TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

As doutoras e a menina L.. Isso é Braziu, ziu, ziu!

Do Blog do Josias
Nesta semana, faz aniversário de um ano o caso da menina de 15 anos servida a duas dezenas de marginais numa cela do município paraense de abaetetuba.

Não há vestígio de julgamento dos culpados. Pior: não há a mais remota previsão de quando o julgamento vai ocorrer.

Há cinco meses, o Ministério Público Federal denunciou 12 pessoas. O processo foi à mesa da juíza Giovana de Cássia Oliveira, da 3ª Vara Penal de Abaetetuba.

A doutora Giovana informa que, antes de produzir uma sentença, terá de colher o depoimento de mais de cem pessoas, entre acusados e testemunhas.

Por ora, a única pessoa efetivamente punida foi a menina L. Atarracada em seus menos de menos de 1,40 m...

...Corpo mal recoberto por uma sainha curta, uma blusa que prenunciava os seios adolescentes, foi jogada num calabouço com mais de 20 marmanjos.

O inferno de L., como se recorda, durou cerca de 20 dias. O inaceitável teve um quê de inacreditável: a menina foi aviltada nas dependências de um Estado gerido por uma mulher, Ana Júlia Carepa...

...Quem a mandou para a cela foi outra mulher, a delegada Flávia Verônica Pereira. A decisão recebeu o endosso de uma terceira mulher, a juíza Clarice Maria de Andrade.

As representantes do Estado declararam-se inocentes. Eximindo-se de culpa, livraram-se do mais comezinho tipo de exame: o auto-exame.

A magistrada Giovana (outra mulher!) diz que dispensa ao caso da menina L. “uma prioridade muito grande”.

Segunda ela, o processo corre “da forma mais rápida possível”. Sustenta que “tudo está tramitando normalmente”.

Como se vê, algo de profundamente anormal precisa acontecer no Brasil.

Eo PT....

Do Fabio Campana, Curitiba, Paraná
O PT decidiu não romper com o governador Requião. Vai manter o apoio e em troca os cargos, benesses e outras vantagens que o poder nativo oferece, incluídas casa, comida e roupa lavada e convite para ser comensal do Canguiri. Venceu a turma do pragmatismo, que prega o rompimento, mas só no inicio de 2010. Até lá, relaxa e goza, como sugeriria Marta Suplicy.
Ao mesmo tempo, o PT abre conversações com outras forças. Procura alternativas e a mais cobiçada é a aliança com o senador Osmar Dias, do PDT, que pode oferecer ao partido tudo o que Requião já deu e muito mais.
Até 2010 vai ser assim, diz um dirigente petista da corrente do pragmatismo. E para não dar na vista, a ordem é ensaiar a candidatura própria do ministro Paulo Bernardo ao governo, enquanto ele se prepara para renovar o mandato de deputado federal.

Braziu: entre o narciso à flor da pele e o narciso em pele




Os jornais e rádios deram o destaque: Lá vem o FHC de volta. Alguns meses ele retorna. Rides again. Fala rindo e sarcástico lança seus dentes no Lula. Eterno retorno às baboseiras. FHC não faz crítica como sociólogo, as faz como adversário velho em uma creche de terceira idade. Do outro lado, Lula grita, nunca fala, vocifera. Mesmo para as notícias mais tranquilas, ele vem gritando na nossa nuca. Dois homens, dois políticos, dois maus exemplos de argumentação no país. Não argumentam, não tecem análises políticas, vociferam como dois meninos em um jogo de futebol em que são adversários. Creche de terceira idade.
E depois queremos que nossos jovens sejam sérios. Mas, quem tem modelos como esses ....

Braziuuuu, ziu, ziu.!

Enviado pelo Grozny

JANIO DE FREITAS, 23.11.08

Se foi, não é nem será
Favorecimento a Oi/Telemar e Brasil Telecom
é transação mais inescrupulosa do que todas

