TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Braziu!


A esplêndida sociedade brasileira. cap-tirado do Blog de Roberto Romano
São Paulo, quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Delegado bate em cadeirante em briga por vaga especial


Caso aconteceu em São José dos Campos, em frente a um cartório


Advogado diz que foi xingado e agredido com coronhadas após ter cuspido no carro do delegado em discussão

FÁBIO AMATO
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Um advogado cadeirante apanhou de um delegado em São José dos Campos (91 Km de São Paulo), em briga por estacionamento em vaga pública reservada para pessoas com deficiência.

O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, 35, diz que foi agredido com coronhadas.

Já o delegado Damasio Marino, por meio de seu advogado, afirma que não o bateu com arma de fogo, mas que lhe deu "dois tapas".

A briga começou quando Morandini flagrou o delegado, que não tem deficiência, estacionado na vaga especial, em frente a um cartório na região central de São José, e foi tomar satisfações.

"Ele [delegado] me chamou de aleijado filho da puta. Eu fiquei enojado, e a única coisa que consegui fazer foi cuspir no carro dele, porque me senti desrespeitado."

Ainda segundo Morandini, o delegado do 6º Distrito Policial da cidade, além de lhe dar coronhadas, também bateu em seu rosto com a ponta da arma.

Ele mostrou à reportagem uma camiseta com manchas de sangue, que diz ser consequência da agressão. Uma funcionária do cartório também diz que viu Morandini sangrando após a briga.

"Ele apontou a arma, fez mira. A única coisa que eu fiz foi virar o rosto devido ao trauma que já tenho", contou o advogado, referindo-se ao tiro que levou durante um assalto, aos 17 anos, e que o deixou paraplégico.

Já o defensor do delegado diz que ele é que foi intimidado e que estava parado na vaga especial porque sua mulher está grávida.

A corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito para apurar a suspeita de lesão corporal dolosa (quando há intenção ou se assume o risco de cometer o crime).

Um comentário:

aurora boreal disse...

Ora, ora, ora! Não sei qual a razão do impacto jornalístico do acontecido. O cadeirante deveria estar orgulhoso de ter recebido a atenção desse digno representante da corte constituída. Diante de um nobre da corte, no caso eu ainda não sei distinguir se era um príncipe, um barão, um conde ou visconde, enfim, não importa, temos que saber como nos comportar. Sagrado pelos deuses políticos não resta ao pagador de impostos o prazer e a honra de venerá-los. Não importa se o lugar era reservado para deficientes físicos ou idosos, o nobre tem prioridade. Agiu corretamente, portanto, o representante do poder ao agredir o mequetrefe que ignorou seu grau de poder. Que sirva de lição a todos aqueles que não participam do salão nobre da corte. Diante de uma autoridade, genuflexão e somente olhar em direção ao mesmo caso, por compaixão, ele assim o permitir. Viva o Brasil do século XV.

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