TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

domingo, 28 de setembro de 2008

Eleições...

Não! Uma Câmara que compra "notebu" sem licitação a preço de ouro da loja amiga.
Pergunta: quem suja a ficha?

Na véspera das eleições...



P. O curso do rio, dá diploma?
R. Só se o sujeito for muito pro fundo.
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P. Camisa de onze varas, vem com punho duplo?
R. Pelo contrário, vem com manga de colete.
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P. Corrente marinha, serve pra amarrar cachorros?
R. Não, mas serve pra arrastar imbecis.
**
P. Dor de dente, dói?
R. Não, o que dói é a anestesia.

Nos EUA...

Da Mary, Blog a Feminista
Ai. Os comments do Shakesville tão de arrasar.
Melissa McEwan One thing I meant to mention that I didn't like was when Obama addressed the costs of the Iraq War, and he said: "We've spent over $600 billion so far, soon to be $1 trillion. We have lost over 4,000 lives. We have seen 30,000 wounded." Uh huh. And what about all the Iraqi civilians who have been killed or wounded?
I hate -- hate -- when American politicians talk about the costs of the war as if American casulties are the only loss that matters.
That was a moment when I found Obama distinctly unlikeable. Sigh.
Ela sempre pontua isso. E eu adoro. Porque escancara mesmo o quanto o Obama NÃO está disposto a rever a postura americana mais incômoda. Que é essa da superioridade que eu falei.

Melissa McEwan
Seriously. I'm sure his intent was to go for being dismissive of Obama because of his inexperience, but McCain wholly failed (not surpisingly) to consider the context of treating with disdain an opponent who's a person of color. Spudsy and I were talking about it on the phone while the debate was going on, and both of us were positively squirming with the cultural connotations McCain was carelessly invoking. He appeared utterly contemptuous of having to share a stage with Obama, and that's just a complete disaster of a strategy when you're standing onstage with a historic candidate.
Condescending prick.
....
Daí a Melissa, de novo. Porque ela disse, no post, que o Obama tinha assumido uma linha *o* adorável durante o debate. E que o McCain tinha adotado a linha *o* condescendente. Eu não notei isso, claro, por causa da tradução simultânea. Que impede que a gente perceba essas coisas. Mas o caso é que a condescendência do McCain flerta demais com o racismo. E eu achei muito bem colocada essa observação.

Melhor galeria sempre. Washington Post. A oitava foto é algo.

Nos EUA...


Enviado pelo amigo Sidnei Munhoz que recebeu do seu colega (EUA) Frank D. McCan. Frank MacCann é autor entre outros livros Soldados da Pátria, publicado pela Editora Companhia das Letras, sobre o exército brasileiro da república a 1937. É apaixonado pelo Brasil. Foi publicado no Blog do Andre Gustavo Stumpf (Jornal de Brasília)
O professor Frank McCann, da Universidade de New Hampshire, atento observador político da campanha eleitoral em seu país escreve outro artigo para este Blog. Frank McCann é autor de vários livros sobre as relações militares entre Brasil e Estadois Unidos. Eles viaja com freqüência ao Brasil e a Brasília. Segue seu mais recente artigo, na íntegra:

Desafios da campanha eleitoral nos EUA

Frank McCann

“Enquanto a campanha presidencial continua distante dos principais assuntos do país, me pergunto o que os brasileiros pensam sobre o assunto? Se acham confusa e contraditória, eles estão na bastante companhia da maioria dos norte-americanos. Aqui é natural acreditar em honestidade, argumentação lógica, respeito por qualificação e experiência. No entanto, os discursos eleitorais estão derivando para emoções, desejos, vontades, e atribuindo menor importância à realidade.
Não existe uma boa e completa explicação para esse momento incrível. Ela vem de muito tempo. Os republicanos estão vendo tudo muito claro: a maioria da população os enxerga como reflexo da administração Bush.Eles estão desesperados para mudar de assunto e encobrir o desastre do atual governo. Mas não conseguem apontar para uma situação de maior segurança para o cidadão. Sete anos depois do 11 de Setembro, Osama Bin Laden ainda é presumivelmente perigoso. As Forças Militares norte-americanas não estão respondendo ao desafio na medida correta. Levará anos para reorganizá-las.
As Guardas Nacionais dos estados não estão trabalhando direito na prevenção e no socorro aos desastres locais porque deixaram seus equipamentos no Iraque. E não têm recursos agora para adquirir novos equipamentos. A dívida nacional é tão grande que ninguém consegue descrever seu tamanho, nem as suas origens. O pior é que a maior parte dessa a conta está na mão dos chineses, que não são exatamente muito amigos ou aliados. Técnicos, especialistas e analistas não possuem experiência para tratar de uma dívida desse tamanho e com essa complexidade. Então, os políticos apenas evitam falar sobre o assunto.
A taxa de desemprego é 6.1% para agosto, mas quem é do ramo acha que é muito maior. Isso significa que 9,4 milhões de americanos estão sem trabalho. Os grandes bancos estão lutando para não quebrar. Americanos procuram conselhos via telefone sobre o problema nos computadores, a compra de celulares e outros serviços logo provavelmente terão vozes com sotaque indiano dizendo o que fazer. Diariamente esse lembrete que empregos estão sendo mandados para outros países está deixando o governo furioso com as companhias que estão traindo seu país por dinheiro.
Esse é um grande país e os americanos estão acostumados a se mudar de cidade com facilidade.As famílias são divididas de costa a costa. Viagem aqui não é luxo e sim uma necessidade. O alto custo da gasolina fez com que viagens longas tenham preços proibitivos. As empresas de aviação que antes eram símbolos de tecnologia e da eficiência norte-americana agora estão desconfortáveis. De resto, algumas delas estão mudando de nome para Balkan Air ou Aeroflot. As ferrovias que foram tão sabotadas e maltratadas, não fazem parte dos planos da classe média. Nelas, viagens transcontinentais não são mais levadas em consideração.
E sempre que um passageiro tira os sapatos na segurança do aeroporto, vem à sua memória a falha do governo em combater o terrorismo. A resposta de McCain para tudo isso foi abraçar a mais nova governadora do Alaska. Ele sabe que não pode ganhar sem criar algum tipo de distração para os eleitores, além de esconder a realidade da dura queda no padrão de vida norte-americano. As crenças extremas de Sarah Palin parecem ser provocativas contra fanáticos mulçumanos. Será que ela realmente espera que Cristo volte como ela insinua, será ela integrante de alguma Cruzada? Não importa o que ela realmente seja.
Os eleitores de McCain estão fazendo o melhor para deixa-la longe das perguntas dos jornalistas. Nenhum comentarista faz perguntas sérias a McCain. A campanha republicana limita-se a atacar Barack Obama por coisas que ele nunca falou ou descreve suas propostas políticas de maneira completamente destorcida. Obama, que tem bastante experiência, acabou tentando refazer sua imagem perante o público aparecendo em séries de comédia na televisão.
Depois dos desastres nacionais, os americanos não querem que seus lideres se mostrem sérios ou preocupados. Preferem que eles demonstrem descontração, belos sorrisos e contem piadas. Seu amigo senador, candidato à vice-presidente, tem feito o público pensar se Hillary Clinton não teria sido uma escolha melhor para assumir o cargo de número dois da Casa Branca.
Nenhum dos candidatos à presidência está propondo de maneira realista a vitória contra o terrorismo.Bush disse que a única maneira de fazer com que a democracia se estabilizasse é combater e acabar com o terrorismo. Mas com certeza ele não pode encontrar os lideres adversários. A política externa caracterizada pelo realismo pragmático no passado foi substituída por fantasia e desejos. O norte-americano tem plena consciência disso e percebe que o processo político não concedeu a ele as oportunidades necessárias.
Qual seria meu conselho aos brasileiros? Primeiro não façam o que nós estamos fazendo. Segundo, o declínio americano pode ser bom para o Brasil, se os seus líderes agirem certo e mantiverem o foco no Brasil”.
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Outro texto do Frank, mas esse está em inglês (acho que no mesmo blog deve ter em portugês).
We knew for a long time that the emperor had no clothes, now we know that he has no money. It is a classic example of imperial “over reach”. The Bush gang told Americans that they could fight two foreign wars supposedly against terrorism, holders of weapons of mass destruction (the famous WMDs)s, and Islamic fascism, with minimal pain and sacrifice. What the gang did not say was that it would bankrupt the country.
Paul Kennedy laid out the dangers to powers that over extended themselves in his monumental study The Rise and Fall of the Great Powers (NY: Random House, 1987). Spain, Britain, Germany, Japan, Russia each wasted its time at the pinnacle of power by overestimating its military reach and underestimating the costs. The book’s message was a warning that the United States ignored in the Reagan years with pointless adventures in Central America, Grenada, clandestine war in Afghanistan, and an arms race seeking to bankrupt the Soviet Union.
In a cruel three-day invasion of Panama Emperor Bush I burned millions of dollars to eliminate his old CIA agent Manuel Noriega, to warn Latin Americans not to get too uppity, and to test new methods of attack, which he used again a year later in the Persian Gulf to drive another embarrassing former ally, Saddam Hussein, out of Kuwait . Bush II followed suit with his pointless invasion of Iraq. Now one-time enemy China holds most of the debt of the United States and American bankers and investment houses no longer know how to function in a competitive world economy.
Americans had been told that the government could use its military muscle as it wished without harming their wellbeing. They could have both guns and butter to go with their overpriced and inefficient cars and their million-dollar homes and sky-high college tuitions. Emperor Clinton used folksy hillbilly tones to lull the population, but he did manage to eliminate the huge Reagan-Bush I debts and stood aside for Bush II confident that the nation’s finances were in order.
Bush II’s task was to turn the nation’s wealth over to his oil and gas cronies who had manipulated his coronation. Confused at first as to how to do this he floundered until the enemies that the previous emperors had made around the world managed their revenge by flying commercial jets into the World Trade Center towers on Sept. 11, 2001. It was an act of great symbolism on many levels. Unhappily it removed the constraints on the Bush gang and they decided to respond, not by eliminating those responsible but by expanding on the Panama model to take out the bothersome (but innocent of this) Hussein. In a flash they also thrust aside normal book keeping and tossed millions, billions, and then trillions of dollars to their sponsors, now masquerading as civilian contractors. The Vice Emperor defied the people’s delegates citing his singularity and superiority to reject questioning.
The Bushites declared that the people should have houses, even if they could not pay for them. Bush II’s cronies moved money from bank to bank to bank in an elaborate shell game to hide where it really was. When so much of it disappeared into the players’ pockets that the game no longer worked and it looked as if the entire system could collapse they said don’t worry the Treasury would cover the losses. Suddenly, the economy which they deemed sound the week before, was in danger and the nation’s future was at stake so the people’s delegates were told that they had to approve whatever the Emperor’s cabinet wanted or it would be the Great Depression II. Not only is the emperor naked, the Treasury is too. The moral of this fable is that mixing guns and butter is very slippery business.