Assinado por Lula o decreto que altera as regras do sistema de telefonia, para permitir que a Oi/Telemar compre a Brasil Telecom e,
exceto pequena área, tenha o monopólio da telefonia fixa no Brasil, por um instante preciso levar esta coluna de volta no tempo.Véspera da posse de Lula em seu primeiro mandato, em 31 de dezembro de 2002, assim conclui o texto "Lula, uma pessoa", depois de narrar dois incidentes em que me fez acusação política injustificada e uma grosseria sem causa:"Não apesar disso, mas também por isso, como por tudo o que soube a seu respeito, dou testemunho de que Lula tem sido uma pessoa de caráter provado e comprovado. Que assim seja o presidente".
O uso de "tem sido", e não de "é", refletiu três razões. Já passei pelo suficiente para ter uma pequena idéia da natureza humana em sua relação ambiciosa com as diferentes formas de poder; Lula entrava no teste de sua vida, e nada me habilitava, nem me habilita, a avalizar o futuro opaco; e, ainda, protegia-me de situações decorrentes de ultrapassar, se o fizesse, os limites factuais do que entendo como jornalismo.Por sorte, nesse caso a experiência colaborou.
O voto final daquele texto não se cumpriu. Nem mesmo com precaução redobrada, superei o sentimento de que nunca poderia escrever, sobre o Lula desde seus primeiros atos de presidente, o que escrevera sobre o Lula anterior pelo que dele soubera. O sentimento passou a convicção.O favorecimento à Oi/Telemar e à Brasil Telecom é uma transação mais inescrupulosa do que todas de que possa lembrar.
É fácil admitir que as empresas e seus controladores estejam adequados aos modos, meios e fins legítimos nos domínios do grande capital, onde são expoentes. Nem mesmo a participação decisiva de diferentes partes do governo poderia surpreender. Mas a transação não dependeu disso.
Quando cheguei ao jornalismo, sem a mais remota idéia de que ficaria, certo dia alguém me contou uma história que valeu para sempre desde ali. Era relativa à alteração que "o ínclito presidente Dutra", exemplo definitivo de moralidade e fidelidade ao "livrinho" da Constituição, fez na legislação de heranças. Ampliou o alcance de parentes não-imediatos à herança, na falta de parentes próximos. Tudo fora urdido na diretoria do "Diário Carioca", informada de que no interior de São Paulo uma bela fortuna vagava à falta de herdeiros habilitados.
Uma trama de cartórios e certidões gerou um parentesco enviesado, enquanto era obtida a concordância da Presidência para a alteração da lei. A fortuna encontrou um destino: foi rateada na fraternidade entre dirigentes do jornal e integrantes do governo. Quando a ouvi, pude comprovar que alguns traços da história já figuravam em certo livro de direito como o "caso Cantinho", do nome do morto sem herdeiros. Mas tudo foi feito e mantido na surdina.
Na armação do negócio Oi/Telemar-Brasil Telecom-governo Lula, até o mínimo escrúpulo das urdiduras encobertas ou disfarçadas ficou como coisa do passado. Há mais de meio ano, está escancarada a participação do próprio Lula, com o assegurado decreto de alteração das regras impeditivas do negócio. E, depois, com a necessária nomeação, para neutralizar duas discordâncias na Agência Nacional de Telecomunicações, de dois favoráveis ao negócio. Um deles, dirigente de uma das empresas da transação. Sem esquecer os R$ 8 a 10 bilhões com que, por ordem de Lula também divulgada à vontade, o BNDES e o Banco do Brasil vão ajudar a compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar.Co-artífices da operação, o embaixador Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, e Hélio Costa, ministro das Comunicações, que foi contra o negócio começado às suas costas e, por obra de algum dos milagres comuns nessas transações, de repente tornou-se entusiasta na linha de frente.Engulo, mas não posso digerir, o voto inútil que fiz a Lula.
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Comentário:
O presimente assinou também um decreto assassinando as cavernas e grutas do Braziu, ziu, ziu. Os geólogos e geógrafos e estudiosos da área ficam a ver restos de rocha que as empresas arrasaram em nome do desenvolvimento do país. NUNCA antes nesse país.

domingo, 23 de novembro de 2008

O feminino

Imagem: Mother complex
Texto da Carla Rodrigues, jornalista carioca

Maggie O’Farrell, a irlandesa que me conquistou

Foram poucos os livros de ficção que li esse ano. Tem sido assim por conta do trabalho. Mas a jovem Maggie O’Farrell foi uma exceção: dela, li primeiro O último ato de Esme Lennox, seu livro mais recente. Gostei tanto que embarquei imediatamente em Depois que você foi embora, seu livro de estréia. Os dois chegaram ao mercado pela Record ao mesmo tempo.
Seu tema principal são as famílias, suas implicações, complicações, angústias. Suas personagens femininas são bem construídas, tão reais que incomodam. Em Esme Lennox ela mostra como a loucura feminina é uma construção social que serviu para punir transgressões e manter as mulheres dentro de regras criadas pela sociedade patriarcal para limitar os “excessos” que sempre estiveram identificados com o feminino. O leitor vai se embrenhar no universo de Esme, uma adolescente sensível, disposta a levar adiante seus desejos, como estudar, não se casar, viajar e conhecer o mundo. É trancafiada em um hospício por excesso de sensibilidade, característica feminina capaz de assombrar uma sociedade pautada pela rigidez e pela objetividade da razão.
Para quem se interessar pela autora, sugiro leitura dessa entrevista publicada no Prosa online.

Camelando...


Fim de ano na Universidade. Muito trabalho. Correções de textos. Fim de cursos. No geral sempre o mesmo padrão: estamos em uma sociedade agrafa. Os alunos não gostam de escrever. Quando o fantasma do relatório aponta... todos gritam. Reprovei um aluno na qualificação de seu mestrado. FICO perplexa em ver pessoas adultas adulterando textos. Não escrevem lé com cré. Não escrevem para os leitores. Deitam palavras - feias ou bonitas - em frases desconexas. Não há coesão. Não há coerência.

