inauguração, nem a inauguração à ponte. “Da ponte” é complemento nominal de “inauguração” e não adjunto adnominal. Não havendo idéia de posse, não há o emprego de cujo. A frase corrigida ficaria assim: “A ponte para a inauguração da qual o prefeito foi convidado custou caro.”
Como se vê, corrigir não é uma tarefa fácil...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Selo oficial 1

Do Guto cAssiano

Selo oficial 2

Do Guto Cassiano

Selo oficial 3


Do Guto Cassiano

Vá lá votar!


Nova enquete da jornalista Alcinea Cavalcanti, que já teve seu Blog censurado pelo Sarney
Vote lá. Clique aqui
O senador Papaléo Paes, traindo o seu partido – o PSDB – não assina a representação que os tucanos vão apresentar ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).
Perguntado pelo jornal O Globo por que se recusa a assinar a representação, o tucano amapaense, sem tremer o bico, respondeu que os eleitores do Amapá se sentem muito prestigiados pelo fato de um parlamentar eleito pelo Estado ser o presidente do Senado.Bonitheco ele. Né não?O que será que levou Papaléo a achar que o povo amapaense se orgulha de ter um representante no Senado metido numa infinidade de falcatruas?Na sua opinião, Papaléo está mentindo, falando a verdade, fazendo gracinha ou pirou de vez? Responda na enquete aí ao lado.

Nofa!

Do Claudio Humberto

Empresário Nenê Constantino é suspeito de mandar matar dois genros
Nenê Constantino

O empresário Nenê Constantino, dono da companhia aérea Gol, é suspeito de ter encomendado a morte de dois genros. Vídeo obtido pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostra um homem, João Marques dos Santos, ex-funcionário do empresário, dizendo que foi procurado por Nenê Constantino para cometer crimes, entre eles, o assassinato dos genros. Ele afirmou ter matado oito pessoas a pedido do empresário. Em 2007, a polícia diz ter evitado a morte de um dos genros de Nenê Constantino, Basílio Torres Neto. Em outra ocasião, também gravada pela polícia, o matador diz que Nenê Constantino planejava a morte de outro genro, Eduardo Queiroz Alves, dono de empresas de ônibus em Brasília. O advogado de Nenê Constantino, Marcelo Bessa, negou todas as acusações.

corrupção....

Do ACIR VIDAL
- Nada une mais os brasileiros do que a corrupção. Nada os divide mais do que a probidade. *
(*) Millôr Fernandes.

Poizé!

Di Tutty Vasques
Pelo menos numa coisa o presidente Lula tem razão: José Sarney podia estar roubando, podia estar matando, podia até andar por aí subindo em palanques para trocar afagos com Fernando Collor, mas o senador estava só pedindo emprego para o namoradinho de sua neta quando foi flagrado pela Polícia Federal. E o que ele dizia ao telefone? “Tá bom, eu vou falar com o Agaciel!”
Isso é grave? Gravíssimo, porém pouco ilustrativo da indecência que se espera de um político pego com as calças na mão. O mais frustrante nesse tipo escândalo no Brasil é justamente a quebra de expectativa na exposição do indecoroso. Na Itália, por exemplo, a pouca vergonha de Silvio Berlusconi pode até não ser tão grave quanto a falta de cerimônia da família Sarney com a coisa pública, mas é muito mais excitante em matéria de grampo do que todos os indícios gravados da ligação do presidente do Senado com os atos secretos do Congresso.
Aquela parte da transcrição da fita publicada na revista ‘L’Espresso’ em que o Silvio Santos de Milão debate a hereditariedade do orgasmo em sua família com uma importante prostituta italiana, francamente, não se pode esperar nada parecido dos políticos brasileiros em matéria de cultura. A Itália levou milhares de anos para chegar à perfeição!
Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia do caderno Aliás deste domingo no 'Estadão'

Bom dia!

Aretha Franklin, Say I litlle prayer (1998)

Fica, Sarney: pegue o seu bigode!


E que pedra!


Cap-tirado do Noblat
"A posição do partido é de que o que está denunciado seja apurado. Mas fazer qualquer movimentação para constranger o presidente Sarney a se licenciar é fazer parte do jogo daqueles que sempre querem retirar a pessoa do cargo.”
Ricardo Berzoini, presidente do PT
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COMENTÁRIO: Afe, Maria! Eu nem sei mais o que dizer da "ingenuidade" do berzoini. Então: Fica, Sarney!

Fica, Sarney!


domingo, 26 de julho de 2009

Leitão vá à merda!

Do Blog do Professor Roberto Romano
O texto abaixo, trecho do livro “É tudo verdade. Memórias de um repórter”, do jornalista Ricardo Carvalho, que será lançado amanhã às 19:00, no Recife Antigo, comprova o que Lula disse sobre Sarney. De fato, ele tem história, como ter autorizado o Exército a sufocar uma greve, matando três trabalhadores. Bom para a PTcopatia que hoje enche a boca para defender Sarney.
10 de novembro de 1988. No dia anterior, o Exército invade a Siderúrgica Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, para retirar operários em greve. Entra atirando. Resultado: três operários mortos e quase uma centena de feridos. Tombaram mortos Carlos Alberto Barroso, 19 anos; Walmir Freire Monteiro, 27 anos, e William Fernando Leite, 22 anos.
A notícia chocou a todos na TV Viva, onde se produzia o Programa Político de Marcus Cunha (PMDB) à Prefeitura do Recife.

