TUCA PUC 1977
EU QUASE QUE NADA SEI. MAS DESCONFIO DE MUITA COISA. GUIMARÃES ROSA.

domingo, 1 de julho de 2007

FEDEX: notícias de capital brasiliana


Notícias da província lulista onde fede corrupção e sangra o dinheiro do povo

De Elio Gaspari, Folha de São Paulo, 1/7/07: O PT casou com a República de Alagoas
NOSSO GUIA decidiu transformar a agenda horizontal de Renan Calheiros num processo de desmoralização do Senado e do PT. Na crise de 2005, o comissariado foi apanhado com dólares na cueca e com as arcas de Marcos Valério na contabilidade do partido. Era uma crise que, bem ou mal, nascia no PT e se irradiava para o governo. Escorregaram numa casca de banana que estava no caminho que haviam escolhido.Desta vez, decidiram atravessar a rua para escorregar na casca escolhida por Calheiros. Ele não é do PT, nem se pode dizer que faça parte do poder executivo. A "gestante" não ocupa cargo público. O lobista da Mendes Júnior, muito menos. A crise, portanto, foi estranha ao Executivo e ao partido. Apesar disso, Nosso Guia recauchutou a teoria da "ameaça à governabilidade" e filiou sua bancada no Senado à velha e boa República de Alagoas, com suas alcovas, chantagens e, sobretudo, esqueletos de armários alheios. Lula atravessou a praça dos Três Poderes para proteger o que há de pior na promiscuidade política do andar de cima alagoano. A bem da justiça, registre-se que o grão-tucano Teotonio Vilela Filho, ex-presidente do PSDB, sentou praça na volante de Calheiros logo nos primeiros dias da crise. Num quadro político decente, um senador que paga mesada a uma senhora valendo-se da intermediação de um lobista amigo, deixa o Parlamento que humilha. Quando isso não acontece, o Parlamento humilha o país. A "governabilidade" tornou-se uma gazua para justificar qualquer aliança e cambalacho destinado a subverter a discussão. Quando o senador Joaquim Roriz vai à tribuna e anuncia que sempre apoiou o governo e continuará votando com ele, está fazendo uma profissão de fé ou propondo um troca-troca? Até a semana passada o comissariado acreditava que a "governabilidade" seria aperfeiçoada se o Congresso cassasse o voto uninominal dos eleitores. Felizmente, pela vontade da Câmara dos Deputados, o projeto foi ao lixo. O presidente que começou seu governo encantando com sua biografia a plutocracia reunida em Davos é hoje um governante internacionalmente tisnado. Seu desembaraço moral não chega a mudar a opinião dos admiradores, apenas inibe suas manifestações.