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Sexta-feira cheguei em casa adoecida. Além das aulas, correções, tive que comparecer ao juiz. Explico: fui fiadora de um colega e a família não pagou o IPTU. Taí. Cheguei as 18 horas, deitei-me e levantei hoje, domingo. A semana será terrível. Sou banca de um concurso com 66 candidatos. Depois terei outra banca de seleção com mais 37 candidatos. DESSE modo, este Blog vagará pela semana talvez solito.

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O cansaço me pegou. Não consigo nem me mover. Fim de ano. Fim de caso com os alunos.

Os medíocres da mídia



Vi ontem a esta revista Veja na banca do Supermercado. A revista está bem colocada: no supermercado. A Mary, do Blog A feminista diz tudo. Digo também: O que temos a ver com isso? O mundo nosso, dos artistas, dos políticos, das gangues está cheio de cocamaníacos. A Veja dá uma de revista Claudia. Dá um furo, como diz a Mary, fingindo que se preocupa com o ator. É uma cretinice a todo vapor.

É por essa e outras notícias que não compro mais jornais e revistas. Afinal, fica caro pagar a mediocridade dos outros. Então, me abstenho.

Pés e corpos...


Recebi da Amiga Regina e não sei quem fez esta LINDA foto!

Salve, Sponholz!


Da Boa Maringá!

Enviado pelo Luiz.
Obrigada!
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Cultura militar e de violência no mundo antigo: Israel, Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia


Luiz Alexandre Solano Rossi


Formato 14x21cm, 116 páginas, R$ 25,00ISBN 978-85-7419-853-8
Editora Annablume/FAPESP
Estudar o mundo antigo e seus impérios fundamentados em violência militar não se torna apenas uma questão de voltar olhar para o passado, mas em também interpretarmos a nós mesmos por meio de nossas imagens mais arraigadas e mais profundas. Por muito tempo a história foi um conjunto de narrativas sobre reis e generais e os fatos decisivos da história acabam por coincidir com as grandes batalhas. Para as crianças na escolha, estudar os grandes impérios da antiguidade é sinônimo de ler sobre suas táticas de guerra, formações e batalhas memoráveis. Por isso faz-se necessário uma abordagem que, além de dar conta dos detalhes técnicos – como as formações de guerra, armamentos, táticas, inovações técnicas, etc. – nos apresente uma análise dos porquês da guerra, dos exércitos e, além disso, nos dê um olhar sobre a guerra para além de generais e soldados, que permita resgatar a memória de suas vítimas, aqueles sobre os quais a guerra objetiva controle e sobre os quais produz tanto sofrimento e morte.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Adubo petista e cia...






Uau!

Cap-tirado do Blog do Roberto Romano

Vade retro!

Cap-tirado do Blog do Acir Vidal.

E antes de sair, o ratão quer assinar um decreto desmatando mais bosques nos EUA. Um besta!

Uma Boa Má-ringa!


Ontem, na Feira do Produtor (um dos melhores lugares turísticos da Má-ringa), vi uma turma de teatro. GENTE! Isso existe na cidade! Em volta de três artistas crianças, jovens e adultos riam das peripécias do pessoal. Muito bom. Sai da feira e fui à outra feira, a do artesanato. Fica em frente à Feira do Produtor. E não é que lá estava a BANDA MUNICIPAL!? Serena, quase só... batemos palmas para o pessoal. Tomara que eles continuem a vida na cidade...

Isso prova que não precisamos de mangueirinhas do paraguai nas árvores quase mortas das calçadas. Não precisamos ser bregas, sem "curtura".

BANCO LULA

Pois é! Os bancos têm ajuda. Já o povo. .. Bolsa "famia".

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tortura!? Temos todos os dias no Brasiu!