Numa reunião com Roberto Menezes e Marcílio Brandão, ficou decidido que teríamos um editorial, no programa da noite, comentando o fato. Convocamos o jornalista Homero Fonseca, assessor de Imprensa do prefeito Jarbas Vasconcelos, para redigir o documento, que, lido pelo locutor Fernando Freitas, dizia entre outras coisas:
“O Governo José Sarney assume postura autoritária diante do povo (...) com os operários das estatais, emprega a força, utilizando-se do Exército brasileiro para sufocar uma greve pacífica e legítima por aumento de salários...”.
O Editorial caiu como uma bomba. Foi o único Programa Eleitoral, em todo o país, a falar daquela violência. Logo após sua exibição, o telefone da TV Viva toca. Era o jornalista Ricardo Leitão, secretário de Imprensa do Governo Arraes, bastante irritado e querendo saber quem tinha autorizado aquele Editorial.
Minha resposta foi curta e grossa: “Leitão, vai à merda”. E desliguei o telefone. Era um desabafo, pelo total isolamento por que passamos ao longo da campanha. Naquela noite, tomamos uma cerveja no Bar do Cabela, ali em Olinda. E que noitada...

Eita, década de 70!

Billy Paul, Your Song

Está chegando agosto. É o mês de meu aniversário. Dá um ataque de nostalgia. Vai aí algo da década de 70 que me animava! Será que quando as pessoas ouvem essa música não balançam a cabeça ou o corpo? Eu, sim.

Noite chuvosa

Domingo a noite. Frio e chuva. Zezé Mota, Fim de caso, de Dolores Duran....

Sois rei, sois rei! óh Sarney!


Rubão disse:


Fiquei esperando. Por que não veio?
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Resposta: Choveu muiito!

Playing for change

Conectando-nos com o mundo das ruas, com os cantores de rua deste planeta. Playing for change. Cantando para mudar. Amo este vídeo. Repetindo nesse domingo terrível de frio.

Janis

Summertime, por Janis Joplin

Considerada um patinho feio quando criança, tornou-se uma bela jovem, voz maravilhosa. Summertime é minha preferida. A guitarra é um choro. A voz também.

Tudo sobre Sarney neste domingo: mais corrupção!