EUA neoliberal? Blá!!!!!!!! Na hora do vamos ver , o Estado vira solução! Eita, cambada!


Enviado pelo amigo querido Sidnei. Te amo, Sidnei Munhoz!

O impensável aconteceu: o Estado voltou a ser a solução
O novo nesta intervenção é o fato de ela ocorrer ao fim de 30 anos de evangelização neoliberal conduzida a nível global pelos EUA
26/09/2008

Boaventura de Sousa Santos

A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

A medida não é inédita pois o governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, mil norte-americanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).

O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de 30 anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.

Foi com estas receitas que se “resolveram” as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.

À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação. Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal.

Muito continuará como dantes: o espírito individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.

Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira maciça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão “soberana” de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual american way of life.

Segundo, o FMI e o Banco Mundial deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos (uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só proteção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automóvel).

Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Européia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da atual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.

Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado. Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção.

Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução. Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que vão certamente se refletir no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Fim do hilário eleitoral, começo do curral...

Pois é. Acabou o hilário eleitoral. Acabou aquele seriado de Pedro Bós repetindo a mesma coisa: eu farei, Eu prometo.. Deixará saudade. Gosto de ouvir e ver uma parte do povo brasileiro na TV. São zebras, jones, burrinhos, jão da oficina, zé padeiro, janete claires... um monte de pedro bó desfilando suas "ingonorâncias"... é interessante. Somos bem humorados mesmo!
Na Má-ringa soube que o candidato do pepê está com 50% dos votos. Soube por outros, pois estes três últimos dias fiquei na senzala. Trabalhei à beça. Fico imaginando se os vereadores trabalhassem bastante como nós, professores, trabalhamos.
BEM, se o pepê está com 50% de votos fico imaginando que,. uma vez eleito, a RODOVIÁRIA antiga dará lugar a um prédio feito pelo EMPRESÁRIO AMIGO. Em governos neoliberais o prédio é DELES, só o dinheiro é público. Também o Parque do Ingá será privatizado. Outro amigo empresário pegará este quinhão. O Hospital Municipal. Ah! Agora você terá um cartão azul. Azul da cor dos olhos do prefeito. Que lindo!
O povo, bozeando, aguentará mais uma regência da famiglia. Democracia é isto.
Os outros partidos correram ao colo do pepê antes do dia 5 de outubro. Expertos, espertos quem quer perder as tetas do município? Vão mamar seu IPTU, mais "notebu", nomes de praças, camisas para time de futebol, dentadura (eita, Vila Espérança!), cadeira de roda. Mas, é isso que os pobres têm no Brasil. Dentadura, cadeiras de rodas, um saco de feijão, mio, pão francês e aqui na Vila Esperança, quatro quarteirões de avenida raspada. Nóis sofre, mais nóis goza, diz o Simão. Burros sabem a carga que têm que carregar.
SALVAS para o nanico PSTU: os programas foram maravilhosos! Foi o único partido que deu no coro do pepê. Pequeno, mas decidido. ADOREI os programas. Alguém tem que dizer a verdade!
O PT sofre da síndrome Lula. Existe sem o Lula na hora dos votos. O PT foi destruído por si só. O PMDB já deve ter correligionários que correram para as mãos delicadas e afáveis do candidato do pepê. O PSB (adorei a música caipira, mais melodiosa e exaltando a cidade. ficou legal) deve sofrer também da mesma doença. O povo do Lupion ficaria com o líder do pepê?
A piada do ano: Ricardo Barros, irmão do candidato do pepê sai vencedor aqui, contra tudo e todos. Contra o PT principalmente. A piada: ele é o braço da direita do Lula no governo federal.
Só no Brasiu um amigo destrói o partido ao qual é aliado. Amigos. amigos, na hora do negócio, negócio à parte. É isso, Somos ignorantes num país de negociantes. E o povo, uó. Merecido!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Etanol!