Quanto ao Constantino, da Gol e TCCC (empresa de ônibus em Maringá) e outras pelo Brasil afora De Elio Gaspari: A Gol tornou-se a segunda maior companhia de transportes aéreos do país com simpatia, preços camaradas e obsessão pela competitividade. Quando a Varig ia às portas do BNDES pedir dinheiro para cobrir o buraco dos maganos que a saquearam, era um alívio pensar que ela poderia ser substituída por outra empresa, jovem, gentil e barata.Em menos de dois anos, Nenê Constantino, o patriarca da família que controla a empresa, levou a urucubaca de Wagner Canhedo para perto de seu desempenho.Canhedo, que como Costantino tinha frotas de ônibus, comprou a Vasp em 1990. Aquilo que pareceu uma história de eficiência no amanhecer da privataria acabou num lamaçal de amigos do Palácio do Planalto. A Vasp quebrou, e Canhedo é visto hoje no noticiário policial. Depois de ter feito o milagre da Gol em apenas seis anos de gestão, Constantino comprou a Varig por US$ 320 milhões, tendo como advogado um compadre de Nosso Guia, que o acompanhou numa visita ao palácio. Agora, a condição de amigo do senador Joaquim Roriz apensou-o à sua contabilidade bovina. Se os Constantino não tomarem cuidado, transformam-se num estudo de caso de uma empresa que, tendo chegado a valer US$ 6 bilhões, decidiu arriscar a sorte investindo no veneno dos bons amigos de Brasília.
De Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo: Sangrando e fedendo
Não foi a imprensa que diagnosticou tão radicalmente a crise atravessada pelo Senado. Foram alguns de seus membros, que estão sofrendo o constrangimento de serem senadores num momento em que dois deles estão sendo acusados não apenas de falta de decoro mas de improbidade. Sempre é reconfortante ouvir as vozes de Pedro Simon, de Jefferson Peres e, agora, a de Jarbas Vasconcelos, que traz de volta aqueles tempos do antigo MDB, que enfrentou a ditadura durante 21 anos.Espantosa a insensibilidade de Renan Calheiros diante da crise que ele criou não apenas para o Senado mas para a vida pública nacional. Se é inocente, se tem confiança em sua honestidade pessoal, o caminho que deveria tomar era o licenciamento do cargo que ocupa na mesa diretora da Casa. Ao contrário do que ele alega, seu afastamento, ainda que provisório, da cadeira presidencial não seria a admissão de culpa, mas a isenção que se espera do chefe de um colegiado legislativo.O "jus esperneandi" que ele está exercendo não apenas prolonga a crise mas a corrompe por dentro, a ponto de se vangloriar da absolvição pelo plenário em caso de votação secreta sobre a cassação de seu mandato.São expressões fortes as que estão sendo usadas por senadores respeitados pela opinião pública e que chegaram à mídia: o Senado está sangrando, o Senado está fedendo. Até quando?Pouco a pouco, com o olho voltado para seu interesse na estabilidade de sua base no Congresso, Lula está entrando na crise pelo lado inoportuno. E, mais do que inoportuno, pelo lado errado. Três anos e meio de mandato lhe dão força para cabalar apoios que serão cobrados na devida hora. É por aí que Renan acredita que sairá impune da prevaricação cometida.

De Clóvis Rossi, Folha de São Paulo: As freiras no cabaré Pelas contas do site especializado Congresso em Foco, citadas ontem por Fernando Rodrigues, só há três virgens no PMDB do Senado: Pedro Simon, Paulo Duque e Geraldo Mesquita, os únicos jamais indiciados pelos tribunais superiores. Três em 20 dá 15%. Só 15%. É preciso acrescentar qualquer comentário? Cabe, sim, uma dúvida: quantas virgens há nas bancadas dos demais partidos, já que sabidamente o PMDB não tem o monopólio da pouca vergonha? Cabem ainda outras perguntas: 1 - Por que só após um escândalo não sepultado rapidamente descobre-se que 85% da maior bancada do Senado tem "broncas" nos tribunais (para usar expressão da gíria policial, muito adequada ao presente momento)? Falha nossa, da mídia? Sim. Mas os meios de comunicação não têm mão-de-obra em quantidade suficiente para cobrir todo o vasto território tupiniquim e todos os cantos sórdidos em que metem suas mãos tantos políticos. 2 - Não caberia aos partidos políticos fazer uma seleção para impedir que tanta gente enrolada com a Justiça chegue a ser pai da pátria? Você, já totalmente cínico (e com razão), tem todo o direito de responder: deixe de ser tolinho. Os partidos fazem, sim, a seleção. Separam o joio do trigo e jogam fora o trigo. Com as exceções de praxe. 3 - Não caberia à Justiça, ao Ministério Público ou sei lá a que organismo de controle verificar os antecedentes dessa gente? É óbvio que ninguém pode ser condenado antes de devidamente julgado, mas algum tipo de controle no mínimo evitaria o imenso vexame de ser indicado para presidente do Conselho de Ética do Senado alguém que deveria estar no banco dos réus do conselho, e não na cadeira presidencial. 4 - Pedro Simon, Paulo Duque e Geraldo Mesquita, como vocês se sentem como freiras no cabaré?