Imagem: do Acir Vidal
Do Blog de Ricardo Noblat -

deu em o estado de s.paulo
Família Sarney agora investe em terras com gás
De Rodrigo Rangel:
Dona de um patrimônio estimado em mais de R$ 250 milhões, boa parte na forma de imóveis e emissoras de rádio e televisão, a família Sarney abriu uma nova fronteira de negócios. Investe agora em terrenos situados em regiões do Maranhão onde há perspectiva de exploração de petróleo e gás natural. Os investimentos mais recentes se concentram em Santo Amaro, município localizado a 243 quilômetros de São Luís, na região dos Lençóis Maranhenses.
As áreas estão registradas em nome da Adpart Administração Ltda, empresa aberta em dezembro de 2007 e que tem como sócios o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma das netas dele, Ana Clara, filha do empresário Fernando Sarney. A Adpart "funciona" na casa de José Sarney, na Península dos Ministros, Lago Sul de Brasília.
O caso das terras de Santo Amaro desperta atenção pela polêmica que envolve as propriedades. Trata-se de um imbróglio que já foi parar até em delegacia de polícia. O problema é que as mesmas faixas de terra foram vendidas mais de uma vez - por pessoas diferentes e a compradores diferentes.
Resultado disso: para um mesmo terreno, há mais de uma escritura e o nome do presidente do Senado está no centro da briga. Os vários "donos" das terras se acusam mutuamente de fraudar documentos. A disputa ocorre exatamente no pedaço de terra onde estariam localizadas promissoras reservas de gás natural. Leia mais em: Família Sarney agora investe em terras com gás
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deu na nfolha de s.paulo
Fisco rastreia laranjas em negócios dos Sarney
De Leonardo Souza, Maria Clara Cabral e Hudson Corrêa:
A Receita Federal começou a rastrear a movimentação financeira de pessoas apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como laranjas usados pela família Sarney para ocultar a propriedade de empresas e praticar lavagem de dinheiro, de acordo com dados do fisco aos quais a reportagem teve acesso.
Conforme a Folha publicou ontem, a Receita iniciou uma devassa em negócios do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), e empresas e pessoas ligadas direta e indiretamente à família.
Os auditores detectaram elementos que configuram crimes contra a ordem tributária, como envio ilegal de recursos ao exterior, contratos de câmbio falsos e lavagem de dinheiro. A investigação está em curso e ainda não houve autuações.
O caso se estende à Usimar, fabricante de autopeças conhecida no final dos anos 1990 por ter recebido recursos da extinta Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) para um projeto no Maranhão que não saiu do papel. O episódio ocorreu na gestão da governadora Roseana Sarney, irmã de Fernando, que hoje ocupa novamente o posto.
Por meio de nota, Fernando Sarney afirmou que a fiscalização da Receita é de rotina e nada tem a ver com câmbio e lavagem de dinheiro. Ele negou qualquer ligação com a Usimar.
O empresário disse ainda que a fiscalização não tem relação com a saída de Lina Vieira do comando da Receita porque foi iniciada antes da nomeação dela para o cargo. No entanto, foi na gestão de Lina que a Justiça Federal expediu um ofício determinando celeridade na investigação. A receita constituiu então um grupo especial de fiscalização com auditores de fora do Maranhão.
Entre os alvos do fisco estão Dulce de Britto Freire, Walfredo Dantas de Araújo e Thucydides Barbosa Frota, que constam como sócios do grupo Marafolia, especializado em shows e eventos. Segundo a PF, Fernando Sarney e sua mulher, Teresa Murad, "são os donos de fato" do negócio. Assinante do jornal leia mais em: Fisco rastreia laranjas em negócios dos Sarney
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Fernando Sarney vendia poste para estatal que dirigia
Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), há muito tempo atua com energia no Maranhão. Formado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), na turma de 1978, ele se vangloriava, nas rodas de amigos na década de 80, de ter o melhor emprego do mundo: ao mesmo tempo que presidia a Companhia Energética do Maranhão (Cemar), era sócio de uma empresa que fabricava postes de cimento, contratada pela própria estatal.
É o que mostra reportagem do enviado especial Chico de Gois na edição deste domingo em O GLOBO. Leia mais em Empresa de Fernando Sarney vendia poste para estatal que dirigia
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Sob investigação, aliados de Sarney mantêm cargos
As descobertas da Polícia Federal puseram em risco o cargo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas não atingiram por completo o império político e financeiro do senador.
Quase um ano após a divulgação de parte do conteúdo das denúncias de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos, cinco dos principais investigados - quatro deles vinculados ao grupo de Sarney - mantêm-se em cargos estratégicos no governo federal: o ex-ministro Silas Rondeau, membro do Conselho de Administração da Petrobras; Astrogildo Quental, diretor Financeiro da Eletrobras; Ulisses Assad, diretor de Engenharia da Valec; e Fábio Lenza, um dos vice-presidentes da Caixa Econômica Federal.
É o que mostra reportagem de Jailton de Carvalho e Bernardo Mello Franco na edição deste domingo em O GLOBO. Leia mais em Sob investigação, aliados de Sarney mantêm cargos
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deu na folha de s.paulo
Defesa de Sarney e governo tira suplentes do ostracismo
Na crise, senadores que não tiveram aval do eleitor ocupam cargos de destaque na Casa
Em troca da exposição, suplentes obtêm a garantia de que emenda que acaba com congressista sem voto não vai avançar no Senado
De Andreza Matais:
Em tempos de crise, os suplentes de senadores estão na linha de frente da defesa do presidente José Sarney (PMDB-AP) e do governo na CPI da Petrobras. Antes discriminados, eles passaram a ser bajulados e a ocupar cargos de destaque na Casa.
"Aqui não tem senador suplente. Assumiu o mandato, é um senador como qualquer outro", diz o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que virou o "padrinho" dos suplentes após emplacar o "suplente do suplente" Paulo Duque (PMDB-RJ) na presidência do Conselho de Ética.
A Folha apurou que, em troca da exposição, os suplentes tiveram a garantia de que a discussão da emenda constitucional que acabaria com os senadores sem voto não avançará.
Duque é o único segundo suplente em atividade no Senado. Assumiu o cargo porque Sérgio Cabral (PMDB) foi eleito governador do Rio de Janeiro e convocou o primeiro-suplente, Regis Fichtner, para ser seu secretário no Estado. O mandato dele vai até 2011. Ao assumir o colegiado, deu a senha: "Os suplentes são importantes e devem continuar existindo".
O Senado já tem hoje uma "bancada" de suplentes. São 17 entre os 81 senadores. Em três Estados, mais o Distrito Federal, os suplentes são maioria. De cada três senadores no Amazonas, no Maranhão, no Pará e no Distrito Federal, dois são suplentes.
Os presidentes da CPI da Petrobras e das comissões de Agricultura e Ciência e Tecnologia também são suplentes. Além do vice-presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a mais importante da Casa.
O cargo na CCJ é ocupado pelo senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Suplente de ministro mais antigo no Senado, ele ocupa a vaga de Hélio Costa (Comunicações) desde 2005, Salgado também já comandou a Comissão de Ciência e Tecnologia, que autoriza a concessão de rádio e TV. Assinante do jornal leia mais em: Defesa de Sarney e governo tira suplentes do ostracismo

SeNATOR voto zero!

Foto: não tenho os créditos. Sorry.
Frase cap-tirada do Blog do Noblat
"Ronaldo volta, e a imprensa aplaude. Rubinho volta, e todo mundo elogia. O Sarney volta, e vocês só criticam. E ele está batendo um bolão!”
Wellington Salgado, senador do PMDB de Minas Gerais
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COMENTÁRIO: Eçes senATORES voto zero. O Wellinghton parece um ser que teve meningite.

Esscolha de palavras....