Deu em O Estado de S. Paulo
'Tortura acontece todos os dias no Brasil'
Pesquisadora defende processo contra militares, mas alega que só isso não vai acabar com a prática em delegacias e prisões
De Wilson Tosta:
Criadora de um modelo científico - baseado em entrevistas com ex-torturadores do regime militar brasileiro - que a levou a prever torturas no Campo Delta, em Guantánamo, e na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, a socióloga americana Martha Huggins acha que os acusados de torturar prisioneiros na ditadura do Brasil devem ser julgados. “A impunidade claramente estimula”, justifica a pesquisadora, em entrevista por telefone ao Estado.
Com base no seu trabalho, Martha antecipou aos jornais dos Estados Unidos, em 2002 e 2004, a possibilidade de brutalização de prisioneiros na “Guerra ao Terror”. A afirmação, no caso do cárcere iraquiano, foi feita pouco antes da divulgação das fotos de detentos encapuzados e humilhados.
“A tortura é um sistema, que inclui muitas pessoas”, afirma a socióloga, lembrando os “facilitadores” do uso de métodos brutais contra prisioneiros, como médicos e guardas. Ela inclui o próprio presidente George W. Bush nesse grupo. “Punir somente aquele que era torturador não vai desmantelar o sistema”, opina.
Apesar de não acreditar na possibilidade de algum ex-torturador ir parar na cadeia, ela acha importante o julgamento, para “abrir olhos” do País. Destaca, porém, que a violência contra prisioneiros ainda está enraizada no Brasil. “O julgamento de Ustra não vai parar aquela tortura comum que está acontecendo todos os dias no Brasil”, afirma a socióloga, referindo-se ao coronel Carlos Alberto Ustra, que comandou o DOI-Codi em São Paulo.
No modelo científico que montou sobre a tortura, Martha identificou dez elementos, a começar pela omissão da palavra “tortura” por todos os envolvidos nos casos. “Ninguém tortura no Brasil, você sabe”, ironiza. “No meu estudo, passei meses procurando um torturador. Ninguém torturou.”
Leia a entrevista em 'Tortura acontece todos os dias no Brasil'

Devastação dos aposentados...


Depois de o PT e sua base aliada efetivar a Reforma da Previdência (leia-se: foder os aposentados), Paim com sua "mea culpa" tem seu projeto vigiado pelo Ministro (sic) José Pimental. Eles se merecem.

Veja a notícia do Blog do Noblat:


Corre risco projeto de Paim que reajusta Previdência
O ministro da Previdência, José Pimentel, vai na terça-feira ao Congresso para convencer os parlamentares a não aprovar o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) , que cria um índice de recuperação das aposentadorias. Segundo Pimentel, o projeto, se aprovado, custaria R$ 76 bilhões anuais. Leia mais em Ministro José Pimentel tenta barrar projeto de Paulo Paim que reajusta previdência

?????


Do Blog do RIGON. da Má-ringa

João Alves ganha no TSE
O vereador João Alves Correa (PMDB) venceu recurso contra sentenças da Justiça Eleitoral de Maringá e do Paraná, ontem, em Brasília, através de decisão monocrática do ministro Joaquim Barbosa. Desta forma, ele consegue a vaga que seria de João Borri, do PMN, e permanecerá na próxima legislatura.Confira a decisão do ministro, que alegou haver jurisprusdência de que a condenação do vereador, por agredir verbalmente um servidor público, não tem relação com o direito eleitoral.

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Comentário: e os laptops? Ele vai devolver o dinheiro da compra ilícita?

Se Obama fosse africano

Do Blog do Acir Vidal
por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano?
São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto. E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos. A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa. Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes.
Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público. No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África.
No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo. Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Jornal "SAVANA" - 14 de Novembro de 2008
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(*) Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) é um dos escritores moçambicanos mais conhecidos no exterior. António Emílio Leite Couto ganhou o nome Mia do irmãozinho que não conseguia dizer "Emílio". Segundo o próprio autor a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos e desde pequeno dizia a sua família que queria ser um deles. Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955.
Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada. Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi diretor da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde fez o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

Crise, que crise?


Recebi da Elena Soares e repasso.

http://albertomurray.wordpress.com/2008/11/13/o-discurso-vazio-do-ministro-do-esporte/
Alberto Murray Olímpico
O Discurso Vazio do Ministro do Esporte
Novembro 13, 2008
Hoje li na Folha de Sao Paulo (estou fora da Cidade) que o Ministro do Esporte vai fazer um "planejamento" para o repasse das verbas publicas destinadas ao proximo ciclo olimpico, visando "metas". E que o "merito" tem que ser, de alguma forma, recompensado. E o discurso fica por ai.
Ora, criar metodos que visem um objetivo e a coisa mais obvia do mundo. O que queremos saber e como ele vai fazer isso. Ao fazer essa declaraçao, o Ministro da a impressao de que, ate agora, nao havia criterios de repasse, nem planejamento algum. Ou, se existiam, estavam errados.
O Ministro disse o obvio, sem falar nada.
O que eu gostaria muito que Sua Excelencia o Ministro respondesse `a sociedade sao as questoes que enviei a ele por carta, publicada neste Blog, de como foram investidos, ate o momento, os cerca de R$ 100 milhoes repassados para o tal lobby da candidatura Rio 2.016.
Vamos ver se alguem tem coragem, no Ministerio, de dar alguma resposta tecnica, direta, objetiva e clara aos pontos levantados em minha carta.
Alias, uma das diferenças entre o politico e o esportista, como dizia Roge Ferreira, e que o esportista quando tem que lhe falar algo, diz na hora, de peito aberto, olhando nos seus olhos. O politico demora uma semana para lhe contar metade da historia, ainda assim nem toda verdadeira e olhando para os lados, ou para o chao.

Zé, fala comigo!

Do Blog da Kathy

Já aqui no Brasiu!