...


Ninguém é ....


Sublime

Enviado pelo Zé de Arimathéia
Dewey - Um Gato Entre Livros

A rotina da pacata cidade de Spencer, Yowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witte é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos.


ahahaaha

Enviada pelo Zé de Arimathéia

Sobram pedros-bós


Chegando na sexta. Ainda estou "lotada" de trabalhos. Aulas na sexta, sábado. Quem sabe consigo sobreviver depois das 14h do sábado. Fico curiosa para vivenciar os últimos dias da eleição do dia 5 de outubro. TUDO indica que teremos segundo turno. QUE bom. DEMOCRACIA nunca é demais, mesmo que seja a la moda brasileña. Espero que os candidatos a vereadores que são os vitalícios voltem para casa e arrumem emprego como todo bom cidadão. É chato ficar com representantes que não estudaram, não têm emprego fixo e se instalaram nas cadeiras da Câmara(com notebooks ilícitos). Fico imaginando se um desses vereadores vitalícios cai esse ano. Como viverão? Ficaram deprimidos? Como irão voltar à vidinha comum? Ficarão Pedro Bó nas esquinas? De qualquer modo que se vayan todos.

Sapato para usar no dia das eleições

... é de palhaço mas dá para chutar a B* de candidatos xeretas, caretas etc

Fogo para churrasco...eleitoral


Sugestão: fogo para churrasco que candidatos a vereadores dão às suas ovelhas. Béééé.

Bushildo....

Depois da fomentar a guerra do Iraque, fomenta o senado para "salvar" os banqueiros.

Tem apreço pelos funcionários

Ontem, o candidato do pepê tomou uma parte do horário eleitoral do PSTU para dizer aos funcionários que ele tem apreço pelos trabalhadores. Só exagerou na dose quando gritou: "prendem eles" em 2006..

Na Má-ringa, o mais bobo não corre, voa!


Do Blog do RIGON

Campanha movida a carne
Agora à noite, numa empresa de peças e serviços para caminhões, na saída para Campo Mourão, aconteceu uma churrascada oferecida pelo vereador Odair Fogueteiro (PTB). Além da carne, foram consumidos dois engradados de cerveja, refrigerante, acompanhamento e foguetório. O vereador, também chamado de Odair Churrasqueiro nesta campanha, embora seja do PTB, que oficialmente apóia dr. Batista (PMN), fez campanha para o prefeito Silvio II. Disse que "é uma pena o que a justiça está fazendo com ele, pois, imagina, levar o filho na escola com o carro da prefeitura não é crime, é o que faria todo pai num caso de precisão! Até você, Sapata (o dono da empresa) faria isso se necessitasse!".

Fogueteiro/Churrasqueiro foi o segundo vereador que mais gastou com diárias no ano passado.Fogueteiro elogiou Enio Verri (PT) e disse que dr. Batista não sabe se expressar (Batista era seu sócio). Depois, foi embora.
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Comentário: levante a mão quem ainda não comeu carne do Odair no Jardim Alvorada! Currral, hein?! É mais açougue! E o dinheiro sai de onde? Levar criança na escola com carro oficial não é crime? Eitanóis. Sai, Pedro Bó.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Nos EUA, os contribuintes pagam....