SELEÇÃO LEXICAL OU ESCOLHA DE PALAVRAS
José Augusto Carvalho, Professor de Linguística da Universidade Federal do Espírito Santo
Há um ruído na comunicação que pode provocar constrangimentos: o uso de uma palavra no lugar de outra, sobretudo quando se trata de parônimos, isto é, de palavras que se parecem na forma ou no som, mas diferem (e muito) no sentido, como, por exemplo, tráfico e tráfego, velhote e velhaco, docente e discente, vultoso e vultuoso, entre outros. Há palavras que, embora não digam respeito à paronomásia, podem sugerir o contrário do que significam, como o adjetivo “pingue”, por exemplo, em “salário pingue”, que pode sugerir um pequeno salário, mas na verdade designa um salário gordo, vultoso; ou como “falaz” que pode confundir-se com “falastrão” ou “falador”, mas que se relaciona com “falácia”, isto é, com afirmação falsa ou com raciocínio ilegítimo. Também é ilegítimo o emprego da palavra “rastaquera” para designar algo rasteiro, pobre ou vulgar. Rastaquera ou rasta é nome que designa a pessoa que chama a atenção pelo luxo exorbitante e pela ostentação.
Entre os problemas da má seleção lexical, isto é, da má seleção de palavras, está o uso hoje generalizado, mesmo entre professores de português e linguistas de boa reputação, do nome “gênero” para designar sexo. É comum falar-se em gênero masculino quando se quer designar o sexo masculino. Acredito que esse vício de linguagem se deva à tradução literal do inglês “gender”, que pode significar tanto gênero quanto sexo. Ora, gênero é uma distinção gramatical, e sexo é uma distinção semântica. Um nome pode pertencer ao gênero masculino e designar alguém do sexo feminino, como “mulherão”, por exemplo, que, apesar de masculino, designa uma mulher extremamente feminina. Na introdução narrada da canção “O ébrio”, Vicente Celestino diz: “Durante minha trajetória artística, tive vários amores. Todas elas juravam-me amor eterno...” O pronome feminino “elas” refere-se anaforicamente a um nome masculino: “amores”(silepse de gênero). Também pode ocorrer que um nome feminino designe alguém do sexo masculino, como sentinela, criança, vítima, testemunha, por exemplo. Não há razão para essa confusão entre “gênero” e “sexo”, nem há nenhum argumento que possa defender o uso de um pelo outro.
Inventou-se recentemente a palavra “pedólatra” (não-dicionarizada) que, por sua formação, deveria designar aquele que adora crianças, como um sinônimo não estigmatizado de “pedófilo”. Ocorre, no entanto, que a formação dessa palavra desrespeitou a sua origem etimológica e provocou confusão, porque seu uso se generalizou com o sentido de “aquele que adora pés” (podófilo ou podólatra). A confusão é tanta que um escritor chamado Miguel Dias ganhou o primeiro lugar num dos concursos “Talentos da Maturidade”, do Banco Real e teve seu conto “O pé de Júlia” publicado no livro Todas as estações, prefaciado por Deonísio da Silva, e publicado pela Editora Fundação Peirópolis, de São Paulo, em 2002. Diz ele, nas páginas 38-39: “Que não se confunda o pedólatra com o pedófilo. Condenável é a pedofilia (...). Menos grave é um indivíduo que adora pés (...).” O autor quis dar uma lição de semântica sem entender do riscado...
Outro erro de seleção lexical é o neologismo “chocólatra”, que é usado para designar aquele que adora chocolate, mas, pela sua má-formação, designa o adorador do choco, nome que em Portugal designa um molusco da família do polvo, conhecido no Brasil como siba. O adorador de chocolate deveria chamar-se chocolatólatra e não chocólatra.
Há também o adjetivo “julinas”, formado por analogia com “juninas” e usado para designar as festas de julho. Ocorre que as festas realizadas em julho são festas julianas. O nome “julinas” simplesmente não existe.
Numa crônica intitulada “Uma volta ao Caparaó, publicada em A Gazeta, no dia 09-12-08, Francisco Aurélio Ribeiro (“professor de português” que erra mais que vestibulando) escreveu: “...a bela, limpa e simpática cidade serrana do Caparaó se engalana, numa noite imemorável de cultura e arte.” – Eis aí um erro de seleção lexical. O adjetivo “imemorável” é sinônimo de “imemorial”. Significa: “de que não há ou não pode haver memória, por causa de sua extraordinária antiguidade”. O adjetivo “memorável” é que significa “digno de permanecer na memória”, o que certamente terá querido dizer o mau cronista...
A língua, às vezes, prega armadilhas a quem a conhece pouco...

Salve, Sponholz!


sábado, 25 de julho de 2009

Alaide


Alaíde Costa, uma tetéia de cantora. Tímida? Quieta?

Conheci-a em 1974? 76? Não me recordo mais. Em São Paulo, em casa de estudante. Cantando. Voz fina, pessoa introvertida. Tenho dois Cds dela. Gravou Sidney Miller.

Nofa!


Do Acir Vidal
Caroline Celico, mulher do craque Kaká, tornou-se pastora da Igreja Renascer em Cristo
- Ignorar é a única defesa possível contra a ignorância. *
(*) Millôr Fernandes.

O rei está nú!


Para os brazilerus:

cap-tirado do Noblat

Brasilia: cabidão!