Chefe de polícia chinesa leva 48 parentes à prisão
Reuters
Um chefe de polícia participou de operações na China que levaram à detenção 48 de seus parentes, incluindo irmãos, primos e muitos integrantes da família da mulher, segundo a imprensa local. As pessoas detidas eram acusadas de diversos crimes diferentes. O homem que trabalha em Heizhugou, uma província de Sichuan, viu essas pessoas indo para a prisão, sendo condenadas à “reeducação através do trabalho” ou sendo punidas de outras maneiras, segundo reportagem publicada no site “Chinanews”. Em dez anos de carreira, ele já deteve pessoalmente um irmão e dois primos, depois de eles baterem em professores da escola quando embriagados. Outros membros da família foram detidos por roubar a bolsa de uma mulher. Por conta de seu trabalho, o policial e seus familiares mais próximos já sofreram ameaças – inclusive de outros parentes. Segundo o homem, com faixa etária de 30 anos, algumas pessoas já mostraram seu descontentamento cortando os rabos e as patas das vacas do policial.

Em Londrina.....

Enviado pelo José de Arimatheia, Londrina

Londrina: “Palavras Andantes” é o melhor projeto de leitura do país

O projeto “Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes”, da Secretaria Municipal de Educação, é o melhor projeto de leitura do país. O programa ficou em primeiro lugar na sua categoria na premiação do Vivaleitura, iniciativa do Ministério da Educação que incentiva a formação de leitores em todo o país. A cerimônia foi realizada na quarta-feira (dia 12), em São Paulo, e o coordenador do projeto londrinense, Rovilson José da Silva, estava presente para receber o prêmio.

“Este prêmio é uma constatação para outras partes do país, de que Londrina está conseguindo avançar, significativamente, com esta política pública de incentivo à leitura”, ressaltou Silva. De acordo com ele, o vencedor recebeu um troféu e um certificado como prêmio, além do valor de R$ 30 mil destinados ao “Palavras Andantes”. “Esta iniciativa é fruto de vários anos de trabalho e pesquisa em todas as escolas municipais. O prêmio é só um dos resultados obtidos com a política”, enfatizou.

Conforme o coordenador, o verdadeiro prêmio é o aumento de 790% de empréstimos de livros nas unidades de ensino municipais, conseguido desde a implantação do projeto, em 2002. “Com esse percentual a secretaria reafirma, em contexto nacional, que a formação de leitores dá resultado”, comentou. Silva ressaltou a importância da viabilização do “Palavras Andantes”, realizada totalmente por meio da Secretaria Municipal de Educação.

Rovilson José da Silva explicou que no próximo ano serão distribuídos livros, confeccionados pelo próprio Ministério da Educação, em todas as escolas municipais de Londrina, com informações sobre o próprio “Palavras Andantes” e os outros projetos finalistas. “Esta é uma forma de mostrar aos alunos o resultado da iniciativa”, observou.

O projeto

O “Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes” foi instituído no município em 2002 adotando estratégias como formação e promoção de encontros mensais com os professores da “Hora do Conto”, projeto de contação de histórias; incentivo aos professores para a elaboração das propostas de trabalho de mediação da leitura; instalação e readequação de biblioteca, seleção de temas, de autores dos livros e acervo.

Até 2002, das 78 escolas municipais da rede de ensino londrinense, 2/3 tinham bibliotecas com a “Hora do Conto”. O espaço físico da biblioteca tinha pouca iluminação, abarrotado de materiais da disciplina de Educação Física, com mobiliário reaproveitado de outros locais. O projeto promoveu a revitalização dos espaços, com móveis adequados e organizados, assim como os livros, que foram renovados e catalogados, de acordo com as necessidades de cada escola. Além disso, a “Hora do Conto” agora é desenvolvida pelo menos uma vez por semana em cada turma de 1ª a 4ª série.

Fonte: Jornal União
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COMENTÁRIO: Aqui em Maringa temos Projeto Laptops sem licitação. Ou Projeto dedos ilícitos. As bibliotecas municipais são pequenas, sem atrativos. As bibliotecas das escolas são puro pó. Imagine se a elite gosta de leitores. Nem ela lê.

Haja hoje para tanto ontem!

As vezes, levanto assim. Penso: a vida que levamos está boa? Definindo boa: se tem sentido. Se os jovens que educamos estarão bem daqui a um tempo. Se os trabalhos que fizemos terão eco. Se conseguirei pagar pequenas dívidas. Se o Dr Alzeimer não virá me visitar em breve. Se as décadas passadas não eram melhores. A Ana Cristina enviou-me um e-mail falando da Lina Bo Bardi. Eu a conheci em São Paulo na década de 70, creio. Lembro-me dela com voz forte, contestando algo em um evento.... Tenho tido recaídas. O passado puxa a gente para um liquidificador do tempo. Como disse Leminsky: haja hoje para tanto ontem. Mas, como o Simão digo: vão indo que vou depois.