E, por fim, de José Simão Ueba! Vacas mugem MUUU...TRETA! E sabe o que dá o cruzamento do boi do Renan com a bezerra do Roriz? O Touro Bandido! BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!Direto do País da Piada Pronta! "Boi, boi, boi/ Boi da Grana Preta/ Acorda essa criança/ Que é filha de empreiteira."E sabe como as vacas em Brasília estão mugindo? MUUUU...TRETA! Rarará! E diz que a "Playboy" tá rondando a Mônica do Renan Galheiros. Rondando, não: CERCANDO!Aí a "Playboy" vira "Playboi". Se fosse a Dercy, seria "Playlanca". E, se fosse a Sandy, "Playcenter". Rarará.E depois do Photoshop a "Playboy" virou revista de ficção.Até a pelada se espanta quando vê a revista na banca: "Nossa, eu não sabia que era tão gostosa assim". Rarará!E diz que o Renan é tão feio, mas tão feio, que não paga pensão -é indenização!E sabe qual a semelhança entre o Clinton, o Renan e o Cebolinha? Os três sofreram nas mãos duma Mônica. Rarará!E a mudança nos documentos. Sabe o que é CPF? Cuidado, Polícia Federal. E RG? Relaxa e Goza!Zona aérea! Diz que a Infraero tá promovendo concurso pra controlador de gozo! Procura-se controlador de gozo!E, em aeroporto, sala VIP é: Vai Isperar Pacas! E, depois do relaxa e goza, uma amiga gritou: "Agora eu sei onde o meu marido me enganava: no cafezinho do aeroporto".E diz que tem controlador gago e surdo. "CUCUCUidado, vai baaaateter." Pá! E surdo. "Torre! Torre!" "HEEIIIN?" Pá!E sabe o que dá o cruzamento do boi do Renan com a bezerra do Roriz? O Touro Bandido!E sabe como o Renan convoca as testemunhas? Pelo berrante. Paaaa. Aí, não convoca, convaca. Rarará.É mole? É mole, mas sobe! Ou, como diria o outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês.É que em Chácara, Minas, tem uma marca de manteiga chamada Vim da Vaca! Deve ser homenagem à fortuna do Renan Galheiros: vim da vaca! Rarará!Mais direto, impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Fabulosa": companheira Marta relaxando e gozando num avião da FAB! Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês.Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã!Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

3 comentários:

Fábio Mayer disse...

Marta,

O caso da VARIG mistura irresponsabilidade corporativa com interesses políticos excusos e uma opção deste governo atual em simplesmente deixá-la morrer.

Acontece que a VARIG é credora do governo em 1,5 bilhão de reais, dinheiro mais que suficiente para colocá-la no ar, apesar de sua dívida monstruosa.

O que o governo fez? Apelou a todos os tribunais até a última instância, mesmo perdendo em todos eles, e negou empréstimos do BNDES que podiam ser garantidos com o crédito dela junto ao Tesouro Nacional. Com efeito, seria um ótimo negócio para os dois, com os juros da operação, o Tesouro abateria parte da dívida. Mas deixou a VARIG morrer e logo depois a vendeu para a GOL, manobra exatamente igual à feita com a antiga PANAIR, 40 anos atrás.

A VARIG deixou de enxugar sua estrutura administrativa, isso é verdade. Até caviar importado da Rússia ela pagava para a diretoria. Mas o governo podia intervir na companhia, o que seria possivel pelo novo processo falimentar. Com isso, e o aporte de dinheiro que o governo agora deve para a massa falida, teria salvo a empresa, se bem que ela seria adequada aos novos tempos... mas o que efetivamente ocorreu, cheira a favorecimento para alguém, e hoje começam a aparecer indícios disso.

Marta Bellini disse...

Favorecido: os Constantinos? taí, Fábio! Descobrimos.

Anônimo disse...

Quem apóia corrupto,mesmo não o sendo, fica com a fama. E é isso que o Lula está buscando e coneguindo: ficar conhecido como um governo corrupto e que apóia corruptos.

Braziu!

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