Sábado

Luiz Melodia, sabadão! Quase fui lhe procurar

Fora, Sarney


Da Mary

Da Mary, opinião sempre ousada.
DA SÉRIE: SUTIÃ A GENTE QUEIMA
Eu tenho cada vez mais falado uma frase. Que resume um pouco o que eu acho. Não tem tonto aqui. É a frase. Porque não. Meu pai gostava muito de um tipo "peculiar" de piada. Em que os negros se ferravam no final. Na verdade, ele não era do tipo piada, meu pai. Mas contava uma. E eu estou generalizando. Porque ele contava sempre. É relativamente conhecida. Um negro está dirigindo um carro importado. E é parado pela polícia, confundido com o motorista etc. É a única que ele contava. Toda vez que "vejo" a piada, lembro dele. De mais coisa, eu me lembro. Tipo. Do chatíssimo papel que passou a me caber, por escolha, em almoços de família. Eu escolhi ser uma pessoa que não fica quieta quando ouve uma piada dessa. E também não sou de todo burra. Então não aponto o dedo e digo "racista". Eu desconstruo a piada. Porque foi o que eu escolhi fazer na vida. É uma piada rica, para ser desconstruída. Porque é verdade, a piada. Possivelmente um afro-descendente passaria pelos constragimentos descritos nela etc. E a questão, que eu colocava pro meu pai, era só uma. Por que você acha engraçado, pai?. E então ele desviava. E começava dizendo que a piada não era racista. Eu, facilmente, refutava. E ele tentava encerrar. Com a célebre. É apenas uma piada. O ônus sempre ficava comigo, né? Eu, a pessoa sem senso de humor. Eu, a politicamente correta. Eu, que luto por um mundo sisudo, no qual ninguém sorri. Do ponto de vista pessoal, essas pechas não "colam" em mim. Exclusivamente porque eu sou uma pessoa fofa e sorridente. Desde pequenininha. Daí a feminista louca pode aparecer, mas não sou eu. Isso é um dado exclusivamente pessoal. De contrariar o estereótipo aí. Mas o reitero em outros aspectos. Eu sou lésbica e gorda e, infelizmente, devo admitir, não tenho sido tão bem comida como eu gostaria. O que permite que as pessoas especulem, né? Que se eu fosse magra, não seria feminista. E coisas assim. O problema todo é esse papel antipático mesmo. Irritante até. E as acusações advindas dele. Você não respeita a liberdade individual. Você está me patrulhando. E por aí vai. Quando na verdade, o movimento feminista tem como mote "o privado é público". A teoria feminista se inicia a partir dessa reflexão a respeito da hierarquia nas relações cotidianas. Então é aí que apontamos as coisas. Nas piadas, nas brincadeiras, nas propagandas de ruffles. Nos lugares ocupados por homens e mulheres nos almoços de família. A sala e a cozinha. O feminismo faz isso. O tempo todo. Ele verifica também sexismo em outros lugares? Claro. Mas existe esse lugar para o cotidiano. Um lugar de honra. Porque acreditamos que é no trivial que a reificação acontece e que o imaginário permanece poderoso. Algumas teóricas colocaram a lupa num lugar cercado de tabu. Elas olharam o que homens e mulheres faziam nos quartos. E como sexo também era hierarquizado. E essa denúncia, da submissão da mulher aos desejos masculinos, é super legítima e tem se mantido atualizada, até onde eu acompanho. Mas não tem tonta aqui. Todas nós sabemos que o radicalismo teórico dessa abordagem colocou (mais uma) pecha em nós. As feministas seriam anti-sexo. E várias teóricas discutiram isso. E discutem. E fazem balanço do movimento. Sério. Eu já li umas 20 análises dessa pecha. Sempre que aparece alguma discussão a respeito das resistências ao feminismo, essa está. Todo mundo conhece essa crítica. Todo mundo sabe que moderninho é ser liberada. A discussão não é essa. Não é necessário explicar pra feministas como eu, que são mais identificadas com a segunda onda, que o erotismo também pode ser empoderante. E que ao denunciar a opressão através dele, corremos o risco de castrar as mulheres todas. Eu sei e todas nós sabemos. Eu conheço as posições dentro do meu movimento. E realmente não acho que devemos negociar algumas posições agora. E isso é discutível. Sim, é. Mas as posições são conhecidas. E eu espero que não seja discutível que a erotização do corpo feminino, muitas vezes, é usada para reafirmar a hierarquia e não faz nada além de objetificar a mulher. Expressão que eu considero complicada. Sem qualquer cacoete teórico. Eu realmente acho que a relação sujeito/objeto é fluida. Realmente é isso que eu vejo quando olho o mundo. Fluidez dessa relação. Por isso que eu demoro demais pra me posicionar diante de coisas como o tal #lingerieday. Porque estou olhando. Uma manifestação que está TOTALMENTE ao alcance da minha análise. Porque redes sociais cabem no modelo de