Segundona

Imagem: foto de Eliott Erwitt
La Monroe. Linda.
Novos Blogs que conheci:


da Kathy de Londrina: http://kthyktrine.blogspot.copm/

Gente jovem inteligente. Dá gosto!

domingo, 16 de novembro de 2008

Lina Bo Bardi


Ana enviou-me 

você conhece a Casa de Vidro projetada por Lina Bo Bardi (ela morou lá com o Pietro)? Lembrei de sua biblioteca. Há umas fotos, veja nohttp://www.institutobardi.com.br/instituto/galeria/08.html
 
Fiquei muito a fim de conhecer, mulher danada de projetar, executar e curtir um espaço desse em São Paulo...
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Comentário:  Maravilhosa casa! Integrada à natureza. Com tecnologia muito moderna. E isso na década de 50.

Arrumando as malas

Solda


















































Nossa, estou apanhando do Mac. 10 a zero
Domingão. Depois de uma festa de casamento no sábado que se estendeu até a manhã. Com computador da Apple. Nossa! O computador é diferente, bem diferente. Estou parecendo uma ship diante da tela. Uma chimpanzé!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A ordem vem de cima! De quem? Do Deus!

Imagem: cap-tirada do Solda
Má-ringá do Blog do Rigon
De leitora, a respeito de uma igreja próxima à rodoviária nova:Hoje (ontem) ao voltar do trabalho, ao entrar na avenida Mauá, percebi que a rua estava literalmente fechada. Usaram alguns cavaletes e fecharam a rua. O problema é que eles fazem isso sem a menor preocupação com os cidadãos que pagam seus impostos. Impedem a rua sem uma sinalização decente. Você entra na rua e só então percebe que ela está fechada, tem que voltar. Hoje mesmo eu tive que voltar e parei em cima da faixa de pedestre pra esperar os carros passarem e só depois eu sair de lá. Eu já liguei na Setran sobre esse assunto e me disseram que a ordem vem de cima, então não podem fazer nada.

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Comentário: Vox Dei, apenas VOX DEI.

Punindo com mão de ferro! Eita, democracia!

Imagem: cap-tirada do programa de eleições de 2008
Na Má-ringa:

Do Blog do Rigon

Represália
A atendente de creche Anna Paola Suesco Pinto ficou sabendo há pouco que foi exonerada pela administração cidadã. Há dois anos ela participa da gestão Ana Pagamunici, no Sismmar, e recentemente atuou nas eleições daquele sindicato na condição de presidente da comissão eleitoral.Desde o início do ano Anna Paola respondia processo administrativo, por faltas, e a administração decidiu pela punição máxima, a exoneração. Aparentemente, trata-se de mais uma retaliação - afinal, esta gestão chegou a demitir servidores que reivindicavam reajuste salarial. Ela vai recorrer da decisão, certamente com o apoio do Sismmar, que muda sua diretoria no próximo dia 29.

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Comentário: Já deu para ver que o prefeito arrasará o povo que discorda dele. Aqui a gente fala, aqui ele faz. Que nojo!

Viajando... com o PP


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

No senATO


Incentivo aos carros

e o dinheiro para a comida ó...

Praca cronada


Mais fusão!


Ai, que lindo!


Na Má-ringa, o esquadrão do alcool está chegando

Ao contrário de Moscou, Acir, aqui na Má-ringa, Paraná, chega o Esquadão do Alcool. Não, não é a turma que bebe e bebe. É a polícia que cercará o chamado "quadrilátero" nervoso. Trata-se do bairro onde fica a Universidade pública que realiza seu vestibular. Senti satisfação na voz do povo que "cuida" da moral e bons costumes. OBA!, vamos espirrar spray de pimenta nos "zóios" dos estudantes. Eu ficaria feliz se esse esquadrão fosse, de vez em quando, à Câmara de vereadores, aos bares de elite da cidade, enfim, a outros "quadriláteros" da Má-ringa.

Meu saquinho de vômito, por favor!


Do Fabio Campana jornalista em Curitiba (tá no Blog do Messias também)

O presidente Lula desenha um projeto que é de todos os petistas nativos. Lançar a candidatura do senador Osmar Dias a governador, pelo PDT, com um vice de seu partido, que poderia ser Jorge Samek ou Paulo Bernardo.
Para completar a chapa, que Lula considera imbatível, a dupla que disputaria as duas vagas do Senado seriam Roberto Requião, pelo PMDB, e Ricardo Barros, pelo PP.
A chapa agrada e muito Requião, que assim tiraria Osmar Dias de seu caminho na disputa do Senado".
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Comentário: glup, glup.... Tô indo vomitar

Jornais, ah... que preguiça...