Huummm, la mordaça....

Eu não quero liberdade de imprensa para falar bem, quero liberdade pra falar a verdade. Quando as pessoas não falarem a verdade, o povo fará seu julgamento.
Lula

O estudante aprenderá a mímica ....


Filosofia e adulação
por Roberto Romano

“A inteligência não possibilita nenhuma livre docência.” A frase é de Walter Benjamin, filósofo importante do século 20 cujo suicídio mostra as aporias do pensamento diante dos governos. Os pensadores, à semelhança de Cristo, sentem desde longa data a tentação do poder. Mas, ao contrário do paradigma ético inscrito no Evangelho de Lucas (“E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás.”), a resposta, quase sempre, é um esplendoroso “sim” aos donos do mundo. Platão, após o desastre dos tiranos atenienses, pensou que um governo dirigido por ele, em Siracusa, seria viável e melhor do que o exercido por Dionisio. E para lá se foi, na esperança de controlar finalmente os homens reais. Ledo engano! Quase deixou a vida física nas mãos do poderoso autoritário. Seneca, o moralista e professor de Nero, tem muito a dizer sobre o conúbio entre filosofia e palácios. No século 18, Voltaire foi preso pelo amigo, o rei Frederico, por imaginar que falava com o monarca em igualdade de condições. Os filósofos que ajudaram os ditadores do século 19 e 20 mostraram que entre a verdade e a espinha dobrada, eles preferiram a segunda. Schopenhauer estigmatiza os docentes da filosofia universitária que acostumaram os leitores a “tomar os mais vazios jogos de palavras por filosofia, os mais pobres sofismas por pensamentos engenhosos e as mais insossas extravagâncias por dialética”. O Estado patrocina uma filosofia industrial que “nutre como qualquer outra”. Os professores “se agrupam solícitos ao redor dos poderosos, proclamam boas intenções, ou seja, dizem estar dispostos a executar todo tipo de complacência para com eles”. No Brasil, a filosofia acadêmica começa novamente a se ajoelhar diante dos poderes. Tal tendência surge com vigor inaudito. Um filósofo louva na grande imprensa os triunfos do lulismo e transforma o presidente em admirável César: amigo do povo cuja legitimidade vem das pesquisas de opinião. Outro, ensaia rapapés ao Planalto, afirmando inclusive que seu sucesso vem da preservação irrestrita do Estado de direito. Nenhum deles nota o projeto do Executivo, de censura à imprensa, cujos efeitos serão mais desastrosos do que os serviços dos extintos DIP e SNI. Em vez de punir arapongas arbitrários, o governo decide (pela enésima vez) que a mordaça é o melhor instrumento. O enterro da crítica mostra a que ponto chegamos, na marcha da bajulação. A coisa está complicada e seria de bom alvitre deixarmos, imediatamente, de parolar sobre ética e coisas afins, para instituir cursos públicos e privados de adulação filosófica. Imagino as ementas do referido ensino: “o aluno aprenderá a louvar qualidades inexistentes dos governantes e dos ricos, de maneira plausível e, portanto, eficaz. A disciplina abrangerá estágios cujos títulos serão: brownosing I, II, III, e neles os alunos aprenderão a bem usar o nariz, aplicando-o às partes secretas dos poderosos. Como aperfeiçoamento, o estudante aprenderá a mímica admirativa diante dos governantes”. A bibliografia pode ser nutrida pelos tratados de Plutarco, sobretudo o “Como distinguir o amigo do adulador”. Com o panorama dos últimos tempos, e com o que se testemunha em parcelas das elites intelectuais, cujo bico sedento se abre para as verbas dos governos e conspurca o verbo que deveria manter fidedigno, só podemos anuir com o diagnóstico melancólico de Eric Voegelin (Hitler e os alemães): “Estupidez, ignorância, preguiça, inércia, decadência de diferentes tipos (...) são forças eminentemente importantes no processo social”. É difícil manter o espírito alerta quando surgem tantas oportunidades de suicídio intelectual rendoso, tanto em finanças quanto em poder. Tristes Trópicos.

Na Má-ringa



Do BLOG do RIGON
Ibope?
Elias Brandão diz que entrevistadores que se apresentaram como sendo do Ibope (ele dá até os nomes) solicitaram dados pessoais, como telefone, nome e endereço, de uma entrevistada, hoje no campus da UEM. Certamente não eram do Ibope, que segue as normas da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisas (Abep), que estabelece os direitos do entrevistado.Quando alguém chamar a polícia, a coisa muda.
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Comentário: é tão fácil desmantelar os caras. Grite com eles, chame a polícia... faça valer sua cidadania.