análise feminista do cotidiano e tal. E aí a primeira pergunta fica muito difícil de responder. Qual o problema de se colocar de calcinha e sutiã no avatar? Eu detesto a idéia, de cara. Porque sou super contaminada pela segunda onda, e costumo deixar claro isso. Pra diluir um pouco a minha opinião. E pra que as pessoas saibam da minha parcialidade. Mas é claro que não fecha mais isso. É óbvio. E se há problema em cacinha e sutiã no avatar, eu preciso mostrar, né? Teoricamente, que é como eu me expresso quando se trata de feminismo. E não é porque eu me ache uma teórica ou relevante. É porque eu trabalho nisso mesmo. É a coisa da minha vida essa. Daí começa o debate no twitter. E aparecem duas mulheres feministas com o tal avatar de lingerie. Na hora eu já imaginei que se tratava disso aí. Do racha interno do movimento mesmo. Entre as pró e as anti-sexo. Beleza. Aí uma outra feminista chama a atenção pra objetificação da mulher. Nisso de aderir a uma campanha que teria um forte fundo machista. Como esperado, a resposta vem nos termos da relativização do que seria objeto e sujeito e tal. E que é o indíviduo que se coloca como sujeito ou objeto e tal. Eu dei um pitaco. E disse que não dependia só do indivíduo. Porque eu não acho mesmo que dependa. E embora ele seja agente, não tem domínio mesmo. Claro que ele pode ampliar o domínio, mas a priori não tem. Aí eu saí. Pra assistir A Fazenda. Porque eu já sabia. Que eles iam indicar a Danni Carlos. Minha pessoa preferida no mundo, hoje. Voltei e a discussão continuava centrada na objetificação do corpo feminino. E se a decisão da mulher em exibir o corpo imediatamente a transformaria em sujeito e tal. Me amarro nessa discussão. Postei (e apaguei) um post sobre isso. Talvez até publique de novo. E demoro a tirar uma posição porque, como já disse, sou obrigada a lidar com crenças arraigadas do que seria a ação feminista etc. Aí fui lendo e abrindo links. E aí, né? Sou socióloga. E não posso ignorar algumas coisas. Tipo que houve uma campanha para o #lingerieday. E que tem idealizadores e seguidores. A gente chama de atores, no caso dos idealizadores. E poderemos chamar de atrizes, no caso das seguidoras. E os atores, claro, fizeram uso interativo da internet e tal. Então há blog, comments, twitpics e outras coisas. Que são o corpo da proposta. E que dão identidade a ela. Que a TORNAM uma proposta. E aí a porca super torceu o rabo. Porque não era mesmo uma discussão sobre os limites do erotismo. Era uma prática reiterada de machismo. Com diversas avacalhações a respeito de feministas. Com restrições ao corpo. Com normatização do erótico. E num tom de confronto explícito em relação a quem, previsivelmente, se opôs. E o confronto foi uma sucessão de preconceitos. Todos os preconceitos, citados no início do post, apareceram. Porque já estavam prontos. Ninguém queria escutar as feministas. Já estava dado que somos chatas e free sex. E aí a gente não sabe se ignora e toca a vida. Que eu tenho preferido nos últimos tempos, super cansada que estou de falsas polêmicas. Ou se resolve debater e tal. A chata do almoço de família. Desconstruindo sempre. Chata. Não consegue ver o lúdico. Eu não sabia direito, quando comecei. Que o meu papel seria esse. De pontuar no meio da festa. Mas é. E aí a impressão mais forte que me ficou.
****
Que quem aderiu ao #lingerieday não sabia quem era morroida. Não tinha tido acesso ao corpo da proposta. E que agora estão tentando ressignificar o tal #lingerieday. Porque pagaram um mico. É possível discordar de muita coisa nessa discussão. Mas não é possível dizer que o lingerie's day não foi machista. Porque foi. Mostrar-se de lingerie pode trazer debate ou prazer. Participar desse evento específico não. Só se um imenso exercício de descolamento for feito. E foi feito. E tirar todo o contexto da ação. Mas, sinto muito. Não é um exercício de abstração. É um fato do cotidiano. Uma coisa que aconteceu na vida cotidiana. Com atores sociais, como eu já disse. E ignorar a motivação desses atores faria Weber sair da tumba dançando o moonwalk. Porque as motivações ainda são os elementos que nos fazem perceber a estrutura social*. E não são óbvias, as motivações. E é preciso um exercício analítico para compreendê-las. E é possível entrar no PETA e fazer um churrasco. E é possível ir na campanha do morroida e meter o pé na porta. Mas não foi isso que foi feito. Houve apenas adesão. Dizer que eu falo isso porque não suporto erotismo é um estelionato. Essa discussão pra mim encerrou-se (ou nem começou) quando tive acesso à proposta, que deixa clara a motivação. Fácil assim.