Do messias Mendes, Jornalista da Má-ringa


Vivemos a era do jornalismo pasteurizado. Todos os jornais têm a mesma cara. Leu um parece que leu todos. Exceto quando algum matutino, geralmente dos chamados jornalões, resolve incursionar pela reportagem, papel que ficou restrito às revistas semanais, que não têm a mesma dinâmica.
Sou de um tempo em que a reportagem era o carro-chefe dos jornais diários. Não é mais, talvez pelo comodismo da visão empresarial dos donos ou pela formação de "jornalistas descartáveis"
proporcionada pelos cursos de comunicação.
Reportagem dá trabalho, gera dores de cabeça e exige investimentos - nos profissionais e na estrutura das redações. Acho que esta definição do Luiz Cláudio Cunha , autor do livro " Operação Condor – O Seqüestro dos Uruguaios: Uma reportagem dos tempos da ditadura" diz tudo:
"A reportagem é uma longa travessia que contraria as práticas e os limites de tempo sempre estritos da notícia. Se a notícia é o urgente relato de um fato, a reportagem é a descrição ampliada e circunstanciada desse acontecimento. É um jogo de paciência onde a investigação vence a ancestral impaciência da redação pelo resultado diário, pela apuração cotidiana de um tema sujeito ao maldito destino de virar embrulho de peixe como jornal velho do dia que passou".
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COMENTÁRIO: Sou tarada por leitura. Quando comecei a ler o jornal em poucos minutos cancelei as assinaturas. para quê pagar por mixarias?

Uau, começou o crima de Natau!

Imagem: cap-tirada da arte do Solda.
Como estamos chegando no final do ano vamos iniciar o EVENTO dos POLITICOS mais mais de 2008. O mais cara de pau, o mais intelectual, o mais ... VOTEM! Deixem aqui o nome de seu político mais "vagau".

Tá tudo parado...


Na Má-ringa as obras (sic) pararam. Os políticos locais voltaram para casa após as eleições. Sobram as mangueirinhas do paraguai nas árvores saudando o "Natau" maringaense. Cidade sem cultura musical, artística ... sobra breguice. E põe breguice nisso. Árvores enroladas (como nós somos enrolados) com plástico. Plástico é a cultura dos bregas. Leia-se a "elite" local. Fica mais para bordel do que para Natau.

Perto da minha casa as ruas que foram varridas e uma meia avenida , raspada por tratores, já viraram depósitos de sofás velhos e cacos em geral. Taí, depois das eleições a normalidade volta ao seu anormal.

Crise? só no salário!