Socorro!

Imagem: eu e Zé em agosto de 2008.
O Zé me pergunta como estou.
Chegando o final de ano, dissertações e teses são preparadas para a defesa. Nesse momento é que vejo como escrever é difícil (e corrigir mais ainda). Há orientandos bons; muitos medíocres. E muitos espertos. Os espertos são a categoria mais densa populacionalmente. Uma colega disse-me que uma de suas orientandas copia, copia... e ainda se candidatou a vereadora .... Dá vontade de reprovar um tipo desse. Ou faz a dissertação ou vai propagandear. Detalhe: é uma candidatura falsa. Só para fazer de conta. Usa o tempo para "escrever" a dissertação. Why? Uai.

Os diplomas de pós-graduação são uma escalada para o "trampo". Só isso. LER? ESTUDAR? PENSAR? Ora, isso é detalhe. Há um coisa do profundo cinismo nisso. Estamos cada vez mais hipócritas. Um amigo disse-me que sou uma das professoras do mestrado/doutorado mais temida. EU? Logo eu? Se assim sou considerada é porque ainda não me conhecem. Tá certo. Depois dos 50 anos, estou mais insuportável. Não tenho tempo para ler ou ouvir "papagaiada". A minha vida escorre pelas mãos, braços e todo o corpo. Como posso me deter nessa meleca toda? Não dá. Copiou? Fica escrevendo "lorota"? Leva. Mas, ainda assim, a categoria dos espertos abunda.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A festa aparece...



... na Má-ringa. Os candidatos estão, desde manhãzinha dessa terça-feira, a correr com carros cheios de propaganda. Tá ficando quente. Hoje no Jardim Alvorada estava o maior alvoroço. Lá a caça é grande.

Candidato

Cuidado! pode ser sacrificado!

Dinheiro? De onde vem isso?

Enviado pelo Grosny

Karl Marx manda lembranças

por Cesar Benjamin
As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação. Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria. Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro.
Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade. Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo. O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Na Má-ringa


heca...argh


No hilário nacional e local

Na Má-ringa o candidato Dr número 33 disse que vai melhorar a saúde fazendo parceria com as empresas privadas. Ma vá, caro mio. Vadre retro, satanás!

Chegando em casa...


Minha mãezinha querida....


... é o título que eu daria ao programa de hoje, segunda-feira, do candidato número 33. Com sua voz fina, o candidato contou que é filho de uma família rural (ele e 100 milhões de brasileiros), pobre, com 1 5 filhos. Nessa altura os meus olhos marejavam água. Continuou ... contou a doença de sua mãe, câncer. Contou como decidiu ser médico mesmo pobre. Como pagou sua faculdade. Como ajuda os pobres a pedido de sua mãemazinha querida. Nessa momento eu já chorava mais ainda. Cry for me Brasiu! huhuhu

Na Má-ringa

Imagem: Guto Cassiano
O programa de rádio, hoje, do candidato do pepê da Má-ringa foi um xororô. O candidato ressaltou sua qualidade: não cair na cilada de criticar quem lhe critica. Disse que tem caráter e essas coisas todas. Falou bem. Algo tem que ser dito para que tudo fique sem explicação. Fica sem explicação: a) a privatização dos serviços médicos dos funcionários públicos municipais; b) o desmanche do Hospital Municipal; c) aquela "ponte" do Parque do Ingá; d) a terceirização do Parque do Ingá; e) a ciclovia mais cara do planeta Terra; f) a destruição da Rodoviária no centro da Má-ringa para dar lugar a um mega $$$ local; g) o corte de árvores na frente de lojas amigas (?).... E os vereadores candidatos não falam dos notebu comprados sem licitação ao preço de amigo para sempre... Taí uma sugestão!

..


Notebu dos vereadôs da Má-ringa


De manhã vi uns balões brancos na Avenida Mandacarú do candidato John. Aquele mesmo vereador que comprou os "notebu" sem licitação. De longe os balões pareciam preservativos inflados. Falando nisso, ele devolveu o dinheiro dos "notebu"?

domingo, 21 de setembro de 2008

Poizé!


Fiquem tranqüilas as autoridades. No Brasil jamais vai haverá epidemia de cólera. Nosso povo morre é de passividade. MILLÔR

Taí!


beleza


Fotografia menina na Etiópia. Veja muito mais AQUI.

Só rindo...