Claro, o morroida fez post. E houve alguns comentários. Etc. E linko porque acho mesmo importante o acesso aos atores.
*Estrutura social, aqui, é SEMPRE a justaposição entre relações sociais. SEMPRE.
Eu preciso dizer que machismo descolado é uma prática no Brasil. Gente moderninha faz isso há tempos. O Pasquim, que é um marco etc. Extremamente machista. Toda aquela geração ainda é. O Nomínimo. Era super machista. Uma visão sempre de que as mulheres são o deleite do homem. E eu vejo isso ecoar mesmo na blogosfera e twitters e onde for. O falso libertário e tal.

Era Sarney: por Roberto Romano


''Vivemos com uma ética distorcida''
do Blog do Professor Roberto Romano
O filósofo Roberto Romano diz que o foro privilegiado concedido aos políticos é uma licença para a delinquência
Roldão Arruda

O sentimento de impunidade que alguns políticos brasileiros exibem, sustentando-se nos cargos mesmo debaixo de denúncias de desmandos, nepotismo e abuso de poder, é comparável ao dos nobres no período absolutista - considerado o mais corrupto da história moderna. Essa é a opinião do filósofo Roberto Romano, professor titular de Ética e Filosofia Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. Na entrevista abaixo, ele afirma que "até os garotos dessas dinastias políticas que se formam no Brasil têm certeza que o papai e o vovô não serão punidos".
Como explicar a permanência do presidente do Senado no cargo, após todas as denúncias contra ele e sua família, sem se sentir envergonhado e sem que a sociedade demonstre indignação? Na Inglaterra, um escândalo semelhante causou a queda de ministros e pedidos de desculpas.
Acho que vivemos numa sociedade com uma ética profundamente distorcida. Isso tem raízes históricas e raízes sociais propriamente brasileiras. Raízes históricas porque surgimos para a vida, enquanto gente, no período absolutista - um período de superconcentração de poderes na mão do rei; e da necessária bajulação do rei para se conseguir alguma coisa em termos de recursos, de glórias, etc. O nosso parâmetro original, portanto, já é o parâmetro do período absolutista, o mais corrupto da história moderna. Quando veio para o Brasil, d. João VI veio para evitar aquela "desgraça" da revolução puritana inglesa e das revoluções francesas e norte-americana. Veio estabelecer um Estado absolutista fora de tempo, anacrônico, ao qual o senhor seu filho, d. Pedro I, deu continuidade.Mas depois veio a República.
No início da República tivemos um ensaio de liberalismo, uma tentativa de estabelecer um Estado minimamente democrático. Mas fracassou. Os costumes já estavam enraizados na ordem pública. Verifica-se então o retorno à prática antiga, dando-se ao presidente da República quase que as prerrogativas do imperador.
Vem daí a ética distorcida?
Ética é o conjunto de valores - ou de contravalores - que, de tão repetidos, se tornam automáticos, praticados até de forma inconsciente. E qual é a nossa memória? Ela é antiliberal, antidemocrática, não republicana. Quem está na escala hierárquica do poder não se julga obrigado a prestar contas a ninguém, como no sistema absolutista.
Quer dizer que, embora as pessoas digam que os políticos não têm ética, eles têm?
Eles têm essa ética aí, que estamos vendo. Com a centralização do poder e a falta de autonomia dos municípios e Estados, os políticos brasileiros atuam como mediadores com os donos do poder. Se um senador ou um deputado federal não traz obras para os município, ele não consegue se reeleger na sua base. Existe, portanto, um conúbio, uma cumplicidade, inconsciente muitas vezes, em que o eleitor colabora com o seu voto para o "é dando que se recebe", nesse sistema distorcido, sem federação e sem república. Para ter recursos, o político faz concessões e chantageia o Executivo. E ele ainda julga que faz um favor quando consegue uma creche.
Ele é um despachante de luxo?
Ele não se assume, de acordo com os preceitos do Estado Democrático de Direito, como fiscalizador e legislador. Veja a batalha que está ocorrendo no Congresso norte-americano, em torno da nomeação de Sonia Sotomayor para a Suprema Corte. O presidente tem maioria, mas a minoria questiona sem parar e a mulher se defende, luta pelo cargo. Compare com as audiências no Senado brasileiro para as nomeações de juízes do STF. Quando é mulher, a coisa chega ao nível do deboche. Elogiaram o vestido da Ellen Gracie, o penteado, a beleza. O discurso de um Wellington Salgado no Senado é de causar vergonha.Dentro dessa ótica, como analisa a conversa debochada entre o neto de José Sarney e o pai, a respeito do seu emprego no gabinete do senador Epitácio Cafeteira?
É típico do Estado absolutista, em que os nobres se julgam acima das leis. Chamou minha atenção o que disseram do Cafeteira, que só faltou servir café para o menino. Ele não se mostrou um senador republicano, e sim um serviçal do clã.
O comportamento de políticos como Sarney é baseado no fato de se sentirem acima das leis?
Sim. Tudo piorou com o privilégio de foro (que permite permite aos políticos serem denunciados pelo procurador-geral da República e processados pelo Supremo). Privilégio de foro, numa República, é a mesma coisa que dar licença para a delinquência. Essas pessoas se julgam - e são efetivamente - impunes, inimputáveis. É piada dizer que o STF pode julgá-las. Até os garotos dessas dinastias políticas que se formam no Brasil têm certeza que o papai e o vovô não serão punidos.
Por que a sociedade não reage?
Entre outras coisas porque não temos partidos políticos democráticos e liberais no Brasil. Hoje o que predominam são federações de oligarquias. O DEM e o PMDB são duas grandes federações oligárquicas. Existe um PMDB no Rio Grande do Sul, outro no Rio de Janeiro, outro no Pará, outro no Maranhão... Os partidos são propriedades dessas federações, que não são democráticas, não realizam primárias, não fazem consultas para a modificação de programas, nem para a definição de candidatos. Nada mais igual aos partidos brasileiros do que os clubes de futebol: são os mesmos quadros dirigentes que estão lá há 50 anos, que controlam o caixa e o técnico, contratam jogadores, negociam. A torcida nunca é consultada. Já tivemos a sociedade mobilizada, na época da ditadura.
A sociedade vive espasmos ciclotímicos. Numa hora todo mundo corre pelas Diretas Já, outra hora pelo impeachment do Collor e, na outra hora, fica no desânimo absoluto, como se estivéssemos condenados a esse destino da corrupção. É uma sociedade inoculada pelo vírus do absolutismo, do catolicismo conservador e da ausência de partidos políticos.
O senhor parece pessimista.
Existem coisas que, pela força do mercado, da urbanização, do avanço dos meios de comunicação, estão mudando, permitindo uma visão clara sobre o anacronismo entre a vida dos políticos e a vida real. As pessoas leem e ouvem os diálogos que vocês puseram na internet. Há uma consciência mais aguda.
Mas não suficiente?
Faça um levantamento de quantas ONGs existem na classe média e das que recebem recursos públicos. Vai entender porque as pessoas não vão às ruas. Ficaram realistas. E não há nada pior na democracia do que o realista, o sujeito que silencia diante das piores coisas da vida pública, com esperança de ter verba. Também considero alarmante e inaceitável o chefe de Estado, o presidente dizer que é preciso cuidado com a biografia de uma pessoa e de uma família com as características que vocês mostram, que a PF mostra.
Quem é Roberto Romano
Professor titular de Ética e Filosofia Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp
Doutorado em Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França, e pós-doutorado pela Universidade Estadual de CampinasÉ autor de vários livros, entre os quais O Caldeirão de Medeia

Braziuuu!