Zezinho e zezinhos no brasiu

Do BLOG do TAS
A Casa do Zezinho, há mais de 10 anos, é um oásis de cultura, educação, civilidade e afeto para 2 mil crianças na periferia de São Paulo.
Localizada no epicentro dos bairros Jardim Ângela, Capão Redondo e Parque Santo Antônio, a Casa oferece dezenas de oficinas culturais, além de apoiar os jovens na escola e na vida doméstica.
A maioria esmagadora deles não tem pai, poucos podem contar com a mãe, geralmente ocupada em lutar na cidade para levar algum dinheiro para casa, ou em muitos casos, afundada no alcoolismo.
Mesmo com esse quadro duro, assustador, frequentar a Casa do Zezinho, com frequento como colaborador voluntário há mais de 5 anos, é uma grande alegria. Porque lá a gente aprende com o sorriso e garra das crianças.
Quem vive do outro lado da moeda e acha que a vida é dura e injusta, pode tomar uma ducha instantânea de ensinamentos a um simples contato com um garoto ou garota da Casa do Zezinho. Todos eles são sobreviventes e vencedores de uma guerra dura e diária.
Na última segunda-feira, essa ONG, que representa um verdadeiro DNA de ética e eficiência para o país, foi barbaramente atingida. Um de seus "Zezinhos" mais queridos, já grandinho, com 23 anos, lutanto para enfrentar a vida, agora como pai de família, foi estupidamente assassinado. O nome dele é Alberto Milfont Jr.
Segue o relato indignado abaixo das educadoras da Casa do Zezinho, ao quem eu me junto e convido cada um de vocês a se juntar e espalhar essa notícia por aí...::..
Nota de repúdio e indignação
A Casa do Zezinho está de luto. A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr, (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.
O jovem Alberto, mal vestido, morre com a nota fiscal, com comprovante de compra nas mãos. Enquanto aguardava dentro da loja, “roupa de trabalhador”, sua esposa Darilene (22) voltava do caixa aonde fora pagar a prestação da compra de um colchão. Foi abordado pelo assassino, terno preto. Depois de um bate boca ligeiro o segurança saca da arma e atira à queima roupa. O jovem tomba sem vida.Suas últimas palavras: Sou cliente, não sou ladrão!”. A partir daí se calou.
Calou da mesma forma como estamos calados, sufocados há 400 anos. Que grande equívoco este país!Mal vestido, roupa de trabalho, é um sinal verde para o braço armado da sociedade, o assassino pago para atirar. Alberto deixa esposa e um filho de 5 meses. Alberto deixa morta a remota esperança de milhares de jovens brasileiros. Estudar pra que? Trabalhar pra que? Ser honesto pra que? Brasileiros alfabetizados, respondam honestamente essa pergunta!O menino brincalhão, comprido e de pernas finas entrou para a Casa do Zezinho aos 10 anos. Sua turma do Parque Santo Antônio já estava todinha ali. Vai ser muito legal, ali vamos nos divertir para valer.
O jovem deixa excelentes recordações em toda nossa comunidade, onde permaneceu como um membro muito querido até 2003. Estava de casamento marcado com a jovem Darilene, com quem tinha um filho de apenas 5 meses. Suspeita e pobreza sempre juntas na nossa história. Nenhum (a) jovem “mal vestido” (leia-se moreno, pardo) da periferia ousa sequer pisar num shopping de grife da cidade sem levantar as mais alarmantes suspeitas. Nenhuma placa, nenhum sinal explcita essa indesejabilidade, como faziam com os negros os norte-americanos. Diferentemente dos americanos, aqui o jovem da periferia já traz gravada na carne, na alma, essa interjeição.
Nenhuma revolta, nenhuma vingança organizada. Nada que a sociedade deva se preocupar. Apenas o destempero de um segurança idiotizado, uma peça para reposição. No Cemitério São Luiz o murmúrio surdo da mãe e da jovem esposa.Dentes cravados, os jovens cabisbaixos que acompanham o enterro trazem o sangue nos olhos. – O mano Alberto subiu! Com muita raiva seguimos com eles, solidários, para tentar preservar essa auto estimatão covardemente destruída desde o seu nascimento nas favelas.
A vitória da morte exercida com eficiência certeira desde sempre no país pelo braço armado contratado pela sociedade dominante e pelos seus comparsas que dominam toda a estrutura de poder do estado.Pras Casas Bahia deixamos como lembrança o carnê saldado com a honra e a dignidade de um jovem trabalhador. Adeus mano Alberto!
Fotos: Acima, Alberto numa exposição de arte quando ainda estava na Casa do Zezinho, em 2001; abaixo, foto recente.
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COMENTÁRIO: é esta indignação que senti ontem ao ouvir de um comentarista da CBN local. O comentarista, referindo-se aos flanelinhas das ruas da Má-ringa, disse que sente nas costas o peso da grana que tem que dar aos flanelinhas. Minhas costas também doem. Dóem quando pago impostos e sei que o dinheiro vazará nas mãos dos corruptos. Dóem quando pago IPTU e os vereadores da cidade compram laptops sem licitação, viajam na boa com nosso dinheiro...enquanto isso, os flanelinhas e seus filhos ficam sem escola, sem emprego.
Cada costas dóem com o merecimento que temos. Para falar a verdade fico enojada de ouvir improprérios da direita. Argh! que nojo, nojo, nojo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Minha gata

Imagem: enviada pelo Giulio.
Grazie!
Há 19 anos nascia minha filha JULIA. É a aniversariante hoje!
parabéns, menina!

Ando meio assim...


Imagem: Escher

Morando com o Snoopy


Nem eu....


Do Contra

Ouvi, hoje, terça-feira, pela CBN local, a opinião dos dois jornalistas sobre os flanelinhas. Devem ou não os guardadores de carros, ou flanelinhas como são chamados, serem banidos das ruas? Ou melhor, despojados de seus "empregos"? Por que estes flanelinhas, pergunta um jornalista, escolhem ficar à margem da sociedade?
Sou contrária à extinção dos flanelinhas. Eles ficam à margem, ou na margem, porque cair na correnteza dos rios sociais, provoca a morte. É ficar à margem trabalhar nas ruas como flanelinhas? Estamos todos à margem no Brasiu. Ou estamos na margem direita do país.
Quem fica nas ruas ganhando como flanelinha é pior ou melhor do que os vereadores que compram laptops sem licitação? OU são piores porque ganham mais do que os deputados federais com seus inúmeros modos de angariar dinheiro público? Ou são mais espertos que os políticos viajantes? De qualquer modo é mais fácil condená-los. Eles feios, sujos, malvados. Nasceram assim. Vamos condenar os condenados. É mais simples.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Crise, que crise?

Cap-tirado do Noblat
Ninguém está a salvo e todos os países serão atingidos pela crise.

Lula, ao se referir à ex-marolinha eviajando com os deputados maringaenses do PP

Vão em busca de Deus....

Do Fabio Campana
Os deputados Ricardo Barros e Cida Borghetti viajaram neste sábado para Itália. Os parlamentares integram a comitiva do presidente Lula em viagem oficial.
Além de vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros é também presidente do grupo parlamentar Brasil-Itália e Cida Borghetti é membro do Comitês Paraná e Santa Catarina, órgão de representação dos italianos no Brasil.Ricardo Barros comemora aniversário no dia 15.
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Comentário: PT e PP viajam. O restante do PT fica aqui, na Má-ringa. Como se divertem os deputados!

Braziu!

Braziu!

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