No hilário eleitoral fico de "butuca". Fico observando o povo. Tamanho dos dentes, cabelos, os dentinhos, dentões, cabelo "chanel", as falas, os nomes (lui, piu, xebra, fulano da padaria, sicrano da barbearia....). Desse jeito as Câmaras de Vereadores serão povoadas por um zoo de políticos.

Na Má-ringa

Imagem: Guto Cassiano Ontem, no hilário eleitoral, um candidato do PT do B (afe, que nome) disse que, uma vez eleito, inserirá uma disciplina sobre trânsito. O anarfabeto pensa que é vereador que faz currículo escolar. Vereador faz carreira. Vá estudar, Pedro Bó!

Enquanto isso, nos EUA

Captirado do Acir Vidal

Até tu, UNESP?


Do Blog de Renata Cafardo
A história do doutorado da Unesp
por Renata Cafardo, Seção: Ensino Superior s 19:22:31.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp), na unidade de Franca, manteve entre 1991 e 2005 um doutorado em Direito que nunca foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). O curso titulou como doutores 22 pessoas, entre elas juízes, procuradores e desembargadores. Alguns deles dão aulas atualmente na instituição.
A Unesp tentou por quatro vezes na Capes/MEC, órgão que cuida da pós-graduação no País, regularizar a situação do doutorado, mas o resultado das avaliações sempre foi insuficiente. Mesmo assim, o doutorado continuou a existir. O resultado foi que os títulos de doutores não são válidos nacionalmente. Muitos dos formados, no entanto, chegaram até a cargos de professor livre-docente na Unesp.
Atualmente, a Unesp tenta no Conselho Nacional de Educação (CNE) validar os títulos, mas ainda não houve decisão a respeito.
As últimas teses foram defendidas em 2005. E, em 2001, dez anos depois de criado o doutorado, foi proibida pela reitoria a entrada de novos alunos. A história veio à tona só agora pela denúncia de uma professora da própria unidade e foi publicada nesta semana pelo Estadão.
Tão surpreendente quanto essa história se dar em uma das mais prestigiadas universidade do País, foi a reação de alguns dos docentes titulados pelo doutorado e que também passaram a atuar como professores de Direito em Franca.
Eles acusam a reitoria da Unesp de ter "vazado" a informação para a imprensa. Uma das professoras, mesmo sendo advogada, chegou a exigir que eu revelase minha fonte, esquecendo o artigo da Constituição que diz "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".

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COMENTÁRIO: Lá também??????? Parece que os cursos de pós-graduação em direito funcionam torto.

Taí!







quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Poizé...