Jornal de 1987, com Sarney e tudo mais...com Jô Soares

JÔ, em a Fiscala do sarney em 1986

1986, a fiscala do Sarney

Funk do Sarney

Danem-se, digo, dancem!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Caiu e não foi empurrada

Do Acir Vidal
Por trás do problema do Senado está a certeza da impunidade
De Marita Boos *
A perspectiva da impunidade é, para especialistas, uma das principais razões para que políticos brasileiros façam uso, com tanta desenvoltura, de bens públicos como se fossem privados.
Segundo o professor titular de Filosofia e Ética da Unicamp, Roberto Romano, a prática vem da formação do Estado brasileiro, construído sob o sistema absolutista, onde não existe separação do "tesouro do rei do tesouro público".
- Os nossos políticos se consideram pequenos nobres. Sobretudo os capitães de oligarquias, que agem como se fossem proprietários da coisa pública - afirma Romano.
O cientista político David Fleischer, da UnB, considerou a conversa entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seu filho Fernando Sarney, gravada pela Polícia Federal, muito grave.
Para ele, prova a falta de decoro parlamentar cometida pelo senador.
- Essa conversa evidencia que eles acham que o Brasil é deles. Pensam assim: "Vamos usar nosso poder e influência para manipular a máquina federal em favor da família, dos amigos. Vou fazer com essa propriedade o que quiser" - diz Fleischer, ressaltando que a confusão entre público e privado é comum não só em nível federal, mas também no estadual e municipal.
(*) De
O Globo

Menos, Agnardo!

Do Acir Vidal
"Onde estaria a imoralidade do avô Sarney ao ajudar a sua neta? Até quando a sociedade vai permitir, por meio da imprensa, tamanha hipocrisia? Ou será que os parentes dos políticos não têm responsabilidades, famílias e despesas?"
AGNALDO TIMÓTEO (São Paulo, SP) *
(*) Hoje na coluna PAINEL DO LEITOR, na FOLHA DE SÃO PAULO.

Uau!


Nofaaa!


lula e polvo


Tá duro!


E o nosso lixo?


Poizé!



O senato brazileru: sarneis sois!


VIP cachorro! Au, au!

Foto arte: deve ser do Solda
Cap-tirado do Ricardo Noblat -
Deu em O Globo
Namorado da neta de Sarney trabalha meio expediente
De Evandro Éboli e Bernardo Mello Franco:
Pivô do novo escândalo que complicou a delicada situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o kitesurfista Henrique Dias Bernardes, namorado de sua neta Maria Beatriz, está lotado na diretoria do Centro Médico do Senado, na área administrativa, com expediente de meio período.
Por um salário de R$ 2.700, conseguido por Fernando Sarney e Maria Beatriz junto a Sarney e ao ex-diretor-geral Agaciel Maia, o "presente" dado ao rapaz pode ser o responsável pela abertura de processo contra o senador por quebra de decoro e tráfico de influência.
Longe do trabalho, Henrique parece levar uma vida intensa. Frequentador de academias de ginástica e festas da moda, ele é da comunidade "galera vip de Brasília" e adepto do "estilo cachorro" de conduta masculina. É assim que Henrique se apresenta na internet.
Duas páginas mantidas por ele nos sites de relacionamento Orkut e Facebook traçam o perfil de um autêntico playboy da capital federal.
Henrique gosta de se exibir na rede. Só no Orkut, ele publicou 140 fotos de viagens ao exterior, noitadas em boates e tardes de kitesurf na sofisticada Península dos Ministros, no Lago Paranoá.
As imagens registram passeios com amigos em Londres, Amsterdã, em estações de esqui do Vale Nevado, no Chile, e em praias paradisíacas para a prática do kitesurf.
Até a noite de ontem, ele participava de 52 comunidades virtuais. Entre elas está "O investidor agressivo", cuja descrição diz que a única diferença entre "risco" e "rico" é a letra S.
Outra, intitulada "Estilo cachorro pimp", contém um grito de guerra: "Mulher e dinheiro, dinheiro e mulher. Sem os dois eu não vivo, qual dos dois você quer? Vamos consagrar o estilo cachorro".
Na mesma página, o jovem se define como "grots e blindado". As gírias são acompanhadas por um trecho de música da banda Charlie Brown Jr: "Não importa que venha do surf, não importa que venha do skate. Importa é o que vem do coração, importa é o que vem da mente".
O internauta que visitar a página de Henrique no Facebook saberá menos sobre os hábitos e preferências do namorado da neta de Sarney.
Mas a lista de atualizações da página contém uma informação relevante, cujos bastidores foram revelados nas escutas da Polícia Federal: "Henrique adicionou um novo emprego em Senado Federal do Brasil".
Mas também frequenta compromissos sociais. Em junho, ficou na terceira fila do casamento de Mayanna Maia, filha do ex-diretor do Senado Agaciel Maia, quem garantiu seu emprego no serviço médico, a pedido de Sarney. Só uma convidada o separava do senador na cerimônia, realizada numa igreja do Lago Sul de Brasília.
Henrique trabalha apenas na parte da tarde, no centro médico do Senado. Mas, excepcionalmente ontem, teria ido na parte da manhã, segundo colegas de trabalho. É um local tranquilo, de pouca movimentação e com poucos servidores.

Políticus brazilerus são como abutres

Cap-tirado do Noblat
Frase do dia:
Essa conversa [de Sarney como filho Fernando] evidencia que eles acham que o Brasil é deles. Pensam assim: "Vamos usar nosso poder e influência para manipular a máquina federal em favor da família, dos amigos. Vou fazer com essa propriedade o que quiser"
David Fleischer, cientista político da UnB.

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COMENTÁRIO: Põe aí junto dos Sarney: os Renan, os Lobão ....até chegar nas prefeituras municipais.

Braziu!

Braziu!

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