Sublime


Não vote em ficha suja



Morreu Lourenço Diaféria
É uma pena que não haja mais homenagens ou que as gerações mais jovens não o conheçam. Saibam que Diaféria tinha um vigor, uma vontade de escrever....
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Recebi texto do Blog do Juca Kfouri
Muiiito bom.
Por causa do texto abaixo, Lourenço Diaféria foi preso pela ditadura no Brasil.A menção ao Duque de Caixas, patrono do exército, foi considerada uma afronta, como coisa de comunista.E Diaféria era só corintiano, sensível como poucos, doce e decente, nem mesmo era de esquerda.Ditaduras são assim: ridículas.De tão fortes, são fracas, fragílimas, com medo da própria sombra.Todas elas.
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HERÓI. MORTO. NÓS.(Crônica publicada em 1º de setembro de 1977, na "Folha de S.Paulo", mantida a grafia original da época) Lourenço Diaféria
Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos. O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra. Que nome devo dar a esse homem? Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor. Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói -como o santo- é aquele que vive sua vida até as últimas consequências. O herói redime a humanidade à deriva. Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major. Está morto. Um belíssimo sargento morto. E todavia. Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias. O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel -onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer- oxidou-se no coração do povo.
O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar. O povo quer o herói sargento que sejao ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos. No instante em que o sargento -apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher- salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos. Esse sargento não é do grupo do cambalacho. Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais. É apenas um homem que -como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem- não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa. O povo prefere esses heróis: de carne e sangue. Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.
É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos. Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar. Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos. E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis -tarde demais. Homenagem a um grandeMorreu, aos 75 anos, Lourenço Diaféria, um dos maiores cronistas da vida de São Paulo, companheiro delicado, dedicado, firme.Outro amigo, Lino Castellani, seu fã, sugeriu a crônica abaixo para homenageá-lo.Valeu!
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ANTENA LIGADA Lourenço Diaféria
Troquei meu televisor em branco e preto por um televisor em cores com controle remoto, para facilitar a vida de meus filhos, que agora, sabe como é, época de provas, estão se virando mais que pião na roda. Imaginem que outro dia um professor teve a coragem de mandar meu filho gavião-da-fiel fazer um trabalho sobre o Sócrates.Fiquei uma arara.Em todo caso, apanhei a revista Placar e recomendei que o garoto consultasse os arquivos esportivos aqui da Folha e do Jornal da Tarde. Não é por ser meu filho, mas o guri caprichou do primeiro ao quinto.Tirou zero.Puxa, assim também é demais. Resolvi levar um papo com o professor, ver se não era perseguição. O professor foi muito gentil, porém ninguém me tira da cabeça que ele é palmeirense disfarçado de sãopaulino. Garantiu-me que havia ocorrido um equívoco: O Sócrates que ele queria era um craque da redonda que tomou cicuta. Essa é boa. Por que não avisou antes? Como é que vou adivinhar que o homem jogava dopado?Me manguei, mas o professor percebeu meu azedume. Disse que ia dar uma nova chance.Falou e disse.Preveni meu garoto que ficasse de orelha em pé, lá vinha chumbo. Dito e feito. O professor, deixando cair a máscara alviverde, deu uma de periquito campineiro e pediu um trabalho completo sobre o Guarani.Deixa que eu chuto, falei a meu filho. Pode contar comigo na regra três. Eu mesmo cuido da pesquisa.Peguei a escalação completa do Guarani, botei o Neneca no gol, fiz a maior apologia do time da terra das andorinhas. Pra me cobrir e não deixar nenhum flanco desguarnecido, telefonei pro meu amigo Antonio Contente, que transa em assuntos culturais e conexos, como seja a imprensa, e pedi por favor que ele me mandasse uma camisa oito autografada. Diretamente de Campinas e pelo malote.Não é pra falar, mas o trabalho escolar ficou um luxo.Sem falsa modéstia, estava esperando pro meu filho no mínimo aprovação cum laude e placa de prata, para não dizer medalha de honra ao mérito.Pois deu zebra.Começo a desconfiar que o tal professor me armou uma arapuca e entrei fácil, como um otário. O homem deve ser primo do Dicá. Sabem o que o mestre fez? Hem? Querem saber? Deu outro zero pro meu filho. O pior é que não devolveu a camisa oito autografada.Essa não deixei barato. Fui de peito aberto, às falas.- Ilustre - eu disse -, com o perdão da palavra, mas que diabo de safadeza vossa senhoria anda arrumando pro meu garoto gavião-da-fiel? Então eu perco tempo, pesquiso, consulto a história gloriosa da equipe campineira, faço a maior zorra com o time do Brinco da Princesa, e o garoto ganha cartão vermelho?Que grande cínico! O homem me olhou com aqueles olhos de olheiras - acho que tem almoçado e jantado mal, sei lá dizem que professor padece um bocado-, coçou a cabeça, murmurou:- Foi o senhor que fez a lição?Fiquei meio sem jeito:- Bem, fazer não fiz. Dei uma orientação didática. Pai é para essas coisas...Ele não se comoveu. Ao contrário, foi até rude:- Se aceita um conselho, para de dar palpite na lição de casa de seu filho. O senhor não conhece nada do Guarani.Falar isso na minha cara! Tive de agüentar calado. Nunca soube que no diacho do time campineiro figurasse uma dupla de área chamada Peri e Ceci. E com essa constante mudança de técnicos, como podia sacar que o técnico atual é o Zé de Alencar?- Tá bem - eu disse -, não vamos brigar por tão pouco. O professor pode dar outra oportunidade ao menino?Deu. O professor quer agora os capítulos completos de um romance, por coincidência com o mesmo nome do time de Campinas: o Guarani. É qualquer coisa com índio sioux que de repente se vê obrigado a salvar uma mulher biônica das águas da enchente. Deve ser novela em cores. Mas só para complicar a vida de meu filho, o professor não revelou o horário. Porém desta vez ele não me ferra. Pela dica do enredo, que deixou escapar, deve ser mais uma dessas sucessões de cenas de violência que a gente é obrigado a engolir todas as noites na televisão. Estou de antena ligadona, meu chapa.

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Poizé!

Do Blog Quarta Republica
"A inveja desenvolve-se como um traço do carácter nacional na mesma proporção em que o sucesso na vida passa a ser considerado como fruto do acaso e não como recompensa de um esforço" - John Stuart Mill, Consideration on representative government

Epa, larga do meu bolso!

Mão de ficha suja.

Braziu!

Braziu!

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